Falta de cultura digital torna empresas mais vulneráveis a riscos cibernéticos 636

Especialista alerta sobre a necessidade de proteger a privacidade e os dados das empresas

Patrícia Peck, especialista em Direito Digital.
Patrícia Peck, especialista em Direito Digital.

Segundo a especialista em Direito Digital, Patrícia Peck, além do atraso tecnológico, inclusive em matéria de conectividade, falta aos brasileiros a cultura digital. “Precisamos aprender a fechar a porta digital”, alertou ela durante o “Seminário Riscos Digitais – Segurança da Informação na Área de Seguros”, realizado pela APTS, sob a coordenação da diretora Maria Amélia Saraiva, no dia 30 de março, no auditório do Sindicato das Seguradoras, o SindSeg-SP, em São Paulo.

Na visão da especialista, a internet derrubou muros e decretou o fim da privacidade. “Hoje, com toda a mobilidade, a informação é mais fluída, em celulares, tablets, com pessoas trabalhando mobile em casa ou na praia, e estamos mais facilmente suscetíveis a vazamento de informações e quebra de sigilo profissional”, disse. Em sua opinião, a transição do papel para o digital deveria vir acompanhada de uma política de segurança clara, com normas de uso de recursos de mobilidade e política de classificação da informação nas empresas. “Mas não fizemos essas muralhas”, admite.

 Um dos principais erros dos brasileiros no mundo digital, segundo ela, é “dar OK sem ler” os termos de uso de aplicativos. “Em tecnologia não existe almoço grátis. A moeda da sociedade digital é a informação”, disse. No caso WhatsApp, por exemplo, ao clicar em OK, a pessoa transferirá a propriedade de seus dados, além de se sujeitar às leis brasileiras, ao Direito Internacional Privado e ao MLAT. Esta sigla representa o Tratado de Assistência Jurídica Mútua investigação em jurisdição internacional e multi ordenamentos, que autoriza o FBI ou o Judiciário brasileiro a ter acesso às conversas no aplicativo.

“Empresas de seguros que quiserem armazenar dados de clientes na nuvem não devem contratar o Google Drive, sob o risco de descumprir a cláusula de confidencialidade contratual com o cliente”, disse Patrícia Peck.  Ela explica que o simples upload de dados nesse serviço confere ao Google uma licença mundial para usar, hospedar, armazenar, reproduzir, modificar, criar obras derivadas (como aquelas resultantes de traduções), comunicar, publicar, executar e exibir publicamente e distribuir tal conteúdo. “E a licença perdura mesmo que se deixe de usar o serviço”, acrescentou.

 Os riscos digitais também estão presentes nos lares brasileiros. Embora celular não seja brinquedo – e muito menos as redes sociais, tanto que a idade mínima para ter perfil no Facebook é 13 anos e para usar o WhatsApp é 16 anos -, quase toda criança tem um aparelho. Para Patrícia Peck, o erro começa pela mentira. Além de péssimo exemplo para as crianças, mentir a idade é crime de falsa identidade, previsto no artigo 307 do Código Penal. “Se mentiu para estar no Facebook, mentirá no currículo, no Linkedin e também para o chefe, quando não for trabalhar. Mentir é falta de ética e de caráter”, disse.

Promissor para o seguro

Carlos Manino, Danielle Djouki, Gloria Faria e Patrícia Godoy Oliveira.
Carlos Manino, Danielle Djouki, Gloria Faria e Patrícia Godoy Oliveira.

No cuidado com a segurança da informação estão em jogo, principalmente, os dados e a imagem da empresa. Durante o debate com a participação de especialistas, a coordenadora Maria Amélia Saraiva citou um estudo da consultoria americana EY, segundo o qual 63% das empresas brasileiras não possuem programas antiameaças e investem muito pouco em proteção. Patrícia Peck lembrou que entre as empresas de países desenvolvidos o cyber security costuma vir em destaque no annual report para evidenciar a preocupação com a proteção de ativos intangíveis, como reputação, patrimônio e informações.

Carlos Manino, sócio-diretor da TOTVS JuriTis, destacou que mais 70% dos ataques cibernéticos  ocorrem de dentro para fora e não de fora para dentro. “Basta clicar num e-mail contaminado e o vírus se espalha”, afirmou.  Danielle Djouki, superintendente Jurídica de Compliance e Sinistros da Fairfax Brasil Seguros Corporativos, relatou o caso de um banco que foi condenado na esfera cível porque um funcionário utilizava o computador da empresa para enviar ofensas a uma estudante de direito.

