Falta de cultura digital torna empresas mais vulneráveis a riscos cibernéticos 539

Especialista alerta sobre a necessidade de proteger a privacidade e os dados das empresas

Patrícia Peck, especialista em Direito Digital.
Patrícia Peck, especialista em Direito Digital.

Segundo a especialista em Direito Digital, Patrícia Peck, além do atraso tecnológico, inclusive em matéria de conectividade, falta aos brasileiros a cultura digital. “Precisamos aprender a fechar a porta digital”, alertou ela durante o “Seminário Riscos Digitais – Segurança da Informação na Área de Seguros”, realizado pela APTS, sob a coordenação da diretora Maria Amélia Saraiva, no dia 30 de março, no auditório do Sindicato das Seguradoras, o SindSeg-SP, em São Paulo.

Na visão da especialista, a internet derrubou muros e decretou o fim da privacidade. “Hoje, com toda a mobilidade, a informação é mais fluída, em celulares, tablets, com pessoas trabalhando mobile em casa ou na praia, e estamos mais facilmente suscetíveis a vazamento de informações e quebra de sigilo profissional”, disse. Em sua opinião, a transição do papel para o digital deveria vir acompanhada de uma política de segurança clara, com normas de uso de recursos de mobilidade e política de classificação da informação nas empresas. “Mas não fizemos essas muralhas”, admite.

 Um dos principais erros dos brasileiros no mundo digital, segundo ela, é “dar OK sem ler” os termos de uso de aplicativos. “Em tecnologia não existe almoço grátis. A moeda da sociedade digital é a informação”, disse. No caso WhatsApp, por exemplo, ao clicar em OK, a pessoa transferirá a propriedade de seus dados, além de se sujeitar às leis brasileiras, ao Direito Internacional Privado e ao MLAT. Esta sigla representa o Tratado de Assistência Jurídica Mútua investigação em jurisdição internacional e multi ordenamentos, que autoriza o FBI ou o Judiciário brasileiro a ter acesso às conversas no aplicativo.

“Empresas de seguros que quiserem armazenar dados de clientes na nuvem não devem contratar o Google Drive, sob o risco de descumprir a cláusula de confidencialidade contratual com o cliente”, disse Patrícia Peck.  Ela explica que o simples upload de dados nesse serviço confere ao Google uma licença mundial para usar, hospedar, armazenar, reproduzir, modificar, criar obras derivadas (como aquelas resultantes de traduções), comunicar, publicar, executar e exibir publicamente e distribuir tal conteúdo. “E a licença perdura mesmo que se deixe de usar o serviço”, acrescentou.

 Os riscos digitais também estão presentes nos lares brasileiros. Embora celular não seja brinquedo – e muito menos as redes sociais, tanto que a idade mínima para ter perfil no Facebook é 13 anos e para usar o WhatsApp é 16 anos -, quase toda criança tem um aparelho. Para Patrícia Peck, o erro começa pela mentira. Além de péssimo exemplo para as crianças, mentir a idade é crime de falsa identidade, previsto no artigo 307 do Código Penal. “Se mentiu para estar no Facebook, mentirá no currículo, no Linkedin e também para o chefe, quando não for trabalhar. Mentir é falta de ética e de caráter”, disse.

Promissor para o seguro

Carlos Manino, Danielle Djouki, Gloria Faria e Patrícia Godoy Oliveira.
Carlos Manino, Danielle Djouki, Gloria Faria e Patrícia Godoy Oliveira.

No cuidado com a segurança da informação estão em jogo, principalmente, os dados e a imagem da empresa. Durante o debate com a participação de especialistas, a coordenadora Maria Amélia Saraiva citou um estudo da consultoria americana EY, segundo o qual 63% das empresas brasileiras não possuem programas antiameaças e investem muito pouco em proteção. Patrícia Peck lembrou que entre as empresas de países desenvolvidos o cyber security costuma vir em destaque no annual report para evidenciar a preocupação com a proteção de ativos intangíveis, como reputação, patrimônio e informações.

