Como se constitui uma seguradora 614

Em um setor altamente regulado, como é o de seguros no Brasil, tentar vender apólices sem autorização definitiva é como aplicar o golpe do bilhete premiado

Como acontece no mundo, o setor de seguros brasileiro é altamente regulado. Afinal, o setor lida com recursos de terceiros em totais muito elevados. No Brasil, atualmente, as reservas a cargo das seguradoras ultrapassam R$ 750 bilhões, caminhando para, no final do ano que vem, atingirem um R$ 1 trilhão.

Apenas esta ordem de grandeza seria suficiente para justificar o forte controle exercido pelo Estado. Mas outras razões importantes somam para que a regulação se dê em sintonia com que há de mais moderno, como os parâmetros de Basileia 2, adotados na Europa para garantir a solvência das seguradoras.

A base legal para o funcionamento do setor é uma das boas leis redigidas no país, o Decreto-lei 73/66, elevado à condição de Lei Complementar pela Constituição de 1988. Em vigor desde 1966, o Decreto-lei 73/66 é a lei que regulamenta o Sistema Nacional de Seguros Privados, no bojo do qual nasceu a Superintendência de Seguros Privados (Susep) para ser a xerife do mercado.

Se nas primeiras décadas a Susep não teve grande interferência nos destinos da atividade, a partir de meados da década de 1980, graças aos esforços de João Régis Ricardo dos Santos e Jorge Hilário Gouveia Vieira, a autarquia começou a ganhar musculatura, se profissionalizar e assumir tarefas até então a cargo do Instituto do Resseguros do Brasil (IRB), além de incrementar as atividades já a seu cargo.

Daí para frente, a Susep foi adquirindo importância como a reguladora e fiscalizadora do setor, nos exatos termos dispostos pelo Decreto-lei 73/66. Hoje, a Susep é uma autarquia federal razoavelmente aparelhada, com corpo técnico qualificado e capaz de exercer sua missão legal de forma competente, ainda que padecendo de algumas deficiências que atrasam principalmente o desenvolvimento de novos seguros importantes para o país.

Já no campo da fiscalização e do controle das empresas sob sua responsabilidade, a Superintendência de Seguros Privados atua com eficiência, tanto que nos últimos anos não aconteceu a liquidação de nenhuma seguradora mais expressiva, ao passo que o movimento de criação de novas companhias e de fusões e aquisições cresceu significativamente.

Para abrir uma seguradora, o interessado deve solicitar, inicialmente, uma autorização provisória para a Susep.

No pedido são expostos em linhas gerais os acionistas, o plano estratégico, ramos de atuação, capital social, plano de negócios, prazos e outras informações fundamentais para a Susep fazer a análise do projeto. Deferida a autorização provisória, os interessados implementam as providências necessárias para a constituição e o registro de uma sociedade anônima.

Feito isso, a Susep analisa os acionistas, origem, qualidade e aplicação dos recursos, capital mínimo, plano de negócios, idoneidade dos gestores, etc., podendo exigir mais informações ou providências. Só depois da conclusão destes trâmites ela autoriza ou não o funcionamento da nova seguradora. E este processo não é rápido.

Importante salientar que, enquanto a companhia em constituição não receber a autorização definitiva de funcionamento, ela não pode operar. Sem estar de posse dela a companhia não pode desenvolver planos de cobertura, nem registrar as notas técnicas e planos atuarias na Susep; não pode vender seguros, não pode assumir riscos, não pode contratar resseguros ou aceitar cosseguros, nem pode constituir reservas. Legalmente, ela ainda não é uma seguradora.

É uma disposição impositiva e, para ficar mais forte, foi criada inclusive a figura de crime contra a economia popular e de crime contra as relações de consumo para quem não respeitar as regras do jogo.

Assim, alguém que, ainda que tendo a autorização provisória, tente vender apólices de seguros antes da autorização definitiva se equipara às quadrilhas que aplicam o golpe do seguro, do bilhete premiado ou erguem as pirâmides financeiras, que há muito tempo esbulham cidadãos de boa-fé que acreditam na lábia dos golpistas.

*O texto acima foi originalmente publicado no Estadão.

Ribeirão Preto e São José do Rio Preto conhecem nova campanha da Previsul 403

Andreia Araújo é Diretora de Negócios e Marketing da Previsul Seguradora / Arquivo JRS

Premiação deste ano é uma viagem para Dubai; Lançamento acontece hoje e amanhã

Nesta semana, a Previsul Seguradora apresenta a nova Campanha de Incentivo de Vendas 2019 “Sou + Previsul – Dubai: Experiência Completa, emoção nas alturas”, em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto (SP). Até maio, a Previsul passará por 27 cidades em 12 estados para apresentar a campanha.

Mais do que incentivo, a Previsul Seguradora aposta no reconhecimento do esforço dos corretores em alcançar cada vez melhores resultados. A companhia está em constante evolução e busca sempre oferecer mais vantagens e benefícios ao corretor, seu principal parceiro na comercialização dos seguros.

