Permita o caos na sua equipe 634

Reflita comigo

No artigo desta semana gostaria de promover um pensamento um tanto incomum quando falamos em equipes de resultados. O fato é que sem o caos não seria possível decifrar quem é quem na sua equipe de trabalho.

Sempre que é possível deixo que, de alguma forma, o caos seja instalado nas equipes que participo, principalmente quando estou liderando. Esta é uma estratégia simples de verificar, na realidade, quem são os profissionais que fazem parte de minha equipe. Quer saber o motivo? Reflita comigo.

Quanto maior o caos, maior a probabilidade das pessoas que não possuem inteligência emocional sentirem-se frágeis. Quanto maior a fragilidade, mais bobagens acabam sendo feitas, apesar da grande parte das vezes as fazerem sem motivos, mas sim pela falta de confiança ou mesmo de competência sobre tal assunto.

Uma forte maneira que encontrei de separar os “meninos ou meninas” dos “homens ou das mulheres” foi ver como no caos portavam-se e de que forma buscavam a solução dentro da equipe: mais individualistas, mais focados no resultado, mais focados nas desculpas, nas pessoas, nos processos e aí por diante… Não é no sol que se monta uma equipe de sucesso e, sim, na tempestade. Quando cada um manifesta o seu “eu maior”.

Devemos colaborar com aqueles que não se dão bem com o caos, para que em um novo momento possam reagir de uma forma mais positiva. Aqueles que realmente se dão bem em situações de caos são pessoas que acabam se destacando na sua profissão e propósito.

Teste você mesmo, quando o caos de alguma forma estiver presente na sua equipe, experimente não solucionar nada antes que sua equipe sinta o que está acontecendo e deixe-os agir. Claro, não deixe que algo mais problemático aconteça, aí você deve assumir o controle, mas sempre podemos esperar um pouco do caos para tomar uma decisão baseada na própria equipe e na maturidade dela.

É na tempestade que encontramos os maiores e melhores “guerreiros” e não em lindos dias de sol, afinal, quando você menos esperar poderá perder toda equipe que é feita de “açúcar”. Espero que saiba avaliar quanto o caos nas equipes é maravilhoso e como você pode usar isto em seu favor na formação de uma equipe simplesmente espetacular.

Abraços e rumo ao caos!

Como se livrar da sombra da fraude financeira? 560

Como se livrar da sombra da fraude financeira?

Segundo a Serasa Experian uma tentativa de fraude acontece a cada 16 segundos no Brasil

Eduardo Tardelli é CEO da upLexis / Divulgação
Eduardo Tardelli é CEO da upLexis / Divulgação

Dados da Serasa Experian apontam que o Brasil registrou 1,96 milhão de tentativas de fraude (ou uma a cada 16 segundos), em 2017. O aquecimento do mercado de crédito e a maior especialização dos fraudadores são os principais indicadores desse crescimento, segundo a instituição.

Seja em empresa ou pessoa física, o ato da fraude consiste em ação com objetivo de obter propriedades, dinheiro ou serviços de outrem de forma desonesta, prejudicando um dos lados. No Brasil, há milhares de exemplos públicos (política, mercado corporativo) e privados em que pessoas com má intensão aplicam golpes em outras, prejudicando empresas e, consequentemente, a imagem do país ante o mundo. Afinal, os principais impactos das fraudes são financeiros e a associação da empresa com tais práticas, que pode levar eventualmente a perder negócios.

Muitas vezes disponibilizamos nossos dados, seja na internet ou em lojas físicas, sem nos preocuparmos se sua proteção será realmente efetiva. Por isso, seja uma pessoa física ou pessoa jurídica, é necessário manter a cautela na hora de fornecer dados.

Não existe segredo para evitar a fraude financeira na empresa, mas boas práticas ajudam na prevenção e a mitigar esses possíveis prejuízos. No caso do mundo empresarial – principalmente em relação a micro e pequenas empresas, que estão mais suscetíveis a maiores danos – a primeira ação a se fazer é conhecer seu quadro de colaboradores e seus históricos passados, por meio do background check, por exemplo, para conhecer suas referências. Ferramentas e softwares podem ajudar nessa prevenção. O mesmo vale para fornecedores e parceiros, que devem ter seu registro, localização, reputação e outras características pertinentes investigadas antes de qualquer tomada de decisão.

