“Não importa se você é de direita ou de esquerda, política econômica boa é uma só”, analisa Victoria Werneck 1228

Economista-Chefe da Icatu Seguros participou de almoço ao lado do cientista político Francisco Ferraz

Almoço reuniu público seleto na sede da Federasul, em Porto Alegre (RS). William Anthony/JRS
Almoço reuniu público seleto na sede da Federasul, em Porto Alegre (RS).

A população brasileira continua sem perspectivas de solução para o atual momento de crise vivido pelo País há aproximadamente dois anos. A afirmação fica reforçada pela última pesquisa divulgada pelo Ibope nesta quarta-feira. O levantamento realizado com 2.002 pessoas em 142 municípios aponta que apenas 10% da população aprova o Governo Dilma, ante 69% de avaliações negativas. Com esta premissa, o almoço “Tá na Mesa”, realizado semanalmente na sede da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), abordou os próximos capítulos de nossa história política e econômica. “E agora Brasil?”, foi a principal questão emitida a Francisco Ferraz, professor e cientista político, e Victoria Werneck, economista-chefe da Icatu Seguros.

O lala
O cientista político Francisco Ferraz.

Em uma análise da atual conjuntura política, Ferraz atentou que a democracia brasileira não é consolidada. “Nosso sistema político sofre mudanças a cada cinco anos, em média. Nossos problemas não serão resolvidos com mais uma reforma política”, disse. Durante coletiva de imprensa, 0 cientista político demonstrou como diversos países consolidaram instituições e regimes. “Precisamos de estadistas que lembrem do ontem, pensem no hoje e também no amanhã”, explicou.

O professor também reitera o famoso “toma lá, da cá” político. Onde uma votação para o impedimento de um Presidente da República acaba “de forma escancarada” em troca de cargos. “Qualquer ação deste governo com o Congresso sempre envolve alguma transação e não enxergo que isso vá mudar”, apontou. Francisco Ferraz alerta que ainda não é o momento para se realizar análises de um provável governo do Vice-Presidente Michel Temer. “O quadro é bem maior do que a simpatia do povo por um líder político”, complementou ao lembrar da tentativa do Governo Federal em nomear o ex-presidente Lula como Ministro de Estado.

O mercado segurador se fez presente durante o encontro. Na imagem Rodrigo Pelaipe, diretor executivo da Emergency Corretora; Guacir Bueno, presidente-eleito do SindSeg-RS; Odete Dias, executiva da Emergency Corretora; Jota Carvalho, editor-chefe do JRS e Ricardo Rezende, diretor comercial da PlaniLife.
O mercado segurador se fez presente durante o encontro. Na imagem Rodrigo Pelaipe, diretor executivo da Emergency Corretora; Guacir Bueno, presidente-eleito do SindSeg-RS; Odete Dias, executiva da Emergency Corretora; Jota Carvalho, editor-chefe do JRS e Ricardo Rezende, diretor comercial da PlaniLife.
Victória Werneck, economista-chefe da Icatu Seguros.
Victoria Werneck, economista-chefe da Icatu Seguros.

“Independentemente de quem esteja governando haverá uma grande queda no Produto Interno Bruto do Brasil este ano. A inflação ficará acima do teto da meta, que é de 6,5%. E, no próximo ano, teremos um crescimento muito baixo”, contou Victoria Werneck. Ela ainda previu que “teremos quatro ou cinco anos de queda do PIB per-capta. A sensação de que você rema, rema e rema sem sair do lugar. No cenário internacional, o Brasil é um dos poucos países que está indo para trás”, argumentou.

A chefe de economia da Icatu Seguros também reitera que urgentemente o Brasil precisa deixar este momento de estagnação. Tomar um rumo é fundamental para sair da crise, segundo Victoria. Ela lembrou de erros sistemáticos, como as chamadas “pedaladas fiscais”, e o desrespeito ao famoso conceito do tripé macroeconômico. “Não importa se você é de direita ou de esquerda, política econômica boa é uma só”, lembrou a economista quando questionada sobre o sucesso de Lula no campo econômico em seu primeiro mandato.

