Permita o caos na sua equipe 575

Reflita comigo

No artigo desta semana gostaria de promover um pensamento um tanto incomum quando falamos em equipes de resultados. O fato é que sem o caos não seria possível decifrar quem é quem na sua equipe de trabalho.

Sempre que é possível deixo que, de alguma forma, o caos seja instalado nas equipes que participo, principalmente quando estou liderando. Esta é uma estratégia simples de verificar, na realidade, quem são os profissionais que fazem parte de minha equipe. Quer saber o motivo? Reflita comigo.

Quanto maior o caos, maior a probabilidade das pessoas que não possuem inteligência emocional sentirem-se frágeis. Quanto maior a fragilidade, mais bobagens acabam sendo feitas, apesar da grande parte das vezes as fazerem sem motivos, mas sim pela falta de confiança ou mesmo de competência sobre tal assunto.

Uma forte maneira que encontrei de separar os “meninos ou meninas” dos “homens ou das mulheres” foi ver como no caos portavam-se e de que forma buscavam a solução dentro da equipe: mais individualistas, mais focados no resultado, mais focados nas desculpas, nas pessoas, nos processos e aí por diante… Não é no sol que se monta uma equipe de sucesso e, sim, na tempestade. Quando cada um manifesta o seu “eu maior”.

Devemos colaborar com aqueles que não se dão bem com o caos, para que em um novo momento possam reagir de uma forma mais positiva. Aqueles que realmente se dão bem em situações de caos são pessoas que acabam se destacando na sua profissão e propósito.

Teste você mesmo, quando o caos de alguma forma estiver presente na sua equipe, experimente não solucionar nada antes que sua equipe sinta o que está acontecendo e deixe-os agir. Claro, não deixe que algo mais problemático aconteça, aí você deve assumir o controle, mas sempre podemos esperar um pouco do caos para tomar uma decisão baseada na própria equipe e na maturidade dela.

É na tempestade que encontramos os maiores e melhores “guerreiros” e não em lindos dias de sol, afinal, quando você menos esperar poderá perder toda equipe que é feita de “açúcar”. Espero que saiba avaliar quanto o caos nas equipes é maravilhoso e como você pode usar isto em seu favor na formação de uma equipe simplesmente espetacular.

Abraços e rumo ao caos!

A tão necessária e esperada reforma da Previdência 300

A tão necessária e esperada reforma da Previdência

Confira artigo do estrategista Rodrigo Franchini

Muito se questiona a respeito da reforma previdenciária do novo governo. Ela é realmente necessária? E se for, em qual medida precisa ser feita? Existe essa urgência toda? Todas essas dúvidas são pertinentes e reais e as respostas vão impactar o futuro de milhares de contribuintes brasileiros.

O fato é que os números são preocupantes: o Brasil atualmente possui um gasto astronômico considerando que ainda é um país jovem, e esses custos só tendem a crescer com o passar dos anos. Hoje, a dívida pública representa 77% do PIB e ela aumenta a cada resultado ruim, o que faz com que, literalmente, a conta não feche. Sem a reforma, o déficit da Previdência deve chegar a 300 bilhões de reais em 2019.

Esse panorama demonstra a dimensão do nosso atual problema fiscal. Por isso, é natural vermos a saída de capital estrangeiro do País, seja ele especulativo e/ou real. O grande investidor se preocupa com as contas públicas e os ajustes fiscais que o Brasil precisa fazer ao longo dos próximos anos e, desta forma, a reforma da Previdência promete colocar as contas públicas se não em perfeito estado, pelo menos no caminho para tal.

A reforma proposta pelo governo Temer anunciava que poderia gerar uma economia de 400 bilhões de reais, já a nova promete uma economia R$ 1,1 trilhão de reais para os próximos 10 anos e 4 trilhões de reais para os próximos 20 anos, além de também ser mais abrangente no que tange as classes atingidas.

Pois bem, se ela é tão benéfica para o País, porque existe um temor em relação a sua aprovação, assim como o prazo da tramitação dessa proposta, seja no Congresso ou na Câmara? A resposta é simples: o jogo político precisa ser jogado, e essa será a primeira grande batalha do governo Bolsonaro. Podemos dizer, inclusive, que essa aprovação deve nortear o caminho para os seus próximos quase quatro anos de mandato.