Para Patrícia Godoy Oliveira, diretora Jurídica e Compliance da AON Corretora de Seguros, a política de segurança nas empresas deve ser seguida por todos, inclusive o alto escalão. Glória Faria, assessora Jurídica da CNseg, mencionou que o mercado de seguros convive com realidades diversas. Um exemplo é a microfilmagem de documentos que devem ser guardados por 20 anos, conforme determinação da Susep. “Além de ser uma tecnologia bastante ultrapassada é caríssima”, disse. Segundo ela, a CNseg e suas federação estão promovendo um movimento para que a guarda de documentos deixe de ser feita por microfilmagem.

A “versão física” da apólice, que deve ser entregue ao segurado, caso este solicite, conforme determina a Circular Susep 294/2013, não necessariamente precisa ser impressa. No entendimento de Patrícia Peck, o papel é apenas uma das formas físicas. “Digital é físico, vem da física. Tudo que tem átomos é físico. Logo, se está na tela do computador é físico e se estiver disponível para download ou geração de PDF também”, disse. Segundo ela, as dúvidas surgem porque “lemos algo que trata de uma inovação com o filtro da tradição no cérebro”, disse.

 A especialista concluiu sua participação afirmando que ainda é preciso construir uma cultura de proteção contra riscos cibernéticos e que este é um mercado promissor para o seguro. “O seguro pode funcionar como um gerenciamento. Porém, será preciso trabalhar para criar a cultura digital, para que se compreenda o risco”, disse. No encerramento do evento, o presidente da APTS, Osmar Bertacini, elogiou o conteúdo apresentado e convocou o mercado a se empenhar para aumentar a oferta de seguros. “É o momento de as seguradoras despertarem para esse mercado, porque existe demanda”, disse.

*Com informações de Associação Paulista dos Técnicos de Seguro.

AXA anuncia novas posições na área Comercial e novo diretor de Subscrição e Sinistros 739

AXA no Brasil atinge R$ 1,054 bilhão de receita

Além da reorganização das regionais, a companhia reforçou a equipe com a chegada de Antonio Viana, o Toninho, como é conhecido pelos corretores da Região Sul

Com objetivo de aprimorar o atendimento aos corretores, a AXA realizou mudanças em sua equipe Comercial.

Alexandre Oliveira, até então responsável pela Regional São Paulo, acumulará a liderança da Regional Sul, passando a ser Diretor Regional São Paulo e Sul. Antonio Viana, o Toninho, profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado segurador do Sul, chega à companhia para desenvolver os negócios da região.

Karine Brandão também ganha novas atribuições com a gestão da Filial Digital, focada nos segmentos de entrada na companhia (Red e White) e terá o cargo de Diretora Regional RJ/ES e Filial Digital Brasil. Felipe Granato, que já integrava o time comercial da AXA será o Gerente da Filial Digital.

Já Danilo Gomes, que tem sob sua alçada as regiões MG, Centro Oeste e Norte, incorpora também o Nordeste e passa a ocupar a posição de Diretor Regional MG, CO, NO e NE.

“Essas alterações estão alinhadas com as transformações organizacionais que temos promovido em todas as esferas da empresa, para estarmos mais próximos dos corretores e das assessorias. Desejo muito sucesso a todos em suas novas atribuições”, comenta Erika Medici, vice-presidente Comercial e Marketing da AXA no Brasil.

Igor Di Be é o novo diretor de Subscrição e Sinistros da AXA / Divulgação (Ricardo Benechio)
Igor Di Be é o novo diretor de Subscrição e Sinistros da AXA / Divulgação (Ricardo Benechio)

A companhia também tem nova liderança na área de subscrição. Igor Di Beo, que já era responsável por Sinistros, é o novo diretor de Subscrição e Sinistros da companhia reportando-se para Delphine Maisonneuve, CEO da AXA no Brasil. Fazem parte da equipe as estruturas lideradas por Carla Almeida, diretora de P&C; Clóvis Silva, superintendente de Massificados, Arthur Mitke, superintendente de Sinistros; e Vivian Kautz, gerente atuarial.

“Espero poder contribuir de maneira significativa com o time para aprimorar nossas soluções de acordo com as necessidades de mercado. A experiência que trago das áreas de Riscos e Operações vão contribuir para dar ainda mais agilidade ao processo de cotações e fechamento de negócios”, afirma Di Beo.

