Mortes por acidentes de trânsito sofrem maior queda dos últimos anos no Rio Grande do Sul 482

Ildo Mário Szinvelski, diretor-geral do Detran/RS, participou de almoço das seguradoras

Mesmo com a calamidade nas contas públicas, os gaúchos ganham destaque no cenário nacional pelas ações preventivas e integradas para redução do número de fatalidades em acidentes de trânsito. As iniciativas visam cumprir as metas estabelecidas pela década de ação pela segurança no trânsito da Organização das Nações Unidas, a ONU. “Todos os países precisam reduzir em 50% as mortes no trânsito. Para isso, uma série de esforços foram desprendidos para melhorar a segurança e a mobilidade das pessoas”, disse Ildo Mário Szinvelski ao participar o almoço mensal organizado pelo Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul, o SindSeg-RS.

O encontro, realizado no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, contou com presença efetiva que quase uma centena de operadores do mercado segurador, bem como representantes de áreas correlacionadas ao seguro. “Nosso setor tem muita afinidade com o assunto trânsito e é perceptível todo o conhecimento e expertise do diretor-geral do Detran-RS. Sempre aprendemos muito durante os almoços”, conta Guacir de Lliano Bueno, presidente do SindSeg-RS.

A frota de veículos obteve expansão de 32% nos últimos cinco anos, isso representa 6,3 milhões de veículos apenas no Rio Grande do Sul. A média é de 56 veículos para cada 100 gaúchos. O número de condutores também cresceu, em 18%. Desde 2010, foram 750 mil novos condutores. “Os reflexos disso se dão nos acidentes de trânsito. Tratam-se de atos de irresponsabilidade e que poderiam ser evitados se fossem adotadas medidas prevencionistas”, disse ao apresentar os dados que apontam a redução da acidentalidade fatal.

Os números dão indícios de que as ações educativas e operações como Balada e Viagem Segura tenham efetivamente mudado a cultura dos motoristas gaúchos. “Temos feito mais com menos. Cursos presenciais com pedagogos, cursos à distância e ações educativas qualificadoras internas, bem como inserções de mídia”, disse Szinvelski ao enaltecer novidades na formação de novos motoristas, como os simuladores virtuais, por exemplo. “Todos os órgãos do governo estão reunidos mensalmente para discutir medidas prevencionistas”, completa o diretor-regional do Detran.

Aumentou em 57% o número de processos instaurados para suspensão e cassação de condutores entre 2014 e 2015. Mais de 600 mil autuações foram realizadas na Operação Viagem Segura, por exemplo. Mais de 80 mil motoristas foram abordados no ano passado pela Operação Balada Segura, que autuou 31.943 CNHs (Carteira Nacional de Habilitação). A fiscalização focará agora na redução do número de motoristas que utilizam drogas e pegam o volante com a utilização do drogômetro.

A destinação de peças e fiscalização intensa para barrar a atuação de desmanches ilegais também foi um dos destaques da apresentação de Ildo Mário. Ele ressalta que o projeto “Pátio Legal”, por exemplo, visa reduzir o índice de roubos e furtos de veículos. “Estamos trabalhando para nomear mais profissionais e técnicos para o Detran com o objetivo de fechar os 1.500 ferros-velhos em todo Rio Grande do Sul. Isso é quebrar a coluna vertebral do crime organizado”, conta ao lembrar da catalogação de peças e estabelecimentos devidamente legalizados neste site.

Confira todas as imagens do almoço mensal das seguradoras:

Mortes por acidentes de trânsito sofrem maior queda dos últimos anos no Rio Grande do Sul

Resiliência do seguro garante o futuro de pessoas e famílias 360

É o que pensa o CEO da MAPFRE no Brasil, Luis Gutiérrez Mateo

A resiliência do mercado de seguros foi enaltecida pelo CEO da MAPFRE no Brasil, Luis Gutiérrez Mateo. Em entrevista ao programa Seguro Sem Mistério na TV, o executivo disse que o mercado “acompanha quando a economia vai bem, mas também quando a economia cai, pois garantimos o futuro das pessoas”. “Representamos uma parte fundamental do Produto Interno Bruto (PIB) do País”, justificou.

