Pacientes devem estar atentos ao “Uber da Saúde” 353

Ferramenta é útil; porém, tanto o paciente quanto o profissional devem estar atentos para evitar dor de cabeça

Recentemente chegou a São Paulo um aplicativo que permite ao paciente solicitar consultas médicas em domicílio através do celular. A ideia é permitir que médicos atendam diretamente na casa do paciente, resgatando a antiga tradição dos “médicos de família”. A iniciativa, embora muito interessante, exige alguns cuidados, tanto por parte dos consumidores quanto dos profissionais médicos.

Ao solicitar uma consulta através do aplicativo, é importante que o paciente se certifique de que seja gerado algum tipo de comprovante do atendimento pelo médico (que possa ser impresso por e-mail, por exemplo). É uma forma de o paciente ter os dados do médico (como nome e CRM) e comprovar que naquela data e horário foi realizado um atendimento. O comprovante de pagamento também ajuda.

Isto é importante, pois, no caso de algum problema, será possível identificar o profissional e comprovar o atendimento realizado, bem como o pagamento. Além disso, é bom lembrar que a empresa que disponibiliza o serviço eventualmente também pode ser considerada corresponsável no caso de algum problema com o médico.

Para o profissional da saúde, a ideia do aplicativo parece ser resgatar a relação de confiança dos antigos médicos de família. Esta relação, no entanto, obviamente se constrói ao longo do tempo, e não de uma simples consulta pontual. Assim, pelo menos no primeiro contato, o profissional deve tomar todas as cautelas que tomaria no caso de atender um paciente pela primeira vez em seu consultório, tais como conversar detidamente com o paciente, realizar os exames clínicos necessários, documentar por escrito (como num prontuário) as observações e prescrições realizadas (até para ter material para poder se defender no caso de necessidade).

Vale destacar que tanto o paciente quanto o médico podem, inclusive, gravar em áudio ou vídeo o teor da consulta, que servirá como meio de prova em caso de necessidade futura, lembrando que tal documentação está protegida pelo sigilo profissional e só deve ser divulgada com autorização judicial.

Por fim, o paciente que pretender pleitear o reembolso da consulta com o plano de saúde deve se certificar de que seu contrato preveja a possibilidade de reembolso. Em caso positivo, o convênio deverá proceder ao reembolso dentro dos limites previstos em contrato, tal como seria se o paciente se consultasse com um médico não integrante da rede credenciada.

Diminui crescimento do emprego na Saúde Suplementar 215

Diminui crescimento do emprego na Saúde Suplementar

Levantamento do IESS mostra que setor pode estar sentindo baixo índice de confiança para investimentos no País

O total de pessoas empregadas com carteira assinada na cadeia da saúde suplementar continua crescendo e atuando como um motor da economia. O segmento criou 119,4 mil postos de trabalhos formais entre março de 2019 e o mesmo mês do ano anterior, o que corresponde a um aumento de 3,5%. No mesmo período, o total de empregos com carteira assinada criados no Brasil avançou apenas 0,9%. Os dados constam no “Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar”, boletim mensal do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) que apresenta o desempenho do setor (que engloba os fornecedores de materiais, medicamentos e equipamentos; prestadores de serviços de saúde; operadoras e seguradoras de planos de saúde). Com o incremento, o setor representa 8,2% dos 43,4 milhões de postos de trabalho formais no País. O que equivale a 3,6 milhões d! e empregos.

O que preocupa, no entanto, é que tanto o total da economia quanto a cadeia de saúde suplementar têm apresentado desaceleração do crescimento. Para se ter uma ideia, entre março de 2017 e o mesmo mês de 2018, o setor criou 140,6 mil vagas formais de trabalho. Cerca de 21 mil a mais do que foi registrado no período analisado nesta edição do boletim. A redução do índice de confiança para investimentos no País pode ter sido um fator determinante neste cenário. Vale lembrar que relatório divulgado essa semana mostrou que, pela primeira vez desde 1998, o Brasil deixou a lista dos 25 países mais confiáveis para o investimento estrangeiro.