Carlos Manino, sócio-diretor da TOTVS JuriTis, destacou que mais 70% dos ataques cibernéticos  ocorrem de dentro para fora e não de fora para dentro. “Basta clicar num e-mail contaminado e o vírus se espalha”, afirmou.  Danielle Djouki, superintendente Jurídica de Compliance e Sinistros da Fairfax Brasil Seguros Corporativos, relatou o caso de um banco que foi condenado na esfera cível porque um funcionário utilizava o computador da empresa para enviar ofensas a uma estudante de direito.

Para Patrícia Godoy Oliveira, diretora Jurídica e Compliance da AON Corretora de Seguros, a política de segurança nas empresas deve ser seguida por todos, inclusive o alto escalão. Glória Faria, assessora Jurídica da CNseg, mencionou que o mercado de seguros convive com realidades diversas. Um exemplo é a microfilmagem de documentos que devem ser guardados por 20 anos, conforme determinação da Susep. “Além de ser uma tecnologia bastante ultrapassada é caríssima”, disse. Segundo ela, a CNseg e suas federação estão promovendo um movimento para que a guarda de documentos deixe de ser feita por microfilmagem.

A “versão física” da apólice, que deve ser entregue ao segurado, caso este solicite, conforme determina a Circular Susep 294/2013, não necessariamente precisa ser impressa. No entendimento de Patrícia Peck, o papel é apenas uma das formas físicas. “Digital é físico, vem da física. Tudo que tem átomos é físico. Logo, se está na tela do computador é físico e se estiver disponível para download ou geração de PDF também”, disse. Segundo ela, as dúvidas surgem porque “lemos algo que trata de uma inovação com o filtro da tradição no cérebro”, disse.

 A especialista concluiu sua participação afirmando que ainda é preciso construir uma cultura de proteção contra riscos cibernéticos e que este é um mercado promissor para o seguro. “O seguro pode funcionar como um gerenciamento. Porém, será preciso trabalhar para criar a cultura digital, para que se compreenda o risco”, disse. No encerramento do evento, o presidente da APTS, Osmar Bertacini, elogiou o conteúdo apresentado e convocou o mercado a se empenhar para aumentar a oferta de seguros. “É o momento de as seguradoras despertarem para esse mercado, porque existe demanda”, disse.

*Com informações de Associação Paulista dos Técnicos de Seguro.

Top Consumidor premia marcas de destaque; Icatu é reconhecida entre seguradoras 254

Top Consumidor premia marcas de destaque; Icatu é reconhecida entre seguradoras

Cerimônia foi realizada na última quarta-feira, em Porto Alegre (RS)

A premiação Top Consumidor 2019 certificou as principais “Marcas de Respeito”, na última quarta-feira (20). Tudo aconteceu em um jantar, no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul, em Porto Alegre (RS). O evento teve promoção do Instituto Nacional de Educação do Consumidor e do Cidadão e da Revista Consumidor.

José Luiz da Silva, presidente do INEC e publisher da revista, disse que é necessário destacar empresas, marcas e serviços que primam por uma conduta ética, de qualidade e com compromisso. Os agraciados foram escolhidos por 35 representantes de entidades e 20 consumidores.

Premiados do Top Consumidor "Marcas de Respeito" / Imagem: Jornal O Sul
Premiados do Top Consumidor “Marcas de Respeito” / Imagem: Jornal O Sul

A Icatu Seguros recebeu o certificado na categoria Seguradora – Vida e Previdência.

“Ficamos muito felizes em receber essa premiação voltada às relações de consumo. O respeito e a atenção às demandas dos clientes norteiam todas as ações da empresa”, afirmou a superintendente da Icatu Seguros Josiana Schneider. A seguradora já havia sido destaque no prêmio Ouvidorias Brasil 2018, realizado pela Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente. A Ouvidoria da seguradora foi pioneira no mercado e há 20 anos funciona como um espaço de confiança e de credibilidade no relacionamento da empresa com o cliente.

Lojacorr defende rede de corretores empreendedores 997

Lojacorr defende rede de corretores empreendedores

Convenção Nacional da empresa reúne mais de 1.200 participantes em Curitiba

O CEO da Rede Lojacorr, Diogo Arndt Silva.

