Giro: Temer deve promover mudanças na Previdência 853

Confira esta e outras manchetes desta quinta-feira

Michel Temer deve promover mudanças na Previdência

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A colunista Mônica Bergamo, especialista em política, informa que caso assuma a Presidência, Michel Temer (PMDB-SP) deve encaminhar ao Congresso Nacional proposta de mudanças na Previdência que pode prever inclusive o estabelecimento de idade mínima para a aposentadoria. Seria uma das prioridades máximas do governo.

Em clima de divórcio, Dilma disputa avião

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De acordo com informações da jornalista Vera Magalhães do site da ‘Revista Veja’, Dilma Rousseff pretende continuar usando os aviões da FAB para viajar por todo o país, mesmo afastada da presidência pelo Senado Federal. A constituição brasileira deixa claro que a líder petista pode continuar usando sua casa oficial, o Palácio do Alvorada, além de seguranças. Nada é falado sobre uso de aviões ou carros oficiais.

Oposição e governo; A dança das cadeiras em Brasília

Alexandre Militão/Photo Arts
Alexandre Militão/Photo Arts

Mais de 310 parlamentares já formam a base de apoio a Michel Temer na Câmara, conforme projeção de aliados do vice-presidente.

308 é o número de votos necessários para aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC), em votações de dois turnos, instrumento para fazer algumas das reformas emergenciais.

Partidos da base do Governo Temer:
PMDB, PSDB, DEM, PPS, PP, PSD, SD, PTB, PRB, PR, PSC e PV.

Partidos que podem apoiar, mas rachados:
PSB e PDT.

Em cima do muro:
Rede.

Partidos que devem ficar na oposição
PT, PC do B, PSOL.

Copom mantém juros em 14,25% ao ano pela sexta vez seguida

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Getty Images

Pela sexta vez seguida, o Banco Central não mexeu nos juros básicos da economia. O Comitê de Política Monetária manteve por unanimidade a taxa Selic em 14,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas, que preveem que a taxa permanecerá inalterada até o fim do ano. O Comitê informou que o nível atual de inflação não permite ao Banco Central começar a reduzir os juros básicos agora. A Força Sindical considerou a decisão “extremamente perversa para com os trabalhadores”. Segundo a entidade, ao manter a taxa básica de juros, Copom continua colocando uma trava no desenvolvimento e no crescimento econômico do país.

Neve chega ao Sul do Brasil

Mycchel Hudsonn Legnaghi/São Joaquim Online
Mycchel Hudsonn Legnaghi/São Joaquim Online

Moradores de São Joaquim, na Serra de Santa Catarina, registraram pequenos flocos de neve por volta das 20h de ontem (27), quando a temperatura chegou a -1°C. No Morro da Antena, em Urupema, na mesma região, a temperatura chegou a -2°C até a meia-noite, com uma sensação térmica de -21°C. O fenômeno foi considerado de fraca intensidade, sem acumular gelo nas ruas. De acordo com especialistas, a temperatura amena e a umidade foram favoráveis a formação da neve. Em São José dos Ausentes a temperatura era de -0,2°C, ás 6h.

*Com informações de Folha de São Paulo, Veja, Zero Hora, Agência Brasil e G1.

Dicas para destacar a sua empresa no ambiente digital 575

Segundo pesquisa, as compras online devem gerar faturamento de R$ 90,7 bilhões em 2020, com crescimento de 21% em relação ao ano passado

O crescimento do comércio eletrônico já era uma tendência e uma crescente no mercado de vendas, nacional e internacional. A partir do fechamento obrigatório de estabelecimentos de comércio e serviços não essenciais como medida de combate a pandemia do novo Covid-19, comprar online tornou-se uma forma de continuar fazendo compras, desde supermercados, até roupas, eletrônicos e outros artigos.

Neste cenário, para muitos lojistas, vender pela internet se tornou a melhor (e em alguns casos a única) opção para continuar realizando seus negócios. Muitos empresários estão criando a sua loja virtual ou entrando em marketplaces – plataformas online mediada por uma empresa em que vários fornecedores se inscrevem e vendem seus produtos.