Auditar possíveis áreas e pessoas que podem cometer essas fraudes é outro passo importante, realizada, constantemente, para a observação e análise de procedimentos, com a finalidade de propor algumas alterações na aplicação dos processos. Ressalto que, quando bem executada, a auditoria interna pode antever casos de riscos e alertar o tomador de decisão, para que, dessa forma, seja criado um plano de ação que previna o acontecimento da fraude.

No cenário atual, os profissionais de prevenção de riscos têm passado pela transformação digital da área, e ferramentas de automação de busca de informações são os principais diferenciais para melhorar os processos, coletando dados de diversas fontes de conhecimento e colocando-os em um só lugar, otimizando as buscas e economizando tempo dos times envolvidos. Portanto, vale usar a tecnologia a seu favor e se livrar de toda e qualquer incerteza que possa prejudicar sua empresa!

*Eduardo Tardelli é CEO da upLexis, empresa de software que desenvolve soluções de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento

A importância da comunicação assertiva para o público interno 315

A importância da comunicação assertiva para o público interno

Confira artigo de Gutemberg Leite, coautor do livro “Manual Completo de Empreendedorismo”

Gutemberg Leite, coautor do livro "Manual Completo de Empreendedorismo" / Divulgação
Gutemberg Leite, coautor do livro “Manual Completo de Empreendedorismo” / Divulgação

A primeira habilidade demonstrada desde o início da vida de uma empresa é a comunicação. E uma das principais habilidades que devem ser desenvolvidas em profissionais em qualquer idade, é a comunicação assertiva. Isso se deve porque na prática, os profissionais que almejam se destacar no mercado atual precisam saber transmitir informações com clareza, encorajar e manter bons relacionamentos interpessoais e executar suas funções com habilidade, eficiência e competência, a efetividade.

Em artigos anteriores, falei sobre a comunicação levando em consideração os seus diferentes aspectos. Agora, irei tratar a comunicação assertiva, enquanto arte que se direciona, flexiona e se expande internamente a empresa, sugerindo que você leve em consideração uma publicação recente feita pelo New York Times, que apontou o seguinte fato: 89% dos empregadores consideram a competência em comunicação um quesito fundamental para contratar e reter colaboradores em seus quadros funcionais.

A arte em questão pode ser comparada com um pitch. Você sabe o que é um pitch? É um termo americano muito utilizado por startups e em geral, direcionado a possíveis investidores, visando apresentar-lhes uma proposta de solução, um projeto ou mesmo, um problema que foi identificado, visando despertar-lhes a atenção em apenas um minuto.

Apesar de parecer o contrário, um minuto é tempo suficiente para que um profissional consiga ser relevante e impactante, ou em outras palavras, para que se comunique de maneira objetiva o suficiente, para que chegue onde deseja chegar, ou seja, acerte o alvo. Sendo assim, bastará a esse profissional manter, no transcorrer de todos os segundos de seus horários comerciais, uma comunicação clara, concisa e coerente com a sua própria postura, uma comunicação não verbal.

Isso não é o mesmo que dizer que ele deva ser um bom orador, todavia, terá que se empenhar para desenvolver em si e quem sabe, conseguir cultivar nos demais, premissas de: efetividade, falar o certo no momento certo e para a pessoa certa, responsabilidade, poder de persuasão e influência, ausência de julgamentosempatia e escuta ativa, atenção e respeito aos sentimentos e ideias alheias.

Segundo outra pesquisa, desta vez efetuada pelo Project Management Institute Brasil (PMI), há a informação de que 76% das 300 empresas entrevistadas, definem a má comunicação interna, o motivo principal do fracasso nas diferentes atividades propostas.

No meu entender, o que ocorre é que muitas delas ainda não realizaram, de fato, um processo de comunicação assertiva, o que acarreta em erros administrativos, por exemplo, excesso de informações; poucos estímulos para envolvimentos interpessoais, como trabalhos em equipe, e/ou estratégias viáveis e outra ideia é personalizar mensagens de acordo com os diferentes níveis de entendimento de seus colaboradores.

Empresas são feitas por pessoas que pensam e agem visando o interesse de outras pessoas. A consequência das falhas comunicativas acarreta conflitos que impactam o desempenho pessoal e a produtividade profissional, colocando a empresa em risco. Dessa forma, a importância da comunicação assertiva para o público interno, encontra-se justamente para impedir tais danos que, com ela, teriam grandes chances de serem evitados.

Gutemberg Leite – Mestre em Ciências da Comunicação e Gestor de RH

Mestre em Ciências da Comunicação, pós-graduado em Comunicação Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero e especialização em “Novas Tecnologias da Comunicação” pela Universidade da Flórida, Estados Unidos. Pós-graduado em Administração com ênfase em Recursos Humanos pela FECAP e em Direito Empresarial pela EPD–Escola Paulista de Direito. Administrador de Empresas e Jornalista. Certificado em Coaching pelo IBC – Instituto Brasileiro de Coaching e em Mentoria Empresarial pela Valor Empresarial. Iniciou a carreira em Recursos Humanos em 1969, tendo atuado em empresas nacionais e multinacionais até 1982, em recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento organizacional. Em 1983, fundou o Grupo Meta RH, empresa especializada em serviços de recursos humanos. Coautor dos livros Ser+ inovador em RH, Gestão de pessoas e comunicação, da Editora Ser Mais e, com Fábio França, A comunicação como estratégia de Recursos Humanos, Editora Qualitymark, em sua segunda edição.

Manual completo de empreendedorismo

Coordenação editorial: Alexandre Sita e Elissandro Sabóia
Literare Books International – 1ª edição – 440 páginas – 2018 – R$ 69,80
Formato: 16x23cm
ISBN: 978-85-9455-058-3

A governança de um negócio digital 334

A governança de um negócio digital

Confira artigo de Filippo Di Cesare, CEO da Engineering

Filippo Di Cesare é CEO da Engineering / Divulgação
Filippo Di Cesare é CEO da Engineering / Divulgação

O tema Transformação Digital nas empresas se tornou uma agenda mandatória para os executivos nos últimos anos. Segundo dados da pesquisa global da consultoria Protiviti, intitulada “Perspectivas Executivas sobre os Maiores Riscos para 2019”, que traz as dez preocupações mais latentes de grandes grupos empresariais, o fator disrupção digital saltou da décima posição ocupada em 2018, para o primeiro lugar.

Este cenário mostra o quanto as empresas tradicionais estão temerosas com o avanço das organizações que nasceram digitalmente. Diante desta situação, a orientação é ajustar, de forma rápida, os modelos de negócios atuais, tornando os processos mais digitais, afinal de contas, empresas que não seguirem este caminho promovido pela Transformação Digital estarão fadadas à estagnação de seus negócios.

A digitalização da sociedade é a principal causa das mudanças profundas em relação à forma como conhecemos hoje as empresas. Isso quer dizer que todas as empresas devem se adaptar à nova cultura digital. E, se vamos estabelecer novos objetivos estratégicos, novas regras de negócios e utilizar novas tecnologia, tendo como fio condutor os dados, entramos no estágio sobre a discussão da governança da informação. Se são eles que vão maximizar o valor dos ativos da empresa, eles são, de fato, o ativo estratégico.

Quando integramos a área de Tecnologia da Informação aos departamentos jurídico e de compliance, podemos evitar que a falta de governança de dados cause impactos negativos às empresas, pois aqui o assunto se eleva para os riscos das informações. A exemplo dos dados advindos de sensores, quando aplicamos a disrupção em algum processo de negócio, por exemplo, estamos lidando com dados de usuários, dados de fabricantes ou mesmo informações dos equipamentos.

Uma empresa digital é uma empresa de dados. Por isso, eles se tornam soberanos e, tamanha a importância do seu protagonismo, fez surgir leis que os protegem. Novas mudanças regulatórias ampliaram seu controle legal, como a General Data Protection Regulation (GDPR), em países europeus, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP) no Brasil, que entra em vigor em agosto de 2020.

Tão importante quanto gerar dados é cuidar deles. É preciso ter responsabilidade e, no final das contas, olhar para as consequências positivas do debate dessas novas normas. Se os dados viraram a essência das companhias, é fato que um ambiente mais seguro promove o aumento da eficiência da empresa, além de credibilidade – tanto de clientes e fornecedores, assim como aproxima os investidores, sem contar a possibilidade de redução de fraudes.

Sem dúvida, a governança de dados é essencial nesta nova era de empresas digitais. Isso significa que a área de Segurança da Informação ganhou uma importância ainda mais notória nas organizações e cabe às empresas definirem, com responsabilidade, a competência de quem irá desenhar a sua jornada digital desde o primeiro estágio, que é a análise da influência digital no negócio, até a implementação das alterações propostas. Este será, de fato, o caminho que definirá a ascensão das empresas neste novo universo dos negócios digitais. E você, o que está fazendo para melhorar o uso dos seus dados a caminho da Transformação Digital?

*Filippo Di Cesare é CEO da Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação especializada em Transformação Digital.

A vida é cheia de previstos. Você sabe o que isso quer dizer? 307

A vida é cheia de previstos. Você sabe o que isso quer dizer?

Confira artigo de Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing da Bradesco Seguros

A vida é uma jornada com várias fases que se apresentam com necessidades bem distintas entre si, mas que são convergentes quando falamos sobre “proteção”.

Todos nós já fomos ou conhecemos alguém que se tornou um personagem principal de uma história na qual o carro quebrou, o dente doeu, o encanamento entupiu ou que precisou fazer um exame ou procedimento de emergência. Esses “previstos” fazem parte do dia a dia das famílias. Nós não estamos no controle de todas as variáveis e isso não é uma novidade.

Você sabe o que isso quer dizer? Que é fundamental nos prepararmos para enfrentarmos esses e tantos outros momentos desafiadores que ocorrem em nossas vidas. E quem se planeja protege “o dia seguinte” de tudo que realmente é importante.

Fazer um seguro é essencialmente se planejar. O seguro permite que as pessoas e as empresas possam fazer planos, constituir famílias, adquirir bens e desenvolver negócios com mais confiança. Com a certeza de que estarão sempre amparados para prosseguir com o seu dia a dia, seus sonhos e seus projetos.

Alexandre Nogueira é Diretor de Marketing da Bradesco Seguros / Reprodução
Alexandre Nogueira é Diretor de Marketing da Bradesco Seguros / Reprodução

Neste mês de maio comemoramos uma data que já se tornou um marco para o segmento de seguros: 14 de maio, o Dia do Seguro. A Bradesco Seguros, pelo segundo ano consecutivo, busca estimular o setor e celebra a data, como uma oportunidade de popularização e estímulo ao desenvolvimento da cultura do Seguro no Brasil por meio da campanha “Quinzena do Seguro”.

O Setor ainda possui um significativo potencial de crescimento, principalmente considerando o aumento na expectativa de vida dos brasileiros, que demandarão ainda mais os produtos e serviços das Seguradoras. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), atualmente já está acima dos 76 anos e deve superar os 81 anos em 2050, considerando que o Brasil é um dos países que envelhece com maior rapidez dentre as principais nações mundiais.

Mesmo com expectativas tão favoráveis, a conjuntura do setor é extremamente desafiadora. Isso porque, embora o mercado no Brasil ainda tenha um grande potencial de expansão, por ser um produto de fácil aquisição e de bom custo-benefício, ainda há uma questão cultural que instiga o setor a atingir mais pessoas: pouco se fala em prevenção. Nesse contexto, temos diante de nós a chance de não só atrair a atenção de futuros consumidores, como também despertar o interesse desse público que “precisa ou vai precisar” de proteção.

