Será que o sucesso ama a velocidade? 604

Descubra isso e também como construir na prática uma equipe de vendas!

Pelo título acima, muitos irão devorar este artigo e outros apenas irão aguçar a curiosidade, mas na verdade o que importa é você saber onde é a fonte principal de dificuldade para a montagem de equipes e onde deve se atentar de forma prática.

Quero primeiramente informar que o que estará escrito abaixo já foi visto e compreendido nas empresas que participo, principalmente na montagem das equipes de vendas diretas de Seguros de Vida, que é minha grande especialidade. Todas essas experiências estão comprovadas nos resultados e operações do www.grupolifebrasil.com.br, www.aceleradoradenegocios.com.br e www.lifeadvisor.com.br, que de forma prática deram certo (e também errado!) até o ajuste final do crescimento.

Vamos lá…

1 – Uma equipe não se cria sem o líder ter experiência prática, sucesso no negócio proposto e provas reais de que realmente funciona. Muitas vezes, gestores são contratados a peso de ouro, pois vieram de grandes corporações, com resultados formidáveis e cases imensos, mas talvez no seu modelo não sirva pra nada, apenas será uma passagem e você irá perder dinheiro, pois 99% das vezes estes “medalhões” não irão recomeçar no campo e isto irá matar a formação do negócio, ainda mais na venda de seguro de vida. Será que você conhece alguém assim? Não precisa nem falar! (risos)

2 – Dinheiro: Quando não se tem e se precisa, pode ser pego no banco ou mesmo com uma parceria de negócio para acelerar o desenvolvimento, mas ele não servirá sem os devidos alinhamentos sobre como e onde deverá ser investido. Eu aprendi a fazer uma simples conta: Quanto mais eu invisto em gente, mais gente tende a sobrar no funil da equipe, sendo que este ciclo é construído em aproximadamente 90 dias… Às vezes não ter o dinheiro é o melhor negócio, pois não se tem experiência de se fazer com muito ainda!

3 – O sucesso ama a velocidade, e assim não adianta colocar um, depois de meses outro, depois outro, depois outro… Isto não funciona numa equipe de vendas diretas e de seguro então está longe de funcionar. Tem que meter o pé no fundo e crescer rápido para atiçar o alinhamento e propulsão da equipe. Quantas corretoras têm dinheiro disponível, mas acabam fazendo errado colocando um filho, um vizinho, um amigo, um sei lá o que apenas pra dizer que vai começar devagar pra testar. O sucesso não se testa se vai lá e faz! Muitos negócios com carteiras de seguros imensas não fazem o “tema de casa”, e na verdade não sabem nem se querem e se este é o verdadeiro negócio daquela empresa. Minha dica é: não ouse se não és ousado!

4 – Não esperar o resultado no tempo previsto e assim matar a equipe sufocada de desânimo e depressão pela forma como são tratados na falta desse resultado. Quando isto acontece, você tem que fazer uma nova equipe e lá se vai mais 3 ou 4 meses…

5 – Saiba que os primeiros 4 profissionais a darem certo serão a chave de seu sucesso na multiplicação, então foque neles. Mesmo que tenha 10 na sua equipe escolha 40% para desenvolver mais que os outros, pois estes puxarão o modelo de negócio!

6 – Formar um batalhão sem saber conduzir é morte súbita. Nunca comece sua primeira equipe com mais que 10 pessoas sem ter um líder com experiência de campo no prazo mínimo de 90 dias, a não ser que você seja um “expert” no assunto.

7 – Deixar de recrutar a todo o momento é prática amadora na montagem freqüente de equipes de vendas. O segredo dos bons recrutadores que são líderes é que seja onde estiverem estarão recrutando… Eu mesmo paro em praças de alimentação, supermercados, eventos, festas, solicito indicação de amigos, uso cartão do “gostei do seu perfil” ou qualquer outra fonte, o que importa é se manter sempre ativo e vivo…

8 – Nunca permaneça com pessoas que não conseguem honrar horários, e isto é muito comum na montagem de equipes, pois a maioria das vezes o atraso é questão da falta de liderança e respeito. Se eu, você ou um líder tem compromisso, qual motivo do vendedor não ter? Já sei você vai dizer que ele produz e perderá a produção! Então quem ter que ser desligado é você que ainda não trocou ele por dois novatos… Tem que ser assertivo nessas situações, ou você comanda ou não comanda, não existe meio termo.