Ainda na entrevista, gravada durante o último Congresso Estadual de Corretores de Seguros (Conec), Gutiérrez demonstrou que o portfólio de produtos não é o fundamental. “A parte fundamental é continuar tendo o maior portfólio de produtos, continuar melhorando e adaptando às características do consumidor e do mercado, além de inventar, pensar fora da caixa, fazer de outro jeito e, sobretudo, escutar os corretores – que são a voz e a cara da companhia”, afirmou ao ressaltar a importância de ouvir o que o mercado, como um todo, precisa para o desenvolvimento de novas soluções.

“A  verdade é que a companhia é feita por pessoas. Pessoas que acreditam no sucesso de uma empresa”, prosseguiu. “Tenho o privilégio de que os corretores conhecem e também aproveitam o melhor time de seguro do País, assim como também temos o melhor time de seguro do mundo. Estou super honrado e orgulhoso desse time que representa a MAPFRE”, finalizou.

Ranking mostra as capitais com menos acidentes de trânsito nos últimos 2 anos 209

Vitória, Macapá, São Luís, Rio Branco e Maceió adotaram ações para melhoria da segurança das vias

A realidade da violência no trânsito brasileiro ainda preocupa. Mas algumas regiões já têm adotado medidas em busca de melhorias que garantam como resultado a redução dos índices de acidentes nas ruas. Um levantamento realizado pela Seguradora Líder reuniu as capitais do país com o menor número de ocorrências registradas nos últimos dois anos e indenizadas pelo Seguro DPVAT. Vitória (ES), Macapá (AP), São Luís (MA), Rio Branco (AC) e Maceió (AL) lideram a lista e somam, juntas, 5.614 casos. No total, foram mais de 560 mil acidentes em todo o Brasil em 2016 e 2017.

Em primeiro lugar no “ranking do bem” das capitais está o município de Vitória, com 765 ocorrências, sendo a maior parte causada por motociclistas. A posição conquistada pela cidade é resultado do investimento da Prefeitura em medidas para reforçar a segurança no tráfego. Entre elas, o Programa Vida no Trânsito, iniciativa nacional, coordenada pelo Ministério da Saúde, em resposta aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020.

Em Vitória, o programa é usado para analisar os acidentes buscando identificar as causas, que podem ser infraestrutura, educação e fiscalização. Após a avaliação, um grupo de trabalho propõe soluções para que não voltem a ocorrer acidentes semelhantes. O município também elaborou um Plano de Ação Integrado para a Redução de Acidentes, envolvendo diferentes setores da cidade para a identificação de fatores de risco de velocidade, identificação de fatores de álcool e direção, e os grupos de riscos (pedestre e motociclista).

Macapá ocupa a segunda posição do ranking, com 949 ocorrências nos últimos dois anos. Destes, a maioria envolveu os motoristas dos veículos. Para intensificar a segurança, a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) revitalizou e instalou novas faixas de pedestres e diversas placas de sinalização, além de ter elaborado um plano estratégico de fiscalizações. A instituição ainda promoveu ações educativas nas escolas municipais da região.

A terceira colocada, São Luís do Maranhão, com 1.122 casos, contou com o apoio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) para revitalização das vias. Também foram promovidas ações de conscientização e educação no trânsito.

Já em Rio Branco, foram registradas 1.254 ocorrências no período, efeito das iniciativas adotadas pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito – RBTRANS, como: campanha de conscientização e educação; e blitz educativas. Em 2018, a instituição ainda vem promovendo ações com foco nos motociclistas.

O último lugar do ranking é ocupado por Maceió, com 1.524 casos sinalizados. O município segue trabalhando frequentemente em campanhas educativas, políticas públicas de segurança viária e fiscalização.