A inovação e maneiras de entender o novo consumidor tem sido temas fortemente debatidos no mercado de seguros nos últimos anos. Essa também é uma preocupação constante da Rede Lojacorr, conforme ficou evidenciado na cerimônia de abertura da sua 6ª Convenção Anual, que ocorre 21 e 22 de março em Curitiba (PR) e reúne 1.200 participantes entre corretores de seguros e parceiros.

Desde a última convenção, que aconteceu em 2017, a Lojacorr cresceu quatro vezes mais, segundo o CEO Diogo Arndt Silva. “É tempo de transformação e a Lojacorr supera diariamente as nossas expectativas”, destacou. “Nosso objetivo no início era alcançar 100 corretores em Curitiba e região e hoje temos mais de 1.100 corretores em 21 Estados e em 51 unidades espalhadas pelo Brasil”, detalhou.

De acordo ele, a missão dos corretores de seguros de levar proteção ao brasileiro é nobre. “A transformação não está na tecnologia, está nas pessoas, em suas atitudes, e o nosso maior papel como líderes de mercado é encorajar as pessoas a experimentarem, a verem novas formas de consumo”, comentou. Enxergar a figura do corretor de seguros como empreendedor seria fundamental para essa prática. “A maior parte dos projetos e das pessoas não fracassam, elas desistem. E a persistência tem que estar imbuído nos nossos objetivos”, disse.

Em 2017, a empresa que Diogo preside reuniu uma equipe multidisciplinar para realinhar seu planejamento estratégico tendo em vista que se transformou em uma rede de empreendedores. “Quando percebemos que somos novos líderes e empreendedores, pensamos em como criaríamos um ecossistema de soluções para auxiliar cada vez mais a distribuição de seguros através dos corretores”, explicou.

O momento reforça a crença de grandes líderes de mercado de que somente os corretores podem levar efetivamente as melhores proteções aos clientes. “Por intermédio de relações humanas, seremos capazes de levar proteção à parcela da sociedade que ainda não tem acesso, pois muito mais do que vender apólices, queremos proteger as pessoas”, comentou. Valores como transparência seriam fundamentais. “Sabemos que ainda existe um caminho muito grande a percorrer, mas seguimos caminhando, buscando inovar e crentes nos nossos valores, como transparência, que gera colaboração e, com ela, inovação”, afirmou.

A primeira palestra da Convenção ficou a cargo do administrador Max Gehringer.

Para o administrador Max Gehringer, que comandou a primeira palestra da Convenção, a grande profissão até o século XIX era a de agricultor, do século XX empregado e a do século XXI é empreendedor. “O que nós fazemos em nossa carreira é continuar correndo atrás do que vai nos diferenciar e vejo aqui uma plateia de empreendedores”, disse. “O que precisa para ser empreendedor, primeiramente, é não tomar a decisão de ser empreendedor pelo motivo errado, um bom motivo é enxergar uma oportunidade e um futuro”, defendeu.

Neste sentido, empresas como a Lojacorr estão a frente, uma vez que busca inovar sem perder a essência humana. “Não dá para conseguir confiança através da tecnologia, nós olhamos no olho de outra pessoa e conversamos com ela pessoalmente”, alertou. “O empreendedor brasileiro é um teimoso, pois a lei e a burocracia não ajudam, e mesmo assim ele não só insiste, como persiste com as suas ideias”, frisou.

6ª Convenção Nacional Lojacorr – Imagens do primeiro dia

Segurança foi o grande tema do primeiro almoço mercado segurador gaúcho em 2019 234

Segurança foi o grande tema do primeiro almoço mercado segurador gaúcho em 2019

Encontro foi realizado nesta quinta-feira, em Porto Alegre (RS)

As similaridades entre a segurança pública e o mercado de seguros, no que tange a proteção de vida e patrimônio, dão ênfase à importância de alinhamento entre o Governo do Rio Grande do Sul e o Sindicato das Seguradoras do Estado (Sindseg/RS). Neste sentido, o primeiro almoço das seguradoras de 2019 recebeu Marcelo Gomes Frota, secretário adjunto da pasta, para representar o vice-governador e secretário de segurança, Randolfo Vieira Junior. Tudo aconteceu na quinta-feira, no Clube do Comércio, na Capital gaúcha.

