Porto Seguro busca ir além dos carros 334

Segundo presidente, a companhia está acompanhando as tendências e, por isso, busca a diversificação

Líder no setor de seguros para automóveis no País, a Porto Seguro já começou a se movimentar para ficar menos dependente dos veículos. Isso porque uma das principais tendências atuais da economia é o compartilhamento. Ou seja: as pessoas vão se preocupar menos em ser donas de seus carros – ou de qualquer outro bem – e focar mais no uso que farão deles. Isso pode significar que menos automóveis serão vendidos e, no fim das contas, o número de seguros também poderá diminuir.

Embora ninguém possa prever exatamente se a propriedade de veículos irá cair radicalmente, o fato é que as novas formas de consumo vieram para ficar. De acordo com o presidente da Porto Seguro, Fábio Luchetti, a empresa está acompanhando essas tendências e, por isso, busca a diversificação. O grupo, que fatura cerca de R$ 16 bilhões por ano, ainda tem 80% de sua receita concentrada em seguros, com participação massiva dos veículos – segmento em que as margens vêm ficando mais baixas.

Esse “aperto” foi refletido nos resultados da companhia do segundo trimestre, prejudicados pelo aumento nos roubos de veículos e pela crise econômica, que fizeram o lucro líquido do grupo cair 37% em relação ao mesmo período de 2015, para R$ 175 milhões. “O balanço do segundo trimestre foi ruim, tanto que a Porto reduziu a distribuição de dividendos”, explica o analista Eduardo Noshio, do banco Brasil Plural. “No terceiro trimestre, prevemos um aumento de preços e, consequentemente, ganho de margens.”

Enquanto ainda tem a vantagem da liderança e do posicionamento “premium” em veículos, a empresa está tentando crescer além dos seguros. Essa estratégia serve a dois objetivos: angariar novas receitas e também fidelizar os corretores, que geralmente trabalham com várias seguradoras, à marca.

Até agora, a operação alternativa mais desenvolvida é a de cartão de crédito, com 2 milhões de clientes. “No País, é a maior operação de cartões fora de um banco. Mostra a força da marca”, diz o analista do Brasil Plural. A Porto Conecta, operadora virtual da marca, que usa a rede da TIM, já tem cerca de 380 mil assinantes.

As operações complementares – que incluem empréstimos pessoais, consórcios, serviços para a casa e até plano de saúde para pets – também são usadas para fidelizar a clientela. Por meio de um programa de pontuação, a empresa garante descontos maiores a quem tem mais de um produto. Luchetti diz que, apesar de a taxa de renovação da Porto Seguro em veículos ser considerada alta – gira em torno de 80% -, o índice cresce entre consumidores que têm cartão de crédito e celular da marca. “No caso da Porto Conecta, a renovação vai a 97%.”

Inovação

Além dos produtos da área financeira, a Porto Seguro também está lançando, neste fim de ano, o sistema Carro Fácil, serviço de assinaturas de carros que funciona no mesmo modelo de um leasing. Nesse segmento, diz o presidente da Porto Seguro, o objetivo da empresa é se posicionar como uma clara opção para aqueles consumidores que já decidiram que não querem mais ser donos dos próprios carros.

Ao oferecer não só o seguro, mas também as revisões, a assistência e o automóvel em si para os clientes, a companhia continuará no caminho que adotou para crescer nas apólices de veículos: em vez de focar no preço mais baixo, vai se desdobrar para dar “mimos” ao consumidor. Se um veículo do Carro Fácil tiver algum problema, o locatário não terá de levá-lo até a oficina. Basta uma ligação, diz Luchetti, e a empresa irá à casa do cliente. O preço da assinatura do carro, no entanto, começará em R$ 1.370 por mês – e não inclui custos com combustível.

O investimento no serviço diferenciado foi o que garantiu a sobrevivência da marca Porto Seguro até aqui – por isso, segundo o presidente da Troiano Branding, Jaime Troiano, essa característica não pode ser abandonada. “Foram eles que começaram a trazer um lanchinho paras pessoas nos guinchos, quando vinham resgatar as pessoas que haviam batido o carro”, lembra o especialista. “É o tipo de cuidado que faz diferença para quem passou por uma situação de estresse. Tanto que, posteriormente, a concorrência passou a copiar.”

Os desafios da seguradora

1. Embora seja forte em automóveis, a companhia tem posição discreta em outros segmentos. “Eles têm sofrido com o seguro-saúde”, diz Eduardo Noshio, do Brasil Plural. Vender seguro de vida, por exemplo, é complicado – por isso, é mais fácil a Porto Seguro crescer com propostas mais simples, como a do cartão de crédito.

2. A venda pela internet não é uma prioridade para a Porto Seguro, que prefere o canal tradicional, que ainda responde por 95% de suas vendas. Fábio Luchetti diz que o mercado online canibalizou a receita do mercado do Reino Unido.

3. Embora abrace negócios inovadores – tem até a própria incubadora de startups, a Oxigênio -, Luchetti diz que a Porto evita ficar “ansiosa” com as novas tendências a ponto de perder o foco em seu atual ganha-pão (no caso, o seguro de automóveis).

Presidente da seguradora iniciou na empresa como office-boy

Presidente da Porto Seguro desde que o acionista Jayme Garfinkel deixou o cargo, Fábio Luchetti, de 50 anos, é hoje caso raro no atual mercado brasileiro: é um exemplo de executivo que passou toda a vida em uma só companhia.

O paulistano começou a trabalhar na companhia com 18 anos, após preencher uma ficha para o cargo office-boy. No entanto, ele já circulava pelos corredores da Porto Seguro quando ainda era adolescente.

Depois de passar um tempo etiquetando preços de remédios usando as clássicas maquininhas de remarcação de preços da época da hiperinflação, Fábio, aos 16 anos, começou a ajudar um tio-avô, que era corretor de seguros e havia auxiliado a família durante um período de dificuldades, em que o pai de Fábio sofrera um acidente. “Em um dia que fui à Porto Seguro, pedi para preencher a ficha. E acabei contratado.”

Em mais de 30 anos de empresa – ele ingressou em 1984 -, Fábio viu a Porto Seguro se “virar” para evoluir em meio aos mais diferentes estágios da economia brasileira. Nos anos 1980, quando muita gente desistia do seguro por causa do alto preço, a empresa abraçou um “jeitinho” tipicamente brasileiro: o cheque pré-datado.

Embora informal, o parcelamento “na confiança” era necessário. Primeiro porque, se os clientes fossem obrigados a pagar à vista, o mercado iria encolher; segundo, porque quase ninguém tinha cartão de crédito no Brasil na época. Resultado: “A Porto Seguro tinha um andar inteiro dedicado a processar esses cheques – e a cobrar os que eram devolvidos.”

Marketing. Ao longo dos últimos 32 anos, Fábio passou por diversos cargos na Porto Seguro, da área de finanças à de marketing. Nesta última, aprendeu que muitas vezes o “pulo do gato” pode estar em soluções simples.

No caso da Porto Seguro, um desses casos de sucesso foi a decisão da empresa de importar, no fim dos anos 1980, lanternas de freio para o vidro traseiro dos veículos – um item de segurança que, na época, ainda não era obrigatório pela legislação brasileira.

De repente, as lanternas caíram no gosto do consumidor e viraram um acessório que dava um certo “status” ao carro. “As pessoas renovavam o seguro só para ganhar a lanterna”, lembra Fábio. Para a empresa, foi um caso de ganho triplo: o produto era barato, trazia clientes e, ainda por cima, reduzia as colisões traseiras.

A preocupação com a imagem foi outra lição deixada por Garfinkel. É por isso que a empresa tem quase uma obsessão em representar sua marca sempre que possível – seja na porta dos guinchos, na fachada das oficinas ou até em espaços culturais próprios.

“A experiência de marca é vital. É por isso que, durante muito tempo, acumulei as funções de presidente e também a área de marketing. A gente cresce no boca a boca”, diz Fábio.

SulAmérica lança campanha de vendas de produtos de Previdência 525

SulAmérica lança campanha de vendas de produtos de Previdência

Campanha “50 é Top” visa incentivar profissionais da corretagem

A SulAmérica iniciou neste mês a campanha “50 é TOP”, desenvolvida com o objetivo de incentivar novos negócios aos corretores em Previdência. Ao atingir determinado crescimento em vendas no período de junho a agosto, em comparação aos meses de março a maio, possibilitará ao parceiro da companhia ganhar até 50% de rebate.

A apuração de resultados será realizada em setembro, e a previsão é que os pagamentos sejam realizados até dezembro.

Marsh & McLennan Companies promove evento para discutir riscos para instituições financeiras 351

Marsh promove evento para discutir riscos para instituições financeiras

Evento destacará estratégias de risco para empresas do setor e terá participação de representantes da Opice Blum e Pinheiro Neto Advogados

O Grupo Marsh & McLennan Companies (MMC) promove no dia 27 de junho o evento “Instituições Financeiras: Uma Era de Governança & Mitigação de Riscos”. O encontro acontece na capital paulista, e reunirá executivos de empresas do setor financeiro com o objetivo de ajudar as empresas a compreender o atual cenário e com isso fortalecer sua estratégia de gestão de riscos.

De acordo com Javier Duran, Diretor de Risk Management da Marsh Brasil, as mudanças no ambiente legislativo somadas aos riscos emergentes provocados pela alta dependência da tecnologia estão colaborando para a mudança do perfil de risco e exposições das instituições financeiras. “Queremos compartilhar uma visão da indústria financeira no contexto macroeconômico atual, das boas práticas de governança em risco e estratégia que as empresas deveriam seguir para mitigar seus riscos, além de destacar os desafios e oportunidades presentes neste cenário”, afirma Duran.

Segundo Joaquim Patto, Principal na Mercer, é fundamental que os representantes deste setor financeiro estejam cientes do cenário e do que envolve este gerenciamento de risco. “A importância deste evento também está em mostrar aos presentes as possibilidades de proteção dos ativos e executivos, suas responsabilidades frente a empresa, clientes, órgãos reguladores e sua própria imagem”, afirma Patto.

Para o Partner da prática de Finanças & Risco da Oliver Wyman, Nuno Monteiro, a tecnologia é cada vez mais relevante para a indústria financeira o que tem consequentemente aumentado a superfície de exposição aos riscos que dela recorrem. “Diante de um cenário de competitividade acirrada, as instituições financeiras devem ativamente e de forma contínua mapear possíveis riscos e adversidades e desenvolver sua capacidade de antecipação e resposta a eventos no sentido de mitigar seus efeitos e preservar sua reputação”, explica.

Além dos executivos das empresas do grupo MMC, farão uma participação especial no evento o economista da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros, e representantes da Opice Blum e Pinheiro Neto Advogados. As empresas patrocinadoras são a Liberty Seguros e a Zurich Seguros.

Para se inscrever no evento, envie um e-mail para: comunicacao.eventos@marsh.com

Instituições Financeiras: Uma Era de Governança & Mitigação de Riscos

Data: 27/06/2019
Horário: 08h30 às 12h15
Local: Buffet Palace – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1912 – Jardim Paulistano

Agenda:

08h30: Welcome Coffee & Credenciamento
09h00: Abertura (Renata Jábali, mestre de cerimônias)
09h10: Uma Visão da Economia Brasileira e um Panorama para a Indústria Financeira do Brasil (José Roberto Mendonça de Barros, economista)
09h50: Como a tecnologia está transformando a indústria financeira
10h30: Coffee Break
10h50: Responsabilidade & Exposições sob a perspectiva Jurídica – Crimes Cibernéticos & Data Breaches (Opice Blum e Pinheiro Neto)
11h30: Lições Aprendidas: Melhores Práticas de Governança (Marsh, Oliver Wyman e Mercer)
12h10: Fechamento}
12h15: Farewell Coffee

Financiamento de automóveis pela Porto Seguro cresce 43% no primeiro trimestre de 2019 778

Financiamento de automóveis pela Porto Seguro cresce 43% no primeiro trimestre de 2019

Venda de novos veículos subiu 11,4% no primeiro trimestre

Mesmo em um momento de incerteza econômica, o setor de automóveis respondeu de maneira positiva no início deste ano. Segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a venda de veículos novos subiu 11,4% no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O financiamento para compra de veículos também acompanhou o otimismo do setor. A Porto Seguro Financeira, por exemplo, registrou um crescimento de 43% na contratação do financiamento de carros novos e seminovos durante o período.

“Crescemos quatro anos consecutivos em vendas para financiamento de usados e esse ano, no acumulado até março, tivemos um bom desempenho em novos, impulsionado pela sazonalidade de início de ano”, afirma Roger Garcia, Superintendente da Porto Seguro Financeira. O investimento em novas tecnologias e na otimização da contratação, atualmente 100% digital, também contribuiu para estimular os resultados positivos.

A Financeira permite a simulação e contratação do serviço de forma totalmente online e oferece taxas personalizadas para cada perfil, facilitando o acesso ao crédito. Segundo Garcia, o site tem sido um canal bastante utilizado para a contratação do financiamento. “No primeiro trimestre deste ano, 9,3% do total de contratações do serviço foram realizadas pelo site, enquanto em 2017, durante o ano inteiro, apenas 2,6% dos fechamentos foram feitos por este meio”, destaca.

O Estado de São Paulo teve destaque na contratação dos serviços da Porto Seguro Financeira. No total, o estado paulista representou 57% das adesões, enquanto Paraná, Minas gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Santa Catarina somaram 43%.

Mongeral Aegon cria área de Gestão da Inovação 751

Executiva Renata Loyola vai assumir a posição

A executiva Renata Loyola / Divulgação
A executiva Renata Loyola / Divulgação

Com quase 200 anos de atividade ininterrupta no Brasil, a seguradora multinacional Mongeral Aegon acaba de criar a superintendência de Gestão da Inovação. A empresa contratou a executiva Renata Loyola para assumir a posição.

Graduada em Desenho Industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Renata acumula mais de 20 anos de experiência em grandes empresas de diferentes mercados, com passagem na Oi S.A, Rede Globo e Globo.com.

Renata Loyola será responsável pela gestão de todo ecossistema e as mais de 30 iniciativas de inovação do Grupo Mongeral Aegon. A nova superintendente também passa a coordenar as edições do Insurtech Innovation Program e as ações de open innovation.

Renata reporta diretamente ao diretor de Marketing e Afinidades, Nuno Pedro David.

Smartia lança e-book para esclarecer dúvidas sobre a contratação de Seguro Auto 957

Smartia lança e-book para esclarecer dúvidas sobre a contratação de Seguro Auto

Livro digital esclarece principais dúvidas dos clientes

Nos dias de hoje, é quase impossível os motoristas pensarem em ter um carro sem contar com o serviço de seguro. Embora representem um custo significativo para a manutenção do veículo, os seguros ajudam a evitar uma série de dores de cabeça futuras.

Em cidades com alto índice de roubo de carros, como São Paulo e Rio de Janeiro, ter seguro é uma forma de reaver o veículo, sem precisar gastar novamente com a compra. Para se ter uma ideia, a capital paulista registrou no ano passado mais de 13.000 casos de roubos de automóveis.

Pensando nisso, a Smartia, primeiro site de seguros on-line do país, está lançando um e-book que responde às principais dúvidas sobre a solicitação de serviço do seguro. Esse conteúdo é interessante para todas as pessoas que já possuem veículo, mas que ainda não possuem seguro ou que compraram recentemente um carro.

Como contratar seguro auto

O e-book da Smartia é focado em responder questões sobre a contratação desse serviço. Basicamente, ele é dividido em oito perguntas. A primeira delas se refere à necessidade de fazer a cotação de seguro.

Como esse serviço é cobrado de maneira diferente em cada corretora, é importante que os motoristas avaliem esse custo antes da contratação. Depois disso, o conteúdo analisa a necessidade do interessado prestar algumas informações para contratar o serviço.

Vale notar que o preço pago pelo seguro depende de uma série de fatores, como a idade do motorista e a localidade em que ele mora. Quanto maior for o risco para a seguradora, maior será o custo.

O conteúdo aborda ainda quais documentos são necessários para contratar um seguro auto. Assim, o motorista já pode providenciá-los, antes mesmo de pensar em assinar o contrato.

A Smartia esclarece ainda por quanto tempo vale um seguro e se ele pode ser colocado no nome de outra pessoa — que não o motorista do veículo. Por meio dessas informações, a empresa espera que o público fique mais informado para contratar esse serviço tão indispensável nos dias de hoje.

Você pode baixar o e-book e ficar por dentro de todos os detalhes importantes, além de poder acompanhar o blog da Smartia para aguardar as demais partes e poder contratar um seguro de carro sem qualquer dúvida.