Além da criação de postos de trabalho com carteira assinada, o levantamento do IESS indica que o fluxo de empregos no setor (a diferença entre contratação e demissão) teve saldo líquido 4,5 mil em março desse ano, ou seja, menos da metade do registrado no mesmo mês em 2018. Na economia como um todo, março de 2019 teve resultado negativo de 43,1 mil postos formais de trabalho, enquanto no último ano registrou saldo positivo de 56,1 mil vagas.

Subsetores

Os prestadores de serviço respondem pela maior parte do crescimento nos 12 meses encerrados em março desse ano, com alta de 3,8%, seguido por Operadoras, que registraram aumento de 2,9% e Fornecedores, que cresceram 2,5%.

Com isso, o subsetor de Prestadores responde por 2,6 milhões de ocupações, o que representa 71,8% do total do emprego da cadeia. O de Fornecedores emprega 845,2 mil pessoas, ou 23,8%, e as Operadoras, 157,4 mil pessoas, 4,4% do total.

Para deixar mais clara a relação entre os empregos gerados pelo setor de saúde suplementar e o conjunto da economia nacional, o IESS criou um indicador de base 100, tendo como ponto de partida o ano de 2009. Em março de 2019, o índice para o estoque de empregos da cadeia suplementar foi de 142, mesmo nível do mês anterior. O índice do mercado nacional vem se mantendo estável em 110 desde abril de 2018.

Esses e outros números podem ser encontrados no IESSdata, ferramenta que reúne, de forma dinâmica e interativa, toda a base de dados da saúde suplementar combinada com outros dados econômicos.

Mercado de planos de saúde desacelera, mas continua positivo 446

Mercado de planos de saúde desacelera, mas continua positivo

Levantamento do IESS indica que alta de 0,1% no total de planos médico-hospitalares

O mercado de planos de saúde médico-hospitalares permaneceu praticamente estável no período de 12 meses encerrado em março de 2019. Com alta de 0,1%, o setor encerrou o primeiro trimestre do ano com 47,1 milhões de beneficiários. Apesar de o resultado, detectado pela Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), ser positivo, representa uma estabilidade em relação ao registrado entre fevereiro de 2019 e o mesmo mês de 2018, também de 0,1%.

Importante reforçar que os dados estão longe de serem negativos. Considerando o movimento que o mercado vem apresentado desde o final de 2014, ter um período com avanços modestos como esse pode ser considerado positivo. O setor depende de uma retomada mais expressiva do mercado de trabalho formal para recuperar os mais de 3 milhões de vínculos rompidos nos últimos anos e, em março, o mercado de trabalho também perdeu tração, especialmente fora do setor de saúde, como mostra o Relatório de Emprego na Cadeia de Saúde Suplementar, divulgado mensalmente pelo IESS.

Apesar de a economia avançar em um ritmo inferior ao que era esperado no final de 2018, o País está em um processo de recuperação que pode ser lento, mas não deve apresentar grandes surpresas negativas. O setor de saúde suplementar é um dos motores econômicos do País, especialmente na geração de postos de trabalho formal, mas depende do restante da economia para voltar a crescer com relação aos novos vínculos com planos.

Nesse sentido, o resultado positivo no Estado de São Paulo é um indicador a ser comemorado. Entre março de 2019 e o mesmo mês de 2018 registrou 39 mil novos vínculos, alta de 0,2%. O Estado ainda responde por uma parcela significativa (superior a 30%) tanto da economia nacional quanto do total de beneficiários de planos médico-hospitalares. Portanto, ainda que pouco expressivo, o incremento é um importante resultado.

Planos exclusivamente odontológicos

Enquanto o mercado de planos médico-hospitalares ainda enfrenta solavancos para voltar a crescer, o de planos exclusivamente odontológicos continua acelerando. Nos 12 meses encerrados em março de 2019, o segmento registrou 1,8 milhão de novos vínculos. Com o avanço de 7,7%, essa modalidade de plano já chegou à marca de 24,5 milhões de beneficiários em todo o País.