 

Assista novamente a participação de Victoria Werneck no Seguros Sem Mistério em 2014:

Confira todas as imagens:

“Não importa se você é de direita ou de esquerda, política econômica boa é uma só”, analisa Victória Werneck

Artigo: A transformação digital nunca foi tão urgente 488

Ferramentas modernas são decisivas para a sobrevivência das empresas em meio à crise

Não é novidade: a tecnologia facilita a vida das pessoas e das empresas. Contudo, em tempos de pandemia, o valor da inovação se mostrou ainda maior. O home office e o delivery se tornaram as principais alternativas das corporações para manterem os negócios. Nesse cenário, o investimento em sistemas de ponta nunca foi tão urgente.

A aposta em transformação digital gera um aumento de 92% no faturamento em vendas. É o resultado de estudo desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo – SBVC em parceria com o Oasis Lab Innovation Space. Para as organizações entrevistadas, a ação resulta em um diferencial competitivo no mercado. Portanto, se atentar a esse fator é decisivo em tempos de crise!

Quem lida com atendimento também precisa se preparar com dispositivos modernos. Os recursos tecnológicos são uma saída para proporcionar mais independência aos clientes. Além disso, diminuem despesas operacionais e facilitam a manutenção. Dessa maneira, tanto a vida do usuário quanto a dos empresários fica mais fácil.

Minha recomendação é: aproveite a tecnologia! Nas ligações, também se pode contar com esse auxílio. Por meio de Unidades de Resposta Automática – URAs customizadas é possível realizar atendimentos completos sem a necessidade de direcionamento para um operador. Os projetos são elaborados em conjunto com os clientes, visando a criação do recurso mais completo possível, capaz de preencher qualquer lacuna existente na operação.

Algumas lojas já utilizam essa ferramenta de maneira integrada ao sistema de vendas. Desse jeito, o consumidor não precisa falar ou depender de alguém para informar o status de seu pedido, por exemplo. Ele consegue fazer o rastreamento das demandas por meio do atendimento eletrônico da URA.

Períodos de crise vem e vão, às vezes de maneira inesperada. A única forma de sobreviver é saber se adaptar com eficiência, segurança e economia. Minimize os riscos por meio da transformação digital!

* Por Giovane Oliveira, diretor de tecnologia da Total IP – Soluções e Robôs para Contact Centers.

Pedidos de recuperação judicial caem em abril 749

Resultado é 3,2% menor que o visto no mesmo mês em 2019

O último mês de abril, marcado pelos efeitos negativos do isolamento social e da queda do consumo, registrou 120 pedidos de recuperação judicial, de acordo com dados da Serasa Experian. O dado ficou próximo aos 124 acordos requisitados no mesmo mês de 2019, o que representa uma queda de -3,2% no período. Já quando analisado em comparação com março deste ano, sem ajuste sazonal, houve um aumento expressivo de 46,3% no volume de recuperações judiciais solicitadas, ante os 82 pedidos que foram feitos na época.

O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, analisa que por conta dos prazos burocráticos para que as decisões de solicitar a recuperação judicial se concretizem, os números ainda não sofrem tanto impacto relacionado ao atual período de incertezas econômicas, mas prevê que esse número cresça daqui em diante. “Com empresas enfrentando dificuldades no fluxo de caixa e para manter a folha salarial em virtude da queda considerável dos níveis de consumo e de produção, nos próximos meses devemos ter um aumento dos pedidos, sendo que as empresas de menor porte e as recentemente criadas deverão ter uma maior representatividade”, projeta o economista.

Rabi ainda explica que apesar da queda observada na comparação anual, o índice pode ser considerado estável, uma vez que a variação das quantias absolutas, ou seja, o total de requerimentos, são relativamente baixos. “Podemos enxergar essa estabilidade quando analisamos que o acumulado deste ano até abril totalizou 377 pedidos, sendo praticamente igual ao do ano passado, quando tivemos 371”, explica o economista.

Setor de serviços e micro e pequenas empresas lideram pedidos em abril

O indicador de Recuperação Judicial da Serasa revela que o setor de serviços foi o mais impactado e quase dobrou o número de requisições, passando de 56 solicitações de recuperação judicial em abril de 2019 para 92 em igual mês de 2020. Os demais seguimentos tiveram baixa, entre elas a mais acentuada foi no setor primário, que diminuiu de 22 pedidos para apenas 3.

Na análise por porte todas as naturezas jurídicas tiveram diminuição, no entanto, as micro e pequenas empresas continuam se destacando, com 226 pedidos feitos em abril deste ano. Em seguida estão as médio porte (99) e grandes empresas (52).

