Workshop debate prevenção às fraudes 430

Golpes correspondem a quase 2% do total de sinistros

Entre 2013 e 2015, o valor relativo às fraudes comprovadas no setor de seguros (excluindo Previdência Complementar Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização) praticamente dobrou. O avanço de 0,3% em relação ao total de sinistros ocorridos pode parecer pouco significativo, mas as fraudes representam 1,8% dos acionamentos, um valor estimado em mais de R$ 600 milhões. Os dados são da Confederação Nacional de Seguros, a CNseg. “Este assunto toma uma dimensão nacional. É um tema bastante intenso, porque necessitamos tomar todas as medidas, e as seguradoras estão avançando neste sentido, para proteção deste fundo mútuo com medidas preventivas, afinal, isto acaba afetando todo o equilíbrio de riscos destas empresas e o acesso de demais camadas da sociedade aos planos de seguros”, detalha ao ponderar que a atuação da Confederação é de inteligência, com enfoque no mapeamento e rápida detecção de possíveis fraudes.

O assunto foi tema do tradicional Workshop do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (SindSeg-RS). Na oportunidade, Guacir de Llano Bueno, presidente da entidade, destacou os 10 anos da ação que aceita sugestões de temas pelos operadores do mercado.

“O crime não compensa. A melhor forma de combate-lo é com ações penais”, acredita o palestrante Ricardo Tavares Pereira, gerente da área de prevenção e combate à fraude da CNseg. Pereira ainda é gerente operacional da Porto Seguro e do TI da Superintendência de Seguros Privados, a Susep. Fraudes são dividias em dois grupos: oportunistas, aquelas com grande frequência, mas sem valores muito elevados, e premeditadas, que são o foco da prevenção contra grupos especializados em fraudes que atingem o mercado como um todo.

De acordo com o Código de Ética da Confederação, “qualquer ato intencional destinado ao recebimento de indenização ou benefício a que de outro modo não se teria direito, praticado na contratação ou no curso do evento previsto no contrato, e mesmo após sua ocorrência” é considerado fraude. “A perda de valores morais, éticos e sociais, além da impunidade, insuficiência de sistema de controles e crises econômicas são as principais razões para o crescimento dos golpes, que afetam diretamente o equilíbrio do gerenciamento dos riscos assumidos pelas seguradoras e geram um custo injusto para segurados honestos”, conta o gerente.

O gerente de relacionamento da CNseg, Eduardo Ruas Justo, explicou ao público atento as principais funções da Central de Servições e Proteção ao Seguro, a Ceser. São 17 anos de atuação, com disponibilidade 24 horas diárias e mais de 40 soluções disponíveis para mais de 5 mil usuários conectados por dia. Ao todo, mais de 91 milhões de consultas anuais e mais de 1 bilhão de registros são armazenados pelo centro, que, proporciona múltiplas soluções em dados, serviços e ferramentas. “O cruzamento inicial de dados é fundamental para a efetivação de uma boa carteira de clientes, que reflete em maior qualidade e acessibilidade aos produtos oferecidos pelo setor de seguros”, certifica.

Ricardo Pereira concluiu sua explanação demonstrando a importância de denúncias de fraudes, visto que todo ocorrido no mutualismo afeta todos os seus participantes. Ou seja, reflete no bolso do segurado. “Principal fator na redução à fraude é a prevenção”, disse ao enaltecer a integração de dados e utilização de novas tecnologias. “Pode ser um crime sem sangue, mas não sem vítimas”, concluiu.

Confira todas as imagens deste Workshop no Flickr do JRS, ou em nosso Facebook:
Workshop debate prevenção às fraudes

Bradesco Seguros demonstra relevância do Corretor de Seguros em São Paulo 1108

Bradesco Seguros demonstra relevância do Corretor de Seguros em São Paulo

“Voz do Empreendedor” aconteceu no último dia 10 de junho, na Zona Leste da Capital Paulista

No último dia 10 de junho, a manhã foi especial para os integrantes da Regional Leste, do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP). Na oportunidade, a equipe paulistana da Bradesco Seguros, liderada pelo Superintendente Executivo, Anderson Fabiano Martins Mundim, apresentou aos operadores do mercado local a relevância que o corretor de seguros possui para as operações da companhia.

