A derrocada dos governos populistas socialistas 404

Palestra do CVG-RS evidencia novo momento político e social

A primeira palestra do Clube de Seguros e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG-RS) sob gestão de Eder Oliveira foi marcada pela atualidade do tema proposto. Ademar Schardong, que atua desde 1978 em cooperativas de crédito, conversou sobre conjuntura e expectativas tanto em curto, como a médio prazo para os novos cenários desenhados para a economia mundial. “A crise que nós vivemos tem a ver com valores, ideologias políticas, modelo de Estado e desenvolvimento econômico”, conta o palestrante.

Para Schardong, o momento é de transição. Isso deve prevalecer até 2019, quando será empossado o novo governo brasileiro oriundo das eleições diretas. “Neste período precisamos de mudanças a médio prazo”, justificou. O advogado ainda acredita que o real é uma moeda fragilizada, pois está diretamente relacionada com nossa economia e capacidade de administração.
“Este processo não pode ser revertido no curto prazo. É questão de gerações e leva, no mínimo, 20 anos”, alertou ao evidenciar que as pessoas devem priorizar necessidades básicas para conter o endividamento. “Gastar apenas o que recebemos é algo que deveria vir de berço”, completa.

Apesar das dificuldades da economia, o ex-presidente do Sicredi afirma que vivemos em um momento mágico. “Experimentamos o modelo populista socialista e agora sabemos o efeito disso. Precisamos adaptar o Estado para que caiba na economia e torná-la eficaz na geração de renda”, lembra ao contestar a ideia de que o Estado é o provedor de todos os meios e bens que o cidadão precisa, como praticado na Venezuela, por exemplo. “Daqui há duas décadas estaremos colhendo os frutos deste momento de dificuldade que estamos passando”, destaca.
Ademar Schardong ainda comentou as eleições americanas. Para ele, a eleição de Donald Trump expõe a real necessidade de revermos as políticas sociais e econômicas dos últimos 30 anos. “É uma insatisfação silenciosa, como aconteceu na Argentina, já observamos nas eleições municipais deste ano e certamente veremos na França. O mundo vai mudar”, finaliza.

Confira as imagens:

CSP-MG promove palestra sobre inovações no mercado e o papel do corretor 547

CSP-MG promove palestra sobre inovações no mercado e o papel do corretor

Encontro acontece no dia 23 de agosto, em Belo Horizonte

O Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) promove no dia 23 de agosto, das 9 às 12 horas, em Belo Horizonte, a palestra “Inovação em Seguros e o Papel do Corretor”.
Segundo o presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, a ideia central do evento é discutir o papel do corretor no cenário de insurtechs, big data, novas tecnologias, geração de consumidores Millennials, e também “como o corretor deve se preparar, agir e, principalmente, como se manter indispensável ao cliente”.

Para debater os temas, o CSP-MG convidou dois profissionais experientes e reconhecidos no mercado. O executivo Carlos Eduardo Sarkovas é sócio da Thinkseg e responde pelas áreas comercial e de operações da companhia. Já o consultor Mauricio Tadeu Barros Morais dirige o Grupo Ways Gestão Empresarial.

Cadu Sarkovas, como é mais conhecido no mercado, é economista e administrador de empresas. Atuou por 16 anos na Bradesco Seguros, sendo quatro anos como diretor da área corporativa, gerenciando uma carteira de R$ 15 bilhões.

Graduado e pós-graduado em Administração e Ciências Contábeis, Mauricio Tadeu é professor universitário. Leciona também na Escola Nacional de Seguros. É membro do Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas, diretor do CSP-MG e integrante da Câmara Mineira de Mediação e Arbitragem.

As inscrições para a palestra são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail: secretaria@cspmg.com.br.

Serviço:

Evento: Palestra “Inovação em Seguros e o Papel do Corretor”
Realização: Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG)
Data: 23/08/2019 (sexta-feira)
Horário: 9 às 12 horas
Local: Auditório da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) – Av. Afonso Pena, 372, Centro, Belo Horizonte (MG)
Inscrições gratuitas: secretaria@cspmg.com.br
Informações: neste site

Divulgação
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Lojacorr chega ao extremo Sul do Brasil 1285

Rede inaugurou unidade em Pelotas, no Rio Grande do Sul

A Lojacorr inaugurou sua 54ª unidade pelo Brasil na noite desta terça-feira (06). A cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, agora conta com uma loja da maior rede de corretores de seguros do país.