Com a mudança, Fernanda Cortese, diretora de TI e Transformação, passa a ser responsável também por Operações, garantindo os padrões de entrega e os compromissos da AXA com seus corretores e parceiros.

MAPFRE protege estruturas de festas juninas e julinas 502

MAPFRE protege estruturas de festas juninas e julinas

Apólices cobrem processos de montagem, desmontagem, equipamentos utilizados, alimentos servidos e, até mesmo, incidentes com fogos de artifício

Nos meses de junho e julho são comemorados em todo o país os eventos juninos e julinos. Somente em Pernambuco, que abriga uma das maiores festas de São João do Brasil, a expectativa do governo do estado é de que as comemorações gerem uma receita de mais de R$ 346 milhões nos setores de comércio e serviços, por exemplo.

A organização de eventos deste porte envolve uma série de riscos que precisam ser considerados pelos coordenadores, explica o diretor técnico de Empresas da MAPFRE, Jonson Marques. O executivo destaca que incidentes com a montagem das estruturas, com os alimentos vendidos e, até mesmo, possíveis acidentes com o público estão entre as situações que precisam estar no radar da empresa responsável pelo festejo.

Marques comenta que o mercado segurador conta com proteções que podem resguardar os organizadores e frequentadores nas mais diversas situações. “Na MAPFRE contamos com o produto Multirrisco Eventos, oferecem proteção, inclusive, para incidentes com fogos de artifício – que sigam as normas para lançamento -, um item muito comum nessas festividades”, destaca.

O produto comercializado pela MAPFRE oferece a possibilidade de contratar proteções para mais de vinte situações possíveis em eventos. Entre eles, estão o não comparecimento de artistas essenciais para a realização da festa, o cancelamento e, até mesmo, para condições climáticas adversas que inviabilizem a realização do acontecimento.

Seguro de vida também cobre traslado de corpo, em caso de morte acidental ou súbita no exterior 320

Seguro de vida também cobre traslado de corpo, em caso de morte acidental ou súbita no exterior

Apólice cobre despesas como registro em cartório, o repatriamento do país em que o evento ocorreu até o município de residência, embalsamento, velório e sepultamento ou cremação, procedimentos que, sem o plano, podem custar entre R$ 1.800 e R$ 60 mil

Os recentes acidentes envolvendo a morte de brasileiros no Chile e alpinistas no Nepal alertam para uma realidade difícil, mas não tão incomum, que é a possibilidade de morte súbita ou por acidente durante viagem ao exterior.

Nesses casos, o traslado de corpo é necessário e, para quem dispõe de um seguro de vida que contemple a cobertura, o trâmite funerário é menos custoso e burocrático, tendo em vista as questões legais que envolvem as autoridades sanitárias e consulares, responsáveis pela liberação do corpo.

Uma vez que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro não custeia o traslado de corpos (exceto se a pessoa falecida estiver no exterior a serviço do país ou se a nação estrangeira tiver alguma responsabilidade sobre a morte) e que cada local possui a sua legislação e exige o cumprimento de regulamentações específicas, a contratação de uma cobertura que possa amparar a família em situações adversas se torna ainda mais essencial e relevante.

“O seguro de vida que tenha como assistência o plano funerário é uma importante ferramenta de planejamento financeiro. O serviço é realizado por profissionais especializados, sem que familiares e amigos precisem se envolver no momento em que estão fragilizados”, afirma Karina Massimoto, superintendente de seguros de Pessoas da Brasilseg, empresa da BB Seguros.

Segundo a superintendente, as empresas credenciadas pela seguradora obedecem aos padrões de qualidade, que são pré-requisito para que a parceria seja consolidada. Além de estarem habituadas às tramitações decorrentes do serviço, possuem políticas de preço compatíveis com as faixas de cobertura previstas nas apólices, evitando contratempos e orçamentos incondizentes com o mercado.

Na BB Seguros, por exemplo, a cobertura auxílio-funeral pode ser contratada nos produtos Vida Mulher Mais, BB seguro Vida Estilo e BB Seguros Vida Completo.

Ela cobre despesas como registro em cartório, o repatriamento do país em que o evento ocorreu até o município de sua moradia, embalsamento, velório e sepultamento ou cremação, procedimentos que, sem o plano, podem custar entre R$ 1.800 e R$ 60 mil.

