Porto Alegre no Olho do Furacão 608

Workshop debate mudanças climáticas e o mercado de seguros

No final da tarde desta segunda-feira, dia 8 de agosto, a sede gaúcha da Escola Nacional de Seguros foi palco do workshop “Porto Alegre no olho do furacão”, que colocou em pauta as mudanças climáticas e a área de seguros. A iniciativa, promovida pela Associação Internacional do Direito do Seguro (AIDA), contou com o apoio da própria instituição de ensino dos corretores de seguros, bem como, do Sindicato das Seguradoras e dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (SindSeg-RS e Sincor-RS, respectivamente).

“Todos os estudos indicam que a humanidade sempre interviu de forma severa no meio ambiente, muitas vezes de forma pouco controlada. Para uma grande gama de estudiosos, as mudanças climáticas que sofremos desde o acontecimento do Catarina, em 2003, têm impactado muito no mercado de seguros com grandes sinistros e taxas de sinistralidade. Outra coisa são as novas modalidades de seguros para riscos ambientais, ou seja, para atividades poluidoras”, comenta Pery Saraiva Neto que mediou do painel sobre os aspectos jurídicos e urbanísticos na gestão de desastres climáticos.

A exposição contou com fala de Fernanda Damacena, que abordou a necessidade de uma adaptação às mudanças climáticas e realizou uma reflexão sobre o papel do seguro. Ações de prevenção e resiliência local no enfrentamento de desastres ficou por conta de Ivana Jalowittzki.

Os sinistros decorrentes do vendaval que atingiu a capital gaúcha em 29 de janeiro deste ano impressionam. Apenas na Sompo Seguros foram mais de mil sinistros na ordem de oito milhões de reais em indenizações.

“Tentamos passar este grande aprendizado que tivemos no começo de ano para todos. Este é um novo mercado e uma nova realidade, por isso até, comentei sobre ferramentas para o futuro”, destacou o palestrante Alberto Müller, diretor regional da Sompo Seguros no Rio Grande do Sul.

Müller abordou a visão das seguradoras diante dos eventos decorrentes do forte temporal. O corretor de seguros Christopher Spohr abordou os seguros paramétricos em tempos de mudanças climáticas.

“Naquele dia efetivamente Porto Alegre esteve no olho do furacão e isso impactou no mercado de seguros, que cria outros produtos e até formas de abrangência dos mesmos”, completa Juliano Ferrer, advogado e presidente do Grupo Regional de Trabalho Sul da AIDA Brasil.

Confira imagens no Flickr do JRS:

Porto Alegre no Olho do Furacão

Setor segurador registra alta de 16,1% em maio 543

Setor segurador registra alta de 16,1% em maio

Receitas totalizaram R$ 103,7 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, sem Saúde e DPVAT

Em maio, as receitas do setor de seguros voltaram a crescer se comparado ao mesmo mês de 2018, registrando expansão de 16,1% (sem Saúde e DPVAT). No editorial da nova edição da publicação Conjuntura CNseg, o presidente da Confederação, Marcio Coriolano, afirma que “esse ótimo desempenho serviu para elevar a arrecadação acumulada no ano até maio para 7,1%, comparativamente a igual período do ano passado”. A receita de todos os ramos – exceto Saúde e DPVAT- somou R$ 103,7 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.

Na média móvel dos últimos 12 meses até maio, a taxa também evoluiu para 1,5%, retomando o viés de alta sobre abril, que ficara praticamente estável (0,1%). “É um número importante, porque se aproxima do obtido nos dois primeiros meses do ano, após quatro meses de 2018 em que o setor apresentou taxas de desempenho negativas”, escreve o presidente.

Para ele, o mercado continua a apresentar comportamento desigual das vendas entre os diversos ramos. De janeiro a maio, o ramo de seguros patrimoniais (do segmento de seguros de danos e responsabilidades) vem liderando o crescimento, com 15,7%, enquanto os Planos de Riscos (do segmento Cobertura de pessoas) evolui com taxa de 15,4%. Outro destaque foi o segmento de Títulos de Capitalização que apresenta crescimento 11,7% neste ano.

