Como o herdeiro da Porto Seguro quer reinventar o setor 809

Marcelo Blay criou um site que está transformando o mercado das corretoras de seguros – e, em plena crise, ganha 300 clientes por dia

Era dezembro de 2010 e o empresário paulistano Marcelo Blay jantava com o irmão, Fernando, em um restaurante japonês no bairro do Itaim, em São Paulo. Eles são netos de Abrahão Garfinkel, o imigrante de origem ucraniana que, em 1972, comprou a Porto Seguro, uma modesta seguradora que se transformou em uma companhia com vendas de R$ 15 bilhões anuais. Marcelo Blay vivia uma espécie de interregno profissional. Após deixar uma vice-presidência do Itaú, em 2006, andava rascunhando planos para, quem sabe, começar um negócio próprio no ramo dos seguros. Entre um sushi e outro, Fernando comentou que desejava vender uma corretora familiar que possuía, uma firma que não reunia mais de 800 clientes. Marcelo teve um estalo. Disse que sabia de alguém que queria comprá-la. Tirou um talão do bolso e começou a preencher um cheque. “O que você está fazendo?”, perguntou o irmão. “Comprando sua corretora”, respondeu. Seguiu-se um brinde com saquê.

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Marcelo Blay. (Foto: Rogerio Albuquerque)

O gesto meio impulsivo não retrata bem o perfil calculista do engenheiro mecânico de 49 anos. Após aquele jantar, Marcelo Blay deixaria a empresa por um ano “na geladeira”, enquanto desenhava meticulosamente o tipo de negócio em que queria transformá-la. Para isso, contratou a McKinsey, consultoria global de estratégia, e o Itaú. Ambos avaliaram que as ideias dele tinham potencial de valer bilhões e dar origem a um IPO parrudo em alguns anos.

Para explicar que negócio é esse, o empresário faz uma pergunta: quem é seu corretor de seguros? A resposta esperada: um conhecido da família que sempre mexeu com isso. O Brasil tem 80 mil corretores. Apenas 2% faturam mais de R$ 3,6 milhões ao ano. Mas essa elite é formada por corretoras que atendem empresas, como a Admix, ou entidades de classe, como a Qualicorp. Blay viu a possibilidade de criar uma marca, um negócio de varejo, para prestar esse serviço em massa e para pessoas comuns. Mais: um negócio online, onde o cliente comparasse a cotação de várias seguradoras. Nasceu, ali, a Minuto Seguros, cujo símbolo é o tsuru, um origami da sorte.

Não era uma ideia nova. Fora do Brasil, principalmente na Inglaterra, empresas bem estabelecidas disputavam o mercado dessa forma. Mesmo por aqui, alguns empresários tinham tentado replicar o modelo. Em 2001, uma startup chamada Seu corretor colocou outdoors em avenidas de São Paulo e chegou a ter cerca de 2 mil clientes. Mas a tecnologia era ruim (a cotação envolvia a entrega de um CD ROM!) e a tentativa não foi adiante. Somente em 2011 surgiriam os sites que realmente ganhariam embalo: o Bidu (hoje com 25 mil clientes) e a Minuto (com mais de 100 mil). “Era nítido que aquele tipo de serviço, que tinha grande relevância lá fora, logo seria importante por aqui”, diz João Herreros, fundador da Bidu.

42 reuniões iguais

Não somente Blay e Herreros estavam de olho nesse vácuo do mercado nacional. Antes mesmo de começar a vender seguros pela internet, em dezembro de 2011, Blay passou a ouvir propostas para que vendesse a própria empresa. Não se fez de rogado. Levou as ofertas aos ex-colegas do Itaú, para que as analisassem. O banco achou aquilo interessante e fez 60 cartas-convite, que enviou para investidores de diferentes países. Acabou virando um recorde na casa: 42 deles vieram ao Brasil para ver a startup de perto. “Fiz reuniões com todos eles, 42 apresentações iguais. Era nonsense”, lembra o empresário.

Quem colocou dinheiro no projeto foi a Redpoint eventures, um fundo brasileiro ligado ao Vale do Silício. Após o primeiro aporte, as duas partes (Blay e a Redpoint) fizeram mais duas rodadas de capitalização, que multiplicaram por seis o valor da empresa. Em nenhum desses momentos a Redpoint quis embolsar o lucro, em troca de ter a participação diluída. “Nós acreditamos ter encontrado um unicórnio”, diz Anderson Thees, da Redpoint (termo usado para startups que chegam a valer US$ 1 bilhão). Ao todo, eles já colocaram “dezenas de milhões de dólares” na ideia, diz Thees. A história é parecida com a da concorrente Bidu: a Monashees, um dos mais ativos fundos para startups do país, investiu no negócio desde o início e, no jargão, “acompanhou as rodadas” seguintes de aportes.

