Pacientes devem estar atentos ao “Uber da Saúde” 262

Ferramenta é útil; porém, tanto o paciente quanto o profissional devem estar atentos para evitar dor de cabeça

Recentemente chegou a São Paulo um aplicativo que permite ao paciente solicitar consultas médicas em domicílio através do celular. A ideia é permitir que médicos atendam diretamente na casa do paciente, resgatando a antiga tradição dos “médicos de família”. A iniciativa, embora muito interessante, exige alguns cuidados, tanto por parte dos consumidores quanto dos profissionais médicos.

Ao solicitar uma consulta através do aplicativo, é importante que o paciente se certifique de que seja gerado algum tipo de comprovante do atendimento pelo médico (que possa ser impresso por e-mail, por exemplo). É uma forma de o paciente ter os dados do médico (como nome e CRM) e comprovar que naquela data e horário foi realizado um atendimento. O comprovante de pagamento também ajuda.

Isto é importante, pois, no caso de algum problema, será possível identificar o profissional e comprovar o atendimento realizado, bem como o pagamento. Além disso, é bom lembrar que a empresa que disponibiliza o serviço eventualmente também pode ser considerada corresponsável no caso de algum problema com o médico.

Para o profissional da saúde, a ideia do aplicativo parece ser resgatar a relação de confiança dos antigos médicos de família. Esta relação, no entanto, obviamente se constrói ao longo do tempo, e não de uma simples consulta pontual. Assim, pelo menos no primeiro contato, o profissional deve tomar todas as cautelas que tomaria no caso de atender um paciente pela primeira vez em seu consultório, tais como conversar detidamente com o paciente, realizar os exames clínicos necessários, documentar por escrito (como num prontuário) as observações e prescrições realizadas (até para ter material para poder se defender no caso de necessidade).

Vale destacar que tanto o paciente quanto o médico podem, inclusive, gravar em áudio ou vídeo o teor da consulta, que servirá como meio de prova em caso de necessidade futura, lembrando que tal documentação está protegida pelo sigilo profissional e só deve ser divulgada com autorização judicial.

Por fim, o paciente que pretender pleitear o reembolso da consulta com o plano de saúde deve se certificar de que seu contrato preveja a possibilidade de reembolso. Em caso positivo, o convênio deverá proceder ao reembolso dentro dos limites previstos em contrato, tal como seria se o paciente se consultasse com um médico não integrante da rede credenciada.

Bradesco Saúde conquista a renovação do Selo de Acreditação da ANS 292

Bradesco Saúde conquista a renovação do Selo de Acreditação da ANS

Seguradora confirma sua excelência no mercado de planos de saúde

A Bradesco Saúde renovou, mais uma vez, a certificação de Acreditação com nível máximo, após avaliação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Com o anúncio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o selo passa a valer até 2022 e ratifica o compromisso com a qualidade de gestão e atendimento aos seus segurados.

“A renovação da certificação é um importante reconhecimento da agência reguladora sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Bradesco Saúde, sendo relevante diferencial da operadora no setor de saúde suplementar”, destaca o diretor presidente da Bradesco Saúde e Mediservice, Manoel Peres. Segundo o diretor, tal resultado é fruto do comprometimento e engajamento de todos os funcionários de diversos setores da seguradora.

A Bradesco Saúde mantém a liderança no mercado e foi a primeira seguradora no Brasil a receber acreditação pela ANS com nível máximo de qualificação, o que vem mantendo desde 2011. A empresa adotou uma posição proativa em relação à qualidade e sustentabilidade no setor ao aderir voluntariamente ao Programa de Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde, que prima pela adoção de boas práticas de gestão, com foco prioritário no segurado.

“Sempre fez parte da cultura da empresa a busca por melhores práticas em saúde e inovação. Algumas dessas práticas inclusive anteciparam normas estabelecidas pelo órgão regulador no mercado de saúde suplementar. A acreditação é um vetor de transformação dos processos operacionais”, afirma Manoel Peres.

Auditoria interna

 Além dos comitês internos e programa de melhorias e integração setorial, um importante diferencial desse processo é a participação de funcionários selecionados das áreas médica e administrativa, que recebem capacitação para atuarem como auditores internos. Esse engajamento dos colaboradores trouxe melhorias ao processo de qualificação. A empresa conta ainda com a comissão operacional, que periodicamente debate os indicadores de qualidade, envolvendo a diretoria e o grupo executivo.

Entre as melhorias implantadas recentemente, destacam-se o aperfeiçoamento da autonomia para resolução de problemas e facilidades nos processos, como reembolso disponível nos canais digitais (site e aplicativo), além de melhora na comunicação aos beneficiários, com divulgação de cartilhas, manuais atualizados e informações úteis sobre serviços e produtos. Ao todo, foram avaliados 147 itens, contemplando desde gestão de serviços de saúde, satisfação dos segurados até programas de gerenciamento de doenças e promoção da saúde.

Dicas para pessoas que trabalham em pé evitarem acidentes de trabalho 421

Dicas para pessoas que trabalham em pé evitarem acidentes de trabalho

Gerente Técnica do Porto Seguro Saúde Ocupacional explica como descanso pode evitar incidentes

Diversas profissões exigem que o funcionário trabalhe de pé, em período integral, e isso, sem as devidas pausas, pode ocasionar graves prejuízos para a saúde dos colaboradores. “Independentemente da atividade profissional, o funcionário que trabalha de quatro a seis horas tem direito a um intervalo de 15 minutos. Já quando a jornada de trabalho for superior a seis horas, no mínimo uma hora deve ser para descanso”, afirma a Gerente Técnica do Porto Seguro Saúde Ocupacional, Cristina Uglik.

Ficar horas excessivas em pé pode ocasionar dores na lombar, pés, tornozelos e joelhos, além de calos, bolhas, inchaço e formigamento no corpo. Diante disso, Cristina dá dicas para que esses funcionários possam ter uma rotina mais saudável no ambiente de trabalho:

1 – Se movimentar frequentemente durante o dia a dia contribui para melhorar o funcionamento do corpo e evita a fadiga. Não se esqueça de mexer o calcanhar.

2 – Use roupas leves. Se você coloca uma roupa pesada, você adiciona mais peso no seu corpo. A roupa certa e um calçado confortável farão diferença. Um sapato apertado não ajudará na circulação.

3 – O uso de uma cadeira especial chamada “banco semi sentado” pode oferecer um encosto para aliviar as pernas e os pés e não sobrecarregar a postura. Encoste ali alguns minutos sempre que puder para ajudar.

4 – Faça atividades físicas regularmente e alongamentos para fortalecer a musculatura. Musculação e corrida, nesses casos, vão trabalhar diretamente nas regiões que precisam estar fortes para manter o equilíbrio e a rotina. Além disso, ajudam a mente, previnem e contribuem para o tratamento de doenças, como a obesidade, a diabetes e a hipertensão.

Legislação Trabalhista

Segundo a Norma Regulamentadora nº 17, do Ministério do Trabalho; o descanso sentado deverá ser realizado com o apoio de assentos que estejam dentro dos parâmetros das normas de saúde e de segurança do trabalho. Além disso, o descanso deverá ser concedido sem prejuízo do intervalo adequado à escala de trabalho.

Numa situação concreta, caso o empregador proíba o empregado de parar o trabalho por um determinado tempo, este pode desenvolver alguma doença e numa eventual reclamação trabalhista, o empresário será obrigado a indenizar o empregado pelo dano causado.

ANS e CADE firmam acordo de cooperação técnica 487

ANS e CADE firmam acordo de cooperação técnica

Autarquias querem estimular a concorrência no mercado de saúde suplementar

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica para aperfeiçoar a atuação das autarquias no monitoramento da concentração do mercado de planos de saúde e, desta forma, propiciar uma melhor defesa da concorrência no setor. A parceria foi assinada pelo presidente do CADE, Alexandre Barreto, e pelo diretor-presidente substituto da ANS, Leandro Fonseca.

No acordo, que tem duração prevista de cinco anos, o Conselho e a Agência se comprometem a compartilhar informações, bancos de dados, relatórios, diagnósticos e estatísticas, além de pareceres técnicos e resultados de estudos e pesquisas elaborado pelas entidades. A troca de informações, contudo, só poderá envolver documentos que não são confidenciais ou sigilosos e que não comprometam ou prejudiquem atos e procedimentos de competência das respectivas autarquias.

A cooperação propõe também a capacitação de técnicos por meio de eventos promovidos bilateralmente e intercâmbio de servidores para a produção conjunta de estudos e pesquisas, entre outras iniciativas.

“Nossa expectativa é que essa ação fomente a promoção de um ambiente concorrencial saudável nas áreas de atuação tanto do Conselho como da agência reguladora. Além disso, a parceria ajuda a consolidar a cooperação institucional e a melhorar os processos de trabalho, promovendo a gestão do conhecimento e a capacitação no âmbito do setor público”, avalia o diretor Leandro Fonseca.