No segmento de Vida e Previdência, o subsegmento de Cobertura de Pessoas – Planos de Riscos, nos últimos 12 meses até maio, a variação foi de 11,3%, seguindo uma trajetória de alta consistente. Os Planos de Acumulação (VGBL e PGBL) registraram variação negativa de 5,6% nos últimos 12 meses até maio. Saiba mais neste endereço.

Capitalização soma mais de R$ 30 bilhões em reservas técnicas 807

Capitalização soma mais de R$ 30 bilhões em reservas técnicas

Dados foram divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), as reservas técnicas – valores acumulados pelos clientes com títulos de capitalização ativos – atingiram R$ 30,1 bilhões, registrando um crescimento de 2,9% em comparação aos primeiros cinco meses do ano passado.

Marcelo Farinha é presidente da FenaCap / Divulgação
Marcelo Farinha é presidente da FenaCap / Divulgação

A receita global do setor avançou 11,7% no mesmo período, atingindo R$ 9,5 bilhões. As 16 empresas que integram a FenaCap distribuíram R$ 496 milhões em prêmios em sorteios, um aumento de 3,1%. Ainda em comparação ao mesmo período de 2018, os resgates realizados antecipadamente, ou ao fim do prazo do contrato de capitalização, apresentaram crescimento de 2,9%, alcançando o montante de R$ 7,3 bilhões.

“As novas regras criaram um ambiente de negócios mais favorável, trazendo segurança jurídica e criando as condições para a expansão do mercado e o lançamento de produtos cada vez mais aderentes às necessidades dos consumidores”, assinala Marcelo Farinha, presidente da FenaCap.

Com a entrada em vigor do marco regulatório da Capitalização, em abril, as empresas do setor reformularam seus portfólios para atender às novas regras, adaptando produtos já existentes e criando novos, especialmente dentro das modalidades recém criadas de Filantropia Premiável e Instrumento de Garantia, que elevaram para seis o número de modalidades de títulos de capitalização existentes.

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MAPFRE realiza primeira semana do cooperativismo do mercado segurador 452

MAPFRE realiza primeira semana do cooperativismo do mercado segurador

Coop Week contou com a presença dos principais especialistas do setor que, em 2018, movimentou R$ 1,5 bilhão em seguros gerais

A MAPFRE promoveu, na manhã da quinta-feira (11), a primeira semana voltada ao mercado de cooperativas organizada por uma seguradora, a Coop Week. Com representantes de diversas regiões do país, o encontro propôs discussões em torno do movimento econômico que beneficia mais de 50 milhões de brasileiros de forma direta e indireta.

A companhia é líder absoluta na venda de seguros gerais por meio do canal de cooperativas, com 49% do mercado que teve um faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2018.

De acordo com o diretor de Canais Cooperativas da MAPFRE, Tadeu Vieira, essa liderança é inerente à origem da empresa. “A MAPFRE tem mutualidade em seu nome, nasceu de uma cooperativa rural espanhola e trouxe essa essência para o Brasil, com presença no setor há quase 30 anos”, afirma.

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Em sua apresentação, o autor do livro “Cooperativismo Financeiro – Virtudes e Oportunidades”, Ênio Meinen, destacou a importância social do movimento. “Em cerca de 10% dos municípios do país, as únicas instituições financeiras são cooperativas. Essas organizações chegam onde as grandes redes bancárias não alcançam, gerando renda e emprego, levando poder de compra e realizando sonhos de milhões de famílias”.

Já o diretor executivo de Produtos e Negócios do Sicredi, Cidmar Luís Stoffel, ressaltou em sua palestra a relevância do setor. “Se todas as cooperativas fossem um país, seriam a nona economia do mundo”, disse, lembrando que o Banco Central “incluiu à sua agenda de desafios a ampliação de 8% para 22% a fatia das cooperativas no Sistema Financeiro Nacional”.

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Durante sua fala no evento, Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob, comentou sobre o futuro das cooperativas. “Nosso modelo de negócios já se provou resiliente a inúmeras dores e transformações digitais. No entanto, essa solidez não garantirá o eterno sucesso. É necessário voltar o olhar às inovações constantes, e estarmos abertos às mudanças, principalmente no que diz respeito ao papel consultivo ao cooperado.”

Cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento

Segundo dados divulgados neste mês pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), enquanto o país cresceu 5% em empregabilidade entre 2010 e 2018, o cooperativismo expandiu em 18%. Em relação à geração de riqueza, R$ 7 bilhões foram recolhidos aos cofres públicos pelo setor, por meio de impostos e tributos, apenas em 2018. Também no ano passado, essas organizações injetaram mais de R$ 9 bilhões na economia com o pagamento de salários e outros benefícios destinados a colaboradores.

Porque compliance é indispensável para o mercado de seguros 697

Porque compliance é indispensável para o mercado de seguros

Falta de sistema de compliance em empresas pode custar muito mais caro

Compliance abrange uma série de temas, como Lavagem de Dinheiro, além de fomentar práticas desejáveis e sustentáveis em negócios ou instituições. Como forma de reconquistar prestígio perante a opinião pública, uma série de partidos políticos anunciaram recentemente a adoção de sistemas de compliance. O tema também ganha destaque no mercado de seguros, principalmente após 2012, quando houve a publicação de uma normativa emitida pela Superintendência de Seguros Privados, que focou bastante na prevenção a ilícitos financeiros no setor. 

Giovani Saavedra é advogado com experiência de mais de 10 anos na área de Mercado Financeiro, com ênfase em Compliance, Direito Penal Econômico e Governança Corporativa / Arquivo JRS
Giovani Saavedra é advogado com experiência de mais de 10 anos na área de Mercado Financeiro, com ênfase em Compliance, Direito Penal Econômico e Governança Corporativa / Arquivo JRS

Giovani Saavedra é advogado com experiência de mais de 10 anos na área de Mercado Financeiro, com ênfase em Compliance, Direito Penal Econômico e Governança Corporativa. O especialista destaca que a falta de adoção de procedimentos de compliance nas empresas pode custar muito mais caro, no caso de ser necessário realizar uma gestão na crise da imagem de um negócio ou instituição, como em grandes escândalos e repercussão negativa na mídia e na opinião pública. 

“Acredito que a Susep faz um excelente trabalho, pois existe uma preocupação muito grande com esse segmento. A questão também envolve a criatividade das pessoas, pois os fraudadores fazem com que a avaliação e a descoberta de ilícitos seja difícil. No caso do mercado de seguros, por exemplo, existe a questão da terceirização da parte comercial, com os agentes. Isso diminui custos, mas aumenta o risco. Fica mais difícil controlar esses terceiros na parte do cadastro, de levantamento de dados. Acredito que com a integração entre a Susep e a Previc irão ampliar a estrutura de fiscalização e esse caminho será positivo para o setor. Hoje em dia também já há o entendimento de que dirigentes de seguradoras e bancos respondam, pessoalmente, pelas lacunas e inexistência de programas de compliance. Isso representa um risco muito alto”, explica Saavedra.

A reportagem faz parte da edição 226 da Revista JRS!

O advogado cursou doutorado em Direito e em Filosofia pela Johann Wolfgang Goethe, da Alemanha, durante 5 anos. “Percebo que existe, na área de ética e compliance, uma diferença no grau de pressão social para as pessoas evitarem caminhos ilícitos, como a corrupção. Mas esse, sem dúvidas, é um caminho sem volta. Trata-se de uma tendência da política internacional, dos órgãos internacionais, dos organismos internacionais de desenvolver e difundir o tema”, completa Giovani Saavedra.

O especialista acredita que o tema Educação é muito importante no momento em que o Brasil atravessa. “É bem importante que se dê um salto de qualidade nessa questão por várias razões, mas a principal delas é que sem educação a gente não consegue construir inovação, um mercado sólido, políticas adequadas ou mesmo ter um povo crítico que ajuda a fiscalizar seus governantes”, resumiu.

Em recente entrevista para a Revista JRS, o professor Marcos Assi afirmou que o principal desafio é que os programas de compliance saiam do papel, além de terem sua aplicabilidade mais evidenciada. “O tema central é a regra. As pessoas precisam muito mudar sua postura para mudar sua cultura”, analisa. “Torna-se essencial mapear os processos e entender como a coisa é feita. Funcionários, por exemplo, podem adoecer ou ir embora de uma empresa e levar consigo conhecimento. Por isso é preciso fazer uma boa gestão de riscos, checar e testar se as coisas estão sendo feitas de acordo com as normas estabelecidas por este empreendimento ou instituição”, completa.

O tema é tão amplo que conta, entre os dias 5 e 7 de setembro, em São Paulo, com um grande evento. O Compliance Across Americas trata-se do maior evento sobre compliance do continente americano como um todo. “Na ocasião teremos palestrantes de todas as Américas. Teremos representantes de toda América Latina, Norte Americanos e também os gaúchos, é claro”, convocou Giovani Saavedra, que explica a história da criação deste grande encontro. “Fui para a Alemanha e lá acompanhei o Grupo de Trabalho de Compliance do G20. Ao final, houve a ideia de se criar a franquia Compliance Across (Compliance Across Africa, Compliance Across Asia), para difundir a ideia de que o compliance cruza os continentes. Então, fui responsável por trazer esta iniciativa ao Brasil”, finaliza. Todas as informações estão disponíveis neste site.

Medida Provisória visa garantir livre mercado; Regulamentação de associações fica de fora 1459

Medida Provisória visa garantir livre mercado e autoriza fundos de associações com autogestão

MP 881, da Liberdade Econômica, deve ter relatório apreciado na Comissão Mista do Congresso Nacional

A Medida Provisória 881/2019, que dispõe sobre a liberdade econômica, foi apreciada nesta quinta-feira (11), na Comissão Mista que trata do assunto no Congresso Nacional. Os parlamentares analisaram o relatório final, do deputado Jerônimo Goergen (PP/RS). A iniciativa visa estabelecer garantias de livre mercado, análise de impacto regulatório e dispõe de outras providências.

Amure Pinho é presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) / Divulgação
Amure Pinho é presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) / Divulgação

Na visão de Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), a MP favorece o ambiente de inovação no Brasil. “Cria um ambiente legal e facilitado para formalização desburocratizada do ecossistema, que evolui e ganha espaço na economia nacional. Essa iniciativa, junto ao Marco Legal das Startups, consolida ainda mais o papel das startups como agente indutor dos avanços tecnológicos, além de aumentar a geração de emprego e renda. Isso facilita caminhos e melhora o ambiente de negócios, em um setor em pleno crescimento”, explica.

No relatório sobre o tema, o parlamentar Goergen define que “é tempo de se superar a cultura de que o particular só pode empreender depois de autorizado pelo Estado. Um dos fundamentos da ordem constitucional econômica é a livre iniciativa (art. 170 da CF). Muitas vezes, a lei cria obstáculos ao empreendedorismo, alegadamente em homenagem aos demais fundamentos da mesma ordem constitucional (desenvolvimento regional, proteção ao meio ambiente, proteção aos consumidores etc). Pressupõem-se que a iniciativa privada é antagônica com estes outros valores”. O texto, no inciso VII da Declaração de Direitos, ainda trata sobre a instauração de sandboxes na economia brasileira. “Áreas nas quais um regime jurídico diferenciado se aplica. É algo similar a uma zona franca não-tributária, em que Estados e Distrito Federal poderão delimitar a aplicação de normas de direito econômico e urbanístico”, segue o voto do relator, positivo em relação a sua aprovação.

Trecho da proposta, no entanto, havia causado diversas reações no setor de seguros. O artigo 53 regulamentava e liberava que proprietários e possuidores de bens móveis e imóveis pudessem se organizar em entidades de autogestão de planos contra proteção de riscos, o que na prática autorizaria a operação das associações de proteção veicular. “Em regime mutualista, [poderão] criar fundo próprio, desde que seus recursos sejam destinados exclusivamente à prevenção e reparação de danos ocasionados aos seus bens por danos de qualquer natureza”, constava no projeto. “As entidades de autogestão de planos de proteção contra riscos patrimoniais (…) se autorregularão através de entidade própria de âmbito nacional que se constitua especificamente para tal propósito”, prosseguia no parágrafo 3º. Este artigo acabou sendo retirado da proposta final da Comissão Mista, após retificação realizada por Jerônimo Goergen. A alteração havia sido notificada em primeira mão pelo presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Armando Vergilio.

O publicitário e corretor de seguros Bruno Carvalho / Arquivo JRS
O publicitário e corretor de seguros Bruno Carvalho / Arquivo JRS

O Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo, através da figura do presidente Alexandre Camillo, solicitou união aos profissionais do mercado segurador para que este trecho da MP fosse modificado. Na opinião do publicitário e corretor de seguros Bruno Carvalho, a Medida Provisória evidencia uma nova fase para a economia e para o setor de seguros no Brasil. “Cada vez mais os profissionais da corretagem devem atuar de forma consciente para fomentar as soluções disponibilizadas pelo mercado. É preciso despertar o cliente da maneira correta, de modo que ele compreenda que você vende um serviço especializado e não apenas preço, cuidando sempre a máxima de que o barato pode sair caro, principalmente quando você coloca um bem, que muitas das vezes foi suado para conseguir, em qualquer meio”, argumenta.

A presidente da Federação Nacional das Associações de Benefícios (Fenaben), Cintia Souza, comemorou a possibilidade de regulamentação das associações de proteção veicular. “Estamos muito confiantes na aprovação dessa Medida Provisória. Além de ser uma solução eficaz para o Brasil, ela ainda traz alterações importantes no Código Civil sobre entidades de autogestão, deixando ainda mais claro que as pessoas podem se unir através de uma associação para proteger seus bens. Essas associações de socorro mútuo ou proteção veicular possuem uma grande função social para a sociedade, por isso a Fenaben está sempre acompanhando e auxiliando de perto”, comentou antes da remoção do artigo.

Marcelo Goldman é Diretor Executivo de Produtos Massificados da Tokio Marine / Divulgação
Marcelo Goldman é Diretor Executivo de Produtos Massificados da Tokio Marine / Divulgação

Entre as seguradoras, a disputa com as ofertas das associações de proteção veicular fica cada vez mais acirrada. No caso da Tokio Marine Seguradora, por exemplo, foram disponibilizadas novas opções de seguro com coberturas mais simples, mas eficazes para veículos zero ou com até 25 anos de circulação. O Diretor Executivo de Produtos Massificados da companhia, Marcelo Goldman, explica que com a opção de parcelamento em 12 prestações o seguro torna-se uma opção muito mais acessível que a própria opção disponibilizada pelas associações de proteção veicular. “Principalmente o Roubo + Rastreador, onde a cobertura dá-se apenas para o roubo do veículo, e o Auto Popular, que pode utilizar peças não distribuídas pelas montadoras – com exceção itens de segurança. Muitas vezes, por desconhecimento, as pessoas acabam indo para uma outra alternativa”, argumenta. “Evidentemente que uma seguradora dá muito mais segurança e um respaldo muito maior”, enfatiza.

Para se ter uma ideia da expansão de opções mais populares de seguros, que visam trazer aquele consumidor que ainda não costuma contratar apólices de proteção, o produto Auto Popular da Tokio Marine registrou R$ 2 milhões em prêmios e um crescimento de 167% nos últimos 12 meses.  “Este é realmente um produto de sucesso e que está sendo bastante procurado. Vamos ainda ampliar a quantidade de veículos disponíveis – atualmente são 126 modelos, que possibilitam uma combinação de 3 mil versões de carros”, finaliza ao estimar um crescimento ainda maior para o segmento.

O texto da MP 881/2019, aprovado pela Comissão Mista, segue para apreciação da Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. Após essa fase, o projeto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro. O relatório final está disponível neste endereço.