Hoje, a Minuto é avaliada em R$ 450 milhões. A corretora digital deve terminar o ano com vendas de R$ 150 milhões, após R$ 113 milhões em 2015. Leva uma comissão igual ou maior do que os “Zés”, de pelo menos 15%. Mas talvez o dado mais interessante seja que, em plena crise, a startup ganha 300 clientes por dia. “Faz quatro anos que começamos a vender”, diz Blay. “Se você, em qualquer momento, me perguntasse qual foi o nosso melhor mês, eu sempre teria dito que foi o último.” Nos planos revisados por McKinsey e Itaú, o IPO ocorreria em 2020.

Um herdeiro sem grana

A história que trouxe Marcelo Blay até este Minuto é curiosa. Abrahão, o avô, teve dois filhos: Stela (a mãe de Blay) e Jayme Garfinkel. Jayme – e essa parte não é novidade – foi quem transformou a Porto Seguro em um big business. A partir dos anos 90, ele apostou na oferta de um serviço mais sofisticado, com regalias que iam desde as luzes de freio para pendurar no vidro traseiro até uma ajudinha para trocar o sifão da pia para os segurados. A tática permitiu à empresa cobrar um preço maior pelas apólices, o que a fez mais lucrativa do que a média do setor. Mas, se tinha bons números, nos bastidores a companhia era palco de uma prolongada e dolorosa desavença familiar.

Durante mais de uma década, Stela e Jayme Garfinkel tiveram uma relação conturbada. O comando da Porto havia ficado com Jayme, que trabalhava na empresa desde que o pai a comprara. Distante da gestão, a família Blay se contrapôs a diversas decisões da diretoria. O clima só melhorou após o IPO da seguradora, em 2004. Os Blay venderam sua parte (a maior fração durante uma segunda etapa da venda, dois anos depois). Jayme Garfinkel ficou sendo o principal acionista. Hoje, após a entrada do Itaú na sociedade, ele ainda detém cerca de 40% do capital e é presidente do conselho da empresa. Tem uma fortuna pessoal estimada em US$ 1,5 bilhão pelo ranking da Forbes, o que o colocaria entre as 34 pessoas mais ricas do país.

Em 1990, em plena turbulência entre as famílias, Jayme Garfinkel resolveu chamar o sobrinho Marcelo Blay para trabalhar na seguradora. “Ele disse que a Porto iria abrir muitas filiais e, como obras costumam ter desvio de verbas, era preciso um engenheiro de confiança”, conta o sobrinho. Ao longo dos dez anos que passaria na empresa, Blay não teria vida fácil. Para evitar insinuações de nepotismo, o tio lhe impôs regras draconianas. As promoções eram raras e demoradas – após dez anos, Blay ainda tinha o cargo de gerente. “Como os dividendos familiares eram reinvestidos na Porto Seguro, minha situação não era fácil”, conta Blay. “Aos 34 anos [em 2000], eu tinha um salário de mil dólares e dirigia uma Parati velha”, diz. O tio não nega a postura rígida. “Acho que sou durão com parentes, essa também é uma reclamação do meu filho [Bruno, que trabalha na Porto]”, diz Garfinkel. “Isso mostra que não há favorecimento. Marcelo foi vítima dessa minha convicção. Mas foi bom, deixou ele mais forte.”

Tanta austeridade fez com que o sobrinho, por assim dizer, se colocasse no mercado. Acabou indo trabalhar no Itaú. No banco, onde passou seis anos, chegou a vice-presidente da área de sinistros e trabalhou próximo a Roberto Setubal, CEO da holding Itaú Unibanco.

