Inovação descortina uma nova realidade para o mercado de seguros 232

Pesquisador e apresentador Ronaldo Lemos fala sobre as últimas novidades da tecnologia e o impacto no mercado segurador

Como a mudança tecnologia pode mudar a relação das pessoas e o mercado tradicional? Essa foi a questão que norteou a palestra “Inovação – Uma perspectiva para o Mercado”, proferida por Ronaldo Lemos – também apresentador do programa Navegador da GloboNews, e mediada pelo presidente da FenSeg, João Francisco Borges da Costa, e tendo como debatedora Marcia Cicarelli, do Demarest Advogados, durante o “5º Encontro de Resseguros”, que acontece hoje e amanhã no Rio de Janeiro.

“Muda tudo”, afirma o palestrante. O melhor exemplo para ilustrar a afirmação é a rede social WhatsApp, comprada pelo Facebook por US$ 19 bilhões em 2014. “O impacto desse aplicativo no setor de telecomunicação foi brutal, 140 minutos para 111 minutos do primeiro trimestre de 2014 para o primeiro trimestre de 2105”, citou o palestrante. O declínio na receita liquida no uso de voz também foi expressiva, saindo de R$ 78 bilhões para R$ 66,9 bilhões de 2009 para 2014. É uma transformação importante e que traz muitas consequências e exige mudanças daqueles que querem ter uma empresa de sucesso.

A conclusão é que é muita nostalgia chamar o celular de telefone. “Usamos muito mais como câmera e acesso a internet do que para ligações de voz, que é hoje a quarta função do aparelho”, citou Lemos. Quando a internet surgiu, ela servia para conectar computadores. Posteriormente, passou a conectar pessoas, como nas redes sociais. Agora, entramos na era da internet das coisas, ou seja, da conexão de todo e qualquer objeto utilizado pelo homem, um mercado estimado em US$ 4 trilhões.

O lançamento hoje do Android Auto muda muita coisa para as seguradoras. Muitas montadoras já declararam que vão adotar o sistema e os carros já sairão com a tecnologia embarcada de fábrica com dispositivos de segurança, com o software monitorando tudo, com grande impacto na atribuição de risco para as companhias.

Em saúde, as mudanças podem vir da utilização de dispositivos que monitorem uma infinidade de informações pessoais, tais como a frequência cardíaca, a quantidade diária de atividade física, o tempo de sono, o consumo de calorias. Aqui também as seguradoras podem usar os dados objetivos pela concectividade para precificar de forma diferenciada as pessoas que se cuidam e também pode ajudar de forma mais eficiente pessoas que necessitam de cuidados. Ele citou uma start-up, a Fit Coin, que paga as pessoas para fazerem atividades físicas, com bit coins, que depois pode converter para outras moedas. A lógica é que se gasta menos com uma pessoa saudável do que com uma sedentária.

Outro ponto da palestra foi como a tecnologia muda a relação com as cidades, que se transformam em “smart”. A cidade do futuro vai precisar ser inteligente e isso muda todos os negócios. Um dos exemplos é Susan Crawford, autoria do livro The Responsive City, no qual cita que 50% da população vive em cidades. Em 2050, 75%. Mas as cidades só representam 2% da área do planeta. “Esse processo de adensamento é extraordinário e vai exigir muito das seguradoras para gerenciar o risco de tanta gente vivendo junto”, citou.

Para gerir a conectividade, será preciso uma segunda eletrificação. As cidades serão cada vez mais cobertas por telas e sensores. Cada smartphone anda pela cidade coletando dados. Graças a esses sensores ambulantes, é possível criar aplicativos para monitorar o trânsito, por exemplo. A visão sobre essas tecnologias é claramente positiva, pois sem elas a gestão pública não dará conta da crescente complexidade urbana em que vivemos. Não só com serviços públicos. Com tudo”, cita o jornalista. E há também desafios. Os mesmos sensores que melhoram a vida na cidade podem ser usados em países au toritários como ferramenta de controle sobre cidadãos.

