Coordenador nacional do MST diz que movimento reagirá ‘com sangue nos olhos’ após impeachment 624

Esta e outras informações no Giro do Mercado

Vândalos depredaram sede do PMDB, em Porto Alegre. Reprodução.
Vândalos depredaram sede do PMDB, em Porto Alegre. Reprodução

O coordenador nacional do MST, Alexandre Conceição, afirmou que o movimento vai reagir “com sangue nos olhos” ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que manifestações devem recrudescer e que, o Grito da Terra, programado para 7 de setembro, este ano será retornará com força total. “Depois de permanecer durante os últimos anos em banho-maria, as ações do MST deverão retomar as forças”, disse.

“Nos últimos anos, diante do crescimento econômico, da distribuição de terra, de fato nossa luta reduziu a intensidade”, contou Conceição em referência aos governos Lula e Dilma Rousseff. Agora, com o impeachment de Dilma e a saída do PT do governo, o movimento sente-se livre de qualquer compromisso. “O povo vai sentir o golpe na pele. Nossa missão é reorganizar as massas. As manifestações vão incendiar, a luta vai se radicalizar para garantir seus direitos que possam ser ameaçados”, conclui.

Temer participa do encontro do G20, na China

O presidente Michel Temer.
O presidente Michel Temer

Confirmado definitivamente no cargo de presidente, Michel Temer embarcou para a China, onde participará nos dias 4 e 5 de setembro do encontro do G20 – grupo das maiores economias do mundo. O país está mais interessado em construir um bom relacionamento com o novo governo brasileiro do que em se preocupar com a legitimidade ou não do processo que lhe alçou ao poder.

Sob o comando do Partido Comunista desde 1949, o governo chinês não costuma interferir em questões de política interna de outros países. Mesmo antes de concluído o julgamento de Dilma, já estava agendado um encontro entre Temer e o presidente Xi Jinping, para 17h desta sexta-feira, em Hangzhou, cidade próxima a Xangai.

Salário mínimo subirá para R$ 946,80

reais
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O governo federal propôs que o salário mínimo, que serve de referência para mais de 48 milhões de pessoas no Brasil, suba dos atuais R$ 880 para R$ 946,80 a partir de janeiro de 2017, com pagamento em fevereiro do próximo ano.

O percentual de correção do salário mínimo, pela proposta, será de 7,47%. Se confirmado, esse índice deverá cobrir apenas a inflação do período, ou seja, não haverá aumento real do mínimo.

A informação consta na proposta de orçamento federal para 2017 encaminhada ontem pelo governo ao Congresso Nacional, último dia do prazo legal para o envio do documento.

Porto Alegre é uma cidade pouco eficiente, conforme ranking do Datafolha

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Ferramenta inédita lançada pela Folha em conjunto com o Datafolha neste ano eleitoral mostra quais prefeituras entregam mais serviços básicos à população usando menor volume de recursos financeiros. O Ranking de Eficiência dos Municípios – Folha leva em conta indicadores de saúde, educação e saneamento para calcular a eficiência da gestão e apresenta dados de 5.281 municípios, ou 95% do total de 5.569.

Numa escala de 0 a 1, só 24% das cidades ultrapassam 0,50 e, por isso, podem ser consideradas eficientes. Pesquisa nacional do Datafolha mostra que só 26% dos brasileiros aprovam a gestão de suas prefeituras.

No topo do ranking está Cachoeira da Prata (MG), com 3.727 habitantes e heranças deixadas pelo passado industrial forte. Na rabeira estão cidades do Norte, Centro-Oeste e o Rio Grande do Sul. Porto Alegre é uma cidade com pouca eficiência, na posição 3.185º, a cidade recebeu nota 0,43. O número coloca a capital gaúcha atrás de cidades consideradas eficientes, como Presidente Lucena, também no RS. Confira o ranking completo.

Apple lançará novo iPhone na semana que vem

Reprodução
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A Apple iniciou a distribuição de convites para o evento que deve marcar o anúncio oficial do iPhone 7, a partir das 14 horas (no horário de Brasília) do dia 7 de setembro. O dispositivo deve marcar uma ligeira mudança de rumo para a empresa, que deve introduzir o modelo Pro à linha — entre as características da nova variação está uma tela ligeiramente curva.

Mantendo a tradição, a companhia não confirmou qual vai ser o produto que pretende revelar durante o acontecimento. No entanto, é muito improvável que os relatos divulgados nos últimos meses estejam errados e a empresa vá focar o acontecimento em outro produto — algo que inclusive iria contradizer a maneira como ela agiu nos últimos anos.