Confira o Acordo de Cooperação Técnica entre ANS e CADE

Setor privado responde por quase 60% dos gastos com saúde no País 393

Setor privado responde por quase 60% dos gastos com saúde no País

Análise do IESS aponta que famílias gastam mais do que o governo com saúde, em 2015

Os gastos privados com saúde somaram R$ 314,6 bilhões, o que representa 57,6% do total de R$ 546,1 bilhões gastos com saúde no País em 2015. Os números integram o estudo “O Setor de Saúde na Perspectiva Macroeconômica” – Período 2010/2015″, realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) com base nos números da Conta-Satélite de Saúde Brasil, recém publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Apesar de o modelo de saúde pública no Brasil ser universal, os gastos do governo com SUS são i! nferiores aos privados. Um padrão que não é visto nos demais países que adotam modelos universais de saúde”, destaca Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS.

Segundo o estudo, países com este modelo tendem a ter gastos públicos superiores aos privados. A lista de exemplos é ampla. Começando no Reino Unido, onde os gastos públicos representam 80% do total e acabando na África do Sul, onde os gastos públicos com saúde respondem por 56% do total. Outros países nessa lista são: França (79%), Itália (75%), Canadá (74%), Argentina (72%), Espanha (71%) e Chile (61%). “Os números de investimento público no setor ajudam a entender resultados como o da pesquisa IESS/Ibope, que aponta que em 2015, mesmo ano analisado no novo estudo, o plano de saúde se tornou o terceiro bem mais desejado pelo brasileiro”, analisa Carneiro. “Vale lembrar que na atualização da mesma pesquisa, em 2017, os planos de saúde se mantiveram como um dos três bens mais desejados, atrás apenas da casa própria e educação”.

Entre 2010 e 2015, o estudo deixa claro que houve um avanço expressivo tanto dos gastos públicos quanto privados. No público, os gastos saltaram de R$ 139,7 bilhões para R$ 231,5 bilhões. Alta de 65,7%. Já no privado, os gastos avançaram de R$ 169,7 bilhões para R$ 314,6 bilhões – sendo R$ 120 bilhões apenas de despesas assistenciais dos planos de saúde com seus beneficiários. Variação de 85,4%. Ainda segundo o estudo, do total de gastos privados, 66,6% foram destinados à saúde privada (planos de saúde e despesas pagas do próprio bolso) e 30,1%, a medicamentos.

O aumento dos gastos também resultou em ampliação do mercado de trabalho. No período analisado, o setor de saúde privada foi responsável pela geração de 1,3 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. No total, o segmento passou a responder por 6,6 milhões de empregos formais em 2015, ante 5,3 milhões em 2010. Um avanço de 25,4%, bastante superior ao incremento de 2,7% no total de postos de trabalho registrado no restante da economia ao longo do período analisado.

“Apesar de quaisquer diferenças entre os gastos públicos e privados, é importante notar que os investimentos no setor de saúde apresentaram uma taxa de crescimento médio real de 14,5% ao ano entre 2010 a 2015, enquanto a economia brasileira apresentou uma queda de 18,6%”, destaca Carneiro. “Claro que o setor ainda representa uma fatia muito pequena do investimento total da economia nacional, apenas 0,8% do R$ 1,06 trilhão, o que equivale a R$ 8,7 bilhões. Mas o resultado demonstra o potencial do setor para crescer e ajudar a economia como um todo”, completa.

ANS lança programa para incentivar a atenção básica nos planos de saúde 303

ANS lança programa para incentivar a atenção básica nos planos de saúde

Iniciativa irá certificar redes e linhas de cuidado específicas

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está lançando o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde. A iniciativa visa incentivar as operadoras de planos de saúde a desenvolverem um cuidado cada vez mais qualificado aos seus beneficiários, através da implantação de redes de atenção ou linhas de cuidado em atenção primária certificadas por entidades acreditadoras reconhecidas pela ANS.

A primeira iniciativa do programa é o Projeto de Atenção Primária à Saúde (APS), que prevê a concessão de uma certificação às operadoras que cumprirem requisitos pré-estabelecidos nessa estratégia. O objetivo é estimular a qualificação, o fortalecimento e a reorganização da atenção básica, por onde os pacientes devem ingressar preferencialmente no sistema de saúde. Também estão em elaboração projetos para certificação em duas outras linhas de cuidado: atenção oncológica e atenção ao parto.

