O garçom que usava calculadora financeira 629

Confira a coluna semanal do chairman do Grupo Life Brasil, corretor de seguros e empreendedor, Alberto Júnior

Quando achei que tinha visto tudo, me deparei com um garçom que usava uma calculadora financeira! Não poderia deixar de perguntar o motivo, já que era uma calculadora que custa caro para um garçom usar, pois a empresa fornecia aos mesmos uma mais simples.

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(Foto: Alberto Júnior)

Sabe que neste momento recebi uma aula de vantagem competitiva e de valor agregado além, claro, de economia. Ele me disse que estava há mais de 1 ano naquele restaurante e que já havia perdido 3 calculadoras, pois os colegas usavam e não devolviam. E como não se poderia colocar os nomes somente com etiquetas, era claro que bastava trocar a etiqueta e trocar de dono. Mesmo assim eu continuava sem entender, mas então nesse momento eu escutei algo espetacular!

A resposta foi sensacional e vou resumir pra você: Alberto, todos sabem usar uma calculadora comum e pelo que conheço dos garçons, nunca havia visto ninguém usar uma HP. Foi quando pensei que assim não haveria ninguém para me pedir emprestado e não me devolver, até mesmo por não saber como usar. Assim não teria que comprar outra para a empresa quando a minha era “desapropriada” pelos colegas.

A lição que tirei disto tudo é que ele gerou um valor agregado perante os clientes que, pelo menos, eu nunca havia visto em toda minha vida. Também gerou economia, pois não teria que comprar de tempos em tempos uma nova para a empresa, e ainda passou a ser diferenciado pois eu não era o primeiro a falar sobre a HP. Aliás, ele disse que ganhava mais gorjeta que outros colegas.

Será que você está sendo visto pelas pessoas como um profissional diferenciado e será lembrado por algum fato que seja rentável? Se o garçom foi capaz de fazer de forma simples, tenha sua criatividade e sua percepção para mudar e ser lembrado para certamente poder colher com seu valor agregado e diferenciado mais e mais conquistas! Pense nisto, perante a atitude todos nós somos donos de nosso próprio destino!

Suce$$o é o que desejo a você!

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Os seguros diante dos desastres socioambientais 2488

Os seguros diante dos desastres socioambientais

Confira artigo de Pery Saraiva Neto, Advogado, consultor jurídico e professor. Doutor em Direito/PUCRS. Mestre em Direito/UFSC. Especialista em Direito Ambiental/FUNJAB-UFSC

Em dezembro de 2015 vivenciamos a maior tragédia ambiental de nossa história, com o desastre em Mariana. Causa perplexidade que pouco mais de 3 anos após o trágico episódio sejamos surpreendidos como uma nova catástrofe, que em termos de vidas humanas é imensamente mais grave, causando indignação a constatação de que tudo se deu e se dá no mesmo Estado da Federação, em um mesmo tipo de empreendimento e envolvendo basicamente os mesmos atores.

Lamentavelmente, catástrofes não são uma novidade. Desastres humanos e ambientais se repetem à exaustão. Emblemáticos os casos de Seveso (Itália, 1976), Three Mile Island (EUA, 1979), Bhopal (Índia, 1984), Chernobyl (Rússia, 1986) e Exxon Valdez (EUA, 1989). Desastres decorrentes de rompimento de barragens estão longe de ser fatos isolados¹. Embora tais ocorrências, poucas foram as lições até hoje aprendidas.

Como alerta Delton Winter de Carvalho, é preciso urgentemente aprender a lidar com os desastres², para efetivamente construirmos formas de preveni-los e enfrentá-los. Uma das maneiras de promover esse aprendizado será com uma profunda reflexão pública sobre cada uma das fases do chamado “ciclo dos desastres”³, quais sejam: prevenção e mitigação, resposta de emergência, compensação e reconstrução.

Visando contribuir com a reflexão, importa atentar às fases de compensação e reconstrução, com a possibilidade de desenvolvimento de respostas eficientes para os momentos que sucederem aos desastres, contribuindo com maior capacidade de resiliência e com redução de vulnerabilidades.

O momento em que a Presidência da República decide debater e propor a atualização e revisão da Política Nacional de Segurança de Barragens⁴ é uma oportunidade singular para discutir adequada e seriamente a instituição de soluções pelos seguros.