Negócios – São inúmeros os exemplos de sites curiosos, avaliados em vários bilhões de dólares, que vão de aluguel de casas, como o Airbnb, ao portais que já oferecem carros compartilhados, e todos eles têm um requisito básico: a confiança. E o mercado segurador é o que está mais preparado para lidar com isso, pois trabalha com o gerenciamento de risco todos os dias. “O grande capital dessas empresas é a confiança. As seguradoras estão com um pote de ouro na mão e podem pensar modelos de negócios que tem como princípio a confiança”, afirma o palestrante.

Estudos recentes feitos pela Universidade Stanford mostram que o índice de confiança aumenta quando há publicação de ao menos dez resenhas positivas. No caso do Airbnb, hóspedes e anfitriões se avaliam publicamente, e um só pode ver a resenha do outro após escrever a sua ou após 15 dias.

A economia gerada as pessoas por não precisar lembrar de comprar coisas essenciais também é um nicho para as seguradoras, segundo o jornalista. Seguro de carro, de casa. São coisas essenciais. É preciso ter a memoria armazenada e vender por assinatura”, enfatizou, citando uma lista do The Wall Street Journal, com empresas unicórnio, sinônimo para companhias de tecnologia novatas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

Outra tendência que não pode ser ignorada é a moeda virtual Bitcoin, que vale hoje R$ 1,2 mil. Ainda é um desafio para os reguladores ao mesmo tempo que gera uma inovação gigantesca para todos. Uma empresa argentina, por exemplo, já oferece um cartão de crédito só para bitcoin. Vários estabelecimentos no Brasil já aceitam pagamento em moeda virtual. Outra moeda virtual é a Stellar, que opera em vários países e busca incluir pessoas que não operam no mercado virtual.

Em países da África, como no Brasil, há muitos desbancarizados, ou seja, pessoas sem acesso aos serviços bancários. No Quênia a maioria das pessoas uma hoje um sistema denominado M Pesa, que envia dinheiro como mensagem pelo celular. Isso fez surgir vários serviços enviados virtualmente, baseado em crédito de celular, como o funcionamento de geradores. Criou-se infraestrutura financeira que viabiliza serviços antes não disponíveis”, citou.

De todas as tecnologias citadas, ele cita a Blockchain, criada como um efeito colateral das moedas virtuais. Trata-se de uma escritura de moedas, impossível de ser fraudado, que vem revolucionar os registros públicos. No Brasil, empresas fazem certificação de árvores já usando essa tecnologia. “O setor bancário inteiro irá migrar para a tecnlogia disruptiva revolucionária em no máximo dez anos”, aposta Ronaldo Lemos.

Para finalizar, o especialista em inovação dá a dica: ”É preciso conhecer o seu cliente. Ter uma relação permanente e de proximidade com seu cliente”, diz, reforçando a importância do Brasil desenvolver uma lei brasileira que regulamente a segurança do uso de dados de clientes. O Brasil está mais de 30 anos atrasado na definição de uma lei de proteção de dados pessoais, que poderia, além de proteger os cidadãos, permitir que os reguladores atuassem com tranquilidade dentro das definições da lei.

Big Data – Como aproveitar toda essa tecnologia para não sermos substituídos por tantos serviços que também vendem proteção e não são seguros? Esse foi o norte da matéria da advogada Márcia Cicarelli, que citou o show do lendário Mick Jagger, que recentemente se apresentou no Brasil. “As pessoas preferem filmar e compartilhar do que assistir. Esse é o momento que vivemos. O estagiário não larga o celular. Eles que são nosso futuro. Temos de pensar nesse perfil de pessoas”, enfatizou.

Segundo ela, a informação dá poder à indústria de seguros, tanto para precificação como para ter mais agilidade na entrega do produto para o cliente. “’É impensável que o mercado que está aqui para antecipar risco não utilize o big data. Não podemos nos basear só na proposta quando temos essa magnitude de dados disponíveis para aprimorar tudo o que oferecemos para clientes e acionistas”, disse.

Ela também citou a revolução que a tecnologia traz a distribuição dos produtos e, principalmente no resseguro. “Temos uma série de produtos que não foram lançados por escassez de informações que agora estão disponíveis. Um caso como Samarco, se tivéssemos sensores básicos, conectados, poderíamos ter ajudado o segurado no monitoramento do risco. A tecnologia é uma ferramenta incrível, disponível, que pode ser explorada para prevenção e regulação de sinistro. O ressegurador tem fome de informação para decidir a fatia do risco que pode assumir e podemos conseguir muitos benefícios com o empoderamento das informações disponíveis”.

Para Cicarelli, a simplificação da informação securitária é uma das ordens do dia para o setor, segundo a advogada. E a personalização. Temos condições de fazer que os produtos atendam diversos segmentos de clientes. “Temos de encontrar as ferramentas para chegar ao consumidor e elevar a participação do setor no Produto Interno Bruto”. A advogada ponderou que a legislação e a regulação estão sempre um passo atrás do mercado. São mudanças rápidas e drásticas. Por isso é necessário correr riscos, que o mercado perceba outras formas de regulação eficazes, como mostrou o Uber, para que se possa avançar. “É necessário sair da zona de conforto para sobreviver e ter sucesso. Quanto estamos investindo em inovação, para fazer o mercado de seguros estar de acordo com essa nova realidade. Isso tem de estar na nossa agenda, principalmente em tempos de crise.

João Francisco encerrou o painel afirmando que o mercado segurador tem muitos campos para avançar com a tecnologia, principalmente na área rural e nas cidades. “Os prefeitos têm um desafio pela frente para investir em infraestrutura e melhorar a conectividade das cidades, dando a base para tantos negócios”.

*Informações de CNseg.

Kuantta Consultoria divulga workshops programados para 2019 336

Inovação

Eventos contam com apoio do Sindicato dos Corretores do RJ

Dando continuidade ao programa de qualificação dos profissionais que atuam no mercado de seguros no Rio de Janeiro, a Kuantta Consultoria informa os meses dos workshops programados para o próximo ano.

Em fevereiro, acontece um debate com o tema “Como o Sillicon Valley define metas?“. No mês de maio já haverá outra apresentação com o tema “Tecnologia e Inovação no mercado de seguros”. O segundo semestre conta mais dois eventos. Em agosto, com o tema “Um novo jeito de trabalhar a gestão de pessoas” e em novembro de 2019, será a vez do tema “Planejamento Estratégico para alcançar resultados”.

Arley Boullosa define esses workshops como uma oportunidade de aprendizado para os corretores de seguros, os funcionários das corretoras e das seguradoras.

“A programação dos eventos já está pronta, para que os participantes possam se planejar melhor e comparecerem. O formato será o mesmo do Corretor do Futuro, que aconteceu no final de agosto onde tivemos um dia inteiro de palestras com Gustavo Mello, Marcelo Blay, Fernando Vieira, Bernard Biolchini, Gustavo Malavota, Engler Santoni, Israel Martins e eu também falei. Queremos gerar o máximo de conteúdo relevante com temas que realmente interessam para os corretores principalmente e para isso vou escalar grandes palestrantes para os eventos. O importante é compartilhar conhecimento e dar todo suporte necessário aos que pretendem ampliar seus horizontes. Os corretores irão sair dos nossos eventos inspirados a executar. A Kuantta Consultoria vem se consolidando como referência de ensino e aprendizado para a categoria e isso é fundamental para o crescimento do setor de seguros”, declarou Boullosa.

Os eventos terão o apoio do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (Sincor-RJ) e seguradoras patrocinadoras estão fechando suas participações.

Qual a relação da diabetes com a saúde bucal? 287

Diabetes

Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) responde essa pergunta

A diabetes, doença caracterizada pelo aumento da glicose no sangue, afeta mais de 8% da população brasileira, segundo a última pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde. Diante deste cenário, os profissionais da área estão cada vez mais alertas para identificar e tratar pessoas com o problema, incluindo o cirurgião-dentista.