A certificação em APS propõe um modelo para reorganização da porta de entrada com base em cuidados primários em saúde, de forma a induzir à mudança do modelo de atenção e do modelo de remuneração para geração de valor. O programa é baseado nos principais pilares de estruturação dos cuidados primários em saúde previstos na literatura científica nacional e internacional: acolhimento, acompanhamento do paciente, coordenação e integralidade do cuidado, reconhecimento da heterogeneidade das demandas, centralidade na família e orientação comunitária.

“O programa de certificação de boas práticas busca induzir à melhoria do cuidado através do acesso à rede prestadora de serviços de saúde, da qualidade da atenção à saúde e da experiência do beneficiário”, resume o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar. “A atenção primária pode ser considerada a pedra fundamental do cuidado em saúde e isso é visto em diferentes sistemas e na experiência de muitos países. A disponibilidade de serviços de cuidados primários na saúde suplementar no Brasil, embora apresente desafios, oferece oportunidade ímpar de melhoria da qualidade e redesenho do arranjo assistencial que hoje é caracterizado pela fragmentação e descontinuidade do cuidado existentes no setor”, explica o diretor.

Formas e condições de participação

A participação no programa é voluntária e as operadoras podem integrar a iniciativa de duas formas: através da certificação ou com a implantação de projetos-piloto que se enquadrem nessa finalidade. A certificação será realizada por meio de entidades acreditadoras em saúde reconhecidas pela ANS, que farão a avaliação in loco dos requisitos e itens de verificação. A ANS homologará a certificação e realizará o acompanhamento dos indicadores, com a finalidade de avaliar o impacto do programa no setor.

Os indicadores vão medir: a ampliação do acesso a médicos generalistas na rede de cuidados primários da saúde suplementar e do número de médicos generalistas por beneficiário; a vinculação de pacientes com condições crônicas complexas a coordenadores do cuidado; a redução de idas desnecessárias a unidades de urgência e emergência; a redução de internações por condições sensíveis à atenção primária; e a ampliação da proporção de pessoas que faz uso regular de um mesmo serviço de saúde.

A operadora poderá obter a certificação em APS em três níveis – básico (nível 3), intermediário (nível 2), ou pleno (nível 1). Para obter a certificação em qualquer nível, a operadora deve atender condições obrigatórias de cobertura populacional, composição de equipe e oferta de carteira mínima de serviços.

População-alvo e cobertura populacional

A ANS estimula que as operadoras incluam toda a população da carteira no programa, mas estabelece como condição obrigatória a inclusão de idosos e adultos para obtenção da certificação básica. A certificação intermediária deverá compreender, além de adultos e idosos, crianças e adolescentes e mulheres grávidas, em situação de parto e puerpério. Já a certificação plena deverá envolver todos os módulos para toda a carteira, independente de faixa etária ou condição de saúde dos beneficiários, ou seja, inclui também saúde mental, saúde funcional e saúde bucal para os beneficiários de planos com odontologia.

A operadora deverá assegurar uma cobertura mínima de acordo com o número total de beneficiários da sua carteira, considerando uma equipe de APS para, no máximo, 2,5 mil beneficiários. Para as operadoras com porte reduzido (até 3.572 beneficiários), a regra geral de uma equipe de APS para cada 2,5 mil beneficiários fica flexibilizada. Nesses casos, a operadora deverá contar com pelo menos uma equipe de APS, que deverá cobrir pelo menos 70% da sua população de beneficiários. Para operadoras com mais de 16 mil beneficiários, o número de equipes deverá ser maior e proporcional ao número de beneficiários. Todas as especificações estão detalhadas no Manual de Certificação que a ANS está disponibilizando em seu portal.

A equipe mínima de APS deve ser multiprofissional e interdisciplinar, composta por, no mínimo, médico de família e comunidade ou médico especialista em clínica médica com capacitação e experiência em APS; enfermeiro especialista em saúde da família ou generalista; e outro profissional de saúde de nível superior. Caso a carteira de serviços da APS inclua procedimentos, um segundo profissional de enfermagem (enfermeiro ou técnico de enfermagem) torna-se obrigatório.

Podem ser acrescentados a essa composição outros profissionais de saúde de acordo com as condições de saúde abrangidas e a carteira de serviços da APS, como nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais, etc. Profissionais de saúde com outras formações serão necessários, de acordo com as especificidades de cada projeto. Por exemplo: caso a APS contemple saúde bucal, um cirurgião dentista na equipe torna-se obrigatório, proporcional ao número de beneficiários de planos com odontologia.

As operadoras que participarem do Programa receberão pontuação no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS).

A Resolução Normativa que estabelece o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (14/12). Confira aqui.

Reprodução/ANS

Reprodução/ANS