Casos da Covid-19 já mostram desaceleração em alguns lugares do mundo 656

“Como se espera que o pico no número de novos casos diários ocorra exatamente nestes próximos dez dias, talvez os EUA possam cogitar um retorno gradual de sua atividade a partir de maio”

Na semana passada, o presidente Trump não apenas reconheceu que sua ambição de retorno à normalidade logo após a Páscoa era impraticável, como sinalizou que as medidas mais severas de isolamento social devem se prolongar até pelo menos o final deste mês de abril.

Em meio à pandemia da Covid-19, os EUA, e virtualmente qualquer outro lugar do mundo, se defrontam com o dilema de tentar controlar o ritmo de avanço das infecções, que naquele país, já somavam mais de 335 mil ao final do domingo, dia 05, ao custo de um enorme impacto econômico. Neste caso, ele pode ser medido, por exemplo, pela explosão dos pedidos de auxílio desemprego, que nas duas últimas semanas apenas, alcançaram quase 10 milhões.

Como se espera que o pico no número de novos casos diários ocorra exatamente nestes próximos dez dias, talvez os EUA possam cogitar um retorno gradual de sua atividade a partir de maio. E esse é um talvez recoberto de grande incerteza, como demonstram Itália e Espanha, que já deixaram seus respectivos picos diários para trás há mais de uma semana e ainda parecem distantes, mesmo assim, de relaxarem suas quarentenas bastante restritivas.

No Brasil, embora o número absoluto de casos ainda seja uma fração dos registrados nos EUA, em termos relativos nosso dilema não é menor. De um lado, porque a despeito das evidências de subnotificação do número real de infecções, os casos diários confirmados já estão na casa do milhar e podem mostrar aceleração nos próximos dias. De outro, porque os primeiros indicadores quanto ao impacto econômico da pandemia e de suas medidas de controle, embora ainda localizados, já se mostram bastante significativos.

Tome-se como exemplo o indicador Cielo de vendas nominais do varejo. À medida em que as medidas de distanciamento social se tornavam mais restritivas e eram aplicadas em um número maior de estados, os dados do comércio mostravam uma deterioração simultânea e bastante expressiva, conforme mostra o gráfico abaixo.

Os destaques na agenda econômica desta semana no Brasil são a esperada aprovação pelo Senado da chamada PEC do Orçamento de Guerra (já votada pela Câmara Federal), que libera o Executivo das amarras da Regra de Ouro e da Lei de Responsabilidade Fiscal para poder ampliar as medidas de mitigação da crise econômica. Na 5ªa-feira, o IBGE divulga o IPCA de março, o último com variação positiva antes de dois meses (abr-mai) em que provavelmente serão registradas variações negativas (deflação). No exterior, as atenções estarão voltadas para uma reunião entre os principais produtores de petróleo, que buscam um acordo para reduzir a oferta do produto em meio ao colapso da demanda e que trouxe os preços de US$ 60/barril ao final de 2019 para os atuais US$ 25.

Por José Pena é economista-chefe da Porto Seguro Investimentos.

Novo Coronavírus – empresas podem justificar dívidas em atraso 638

“Todos os países adotaram manobras de contenção com o intuito de minimizar as consequências devastadoras pelo advento e propagação do Covid-19”

Em meio ao caos que se instaurou no Brasil nesta semana em função da rápida propagação do Coronavírus e, consequente fechamento temporário de empresas, os brasileiros foram tomados por incertezas, principalmente no que diz respeito a honrar dívidas assumidas antes das medidas adotadas pelo Governo.

É do conhecimento de todos que a quarentena é necessária para que possamos inibir a propagação do vírus, no entanto, é sabido também que boa parte das empresas brasileiras são de pequeno e médio porte, ou seja, muito provavelmente elas não terão fôlego suficiente para suportar um ou dois meses fechadas. Isso significa que, inevitavelmente, boletos vão atrasar, funcionários talvez não consigam receber, contratos com fornecedores serão quebrados e assim por diante.

De fato, o cenário é assustador e trata-se de uma situação muito delicada de alcance mundial e que levaremos algum tempo para processar, se adaptar e, posteriormente, retomar o ritmo normal do mercado. A boa notícia é que medidas estão sendo tomadas para que de alguma forma os empresários, e a sociedade como um todo, possam respirar em meio a tantas notícias ruins.