Existe ainda uma resistência por parte de alguns partidos, e políticos, em relação a aprovação, além de alguns pontos que precisam ser negociados, e é justamente nesse cenário que o novo governo precisará contar com muita manobra política e políticos experientes nas famosas negociações de bastidores para que consiga a aprovação.

Rodrigo Maia declarou recentemente que a aprovação da reforma deve ficar para junho e ressaltou, em uma indireta para o atual governo, que a solução vai depender da capacidade de diálogo entre as partes, ou seja, as negociações deverão e precisarão ser mais intensas e assertivas, seja em relação aos ajustes do texto ou nas concessões de benefícios.

O próprio governo já admite fazer alguns ajustes, tanto que o próprio presidente avisou que pode sim rever a idade de aposentadoria para as mulheres, podendo ser alterada de 62 para 60 anos. Isso indica que o governo trabalha com uma aprovação que não vai englobar a totalidade do texto atual e, consequentemente, a economia total que essa proposta inicialmente poderia gerar.

Alguns analistas de mercado já dizem que o “corte” aceitável seria de até 30% do atual pacote de medidas e, portanto, sairíamos de um valor 1,1 trilhão de reais em 10 anos para 700 bilhões de reais no mesmo período. Vale ressaltar que o valor já é maior do que o da antiga proposta do ex-presidente Temer, e já geraria um alívio nas contas públicas, ainda mais ao longo dos anos. Porém, ficamos com o sentimento de que poderia ser melhor.

Todos esses detalhes acabaram por prejudicar um pouco o mercado interno, tanto que o saldo acumulado de investimento estrangeiro em nossa bolsa em fevereiro foi negativo 2,6 bilhões de reais, somando-se a uma saída de capital em 2019 de 1.094 bilhão de reais. Outro ponto que demonstra o impacto e a volatilidade que toda essa demora provoca é o índice acionário. O Ibovespa, em fevereiro, fechou com uma queda de 1,86%, com 95.584 pontos, e isso sem falar da curva de juros futuros e sua abertura em todos os vértices, precificando essa demora e, claro, um cenário mais difícil e volátil para os próximos meses.

Esses juros apontam para um claro sinal da necessidade de ajuste fiscal. Assim, o recado está dado: caso a reforma não passe, o Brasil terá sérios problemas de desenvolvimento ao longo dos próximos anos, que permearão crescimento econômico (PIB), controle inflacionário, medidas fiscais e monetárias, manutenção do patamar de juros e devolução do grau de investidor.

O senso de urgência sobre a aprovação da reforma é verdadeiro e está presente nas discussões da população, bem como na opinião pública. Nunca estivemos em um cenário tão favorável para esses ajustes como agora, e devemos acompanhar o quão hábil o governo conseguirá ser para que atenda os anseios da sociedade, dos políticos e partidos e, principalmente, do nosso país. Charles Chaplin já dizia que “a persistência é o caminho do êxito”, portanto, esperamos que o atual governo tenha essa persistência.

*Rodrigo Franchini é estrategista de produtos da Monte Bravo, empresa de assessoria de investimentos que figura entre as três principais do país.

Como empreender com compliance 280

Como empreender com compliance

Políticas e diretrizes são fundamentais para um negócio sólido

A etimologia da palavra compliance, originária na década de 90sugere que empresas de todos os portes estejam absolutamente alinhadas às normas, controles – internos e externos – bem como atentas às políticas e diretrizes estabelecidas para o negócio em que atuam. Segundo Gutemberg Leite, especialista em Gestão e Direito Empresarial, empreendedorismo e inovação são ações que, ao longo do tempo, sofreram adaptações que não vem sendo acatadas devido a fatores oriundos da pouca atenção devida a essa etimologia, fato que tem acarretado em uma ausência completa ou parcial frente ao estabelecimento de formas mais éticas no pensar e no agir por parte das empresas e organizações.

Leite defende o compliance como sendo o único caminho aos que buscam construir um negócio sólido, com sucesso duradouro e com vistas às altas performances. Para alcançar tais resultados, será preciso um comprometimento com a criação de uma nova cultura interna (código de ética) da empresa, para que seja firmada a transparência necessária frente às obrigações trabalhistas, tributárias e fiscais que lhes cabe.

“A dificuldade nesse sentido, porém, parece ter se instalado no universo empresarial, devido ao fato de que princípios éticos, provavelmente por sua natureza filosófica, variam entre formas que divergem em quesitos de com­portamentos e de valores, fato que obriga os empreendedores de todos os ni­chos de mercado a mesclarem seus princípios e condutas, adotando ações em conformidade com o meio social onde suas empresas encontram-se inseridas”, explica o especialista.