“Caso a família prefira contratar os serviços por conta própria, terá direito ao reembolso das despesas com o funeral até o limite do capital segurado para esta cobertura”, alerta a executiva.

Não estão inclusas na cobertura eventos decorrentes de lesões ou doenças preexistentes de conhecimento do segurado e não declaradas no momento da contratação do seguro.

SulAmérica lança campanha de vendas de produtos de Previdência 584

SulAmérica lança campanha de vendas de produtos de Previdência

Campanha “50 é Top” visa incentivar profissionais da corretagem

A SulAmérica iniciou neste mês a campanha “50 é TOP”, desenvolvida com o objetivo de incentivar novos negócios aos corretores em Previdência. Ao atingir determinado crescimento em vendas no período de junho a agosto, em comparação aos meses de março a maio, possibilitará ao parceiro da companhia ganhar até 50% de rebate.

A apuração de resultados será realizada em setembro, e a previsão é que os pagamentos sejam realizados até dezembro.

Marsh & McLennan Companies promove evento para discutir riscos para instituições financeiras 425

Marsh promove evento para discutir riscos para instituições financeiras

Evento destacará estratégias de risco para empresas do setor e terá participação de representantes da Opice Blum e Pinheiro Neto Advogados

O Grupo Marsh & McLennan Companies (MMC) promove no dia 27 de junho o evento “Instituições Financeiras: Uma Era de Governança & Mitigação de Riscos”. O encontro acontece na capital paulista, e reunirá executivos de empresas do setor financeiro com o objetivo de ajudar as empresas a compreender o atual cenário e com isso fortalecer sua estratégia de gestão de riscos.

De acordo com Javier Duran, Diretor de Risk Management da Marsh Brasil, as mudanças no ambiente legislativo somadas aos riscos emergentes provocados pela alta dependência da tecnologia estão colaborando para a mudança do perfil de risco e exposições das instituições financeiras. “Queremos compartilhar uma visão da indústria financeira no contexto macroeconômico atual, das boas práticas de governança em risco e estratégia que as empresas deveriam seguir para mitigar seus riscos, além de destacar os desafios e oportunidades presentes neste cenário”, afirma Duran.

Segundo Joaquim Patto, Principal na Mercer, é fundamental que os representantes deste setor financeiro estejam cientes do cenário e do que envolve este gerenciamento de risco. “A importância deste evento também está em mostrar aos presentes as possibilidades de proteção dos ativos e executivos, suas responsabilidades frente a empresa, clientes, órgãos reguladores e sua própria imagem”, afirma Patto.

Para o Partner da prática de Finanças & Risco da Oliver Wyman, Nuno Monteiro, a tecnologia é cada vez mais relevante para a indústria financeira o que tem consequentemente aumentado a superfície de exposição aos riscos que dela recorrem. “Diante de um cenário de competitividade acirrada, as instituições financeiras devem ativamente e de forma contínua mapear possíveis riscos e adversidades e desenvolver sua capacidade de antecipação e resposta a eventos no sentido de mitigar seus efeitos e preservar sua reputação”, explica.

Além dos executivos das empresas do grupo MMC, farão uma participação especial no evento o economista da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros, e representantes da Opice Blum e Pinheiro Neto Advogados. As empresas patrocinadoras são a Liberty Seguros e a Zurich Seguros.

Para se inscrever no evento, envie um e-mail para: comunicacao.eventos@marsh.com

Instituições Financeiras: Uma Era de Governança & Mitigação de Riscos

Data: 27/06/2019
Horário: 08h30 às 12h15
Local: Buffet Palace – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1912 – Jardim Paulistano

Agenda:

08h30: Welcome Coffee & Credenciamento
09h00: Abertura (Renata Jábali, mestre de cerimônias)
09h10: Uma Visão da Economia Brasileira e um Panorama para a Indústria Financeira do Brasil (José Roberto Mendonça de Barros, economista)
09h50: Como a tecnologia está transformando a indústria financeira
10h30: Coffee Break
10h50: Responsabilidade & Exposições sob a perspectiva Jurídica – Crimes Cibernéticos & Data Breaches (Opice Blum e Pinheiro Neto)
11h30: Lições Aprendidas: Melhores Práticas de Governança (Marsh, Oliver Wyman e Mercer)
12h10: Fechamento}
12h15: Farewell Coffee