Giro: Maranhão anula processo de impeachment 235

Confira as notícias no #GirodoMercado desta segunda-feira, 09 de maio

Maranhão anula processo de impeachment

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O presidente interino da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), anulou nesta segunda-feira as sessões do dias 15, 16 e 17 de abril, quando os deputados federais aprovaram a continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele acatou, em parte, pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). A informação é da presidência da Câmara e, na prática, anula a conclusão do processo de impedimento na Câmara, que deverá ser retomado. Os mercados financeiros reagem negativamente à notícia.

Graduação em Administração concede isenção na primeira mensalidade

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Candidatos à Graduação em Administração e Seguros da Escola Nacional de Seguros podem ganhar isenção na primeira mensalidade. Para isso, precisam se inscrever no processo seletivo, agendar a prova de redação para 14 de maio e, se aprovados, efetuar matrícula até 20 de maio. O benefício será concedido aos 20 primeiros matriculados. No último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado pelo Ministério da Educação (MEC), o bacharelado alcançou a nota máxima 5, em São Paulo (SP), e 4, no Rio de Janeiro (RJ). Além disso, o curso ficou posicionado entre as três melhores faculdades de Administração nas duas cidades, após divulgação dos resultados do Índice Geral de Cursos (IGC), do Inep/ MEC. O curso garante uma formação acadêmica diferenciada ao ir além da grade tradicional de Administração, incluindo disciplinas sobre seguros e previdência. A mensalidade é de R$ 860,00 na capital paulista e de R$ 785,00, na fluminense. Alunos transferidos de outras instituições de ensino ou que já possuam diploma de ensino superior têm bolsa de 30%. Mais informações estão disponíveis no www.profissaosegura.com.br.

Presidentes de três comissões da CNseg têm mandatos renovados

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O Conselho Diretor da CNseg ratificou, em reunião realizada no dia 28 de abril, os nomes de Vladimir Freneda, da Assurant, de Maria de Fátima Mendes de Lima, do Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE, e de Silas Rivelle Júnior, da Seguros Unimed, para para serem reconduzidos à presidência das comissões da CNseg de Relações de Consumo, de Sustentabilidade e Inovação e de Ouvidoria, respectivamente, com mandato de 2016 a 2019.

Aplicativo Bradesco Saúde agora disponível para Android

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Buscando sempre facilitar o dia a dia de seus segurados, a Bradesco Saúde acaba de lançar a versão para Android do aplicativo Bradesco Saúde, antes disponível apenas para aparelhos iOS. Com o aplicativo, o segurado pode ter acesso a todos os detalhes de seu plano contratado e, em caso de emergências, o segurado pode visualizar a versão eletrônica de seu cartão com todos os seus dados armazenados. Com o aplicativo, poderá também verificar e acompanhar o status de reembolso solicitados, localizar clínicas, farmácias e médicos referenciados, além de ter acesso ao calendário de vacinação. Para utilizar o aplicativo, o segurado precisa baixá-lo por meio do Google Play (plataforma Android) ou a App Store (iOS) de seu próprio aparelho.

AEF apresentará resultado de programa no Ensino Fundamental

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A Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil) aproveitará a realização da 3ª Semana Nacional de Educação Financeira (de 16 a 22 de maio) para apresentar os Resultados da Avaliação de Impacto do Programa Piloto de Educação Financeira no Ensino Fundamental, iniciativa da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), coordenada pela entidade. O evento será no próximo dia 18 e será apresentado no São Paulo Expo Exhibitionand Convention Center, em São Paulo. O Brasil é um dos poucos países do mundo que possui uma Estratégia Nacional de Educação Financeira, mobilização multissetorial em torno da promoção de ações de educação financeira no Brasil. A estratégia foi instituída como política de Estado de caráter permanente, e suas características principais são a garantia de gratuidade das iniciativas que desenvolve ou apoia e sua imparcialidade comercial. A ENEF foi criada em 2010 e, por meio da articulação de oito órgãos e entidades governamentais e quatro organizações da sociedade civil, constituem o Comitê Nacional de Educação Financeira. Na ocasião, o Banco Mundial, parceiro da AEF-Brasil, fará uma exposição dos resultados do programa, único e pioneiro no País. Também nessa plenária serão mostradas experiências de Educação Financeira avaliadas pelo Banco Mundial em outros países. O objetivo principal dessas exposições é o de mostrar a relevância de se trabalhar a temática da Educação Financeira em sala de aula, visando a escalabilidade da Política de Estado.

*Informações de CNseg, Escola Nacional de Seguros e assessorias das empresas citadas.