9 – As estrelas estão no céu! Não tenha estrelas que prejudiquem sua equipe, estas pessoas poderão influenciar de forma negativa a atitude dos novos e dos mais despreparados e influenciados. Quando isto acontece está na hora de você trocar esta “estrela” por dois ou três novatos, para que o resultado seja suprido, mas não fique com ela por muito tempo ou ela acabará com sua equipe se não for disciplinada e responsável.

10 – Viva alterando seu quadro de vendedores, seja incluindo ou excluindo pessoas. A maior bobagem é achar que parar no tempo na formação de equipes é um bom indício, quando você tem uma equipe consolidada deve continuar oxigenando-a, esse é o caminho! Aqueles agenciadores de antigamente no ramo de seguros de vida, vendedores, e seja lá o que for já não existem mais! Quem não se desenvolveu já morreu! Se não mudou de vida ainda, não vai mudar mais, pois já estão viciados em fazer a mesma coisa, ganhar a mesma coisa, atendem o cliente com cancelamentos de uma conta pra colocar em outra e por aí vai… Este tempo já acabou!! Estamos em um momento profissional: ou você é bom ou não ficará no mercado.

Anos atrás era muito mais fácil vender seguros de vida, pois o cliente não tinha nenhuma informação sobre o modelo de trabalho, só conhecia um pouco do produto, digo que seja o produto que for encontramos o cliente pra ele então digo sobre modelos de trabalho, levar o que de fato é importante como venda consciente, pois a venda consultiva também esta com seus dias contados, pelo menos é o que acho pela experiência que tenho…

Enfim, depois de tantas palavras pra pensar, veja o que falta na sua equipe de formação, cuide para não se atrapalhar e se ainda assim não tiver condições de se virar sozinho, junte suas operações com quem entende e siga rumo ao sucesso. Às vezes 20% de muito é melhor que 100% de nada… Deixe a vaidade de lado pois ela não paga as suas contas.

Abraço$ e $$uce$$o!

A vez da previdência privada com a reforma no novo governo 660

Previdência

Participação do setor de seguros será indispensável para garantir o futuro da sociedade

A atuação política tem impacto direto na economia, por isso, as instabilidades de governo trouxeram atrasos na retomada do crescimento dos setores no Brasil. Em 2019 teremos um novo presidente da república e vemos com otimismo as novas possibilidades.

Uma importante pauta do novo governo, de interesse de toda a sociedade, é ligada diretamente ao mercado de seguros: a reforma da previdência. A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro defende o que nós do setor já sabemos há muito tempo: a conta da previdência social não fecha e será indispensável a participação da iniciativa privada para garantir o futuro das pessoas. Enquanto algumas linhas vinham contra as reformas, entendendo que é responsabilidade do governo cuidar dos cidadãos idosos que já deram sua contribuição, sabemos que as pessoas hoje vivem mais, têm menos filhos, aumentaram os trabalhos informais… ou seja, são poucos jovens contribuindo para muitos idosos receberem.

No primeiro semestre de 2018 os planos de previdência privada tiveram arrecadação de R$ 54,1 milhões, queda 5,1% em relação ao mesmo período no ano anterior, segundo dados da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras). Na esfera pública, os números também não foram animadores, apresentando queda ainda em 2017. De acordo com a Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda, o déficit foi de R$ 268,79 bilhões – considerando o INSS.

A proposta de reforma previdenciária esteve parada em função da intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, porque, de acordo com a legislação, em períodos como este o Congresso não pode alterar a Constituição. Mas existe a possibilidade de revogação da intervenção e o assunto segue em mais alta do que nunca: o presidente eleito tem dado seguidas declarações sobre o assunto.

Alexandre Camillo é corretor de seguros e liderança política / Divulgação
Alexandre Camillo é corretor de seguros e liderança política / Divulgação

Atualmente a previdência social opera pelo regime de repartição, em que trabalhadores em atividade financiam os benefícios dos aposentados. Outro regime possível seria o de capitalização, que tem como característica principal o pré-financiamento do benefício, ou seja, os próprios trabalhadores, durante a sua fase laborativa, produzem um montante de recursos necessários para sustentar o seu benefício previdenciário. Dessa forma, não existe o pacto direto entre as gerações, pois é a geração atual (o próprio beneficiado) que financia os seus benefícios previdenciários. O novo Governo prevê um meio termo.