Solicitações de falências caem 42,7% em abril

Em abril de 2020 foram registradas 75 requisições de falências, uma retração de 42,7% em relação ao mesmo mês de 2019 que marcou 131 requerimentos. O economista Luiz Rabi pondera que a baixa tem a ver com o fato de que tanto as empresas credoras como as devedoras têm buscado flexibilizar novos acordos financeiros para suas dívidas, demovendo mesmo que temporariamente, os credores a entrarem com pedidos de falências.

Serasa promove capacitações gratuitas para ajudar pequenos negócios

Para ajudar os micro, pequenos e médios empresários a atravessarem a turbulência deste momento, a Serasa Experian tem promovido uma série de ações on-line neste mês de maio. Os empreendedores que estão com dificuldades financeiras podem acompanhar todas as quintas às 18h, uma série de lives no Instagram da Serasa. Sob o comando de especialistas da Serasa e convidados especiais, toda semana o conteúdo é diferente e ajuda as empresas a manterem o fluxo de caixa, potencializarem suas vendas e praticarem uma boa gestão de pessoas à distância. Neste mês, haverá uma programação especial sobre fraudes e abordagem criativa junto a clientes.

Além das lives, a Serasa também vem ajudando os empresários de pequeno porte com uma série de materiais gratuitos voltados para o cuidado da saúde financeira dos negócios e um curso on-line gratuito para micro e pequenos empreendedores individuais (MEIs).

Outra iniciativa é o ‘Estímulo 2020’, um movimento nacional e sem fins lucrativos da qual a Serasa faz parte e que reúne empresas de diversos setores para oferecer capacitação e crédito online barato aos pequenos negócios que estão sofrendo os impactos econômicos do isolamento social. Pequenas empresas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 2 milhões por ano e existem há pelo menos três anos podem participar. A inscrição é feita no site www.estimulo2020.org.

A série histórica deste indicador está disponível em:
https://www.serasaexperian.com.br/amplie-seus-conhecimentos/indicadores-economicos

Novo corte da taxa de juros pode enfraquecer ainda mais a economia 502

 Nova medida foi baseada no embate recessivo do novo coronavírus

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foi divulgada na última semana, e reforçou que o corte feito pelo Banco Central (BC), pode se repetir na próxima reunião, que acontecerá nos dias 16 e 17 de junho. O mais recente corte foi de 0,75 ponto percentual, com a Selic indo para 3% ao ano, sendo a menor taxa da história. Se para a próxima reunião o corte for da mesma magnitude, já que o Copom não descarta possibilidade, o ciclo anual de ajustes pode encerrar com a Selic nos 2,25% anualmente. Entretanto, para a concretização desse cenário, depende do quadro fiscal e da conjuntura econômica como um todo.

A nova medida foi baseada no embate recessivo do novo coronavírus (Covid-19), e surpreendeu parte do mercado, que esperava um corte menor, de meio ponto. No entanto, apesar da decisão ter sido unânime, 2 membros do Comitê eram a favor de um corte ainda menor, e como destacado, isso pode vir a acontecer na próxima reunião. Para Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth, a taxa de juros não vai gerar nenhum impacto positivo.

“Pode ser inclusive um erro do Copom, em um momento onde a economia está bastante enfraquecida e o consumo bastante reduzido em função da pandemia, um novo corte da taxa de juros pode enfraquecer ainda mais a moeda e não traz benefício nenhum para o aquecimento da economia”, explica a Sócia-Diretora da FB Wealth.

No entanto, o limite de baixa taxa de juros no país foi colocada em discussão pela autoridade monetária. O BC afirmou que o “lower bound” (limite inferior), no Brasil é mais elevado do que nos países desenvolvidos, dado que diante da profunda incerteza, é natural ter um aumento nos riscos. “Não acredito em taxa a zero. O país não tem força suficiente para ter uma taxa de juros em zero”, enfatiza Casabona. A Sócia-Diretora também afirma que a situação interna é claramente favorável à Selic menor, mas exteriormente a taxa de câmbio pode ser elevada temporariamente. “Então, o Brasil precisa de uma taxa de juros um pouco mais alta para equilibrar a economia, níveis muito baixos da taxa de juros não são sustentáveis na nossa economia, principalmente em investidores estrangeiros”, finaliza.