Faz-se necessária uma atuação centrada no gerenciamento de riscos, durante todas as fases do negócio, de forma que irregularidades sócio econômicas, políticas, legais e tributárias não sejam instauradas e perpe­tuadas, com o objetivo de evitar que impactos negativos atinjam as empresas, colocando tudo a perder.

Leite ressalta que os empreendedores devem se manter atentos sobre o “ser empreendedor com compliance” e utilizar esse conhecimento “como uma ferramenta básica operacional e auxiliar de boas práticas a tudo que já possa ser concebido como ordem para execução em seus negócios empreendedores”, posto que assim haveria uma garantia de cumprimento legal resultante de uma transparência que os exima da obrigação de arcar com as pesadas multas e sanções correlatas à não precaução como princípio ético corporativo.

Em seu artigo “A importância do Compliance no empreendedorismo”, no livro Manual completo de empreendedorismo (Literare Books International), Gutemberg Leite define quatro questionamentos que antecedem a efeti­vação de uma startup e que devem ser analisadas à luz das práticas do Compliance:

  1. Descoberta (Impulso para tomada de decisões geradoras de impacto):
    Meus clientes esperam quais garantias seguras do negócio?
  1. Validação (Atuar repensando o modelo de negócio):
    Qual seria a melhor maneira de me posicionar frente às exigências do meu mercado?
  1. Escala (Observar o foco no crescimento e controle de mudanças)
    O que eu sei realmente fazer pode ser diversificado no momento atual do meu negócio?
  1. Eficiência (Fazer mensurações observando o desempenho)
    Como meus indicadores (operacionais, de custos e financeiros) estão de acordo com as exigências de Compliance?

Avanço Tecnológico: passado, presente e futuro 245

Avanço Tecnológico: passado, presente e futuro

Confira o artigo de Lucas Cordeiro, Head de Vendas da Pipefy

Os seres humanos estão no planeta Terra há aproximadamente 300 mil anos. Em todo esse tempo neste planeta maravilhoso e cheio de recursos, os humanos nunca viveram esse boom de avanço tecnológico que está sendo vivenciado hoje. Existem várias razões do motivo disso estar acontecendo, mas eu sempre gosto de reforçar duas: conforme o tempo passa, o conhecimento está cada vez mais acessível, e evolução e avanço geram mais evolução e avanço.

Em eras passadas, era extremamente difícil passar conhecimento de geração para geração, muito porque não haviam línguas evoluídas, apenas sinais e gestos. A primeira língua foi criada pelos Sumérios, por volta de 3 mil a.C. Se colocarmos isso em um gráfico de linha do tempo, vai lhe causar a seguinte reação: “Uau, isso é muito novo!”.

Sim, é muito novo e o seu desenvolvimento é empolgante. É muito mais fácil fazer-se entender quando você fala com alguém que fala sua língua nativa, certo? Mas o que realmente mudou o jogo foi a invenção da imprensa, pelo alemão Gutenberg, em 1.440 d.C. Antes disso, impressões eram feitas praticamente apenas em madeira, o que não era nada escalável. A imprensa fez com que o conhecimento se espalhasse muito mais rápido por meio de livros e, como você bem sabe, ler faz as pessoas ficarem mais espertas. E se você pensa que a língua era relativamente nova, a imprensa foi inventada praticamente “ontem”.

Com o boom do conhecimento, veio a Revolução Industrial, e a imprensa, que era operada manualmente, foi substituída por uma prensa mais automatizada, permitindo a impressão em escala industrial. As pessoas poderiam pensar que a evolução humana estava quase no seu pico neste momento, mas foi no século XX que as coisas realmente decolaram. Carros por todos os lados, aviões voando nos céus, os computadores começaram a mostrar suas supremas capacidades de cálculo, o homem pisa na Lua e, no meio dos anos 90, a internet popularizou-se…

Livros impressos eram rápidos de se passar conhecimento. Mas a internet? Ah, a internet é muito mais rápida. Na verdade, com a internet é possível passar conhecimento, ao vivo, para uma pessoa fisicamente localizada do outro lado do mundo. Nesse momento, por exemplo, você está adquirindo conhecimento de um artigo que está lendo na internet. As coisas evoluíram muito rapidamente!