De acordo com a literatura médica, pacientes com diabetes têm alto risco de desenvolver problemas bucais por conta do descontrole da glicemia e interferência na produção salivar. Desta forma estão mais suscetíveis a infecções.

A gengivite e a periodontite, estágio mais avançado da inflamação na gengiva, inclusive com perdas ósseas, são os problemas mais comuns entre os diabéticos. “As doenças periodontais podem alterar o nível glicêmico nesses pacientes, embora essas mudanças não sejam suscetíveis apenas a diabéticos”, acrescenta a cirurgiã-dentista e presidente da Câmara Técnica de Pacientes com Necessidades Especiais (CT PNE) do CROSP, Adriana Zink.

Distúrbios de cicatrização e alterações fisiológicas, que reduzem a capacidade imunológica, aumentando a probabilidade de infecções, também são observados em pacientes com diabetes.

Essa condição exige que diabéticos sejam tratados de forma interdisciplinar. Portanto, todos os profissionais da saúde envolvidos devem conversar para proporcionar melhor qualidade de vida possível.

Cuidados especiais antes do tratamento

Antes de realizar procedimentos odontológicos é recomendada a solicitação de alguns exames laboratoriais como glicemia, hemograma, hemoglobina glicada e o radiográfico. Eles é que indicarão se o diabético apresenta alguma descompensação.

“Caso ele esteja descompensado, o profissional avaliará se há necessidade imediata do atendimento e também sobre o ambiente mais adequado para o tratamento, entre ambulatório ou hospital”, explica a presidente da CT de PNE.

Ao procurar pelo profissional da saúde bucal, o mais recomendado é recorrer ao cirurgião-dentista especialista em PNE, embora o clínico-geral também tenha em sua formação o preparo para o atendimento do paciente com diabetes.

Quando o paciente não sabe que tem diabetes…

O cirurgião-dentista pode ajudar a identificar um paciente diabético. Para tanto, o profissional deve cruzar os dados coletados na anamnese (entrevista) com os obtidos pela análise clínica, além de solicitar exames laboratoriais.

Durante a avaliação é importante que o profissional da odontologia leve em consideração alterações como hipoplasia (desenvolvimento defeituoso dos tecidos) e hipocalcificação do esmalte, diminuição do fluxo, aumento da acidez e da viscosidade salivar.

Outros incômodos relatados pelos pacientes como boca seca, sensação de ardência, presença de aftas, lesões, hálito cetônico, náuseas e vômitos também não devem ser ignorados na consulta. “Depois de tudo, a indicação para uma consulta ao endocrinologista será muito importante”, destaca a cirurgiã-dentista.

Para manter a saúde em dia

Para evitar a progressão e agressividade da doença periodontal, comum em diabéticos, a recomendação é redobrar os cuidados com a higiene utilizando a escova, pasta de dente e fio dental. As visitas preventivas ao cirurgião-dentista também auxiliarão no controle da saúde bucal e da possível descompensação do diabetes.

“Todo paciente com comprometimento sistêmico, como o diabetes, deve ter uma rotina de visitas preventivas ao consultório odontológico para garantir a saúde integral”, alerta Adriana Zink.

Congresso Unidas: a longevidade brasileira e atenção primária à saúde 291

Unidas

Enxaqueca e insuficiência cardíaca foram alguns dos temas das discussões

O último dia do 21º Congresso Internacional Unidas – Caminhos para Inovar, que aconteceu entre os dias 07 e 09 de novembro, na Costa do Sauípe (BA), começou com palestras sobre duas doenças cuja relevância é significativa, tanto no Brasil, quanto no mundo: enxaqueca e insuficiência cardíaca.

O médico e professor do curso de pós-graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Elcio Juliato Piovesan, abriu as apresentações do dia com a palestra Impacto da enxaqueca na qualidade de vida: novas evidências a personificam como uma doença de alto impacto clínico. Segundo o palestrante, a enxaqueca causa danos à vida do paciente. “O bem-estar do paciente fica comprometido, bem como a economia, devido aos custos no tratamento da doença”, explicou o médico.

Em seguida foi a vez do especialista em cardiologia e transplante cardíaco pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e coordenador do Programa de Insuficiência Cardíaca do Hospital TotalCor, Flavio Brito. Com a palestra Insuficiência Cardíaca, o médico ressaltou a importância da inovação no tratamento da doença.

Viver mais, mas com saúde: os desafios da longevidade

A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que, de 1950 a 2050, a população acima de 60 anos cresça seis vezes no Brasil, o dobro do projetado para países como Canadá e Holanda. Em 2030, o número de idosos brasileiros vai superar pela primeira vez o de crianças com até 14 anos. No caso das operadoras de saúde de autogestão essa já é uma realidade que impacta profundamente a administração dos planos. Atualmente, as autogestões detêm 25,9% dos beneficiários com 60 anos de idade ou mais, enquanto a média do setor de saúde suplementar é pouco mais de 13%.

E foi sobre esses e outros desafios do envelhecimento da população brasileira que o médico e presidente da Aliança Global de Centros Internacionais de Longevidade, Alexandre Kalache, e as médicas portuguesas Joana Abreu e Paula Silva falaram no painel Viver mais, mas com saúde: os desafios da longevidade no Brasil, no 21º Congresso Internacional Unidas – Caminhos para Inovar.

Segundo Kalache, serão necessários ao Brasil apenas 18 anos (de 2012 a 2030) para dobrar a população de idosos, de 10 para 20% – o que ocorreu na França ao longo de 145 anos a partir de 1850. “Com todos os problemas que a sociedade brasileira tem, como vamos enfrentar mais esse, que é o envelhecimento da população?”, questiona.

Conforme o médico, é preciso reinventar o envelhecimento e se preparar para uma vida longa. “Com a revolução da longevidade, a vida deixou de ser uma corrida de 100 metros para se tornar cada vez mais uma maratona”, exemplificou Kalache.

Diante desse contexto, Kalache fez uma crítica. “Os países abastados ficaram ricos antes de envelhecer. Nós estamos envelhecendo antes de enriquecer”. Alexandre Kalache foi enfático ao dizer que a discussão sobre longevidade tem várias vertentes. “A revolução da longevidade passa por um processo de transformação da economia. Precisamos de prédios para idosos, turismo focado na 3ª idade e mais serviços para essa população”. E ressaltou quão fundamental é oferecer serviços de saúde aos idosos de maneira barata e acessível para que haja qualidade de vida na terceira idade. “É essencial focar na prevenção e quanto antes minimizar ou eliminar os fatores de risco, melhor. Por isso, é fundamental ter uma estrutura de atenção primária à saúde para garantir a longevidade com saúde e independência”.

Em seguida, foi a vez da médica geral e familiar na Unidade de Saúde Familiar das Conchas e do Hospital da Luz, ambos em Lisboa, Paula Silva fazer apresentação. A médica deu início falando sobre as experiências no país lusitano, inclusive com dados do funcionamento do Serviço Nacional de Saúde de Portugal, que foi criado em 1979, e possui características parecidas com as do SUS.

De acordo com a palestrante, Portugal é um país com baixa natalidade, população envelhecida e com patologia múltipla. Por isso, em 2012, o país criou um Plano Nacional de saúde que vale até 2020. O plano tem três pilares: incentivar a natalidade; criar jovens saudáveis e minimizar os impactos das doenças crônicas na velhice. O programa tem como objetivos diminuir a redução da mortalidade prematura (abaixo de 70 anos); melhorar a esperança de vida saudável a partir dos 65 anos, combater a obesidade infantil e o consumo de tabaco.

Finalizando o terceiro painel do 21º Congresso Internacional Unidas – Caminhos para Inovar, a médica geral e familiar na Unidade de Saúde Familiar das Conchas, em Lisboa, Joana Abreu, deu sequência ao debate, contando mais sobre as experiências de Portugal com a gestão do envelhecimento. Segundo a palestrante, o isolamento social dos idosos deve ser combatido e, com foco nisso, o sistema de saúde português tem programas específicos para combatê-lo. “É aqui que devemos ressaltar a importância dos médicos de família, que possuem um papel importante na conscientização da família no combate ao isolamento social dos idosos”, afirmou.

Como o cuidado de saúde primário melhora a performance do sistema

O Professor da Harvard Medical School, nos Estados Unidos e executivo da Cambridge Health Alliance, Robert Janett, abordou a qualidade e eficiência como objetivos do sistema de saúde. O palestrante apresentou estratégias para eliminar os gaps no cuidado do paciente, os impactos nos desfechos a partir da mudança no modelo de entrega do cuidado de saúde, as características gerais de um sistema de cuidado primário integrado e os resultados na aplicação deste modelo no sistema de saúde suplementar brasileiro.

Segundo o palestrante, há um percentual altíssimo de tratamentos desnecessários, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. “Ao mesmo tempo, temos pacientes que não recebem o tratamento médico necessário para que ele se cure”, esclareceu.

Durante a apresentação, Roberto Janett falou que a prevenção e o atendimento precoce são essenciais para evitar desperdícios de recursos na saúde. Por isso a atenção primária é fundamental. “No Brasil, milhares de pessoas morrem em decorrência de um atendimento insuficiente. Isso poderia ser evitado se o paciente tivesse recebido atenção primária”, finalizou o palestrante.

CCS-RJ promove almoço com André Lauzana, da SulAmérica 169

Encontro acontece no próximo dia 22 de novembro, no Centro do Rio

André Lauzana é Vice-Presidente Comercial da SulAmérica
André Lauzana é Vice-Presidente Comercial da SulAmérica

Direção e associados do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) estarão reunidos no dia 22 de novembro, para o próximo almoço mensal da entidade.

O evento terá como convidado especial o Vice-Presidente Comercial da SulAmérica, André Lauzana, que assumiu o cargo em abril deste ano, após obter notáveis avanços à frente da vice-presidência de Capitalização da companhia, que continua a exercer. O executivo já está há sete anos na seguradora, tendo começado como diretor financeiro.

O encontro será no restaurante Aspargus, no Centro do Rio, a partir das 12h30min.

Lançada em SP a Latin American Compliance & Investigation League (LACIL) 391

Compliance

Evento reuniu especialistas de 11 países para o desenvolvimento das práticas na região

TozziniFreire Advogados, pioneiro em Compliance e Investigação, anuncia a criação da Latin American Compliance & Investigation League (LACIL). Esta iniciativa, que conta com a participação de grandes players da área, tem como objetivo desenvolver um fórum de debates relativos a Compliance.

O primeiro encontro de escritórios de países da América Latina integrantes da liga foi realizado nos dias 8 e 9 de novembro, em São Paulo, e reuniu 11 países. Durante dois dias, representantes de escritórios de advocacia da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela discutiram temas como “Investigações governamentais”, “Melhores práticas e tendências locais”, “Governança corporativa em investigações internas – como evitar conflitos”, “Acordos multilaterais e cooperação internacional”, “Os imprevistos na contratação e monitoramento de terceiros na América Latina”, “Programas de conformidade global e desafios locais” e “Olhando para o futuro: o papel das instituições financeiras para prevenir e combater a corrupção”.

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Segundo Shin Jae Kim, sócia responsável pela área de Compliance e Investigação, nos últimos cinco anos a operação Lava Jato e outras investigações lançadas, bem como a entrada em vigor da Lei nº 12.846/2013 (a Lei Anticorrupção Brasileira), provocaram um desenvolvimento acelerado da prática de Compliance e Investigação e, agora, a onda está chegando aos países vizinhos. “Somos hoje protagonistas em vários temas que até então tinham pouca repercussão”, enfatiza Shin.

A sócia acrescenta que a ideia de criação do grupo LACIL, uma iniciativa não exclusiva, vem ao encontro da necessidade de nivelar os conhecimentos e práticas, já que as questões envolvidas são cada vez mais extraterritoriais. “A partir da LACIL 2018 iniciaremos um ciclo de reuniões anuais para discutir o panorama da área, além de compartilhar conhecimentos e as melhores práticas implantadas entre os escritórios dos países da América Latina”, complementa.

Sobre o momento atual que vive o Brasil em relação a Compliance e Investigação, a sócia explica que o país alcançou um patamar de maturidade considerável. “O Brasil está saindo do chamado Estado de Direito Sancionador, aquele que pune, para o Consensual, em que se busca um acordo por meio de medidas preventivas”, explica a advogada.

No que diz respeito ao cenário na América Latina, de acordo com Giovanni Paolo Falcetta, sócio na área de Compliance e Investigação de TozziniFreire Advogados, é possível observar avanços significativos nos últimos anos. “Há, sem dúvida, uma evolução em curso e os escritórios de advocacia em países como Argentina, Brasil, Colômbia e Peru têm apresentado atuação mais independente, com legislação e práticas próprias; no entanto, há ainda um caminho a ser percorrido, por isso queremos criar esse hub de troca de informação e cooperação entre países”, diz Giovanni.

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Para o sócio, outro ponto de destaque a favor da criação da LACIL a ser observado é que a experiência em Compliance e Investigação do Brasil também apresenta um modelo semelhante ao dos países da América Latina. “Temos alguns países com limitações, povos e culturas relativamente parecidos, o que favorece esta troca de experiências e pode, inclusive, ser um primeiro passo para estabelecer parâmetros em toda a América Latina”.

Confira aqui os participantes desta primeira edição:

Argentina – Allende & Brea
Argentina – Beccar Varela
Argentina – Marval, O’Farrell & Mairal
Bolívia/Uruguai/Equador/Paraguai – Ferrere
Brasil – FeldensMadruga
Brasil – Maeda, Ayres & Sarubbi
Brasil – TozziniFreire Advogados
Chile – Carey
Chile – Cariola Díez Pérez-Cotapos
Colômbia – Posse Herrera Ruiz
México – Creel, García-Cuéllar, Aiza y Enríquez
México – Galicia Abogados
México – Sánchez Devanny
Paraguai – Gross Brown
Peru – Rodrigo, Elías & Medrano Abogados
Uruguai – Guyer & Regules
Venezuela – D’Empaire Reyna Abogados

Pioneirismo e reconhecimento 2018

Pioneiro na criação da área de Compliance e Investigação (em 2006), TozziniFreire foi o único escritório brasileiro classificado como Band 1 pelo Chambers Latin America 2019. A classificação se manteve pelo segundo ano consecutivo.

Três sócios da área também foram recomendados por sua atuação de destaque: Shin Jae Kim (Band 1), Giovanni Paolo Falcetta (Band 2) e Renata Muzzi Gomes de Almeida (Band 3).

A equipe é destacada pelo guia como uma “prática amplamente reconhecida pela habilidade na implementação e desenvolvimento de programas de compliance, além da condução de investigações internas. Altamente conceituada pela notável experiência na representação dos principais players das indústrias automotiva, de saúde e farmacêutica em investigações de grande escala e de alta sensibilidade. Colabora estreitamente com escritórios internacionais de primeira linha dos EUA, Europa e Ásia em investigações anticorrupção de múltiplas jurisdições”.

TozziniFreire teve, ainda, 48 recomendações individuais e 29 áreas de prática reconhecidas pelo Chambers Latin America. O guia abrange um total de 20 jurisdições que englobam, além do Brasil, México, América Central e Caribe (Cuba, República Dominicana e Porto Rico), assim como países de língua espanhola da América do Sul.