Campanha de incentivo da Porto Seguro Saúde aos corretores tem prazo ampliado 338

Campanha de incentivo da Porto Seguro Saúde aos corretores tem prazo ampliado

“Emissão Premiada” visa incentivar profissionais a ampliarem suas oportunidades de negócios e vai até 30 de junho

A campanha “Emissão Premiada 2019” do Porto Seguro Saúde premia os corretores que emitirem novas vidas nos planos PME de 5 a 99 vidas até 30 de junho. A ação visa incentivar os corretores a ampliarem suas oportunidades e reconhecê-los como parceiros de negócios.

Além da premiação, os profissionais da corretagem poderão receber uma bonificação extra, chamada ‘Emitiu, ganhou!’. Para cada nova apólice PME emitida, o profissional receberá um valor que pode chegar até R$ 1.500,00, a ser pago conforme número de vidas.

Os corretores que protocolarem as apólices via transmissão online também receberão bônus adicional de R$ 100,00. “Dessa forma, o processo de análise e emissão fica mais simples e rápido, facilitando o dia a dia dos corretores e dos clientes”, explica Henrique Ramos, Gerente do Porto Seguro Saúde.

Podem participar da campanha todos os corretores de seguros ativos, com Susep de Pessoa Física ou Jurídica cadastrada junto ao Porto Seguro Saúde. Durante o período de vigência da ação, os profissionais que atingirem o número de vidas emitidas estipuladas no regulamento e obtiverem a confirmação de pagamento da 1ª parcela ganharão um percentual de agenciamento adicional que pode chegar a 100%¹.

A campanha é voltada aos corretores de São Paulo capital, Guarulhos, Osasco, Alphaville, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Vale do Paraíba, Litoral Paulista, Campinas, Americana, Hortolândia, Indaiatuba, Paulínia, Sumaré, Valinhos e região metropolitana do Rio de Janeiro.

Em caso de dúvidas, os corretores podem entrar em contato, de segunda a sexta feira, das 8h15min às 17h30min, pelos telefones (11) 3366-5482 ou (11) 3366-6652, em São Paulo, e (21) 3004-9080, no Rio de Janeiro. O contato também pode ser feito via e-mail: comercial.saude@portoseguro.com.br.

¹Pagamento não retroativo / Susep e CNPJ dentro da mesma região.

Fidelização como diferencial para o sucesso 373

Fidelização como diferencial para o sucesso

Confira artigo da administradora Giordania Tavares

A administradora Giordania Tavares / Divulgação
A administradora Giordania Tavares / Divulgação

A competitividade no mundo dos negócios exige cada vez mais das empresas. Para se manter ativa e conectada com as tendências do mercado, não basta apenas oferecer produtos de qualidade: é preciso sensibilidade ao lidar com clientes e stakeholders. Se engana a marca que dá prioridade única à atração de novos clientes: antes, é preciso fidelizar. Conquistar a confiança vai muito além de apenas apresentar os produtos da empresa. É preciso fazer o cliente acreditar na marca, nos seus valores e nas suas competências. Ao vender um produto, as empresas não estão apenas oferecendo uma mercadoria, mas proporcionando uma experiência de compra que deve ser positiva e duradoura. Afinal, o cenário nem sempre é promissor se os diferenciais oferecidos se restringirem aos produtos.

O segredo para uma boa relação com o comprador é compreender o cenário, o mercado, as oportunidades e ameaças do seu negócio. É entender as necessidades dos clientes, pois este aspecto colabora não só para o desenvolvimento de produtos funcionais, mas também proporciona o crescimento de uma relação de confiança e credibilidade. Para satisfazer o cliente, não é necessário realizar todas as solicitações que ele desejar, muito pelo contrário: é preciso saber dizer “não”, afinal, é papel da marca entender como solucionar os problemas e executar aquilo que o cliente deseja da melhor forma possível.