Dicas para destacar a sua empresa no ambiente digital 487

Segundo pesquisa, as compras online devem gerar faturamento de R$ 90,7 bilhões em 2020, com crescimento de 21% em relação ao ano passado

O crescimento do comércio eletrônico já era uma tendência e uma crescente no mercado de vendas, nacional e internacional. A partir do fechamento obrigatório de estabelecimentos de comércio e serviços não essenciais como medida de combate a pandemia do novo Covid-19, comprar online tornou-se uma forma de continuar fazendo compras, desde supermercados, até roupas, eletrônicos e outros artigos.

Neste cenário, para muitos lojistas, vender pela internet se tornou a melhor (e em alguns casos a única) opção para continuar realizando seus negócios. Muitos empresários estão criando a sua loja virtual ou entrando em marketplaces – plataformas online mediada por uma empresa em que vários fornecedores se inscrevem e vendem seus produtos.

No Brasil, diversos marketplaces ganharam força nos últimos anos – e com a pandemia ainda mais relevância. Entre os principais podemos citar o Mercado Livre, Amazon, B2W, Magazine Luiza, Ricardo Eletro, Carrefour, entre outros. Se no mundo das vendas online, o marketplace é um shopping virtual, é bem interessante para o lojista estar inserido no canal de vendas para aumentar seu faturamento, conseguindo maior visibilidade e consequentemente, novos clientes.

De acordo com Sidney Zynger, especialista em comércio eletrônico e diretor de marketing do Bling (https://www.bling.com.br/) – sistema de gestão empresarial online para micro e pequenas empresas – as empresas que querem sobreviver na oscilação atual do mercado precisam investir em tecnologia e nas vendas online como questão de sobrevivência. O comportamento do consumidor também está mudando, mostrando maior interesse nas compras pela internet, e cada vez mais, as empresas percebem que depender somente de vendas na loja física pode ser um limitador, e vender em outros canais, como loja virtual e marketplace é uma forma viável de manter a operação viva e saudável financeiramente.

Segundo Zynger, é necessário apostar em ferramentas que auxiliem o lojista nesse novo momento. “Para empresas que querem começar a vender online, uma dica é apostar em marketplaces e ter a tecnologia como aliada. Já existem muitas ferramentas que auxiliam os empreendedores, como por exemplo, os sistemas de gestão, e temos uma variedade de canais de vendas. Apostar nessas soluções agrega valor para a empresa, que começa a traçar novos nichos de mercado.” comenta.

Confira algumas dicas para começar a vender em marketplaces:

1. Faça descrições completas dos produtos

Quanto mais informações – e apresentadas de forma clara – a descrição do seu produto tiver, maiores as chances de conversão.

2. Use fotos que se destaquem em meio à concorrência

Boas fotos do produto, além de chamar a atenção do consumidor, ajudam a eliminar dúvidas sobre os produtos e passam mais confiança.

3. Escolha a plataforma mais adequada para seu negócio

Saiba o diferencial de cada plataforma, para entender qual é a melhor opção para o seu negócio.

4. Faça seu cadastro como um parceiro no Marketplace

Ao fazer o seu cadastro em um marketplace, não deixe de selecionar a opção de parceiro para começar a vender os seus produtos.

5. Cadastre e venda seus produtos

Com os produtos devidamente cadastrados na plataforma, você poderá vendê-los com muita praticidade.

6. Não se esqueça de ter presença de marca

Um dos pontos apresentados como negativos do marketplace é a predominância da plataforma sobre o visual da marca. No entanto, é possível colocar a marca da sua loja em seus produtos, criando um vínculo entre sua empresa e o consumidor.

7. Cuide da logística e fique de olho nos prazos de entrega

A logística é um fator determinante para quem deseja oferecer um bom serviço. Afinal, é necessário respeitar os prazos de entrega para não sofrer punições ou uma má reputação.

8. Fique atento ao gerenciamento de contas do negócio

Apesar do marketplace trazer diversas funcionalidades e a possibilidade de automação de alguns processos, isso não significa que você não precisa ter um pouco de atenção. Também fique de olho na taxa de comissionamento para não ter surpresas após começar as vendas.

MEIs no Brasil podem solicitar nova linha de crédito 510

Confira as regras do pacote de linha de crédito e como isso pode ajudar no cenário econômico marcado pela pandemia

Caixa Econômica e SEBRAE se unem para dar condições especiais para microempreendedores brasileiros

A Caixa Econômica Federal (CEF) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) se uniram para ajudar os pequenos empresários que enfrentam problemas em função da crise econômica global provocada pelo novo coronavírus.