Entre as mudanças mais esperadas no iPhone 7 está a eliminação de uma conexão de 3,5 mm para fones de ouvido e a divulgação de mais detalhes sobre recursos exclusivos do iOS 10. O evento também deve ser usado pela companhia para divulgar quando o grande público vai poder experimentar a versão definitiva do sistema, atualmente em fase de testes Beta.

O convite enviado à imprensa dá à entender que a Companhia da Maçã vai dar atenções especial para os recursos de câmera oferecidos em seu novo aparelho. Isso reforça os indícios de que o produto deve adotar um sistema com lentes duplas que garante uma maior profundidade às fotografias registradas com auxílio do gadget.

Além do novo smartphone, também há a chance de que vamos descobrir mais detalhes sobre novos iPads, uma atualização do MacBook e até mesmo sobre o Apple Watch 2.

*Com informações de Broadcast Político, G1 e TecMundo.

Programa Seguro Sem Mistério estampa nova ação do JRS em Porto Alegre 369

Atração de TV chega a mais de 21 cidades do RS; Campanha reforça presença do JRS no Estado

Programa Seguro Sem Mistério estampa nova ação do JRS em Porto Alegre
Programa Seguro Sem Mistério estampa nova ação do JRS em Porto Alegre

Em um percurso de mais de 200km diário será divulgada a marca do programa Seguro Sem Mistério nas ruas do Rio Grande do Sul. Em ação especial, JRS reforça presença no Estado, divulgando a atração veiculada em mais de 21 cidades do Rio Grande do Sul, através dos canais 520 e 526 da NET.

A apresentadora e editora-chefe da agência de comunicação, Júlia Senna, estampa a nova peça publicitária. O programa Seguro Sem Mistério na TV vai ao ar em edição inédita todos os domingos, a partir das 11h30min. Nas segundas e terças, o programa vai ao ar a partir das 13h30min. Já nas quintas, o SSM é apresentado a partir das 16h30min. Às sextas, a atração vai ao ar a partir das 9h e aos sábados, a partir das 14h.

Com quase 15 anos no ar, o programa traz diversas entrevistas em conteúdos especiais produzidos pelos jornalistas do JRS. No verão, uma campanha especial chamou a atenção dos veranistas e reuniu diversos players e especialistas do setor de seguros durante toda a temporada. Com direção geral de Jota Carvalho, apresentação de Júlia Senna, reportagens de William Anthony, imagens de Matheus Pé e edição de Filipe Tedesco, o programa é referência nacional em informações sobre o mercado de seguros, previdência e capitalização.

Além dos horários especiais de apresentação na televisão, o Seguro Sem Mistério conta com edições na íntegra no canal do JRS no YouTube e na seção de vídeos da página oficial do JRS no Facebook.

Sudamerica Vida patrocina 60 anos do Clube dos Seguradores da Bahia 187

Sudamerica Vida patrocina 60 anos do Clube dos Seguradores da Bahia

Comemoração acontece no dia 26 de abril

Recentemente autorizada para operar no segmento de pessoas, a Sudamerica Vida filiou-se a Associação Nacional das Microsseguradoras (ANM). A companhia foi a primeira a garantir presença através de patrocínio aos 60 anos do Clube dos Seguradores da Bahia, que será comemorado no dia 26 de abril, a partir das 19h, no Hotel Fiesta.

São aguardados mais de 250 corretores de seguros, além de personalidades de mercado em uma confraternização diferenciada. “O Luciano Fracaro, presidente da Sudamerica, e o Diretor Comercial, David Novloski, são amigos da Bahia, acreditam em nosso mercado, nos prestigiam sempre, além de serem profissionais de altíssimo nível. O Clube dos Seguradoras da Bahia agradece a confiança e prestigio”, enfatiza Fausto Dórea, presidente da entidade baiana.

Futuros corretores têm última oportunidade em 13 localidades 169

Futuros corretores têm última oportunidade em 13 localidades

As opções Capitalização e Vida e Previdência devem ser adquiridos em conjunto

Ainda há tempo para iniciar uma nova formação e ingressar em um dos mercados que mais cresce no País. A Escola Nacional de Seguros segue ofertando o Curso para Habilitação de Corretores de Seguros em 13 localidades, para aulas sobre Capitalização e Vida e Previdência.

As aulas acontecerão em todas as regiões, nas cidades de Anápolis (GO), Araguaína (TO), Cascavel (PR), Chapecó (SC), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Natal (RN), Porto Velho (RO), Pouso Alegre (MG), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Teresina (PI).

Os cursos de Capitalização e Vida e Previdência devem ser adquiridos em conjunto. Ao final das aulas, os aprovados receberão certificado que permite dar entrada no registro da profissão emitido pela Susep.

Informações como investimento, pré-requisitos e início do período letivo estão disponíveis neste site, que também é o canal para inscrições.

Ações de curto prazo que podem agilizar o comércio bilateral entre EUA e Brasil 511

Ações de curto prazo que podem agilizar o comércio bilateral entre EUA e Brasil

Alguns tópicos no curto prazo poderiam ter efeito imediato no comércio e investimento entre os dois países

O Brasil tem todas as condições para conseguir resultados concretos de aproximação bilateral de comércio com os Estados Unidos durante a visita do presidente Jair Bolsonaro a Washington, que vai acontecer nos dias 18 e 19 de março. É o que acredita Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasill, a maior Câmara Americana, entre 114 existentes fora dos EUA.

“Uma vez que temos dois presidentes que dão bastante importância ao desenvolvimento do setor privado, nossa expectativa é que se faça um bom programa de trabalho, com objetivos de curto, médio e longo prazos para que esse relacionamento, de fato, ganhe outra dimensão”.

Na primeira semana de março, a CEO da Amcham Brasil se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e levou as propostas de cooperação bilateral que são as mais relevantes para suas 5 mil empresas associadas para o encontro. “Um bom programa de trabalho é a forma mais adequada de conseguir resultados concretos. Falo de uma agenda que traga bom impacto nas relações e não tenha uma complexidade tal que seriam necessários anos para se chegar a um resultado”, resume.

A CEO da Amcham Brasil acompanhará a delegação do presidente Bolsonaro aos EUA como uma das representantes do setor privado. No dia 18, vamos divulgar nos EUA o relatório Brazil and the United States: A Roadmap to a Trade Agreement, sobre as possíveis etapas para um acordo de livre comércio. O documento foi feito em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a US Chamber e será divulgado na segunda-feira (18) durante o Brazil Day in Washington, encontro de empresários e autoridades dos dois países na capital americana.

Resultados de curto prazo

É muito provável que o governo brasileiro comece a dialogar com os Estados Unidos sobre um acordo de livre comércio ou mesmo um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, iniciativas que são apoiadas pela Amcham. O que requer entendimentos e negociações que podem chegar a dois ou três anos para finalmente serem concluídos.

Isso não quer dizer que o Brasil não tenha expectativas de curto prazo que não possam ser atingidas no período e, que preparem o terreno para alcançarmos esses acordos, detalha a CEO. “São as ações e entregas intermediárias que lançam as bases para entendimentos duradouros. Precisamos de medidas à curto prazo para trazer um novo folego de diálogo a relação e aquecer negociações para conquistas amplas e ambiciosas. A intenção de um acordo comercial pode até parecer em discurso dos dois presidentes, mas sabemos que ela é completamente dependente desse entusiasmo comercial e bilateral renovado à curto prazo”, comenta Deborah Vieitas.

Alguns tópicos no curto prazo poderiam ter efeito imediato no comércio e investimento entre os dois países. A Amcham listou os temas de impacto rápido e com chance de serem anunciados como prioritários no primeiro encontro entre os presidentes Bolsonaro e Trump:

CEO Fórum

Principal iniciativa em prol do diálogo, o CEO Fórum deve ser reativado. “Criado há 10 anos e interrompido em 2015, é focado em reuniões bilaterais criadas entre grandes empresários dos dois países e seus respectivos Presidentes para encontrar formas de ampliar as relações comerciais e de investimento”, explica Vieitas. Do lado americano, já saíram duas chamadas para apresentação de candidaturas do Federal Reserve e o Ministério de Economia está em definição da seleção de membros brasileiros.

Acordo de Salvaguardas Tecnológicas

Com ambos os lados comprometidos, o texto do acordo segue em revisão final com chances de ser assinado durante a visita presidencial, permitindo o uso da base de Alcântara (MA) pelo governo americano. “Se isso for concretizado, pode trazer muitas oportunidades na área de Defesa e dar um belo impulso ao programa espacial brasileiro. É um cenário promissor para a transferência e desenvolvimento de tecnologias”, explica.