EDR atenta às inovações do setor de seguros 896

Diretor Mauricio Vieira participou do 12º Insurance Service Meeting, em São Paulo (SP)

Mauricio Vieira, Diretor da EDR
Mauricio Vieira, Diretor da EDR

O mercado de seguros está cada vez mais atrelado à inovação. Por isso, a EDR – Serviços Técnicos em Seguros acompanhou de perto a realização do 12º Insurance Service Meeting, promovido nos dias 7 e 8 de novembro, pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg), em São Paulo (SP). “Hoje não é possível mais separar uma coisa da outra. A cada dia são novas tecnologias e produtos que estão revolucionando o mercado”, destacou o diretor Mauricio Vieira.

“Esse evento está trazendo à tona muito do que vai acontecer em um futuro próximo”, destacou o executivo da EDR.

Veja ainda: Tudo sobre o 12º Insurance Service Meeting

“A EDR hoje tem atuação nacional. A maior parte do mercado está concentrada no Sul e Sudeste e nossa empresa, desde o começo, sempre desenvolveu seus sistemas. Agora atuamos como reguladora, sendo uma empresa totalmente digital. Fazemos inspeção de riscos, vistoria prévia e regulação de forma digital. Desenvolvemos tudo em casa e, por ventura, com alguns parceiros”, revela Mauricio Vieira. Além de regulação remota, com vistorias via aplicativo e SMS através de links, a empresa está acompanhando toda a onda de inovação que toma conta do mercado. “Procuramos novos produtos e serviços, de modo a oferecer qualidade para nossos clientes e parceiros de negócios”, completa Vieira.

Executivo acompanha tendências de mercado para oferecer ainda mais qualidade à clientes e parceiros de negócios
Executivo acompanha tendências de mercado para oferecer ainda mais qualidade à clientes e parceiros de negócios

Os resultados de 2018 animaram os executivos da EDR. “Crescemos e não podemos reclamar. Nossa expectativa é ainda melhor para 2019, estamos nos reinventando todos os dias”, finaliza.

Grupo BB e MAPFRE é destaque no Guia Exame de Sustentabilidade 913

Sustentabilidade

Reconhecimento prestigia empresa como melhor na categoria Relação com os Clientes

Por mais um ano, o Guia Exame de Sustentabilidade reconheceu o Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE entre as empresas referência em crescimento sustentável. Considerado o melhor na categoria “Relações com Clientes”, o Grupo figura pela sexta vez consecutiva na publicação, considerada o maior e mais respeitado levantamento sobre o desenvolvimento sustentável do país.

Divulgação
Divulgação

Um conjunto de projetos levou o Grupo a esta premiação. Um deles é o “Fórum de Melhorias”, desenvolvido com o objetivo de fortalecer o relacionamento com o cliente e desenvolver soluções mais estratégicas, ágeis e eficazes para a melhorar a experiência com os segurados.

Por meio dele, foram analisadas as reclamações registradas pelos clientes e também as sugeridas por colaboradores com o objetivo de definir soluções aos problemas apontados. As queixas foram compartilhadas com diversas áreas do Grupo para revisão de processos e procedimentos internos, sugerindo uma visão integrada do negócio.

Desde a sua implantação, em 2016, o fórum totalizou 21 reuniões que resultaram na criação de ferramentas de acompanhamento de soluções, novos eventos de capacitação e um projeto educacional. Em paralelo a isso, o Grupo atuou em outros projetos, com o objetivo de reduzir o porcentual de reincidência de ações originárias via Procon e aumentar a eficiência de atendimento das reclamações de clientes do Grupo.

No primeiro caso, os resultados apontaram para queda de 17,18% no volume de queixas, contribuindo para a redução dos custos com escritórios de advocacia e tempo de atendimento aos consumidores. Já no segundo, o aumento de 8,55% na eficiência dos atendimentos aos segurados decorreu da implantação de formulário para identificação de reclamações em duplicidade na Central de Atendimento e Ouvidoria, evitando riscos de respostas divergentes e não atendimento nos prazos, e revisão de fluxo de atendimento para processos de recontratação na Central de Atendimento.

O Grupo também promoveu ações de comunicação para educação securitária, com o objetivo de trazer à tona a cultura de seguros. Foram divulgados 10 vídeos que retratavam o dia a dia das pessoas e como o seguro pode ser útil para elas

“É com muita alegria que divido essa premiação com todos os colaboradores de nossa empresa. Em sua 19ª edição o Guia Exame é a premiação mais relevante do país, na área de sustentabilidade e ter esse reconhecimento nos apresenta como uma empresa de propósito que tem como foco a atenção e o respeito ao consumidor”, comenta Fátima Lima, diretora de sustentabilidade.