O DPVAT é um seguro de caráter social que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão brasileiro – motorista, passageiro ou pedestre. O DPVAT oferece três perfis de coberturas: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada de saúde (até R$ 2.700).

Veja o ranking completo:

Ranking mostra as capitais com menos acidentes de trânsito nos últimos 2 anos
Ranking mostra as capitais com menos acidentes de trânsito nos últimos 2 anos

Balada Segura de Ano Novo registra mais infrações por alcoolemia no Litoral 415

Reprodução/Detran-RS

18% dos veículos abordados acabaram autuados

A julgar pelas blitze realizadas pela Balada Segura no Litoral no feriadão de Ano Novo, muitos condutores ainda acreditam que, durante o veraneio, a segurança também pode tirar férias.

Foram abordados 199 veículos no Litoral Norte entre os dias 27 e 30 de dezembro, sendo que 36 deles foram autuados – praticamente 18% dos abordados. Eles incorreram em 50 infrações variadas. Já na Capital, no mesmo período, foram abordados 623 veículos e registradas 301 infrações, sendo que 29% dos veículos abordados foram autuados.

Se focarmos na alcoolemia ao volante, enquanto no Litoral foram autuados 22 condutores (sendo 18 por recusa ao teste), na Capital foram 53 os condutores autuados, dentre os quais 43 por recusa e 2 por crime. Isso dá uma relação de 11,06% de autuados no Litoral pelo artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro, contra 8,5% em Porto Alegre.

Como piloto da Operação Verão, a Balada Segura foi realizada durante o mês de dezembro somente nos finais de semana. A partir desse início de janeiro, as fiscalizações da Balada Segura acontecerão em pelo menos cinco dias por semana, em logradouros diversos do Litoral. O objetivo, como sempre, é o de tirar das ruas e estradas motoristas alcoolizados, potenciais causadores de acidentes de trânsito.

Venda de veículos novos cresce 14,6% em 2018 284

Venda de veículos novos cresce 14,6% em 2018

É o segundo ano seguido de crescimento no setor, diz Fenabrave

A venda de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões no país cresceu 14,60% no ano passado em relação a 2017, com 2.566.235 unidades emplacadas. É o segundo ano seguido de crescimento. No ano passado, estes segmentos apresentaram crescimento de 9,23%. O dado foi divulgado hoje (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No mês, estes segmentos cresceram 1,70% e, na comparação com o mesmo mês de 2017, o aumento foi de 10,33%.

Considerando apenas automóveis e comerciais leves (picapes e furgões), houve alta de 13,74% no ano passado na comparação com 2017, com o emplacamento de 2.470.654 unidades. A expectativa para este ano é de aumento de 11% nestes dois segmentos.

Em relação ao emplacamento de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos), o aumento foi de 13,58% em 2018, com a venda de 3.653.500 unidades. Para 2019, a expectativa é de que todos os segmentos automotivos apresentem crescimento de 10,1%.

“Iniciamos 2018 com uma expectativa de alta mais moderada, porém, em função da melhora, mais acentuada, da economia e da confiança do consumidor e investidores, ao longo do ano, o desempenho do setor automotivo foi maior do que o esperado. Mesmo com acontecimentos negativos, como a greve dos caminhoneiros, em maio, e a indefinição política – no período pré-eleitoral, o mercado continuou em ritmo de alta”, disse Alarico Assumpção Júnior, presidente da entidade.

Dezembro

No mês de dezembro, a venda de todos os segmentos registrou alta de 3,36% na comparação com novembro, totalizando 331.153 emplacamentos. Com relação a dezembro de 2017, o crescimento foi de 9,93%.

Já os emplacamentos de carros e comerciais leves somou 225.001 unidades licenciadas em dezembro, com crescimento de 1,67%, se comparada ao mês de novembro, e de 9,85% na comparação a dezembro do ano passado. “A queda da taxa de juros e a melhora da inadimplência geraram uma maior oferta de crédito, impulsionando, assim, a venda de automóveis e comerciais leves”, disse Assumpção Júnior.