Por exemplo, imagine levar um homem do ano 1.700 d.C. para os dias de hoje. Ele realmente ficaria em choque com o que veria. O mundo que ele estava acostumado a viver teria mudado insanamente: carros, aviões, celulares, internet. Mas aqui vai o fun fact: para esse cara de 1.700 d.C. causar em outro ser humano o mesmo nível de choque, ele teria que trazer uma pessoa do ano 12.000 a.C. para o ano de 1.700 d.C. Sim, você leu corretamente. E para uma pessoa do ano 12.000 a.C. chocar alguém da mesma forma, ele teria que trazer alguém do ano 120.000 a.C.

Isso tudo ocorre por conta de uma regra simples: se aprendermos e passarmos o conhecimento rapidamente, a evolução é impulsionada. E, conforme o tempo passa, isso parece acontecer cada vez mais rápido. Então, o que nos espera? Eu imagino algo como isso:

É bem importante que você entenda a exponencialidade da evolução. Se você entender isso, vai ficar impressionado com o que as mentes mais brilhantes do mundo estão trabalhando em relação à Inteligência Artificial, que, na minha opinião, pode ser a nova grande revolução da humanidade.

Vou me usar como exemplo. Se eu pudesse voltar no tempo e falar para o meu “eu do passado” como o mundo é hoje, eu provavelmente não acreditaria em mim mesmo. Quando eu nasci, em 1988, computadores estavam começando a ser “algo”, assim como a Internet. Não haviam smartphones. O conhecimento era basicamente compartilhado por meio de livros e enciclopédias. Hoje eu posso perguntar ao Google “quem inventou a escrita?” e receber uma resposta instantânea. Eu posso ouvir as músicas que eu gosto sem ter que comprar CDs ou vinis.

Agora vamos usar nossa máquina do tempo de novo: se você pudesse trazer o seu “eu do futuro” para os dias de hoje, o que você acha que ele diria? Quem pode adivinhar o que os próximos 30, 50, 70 anos vão parecer? Eu realmente acredito que tem muito a ver com Inteligência Artificial.

Existem três tipos de AI (artificial intelligence):

  • Artificial Narrow Intelligence (ANI), traduzido como Inteligência Artificial Específica, que é uma forma de AI especializada em algo (Pôquer, por exemplo; ela sabe tudo sobre Pôquer, é genial jogando Pôquer, mas não faz nada além disso);
  • Artificial General Intelligence (AGI), traduzido como Inteligência Artificial Geral, muito referenciada como Inteligência de Nível Humano. AGI poderia performar qualquer coisa que um humano seria capaz de fazer. AGI ainda não existe.
  • Artificial SuperIntelligence (ASI) é, como definida pelo professor de Oxford e uma das mentes mais brilhantes relacionadas a AI, Nick Bostrom, “um intelecto muito mais inteligente que os melhores cérebros humanos em praticamente todos os campos, incluindo ciência criativa, conhecimentos gerais e técnicas sociais”.

Hoje, o mundo está cheio de ANI. Você encontra ANI em carros autônomos, quando está comprando algo online e a AI te oferece produtos similares, Siri, Google Tradutor, entre outros. Estamos perto de alcançar AGI. Os especialistas mais pessimistas acreditam que é mais provável que tenhamos AGI do que não tenhamos no ano de 2075. Os mais otimistas visualizam um mundo com AGI em 2040. Volte aos gráficos deste artigo e veja o quão perto estamos.

AGI pode mudar o jeito como vivemos hoje. Ela vai substituir muitos trabalhos humanos, então algumas mentes já estão, inclusive, pensando em distribuição global de renda, o que provavelmente será um problema no futuro. Além do mais, AGI irá ajudar vários setores, como a medicina, tecnologia, indústria e outros. Pense nas coisas incríveis que a AGI poderia trazer.

Ok, isso é legal. Mas ASI é bem mais legal. E o caminho para chegar lá é extremamente difícil, excitante e também preocupante, de algumas formas.