“Os corretores são nossos parceiros diários na ampliação da presença da Previsul em todos os cantos do Brasil. Por isso nada melhor do que reconhecer esse esforço com uma viagem para um dos lugares que mais cresce e gera negócios no mundo: Dubai, nos Emirados Árabes Unidos”, afirma a diretora de Negócios e Marketing, Andreia Araújo, citando a nova Campanha de Incentivo de Vendas 2019 “Sou + Previsul – Dubai: Experiência Completa, emoção nas alturas”.

Além disso, desde o último ano, o programa de pontos “Clube Sou + Previsul” possibilita a troca de pontos por prêmios mensais mediante a produção.

Com 112 anos de atuação, a Previsul Seguradora é referência em seguro de pessoas no Brasil. Está presente em 12 estados brasileiros, com aproximadamente 30 pontos de atendimento em todo o país, que oferecem todo o suporte para o corretor, principal parceiro da Previsul.

Perdeu o Seguro Sem Mistério da semana? Não tem problema! 146

Perdeu o Seguro Sem Mistério da semana? Não tem problema!

Confira os horários das reprises diárias

O programa Seguro Sem Mistério dessa semana trouxe entrevistas exclusivas do Encontro de Gestores, promovido pela Icatu Seguros. As edições inéditas vão ar sempre aos domingos às 11h30 pelo Canal Bah! TV (20 da Net-RS).

No YouTube da Revista JRS é possível acompanhar várias das reportagens e entrevistas que foram exibidas no Seguro Sem Mistério. No entanto, é possível acompanhar pelo Bah! TV as reprises diárias:

Segunda-Feira 13h30
Terça-Feira 13h30
Quarta-Feira 19h30
Quinta-Feira 16h30
Sexta-Feira 9h
Sábado 14h
Domingo 11h30 (inéditos)

Thinkseg investe R$ 50 mi para lançar primeiro seguro auto por assinatura do Brasil 331

Thinkseg investe R$ 50 mi para lançar primeiro seguro auto por assinatura do Brasil

Na modalidade Pay-Per-Use, usuário paga assinatura acrescida por uma variável de acordo com o uso do automóvel

Thinkseg, primeira insurtech totalmente digital do Brasil, anuncia investimento de R$ 50 milhões para desenvolver o primeiro seguro por assinatura, comportamento e pagamento mensal do Brasil. Chamado de Seguro Pay-Per-Use (pague pelo uso, em tradução livre), o serviço funciona com o pagamento de uma assinatura fixa média de R$ 94, acrescida por uma variável conforme a utilização do veículo – uma combinação de quilometragem rodada com a forma de condução do segurado.

Segundo Andre Gregori, ex-BTG Pactual, Fundador e CEO da Thinkseg, o serviço deve garantir economia de até 50% para o motorista que dirige pouco. “Nosso objetivo é democratizar o acesso ao seguro para o brasileiro. Com a tecnologia usada na criação deste novo produto, vamos disponibilizar um seguro de carro mais justo e transparente para o usuário ”, explica Gregori.

Na dinâmica do modelo Pay-Per-Use, quanto menos a pessoa usar o seu carro, menor será o valor do seu seguro, assim como quanto mais prudente for a sua direção, melhor será o preço final da mensalidade. Para oferecer esta personalização, os dados do motorista serão aferidos por telemetria e analisados por inteligência artificial. O produto estará disponível para contratação ainda no primeiro semestre deste ano.

De acordo com o executivo, este modelo acompanha a transformação digital que ocorre em todos os setores e influência desde o modo em que os consumidores fazem compras, até a forma como as pessoas escutam música e assistem filmes. “Está modalidade está alinhada a uma tendência mundial, similar a modelos que marcas como Netflix e Spotify já adotam. Por conta disso, acreditamos que os produtos baseados em assinatura, acrescidos por variáveis de comportamento, irão revolucionar também o setor de seguros. No caso do Brasil, este tipo de inovação trará novos clientes que não acessam o seguro, seja pelo preço ou pela falta de transparência do valor cobrado, ajudando a aumentar a quantidade de carros e pessoas com proteção de seus patrimônios no País”, completa o CEO da Thinkseg.

AIG lança blog para difundir cultura de prevenção a riscos 146

AIG lança blog para difundir cultura de prevenção a riscos

Plataforma é canal direto de especialistas da companhia com profissionais e empresas

Com a proposta de levar mais informação sobre os riscos nos negócios, em uma linguagem simplificada, mais foco na contribuição do seguro como investimento e parte do planejamento empresarial em diferentes segmentos, a AIG Seguros apresenta o blog Negócio Seguro. A nova plataforma de conteúdo da AIG é um canal direto entre os especialistas da companhia, profissionais e empresas das áreas de varejo, logística e transportes, indústria, agronegócio, comércio e serviços, além de ser uma importante fonte de informações para corretores.