De acordo com o plano de governo de Jair Bolsonaro, a ideia é implementar um modelo de capitalização de forma gradativa, mas o texto do candidato do PSL também salienta que os brasileiros ainda poderão ficar no modelo de previdência antigo, se assim quiserem. “Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas”, diz trecho do plano de governo.

Segundo o documento, a proposta é que seja criado um fundo para reforçar o financiamento da previdência e compensar a redução de contribuições previdenciárias no sistema antigo, que poderia deixar os aposentados que escolheram pelo regime de capitalização desamparados em um primeiro momento.

A proposta é parecida com a que os especialistas do setor de seguros imaginavam, pois a única maneira de se ter um sistema sustentável, a longo prazo, é com uma reforma. E provavelmente as mudanças devam ser realizadas em fases, pois é um impacto muito grande para os brasileiros.

As empresas e profissionais do setor de seguros terão participação inquestionável para desenvolver e implantar o melhor modelo de gestão da previdência. Os corretores de seguros, por sua vez, irão trabalhar fortemente no aculturamento da sociedade brasileira aos novos moldes e na entrega e consultoria das soluções do mercado privado.

Já nosso papel enquanto entidades representativas será de, cada vez mais, buscar ampliar proximidade e insistir em termos representantes do nosso setor na esfera pública, para atendermos pleitos e contribuirmos com a ampliação da participação dos seguros entre os brasileiros.

*Artigo produzido por Alexandre Camillo. O especialista é corretor de seguros e liderança política. Atua como diretor da Camillo Seguros, presidente do Sincor-SP (Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo), presidente da CâmaraSIN (Câmara de Mediação e Conciliação – Sincor-SP), e vice-presidente da Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros).

Os cinco pontos de atenção em compliance para 2019 430

Os cinco pontos de atenção em compliance para 2019

Confira artigo do especialista Jefferson Kiyohara

Passadas as eleições, podemos acompanhar pelos noticiários que as ações das autoridades contra a corrupção e crimes financeiros permanecem, assim como se fortalecem as ações a favor do respeito à diversidade e nas relações pessoais no ambiente de trabalho. Ganha cada vez mais relevância a temática segurança de informações e privacidade de dados.

Neste sentido, destaco os cinco principais pontos de atenção em compliance para as empresas no próximo ano. A lista contém temas macros, que vão impactar os programas de compliance nas organizações em 2019. O risco de reputação se faz presente, e por isto a importância do tema ter a devida atenção pelos executivos e líderes responsáveis por Programas de Compliance, de modo que as ações de prevenção e mitigação sejam tomadas.

Abaixo, conheça os cinco pontos de atenção listados para o próximo ano:

1 – Segurança de informações e privacidade de dados

O mundo virtual faz parte do mundo real. Dados se tornaram um ativo valioso, sendo base de muito modelos de negócios. A diferença é que o valor da informação se tornou maior com a lei 13.709/18, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados. Ela traz regras de consentimento, obrigações na proteção de dados, diretrizes para segurança de informação e reporte de incidentes, sanções que as organizações podem sofrer na ordem de 2% do faturamento até o limite de 50 milhões de reais, entre outros.

Neste contexto, é fundamental que os executivos das organizações busquem ações de conscientização sobre a nova lei e patrocinem o diagnóstico sobre qual será o impacto nos negócios. Posteriormente, é fundamental promover as melhorias necessárias, pois a lei passará a vigorar em fevereiro de 2020, o que na prática coloca 2019 como o ano para a adoção das novas práticas. E é essencial prever os recursos e orçamento para que isto aconteça, uma vez que dados pessoais é algo presente em todas as organizações.

2 – Ampliação do universo de riscos de compliance

O combate à corrupção continua, bem como a promoção da cultura ética e o combate ao assédio. Vimos movimentos importantes de pactos setoriais anticorrupção se consolidando em 2018, e outros devem tomar forma em 2019. E tal movimento deve ser incentivado e ampliado. Mas não há como restringir a atuação dos Programas de Compliance a apenas estes temas. O universo de riscos de compliance abrangido pelo Programa deve ser ampliado. Além do tema segurança de informações e privacidade de dados, questões como prevenção à lavagem de dinheiro, práticas concorrenciais, e outros devem entrar no radar, inclusive como resultado do mapeamento de riscos de compliance realizado.