A gestora da unidade, Marcella Jardim, destaca que o grande diferencial da empresa é oferecer estrutura aos corretores. “É uma responsabilidade grande da minha parte de fazer parte desse modelo de sucesso que desenvolve e ajuda os corretores e por isso vamos divulgar e fortalecer ainda mais os profissionais da região com todos os benefícios que são oferecidos”, comenta. “Vamos mostrar o quanto isso ajuda no maior desenvolvimento e habilidade desses profissionais, auxiliando tanto na parte administrativa quanto na parte de rentabilidade”, acrescenta.

Pelotas entra para o grupo das três unidades que a Lojacorr possui no Estado gaúcho. “Essa é a nossa terceira no Rio Grande do Sul, temos em Porto Alegre e Santo Ângelo também, e essa oportunidade nos deixa bastante animados, pois o nosso plano de expansão é sempre quando encontramos as pessoas certas nos lugares certos, pessoas que fazem efetivamente a diferença”, confia o CEO da Rede Lojacorr, Diogo Arndt Silva.

O diretor comercial, Geniomar Pereira, crê que se há um local que tem potencial para a Lojacorr crescer, é no Rio Grande do Sul. “Acreditamos que isso aliado ao fato de que trouxemos uma profissional que conhece o mercado, que é a Marcella Jardim, teremos ótimos resultados nessa região”, comenta o executivo. “Nós tínhamos como missão ocupar também o Rio Grande do Sul e por isso é um motivo de alegria chegarmos a Pelotas, enxergando o potencial dos corretores de seguros dessa localidade”, complementa o diretor Regional Sul, Luiz Ernani Lepchak.

A delegada da Região Sul do Sindicato dos Corretores de Seguros do RS (Sincor-RS), Jacqueline Carvalho, confia que a Lojacorr é um “empreendimento que dá aos corretores de seguros a oportunidade para que todos cresçam juntos”. “Por isso o Sincor é agradecido e sempre apoia suas ações que auxiliam desde quem está começando no mercado até quem já está consolidado”, afirma.

A inauguração da Unidade Sul da Rede Lojacorr, em Pelotas/RS, contou também com a presença de representantes de peso do mercado de seguros. “Lojacorr é nossa parceira no Brasil inteiro e é um motivo de muita alegria por ver esse case de sucesso se tornar um grande negócio”, comenta diretor regional da HDI, Rubens Oliboni. “A empresa é muito importante para a companhia e por isso estaremos sempre presentes onde quer que a Lojacorr esteja atendendo e auxiliando os corretores de seguros”, contribui o diretor territorial RS e SC da Mapfre, Sandro Moraes.

A Bradesco Seguros é a maior seguradora no Sul do país para a Lojacorr. “É uma alegria participarmos do evento de inauguração de mais uma unidade, afinal de contas todas as vezes que vemos uma corretora sendo inaugurada ou uma filial, para nós é um motivo de alegria porque simboliza a expansão do mercado de seguros”, Superintendente Executivo da Bradesco Seguros na Região Sul, Altevir Prado. “Temos a certeza de que o mesmo sucesso que teve em outras regiões acontecerá aqui no Sul do Estado também”, lembra o executivo da SulAmérica em Pelotas, José Feijó.

“Esse é um momento ímpar e como natural de Pelotas vejo como um motivo de grande felicidade ver o excelente trabalho que aqui está sendo feito”, diz o gerente da filial RS da Sancor Seguros, José Inácio Vergara. “A Lojacorr representa uma importante fatia para nós no Rio Grande do Sul e por isso estaremos cada vez mais presentes e reforçando a parceria”, finaliza o gerente regional da Zurich, Paulo Trindade.

Rede Lojacorr inaugura unidade em Pelotas, no Rio Grande do Sul

Presidente da Porto Seguro analisa oportunidades do mercado nacional 2556

Roberto Santos esteve em Porto Alegre recebendo corretores


Para o presidente da Porto Seguro, Roberto Santos, a proteção veicular pode ser vista sob duas óticas para o mercado de seguros: pela ameaça e pela oportunidade. “Nós sabemos de uma iniciativa chamada proteção veicular, que não é seguro, é outra coisa”, destacou o executivo durante encontro promovido pela companhia nesta sexta-feira (19), em Porto Alegre, com a presença de 200 corretores de seguros.