E-commerce fatura R$ 9,9 bilhões no último Natal 266

Em 2018, um em cada seis e-consumidores compraram online pela primeira vez, impulsionando o crescimento do segmento

O e-commerce faturou R$ 9,9 bilhões no período do Natal em 2018, que representa um crescimento nominal de 13,5% na comparação com os R$ 8,7 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O número de pedidos expandiu 5,2%, de 19,06 milhões para 20,1 milhões. Já o tíquete médio subiu 8%, de R$457 para R$493. As informações são da Ebit|Nielsen, referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

Para este levantamento, foram consideradas as vendas realizadas pelo comércio eletrônico entre 15 de novembro e 24 de dezembro, incluindo o período da Black Friday, que neste ano correspondeu a 26% do faturamento do setor no período (R$2,6 bilhões).

Os números ficaram em linha com a expectativa da Ebit|Nielsen para a data, divulgada na semana passada. A previsão de faturamento e crescimento de vendas se concretizou, já a estimativa para o número de pedidos era de 20,2 milhões (+6%), diferença de 0,8 p.p, e o tíquete médio de R$490 (+7%), diferença de apenas três reais ao que foi mensurado.

“O período do Natal foi muito impulsionado pelo crescimento da Black Friday, momento em que os brasileiros já começaram a fazer suas compras de presentes, além de desembolsarem para si mesmos. No total, estimamos que o período tenha representado 18,3% do share financeiro de 2018 inteiro, o que reforça sua relevância na movimentação do setor e demonstra o seu potencial de continuar expandindo nos próximos anos”, comenta Ana Szasz, diretora comercial para Ebit|Nielsen.

As categorias mais compradas no e-commerce durante o Natal de 2018 foram eletrodomésticos (14,4%), perfumaria e cosméticos (10,4%), moda e acessórios (10,1%), casa e decoração (9,8%) e telefonia e celulares (7,6%). No share de faturamento, as três categorias que se destacaram foram eletrodomésticos (24,4%), telefonia e celulares (19,4%) e casa e decoração (9,1%). Confira abaixo os rankings completos:

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Mercado pujante

Para Ana Szasz, o desempenho do comércio eletrônico no segundo semestre, fechando com “chave de ouro” no período de Natal, deverá fazer com que o e-commerce encerre 2018 acima dos 12% inicialmente previstos pela Ebit|Nielsen no Webshoppers 38. “Foi um ano de crescimento muito positivo, impulsionado pela chegada de novos e-consumidores. Devemos  concluí-lo com quase 10 milhões de novos usuários, ou seja, um em cada seis usuários comprou online pela primeira vez em 2018. A expansão do mercado de smartphones trouxe essa nova gama para o e-commerce. A meta do setor agora é fidelizar esse público”, disse.

Para Ana Szasz, muitos e-commerces estão fazendo a “lição de casa”. “O varejo está cada vez mais preparado para as vendas online. Os players estão investindo em tecnologia, tornando seus sites mais rápidos e melhorando a usabilidade. Além disso, estão disponibilizando maior quantidade de informações sobre os produtos e, quanto mais referências o consumidor tiver para pesquisar, mais ele se identifica e efetiva a compra”, afirma.

No entanto, ainda enfrentamos alguns desafios no gerenciamento de toda a cadeia de compra. “O e-commerce está se popularizando e a atenção tanto com a entrega, quanto com o pós-venda, é cada vez mais pungente. Além disso, uma das preocupações atuais de parte dos lojistas é de como ampliar os ceps de entrega no território nacional para que todos esses novos consumidores do varejo online possam receber o atendimento completo após suas compras”, conclui.

A próxima edição do relatório Webshoppers, que trará os números do e-commerce em 2018 e a previsão para 2019, será divulgada no primeiro trimestre do ano.