Como atesta Nick Bostrom, “ASI seria um intelecto muito mais inteligente que os melhores cérebros humanos”. Para um melhor entendimento deste conceito, eu gosto de usar a imagem da Escada da Inteligência, que coloca os seres humanos como criaturas superiores a formigas, galinhas e macacos. E, claro, nosso cérebro é realmente muito mais evoluído que o desses animais, então a escada se parece com isso:

O mais incrível sobre ASI, é que quanto mais esperta ela fica, mais rápido o poder dela aumenta a sua própria inteligência. Essa é a parte em que se torna excitante e preocupante ao mesmo tempo. Você consegue imaginar uma AI autoevoluindo? Ela pode encontrar conhecimento de uma maneira fora de nossa compreensão. Mesmo que a ASI quisesse tentar nos ensinar algo, seria difícil, porque provavelmente ela falaria de coisas que nós nem ao menos entendemos. Imagine esta situação como se você tentasse ensinar física quântica ao seu cachorro. Ele não entenderia e as pessoas ririam de você ao vê-lo tentar fazer isso.

Especialistas estão convencidos de que chegaremos lá. A principal preocupação e desafio que eles enxergam é como criar uma ASI que pudesse ser controlada, algo gerenciável. Uma das mentes mais brilhantes que já passou pela Terra, Stephen Hawking disse: “O desenvolvimento de uma inteligência artificial completa poderia desencadear na extinção humana”. O Professor Hawking disse que a inteligência artificial básica que já desenvolvemos mostrou-se muito útil, mas ele teme as consequências da criação de algo que poderia igualar ou até passar os humanos.

Por outro lado, Ray Kurzweil, autor norte-americano, cientista da computação, inventor, futurista e Diretor de Engenharia do Google diz para que não temamos a inteligência artificial: “AI não está em uma ou duas mãos; está em 1 ou 2 bilhões. Uma criança na África com um smartphone tem mais inteligência ao acesso de informações do que o presidente dos Estados Unidos tinha 20 anos atrás. Conforme AI continua a ficar esperta, seu uso também crescerá. Virtualmente a capacidade mental de todos será aumentada em uma década”. Basicamente o que ele diz é que, com o crescimento exponencial da AI, os humanos crescerão na mesma proporção.

Kurzweil complementa: “AI hoje está avançando nos diagnósticos de câncer, encontrando curas, desenvolvendo energias renováveis, ajudando a limpar o ambiente, provendo educação de alta qualidade para pessoas do mundo todo, ajudando os deficientes e contribuindo em uma série de outras forma. Temos a oportunidade nas próximas décadas de dar grandes passos para enfrentar os grandes desafios da humanidade. AI vai ser a tecnologia pivô em alcançar esse progresso. Temos um imperativo moral para realizar essa promessa enquanto controlamos o perigo. Não será a primeira vez que conseguimos fazer isso”.

Eu concordo com o Ray. E estou ansioso para viver este futuro.

Bons tempos estão chegando!

Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019 390

Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019

Confira artigo de Rossana Costa, diretora da GEO

O mercado de construção civil tem se notabilizado nos últimos anos pela evolução tecnológica em diversas áreas, beneficiando-se dos avanços como em modelagem 3D, com ferramentas como o BIM e até mesmo o uso de drones para captura de imagens, reduzindo riscos, custos e até mesmo os cronogramas de entrega.

No intuito de acompanhar o desenvolvimento das construtoras e incorporadoras no boom de obras e tecnologia na década de 2000, o cenário de seguros da construção civil também iniciou sua transformação digital.

Apesar do avanço em investimentos e na disponibilidade das novas tecnologias no mercado de seguros, quando tratamos de seguros para a construção civil e imobiliário ainda há uma defasagem na adoção pela cadeia, dado que o caráter do setor sempre foi o de baixa concorrência e maior conforto em relação à necessidade de inovar. Por conta disso, não houve um desenvolvimento com todo o potencial oferecido pelo mercado, como já vem ocorrendo com mais força em setores mais ligados ao consumidor final, como o automotivo e vida, por exemplo.

Esse cenário foi transformado com as novas tecnologias baseados em computação na nuvem e Big Data, que possibilitaram o cruzamento de grandes volumes de dados para análise de riscos, precificação de prêmios e para embasar uma tomada de decisões mais assertiva. Isso também inclui avanços na inteligência artificial para experiência do consumidor, acessibilidade por dispositivos móveis na Internet das Coisas e a automação de processos e experiências por meio do machine learning.

Segundo o levantamento da Tata Consultancy Services (TCS), o mercado de seguros é um dos que mais investe no desenvolvimento de inteligência artificial, especialmente vindo das insurtechs, que já receberam investimentos acima de US$ 9 bilhões desde 2010, segundo o estudo InsurTech Outlook, e as seguradoras estão entre os grandes investidores.