Contudo, vale lembrar que pesquisas recentes mostram que mais da metade das empresas nunca realizaram um mapeamento de riscos de compliance. Neste caso, este primeiro e importante passo deve ser realizado.

3 – Promoção de ações de respeito à diversidade e de combate ao assédio

É muito importante a parceria das áreas de RH e Compliance das organizações para promover um ambiente de trabalho saudável e respeitoso. Uma recente pesquisa da ICTS Outsourcing mostra um aumento das denúncias de assédio moral nos últimos anos, que pode ser explicado pela maior conscientização dos colaboradores, empoderamento dos mesmos, regras claras providas pelas empresas através do código de ética e a adoção de ferramentas como o canal de denúncias.

Identificar e tratar estes casos, permite que uma empresa obtenha economia mensurável ao evitar a judicialização, numa média de quase 21 mil reais por processo, de acordo com esta mesma pesquisa.

Para isto, não basta realizar ações pontuais de comunicação, ou treinamentos que sejam vistos como obrigação pelos colaboradores. As ações devem ser efetivas e recorrentes. Um bom diagnóstico pode ser obtido através do processo de auditoria de cultura de compliance, prática ainda pouco adotada pelas empresas no Brasil.

E é preciso ir além da questão de prevenção ao assédio. Pesquisa da McKinsey and Co publicada no início de 2018, mostra a correlação entre diversidade e resultados. Sem a promoção de respeito e empatia no ambiente de trabalho, não será possível promover a diversidade, tampouco otimizar os resultados esperados. Num mercado competitivo, as organizações não podem se dar ao luxo de perder talentos, nem de desperdiçar recursos.

4 – Ampliação do uso de tecnologias

A adoção de soluções tecnológicas como aliadas dos Programas de Compliance continua. Os treinamentos e-learning e o uso de analytics nas auditorias são uma realidade, e devem continuar sua evolução de aplicação no próximo ano.

É visível os diversos e distintos níveis de maturidade existentes no quesito tecnologia nos Programas de Compliance das empresas que atuam no Brasil. O uso de algorítimos e soluções automatizadas nos controles internos é uma prática em evolução, e o RPA (robotic process automation) é ainda pouco disseminado, mas deve iniciar um movimento de adoção pelo Compliance a partir de 2019. A aposta na inteligência artificial continua, em especial no suporte à dúvidas sobre a aplicação de regras e na identificação de fraudes em potencial.

5 – Amadurecimento dos Programas de Compliance

Muitas das iniciativas iniciadas em 2013 e 2014 estão se consolidando, e se refletem em Programas que atingiram a maturidade em termos de existência dos elementos e de ter algum histórico em 2017 e 2018. Como consequência, a busca por ações de reconhecimento público cresceram em 2018, movimento que tende a continuar em 2019. São exemplos de reconhecimento a iniciativa Empresa Pró-Ética e a certificação ISO 37.001, de sistema de gestão antisuborno.

Contudo, vale destacar que por outro lado, 1 em cada 4,3 empresas ainda possuem baixo nível de maturidade. Parte das empresas deste grupo devem iniciar as ações em 2019, seguindo o movimento do mercado.

*Jefferson Kiyohara é líder da prática de riscos & compliance da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.

Audit Analytics: Os primeiros passos da transformação digital na auditoria interna 171

Analytics

Confira artigo do especialista Alessandro Gratão Marques

A digitalização desafia e rompe a forma como as empresas operam suas rotinas. As ferramentas digitais invadem o ambiente de negócios, provocando mudanças significativas na forma como as companhias trabalham, comunicam e vendem. Isto deu origem a novas oportunidades e desafios, desencadeada pela transformação digital. Neste contexto, a área de auditoria das empresas enxerga ótimos benefícios oriundos da Indústria 4.0. Homens e máquinas se unem em prol da agilidade e da acuracidade dos dados.

O Audit Analytics, por exemplo, é um conceito que vem mudando o futuro das análises de informações. Mesmo que seja assunto pouco explorado no Brasil, é válido ressaltar que a prática já chegou por aqui e diversas empresas começam a aplica-lo em suas operações com o objetivo de elevar a eficiência e a abrangência da análise, assim como para reduzir custos em horas de análises humanas e para otimizar resultados em projetos de auditoria.

Podemos vislumbrar no setor financeiro, que tem sido pioneiro em adotar inovações tecnológicas, devido à dependência de dados e informações. Serviços financeiros e seguros tornam-se a indústria mais digitalizada e os mais bem posicionados no atendimento aos seus clientes. Em especial nos bancos, ao permitirem que os auditores tenham uma visão geral das operações da organização e aprofundem nos dados, que podem ser usados ao longo de todas as fases da auditoria.