Sob o ponto de vista da ameaça à instituição do seguro, a proteção veicular não conta atualmente com um esclarecimento de que não se trata do mesmo produto que um seguro, uma vez que não conta com uma regulamentação específica. “Isso não é bem comunicado, o cidadão que compra uma proteção veicular compra muitas vezes achando que é seguro e não é seguro porque não existem provisões técnicas, reservas e isso significa dizer que a probabilidade da empresa ficar insolvente e deixar o cliente na mão é enorme. Depois ele [o cidadão] acha que comprou um seguro e o seguro não pagou e isso é um problema”, afirmou o presidente da seguradora que conta com 28% de marketshare entre as companhias nacionais que operam com seguro auto.

Apesar da crise econômica e mesmo com a mudança de comportamento do consumidor em relação ao automóvel, a carteira  da Porto Seguro continua crescendo. A penetração do mercado de seguros como um todo na frota circulante chega aos 30%. “Esse mercado tem conseguido trazer para essa operação pessoas que não faziam parte do mercado de seguros, ou seja, a proteção veicular está atacando muito nesse 70% que não faz seguro”, analisou.

Contudo, ele ainda comentou que há oportunidades nesse acontecimento. “Por não serem regulados, eles conseguem ter mais flexibilidade de regras, de atender anseios do cidadão. Por exemplo, uma seguradora não pode parcelar o seguro por mais de 11 parcelas, a Superintendência de Seguros Privados não permite porque a última parcela não pode vencer depois do final de vigência da apólice. Então, já se mostra que a seguradora não pode fazer qualquer coisa”, afirmou. Ele enxerga o atual Governo, mais liberal, e o comando da Susep como uma maneira de avançar nesse sentido. “Um discurso na linha de dar mais flexibilidade para o mercado de seguros para que o seguro no Brasil passe a ter índices de países desenvolvidos, porque nós temos muito potencial de crescimento”, disse. “Nós temos que tirar essas amarras de regras desnecessárias que só nos impedem de atender os anseios do consumidor e por isso o advento da proteção veicular nos dá argumentos para a discussão com a Susep de flexibilização de regras”, complementou.

A Porto Seguro trabalha com três linhas de negócios: seguros, produtos financeiros e serviços. E além disso, também é pioneira em inovação. “Hoje todo carro que sai de fábrica vem com uma luz na parte traseira no para-brisa que é o break light, que foi inventado pela Porto Seguro, não foi pelas montadoras, para reduzir a quantidade de colisões na traseira, já que a luz do freio fica embaixo, e nós tivemos essa sacada há 20 anos atrás nos nossos postos de vistoria”, exemplificou. “Uma iniciativa que tinha por objetivo diminuir o número de batidas, na verdade virou um objeto de desejo do consumidor, vendemos muito seguro porque tinham pessoas que queriam ter aquilo no carro e tal. E isso foi incorporado pelas montadoras”, acrescentou.

Para os corretores de seguros, o presidente defendeu que a sua história “se confunde com a desses profissionais”. “Eu costumo dizer que na companhia temos um leque de mais de 50 produtos, mas nunca criamos um produto que não possa ser comercializado pelo corretor de seguros, pois tudo que nós fazemos precisa ser distribuído por eles”, ressaltou.

O gerente regional Rio Grande do Sul Porto Seguro, Edgar Anuseck Neto.

O encontro na Capital gaúcha, que é a segunda maior em produção, marcou a presença da seguradora no dia a dia dos corretores. “Fazemos questão de estar junto dos corretores de seguros e para nós é um marco muito importante ter Roberto Santos junto não só para falar das novidades e como deixamos a companhia mais leve para o corretor, mas também para escutar esse profissionais”, reafirma o gerente regional Rio Grande do Sul Porto Seguro, Edgar Anuseck Neto. “Sempre crescemos ouvindo o corretor para fazer as melhorias devidas e ver de que maneira podemos contribuir juntos para continuarmos melhorando”, conclui o gerente ao lembrar que o balanço é positivo do um ano e meio que está como responsável da companhia na região.