Divulgação
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Com casa cheia, a apresentação recebeu elogio dos presentes, que perceberam a visão e direção tomadas pela Bradesco Seguros no fortalecimento do setor. São novas oportunidades e formas de fazer, que estão ao alcance dos operadores através dos programas e qualificações disponibilizadas pelas seguradoras e pelas entidades de classe, como é o caso do Sincor-SP.

Aon revela que preparo para gerenciamento de riscos é o menor em 12 anos 604

Aon revela que preparo para gerenciamento de riscos é o menor em 12 anos

Pesquisa identifica desafios que as organizações enfrentam ao avaliar e responder a riscos tradicionais e emergentes

Preocupações econômicas e globais estão desafiando a capacidade das organizações de investir adequadamente na preparação e na proteção da continuidade de suas operações, segundo os resultados da Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos 2019, da Aon.

“Empresas de todos os portes estão lutando para priorizar seus esforços de gerenciamento de riscos em meio aos períodos de tantas mudanças e incertezas”, explica Rory Moloney, Diretor Executivo de Global Risk Consulting. “O que antes era uma estratégia testada e comprovada para a mitigação de riscos – usando o passado para prever o futuro – se transformou em um desafio e, juntamente com uma economia global mais competitiva, está causando um baixo nível de prontidão de risco”. Como resultado, os planos de gerenciamento de riscos precisam adotar uma nova abordagem, diferente do que o mercado costumava praticar no passado”, completou.

A Aon plc, empresa líder global de serviços profissionais, que fornece uma ampla gama de soluções de risco, aposentadoria e saúde, entrevista a cada dois anos milhares de gerentes de riscos de 60 países e avalia 33 setores da indústria para identificar quais são principais riscos e desafios enfrentados pelas organizações na atualidade.

Na Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos 2019, os entrevistados classificaram a desaceleração econômica como o maior risco entre todos. Danos à reputação/marca foram citados como a segunda maior preocupação, refletindo o poder das redes sociais aliado ao fluxo intenso de notícias.

Mudanças no mercado e o aumento acelerado de taxas em função de políticas protecionistas do comércio internacional, que envolvem crescente atividade regulatória e tensão geopolítica, saltaram da 38ª colocação na pesquisa de 2018 para figurar como a terceira maior preocupação das empresas na lista deste ano.

A Aon obteve respostas para a Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos de 2019 durante o ano passado, em um período repleto de enorme incerteza em todo o mundo, impulsionado por quedas no mercado de ações, disputas políticas, ações regulatórias agressivas, recalls maciços por parte de grandes corporações, além de um ciclo ativo de grandes desastres naturais. Outros episódios marcantes foram os ataques cibernéticos de grande alcance e escândalos corporativos.

Esses riscos macroeconômicos de maior alcance, combinados com a velocidade da mudança da tecnologia, estão contribuindo para uma crescente proeminência de novas ameaças que podem interromper as cadeias de suprimento e as operações comerciais. Como resultado, um terço dos 15 principais riscos estreia na lista de 2019, incluindo taxas aceleradas de mudança nos fatores de mercado e tecnologias disruptivas.

De acordo com a pesquisa com gerentes de riscos, este é o menor nível de prontidão de risco em 12 anos, já que muitos dos principais riscos, como a desaceleração econômica e a crescente concorrência, não são seguráveis. Como resultado, os gerentes de riscos precisam adotar ações de gerenciamento em oposição à transferência de risco, a fim de mitigar essas ameaças e proteger suas organizações contra a potencial volatilidade.

“As mudanças nos resultados da pesquisa deste ano indicam que a função de gerenciamento de riscos deve evoluir para o nível empresarial”, acrescentou Moloney. “Isso, combinado com o uso de dados e análises preditivas que possam gerar insights acionáveis, ajudará as empresas a proteger seus resultados, ao mesmo tempo em que se adaptarão a mudanças aceleradas e flutuações econômicas”.

Descobertas Adicionais:

A força de trabalho envelhecida sobe de 37º (2017) para 20º (2019). Prevê-se que suba para 13º (2022). No geral, o envelhecimento das populações em sintonia com a escassez de mão de obra não apenas altera a trajetória social e econômica de um país, mas também gera volatilidade dentro das organizações.