Usar Audit Analytics no campo da auditoria interna traz inúmeras vantagens , como transformar uma enxurrada de dados em informação valiosa de auditoria; facilitar a identificação, mensuração e perfil de riscos; aumentar a qualidade dos testes; prover taxa de erros verdadeiras em vez de estimativas; destacar tendências e fatores que podem não ter sido percebidos através de técnicas convencionais, ampliar a produtividade e eficiência, bem como dar sugestões com alto valor agregado à administração com foco em redução de custos.

Em meio ao volume de dados e às inovações tecnológicas, o melhor caminho é utilizar a inteligência das consultorias, que detêm conhecimento das práticas e das aplicações. A migração é fácil: primeiro as empresas precisam repensar seus processos principais dentro de numa estratégia de inovação e transformação digital. Depois, preparar e organizar dados que possam ser utilizados a seu favor, seja na elaboração de indicadores ou mesmo como insumo para aplicação de suas linhas de defesa.

Pronto! A eficácia do seu departamento de auditoria está em dia com um diferencial que trará notoriedade e exposição à governança de sua empresa.

*Alessandro Gratão Marques é líder das práticas de Forensic, Auditoria Interna e Financial Advisory da Protiviti consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.

Um novo desafio para o segmento de planos odontológicos 330

Planos Odontológicos

Confira artigo de Geraldo Almeida Lima, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo – SINOG

Como venho expondo há algum tempo por meio de artigos de opinião e entrevistas à imprensa, é inegável que esteja havendo uma mudança de comportamento em relação à saúde bucal. Ainda tímida, pois apenas 11% da população brasileira (23,5 milhões de pessoas) possui um plano odontológico, mas com sinais de que esse número tende a continuar aumentando, como verificado nos últimos cinco anos. O departamento de Economia do SINOG estima que até 2020 o mercado deve alcançar 26,1 milhões de beneficiários. Um cenário positivo e promissor, que mostra o amadurecimento do segmento, bem como, o comprometimento de toda a cadeia.

Porém, em contrapartida, a taxa de cancelamento, também conhecida por economistas como churn rate, dos planos individuais vem apresentando elevado índice. Pelo último levantamento realizado, cerca de 2,9% dos planos são cancelados ao mês, destacando-se entre as outras modalidades: coletivo empresarial, 2,4% e coletivo por adesão com 2,0%, que também estão altos. Esses números estão intimamente ligados à cultura do brasileiro, que contrata um plano odontológico para tratar algum problema pontual e depois do tratamento cancela o contrato, sem considerar que ele pode vir a precisar dos serviços de um cirurgião-dentista em outra ocasião.

Esse comportamento imediatista em nada colabora para manter a saúde bucal e, principalmente, quanto ao entendimento da importância de tal necessidade. Com um ticket médio acessível à população, o plano odontológico é um benefício que deve ser mantido por toda a vida, desde a infância, porque qualquer pessoa pode apresentar algum problema bucal durante sua vida. Além disso, o cancelamento poderá implicar, posteriormente, no aumento da sinistralidade, prejudicando beneficiários e operadoras.

O churn rate pode e deve ser administrado com uma mudança de cultura. O que leva tempo e esforço, pois nosso imediatismo é inerente. Queremos resolver tudo para ontem e sempre estamos em busca da resolução mais simples e rápida, mesmo sabendo que existem questões que só podem ser resolvidas em médio e longo prazos. Contratar um plano odontológico só para um tratamento imediato e depois cancelar não resolve uma necessidade e, pior, pode criar um problema.

Avançamos em muitos aspectos graças à maturidade do segmento, que vem aprendendo com seus acertos e erros. Mas, agora temos um novo desafio. Além de colaborar na conscientização da importância da saúde bucal e desta forma reforçar a odontologia suplementar como parceira ideal na busca por este objetivo, temos que trabalhar para conscientizar os beneficiários sobre a necessidade de poder contar sempre com a segurança e previsibilidade de um plano odontológico. Seguimos juntos nessa empreitada, porque os desafios, assim como as doenças bucais, não param de surgir.