O tsuru é um símbolo de saúde e sorte. Daí a escolha do pássaro como logotipo da Minuto. Com esses atributos, quem precisa recorrer ao seguro? Pouca gente. Algo bom para os clientes e para a empresa

Negócios que crescem em alta velocidade atraem outros peixes para o aquário – e Blay sabe que isso representa um risco para a Minuto. “É um modelo de negócios que não tem barreiras de entrada”, diz. “Qualquer um que colocar dinheiro em anúncios do Google faz uma startup igual.” Um competidor poderia ser a Geico, seguradora americana que trabalha com venda direta – tática que nenhuma empresa brasileira adota para não se indispor com os corretores. De anúncios no Google, a Geico entende: nos Estados Unidos, ela comprou a posição mais privilegiada dos resultados de busca por “insurance” (seguro), uma das palavras mais caras vendidas pelo buscador – diz-se que a Geico, controlada por Warren Buffett, paga US$ 80 cada vez que alguém clica nesse link patrocinado.

Blay aposta no crescimento rápido da Minuto para se proteger desses eventuais concorrentes. Parece, mesmo, ter muita pressa: trabalha em média 12 horas por dia. A rotina puxada lembra os tempos de ralação na Porto Seguro – embora ele não ande de Parati velha faz uns bons anos. Mas mantém um jeito despretensioso, que chama a atenção dos mais próximos. “Não é um cara que trabalha pelo dinheiro”, diz Thees, da Redpoint. “Com a grana que tem [após o IPO da seguradora], ele poderia estar na praia, tomando água de coco, de agora até o final da vida. Mas, quando eu mando um e-mail às 23 horas, ele responde logo em seguida.”

O que o motiva, então? Thees oferece duas respostas. A primeira: “Ele sabe que esse é um mercado com pouca transparência e muita assimetria de informação, e sonha em mudar essa realidade”. A segunda: “O Marcelo Blay, hoje, está reinventando a indústria que o avô dele praticamente criou”. Não resta dúvida. Ambos os motivos instigam executivos que gostam de desafios.

*Informações de Época Negócios.

CORREÇÃO: 

Na matéria, o jornalista Pedro Carvalho faz um comentário negativo sobre os corretores de seguros, o que gerou a reação de Blay. O empresário comenta que em nenhum momento se referiu a categoria do modo retratado na matéria, evidenciando que o jornalista tirou suas conclusões baseado em sua experiência pessoal. “Defendo e trabalho pela categoria em diversas situações, o que me enche de orgulho e responsabilidades para com os profissionais da corretagem de seguros. Em momento algum me referi de maneira pejorativa: como pode ser visto, toda vez que aparece um comentário meu, o referido texto está entre aspas, bem como o de outros entrevistados na matéria. Me solidarizo com a categoria e como corretor de seguros me senti desprestigiado. São reportagens como esta que prestam um desserviço ao mercado de seguros. Lamentável”, comenta Marcelo Blay. (Informações de Sincor-SP)

Grupo Generali tem lucro líquido de € 1,8 bilhão 258

Philippe Donnet, CEO do Grupo Generali / Divulgação

Resultados do 1º semestre foram destaques nos segmentos de Vida e P&C

O Grupo Generali terminou o primeiro semestre de 2019 confirmando sua efetiva e disciplinada implementação do plano estratégico trienal “Generali 2021” em todos os segmentos dos negócios da seguradora. Esses resultados mostram a capacidade do Grupo em gerar valor financeiro e industrial sustentável para todos os stakeholders.

Os resultados apresentados destacaram o desempenho da seguradora em termos de rentabilidade e posição de capital, alinhados à estratégia do Grupo:

  • O resultado operacional cresceu 7,6%, para € 2.724 milhões (€ 2.532 milhões no 1S 2018), graças ao desenvolvimento positivo em todos os segmentos de negócios.
  • O lucro líquido do Grupo foi de € 1,8 bilhão (+ 34,6%), incluindo também o resultado de operações descontinuadas. O lucro líquido ajustado subiu para € 1,3 bilhão (+ 6,4%).
  • As entradas líquidas de seguros de vida aumentaram para € 7,4 bilhões (+ 29,5%) e as reservas técnicas atingiram € 358 bilhões (+ 4,3%). Os prêmios brutos emitidos totalizaram € 35,7 bilhões (+ 1,8%), devido ao desempenho positivo dos segmentos Vida e P&C.
  • As melhorias nos segmentos Vida e P&C ocorreram principalmente devido à excelente rentabilidade técnica, confirmada pelo coeficiente combinado em 91,8% (- 0,2 p.p.) e pela Margem de Novos Negócios em 4,40% (- 0,18 p.p.).
  • O lucro líquido da Gestão de Ativos foi de € 133 milhões (+ 22%), devido ao crescimento dos ativos sob gestão e à consolidação das receitas das novas pequenas empresas especializadas em gestão de ativos.
  • O Índice de Solvência Regulatória Preliminar se mantém sólido em 209% (217% no exercício financeiro de 2018; – 8 p.p.).

“O primeiro semestre do ano confirma a implementação efetiva e disciplinada do plano estratégico trienal “Generali 2021” em todos os segmentos de negócios. A Generali hoje é um grupo de seguros e gestão de ativos cada vez mais global, com excelência técnica nos segmentos de Vida e P&C e especialização diferenciada em gestão de ativos, o que nos possibilita superar os desafios competitivos do setor para nos tornarmos parceiros dos nossos clientes para toda vida”, explica Philippe Donnet, CEO do Grupo Generali.

Os resultados completos do Grupo Generali estão disponíveis neste endereço.

Suhai Seguradora é indicada ao Prêmio ReclameAqui® 2019 363

Suhai Seguradora é indicada ao Prêmio ReclameAqui® 2019

Companhia está concorrendo ao Oscar de Melhor Atendimento Brasileiro

Exemplos de telas do autovistoria da Suhai Seguradora / Divulgação
Exemplos de telas do autovistoria da Suhai Seguradora / Divulgação

A Suhai, única seguradora especializada no seguro de Furto e Roubo com assistência 24h em todo Brasil, foi indicada ao Prêmio ReclameAqui® na categoria Seguradoras. O prêmio homenageia as empresas de diferentes setores com a melhor reputação em atendimento do Brasil. A Suhai Seguradora, foi criada para atender clientes que não tinham acesso ao seguro de automóveis, fosse pelo preço alto ou falta de aceitação das companhias tradicionais. Segundo estimativas da própria Suhai, existe ainda um mercado composto por mais de 75% de carros, 86% de caminhões e 98% de motos rodando sem seguro em todo Brasil.

“Após pesquisas, identificamos que, a maioria das pessoas ainda desprotegidas, e que não podem pagar por um seguro completo, optam, entre todas as opções de um seguro automotivo, por aquela cobertura que não é previsível, ou seja, pelo Furto e Roubo, afinal, uma colisão é possível evitar, quase que sempre, dirigindo com prudência e responsabilidade. Este é o propósito da Suhai, atender essa demanda do mercado, com motos, carros e caminhões, principalmente os mais antigos (acima de 10 anos de uso), que estão marginalizados sem acesso ao seguro, que permita estes perfis de clientes, garantirem, muitas vezes, o único patrimônio da família”, explica Robson Tricarico, diretor comercial da Suhai Seguradora.

É válido lembrar que algumas outras seguradoras já oferecem esta cobertura, mas a Suhai é a única especialista no seguro de furto e roubo em todo Brasil, e por este motivo, possui condições de preço e aceitação que nenhuma outra consegue oferecer, uma vez que já são líderes de mercado neste segmento.

Selo RA 1000

A Suhai Seguradora já é detentora do selo RA1000, concedido às empresas que possuem excelentes índices de atendimento no portal Reclame Aqui. “Construir uma base de relacionamento com o cliente e moldar, aos poucos, sua confiança é um trabalho que exige muito: exige se colocar no lugar dele e sentir o que ele precisa. As coisas passam a fazer sentido se você, de repente, é o cliente. Esse é um exercício diário e necessário. Somente assim conseguimos atender o cliente como ele deve ser servido: com atenção aos detalhes, com carinho ao seu caso e com a certeza do compromisso para garantir que o cliente se sinta cuidado e tranquilo”, explica Eliane Percino, diretora de operações da Suhai Seguradora.

O cliente Suhai pode fazer contato com a seguradora pelo canal que preferir. Pode ser pela central de atendimento, pelo chat do site, pela nossa atendente virtual “Su”, WhatsApp, Facebook, Instagram, por onde o segurado desejar.Outro cuidado para descomplicar ainda mais a vida do cliente está na vistoria. Ele recebe um link por SMS que o direciona ao sistema para Autovistoria, o cliente clica e segue as instruções, fotografar o veículo com o celular ou tablet e enviar as imagens para análise. Vistoria feita de maneira simples, rápida e cômoda sem interferências na rotina. Em pouco tempo, o segurado receberá uma mensagem no seu celular quando o veículo for aprovado. “A ideia é evitar que haja a necessidade dos deslocamentos até um posto de atendimento físico, destes quais muitas vezes, atrapalham a logística e a agilidade na cobertura do seguro”, reforça a executiva da companhia.

Os clientes da Suhai também tem à disposição uma biblioteca virtual com e-books sobre seguros que podem ser baixados gratuitamente e alertas via SMS, WhatsApp ou e-mails sobre locais com maior risco de assalto, e com a inclusão de dicas de rotas de fuga ou ação preventiva, elaboradas por uma área que coleta e trabalha apenas com esse tipo de informações, para tornar a vida do cliente mais segura.

“Acredito que é nossa responsabilidade servir de forma descomplicada, sem preconceito de marca, ano ou modelo do veículo e sem burocracia. O reflexo de oferecer um seguro sem complicação e totalmente focado tornou a Suhai uma empresa com experiências positivas”, destaca Eliane.

Indicação ao Oscar de Melhor Atendimento Brasileiro

O conjunto de ações diferenciadas em prol da excelência no atendimento colocou a Suhai Seguradora entre as finalistas da edição 2019 do Prêmio Época Negócios ReclameAqui®. “Hoje, temos muito orgulho de estar concorrendo ao Oscar de Melhor Atendimento Brasileiro, a indicação reforça o voto de confiança do nosso cliente e essa recompensa tenho certeza que já ganhamos. Posso me orgulhar do que somos hoje na Suhai Seguradora e me orgulhar de ter uma equipe que sabe que servir e atender andam de mãos dadas”, finaliza Eliane.

Para votar na Suhai Seguradora no Prêmio Reclame Aqui, acesse este endereço.

BB Seguridade é a empresa mais valiosa do setor 336

Desempenho da BB Seguridade deve ser revisado para cima

Seguradoras e operadoras de saúde foram avaliadas em pesquisa realizada pela consultoria de marketing Dom Strategy Partners

A BB Seguridade, holding voltada para os negócios de seguros do Banco do Brasil, lidera o ranking das seguradoras e operadoras de saúde que mais entregam valor produzido para o público. A companhia foi eleita por um grupo de stakeholders formados por acionistas, clientes, colaboradores e fornecedores. A pesquisa Mais Valor Produzido (MVP) é resultado de um estudo realizado pela consultoria de marketing Dom Strategy Partners.

Além da BB Seguridade, neste ano, a Sulamerica, assume o segundo lugar com a nota 7,99. A Bradesco Seguros, primeira colocada em 2017, hoje ocupa a terceira colocação, conquistando 7,98 pontos. Na quarta faixa no ranking, com 7,96, está a IRB Brasil. A Amil fecha a lista com 7,92 na quinta posição.

O ranking Mais Valor Produzido revela ao mercado a capacidade das empresas do segmento em gerarem e protegerem valor para si e também para seus clientes, consumidores, acionistas, funcionários e sociedade.

O levantamento ouviu as maiores empresas do segmento segundo recortes dos anuários das revistas Exame e Valor 1000, e avaliou atributos como eficácia da estratégia corporativa, resultados gerados, crescimento evolutivo, valor das marcas, qualidade de relacionamento com clientes, governança corporativa, sustentabilidade, gestão de talentos, cultura corporativa, inovação, conhecimento, grau de transformação e uso das tecnologias digitais.

Veja a tabela de classificação

MVP Seguradoras e Operadoras de Saúde 6ª edição

Nota

BB Seguridade 8,01
Sulamerica 7,99
Bradesco Seguros 7,98
IRB Brasil 7,96
Amil/UH 7,92

Deputado Jerônimo Goergen comenta como MP da Liberdade Econômica pode afetar mercado de seguros 740

Ele também falou sobre a retirada das associações de proteção veicular do texto

A Medida Provisória 881/2019, que dispõe sobre a liberdade econômica, visa garantir livre mercado. O relatório final ficou a cargo do deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), que recebeu convidados nesta segunda-feira (19) na sede da Câmara de Indústria e Comércio e Serviços de Canoas (CICS) para abordar o assunto.

Ele falou com exclusividade ao programa Seguro Sem Mistério e Revista JRS como esse texto impacta pequenos e médios negócios e pode afetar o setor de seguros. “A vantagem que o mercado terá é justamente o desaparecimento da burocracia para a abertura de empresa. Claro que cumprindo todas as regras e leis, mas para abrir efetivamente terá toda a flexibilização”, comentou.