No Brasil, diversos marketplaces ganharam força nos últimos anos – e com a pandemia ainda mais relevância. Entre os principais podemos citar o Mercado Livre, Amazon, B2W, Magazine Luiza, Ricardo Eletro, Carrefour, entre outros. Se no mundo das vendas online, o marketplace é um shopping virtual, é bem interessante para o lojista estar inserido no canal de vendas para aumentar seu faturamento, conseguindo maior visibilidade e consequentemente, novos clientes.

De acordo com Sidney Zynger, especialista em comércio eletrônico e diretor de marketing do Bling (https://www.bling.com.br/) – sistema de gestão empresarial online para micro e pequenas empresas – as empresas que querem sobreviver na oscilação atual do mercado precisam investir em tecnologia e nas vendas online como questão de sobrevivência. O comportamento do consumidor também está mudando, mostrando maior interesse nas compras pela internet, e cada vez mais, as empresas percebem que depender somente de vendas na loja física pode ser um limitador, e vender em outros canais, como loja virtual e marketplace é uma forma viável de manter a operação viva e saudável financeiramente.

Segundo Zynger, é necessário apostar em ferramentas que auxiliem o lojista nesse novo momento. “Para empresas que querem começar a vender online, uma dica é apostar em marketplaces e ter a tecnologia como aliada. Já existem muitas ferramentas que auxiliam os empreendedores, como por exemplo, os sistemas de gestão, e temos uma variedade de canais de vendas. Apostar nessas soluções agrega valor para a empresa, que começa a traçar novos nichos de mercado.” comenta.

Confira algumas dicas para começar a vender em marketplaces:

1. Faça descrições completas dos produtos

Quanto mais informações – e apresentadas de forma clara – a descrição do seu produto tiver, maiores as chances de conversão.

2. Use fotos que se destaquem em meio à concorrência

Boas fotos do produto, além de chamar a atenção do consumidor, ajudam a eliminar dúvidas sobre os produtos e passam mais confiança.

3. Escolha a plataforma mais adequada para seu negócio

Saiba o diferencial de cada plataforma, para entender qual é a melhor opção para o seu negócio.

4. Faça seu cadastro como um parceiro no Marketplace

Ao fazer o seu cadastro em um marketplace, não deixe de selecionar a opção de parceiro para começar a vender os seus produtos.

5. Cadastre e venda seus produtos

Com os produtos devidamente cadastrados na plataforma, você poderá vendê-los com muita praticidade.

6. Não se esqueça de ter presença de marca

Um dos pontos apresentados como negativos do marketplace é a predominância da plataforma sobre o visual da marca. No entanto, é possível colocar a marca da sua loja em seus produtos, criando um vínculo entre sua empresa e o consumidor.

7. Cuide da logística e fique de olho nos prazos de entrega

A logística é um fator determinante para quem deseja oferecer um bom serviço. Afinal, é necessário respeitar os prazos de entrega para não sofrer punições ou uma má reputação.

8. Fique atento ao gerenciamento de contas do negócio

Apesar do marketplace trazer diversas funcionalidades e a possibilidade de automação de alguns processos, isso não significa que você não precisa ter um pouco de atenção. Também fique de olho na taxa de comissionamento para não ter surpresas após começar as vendas.

Presidente da Qualicorp anuncia auxílio financeiro para corretores 589

Bruno Blatt anunciou também uma nova operadora parceira no Rio de Janeiro

O presidente da Qualicorp, Bruno Blatt, anunciou grandes novidades da administradora de planos de saúde coletivos em entrevistas concedidas ao vivo nesta quinta e sexta-feira, 21 e 22 de maio.

Entre as novidades está a criação de um auxílio financeiro para corretores parceiros impactados pelo novo coronavírus e que não tenham condições de trabalhar devido à doença. A iniciativa conta com investimento de R$ 2 milhões realizado pela Qualicorp e busca parceiros para expandir o projeto. Com o auxílio, os corretores que vierem a ser contaminados pelo Coronavírus e impossibilitados de realizar vendas receberão R$ 1 mil da Quali para minimizar a perda na renda.

“O corretor de planos de saúde é essencial para que a população tenha acesso à medicina privada. Ele é parte estrutural e precisa ser compreendido e valorizado nessa condição. Esse é o nosso jeito de pensar e trabalhar”, destacou o executivo.

Blatt também anunciou que a Assim é a mais nova operadora de saúde parceira da Qualicorp no Rio de Janeiro, o que contribuirá para aumentar as alternativas de planos de saúde oferecidas pela Companhia na região. Além disso, o presidente deu as boas-vindas ao executivo que acaba de se juntar ao quadro de colaboradores da empresa: Alessandro Courbassier, novo superintendente comercial responsável pelo Estado do Rio de Janeiro e pela região Sul. “Essa chegada marca também a regionalização das nossas atividades de vendas, com foco nas características do consumidor de cada praça”, afirmou.

Sobre os desafios do isolamento, Blatt afirmou que a Qualicorp já tinha planos de desenvolver uma operação cada vez mais digital, pensando inclusive na transição para o modelo de home Office, desde antes da pandemia. “Por que precisamos de um prédio de 15 andares se operamos com 100% de vendas digitais?”, destacando a ferramenta de comercialização online dos planos de saúde, que contribui para que, mesmo durante o momento de pandemia corretores, funcionários e clientes possam efetivar a contratação do plano de saúde sem sair de casa.

Segundo o executivo, a rápida adaptação ao home office só foi possível graças ao engajamento dos colaboradores e ao que chamou de “novo jeito Quali de ser”. “A prestação de serviços só se transforma se houver primeiro uma transformação interna. Vivemos um novo ciclo dentro da empresa: acabamos com hierarquias, adotando uma estrutura mais ágil, leve, colaborativa e participativa”, destacou.

Bruno Blatt detalhou, ainda, as principais iniciativas da Qualicorp em prol da sociedade para auxiliar no combate ao coronavírus. A Companhia, junto com outras empresas, está reformando cerca de 100 leitos na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A empresa integra, também, um consórcio que construiu 200 leitos no hospital de campanha do Parque dos Atletas, no Rio de janeiro. Ambos atendem exclusivamente pacientes do Sistema único de Saúde (SUS).

A Qualicorp doou, ainda, três mil litros de álcool em gel às comunidades de Paraisópolis (SP) e no Vidigal (RJ), além de enviar unidades para funcionários e corretores parceiros. A empresa aderiu, também, ao movimento ‘Unidos Contra o Coronavírus’, contribuindo com a doação de 3 mil testes para profissionais da saúde pública que atuam combate à pandemia.

ExameTalks – Para a Exame, Blatt também abordou a importância das parcerias público-privadas, sobretudo durante a pandemia. “Esse apoio sempre existiu. Nós, na condição de empresas, temos um importante papel em relação à sociedade também, e estamos mostrando isso. Na minha opinião, esse movimento vai continuar, e não só por meio das doações que ficam como legado, como os leitos reformados em hospitais públicos. Fico muito satisfeito em integrar uma companhia que tem feito sua parte de forma brilhante. Essa proximidade foi essencial para ressignificarmos as relações”, disse.

Além disso, foi colocado em pauta o acesso de idosos à saúde privada. “Desenvolvemos marketplace para produtos e serviços modulares, que possam ser para toda a base, sem diferença para quem está nessa faixa etária. Temos o QualiViva, para gestão de doenças crônicas, de apoio à população com mais de 65 anos. Eles merecem toda a nossa atenção, e precisamos ser criativos para atender a essa dificuldade que existe no mercado. É uma missão para todo o setor”, opinou.

A mensagem final do presidente da Qualicorp, em ambas as participações, é de união e solidariedade. “Essa tragédia abala a todos nós. Devemos tentar canalizar energias para ações positivas. Se cuidar, fazer uma atividade mental ou física para nos fortalecer, repensar a relação familiar e dialogar com nossa família Deixo uma mensagem final de amor, para sairmos mais solidários e mais unidos dessa”, finalizou, garantindo que a Qualicorp continuará fazendo a sua parte.

Para assistir à entrevista na íntegra, basta acessar:

ExameTalks: https://youtu.be/WM14BVGphWg

Conheça as iniciativas da Qualicorp durante a pandemia:

Campanha #VaiPassar:

https://www.enquantonaopassa.com.br/

Portal Qualicorp Explica – Especial Coronavírus:

https://qualicorpexplica.com.br

BC diz estar preparado para corrigir distorção no mercado de câmbio 1414

Variações cambiais continuam afetando a inflação

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fábio Kanczuk, disse que o BC está “muito bem preparado” para corrigir distorções no mercado de câmbio, principalmente pelo nível das reservas internacionais.

“O BC tem instrumentos naturais para intervir no mercado de câmbio e corrigir mau funcionamento”, afirmou, em live organizada pelo UBS.

Na transmissão, o diretor disse que, na avaliação do Comitê de Política Monetária (Copom), as variações cambiais continuam podendo afetar a inflação

“A leitura não é que ‘pass-through’ desapareceu”, completou Kanczuk.

Seguro rural: subvenção pode chegar a R$ 1,5 bi 727

Para 2020, as expectativas do governo federal continuam bastante animadoras

O mês de abril terminou com uma importante negociação em curso na Esplanada nos Ministérios, em Brasília. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, se empenhava em convencer a área econômica do governo federal a abrir o cofre para importantes medidas em sua área. Com o objetivo de apresentar um Plano Safra 2020/21 com números mais robustos, a ministra buscava ampliar a subvenção para o seguro rural, de R$ 1 bilhão previstos para esse ano, para R$ 1,5 bilhão em 2021. Mais que isso, a ministra pretendia obter a anuência para que esse orçamento ganhe a rubrica de obrigatório, o que tornaria os recursos para o seguro rural livres de contingenciamentos.

O empenho da ministra é uma amostra de um entendimento cada vez mais disseminado de que o seguro rural é um dos pilares da produção agrícola brasileira, que caminha para um novo recorde em 2020, com a esperada produção de 247 milhões de toneladas de grãos. O antigo vaticínio de que o Brasil seria o “celeiro do mundo” se materializa, aos poucos, nos sucessivos recordes das safras agrícolas, com uma contribuição consistente da indústria seguradora.

Os riscos que envolvem a produção agrícola são conhecidos desde que o homem, nos primórdios da civilização, passou a tirar o seu sustento da terra. As adversidades climáticas se mantêm, apesar de todo o progresso tecnológico registrado na agricultura, como fatores capazes de comprometer todo o esforço e investimentos dos produtores rurais. Os prejuízos causados por eventos climáticos teriam se repetido, no início deste ano, no Rio Grande do Sul, por exemplo, se o Estado não contasse com grande cobertura do seguro rural. Estimativas indicam que cerca de 90% dos produtores rurais gaúchos já tenham sua produção protegida pelo seguro, o que evitou um quadro generalizado de perdas financeiras sob a severa seca registrada no Estado.

Dados levantados pelo Ministério da Agricultura mostram que, embora a cobertura dos seguros rurais ainda estejam, na maioria dos Estados, longe dos níveis verificados no Rio Grande do Sul, Estado com grande histórico de perdas agrícolas causadas pelos caprichos do clima, o produto vem ganhando celeremente aceitação em diferentes paisagens em todo o País. No ano passado, houve crescimento de 50% da área protegida pelo seguro rural, com a adesão de 58 mil produtores rurais ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Nessa expansão, foram destaques as Regiões Norte e Nordeste, que ampliaram em 128% as contratações de apólices de seguro rural.

As subvenções do governo não cobrem toda a produção agrícola, mas servem de poderoso indutor. Segundo o ministério, cada R$ 1 investido em subvenção resultou, em média, em importância segurada de R$ 45,76. Portanto, o total de seguros contratado pelas propriedades rurais girou em torno de R$ 20 bilhões. Atraídos pelo potencial desse nicho de negócios, o número de seguradoras que se voltam para as demandas do produtor rural vem crescendo ano a ano.

Para 2020, as expectativas do governo federal continuam bastante animadoras, embasando projeções de crescimento alentadoras. O Ministério da Agricultura acredita que, com novas regras definidas para a subvenção neste ano, deverá haver um crescimento de 17% no número de produtores rurais protegidos pelo PSR. São previstas cerca de 250 mil apólices, abrangendo a cobertura de um total de 18 milhões de hectares e um valor segurado de R$ 50 bilhões.

Estão embutidos nesses números a contribuição de uma diversificação crescente dos produtos, buscando atender às necessidades dos produtores rurais. Na lavoura, além dos grãos, outras culturas contam com produtos específicos da indústria seguradora. E, além da lavoura, recebem a proteção dos seguros o maquinário e as instalações.

Com essa abrangência, o seguro rural transformou-se em uma poderosa ferramenta de um setor produtivo que se profissionaliza cada vez mais. Por trás da paisagem bucólica das fazendas, empresas cada vez mais sofisticadas vêm agregando o seguro rural ao instrumental utilizado em sua gestão na busca por maior produtividade e rentabilidade.

Essa visão vem orientando o processo de aproximação que o Sindseg SP vem empreendo junto à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O governo paulista acredita que o seguro rural poderá vir a se converter em um instrumento de mudança de postura dos pequenos e médios produtores rurais, contribuindo para transformá-los em empresários rurais. Convidado a participar desse processo, o Sindseg SP não se furtará em dar sua contribuição.

Taxa básica de juros atinge mínima histórica: o que acontece agora? 540

Após novo corte, Selic chega a 3% ao ano, piso nunca atingido na história do país

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a taxa Selic para 3% ao ano, a menor da série na história. Neste ponto, é importante lembrar que, em meados de outubro de 2015, a SELIC era de 14,25%. Mas, o que aconteceu para esta redução drástica e acelerada da Selic? E de que forma isso pode afetar a vida dos brasileiros? Para responder estes e outros questionamentos, é imprescindível entender o que é esta taxa.

O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) é parte do Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB), gerenciado pelo Banco Central do Brasil (BCB). Ou seja, é a partir da Selic que ocorre a gestão dos títulos de dívida federais. De acordo com Christian Bundt, economista e professor do ISAE Escola de Negócios, é possível entender a Selic como uma ferramenta de controle do governo federal para tomar recursos financeiros de terceiros. “A taxa Selic é o quanto o governo está disposto a pagar de juros nesse sistema”, explica o especialista. “Por meio dela, o governo também influencia a quantidade de dinheiro no mercado e a atratividade dos financiamentos ofertados pelos bancos”, complementa Bundt.

A partir disso, é possível compreender a influência da taxa no consumo da população, que também afeta diretamente na inflação. Para Bundt, este é de fato o alvo do BCB ao mexer no Selic, já que é a principal referência para outras taxas de juros do país, como as dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras. Ou seja, a taxa de juros da operação que você paga/recebe no banco ou na cooperativa tem forte relação com o aumento ou diminuição da Selic.

“Com esta mudança, vale ir à sua instituição financeira negociar aquele empréstimo, aquela aplicação e até a taxa de administração do seu consórcio e da previdência privada”, aconselha o especialista. “Em espectro mais amplo, quem sabe esta é hora de investir aquele dinheiro guardado em um negócio, como em um imóvel para alugar. Afinal, juros baixos privilegiam as atividades empresariais”, explica ele. Para as empresas, a dica do economista é repensar a estratégia de financiamento. “Ao invés do empréstimo tradicional, quem sabe debêntures ou outros recebíveis mais personalizados?”, aponta.

Para decifrar o futuro da Selic, Bundt indica a leitura das entrelinhas da ata do Copom. Entretanto, não há dicas que apontem se a taxa vai continuar baixando, estabilizar ou subir. Ainda é possível recorrer a outros indicadores, como o IPCA e outros índices de inflação, como o nível de emprego formal e a confiança da economia. “Da leitura dos últimos números da economia, que mostram os setores agro, indústria e serviços em crescimento, há um sinal de contínuo e gradual aquecimento, mas de monta pequena”, aponta Bundt. Para o especialista, o baixo nível de emprego formal e a ociosidade empresarial permitem uma Selic menor ainda e o eficiente controle da inflação por um bom período a frente.