Porque o mercado de criptomoedas ganha cada vez mais espaço e credibilidade 728

Criptomoedas

Confira artigo de Jaime Schier, diretor comercial do Grupo Bitcoin Banco

Desde que alcançou ampla popularidade no fim do ano passado, o mercado de criptomoedas esteve marcado por discussões que envolvem a confiabilidade do sistema, a segurança, a transparência, a regulamentação ou a alta volatilidade da moeda. A verdade é que essa agenda é superada a cada dia pela revolução que o bitcoin vem causando no sistema financeiro. As criptomoedas possuem um valor de US$ 200 bilhões e somam mais de US$ 6 trilhões desde que surgiu, segundo dados de abril deste ano.

Descentralizado e distribuído, ou seja, não controlado por nenhuma entidade ou governo, o mercado de cripto está ancorado na blockchain, o que garante segurança e praticamente impede ataques ou adulteração. Para se ter uma ideia, hoje seriam necessários US$ 56,5 bilhões e uma estrutura computacional como a da Nasa para burlar a rede Bitcoin.

Qualquer movimentação em bitcoin fica registrada e disponível para visualização na blockchain por parte dos usuários. Ainda assim, as consultas são feitas aleatoriamente e as ligações entre as transações exigem um conhecimento aprofundado de navegação nos incontáveis nós da rede.

Isso já começa a fazer das exchanges agentes do processo de transparência e de combate a crimes como lavagem de dinheiro. Alguns magistrados de diferentes órgãos do Poder Judiciário têm demandado consultas às nossas bases de dados, e o fazem requisitando informações e até bloqueio de eventual saldo em criptomoedas, vinculado a determinado CNPJ ou CPF tornado réu em alguma operação criminal.

A ausência de regulamentação específica do setor também já não inibe o mercado. Esse é um segmento extremamente organizado e a prova está na tributação de suas atividades, mesmo sem definição da categoria. As criptomoedas precisam ser declaradas ao fisco brasileiro no Imposto de Renda, por exemplo.

Além disso, ganha força a defesa da autorregulação. Entende-se que o Conselho Monetário Nacional poderia outorgar, como já se faz no mercado imobiliário, poderes a associações que têm como objeto social a defesa do mercado de criptomoedas. Essas entidades, com notória e irrefutável expertise no segmento, ficariam encarregadas da regulação, supervisão, fiscalização e certificação do criptomercado, com vistas a preservar a segurança, eficiência e integridade das operações de negócios e ofertas.

O ideal é que um dia cheguemos ao patamar de países como o Japão, que promoveu a autorregulação e passou a reconhecer as criptos como “moedas legais”, a aumentar a fiscalização contra operações ilegais e para segurança dos investidores. Até mesmo o governo aceita receber seus impostos em moedas virtuais e recentemente um banco tradicional do país passou a fazer oferta de criptomoedas.

O bitcoin também ganha força como forma de investimento. Ao comprar na “baixa” e vender na “alta” e realizar negociações até mesmo com outros usuários das plataformas das exchanges, é possível conseguir boa rentabilidade mesmo em ambiente alta volatilidade. Ganha ritmo agora o uso das criptomoedas como meio de troca de produtos e serviços, especialmente pela possibilidade de realizar transações de maneira rápida, ágil e acessível. Em todo o mundo, são mais de 13,5 mil estabelecimentos, de acordo com o site CoinMap.org, que realiza o monitoramento.

A expansão deve continuar mesmo diante de resistência no sistema financeiro tradicional. Para entrar no segmento de criptos ainda é preciso fazer a troca pela moeda fiduciária e passar pelos bancos, mas a tendência é de que haja uma transformação cada vez maior nesse novo mundo que vai muito além da simples compra e venda de bitcoins.

É com essa certeza que o Grupo Bitcoin Banco investe em estruturas que materializam o mundo das criptomoedas. Nossa agência física em Curitiba é pioneira e oferece produtos concebidos inclusive para quem não tem intimidade com moedas digitais. Entre eles, modalidades de investimento por 90 ou 180 dias, com ou sem possibilidade de trade, que remuneram o cliente com 1% ao mês em bitcoin, com base no valor investido. Na plataforma La Rêve, um depósito por 12 meses permite escolher um “presente” no valor correspondente.

Com as inovações, o Grupo Bitcoin Banco prova ser possível fazer investimento seguro e transparente em criptomoedas, sem risco de perdas. Mais um caminho para oferecer ainda mais credibilidade e consolidar o mercado de criptomoedas.