Pertinente tecer algumas ponderações necessárias, a modo de contribuir com esclarecimentos sobre o funcionamento dos seguros diante de casos de desastres socioambientais, inclusive para dar maior clareza sobre como e em que medida os seguros serão úteis em momentos de compensação e reparação de danos.

Tenha-se em mente, como ponto de partida, que no Brasil a responsabilidade civil ambiental alcançou contornos próprios e singulares⁵, obtidos em decorrência do entrelaçamento do instituto clássico da responsabilidade civil com basicamente duas influências, a saber: o risco ambiental – e, por conseguinte, a incorporação dos princípios da prevenção e da precaução –, e a noção de internalização das externalidades negativas, que se desdobra no princípio do poluidor-pagador⁶.

É justamente diante desse cenário jurídico que incidem os seguros, entendidos como instrumentos capazes de dar respostas à mais importante etapa do sistema de responsabilidade civil, que é justamente a de compensação, indenização e reparação, seja das vítimas, seja dos recursos naturais.

Incidentes ambientais já não são surpresas. São constantes, prognosticáveis desde a sua gênese até seus efeitos⁷. A vida humana em sociedade, intensa e perigosa, fez com que o seguro, que manifesta sobremaneira a ideia de garantia, se desenvolvesse a ponto de alcançar atualmente um lugar de destaque na vida econômica e social.

O seguro tem a função social de permitir a continuidade das atividades econômicas após a ocorrência de eventos danosos e traumáticos, pois, repondo perdas, preserva a condição econômica e social, seja do segurado, seja de terceiros. A função social exercida pelos seguros é consequência do mutualismo, ou seja, a capacidade de distribuir equitativamente, entre muitos, os prejuízos sofridos por alguns, de modo que a pulverização dos prejuízos individuais se dá com a pulverização dos prejuízos entre os segurados.

Todos estamos expostos a riscos, com a possibilidade de nos depararmos com acontecimentos que podem impactar negativamente. Esses riscos podem ser evitados ou geridos. Segundo a lógica de gestão dos riscos, uma das maneiras de fazê-lo é compartilhando esse risco (transferência de risco) com uma empresa especializada em entender e administrar riscos, que são as seguradoras. Essas, na medida em que compreendem um determinado risco, analisam e mensuram, podendo projetar a frequência de que venha a se concretizar, com uma ocorrência real de dano, e então projetam quais seriam as perdas econômicas decorrentes.

Importante notar que nessa complexa jornada de subscrição de riscos haverá, como efeito reflexo, o relevante exercício pelos seguros de uma função de prevenção, na medida em que, por exemplo, poderá localizar falhas estruturais ou operacionais, propondo soluções complementares; sugerindo a adoção de novas e melhores tecnologias; ou mesmo aprimorar modelos decompliance.

Com essa análise o segurador definirá se assume esse risco ou não. Aceitando, definirá o preço (prêmio) para assumi-lo, em um processo denominado de “subscrição de risco”, seguindo-se a celebração do contrato de seguro, vulgarmente denominado “apólice de seguro”.

A atividade seguradora pressupõe, no processo de transferência e aceitação, um exercício constante e qualificado de delimitação do risco que estará sendo aceito e que passará a ser coberto pelo segurador, de modo que “a determinação do risco segurado requer uma tarefa de dissecação prévia, individualização do risco através da naturalização do evento e do interesse sobre o qual ele recai, assim como, finalmente, sua delimitação causal, espacial e temporal”⁸.

Diante de uma barragem os riscos atrelados são diversos, e muitos poderão ser compartilhados com uma seguradora. E em um a situação limite essa poderá ser chamada a pagar pelos prejuízos do segurado, nos limites técnicos e econômicos das apólices. Nesse cenário, alguns exemplos de coberturas:

Para riscos relacionados ao patrimônio da empresa, que garantirá o pagamento da reconstrução desse patrimônio ou mesmo repor o faturamento (lucros cessantes).

Para riscos relacionados a terceiros atingidos por um desastre, quando a solução se dará pelo seguro de responsabilidade civil. Tais apólices podem cobrir riscos de natureza patrimonial e extrapatrimonial. É nesse âmbito que se incluem os seguros de responsabilidade civil para diretores e gerentes (D&O).

Para riscos relacionados à vida humana, auxiliando as vítimas na reconstrução de suas vidas ou, em casos mais trágicos, contribuir com o sustento e reestruturação das famílias.

De extrema relevância, por fim, para os riscos ambientais, relacionados às possibilidades de danos ao ambiente natural (fauna, flora, solo e recursos hídricos), quando os seguros agirão justamente para contribuir com a reparação dos danos aos elementos naturais.

Essas respostas operacionalizadas pelos seguros contemplam relevantes formas de soluções capazes de reduzir as vulnerabilidades e incrementar a capacidade de resiliência. O seguro tem um potencial enorme de contribuir com a restruturação de vidas e reorganização de empresas diante de desastres socioambientais. A experiência demonstra exaustivamente tais contribuições, em diversos eventos catastróficos⁹.

Importa sublinhar, por outro lado, que há dois elementos que são vitais para as operações de seguros: a boa-fé e a de delimitação dos riscos.

Há estreita conexão entre riscos, confiança e boa-fé. A boa-fé, enquanto princípio jurídico, tem particular relevância para os seguros. Em um mundo altamente complexo, inclusive em questões ambientais, a confiança permite uma redução da complexidade social. A confiança é pressuposto de (con)vivência, sob pena de, ao contrário, viver-se na inconstância das incertezas e do medo permanente¹⁰.

A propósito, Fernando Araújo afirma que “a solução praticamente consensual na Análise Econômica do Direito é a de que há que fornecer às partes algumas regras supletivas que ajudem a “focalizar” as suas condutas em torno de expectativas objectivamente adequadas, dados os valores em presença, às probabilidades de cumprimento, incentivando a convergência para um ponto de ‘confiança ótima’”¹¹.

Assim, qualquer obrigação ao segurador que tenha origem fora das delimitações previstas no contrato implicará em profundo impacto à sustentabilidade da atividade empresarial do segurador, o que gerará graves consequências não apenas à seguradora, mas muito especialmente a todos os outros segurados, na medida em que o contrato de seguro, pensando de forma ampla, vincula-se ao mutualismo. Essa dinâmica somente irá funcionar de forma eficiente se forem atendidas rigorosamente as regras que delimitam todas essas complexas interrelações.

O risco envolve incerteza e imprevisibilidade. A atividade seguradora vale-se de ferramentas e técnicas de racionalização dos riscos, tentanto, ao máximo, torná-los previsíveis – se não em nível de certeza, ao menos, de probabilidade. O grau de previsão e de acerto depende de diversos fatores.

O adequado acesso informacional do segurador é  elementar, desde a etapa de subscrição até o final da relação contratual. Desafios frequentes nesse processo decorrem da assimetria informacional, um problema clássico, ligados à seleção adversa e ao risco moral¹², que são situações de assimetria constantes e que permeiam não só uma dada relação contratual, mas à própria operação de seguros, de forma mais ampla¹³.

Infelizmente, muitas vezes aquilo que antes chamamos de riscos, se concretizam, quando acidentes ou eventos trágicos ocorrem. Nesse momento inicia a chamada regulação de sinistro, que é a etapa em que são feitas todas as investigações e levantamentos para verificação se o fato ocorrido estará ou não coberto pelo contrato de seguro, a forma como esse contrato deverá ser aplicado e se há alguma peculiaridade que possa implicar no afastamento da obrigação do segurador.

Um exemplo de verificação realizado durante a regulação de sinistro é a questão da variabilidade do risco, ou seja, se o risco que foi aceito pelo segurador equivale à situação de risco que desencadeou uma catástrofe. O risco inicialmente posto ao segurador poderá variar por diversas formas e razões, e no limite poderá ocorrer o agravamento do risco, que é a situação em que o segurado contribui ou permite que o risco inicial seja alterado, se tornando um risco agravado que, eventualmente, não tenha sido comunicado ao segurador. Por exemplo, deixar de fazer vistorias e controles, deixar de realizar medidas de contenção e mitigação de um risco, ou não realizar melhorias que necessariamente deveriam ser feitas para evitar uma ocorrência de dano. Inclusive a verificação sobre o adequado cumprimento das licenças e autorizações concedidos pelo Poder Público.

Nesses casos, como o segurador não foi comunicado previamente (quando poderia ter rejeitado o risco ou cobrado um valor adicional), possível negar a indenização do seguro pois, como visto, o risco que gerou a situação de dano deixou de ter correlação com aquilo que foi previamente acertado no contrato e, na prática, deixou de ser o risco previamente compartilhado com o segurador.