Uma delas e talvez, me arrisco a dizer, uma das principais, é a Resolução nº 313 assinada em 19 de março de 2020 pelo Ministro Dias Toffoli, que se refere ao descumprimento da obrigação contratual não culposa por caso de fortuito ou força maior e da suspensão das obrigações decorrentes de decisões judiciais.

Basicamente, o texto diz que quem atrasar suas dívidas em função de um motivo de força maior (como a crise mundial que estamos vivendo) – quando é declarado o estado de calamidade, conseguirá se isentar de todo tipo de pagamento de juros, multas ou protestos decorrentes do atraso de pagamentos e/ou descumprimento de acordos firmados antes da crise.

Assim como o Brasil, verificamos que todos os países adotaram manobras de contenção com o intuito de minimizar as consequências devastadoras pelo advento e propagação do Covid-19. Uma vez decretado o estado de calamidade pública, pode se justificar a queda na cobrança de tributos, e outras providências a serem tomadas pelo poder público, com o intuito de salvaguardar a saúde das empresas brasileiras, na medida do possível.

Algumas determinações judiciais possuem ressonância direta com a saúde financeira de uma empresa, assim, devem ser suspensas ações que gerem mais problemas diante da calamidade pública e calamidade financeira pela qual atravessa o país.

Tal medida se justifica, ainda, no princípio da vedação à onerosidade excessiva do executado (art. 805, CC), bem como no princípio constitucional da função social da empresa. Princípio este que se apresenta como vetor para o exercício saudável da atividade econômica, já notadamente fragilizada antes do advento dos impactos causados pelo Covid-19.

A manutenção de atos constritivos em situação de calamidade pública gera a impossibilidade de preservar a empresa e a atividade que ela exerce, prejudicando diretamente não só seus colaboradores, mas também toda uma cadeia de consumo que deve ser preservada neste momento.

Assim, a restrição ou suspensão de pagamentos em acordos celebrados (judicial ou extrajudicialmente), execuções em fase expropriatória, e etc., para priorizar a manutenção da atividade empresarial, e a relação existente entre a empresa e o colaborador que ali labora é crucial neste momento.

Com isso, em função da situação na qual nos deparamos, pode-se justificar a autorização da quebra antecipada, de forma não culposa, de contratos celebrados entre as partes, quando seu cumprimento se tornar notadamente impossível, ou, no caso de judicialização dos mesmos, a suspensão temporária do cumprimento das obrigações deles derivadas.

Por Benito Pedro Vieira Santos, sócio da Avante Assessoria Empresarial http://www.avanteadm.com.br e especialista em Reestruturação de Empresas

PIB sofrerá contração de 3% este ano, diz Porto Seguro 667

Estimativa para o índice oficial de inflação em 2020 é de 1,9%

O cenário de atividade bastante fraca devido às medidas de isolamento social para evitar a disseminação do novo coronavírus deve ocasionar queda de confiança e maior endividamento, o que vai mitigar a velocidade de recuperação da economia mais à frente.

É o que avalia o economista-chefe da Porto Seguro Investimentos, José Pena, para quem o Produto Interno Bruto (PIB) sofrerá um tombo de 3% neste ano. Para ele, o grau de previsibilidade é “minúsculo” atualmente, mas os indícios apontam um viés pessimista para as projeções.

Dada a mudança de comportamento da sociedade, Pena nota que o orçamento mais apertado das famílias deve fazer com que os preços no setor de serviços sejam segurados, ainda mais com o desemprego em alta.

Quanto aos impactos do câmbio, o economista espera que as empresas não repassem integralmente a depreciação do real em relação ao dólar para o consumidor final. “Se as empresas aumentarem o preço em um cenário de demanda ainda fraca, os impactos podem ser ainda maiores.”

Assim, Pena acredita que há uma desinflação contratada por conta dos preços de commodities, mesmo com a alta recente do petróleo. “Eu olho para a frente e, considerando que a retomada será mais lenta do que a gente gostaria, a chance de uma inflação bem mais baixa aumenta. E o número do IPCA de hoje sanciona a nossa visão”, afirma o economista da Porto Seguro, cuja estimativa para o índice oficial de inflação em 2020 é de 1,9%, abaixo da banda inferior da meta de 4%.