Fotos: Filipe Tedesco/JRS

Penalidades da Lei Geral de Proteção de Dados podem inviabilizar negócios 1156

Penalidades da Lei Geral de Proteção de Dados podem inviabilizar negócios

Alerta foi realizado pelo advogado Henrique Motta, em palestra do CVG/RS

Como a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em agosto de 2020, deve impactar o mercado de seguros? A resposta foi apresentada pelo advogado Henrique Alberto Faria Motta, palestrante da última edição do Café do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG/RS). O especialista participou do encontro, prestigiado pelo mercado regional, no último dia 02 de agosto, marcado por uma manhã gelada em Porto Alegre (RS).

O especialista demonstrou aos presentes que a lei abrange toda e qualquer coleta de dados. “Isso afetará muito o setor de seguros, principalmente o ramo de saúde suplementar, pois, muitas vezes, dados sensíveis são necessários. Por isso é importante que as atividades estejam alinhadas à legislação”, comenta Motta.

Outro ponto relevante são as penalidades, que podem chegar a R$ 50 milhões de reais. “Trata-se de um valor que pode inviabilizar uma série de negócios”, explica o especialista no tema. O encontro também marcou a importância do Direito Securitário, uma vez que agosto é o Mês do Advogado. “O advogado, no setor de seguros, tem um papel que vai desde questões contratuais, como sinistros e situações de conflito. A atenção deste profissional é fundamental principalmente na elaboração dos contratos, para que tanto segurado, como seguradora, tenham uma boa relação”, revela Henrique Motta.

Motta também é Vice-presidente do Grupo Nacional de Trabalho (GNT) de Novas Tecnologias da AIDA Brasil e Sócio fundador de Motta, Soito & Sousa Advocacia Empresarial.

O diretor do CVG/RS, Clodomiro Dorneles, celebra a promoção de temas relevantes ao segmento. “O mundo está se transformando em grande velocidade. Proteção e segurança de dados tomaram uma dimensão muito considerável. O CVG/RS sempre está disposto a trazer especialistas para comentar os assuntos que auxiliam em educação financeira, na promoção da cultura do seguro e do conhecimento, como um todo”, finaliza.

Café do CVG/RS – Lei Geral de Proteção de Dados:

Onde há fome não há paz: a importância do agronegócio para o desenvolvimento humano 2820

Onde há fome não há paz: a importância do agronegócio para o desenvolvimento

Tokio Marine Seguradora promoveu evento sobre um dos setores mais importantes da economia brasileira

Com estimativas do Ministério da Agricultura de que as safras brasileiras de grãos cresçam 30% na próxima década o mercado de seguros volta os olhos para este tipo de proteção. O Seguro Rural trata-se de um aliado fundamental não apenas ao agricultor, como também ao consumidor em geral, uma vez que o impacto de prejuízos e perdas no campo diante dos preços é absorvido pelas indenizações.

José Adalberto Ferrara é presidente da Tokio Marine Seguradora
José Adalberto Ferrara é presidente da Tokio Marine Seguradora

Os desafios do agronegócio foram tema do evento Expertise Seguro Agro, promovido pela Tokio Marine Seguradora, na capital paulista. O momento contou com apresentações dos diretores da companhia e palestras da meteorologista Desirée Brandt, da Somar Meteorologia, e do agrônomo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, entre 2003 e 2006. “A Tokio Marine trata-se de um dos 10 maiores conglomerados de seguros do mundo, sendo a 5ª maior companhia mundial com um lucro líquido que chega ser maior até que o próprio valor do mercado segurador brasileiro como um todo”, citou José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine Seguradora, ao comemorar os 60 anos completados pela companhia no último mês. “Contamos com 2 mil colaboradores, distribuídos em 74 unidades de negócios pelo Brasil, além de 30 mil corretores de seguros e assessorias que distribuem os mais de 60 produtos disponíveis em nosso portfólio. Temos crescido acima da média de mercado, com a emissão de prêmios registrando crescimento de 200% nos últimos 7 anos”, registrou diante dos R$ 5,739 bi em prêmios emitidos nos últimos 12 meses pela empresa, um crescimento de 11,5%. 