Atentando-se às complexas questões operacionais dos seguros – algumas delas sublinhadas nesse texto – projeta-se possível e recomendável a adoção de seguros para atividades que envolvam grandes riscos e com potencial de gerarem catástrofes, a serem exigidos na fase implementação de um empreendimento ou atividade, como condicionante para a concessão das licenças ambientais.

Referências Bibliográficas:

1 http://wise-uranium.org/mdaf.html

2 https://www.conjur.com.br/2019-jan-29/delton-winter-devemos-aprender-direito-desastres

3 CARVALHO, Délton Winter de. Gestão Jurídica Ambiental. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017, p. 259.

4 RESOLUÇÃO Nº 2, DE 28 DE JANEIRO DE 2019.

5 Vide elucidativo texto de Rafael Martins Costa Moreira: https://www.conjur.com.br/2019-jan-30/rafael-moreira-responsabilidade-envolvidos-brumadinho

6 Sobre os princípios do Direito Ambiental, ver SARLET, Ingo Wolfgang; FENSTERSEIFER, Tiago. Princípios do direito ambiental. São Paulo: Saraiva, 2014.

7 BECK, Ulrich. La sociedad del riesgo: hacia una nueva modernidad. Barcelona: Paidós, 1998.

8 VEIGA COPO, Abel B. El riesgo en el contrato de seguro: ensayo dogmático sobre el riesgo. Cizur Menor (Navarra): Aranzadi, 2015, p. 309-310.

9 Sobre a relação entre “perdas econômicas” e “perdas seguradas”, vide interessante estudo em “Terra Report – Edição Especial – Mariana”, disponível emhttp://www.terrabrasis.com.br/wp/wp-content/uploads/2016/07/Terra-Report-Edicao-Especial-3.pdf

10 CORDEIRO, António Menezes. Da boa-fé no direito civil. Coimbra: Almedina, 1997, p. 1242-1243.

11 ARAÚJO, Fernando. Uma análise económica dos contratos – a abordagem económica, a responsabilidade e a tutela dos interesses contratuais. In: TIMM, Luciano Benetti (Org.).Direito & Economia. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2008, p. 139.

12 POÇAS, Luis. O dever de declaração inicial do risco no contrato de seguro. Coimbra: Almedina, 2013.

13 BERGKAMP, Lucas. Environmental risk spreading and insurance. Review of European Community and International Environmental Law (RECIEL). Oxford: Blackwell, v. 12, n. 3, 2003, p. 272-273.

Resiliência: um caminho para o sucesso 324

Resiliência: um caminho para o sucesso

Confira artigo de Geraldo Almeida Lima, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (SINOG)

Geraldo Almeida Lima é presidente do Sinog / Divulgação
Geraldo Almeida Lima é presidente do Sinog / Divulgação

Resiliência é a palavra do momento. O vocábulo é usado nas mais diversas situações e não poderia ser diferente. Em um cenário econômico conturbado como o que estamos vivendo nos últimos anos, quem não desenvolveu a capacidade de lidar e superar os desafios e se adaptar às mudanças, certamente sucumbiu.

Quantas histórias ouvimos de empresas que deixaram de operar, “baixaram as portas”, porque não conseguiram resistir à crise? Ao passo que também tomamos conhecimento de outras que justamente nos momentos mais adversos conseguiram reverter uma situação e cresceram? Claro que os motivos que levam um empreendedor a desistir do seu projeto são diversos e muitas vezes maiores do que a própria vontade de continuar. Mas, certamente aqueles mais resilientes, que conseguem entender a necessidade de se adaptar a uma nova realidade têm mais chances de “vencer”.

Com uso cada vez mais intenso e constante da inteligência artificial, Machine Learning, IoT e outras tecnologias disruptivas, os profissionais, independentemente da área de atuação, em algum momento terão que descobrir e aperfeiçoar novas habilidades, além de se adaptarem a um novo cenário, se quiserem continuar no mercado de trabalho. Se analisarmos friamente e superficialmente, podemos pensar que essas novas tecnologias podem tirar o emprego das pessoas. E de fato é possível que isso aconteça. Mas, por outro lado, elas também viabilizam o desenvolvimento do ser humano. Em pleno século 21, é inconcebível que alguém que foi contratado para apertar parafusos em uma fábrica se contente com isso a vida inteira e não busque fazer algo novo ou pelo menos de uma maneira diferente. Para este tipo de pensamento e comportamento não existe mais espaço.