Em 2017, o Guia contou com a participação de 173 companhias que operam no Brasil. A edição de 2018 mostra 77 empresas-modelo em 19 setores da economia e destaca as empresas com as melhores práticas em 10 categorias-chave para a sustentabilidade dos negócios (Empresa mais sustentável do ano; Direitos Humanos; Governança da Sustentabilidade; Relações com a Comunidade, Gestão de Fornecedores, Gestão da Água; Gestão da Biodiversidade; Gestão de Resíduos; Mudanças Climáticas, Relações com os Clientes e Ética e Transparência).

Federações registram chapas que vão disputar eleição e, na CNseg, Marcio Coriolano é aprovado para novo mandato 301

Saiba quais as chapas registradas

As Federações representadas pela CNseg (FenSeg, FenaPrevi e FenaCap) registraram, no dia 7 de novembro, as chapas que vão disputar as eleições nas respectivas entidades, cumprindo normas estatutárias para o triênio 2019/2022. Na FenaSaúde, o registro da chapa ainda não foi deliberado, o que deverá ocorrer nas próximas semanas.

A definição do processo eleitoral nas Federações antecipa parte da configuração da futura diretoria da CNseg para o triênio 2019/2022. Isso porque os presidentes das Federações são vice-presidentes natos da CNseg.

O Conselho Diretor aprovou a recondução de Marcio Coriolano à Presidência da CNseg para novo mandato no período de abril de 2019 a março de 2022, cuja formalização ocorrerá na reunião de Conselho de Representantes em fevereiro de 2019. Confira abaixo a chapa registrada por cada Federação:

Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg)

Antonio Eduardo Márquez de Figueiredo Trindade substituirá João Francisco Silveira Borges da Costa.

Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi)

Jorge Nasser sucederá Edson Franco.

Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

Marcos Renato Coltri será reeleito.

CNseg promove evento que foca em novas tecnologias para o setor de seguros 684

Insurance Meeting CNseg

12º Insurance Service Meeting e o 3º Encontro de Inteligência de Mercado foram marcados pelo debate sobre o setor de seguros na era digital

Nos dias 7 e 8 de novembro, São Paulo foi palco de um dos maiores encontros para debater o futuro do mercado segurador do país. Sediado no Transamérica Expo Center, o 12º Insurance Service Meeting e o 3º Encontro de Inteligência de Mercado reuniram mais de 400 profissionais interessados nos temas abordados.

JRS no 12º Insurance Service Meeting

O presidente da Confederação Nacional de Seguros (CNseg), Marcio Coriolano, destacou em vídeo na abertura do evento a importância dessa discussão. “A era digital, sucedendo outras eras disruptivas – como a fabril, a mecânica e a eletrônica -, já é uma realidade e alcança o mercado segurador de forma absolutamente impactante. O Insurance Service Meeting já se firmou com um dos mais importantes fóruns do mercado segurador. Mais do que um resultado de tecnologia, o momento da sociedade contemporânea é fruto da vontade do novo consumidor”, declarou.

A palestra de abertura foi apresentada por Renato de Castro, expert em cidades inteligentes da SmartUp Consulting Firm, embaixador de Smart Cities do TM Fórum de Londres e membro do conselho de administração da ONG Leading Cities de Boston. Castro salientou a importância e a urgência da utilização de Inteligência Artificial nas operações de seguro com base em quatro pilares: “Estudo com foco no cliente, para que o resultado seja mais assertivo; Simplicidade, para que o consumidor tenha o empoderamento de resolver suas próprias demandas rapidamente e sem complicações; Parcerias e investimentos em Startups e Spinoffs; e, por fim, Predição, com o objetivo de diminuir os riscos e atuar ativamente na prevenção de sinistros”, ressaltou o profissional.

O evento também debateu a otimização de processos por meio do RPA (Robotic Process Automation), em que um único sistema é capaz de cruzar dados de maneira inteligente e assertiva, permitindo que os colaboradores voltem seus esforços para a parte estratégica do negócio. Marco Dearo, diretor da Delloite, apontou a ferramenta como uma das saídas mais acessíveis e práticas quando se pensa em tecnologia com aplicabilidade imediata.

“O RPA tem o funcionamento a partir de sistemas já existentes, agilizando muito mais a transformação tecnológica”, afirma Dearo.

Ainda focado na disrupção do atual cenário o evento trouxe a discussão do emprego da tecnologia do blockchain no setor segurador. Gustavo Paro, diretor de Vendas da R3, debateu que essa nova transação digital irá transformar a indústria seguradora de forma ainda mais intensa que a financeira.