Temas atuais como a crescente ameaça de crimes cibernéticos e a necessidade de proteção dos dados; a preocupação com o impacto ambiental da operação; a responsabilidade da empresa sobre a vida e bens de terceiros; tendências como transações em criptomoedas e dicas sobre sistemas eficientes de proteção são alguns dos assuntos discutidos. Textos, vídeos, estudos e esclarecimento de dúvidas e mitos sobre riscos e prevenção compõem o blog, a partir da experiência dos profissionais da AIG e do mercado para apoio do empresário.

Independente do tamanho e área de atuação da empresa, os seguros mais básicos, com cobertura contra incêndio e roubo, por exemplo, são os mais conhecidos. Mas cada negócio tem seus riscos específicos que podem impactar significativamente sua operação e terceiros – a comunidade no entorno, clientes, fornecedores. Por isso, todo o conteúdo do blog Negócio Seguro é pensado para auxiliar proprietários e administradores a estarem mais cientes dos riscos que fazem parte do dia a dia de diferentes segmentos.

“Nosso objetivo é chamar a atenção de empresários sobre a importância da prevenção e antecipação de riscos que, muitas, vezes, são desconhecidos ou passam desapercebidos no rotina operacional das empresas, mostrando que o seguro e outras ferramentas preventivas devem ser encaradas como investimento parte do planejamento financeiro do seu negócio. Não é um gasto”, explica Lúcio Mocsányi, Superintendente de Comunicação e Marketing da AIG.

“Um exemplo clássico é a prioridade que, em muitos casos, um empresário contrata uma apólice com foco principal no valor de reconstrução de sua empresa no caso de um acidente, ou sinistro como se diz no jargão do seguro, uma vez que ele consegue mensurar seu valor, mas acaba por minimizar o valor dedicado a indenizações de danos a terceiros – desde uma contaminação de solo, danos físicos ou pessoais – cujos impactos ele dificilmente seria capaz de saber antecipadamente, mas que podem exceder, e muito, sua capacidade financeira”, complementa Lúcio.

blog Negócio Seguro também é mais uma fonte de informação aos corretores parceiros, que poderão encontrar ali informações variadas para suporte a seus clientes, como mais uma forma de difundir a cultura do seguro e sua necessidade.

Previdência privada: remuneração ou investimento? 349

Previdência privada: remuneração ou investimento?

Especialista esclarece vantagens e desvantagens da aplicação

Diante das incertezas que rondam a aprovação da Reforma da Previdência é de se esperar que muitas pessoas comecem a pensar na previdência privada como alternativa de remuneração futura. Mas afinal, o que significa esse tipo de aplicação? No dicionário, previdência significa “a habilidade de se ver antecipadamente, uma espécie de previsão do futuro”. Se adaptarmos o termo para as Finanças, podemos dizer que a previdência é, literalmente, cuidar do próprio futuro.

Em geral, quanto antes se começa a pensar nisso, melhor é o resultado. Mas nunca é tarde. “Enquanto os mais jovens têm o tempo ao seu favor, quem já tem mais idade tem a vantagem de ter mais poder aquisitivo e uma visão de mundo mais tranquila, paciente, o que é sempre favorável quando se fala em investimentos”, comenta Helen Vogt, líder da área de Previdência da Messem Investimentos, principal escritório vinculado à XP.

Segundo ela, estamos muito acostumados a ouvir o termo previdência para se referir à previdência pública, que faz parte da chamada Seguridade Social. Essa trata-se de um conjunto de medidas públicas que tentam garantir o poder de compra da população mesmo quando ela não pode mais contribuir socialmente com o seu próprio trabalho.

Apesar do objetivo, sabemos que a previdência pública é em muitos aspectos minimamente questionável e que os valores pagos pela aposentadoria pública mal garantem a subsistência de quem se aposenta. “Quem não criar o seu próprio plano, com uma aposentadoria complementar, está fadado a ter seus anos de velhice com dificuldades financeiras”, opina a especialista. Por esse motivo, ele reforça a importância de que cada um faça seu próprio plano, prevendo como vai ser sua própria aposentadoria no futuro.

Helen cita os dois tipos mais conhecidos no mercado: o PGBL e o VGBL. O primeiro é mais indicado para aqueles que fazem a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) completo. Com ele, poderá ser feita a dedução de até 12% da base tributável e paga-se menos imposto a curto prazo. O segundo é mais indicado para quem pensa no longo prazo já que ao final do plano existe a necessidade de pagamento de IRPF sobre o valor auferido, diferente do PGBL, que paga o imposto sobre o montante total investido. Em geral, a diferença entre as duas é a tributação.

Entre os benefícios da previdência privada Helen cita a menor alíquota possível para qualquer fundo de investimento, uma ampla gama de instituições, gestores e estratégias disponíveis no mercado e a possibilidade de portabilidade de plano, sem cobrança do imposto de renda. “Uma previdência privada é, sim, um investimento e deve ser encarada como tal. O ideal é nunca esquecer de que se trata de um dinheiro que você está guardando com a expectativa de que ele tenha bons rendimentos e que será resgatado no futuro”, completa.