A mesma coisa ocorre no segmento da Odontologia Suplementar, que há alguns anos vem mostrando um crescimento interessante, conquistando cada vez mais clientes satisfeitos e, consequentemente, aprimorando constantemente a qualidade dos serviços prestados. Justamente por isso, tende a continuar crescendo. Em algum momento fomos ou ainda seremos convidados a “repensar” nossa atuação e, desta forma, escolhermos o caminho que desejamos seguir. Se optarmos pela adaptação teremos boas chances de alcançar o sucesso.

Somos um universo variado constituído de operadoras, seguradoras, autogestões, cooperativas e demais modalidades, todos convivendo intrinsicamente e, assim como qualquer outro setor ou segmento, precisamos nos adaptar a um novo cenário cada vez mais desafiador, que exige a todo momento que nos inventemos para atender a um público em constante transformação e que não aceita nada menos que excelência.

Já sabemos o caminho. Mas, infelizmente, só saber não basta para reverter uma situação. Ninguém adquire experiência ao ler ou assistir alguma coisa. A ação é a única responsável pela mudança, que muitas vezes nada mais é do que uma adaptação. Adaptar-se é condição essencial da humanidade. Quem não tem a capacidade de se adequar às constantes transformações do mundo, terá bem menos chances de “sobreviver”.

E com base na “Teoria da Evolução”, de Charles Darwin, que defende que não é o mais esperto ou inteligente que sobrevive e sim aquele que melhor se adapta, durante a 14ª edição do Simpósio de Planos Odontológicos (SIMPLO) trataremos a temática Resiliência e Adaptação: os caminhos para a sobrevivência da Odontologia Suplementar.

*Geraldo Almeida Lima é presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (SINOG)

Como um consórcio pode ajudar no planejamento financeiro para 2019? 449

Como um consórcio pode ajudar no planejamento financeiro para 2019?

Confira artigo de Luís Toscano, Vice-presidente de negócios da Embracon

2019 começa com todos os planos e metas para esses 365 dias que estão por vir. Muitos de nós, aproveitam essa época para colocar no papel tudo aquilo que querem alcançar para o próximo ano – seja um carro novo, uma viagem ao exterior, uma festa de casamento, ou até mesmo o sonho da casa própria.

Mas o que podemos fazer para que todos esses planos possam, de fato, sair do papel? Infelizmente, muitas vezes esses objetivos se perdem no caminho, por uma série de motivos. Por trás disso, temos muitas vezes um vilão comum:  a falta de planejamento! É por causa dela, ou por sua falta, que as mais diversas metas não se concretizam.

Uma pesquisa realizada este ano pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que, depois de motivos como falta de renda, ou renda baixa, 14% dos Brasileiros não poupam dinheiro alegando imprevistos e 13% admitem não conseguir controlar gastos e juntar dinheiro no fim do mês.

É aí que entra o consórcio, alternativa financeira auxiliar para diversas situações. Uma das vantagens é a ajuda na disciplina de investir ou poupar dinheiro: com o compromisso de pagar mensalmente algo que será revertido em um valor à vista no futuro. Isso proporciona ao consorciado maior poder de compra e faz com que ele vire um investidor de seu futuro.

Segundo dados da Associação Brasileira de Consórcios (ABAC), só em 2018 as adesões aos consórcios ultrapassam o número de 2 milhões, as contemplações, aproximam-se de um milhão e os negócios superam R$ 85 bilhões de janeiro a outubro. Os números reforçam a importância do segmento como elemento propulsor das atividades da cadeia produtiva.

Esses números que refletem o aumento da busca e a adesão por consórcios ilustram um cenário onde, como alternativa ao momento de instabilidade econômica de nosso país, pessoas podem continuar adquirindo bens, poupando e se planejando. Tudo isso, graças a isenção de taxa de juros, flexibilidade no meio de pagamento e possibilidade de lances e contemplações que façam com que o consorciado seja premiado antes mesmo de terminar as parcelas.