Em “Como Prosperar no Digital”, painel que contou com Tom King, diretor da Pegasystem, como palestrante, foi debatido o caminho digital dos mais diversos processos no mercado segurador e a importância das empresas olharem para este assunto como tema prioritário. “Uma empresa não se transforma em digital no primeiro dia. São passos que precisam ser dados continuamente para chegar a um resultado satisfatório e eficaz”, completa King.

Segundo dia

Abrindo o painel no segundo dia de evento, o palco do 12º Insurance Service Meeting sediou a palestra “Desmistificando a Inovação no Setor”. Cristiano Barbieri, diretor de Inovação Analytics e Tecnologia da SulAmérica, ressaltou que o comportamento do consumidor mudou com o surgimento das novas tecnologias nos últimos 10 anos, o tornando mais questionador. Complementando, Cibele Cardin, CIO da Chubb Seguros, pontuou que o impacto da inteligência artificial afeta o consumidor de modo geral, e como o seguro poderá ser muito mais preventivo do que reativo com o uso correto e bem aplicado das novas tecnologias. Curt Zimmermann, diretor de TI da Bradesco Seguros, acrescentou ao debate a importância das grandes empresas seguradoras apoiarem o surgimento de novas tecnologias para suprir a alta demanda do mercado.

Fabio Luis Marras, CTO & Distinghished Engineer da IBM, liderou o painel sobre “IA: você sabe com quem está falando?” e apontou que num futuro próximo teremos a IA em todas as partes, insights mais profundos com o cliente e a personalização em escala. “Minha visão é que as seguradoras no Brasil passaram por uma evolução nos últimos anos e vêm buscando melhorias contínuas no sentido de adoção de novas tecnologias”.

O vice-presidente de Pesquisa da Gartner, Cassio Dreyfuss, destacou no painel “Transformação Digital: O Desafio não é apenas tecnológico”, que a “transformação digital é uma jornada que tem como pilares a mudança de cultura das pessoas, nos padrões de trabalho e no modelo de negócios”. O diretor de Supervisão de Conduta da Susep também participou do debate e declarou que hoje o órgão trabalha em frentes como o “alinhamento com representantes da indústria de seguros, com as autoridades que permeiam o setor e na aproximação de insurtechs”, concluiu.

A palestra de encerramento do evento contou com a participação de Cezar Taution, head Digital Transformation da Kick Ventures, que pontou sobre as novas fronteiras do seguro e da era digital. “Hoje temos alguma dificuldade em perceber que não é apenas uma tecnologia que causa a disrupção e sim a convergência de diversas tecnologias”.

Taution ressaltou que “hoje a inteligência artificial é um guarda-chuva com um conjunto de ciências que impacta a sociedade e os modelos de negócio. No setor de seguros é necessário olhar atentamente para a importância da solidificação das parcerias entre essas empresas e as insurtechs que podem alavancar o avanço tecnológico deste mercado”.

3º Encontro de Inteligência de Mercado

Paralelamente ao 12º Insurance Service Meeting, também foi realizado, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, o 3º Encontro de Inteligência de Mercado.

JRS no 3º Encontro de Inteligência de Mercado

Para o debate “Análise de Impacto Regulatório”, Patrícia Pessôa Valente, sócia da PVMP Advogados, lembrou que esse já é um tema antigo de discussão no mundo mas novo ainda no Brasil devido a questões econômicas, históricas e culturais que impediram seu avanço na mesma velocidade por aqui. Por ser um assunto recente, ainda há dificuldade de entendimento sobre sua finalidade. Mas essa é uma ferramenta de melhoria de eficiência da gestão pública e Patrícia acredita que “devemos dar uma mais atenção aos impactos sociais e não olharmos apenas aos econômicos que podem decorrer da regulação”.

Flávio Abdenur, fundador da SLQ Soluções Quantitativas, discutiu o tema “Inteligência Artificial e o Futuro do Trabalho”. Nessa palestra, foi traçado um panorama sobre a evolução das tecnologias ao longo dos anos e identificado que o tempo dessa evolução é cada vez menor enquanto a dependência gerada aumenta em grande escala.

O painel “As novas gerações e o seguro”, liderado por Luis Rasquilha, CEO da Inova Consulting, debateu a rapidez da transformação tecnológica nas últimas duas décadas, o relacionamento das diversas gerações com tais transformações e oportunidades e desafios para as seguradoras nesse cenário. Rasquilha salientou que o mercado segurador necessita manter o foco na análise profunda das preferências dos clientes e do seu momento de vida para oferecer produtos e serviços mais assertivos.