Global Entry – adesão do Brasil ao Global Entry, programa de facilitação de vistos para executivos e investidores. “Para que os países possam fazer parte deste programa, é necessária uma troca de informações bilateral. Que, no nosso caso, envolvem Receita Federal e Polícia Federal. Quando se compartilham essas informações, os viajantes que são considerados de baixo risco têm um processo de liberação muito mais rápido através de quiosques eletrônicos”. Pela complexidade de informações trocadas em sistemas, pode não ser assinado durante a visita, mas segue sendo um atual tema de interesse e não controverso para os dois lados.

Operador Econômico Autorizado

Um acordo de reconhecimento mútuo entre o Operador Econômico Autorizado (OEA) brasileiro e o dos EUA traria benefícios imediatos ao comércio, sendo um tópico de grande convergência entre os dois países e dependente apenas do cumprimento das exigências sensíveis de segurança (sendo o único ponto atual de obstáculo). O OEA é uma plataforma que reúne empresas que atuam com importação e exportação e certifica as que são mais assíduas e responsáveis. “É uma ferramenta fundamental para ajudar a cadeia logística a cumprir de forma agilizada as exigências aduaneiras dos dois países. Se houvesse esse acordo de reconhecimento mútuo, as empresas que são tradicionais exportadoras e importadoras acabam recebendo uma classificação que facilitaria e daria muita agilidade ao trânsito de mercadorias que elas têm com os dois países”.

Convergência regulatória

Uma das exigências prévias para fazer trocas comerciais com outro país é estar em conformidade com os padrões técnicos e legais da localidade. Nesse sentido, é importante ampliar o acordo de convergência regulatória com os EUA. O setor de porcelanato conseguiu fazer um acordo desses, que surgiu de um diálogo entre o Departamento de Comércio dos EUA (em inglês, a sigla é DoC) e o ex-MDIC, hoje Ministério da Economia.

“Em comum acordo, os dois países fizeram um alinhamento da regulação permitindo aos brasileiros exportar para lá e vice-versa. Seria muito importante que esse acordo fosse alcançado com outros setores. Para isso, é necessário que haja disposição nos diferentes setores econômicos dos dois países”. O lado americano (DOC) aguarda propostas do Brasil para avançar na agenda.

Diálogos bilaterais

O diálogo setorial também é um mecanismo importante de aproximação. “O diálogo comercial entre o DoC e o Ministério da Economia tem sido dos mais ativos, mas há outras iniciativas, como o da Infraestrutura, da Defesa e de Energia. Esses diálogos é que acabam levando a ações mais concretas de cooperação”. A agenda está em processo de retomada no Ministério da Economia, tendo o seu esforço concentrado na facilitação comercial.

Ações de médio e longo prazos

Para consolidar o diálogo bilateral, Vieitas destaca que ele não depende só do governo e do setor privado, mas também do Congressos americanos e brasileiros. “Precisamos envolver os dois congressos nesse movimento de aproximação. Não se pode ter qualquer ambição de acordo comercial sem iniciar esse envolvimento. Precisamos reativar a Frente Parlamentar Brasil – EUA, bem como o “Brazil Coucus” nos EUA, voltando a reunir os congressistas que estão diretamente implicados na decisão sobre temas da relação bilateral, e que serão responsáveis pelo entendimento aprofundado desses temas”.

Apesar da grande expectativa da obtenção do apoio dos EUA para acessão do Brasil à OCDE, o tema pode até ser citado neste primeiro encontro, mas segue ainda sendo um ponto com necessidade de maior diálogo e influência. “Sabemos que os EUA têm sua própria visão sobre instituições multilaterais, mas isso não impede que possamos receber o apoio americano para a nossa acessão à OCDE, já que ele foi dado à Argentina recentemente”.

A visita de Bolsonaro é a oportunidade para aprofundar a relação, defende a CEO. “Entendemos que esse momento exige um sincero desejo de fazer mais. O que é muito positivo. Como representantes do setor privado, somos espectadores e ao mesmo tempo protagonistas: esperamos coisas boas e sabemos que temos espaço para ampliar a relação comercial e de investimentos com vantagens para ambos os lados”.