Ferrara e os diretores da Tokio Marine destacaram a manutenção do subsídio agrícola e ambos foram enfáticos ao demonstrar o desejo em expandir a participação do segmento nos resultados da seguradora. “Nosso objetivo é apresentar nossas soluções aos nossos principais parceiros de negócios. O produto agro conta com muitos diferenciais, pois queremos atender as expectativas de um segmento muito significativo para a economia brasileira”, abordou o Diretor Executivo Comercial, Valmir Rodrigues.

Já o Diretor Executivo da companhia, Felipe Smith, disse que a “Tokio Marine seja protagonista neste segmento”. Smith ainda enumerou a relevância do agronegócio para o Produto Interno Bruto (PIB), corresponde a 21% do total. “Atualmente são 12 milhões de hectares assegurados, distribuídos em 70 culturas. Na virada de 2019 para 2020 são esperados R$ 1 bilhão em subvenção ao Seguro Rural. A área segurada cresceu 700% desde 2006, quando o programa foi implementado”, revelou ao enfatizar o crescimento de 520% do produto em 10 anos, com R$ 2 bilhões em prêmios emitidos. Para se ter uma ideia, neste nicho de seguro, foram R$ 8 milhões em prêmios emitidos pela Tokio Marine em 2018, em 2019 o valor já ultrapassou R$ 27 milhões. 

O Gerente de Produtos Agro da Tokio Marine, Joaquim Neto, ressaltou as características da proteção ofertada pela seguradora. “São coberturas adaptadas às necessidades dos clientes, incluindo coberturas de intercorrências climáticas. Uma safra ruim pode inviabilizar um produtor por até 3 anos, com o seguro ele retoma a produção em 30 dias”, afirmou ao enaltecer a pulverização das áreas cobertas, para mais de 472 municípios.

Desirée Brandt é meteorologista da Somar Meteorologia
Desirée Brandt é meteorologista da Somar Meteorologia

Desirée Brandt demonstrou a importância das previsões meteorológicas não apenas para o dimensionamento do seguro, como também para o próprio planejamento das safras. “Entre 2015 e 2016, por exemplo, tivemos o El Niño mais intenso da história. Este ano o El Niño deve deixar de acontecer no final da primavera, o que resultará em um verão neutro. A classificação disso acontece de acordo com a análise das águas superficiais e subsuperficiais do pacífico”, explicou. “No Sul as chuvas devem ficar acima da média até o começo da primavera. Se a chuva fica presa no Sul teremos seca e impactos na safra verão do Sudeste, por isso, a relevância em saber o período de chuvas para iniciar o plantio”, observou ao registrar evidências de proximidade do fenômeno La Ninã, que pode ocasionar em mais chuvas na região Nordeste e o Sul com precipitações mais irregulares nos primeiros meses de 2020.

Roberto Rodrigues foi ministro da Agricultura do Brasil entre 2003 e 2006
Roberto Rodrigues foi ministro da Agricultura do Brasil entre 2003 e 2006

“Onde houver fome não haverá paz, é o que defende a ONU”. Assim começou a fala do ex-ministro Roberto Rodrigues durante seu painel. “Não existem líderes no mundo contemporâneo, onde não há líderes não existem projetos”, comentou o especialista ao contextualizar o cenário global de expectativa de vida, mudanças climáticas e nos hábitos de consumo, além da digitalização, concentração de renda e choque das democracias. O especialista classificou a segurança alimentar como algo fundamental para o desenvolvimento sociedade. “Em 2020, um agricultor alimentará cerca de 200 pessoas. O agronegócio representa 42% das exportações brasileiras, temos uma juventude extraordinária, algo inexistente em outras partes do mundo. As mulheres, por exemplo, estão assumindo papéis muito importantes e relevantes para a sociedade”,analisou. 

Rodrigues, autor do livro “Agro é Paz”, projetou o crescimento exponencial do agronegócio no Brasil. “Temos energia tropical sustentável, terra disponível e recursos humanos qualificados. Para se ter uma ideia, nosso País possui 43.5% da energia renovável, algo muito acima da média internacional. A regulação de terras por aqui, no entanto, é inibidora da abertura de florestas, estamos vendo muito mais carne e leite e muito menos pasto”, enfatizou. “Não podemos tolerar desmatamento ilegal, assim como os agricultores não toleram”, ponderou ao citar a Lei Florestal, que prevê como o desmatamento legal pode acontecer.

Expertise Seguro Agro – Imagens: