Na mira do crime 415

Roubos e furtos impactam diretamente no ramo de seguros automotivos

EDITORIAL – Imagine que você pode caminhar pelas ruas de sua cidade livremente, sem nenhuma preocupação com roubos, sequestros e latrocínios. Parece um exercício bem difícil, afinal, acabamos aceitando as grades que nos rodeiam. O verdadeiro presídio de segurança máxima em que nossas residências foram obrigadas a se transformar tornou-se comum, banal.

Partimos deste pressuposto para falar de um dos assuntos mais importantes da sociedade contemporânea: segurança pública. A análise precisa ser muito mais profunda do que a realizada pelo senso comum. Precisamos avançar nas discussões para tornar as ações preventivas mais efetivas e isso exige um empenho geral da sociedade. Passa, acima de tudo, por educação e um maior incentivo do Estado a políticas que incentivem o jovem empreendedor, a prática esportiva e tantas outras que garantem uma juventude saudável e longe da criminalidade.

Nossos políticos lutaram para desarmar a população, no entanto, seguem rodeados de seguranças armados até os dentes. E os bandidos. Quando serão desarmados? A resposta é óbvia. Provavelmente, nunca. Talvez, tenha chegado a hora de pensarmos em outra abordagem para derrotar o crime organizado.

A corrupção está intrínseca em nossa sociedade. Armas são desviadas das corporações. As fronteiras desprotegidas, falta estrutura para um maior controle do que entra e sai do Brasil.  E claro que as pessoas são as maiores prejudicadas, mais uma vez, pelo excesso de intervenção dos comandantes da Nação.

Esta abordagem inicial tem relação direta com o assunto tratado em nossa matéria principal da edição deste mês. Falamos especificamente sobre o roubo e furto de veículos, além de como isso afeta o mercado e o consumidor de seguros.

Os tempos atuais exigem flexibilidade, pensamentos para o futuro e reflexões que integrem a sociedade em geral nesta difícil etapa de tomada de decisões: combatemos o crime de modo inteligente ou seremos totalmente dominados pelos criminosos de arma em punho e de colarinho branco.

Somos um grande país, mas as coisas insistem em não funcionar de maneira adequada e planejada. Cobre constantemente seu parlamentar nas casas representativas. Vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e o presidente da República devem ser cobrados por isso. O dinheiro existe, basta usá-lo com inteligência, com projetos efetivos e que visem o benefício coletivo, ao contrário do que é praticado por muitos dos profissionais da “profissão mais honesta do mundo”.

Drones, seguro e responsabilidade nas alturas 820

RC obrigatório movimenta mercado e auxilia no cumprimento de regras

Os criadores dos drones não imaginavam que essas pequenas aeronaves não tripuladas fariam parte da sociedade como percebemos atualmente. Essas máquinas voadoras, originalmente idealizadas para fins militares, são frequentemente vistas sendo utilizadas em projetos audiovisuais profissionais e até por cidadãos comuns para registrar imagens aéreas.

Carlos Polizio é diretor de Aero, Casco e Transportes do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre

De acordo com a feira DroneShow Latin America, que reúne fabricantes, importadores, prestadores de serviços, desenvolvedores e provedores de tecnologia, das 720 empresas que atuam com atividades ligadas à drones no Brasil, a maioria tem menos de 20 anos de existência e 87,6% são de prestadoras de serviços e oferecem treinamento. 

Com o crescimento do uso nos últimos anos, algumas características tornam necessárias a existência de uma legislação. Tendo em vista as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operações civis de aeronaves não tripuladas, que completaram um ano no mês de maio, também se torna necessário um produto de seguro específico para a atividade. “A regulamentação trouxe a necessidade do operador profissional contratar seguro de Responsabilidade Civil e este profissional também passou a querer proteger seu patrimônio diante dos elevados valores dos equipamentos embarcados”, explica o diretor de Aero, Casco e Transportes do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, Carlos Polizio.

Para o uso profissional de drones, a contratação do seguro de Responsabilidade Civil (RETA) é obrigatória e possui limites pré-fixados e aprovados pela Anac e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Este seguro está relacionado a danos causados pelo equipamento a terceiros. Caso haja necessidade do operador contratar limite superior ao seguro obrigatório, ele poderá contratar apólices específicas com limites em excesso ao obrigatório e conforme sua necessidade”, comenta.

Outra opção de seguro é o de proteção ao equipamento, ou seja, para danos. “Este seguro consiste na reposição do valor do equipamento após sinistro de perda parcial e/ou perda total. Quando falamos em equipamento devemos considerar o drone (chassi), bem como o equipamento que esteja instalado no Drone (câmera e demais acessórios do conjunto)”, elucida.

Fernando Pitol trabalha com imagens aéreas através de drones desde 2015

O autônomo Fernanda Pitol, de 37 anos, trabalha profissionalmente com drones desde 2015. Seu foco de voo é voltado ao mercado imobiliário, com materiais de imóveis para venda, análises de áreas, mapeamentos, institucional e imagens gerais de praias. “Em algumas situações também utilizo para segurança patrimonial, empresas grandes e em alguns eventos que precisam cuidar o perímetro da empresa em determinadas épocas”, conta.

O seu equipamento é homologado pela Anatel e Anac e conta com seguro desde fevereiro deste ano, que abrange cobertura sobre terceiros para eventuais imprevistos. Ele considera que o valor pago, em torno de R$ 700 reais/anual, condiz com a tranquilidade que proporciona. “Já houve queda em meu exercício profissional, mas como respeito as regras, não houve feridos, somente danos materiais. Bateu em um pássaro e caiu de uns vinte metros”, narra.

Tendo como parâmetro a sua vivência profissional, Pitol alerta para a quantidade de pessoas que utilizam estas ferramentas sem homologações ou autorização de uso do espaço aéreo e seguro. “[É preciso] que as regras sejam amplamente divulgadas e passem a serem respeitadas, de forma que não existam acidentes, ou pelo menos diminuam, pois nem todos os acidentes são imprevistos, alguns são previsíveis”, diz.

Pelo lado do mercado segurador, Carlos Polizio salienta que o número de apólices vem crescendo mês a mês. “Como toda modalidade nova as dúvidas são constantes, ajustes são necessários, alinhamento do produto junto ao mercado se torna uma prática de extrema necessidade e processos de sinistros começam a acontecer”, argumenta.”A conscientização já está caminho e se faz necessária diariamente. Importante ressaltar que o papel do corretor de seguros é essencial e contamos muito com este apoio neste momento”, finaliza.

RS: Corretores do Sul do Estado confraternizam em Pelotas 668

Representantes de entidades e companhias também participaram do momento

Os corretores de seguros do Sul do Estado celebraram o fechamento de 2018 na sexta-feira (09) em Pelotas. O momento já é um tradicional encontro promovido pela Delegacia da Região do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS), chegando a sua 15ª edição neste ano.

De acordo com a delegada do Sindicato na cidade, Jacqueline Carvalho, o momento é oportuno para que os profissionais confraternizem e estreitem laços de parceria entre corretores e seguradoras. O presidente do Sincor-RS, Ricardo Pansera, do Sindicato das Seguradoras do RS, Guacir Bueno, e representantes de companhia participaram da confraternização.

Confira as imagens:

Kuantta Consultoria divulga workshops programados para 2019 419

Inovação

Eventos contam com apoio do Sindicato dos Corretores do RJ

Dando continuidade ao programa de qualificação dos profissionais que atuam no mercado de seguros no Rio de Janeiro, a Kuantta Consultoria informa os meses dos workshops programados para o próximo ano.

Em fevereiro, acontece um debate com o tema “Como o Sillicon Valley define metas?“. No mês de maio já haverá outra apresentação com o tema “Tecnologia e Inovação no mercado de seguros”. O segundo semestre conta mais dois eventos. Em agosto, com o tema “Um novo jeito de trabalhar a gestão de pessoas” e em novembro de 2019, será a vez do tema “Planejamento Estratégico para alcançar resultados”.

Arley Boullosa define esses workshops como uma oportunidade de aprendizado para os corretores de seguros, os funcionários das corretoras e das seguradoras.

“A programação dos eventos já está pronta, para que os participantes possam se planejar melhor e comparecerem. O formato será o mesmo do Corretor do Futuro, que aconteceu no final de agosto onde tivemos um dia inteiro de palestras com Gustavo Mello, Marcelo Blay, Fernando Vieira, Bernard Biolchini, Gustavo Malavota, Engler Santoni, Israel Martins e eu também falei. Queremos gerar o máximo de conteúdo relevante com temas que realmente interessam para os corretores principalmente e para isso vou escalar grandes palestrantes para os eventos. O importante é compartilhar conhecimento e dar todo suporte necessário aos que pretendem ampliar seus horizontes. Os corretores irão sair dos nossos eventos inspirados a executar. A Kuantta Consultoria vem se consolidando como referência de ensino e aprendizado para a categoria e isso é fundamental para o crescimento do setor de seguros”, declarou Boullosa.

Os eventos terão o apoio do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (Sincor-RJ) e seguradoras patrocinadoras estão fechando suas participações.

CCS-RJ promove almoço com André Lauzana, da SulAmérica 216

Encontro acontece no próximo dia 22 de novembro, no Centro do Rio

André Lauzana é Vice-Presidente Comercial da SulAmérica
André Lauzana é Vice-Presidente Comercial da SulAmérica

Direção e associados do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) estarão reunidos no dia 22 de novembro, para o próximo almoço mensal da entidade.

O evento terá como convidado especial o Vice-Presidente Comercial da SulAmérica, André Lauzana, que assumiu o cargo em abril deste ano, após obter notáveis avanços à frente da vice-presidência de Capitalização da companhia, que continua a exercer. O executivo já está há sete anos na seguradora, tendo começado como diretor financeiro.

O encontro será no restaurante Aspargus, no Centro do Rio, a partir das 12h30min.

CNseg divulga Carta do Seguro com resultados do setor 771

Análise de mercado - Carta do Seguro CNseg

Decréscimo médio geral do mercado foi de 0,9%, em relação ao mesmo período do ano passado

A Susep divulgou os dados do mercado de seguros até setembro de 2018. Com o ciclo econômico ainda baixo, e considerando o novo
padrão de concorrência e as diferentes preferências por proteção manifestadas pelos consumidores, o desempenho médio do setor segurador torna opaca a dinâmica intrassetorial. Ou seja, deixa de revelar o desempenho comparativo entre os dois grandes segmentos do mercado – Ramos Elementares e Coberturas de Pessoas – e entre os diversos ramos de seguros abrigados nesses grupos.

Comparando-se os nove meses de 2018 com idêntico período do ano passado, o decréscimo médio geral do mercado foi de 0,9%. Entretanto, para adequada comparação, é preciso desconsiderar o DPVAT, já que teve tarifa reduzida por decisão dos órgãos reguladores.

Retirado esse seguro, o decréscimo é de 0,2%, virtualmente um estado de estabilidade em termos nominais. Já ao serem segregados segmentos e ramos de seguros, tem-se um melhor quadro da resposta do setor segurador e das forças de distribuição de produtos às preferências de pessoas, famílias e empresas.

Assim, destacam-se os ramos de seguros com desempenho acima de dois dígitos, que são o seguro Rural e o seguro de Transportes
(15,1%) e o ramo Patrimonial Massificados (14,4%). Perto de dois dígitos, figuram o seguro de Crédito e Garantias (9,8%), o seguro de
Responsabilidade Civil e os Planos de Vida Risco, ambos com 9,5%.

Todos aqueles ramos do segmento de Ramos Elementares, e mais os de Vida Risco, parecem refletir o comportamento cauteloso de famílias e empresas de se colocarem ao abrigo da proteção securitária em momento de ameaças contra o patrimônio acumulado, ameaças do desemprego, garantias dos empréstimos tomados, bem como a resiliência de atividades econômicas contracíclicas, como a agroindústria e o carregamento de obras ainda da época do ciclo econômico alto.Na outra ponta do desempenho, os Planos de Acumulação em Cobertura de Pessoas permanecem afetados pelo ambiente de volatilidade de ativos concorrentes. O decréscimo do VGBL já chegou a 9,4%, enquanto o PGBL viu reduzir a sua arrecadação em 2,2%, muito embora o patrimônio acumulado de ambos ainda seja superlativo. Pela sua magnitude na arrecadação global do setor segurador, são esses dois produtos de caráter previdenciários que influenciam a média negativa do mercado.

Como de praxe, alinham-se, abaixo, os gráficos de desempenho dos grandes segmentos dos seguros, desta vez em médias de 12 meses móveis. O que apenas referenda as diferentes contribuições das linhas de negócio dos seguros.

Reprodução
Reprodução

Confira a Carta do Seguro, da CNseg, na íntegra.