Fatos e dados da relação bilateral Brasil-EUA

Investimentos estrangeiros diretos dos EUA no Brasil

  • As exportações de empresas americanas estabelecidas no Brasil somaram US$ 8,5 bilhões em 2015.
  • As empresas americanas geraram US$ 37,2 bilhões em valor agregado ao PIB brasileiro e empregaram 645.800 brasileiros, com um estoque de ativos de US$ 263 bilhões em 2015, e venderam US$ 171,3 bilhões internamente.
  • Os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar entre as origens de investimento estrangeiro direto no Brasil . O estoque alcançou US$ 68,2 bilhões. Isso equivale a 3.3% do PIB brasileiro. Entre 2008 e 2017, o IED dos EUA no Brasil cresceu 55.3%.

Investimentos brasileiros diretos nos EUA

O estoque de IED brasileiro nos Estados Unidos cresceu 356% entre 2008 e 2017, alcançando US$ 42,8 bilhões em 2017. Em 2017, o Brasil foi a 16ª maior investidor nos EUA – à frente do México.

Em 2015, as empresas brasileiras detinham US$ 102,2 bilhões em ativos nos Estados Unidos e empregavam 74.200 pessoas. Comparado com grandes emergentes (China, Índia, Rússia, e México), o Brasil fica em segundo lugar na geração de empregos nos EUA.

As subsidiárias brasileiras venderam US$ 48,3 bilhões no mercado interno, e geraram US$ 7,9 bilhões em valor adicionado ao PIB americano (2015). Entre 2009 e 2015, as empresas brasileiras nos EUA superaram consistentemente empresas de outros grandes emergentes em vendas internas e valor adicionado ao PIB dos EUA.

As subsidiárias brasileiras nos EUA exportaram US$ 5,1 bilhões em 2015, mais que subsidiários de outras grandes economias emergentes (China, México, Índia, Rússia).

*Dados Amcham, Apex e Brazil-US Business Council.

Venda de livros abre 2019 em baixa 156

Venda de livros abre 2019 em baixa

Livros didáticos puxaram para baixo a performance do mercado

O ano começou muito desafiador para o setor livreiro brasileiro, uma vez que o fechamento de lojas físicas continuou, assim como no ano passado, a impactar as vendas. No primeiro bimestre de 2019, a queda foi de 18% em volume e de 19% em valor, números que frustraram a expectativa daqueles que viam no período de volta às aulas, uma oportunidade de recuperação de faturamento.

Historicamente, com as vendas de livros didáticos em alta nos primeiros meses do ano, o mercado reage positivamente. Mas em 2019, o que se nota é uma performance aquém da esperada, uma vez que os títulos destinados ao público escolar sofreram uma queda de 43% em volume e 38% em valor.

“Todos os acontecimentos do ano anterior, o que inclui a crise das grandes livrarias, provocaram uma mudança no ecossistema do varejo de livros e a sazonalidade foi fundamental na materialização desse fenômeno. Em outras palavras, ficou evidente que as editoras focaram em outros canais para atender a demanda de estudantes”, pondera Ismael Borges, líder do Bookscan Brasil.

“Decidimos aguardar o fechamento do 2T para a divulgação do primeiro Painel das Vendas de 2019, para ter números mais consolidados. O desafio continuará no próximo período, por incluir o período do Carnaval, o comparativo das vendas de livros técnicos e científicos e o Dia da Mulher, data que teve um alto desempenho em 2018”, afirma Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL.

Esses são alguns dos dados do 01º Painel das Vendas de Livros no Brasil em 2019, apresentados pelo Nielsen Bookscan e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Os números têm como base o resultado da Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.

* T. Mercado – Período 02: 2018 (29/01 a 25/02/2018) x 2019 (28/01 a 24/02/2019)
T. Mercado – Acumulado WK01 / WK08: 2018 (01/01 a 25/02/2018) x 2019 (28/01 a 24/02/2019)
Fonte: Nielsen | Nielsen BookScan

Metodologia

O objetivo da criação do Painel é dar mais transparência à indústria editorial brasileira. A iniciativa da parceria entre o SNEL e a Nielsen disponibiliza para o setor dados atualizados que poderão contribuir nas tomadas de decisões por empresários de todos os portes.

Para a realização do Painel, os dados são coletados diretamente do “caixa” das livrarias, e-commerce e varejistas colaboradores. As informações são recebidas eletronicamente em formato de banco de dados. Após o processamento, os dados são enviados online e atualizados semanalmente.

Nielsen Bookscan é o primeiro serviço de monitoramento de vendas de livros no mundo, presente em dez países, e o resultado de seu trabalho é um forte instrumento de decisão para as editoras que trabalham com estes dados. O SNEL divulga o Painel das Vendas de Livros no Brasil a cada quatro semanas.