Dado esse panorama, ele avalia que o Banco Central cortará a Selic mais duas vezes e levará o juro básico a 2,75% no fim deste ano.

“Se eu estiver minimamente certo com os números de inflação, não tem motivo para não cortar os juros e o BC terá de reduzi-los ou vai estar apertando a política monetária”, afirma Pena.

O economista diz, ainda, que a visão de que o juro não será reduzido porque o BC está focando em liquidez no momento é “equivocada”, tendo em vista que, para ele, a autoridade tenta desentupir o canal de crédito para fazer com que a política monetária chegue na ponta.

HDI Seguros participa da contratação de 140 anestesistas para Hospital das Clínicas 774

Valor do investimento social chega a R$ 55 milhões graças à captação com parceiros

O BTG Pactual, Cosan, HDI Seguros, Advent, Aegea, Perfin e Alupar se reuniram em um projeto para contratar 140 anestesistas de reforço para o Hospital das Clínicas. O novo time chega nesta quinta-feira, dia 09, e vai permitir o funcionamento de mil plantões extras por mês, o que equivale a quase 12 mil horas de serviço.

“Quando entramos em contato com o hospital, nos disseram que o gargalo era de anestesistas, por isso começamos por essa área”, explica Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual. “Estamos trazendo profissionais de hospitais privados que tiveram cirurgias eletivas canceladas, por isso podem atuar nessa causa”, complementa o executivo. No cenário atual da Covid-19, os anestesistas são particularmente ainda mais importantes pois são responsáveis por entubar e manter os pacientes sedados por longa permanência.

O banco e seus sócios já haviam anunciado na semana passada a doação de R$ 50 milhões para projetos de combate ao novo coronavírus. Agora, o valor do investimento social chega a R$ 55 milhões graças à captação com parceiros. Desse montante, R$ 7 milhões foram direcionados ao Hospital das Clínicas até o momento por meio de contratações e compra de materiais e equipamentos.

“Estamos comprometidos com diversas iniciativas de controle da pandemia de Covid-19 no Brasil. Nesse momento, em que o empenho e dedicação de todos é fundamental para conter o número de transmissão e apoiar as instituições e profissionais que estão à frente dessa luta, abraçamos essa iniciativa com o BTG. Valorizar o humano faz parte da HDI”, afirma Murilo Riedel, presidente da HDI Seguros.

As pessoas que também tiverem interesse em contribuir com o HC podem doar pela conta que o BTG Pactual criou, especialmente dedicada ao hospital:

Banco BTG Pactual SA

CNPJ: 30.306.294/0001-45

Agência: 001

Conta: 2613669

Fonte: Ketchum

ENS promove Semana da Saúde mesmo em regime de home office 659

Semana foi marcada por e-mails marketing que levaram orientações e dicas de cuidados com a saúde física e emocional

O Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, tornou-se ainda mais importante neste ano, diante da atual pandemia do novo coronavírus.

Desenvolvida há mais de 10 anos pela ENS, a Semana da Saúde é uma ação voltada aos colaboradores da Instituição, que tem como objetivo conscientizar e estimular a prática de atividades ligadas ao bem-estar e à qualidade de vida.

Apesar das limitações impostas pela quarentena e com todo o corpo de colaboradores em regime de home office, a ENS manteve a ação, que aconteceu ao longo desta semana, sendo adaptada de acordo com as atuais possibilidades.

Dessa forma, a semana foi marcada por e-mails marketing que levaram orientações e dicas de cuidados com a saúde física e emocional. Foram indicados profissionais de educação física que promovem treinos online e fornecidas receitas de alimentação saudável visando ao aumento da imunidade.

Para o diretor geral da ENS, Tarcísio Godoy, esta é mais uma demonstração de que a Instituição segue operando em todas as frentes. “Temos diversos cursos acontecendo em ambiente virtual, nossas ações comerciais continuam sendo intensificadas e nossos colaboradores têm à disposição as habituais ações de endomarketing”, revela o executivo.

A Diretoria da ENS reitera que sua maior preocupação no momento é com a saúde e o bem estar de seus colaboradores, alunos, professores, parceiros e demais públicos com os quais interage. A Instituição seguirá adotando as medidas necessárias para prevenir a transmissão do coronavírus, sempre de acordo com as orientações dos órgãos de saúde e dos governos estaduais.