A parceria entre as duas entidades vai ampliar as operações de crédito para as MicroEmpresas Individuais (MEIs), com taxas mais baixas e prazos maiores.

A medida é para ajudar os empreendedores a driblarem os impactos da crise econômica provocada pelas medidas de contenção da covid-19 adotadas pelos governos municipais e estaduais.

Ajuda aos MEIs

Com o distanciamento social necessário para o achatamento da curva de disseminação da doença, que pode causar complicações e levar à morte, muitos pequenos negócios sofreram perdas significativas e estavam encontrando dificuldades em conseguir linhas de crédito.

De acordo com dados do Sebrae, cerca de 60% dos pedidos de crédito feitos por esses micros empreendedores são negados pelos bancos.

A negativa acontece porque essas instituições fazem rígidas exigências para que o empréstimo seja concedido e o empreendedor não consegue cumpri-las.

A CEF disponibilizou uma linha especial de crédito de R$ 7,5 bilhões para os MEI, disponibilizada pelo banco e garantida pelo Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe).

O Sebrae, responsável pelo fundo, irá destinar ao fundo 50% de sua arrecadação pelos próximos três meses, para fortalecê-lo.

Serão disponibilizados até R$ 12,5 mil para os MEI, com carência de até nove meses e juros de 1,59% e dois anos para o pagamento.

As Microempresas, por sua vez, terão acesso a até R$ 75 mil, com carência de 12 meses e juros de 1,39%, com prazo de até 30 meses para amortização.

Já as empresas de pequeno porte poderão conseguir empréstimos de até R$ 125 mil com a mesma carência de 12 meses, porém, com juros de 1,19% e prazo de 36 meses.

Quem pode solicitar o crédito

A nova linha de crédito especial está disponível para empreendimentos do setor de indústria, inclusive a agroindústria, comércio e serviços.

Podem fazer a solicitação MEIs, Microempresas e empresas de pequeno porte.

No entanto, há condições para a concessão: os empreendimentos precisam ter pelo menos 12 meses de faturamento e não ter nenhuma restrição de Cadastro de Pessoa Física (CPF) nem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Como solicitar

O primeiro passo é assistir um vídeo de cinco minutos disponibilizado pelo portal do Sebrae . Para ter acesso a esse material é preciso ser cadastrado no site da instituição.

É um procedimento obrigatório para que o empreendedor possa fornecer dados para a CEF e dar sequência ao processo. Depois, é preciso aguardar 72h para a checagem dos dados e avançar na solicitação.

Em seguida, já é possível fazer um pré-cadastro pela internet ou ir a uma agência da Caixa. Será necessário ter em mãos os seguintes documentos:

CNPJ ativo e regular;

CPF ativo e regular de todos os sócios e representantes da empresa;

Contrato social e suas atualizações ou Certificado da Condição do Microempreendedor Individual (CCMEI);

Comprovante de endereço de sócios e representantes da empresa;

As MEIs devem encaminhar ainda o DASN-Smei com 12 meses de faturamento ininterruptos. As demais devem apresentar o extrato do

Simples Nacional com faturamentos de 12 meses ininterruptos.

A partir disso, a Caixa dará as informações necessárias para que o pedido seja concluído.

Outras medidas para auxiliar os MEIs

Além da linha de crédito, o governo federal também estendeu o prazo para o pagamento dos tributos federais do Simples Nacional por mais seis meses a contar da data de apuração.

O Comitê Gestor do Simples Nacional aprovou ainda a extensão dos prazos para o pagamento dos tributos estaduais e municipais para as micros e pequenas empresas.

Elas ganharam mais três meses para o pagamento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) e do Imposto sobre Serviços (ISS) apurados pelo Simples Nacional, com vencimento em abril, maio e junho de 2020. Portanto, os vencimentos agora serão em outubro, novembro e dezembro, respectivamente.

Para as MEIs, o prazo de estados e municípios será o mesmo dado pela União para os vencimentos no mesmo período: seis meses.

A entrega da entrega da Declaração Anual Simplificada para o Micro-Empreendedor Individual (DASN–Smei) também foi estendido, ficando para 30 de junho. Mesmo prazo oferecido para o pagamento da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN).

Por Experta media.