Vivendo diariamente esse desafio, estou certo de que os profissionais de marketing são vetores fundamentais para que o mercado de seguros adquira cada vez mais relevância na vida da população brasileira e contribua para a educação financeira no Brasil. Acreditamos que o seguro precisa estar inserido naturalmente no orçamento das famílias brasileiras por ser um item de primordial importância que garante tranquilidade no presente e para o futuro de todas as pessoas. Nós, profissionais de comunicação, temos a oportunidade e a responsabilidade de intensificarmos esse movimento por proteção.

E você, já está protegido?

Cofins para corretoras de seguros deve ser 3%, ao invés de 4% 406

Cofins para corretoras de seguros deve ser 3%, ao invés de 4%

Com medida judicial, há como pedir devolução do que foi recolhido a mais nos últimos cinco anos

Andrea Giugliani é sócia-diretora da Giugliani Advogados / Reprodução

O Superior Tribunal de Justiça, em recentíssima decisão, firmou entendimento de que as empresas corretoras de seguro não devem ser equiparadas a sociedades corretoras ou a agentes autônomos de seguros privados e, desse modo, devem recolher a COFINS apenas sob alíquota de 3%, e não de 4% conforme vem sendo praticado por inúmeras instituições.

Para que a empresa possa se beneficiar e volte a contribuir com 3%, torna-se necessário o ajuizamento de uma medida judicial — eis que não se aplica de imediato referida decisão —, podendo até mesmo pedir a devolução do que foi recolhido a mais nos últimos cinco anos.

CSLL das corretoras de seguros deve ser 9%, e não 15%

As corretoras de seguros, meras intermediárias da captação de eventuais segurados, não podem ser equiparadas às sociedades corretoras e distribuidoras de títulos e valores. Foi nesse sentido que o Superior Tribunal de Justiça concluiu decidindo pela impossibilidade da majoração da alíquota da CSLL, ou seja, a cobrança da CSLL das sociedades corretoras de seguro deve ser 9%, e não a alíquota de 15%, porque esta deve ser aplicável somente às instituições financeiras, aos estabelecimentos a elas equiparados e aos agentes autônomos de seguros privados.

Caso a empresa venha recolhendo a CSLL com aplicação da alíquota de 15%, para que possa voltar a recolher com a alíquota de 9%, torna-se necessário o ajuizamento de uma medida judicial — eis que não se aplica de imediato referida decisão —, podendo até mesmo pedir a devolução do que foi recolhido a mais nos últimos cinco anos.

INSS das corretoras de seguros deve ser 20%, e não 22,5%

As corretoras de seguros, meras intermediárias da captação de eventuais segurados, não podem ser equiparadas às sociedades corretoras e distribuidoras de títulos e valores.

Com a decisão judicial pacificada dos tribunais superiores e administrativos a respeito da forma de apuração da COFINS de sociedade corretora de seguros (diminuição da alíquota de 4% para 3%), além do julgamento da matéria em si, também fora analisada a questão da inclusão ou não de corretoras de seguros para fins de outros tratamentos tributários e previdenciários, entre os quais a alíquota adicional de 2,5% destinada ao INSS.

Isso porque as corretoras de seguros possuem uma cota patronal de 22,5%, ao passo que as demais empresas comerciais possuem uma alíquota de 20%, ambos incidentes sobre folha de salários e valores pagos a contribuintes individuais.

Em razão desse julgamento, é importante destacar que não só aos olhos dos tribunais superiores, mas também da própria Procuradoria, as sociedades corretoras de seguros não deveriam ter pago este adicional de 2,5% por não estarem enquadradas no conceito de “sociedades corretoras” — termo válido para corretoras de valores e títulos e instituições financeiras —, tampouco no conceito de “agentes autônomos de seguros”.

Em virtude disso, é possível ingressar com medidas para que as corretoras de seguros tenham a devolução dos valores pagos a esse título (2,5% a mais de cota patronal) nos últimos cinco anos, corrigidos pela taxa SELIC.

*Por Andrea Giugliani, sócia-diretora da Giugliani Advogados