Frota destacou a segurança como prioridade do governo de Eduardo Leite. “A ação reflete em outros setores. Sem investimentos em segurança pública não existe a garantia e confiabilidade necessárias para o setor privado investir”, explicou. “O ciclo da economia fica vinculado à isso e os demais setores são prejudicados no Estado”, comentou o secretário adjunto.

O almoço do Sindseg/RS é promovido há mais de 70 anos e trata-se de uma das tradições mais marcantes do mercado gaúcho de seguros.

Confira todas as imagens – Almoço do Mercado Segurador Gaúcho:

Confraria Feminina de Seguros realiza primeiro encontro, em Porto Alegre 485

Confraria Feminina de Seguros realiza primeiro encontro, em Porto Alegre

Grupo surgiu com propósito de união, fortalecimento e desenvolvimento da mulher no mercado

“Todas essas mulheres estão aqui por que quiseram. Estão por conta própria por que querem crescer, querem se fortalecer e querem algo a mais, querem mais espaço. Esse é o objetivo do grupo”, disse a executiva Estela de Moura Rey, durante o 1º Encontro da Confraria Feminina de Seguros. Tudo aconteceu nesta quarta-feira, no Restaurante Casa do Marquês, em Porto Alegre (RS).

A ideia surgiu com o intuito de fortalecer a representatividade feminina no setor de seguros. O grupo nasceu de uma conversa entre Estela e Marilze Benvenuti, há aproximadamente 3 anos. Fundada em novembro de 2018, a confraria conta com mais de 162 mulheres.

“Fomos maturando até chegar na formulação desse evento. O propósito do grupo é união, fortalecimento e desenvolvimento da mulher dentro do mercado de seguros por conta da troca de informação. Temos um grupo que fomenta a troca de informações, onde elas se ajudam, indicam e formam novos negócios em prol do desenvolvimento do mercado. Essa é a importância do grupo. Estamos nos fortalecendo para desenvolver o mercado”, explica Estela Rey.

“Existem pessoas aqui que estão começando e corretoras que estão atuando há mais de 37 anos. Essas mulheres não tem restrição alguma para ajudar a outra. Elas não tem medo de concorrência”, completa.

Confraria Feminina de Seguros – Imagens do Encontro:

Indra lança solução pioneira para gerenciar o tráfego de drones 282

Indra lança solução pioneira para gerenciar o tráfego de drones

Empresa deve construir espaços altamente digitalizados e automatizados para que os drones voem com segurança nos próximos anos

A Indra apresenta a Air Drones, um conjunto de soluções avançadas para gerenciar o tráfego aéreo de drones em baixa altitude. Trata-se da primeira solução global, capaz de oferecer a flexibilidade e a capacidade de adaptação necessária para gerenciar o tráfego em qualquer nível: local, regional ou de um território completo. A estrutura foi pensada para garantir a segurança das operações aéreas dos aviões não tripulados em regiões urbanas, rurais e de aeroportos, onde as normas de segurança são mais exigentes.

O novo sistema UTM (Unmanned Traffic Management) da Indra será a peça encarregada de organizar todo este tráfego, identificar cada aeronave e controlar seu acesso e movimentações de forma segura. A plataforma foi pensada para integrar soluções de detecção e neutralização de drones, complementando a capacidade de gerenciamento do tráfego aéreo.

Além disso, conta com uma solução UTM Hub, que vai automatizar o fornecimento de serviços centralizados de coordenação para todos os setores, no qual estarão envolvidos: operadores, fornecedores de informação e autoridades.

Por fim, a Indra Air Drones oferecerá um serviço inteligente, altamente digitalizado e automatizado. Dessa forma, será possível facilitar o acesso rápido e simples a qualquer usuário que queira operar seu drone ou sua frota de drones com total garantia de segurança. A liderança da Indra como fornecedora de sistemas de tráfego aéreo torna a companhia capacitada para configurar um espaço UTM deste tipo, com os níveis de segurança necessários.

A solução tem em vista o aumento do fluxo aéreo nos próximos anos, em que a companhia projeta um aumento exponencial no número de aeronaves, com drones de baixo custo junto a outros de caráter profissional muito mais sofisticados, helicópteros, aviões convencionais.