A mudança climática saltou de um ranking de 45º (2017) para 31º (2019), já que a frequência e a gravidade das catástrofes naturais contribuem para aumentar as preocupações sobre o impacto que estes fatores causam na economia global.

Os ataques cibernéticos/violações de dados estão classificados como o risco número 6 e espera-se que atinjam o top 3 (2022). Se fizemos um recorte sobre a América do Norte, os risco da área de cyber continua a ocupar o primeiro lugar entre os entrevistados da América do Norte. Pela primeira vez, prevê-se que o risco cibernético esteja na lista dos 10 principais para a América Latina. Prevê-se também que esta mesma preocupação aumente na Europa, saindo da 8ª para a 4ª posição, e no Oriente Médio e África salte de 8º para 2º colocado.

Tecnologias disruptivas são uma preocupação crescente no âmbito global, passando da 20ª colocação em 2017 para a 14ª, em 2019. Essa tendência é citada como um dos 10 principais riscos para 50% de todos os setores da indústria.

Os perfis de participantes da Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos 2019, da Aon, englobaram organizações pequenas (abaixo de US$ 1B), médias (US$ 1B – US$ 15B) e grandes (acima de US$ 15B), incluindo entrevistados de empresas privadas, organizações públicas, governos e entidades sem fins lucrativos. O relatório completo, em inglês, pode ser acessado neste endereço.

Pedrinhas comemoram festejos juninos e concentram esforços na felicidade 901

Pedrinhas comemoram festejos juninos e concentram esforços na felicidade

Entidade promoveu encontro com palestra de Pedro Vianna e muitas surpresas 

“A Ciência da Felicidade” foi o tema da apresentação de Pedro Vianna no encontro promovido, nesta segunda-feira (11), pelo Clube da Pedrinha em Seguros do Rio Grande do Sul. O tradicional encontro da entidade aconteceu no Restaurante Casa do Marquês, no Bairro Higienópolis, da Capital Gaúcha.

Vianna demonstra satisfação em participar deste momento ímpar com outros operadores do mercado, uma vez que o seguro está diretamente ligado aos negócios da família. “O seguro está no meu DNA, meu avô, minha mãe e meu pai trabalham com seguro”, explica.

O conceito de felicidade, grande parte das vezes, está associado ao sucesso, beleza, fama e glamour. No entanto, a apresentação de Pedro Vianna demonstrou com dados que nem tudo que parece é. “Acredito que todo mundo tem intrinsecamente a vontade de ser feliz e hoje a ciência nos traz alguns dados bem importantes e que muitas vezes aponta a contramão daquilo que as pessoas estão buscando. A ideia é apresentar coisas que funcionam e não funcionam. A maioria das coisas que funcionam para ser feliz são gratuitas. A ideia é quebrar um pouco dos paradigmas que indicam felicidade na sociedade”, completa.

A presidente do Clube da Pedrinha, Ana Maria Pinto, enfatizou a relevância dos encontros entre os profissionais do mercado gaúcho de seguros. “A confraternização sempre é um dos grandes objetivos do Clube. Tudo isso sempre com algum conteúdo ou palestra, que visam agregar valor tanto para a nossa vida pessoal e profissional”, resume.

Ana Maria, que também é Diretora de Marketing e Comunicação do GBOEX, demonstra ainda a importância contida na fala apresentada por Pedro Vianna. “É preciso olhar para as coisas da vida e trabalhar com isso, lidar com o estresse e a simplicidade em ser feliz. É uma palestra que desperta a curiosidade e também temos brincadeiras e um encontro especial, alusivo ao período das Festas Juninas”, completa.

Encontro Mensal do Clube da Pedrinha – Imagens

Brasileiro lança obra no maior evento do mercado financeiro e securitário do mundo, nos EUA 684

Brasileiro lança obra no maior evento do mercado financeiro e securitário do mundo

Tiago Melo representa o Brasil no Anual Meeting MDRT

O escritor e consultor financeiro Tiago Melo vai representar o Brasil e lançar o seu premiado livro “Xeque-mate: Descomplicando a Sucessão Empresarial e Proteção Patrimonial por meio do Seguro de Vida“, no maior evento do mercado financeiro e securitário do mundo, o Anual Meeting MDRT, nessa semana, em Miami (EUA).

Esta é a segunda vez, em 92 anos de história da conceituada associação internacional dos profissionais do mercado securitário e financeiro, que um brasileiro tem seu livro no rol de autores selecionados pela entidade
Esta é a segunda vez, em 92 anos de história da conceituada associação internacional dos profissionais do mercado securitário e financeiro, que um brasileiro tem seu livro no rol de autores selecionados pela entidade

O livro foi selecionado pela associação internacional dos profissionais do mercado financeiro e securitário como um dos mais significativos do mundo na área de finanças e seguros. Tiago Melo atua há 12 anos no mercado financeiro e há 9 se dedica intensamente ao mercado securitário.

Veja ainda: 75% das empresas familiares no Brasil fecham após sucessão por herdeiros

Esta é a segunda vez, em 92 anos de história da conceituada associação internacional dos profissionais do mercado securitário e financeiro, que um brasileiro tem seu livro no rol de autores selecionados pela entidade

Confederação das Seguradoras revisa para menos projeção de crescimento em 2019 539

Confederação das Seguradoras revisa para menos projeção de crescimento em 2019

Alta entre 4,7% e 6,9% reflete desempenho menor de automóvel e de planos de riscos

Um intervalo de crescimento anual do mercado segurador mais estreito – de 4,7% a 6,9% agora em maio – consta da sétima edição ampliada da publicação Conjuntura CNseg, referente ao primeiro trimestre do ano e disponível neste link. A projeção anterior, de fevereiro, oscilava de 4,5% a 7,1% (piso e teto, respectivamente). A nova taxa tem relação direta com a perspectiva de menor evolução da carteira de seguro de automóvel – com intervalo de 0,5% e 3,5% de alta no ano; anteriormente esperava algo entre 5,4% e 7% em 2019. O seguro de automóvel é a principal carteira de danos e responsabilidade e segue a trajetória de desaceleração nas vendas de automóveis novos no ano. Em 2018, a receita do mercado alcançou R$ 445,16 bilhões.

“O aumento das incertezas, tanto na economia brasileira quanto em escala global, torna as projeções um desafiador exercício. São tantas variáveis capazes de provocar reação ou retração dos mercados, que sua combinação, no final, definirá a trajetória do setor segurador”, afirma Marcio Coriolano, presidente da CNseg.

A nova projeção considera também um crescimento menor dos seguros de pessoas. Pelo estudo, enquanto os planos de acumulação (PBGL e VGBL) mantêm a trajetória de expansão inalterada no ano (5,5% a 6%), acredita-se em alta menor dos prêmios estimados dos planos de risco (agora de 3,2% a 8,8% ante os 6,9% a 9,4%).

Dependendo do comportamento de algumas das principais variáveis macroeconômicas, há dois cenários possíveis – otimista ou pessimista- projetados para a atividade seguradora. No melhor cenário (de alta de 6,9%), o PIB cresceria 1,3% no ano; a produção industrial teria alta real de 1,57%; a Selic recuaria para 6% ao ano; o câmbio ficaria em R$ 3,61; e a inflação oficial seria de 3,80% medida pelo IPCA. No quadro pessimista (alta de 4,7%) do setor segurador, considera-se a aprovação da reforma da Previdência incompleta; a desvalorização mais acentuada do câmbio; juros básicos em trajetória de alta; e crescimento da economia abaixo do observado em 2018.

A projeção de arrecadação do mercado segurador é uma das seções que estarão incorporadas à edição ampliada. Na nova coluna destaque das federações, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) aponta os riscos de o seguro de Garantia de Obras não sair do papel, se algumas ameaças estudadas forem incluídas ao projeto de lei, como a cobrança de quase a totalidade da importância segurada, caso a seguradora não retome e conclua a obra. Na parte da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), artigo mostra os efeitos práticos do novo marco regulatório para a expansão da capitalização.

Os leitores poderão ainda se informar sobre temas relevantes para o mercado de seguros. A coluna dedicada à produção acadêmica do setor propõe discussão sobre os impactos da longevidade sobre os custos da saúde e nas tábuas de mortalidade usadas nos seguros de vida. O potencial do seguro cibernético, o que define as escolhas de seguros pelos consumidores e quanto estão dispostos a pagar pelo seguro saúde são outros artigos disponíveis na edição ampliada.