De fato, a oportunidade para inovar é grande, tanto para desenvolvimento como para adoção de tecnologias que buscam reduzir custos, tempo e burocracia no trabalho do corretor e das seguradoras. Hoje, a maior parte do tempo de um corretor de seguros está ligado a atividades burocráticas, e a demora para emitir apólices dentro dos sistemas tradicionais pode levar dias para ocorrer.

Um exemplo de como a tecnologia pode servir como um “quarto participante” da cadeia do seguro imobiliário (além das seguradoras, corretoras e clientes) é em relação a Garantia de Entrega de Obra. Este seguro é alvo de grande demanda do setor, mas conta com o desafio de acompanhar toda a gestão da construção por parte das seguradoras para conseguir gerenciar os riscos decorrentes.

A digitalização permite que todos os players, incluindo até mesmo o consumidor final, possam ter acesso em tempo real às informações como fotos, medições de banco de dados, mapeamentos e cronograma da construção. Tudo em uma única ferramenta, que oferece não apenas a transparência das informações, mas que também é capaz de atender às diferentes demandas de seguradoras, construtoras e corretores por meio de relatórios didáticos e personalizados.

Esta transparência na gestão de dados pode também ser vista em situações de seguro habitacional, obrigatório no financiamento imobiliário ao parcelar a compra de um bem imóvel. Por meio da digitalização, os corretores conseguem disponibilizar para seus clientes certificados individuais a cada mudança de crédito mensal. Assim, de forma proativa e em tempo real conseguem oferecer aos credores informações sobre os valores segurados de forma transparente, reforçando o seu papel de confiança em um setor que exige tanto esta qualidade e que costuma lidar com altas cargas de burocracia.

Por fim, a digitalização do setor de seguros serve como pilar fundamental para toda a evolução decorrente de soluções de Big Data e analytics, que conseguem entregar uma miríade de insights e análises que não são possíveis tendo como base documentos em papel ou em arquivos digitais que não estão incorporados em uma gestão unificada. O cenário agora é outro – apólices podem ser digitais e podem ser emitidas com um clique na tela.

Desafio cultural para adoção de tecnologias

Sabendo do desafio cultural do setor para adaptação de novas tecnologias, um dos desafios para a implementação de novas ferramentas é a portabilidade com as estruturas legadas complexas e extensas das grandes empresas do meio, o que torna os processos internos de digitalização mais lentos e custosos se feito internamente. Para 2019, no entanto, plataformas de tecnologia que facilitam essa integração para as seguradoras ficarão ainda mais acessíveis e populares, tirando das seguradoras os altos custos de implementação e manutenção.

Temos visto também que o entendimento das vantagens na digitalização pelos corretores ainda é nebuloso, considerando que apareceram no mercado insurtechs que propõem a substituição do corretor pela inteligência artificial. Não é preciso de muito esforço para mostrar que estas empresas estão se precipitando quanto à qualidade do que é entregue ao cliente, ainda mais se tratamos de clientes com exigências complexas, como acontece na construção civil. Não podemos e nunca devemos comparar os avanços da tecnologia com essa proposta.

Ao contrário, a maioria das empresas de tecnologia, insurtechs e seguradoras entendem o corretor como pilar central do trabalho com as diferentes ferramentas tecnológicas, que servem para auxiliá-los na entrega de processos mais velozes e assertivos. Segundo levantamento da Camara-e.net, das insurtechs brasileiras, mais de 62% tem como objetivo potencializar negócios para as seguradoras e 57% também querem trazer mais negócios aos corretores.

E quando tratamos da experiência de mercado, das especificidades das análises e das necessidades para variáveis de cada apólice e certificado, entendemos que o corretor é fundamental e indispensável para o sucesso do setor. Nos momentos de uma opinião especializada ou dificuldades, clientes ainda preferem lidar diretamente com os corretores, o que mostra pesquisa da Accenture, apontando que 80% dos consumidores optam por resolver problemas com contato humanizado.

Para as seguradoras, os investimentos se tornam igualmente importantes para subsidiar melhorias no rendimento de seus corretores e para trazer ganhos em agilidade e eliminar custos significativos com a operação, que incluem manutenção da TI própria e equipes dedicadas a processos manuais e repetitivos.

Estamos diante de uma oportunidade para uma transformação no setor, dado que já temos à nossa disposição recursos altamente disruptivos e benéficos para auxiliar tanto os corretores e seguradoras, como também dos clientes na ponta. O mercado de seguros já projeta um grande crescimento em 2019, e um dos principais fatores de competitividade – e até de sobrevivência – será a adoção de novas tecnologias.