Segundo dia

O encontro realizou a mesa redonda “O Desafio da Retomada do Crescimento da Economia e o Mercado Segurador”. O economista e professor da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha, alertou que o mercado precisar ter um olhar atento para o presente com o objetivo de entender o futuro. Alexandre Leal, diretor técnico da CNseg, salientou que a Confederação tem como um de seus projetos o Programa de Educação em Seguro, implementado em diferentes canais da instituição, cujo objetivo principal é informar e educar diversos públicos. O superintendente de produtos de seguros do Banco Santander e presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNSeg, Alex Körner, destacou que os desafios como novas formas de pagamento e adequação de modelos de produtos às novas realidades dos consumidores fazem parte de um movimento a ser discutido pelo setor.

Na segunda palestra do evento, “Ciência de dados Oportunidades no Mercado Segurador”, os professores da PUC-Rio, Gustavo Robichez, Rafael Nasser e Hélio Lopes traçaram um panorama da ciência do comportamento e da psicologia do consumo. Para Lopes o projeto de ciência de dados é um ciclo onde a definição de tarefas é a parte mais importante para que haja uma entrega consistente. Nasser complementou que informações são úteis para mapear e predizer riscos, mas é necessário ler, traduzi-las e aplicá-las de forma inteligente com o objetivo de ajuda na tomada de decisão. Robichez concluiu o debate dizendo que “é importante refletir quais as indagações sob a perspectiva do atual cenário do seguro e que dados são o novo petróleo”.

CNseg divulga Carta do Seguro com resultados do setor 809

Análise de mercado - Carta do Seguro CNseg

Decréscimo médio geral do mercado foi de 0,9%, em relação ao mesmo período do ano passado

A Susep divulgou os dados do mercado de seguros até setembro de 2018. Com o ciclo econômico ainda baixo, e considerando o novo
padrão de concorrência e as diferentes preferências por proteção manifestadas pelos consumidores, o desempenho médio do setor segurador torna opaca a dinâmica intrassetorial. Ou seja, deixa de revelar o desempenho comparativo entre os dois grandes segmentos do mercado – Ramos Elementares e Coberturas de Pessoas – e entre os diversos ramos de seguros abrigados nesses grupos.

Comparando-se os nove meses de 2018 com idêntico período do ano passado, o decréscimo médio geral do mercado foi de 0,9%. Entretanto, para adequada comparação, é preciso desconsiderar o DPVAT, já que teve tarifa reduzida por decisão dos órgãos reguladores.

Retirado esse seguro, o decréscimo é de 0,2%, virtualmente um estado de estabilidade em termos nominais. Já ao serem segregados segmentos e ramos de seguros, tem-se um melhor quadro da resposta do setor segurador e das forças de distribuição de produtos às preferências de pessoas, famílias e empresas.

Assim, destacam-se os ramos de seguros com desempenho acima de dois dígitos, que são o seguro Rural e o seguro de Transportes
(15,1%) e o ramo Patrimonial Massificados (14,4%). Perto de dois dígitos, figuram o seguro de Crédito e Garantias (9,8%), o seguro de
Responsabilidade Civil e os Planos de Vida Risco, ambos com 9,5%.

Todos aqueles ramos do segmento de Ramos Elementares, e mais os de Vida Risco, parecem refletir o comportamento cauteloso de famílias e empresas de se colocarem ao abrigo da proteção securitária em momento de ameaças contra o patrimônio acumulado, ameaças do desemprego, garantias dos empréstimos tomados, bem como a resiliência de atividades econômicas contracíclicas, como a agroindústria e o carregamento de obras ainda da época do ciclo econômico alto.Na outra ponta do desempenho, os Planos de Acumulação em Cobertura de Pessoas permanecem afetados pelo ambiente de volatilidade de ativos concorrentes. O decréscimo do VGBL já chegou a 9,4%, enquanto o PGBL viu reduzir a sua arrecadação em 2,2%, muito embora o patrimônio acumulado de ambos ainda seja superlativo. Pela sua magnitude na arrecadação global do setor segurador, são esses dois produtos de caráter previdenciários que influenciam a média negativa do mercado.

Como de praxe, alinham-se, abaixo, os gráficos de desempenho dos grandes segmentos dos seguros, desta vez em médias de 12 meses móveis. O que apenas referenda as diferentes contribuições das linhas de negócio dos seguros.

Reprodução
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Confira a Carta do Seguro, da CNseg, na íntegra.