No entanto, a venda não acaba quando o cliente adquire os produtos, é preciso seguir de mãos dadas, fornecedor e cliente. Quebrou uma peça e acabou a garantia? A mercadoria precisa ser entregue com urgência? O comprador precisa saber com quem contar, em quem confiar. É preciso ouvir e entender o cliente. Para qualquer empresa de sucesso, é primordial possuir um serviço diferenciado, informação com qualidade e atendimento rápido para que haja confiança em toda a cadeia e não apenas no produto. Planejamento e organização são peças-chave para grandes resultados e as empresas que agem assim são as que driblam as crises e alavancam seu crescimento. Um pós-venda eficaz é a melhor estratégia, pois um cliente satisfeito irá compartilhar a sua boa experiência, gerando novos contatos e contratos para a empresa.

A fidelização do cliente é o fator que pode definir o sucesso de uma empresa. Através de técnicas que visam criar uma relação de confiança, geram-se feedbacks honestos e positivos, além de trazer uma receita previsível. Cliente fiel, certamente comprará novamente. Não são as semelhanças que fazem a diferença e os caminhos conhecidos não são os únicos que podem levar a marca além. É preciso se destacar no cenário. Uma empresa pode ser o que quiser, desde que acredite, e saiba que sempre haverá clientes dispostos a acreditarem também.

Diretora da Rayflex, Giordania R. Tavares é graduada em administração pela UNICID, com especialização pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com mais de 20 anos de experiência no mercado de portas industriais e equipamentos de doca, foi responsável por tornar a Rayflex expoente de mercado no Brasil e na América Latina.

Como a Internet das Coisas (IoT) pode afetar o mundo dos seguros? 615

Como a Internet das Coisas (IoT) pode afetar o mundo dos seguros?

Confira artigo de Fernando Hambra, Vicepresident Small Commercial da Chubb na América Latina

Fernando Hambra é Vicepresident Small Commercial da Chubb na América Latina / Divulgação
Fernando Hambra é Vicepresident Small Commercial da Chubb na América Latina / Divulgação

Muito tem se falado recentemente sobre o impacto que a IoT (“Internet of Things” em sua sigla em inglês) poderia ter em diferentes áreas de nossas vidas. Se levarmos essa questão para os seguros veremos que, sem dúvida, a relação entre clientes e seguradoras será transformada através desse modelo, gerando um novo mundo de oportunidades para o setor de seguros.

Qual seria o potencial das oportunidades nas companhias de seguros?

É cada vez mais comum ver que certos tipos de seguros estão sendo comercializados online. Esse tipo de distribuição nos permite fornecer uma série de serviços interconectados para mitigar os riscos relacionados a casa, automóvel, comércios, serviços e saúde, o que facilita que os clientes e seguradoras estejam mais alinhados na prevenção de perdas e, além disso, promove a criação de produtos de acordo com as necessidades de cada cliente.

Do ponto de vista tecnológico, isso significa implementar plataformas flexíveis que suportem subscrição e taxas com base em dados da IoT, alterando os processos de TI para serem implementados de forma mais rápida e eficiente, bem como gerenciando ameaças de segurança de forma rápida e proativa.

Do ponto de vista cultural, você precisa estar mais disposto a experimentar novas alternativas e aprender rapidamente com os resultados, aplicando as melhorias necessárias.

As seguradoras podem começar a usar a IoT a partir de uma análise das necessidades dos clientes, definindo uma proposta de valor para cada um deles. Produtos sob medida devem ser entregues fornecendo uma visão geral de todos os riscos que podem afetar os segurados a partir dos dados coletados através da IoT.

Entre outros, os benefícios para os segurados consistem em melhorar seus riscos, trabalhar na prevenção de acidentes, interromper as perdas antecipadamente e implementar a manutenção preventiva.

Entre as vantagens para as seguradoras, podemos destacar a oportunidade de sermos mais eficientes com a possibilidade de colocar preços, variáveis e indicadores que deem uma melhor precisão ao subscrever um risco. As seguradoras que demorarem na integração de suas bases de dados e informações da IoT para modelos de subscrição poderão correr riscos de antisseleção, afetando, assim, sua rentabilidade.

Finalmente, como seguradoras, esperamos que a IoT seja uma impulsionadora do crescimento das receitas e ajude na lucratividade da indústria, junto com um serviço mais eficiente e personalizado para os nossos segurados.