Diferenças entre Proteção Veicular e Seguro de Automóvel 196

Diferenças entre Proteção Veicular e Seguro de Automóvel

Confira artigo de Bernard Biolchini, CEO do Grupo Pentagonal

Primeiro ponto a deixar claro que não sou especialista em Direito e não irei entrar nos méritos legais da questão, me atento somente a questões práticas e em alguns aspectos emitindo a minha opinião. Talvez nem a Própria Susep tenha tentado entrar neste mérito tendo em vista a sua, se não inércia quanto ao assunto, sua ineficiência em reprimir essa prática.

Para iniciar – Como surgiram as Cooperativas de Proteção Veicular? O mercado se adapta, de acordo com as necessidades do cliente. E quando há demanda, atender é fundamental. Seguindo esta linha de raciocínio, podemos dizer que existe uma fatia enorme de consumidores que não eram vistos pelas seguradoras como interessantes. As companhias de seguros com seus gênios atuariais, ao longo dos anos, alegam o seguinte motivo para recusar a apólice para a classe média baixa: “não tenho interesse em te ter como segurado, por morar em locais com alto índice de criminalidade, por possuírem veículos mais antigos, o que me dificulta a achar peças de reposição, além de terem o crédito negativado, o que significa que eu já entendo que vocês possam fraudar um sinistro para conseguirem pagar as suas dívidas e “limparem” os seus nomes na Praça. E o consumidor com esse perfil, questiona: então eu não posso proteger o meu patrimônio que demorei tanto para conseguir auferir? Para as seguradoras até podem segurar o bem, desde que paguem entre 30% a 50% do valor do veículo a ser segurado. E mesmo assim, pode ser que a resposta ainda seja não!

O Mercado se adaptou e  o público que a seguradora ignora, resolveu se unir em torno de um CNPJ de cooperativa, para que todos paguem mensalmente um valor que possa Proteger o seu patrimônio. As cooperativas de Proteção Veicular foram simplesmente uma adaptação de mercado como muitas que vemos hoje em dia.

Quais são as diferenças entre cooperativas de Proteção Veicular e Seguradoras? As Cooperativas não têm um órgão regulador que fiscalize seu caixa ou balanços, para saber se possuem reserva técnica que garanta uma Indenização. Há também o risco de que uma cooperativa vá à falência, tenha desvios internos e que o seu cooperado em caso de necessidade fique a ver navios. Em Seguradoras não há o Risco de que isto aconteça, ou os riscos são mínimos. O cooperado obviamente pode pleitear seus direitos na Justiça, mas como cooperado, ele também não deixa de ser um cotista. È importante lembrar que a relação de consumidor já fica abalada em caso de processo. Obviamente, muitas coisas poderão ser alegadas pelos advogados e operadores do direito, mas os riscos são muito mais altos. Fazer uma Proteção Veicular é algo que vai muito mais da confiança que a Cooperativa passa do que qualquer outro aspecto. O Famoso jargão: “é o que temos para Hoje. Se não quiser, fique sem nada!”

Proteção Veicular pode ser vendida por qualquer vendedor.  Não há a necessidade legal de especialização para ser comercializada. Eu vejo hoje corretores espumando pela boca quando se fala na tal Proteção Veicular, mas não vejo Seguradoras preocupadas, ou se estão, não deveriam estar, pois as proteções foram uma resposta do mercado dada através dos clientes que ela mesma não aceita. Não acredito realmente que os clientes que possam ter seguros em Seguradoras a preços que caibam nos seus orçamentos fariam Proteção Veicular ao invés do Seguro Tradicional.

Finalizo então para não me alongar mais, a Proteção Veicular se agigantou juntamente com a crise. De acordo com a minha opinião, não há nada que se possa fazer para mudar esse quadro. Essa modalidade de proteção nós sabemos que não é seguro e a sua regulamentação já foi aprovada em primeira votação no Congresso. Corretores, a realidade é única: não adianta reclamar dos peixinhos, se os tubarões estão satisfeitos com as suas refeições. Tenham sempre em mente que é preciso não só fazer o planejamento estratégico financeiro e de vendas, mas atuar num cenário onde não existem mocinhos e bandidos, mas sim, profissionais que sabem o que, quando e onde atuar para oferecer o melhor para seus segurados.