Além disso, o relator retirou as associações de proteção veicular do Projeto. “Tivemos uma discussão importante que envolvia a possibilidade de outros segmentos que não tivessem a regulamentação que as segurados tem de comercializar o seguro. Tinham emendas de deputados e senadores que possibilitavam essa atividade em outros segmentos. Eu como relator pude interpretar a insegurança que isso ia gerar ao consumidor do seguro e obviamente mantivemos o sistema como ele está”, explicou. “O debate foi importante e fortaleceu os corretores e as seguradoras. Eu espero que tenhamos cada vez mais condições de oferecer os produtos de seguro com segurança jurídica, que foi exatamente o que mantivemos na lei”, acrescentou.

As lideranças do mercado de seguros foram os responsáveis por fornecer as informações necessárias a Goergen neste sentido. “Eu preciso reconhecer o papel dos líderes do mercado nessa operação, pois eles nos trouxeram todas as informações da maneira mais adequada para que tomássemos a decisão mais acertada e não trouxesse prejuízos ao final ao consumidor de seguro”, disse.

A importância dessa matéria para os corretores de seguros ficou evidenciada pelo vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS), André Thozeski. “É fundamental, pois havia uma expectativa das associações de proteção veicular que com essa medida provisória de facilitação da atividade empresarial de que eles iriam aproveitar essa oportunidade para colocar a proteção veicular dentro desse Projeto de Lei. O deputado se deu conta do erro que seria isso e tirou isso”, destacou. “Precisamos entender que há uma diferença fundamental entre seguro e proteção veicular. Quando se contrata uma apólice de seguro, se paga o seguro e passa o risco do negócio para a seguradora. Quando é uma associação de proteção veicular, quem paga o risco são os próprios associados, como se fosse num condomínio. As pessoas compram proteção veicular pensando que estão comprando seguro, mas na verdade não é seguro”, complementou.

TEx lança solução em inteligência de mercado para setor de seguros 377

Omar Ajame é CEO da TEx Tecnologia / Arquivo JRS

Plataforma concede visão abrangente e confiável sobre o mercado de seguros

A TEx, startup especializada em soluções para o mercado segurador, amplia seu leque de soluções e apresenta o TEx Analytics, uma plataforma de inteligência direcionada às seguradoras para auxiliar na precificação dos seguros para veículos. Com dados resultantes de uma base de cinco milhões de cálculos, a plataforma torna-se fundamental para as seguradoras ao conceder uma visão abrangente e confiável do mercado de seguros.

De acordo com Emir Zanatto, COO da TEx, o TEx Analytics nasceu a partir de estudos realizados pela startup para levar mais conhecimento ao mercado de seguros, permitindo a ampliação da produtividade e da competitividade entre as empresas seguradoras e os segurados. “Com o TEx Analytics é possível tomar decisões mais precisas, com base em informações em tempo real. Isto ajuda no desenvolvimento e na competitividade do setor” explica Emir Zanatto COO da TEx.

“Antes, as seguradoras contratavam estudos que mostravam, com uma pequena amostra, o retrato do mercado 15 ou 30 dias depois do ocorrido. No TEx Analytics o filme é com uma amostra extremamente grande e em tempo real. Alem de que são casos reais, e não simulações”, ressalta Emir.

Segundo Emir Zanatto, o TEx Analytics contribui para o desenvolvimento pois possibilita análise precisa do mercado. “Nossa solução permite que companhias tradicionais e novos entrantes sejam mais competitivos ao oferecer seus produtos. O que traz vantagens para o consumidor final”.

Customização – A solução foi desenvolvida para atender as seguradoras de todo país de forma ampla e irrestrita, atendendo as especificações de cada empresa. “Desenhamos o produto de forma que é aderente a todas as companhias, mas realizamos ajustes customizados para que elas (seguradoras) possam ajustá-los às suas regras, estudos e ações específicas”, destaca o executivo da TEx.

Vale ressaltar que o TEx Analytics respeita da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pois todas as informações abarcadas na plataforma são conjuntas, anônimas e indistintas. “Respeitando todas as normas Brasileiras e Europeias para proteção de dados, criamos a ferramenta que está permitindo que as Seguradoras vejam como estão posicionadas frente ao mercado e dê a eles dados que permitam serem mais competitivos de forma extremamente ágil. O que era um sonho há alguns meses, hoje é realidade para o setor.”, explica Zanatto.

Em breve a TEx lançará soluções analíticas para as montadoras e para as corretoras de seguros.