Se planejar financeiramente pode ser um desafio, mas sempre é válido buscarmos alternativas seguras e inteligentes para conseguirmos alcançar nossos objetivos – o consórcio é uma delas. E agora, se sente mais preparado para planejar e realizar sonhos em 2019?

O autosserviço está entre nós! 331

O autosserviço está entre nós!

Tecnologia avança e, assim, as operações de chamadas podem contar com sistemas eficientes

Tiago Sanches é gerente comercial da Total IP - Soluções e Robôs para Contact Centers
Tiago Sanches é gerente comercial da Total IP – Soluções e Robôs para Contact Centers / Divulgação

Já pensou não precisar passar pelo caixa para fazer suas compras em uma loja física? Essa já é uma realidade na Amazon Go, em Seattle, nos Estados Unidos. Essa notícia me lembra da realidade cada vez mais próxima do autosserviço. Segundo a E-Consulting, o segmento gerou mais de R$ 2,42 bilhões no mercado de contact centers somente em 2018! Por isso, torna-se indispensável considerar as ferramentas high tech em suas operações de chamadas.

O estabelecimento da companhia de Jeff Bezos virou ponto turístico da cidade. Ele foi fundado em janeiro do último ano e expandiu-se de forma veloz. Para entrar no local, é necessário ter o aplicativo Amazon Go instalado no smartphone, com login em uma conta da marca e cartão de crédito registrado. A entrada tem catracas com leitores de código de barras.

Na tela inicial do app, há um QR Code o qual libera o acesso. Um sistema de câmeras, sensores e inteligência artificial acompanha o cliente e registra os produtos levados. Logo após a saída, o programa já mostra a lista de compras e o comprovante é enviado para o e-mail do consumidor. Pois é, o futuro chegou!

A realidade robótica está mais presente no cotidiano humano e os administradores devem aproveitar essa modernidade. Nas ligações, também é possível contar com esse auxílio. As Unidades de Resposta Automática direcionam os telefonemas e diminuem o tempo de espera, por exemplo. O maior benefício é a redução de custos!

Se você gerencia call centers, adquira sistemas eficientes. Com a tecnologia sendo aliada da competência humana, o sucesso é garantido! Afinal, você não quer deixar seu negócio no passado quando as inovações já estão cada vez mais presentes no dia a do usuário!

*Artigo por: Tiago Sanches, gerente comercial da Total IP – Soluções e Robôs para Contact Centers.

Você devia conhecer os brokers de resseguros 351

Você devia conhecer os brokers de resseguros

Confira artigo de Renato Cunha Bueno

Na cadeia de negócios do nosso mercado, somente o corretor de seguros e o broker de resseguros são facultativos, o segurado, seguradora e o ressegurador estão em todos os negócios.

Em geral, o corretor se viabiliza em riscos maiores ou mais complexos, a partir de seu network profissional e de sua capacidade de entregar o que o cliente precisa em termos de cobertura, preço e, principalmente, serviço.

A especialização e o acesso a seguradoras e seus canais de distribuição ajudam muito, porém, certamente todo corretor teve ou terá à sua frente uma oportunidade de um bom negócio com a promessa de um bom prêmio cujo serviço não está preparado para entregar. Isso apode acontecer por diversas razões, como: dificuldade de encontrar seguradora interessada, preço, conhecimento técnico ou até mesmo tempo e foco para buscar a solução.

É aí que “as onças podem beber água”, pois o corretor levanta uma oportunidade para o broker – que não deve ter interesse na corretagem da apólice na ponta – e o broker retribui ajudando o corretor a encontrar cobertura para riscos difíceis com preços competitivos além de seguradoras interessadas no negócio.

Quando as peças se alinham desta forma, como elos da corrente de negócios, é mais fácil ganhar e mais difícil perder um negócio, até porque fica mais simples entender o processo de formação de preço.

O Brasil conta hoje com cerca de 20 brokers. Meu conselho aos colegas é:

“Se tiver uma oportunidade deste tipo, procure um broker, não esquecendo de que ele geralmente precisa de pelo menos um mês de prazo para trabalhar e desenvolver o melhor negócio. Melhor ainda é procurar um destes profissionais antes da tal oportunidade aparecer para entender como funciona e quando o resseguro facultativo ajuda, além, é claro, de estabelecer uma forma de acesso a este tipo de solução”.

*Renato Cunha Bueno, sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP.