Trajetórias de sucesso 102717

Seguro alavanca carreiras e vira referência para novas lideranças

Superação pessoal é marca em comum para os executivos do ramo de seguros

“Eu gosto demais desta companhia e de fazer o que faço”, foi uma das primeiras frases que o diretor territorial Rio Grande do Sul da MAPFRE, Sandro Pinto de Moraes, disse à nossa reportagem. O executivo, que sorridente nos recebeu entre uma ligação e outra em meio a sua ocupada rotina profissional, é engrenagem fundamental de uma das mais de um milhão e meio de empresas existentes no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do maior grupo segurador do país nas áreas em que atua, o Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE.
Natural de Santo André, cidade paulistana localizada a 17 quilômetros da capital São Paulo, Sandro tem 42 anos, é advogado, com MBA em Gestão empresarial e técnico em contabilidade e soma diversos outros cursos de especialização na área empresarial. Vindo de família humilde, antes de somar tantas profissionalizações, percorreu caminhos que só foram possíveis através de uma trajetória de quem procurou ocupações desde os 12 anos de idade. Ainda adolescente, trabalhou com funilaria e pintura de carros, marcenaria, como ajudante em feiras de bairros, engraxou sapatos e até vendeu picolés. “Na minha família somos três irmãos e, apesar de ser o caçula, eu sempre quis ajudar em casa de alguma forma”, conta.

O executivo Sandro Pinto de Moraes / William Anthony

O primeiro sonho de Sandro era fazer faculdade. “Eu queria ver meus pais dizerem que seu filho era advogado, mas eu não tinha condições financeiras e nem meus pais, e foi então que comecei a trabalhar numa empresa metalúrgica como office boy e fui promovido”, recorda. Mesmo sem dinheiro para pagar a mensalidade, seu plano foi fazer a prova do vestibular e sair do atual emprego, fazendo contas para conseguir pagar algumas das parcelas. “Eu me lembro até hoje que a faculdade custava R$ 535 e o que eu tinha era R$ 575. Era apertado, mas consegui me formar com uma boa experiência e consegui chegar até aqui”, diz.

E foi no contato com as pessoas através dos trabalhos que arrumava para alcançar o que desejava, que Sandro também percebeu a sua aptidão para se relacionar comercialmente. Ele iniciou no mercado de seguros aos 18 anos de idade, com a função de protocolar a recepção de propostas numa seguradora congênere. Nesta mesma empresa e em outras do segmento, o executivo subiu degraus, passando a trabalhar com emissão de apólices, em sucursais, projetos relacionados a corretores de seguros até chegar à área comercial e à gerência. Foi então que ele foi convidado pela MAPFRE para ser gerente de uma sucursal, junto a uma equipe enxuta. “Conseguimos fazer um trabalho com os corretores para desenvolver negócios, fazendo consultoria para que eles pudessem ter a companhia como uma das principais seguradoras dentro de suas carteiras”, narra.

Com isso, Sandro montou uma estrutura maior em uma sucursal no centro de São Paulo. “Conseguimos ter muito sucesso, sendo campeã durante três anos entre as 120 melhores sucursais do país da MAPFRE”, destaca. “Ganhei campanhas e todos os méritos que um gerente sempre quer ter para o desenvolvimento da região, como resultados, parcerias com os corretores, clubes, Sindicatos, etc”, complementa ao lembrar que após isso, ele também assumiu a terceira maior sucursal do país e participou de alguns processos internos para uma possível nomeação em cargos de chefia.
O maior desafio profissional do executivo da MAPFRE até então chegou há dez meses, quando ele foi convidado a ser diretor territorial do estado do Rio Grande do Sul e as regiões Oeste e Sul de Santa Catarina. Está sob a sua responsabilidade a estrutura da Territorial com gerentes especialistas de Seguros Gerais, Seguros de Pessoas e Previdência, mais dez sucursais, cada uma com um gerente de sucursal, em média três assessores comerciais e três assistentes comerciais. “Cada sucursal tem uma estrutura muito parecida e a nossa atuação na companhia é com pessoas, pois é por meio delas que nós obtemos os resultados”, garante, destacando que a MAPFRE está entre uma das melhores empresas para se trabalhar segundo o ranking da Great Place To Work. “O nosso slogan é ‘Pessoas Cuidando de Pessoas’ e é papel fundamental dos nossos gestores cuidar dos colaboradores, para que também possam cuidar dos nossos corretores de seguros e dos nossos segurados”, acrescenta entusiasmado.

Em relação a sua adaptação em Porto Alegre, capital dos gaúchos que possui sensíveis diferenças quando comparada a outras cidades, Sandro garante que não teve problemas. “Estou muito adaptado à região e às culturas, pois eu estudei muito antes de assumir a posição e as pessoas me receberam muito bem”, revela o admirador de carros antigos e motocicletas esportivas nas suas horas vagas fora da rotina profissional.

Leitor assíduo de jornais e livros, o diretor da MAPFRE diz que dedica 70% da sua vida ao lado profissional. “Está no meu DNA e não tem jeito. O seguro está no sangue”, expõe. Além disso, um dos possíveis segredos de Sandro Moraes para obter bons resultados está no fato de que ele chama a responsabilidade para si: “Eu sempre penso que posso fazer mais ou posso melhorar a forma que venho trabalhando, me reinventar, para estar mais próximos dos corretores e dos colaboradores”.

Diariamente, a sua rotina começa às 6h da manhã e ele faz questão de enviar mensagens de incentivo para sua equipe, exprimindo um espírito traçado por humildade e motivação. “A MAPFRE é muito boa para se trabalhar, as pessoas têm a mesma simplicidade, desde o nosso presidente até o estagiário ou aprendiz”, explica ele. “Mantenho a porta aberta da minha sala e atendo a todos, não gosto de estrelismos. Eu sou o Sandro, hoje estou como diretor e amanhã eu posso estar de uma outra forma”, afirma.

Mas isso não quer dizer que seu lado competitivo fique escondido. “Desafios me movem. Eu tenho que ser o primeiro e eu tenho a consciência de todo o caminho a se perseguir”, comenta. “É importante para mim ser o primeiro com sustentabilidade, não desmotivando as pessoas. O negócio sustentável é estar com as pessoas e movê-las para que, juntos, consigamos naturalmente ser os primeiros”, ressalta.

Daqui dez anos, o executivo diz que se enxerga trabalhando na MAPFRE e, se for pertinente para a companhia, muito feliz em atuar no Rio Grande do Sul. “Claro que, se a MAPFRE me der a oportunidade, logicamente eu subirei degraus. Eu me preparo e busco isso”, revela.

Questionado sobre quem é o verdadeiro Sandro, ele é categórico: “É um cara que está aí para atender bem o corretor e os colaboradores, fazer o impossível para que todos estejam satisfeitos”. Ele complementa que, para ele, o sorriso é muito importante: “Se não tiver felicidade e brilho nos olhos, do que vale a vida? Quando você gosta muito do que você faz, é algo que está no sangue, algo natural. Você não vê as horas passarem”.

A executiva Andreia Araújo veste a camisa da Previsul Seguradora há mais de 18 anos / William Anthony

Representante feminina em cargos de decisão em um mercado onde apenas 28% de mulheres ocupam estas posições, segundo o 2º Estudo Mulheres no Mercado de Seguros da Escola Nacional de Seguros, Andreia Araujo, de 41 anos, é diretora de negócios da Previsul Seguradora desde agosto de 2016. Formada em direito e com MBA em Gestão de Pessoas e Gestão Comercial, ela trabalha há quase 18 anos na companhia.

À procura de liberdade, a executiva, natural de Porto Alegre (RS), começou a trabalhar ainda com 14 anos como jovem aprendiz. “Não se tratava muito de uma questão de necessidade financeira, era muito mais uma vontade de independência”, conta. Outro motivo para começar a procurar ocupações desde cedo era que sempre se via em posições de destaque. “Eu sempre me identifiquei com papéis de liderança desde a escola, dentro de tudo que participei”, detalha.

Seu envolvimento com o mercado de seguros começou pela própria Previsul. Seu primeiro desafio foi o de comandar um escritório da companhia na cidade de Passo Fundo, região norte do Rio Grande do Sul. “Meu início me marcou muito, pois foi muito importante pra mim, uma menina nascida e criada em Porto Alegre, que não conhecia absolutamente nada e não tinha nenhuma referência do interior do Estado”, revela. Contudo, a experiência no município foi positiva e marcante para ela. “Passo Fundo é, para mim, muito especial, pois lá eu me casei, tive meu filho, tenho grandes amigos, entre corretores e outros não, construí laços afetivos muito fortes e profissionais. Eu diria que foi lá que tudo começou para mim no seguro”, relembra ao destacar que passou quatro anos na cidade até ser convidada a assumir em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, por dois anos e meio.

Convidada para então atuar na capital dos Gaúchos, onde ficou pouco tempo na função de gerente de contas e logo assumiu a gerência da sucursal, demorou pouco de três anos para assumir a gerência regional dos três estados do Sul. Após isso, atuou na superintendência de metade do Brasil, do país inteiro e então na diretoria de negócios, que engloba a área comercial, de marketing e toda a parte de cotação da seguradora. “Com o comercial eu já estava acostumada, o marketing é algo que me despertou paixão e a parte mais técnica, que me exige um olhar diferente, é a de cotações, mas tudo isso torna a experiência fantástica”, afirma a sempre cheia de energia executiva.

Dos quase 18 anos que Andreia veste a camisa da Previsul, ela já viu a companhia passar por algumas transformações e mudanças de gestão, o que fez com que a profissional sempre procurasse se reinventar. “Passei por quatro gestões totalmente diferentes, agora vivenciamos essa gestão linkada ao grande grupo que é a Caixa Seguradora”, expõe. Apesar de muitos anos no mesmo lugar, ela diz que viver experiências, emoções e momentos muito diferentes dentro da seguradora pode ser “uma das coisas que fazem estar sempre motivada, por não conseguir não procurar por novidades, devido ao perfil comercial que busca constantemente por bons níveis de produção, clientes novos e manter os clientes sempre satisfeitos”.

Emoção pura e racional quando necessário, como ela mesma se descreve, a diretora tem duas grandes paixões: o seu filho Gustavo e o trabalho na Previsul Seguradora. “Eu realmente sinto muito prazer de desempenhar o meu trabalho e me dedicar a essa empresa que sempre me tratou muito bem e me reconheceu enquanto profissional”, expõe. “E também, em primeiro lugar, sou mãe do Gustavo de Araujo Fornari, meu grande amor e grande razão de tudo”, manifesta ressaltando o lado da profissional que também dedica atenção necessária à família.

A batalhadora Andreia descobriu recentemente um lado feminista, algo que já estava nas suas premissas pessoais há bastante tempo. “Eu acredito em ótimos profissionais, sejam eles homens ou mulheres. Nós, mulheres, somos iguais, somos tão profissionais quanto qualquer homem e vice-versa”, salienta. “Eu sou muito agradecida à Previsul por sempre me reconhecer, mesmo num mercado que nós sabemos que é muito difícil as mulheres alcançarem cargos de decisão”, manifesta.

A mãe do Gustavo não acredita em personagens, mas em pessoas reais com diferentes posturas em variadas situações. “O lado pessoal da Andreia não só se confunde com o profissional, como praticamente é a mesma coisa. Eu acredito que, em alguns momentos, assumo papéis diferentes, mas a essência é sempre a mesma”, defende. Daqui há alguns anos, ela não se vê longe da companhia onde já atua por quase 18 anos: “Quero subir degraus na Previsul ou em alguma empresa do Grupo Caixa e, com toda certeza, defender as causas em que eu acredito, como o crescimento da mulher no mercado segurador”.

Quando foi convidado para assumir a diretoria regional da HDI Seguros, Rubens Oliboni, 53 anos, tinha o desafio de suceder Julio Rosa, reconhecido executivo do mercado de seguros gaúcho que se afastava da função para fins de aposentadoria e nova oportunidade na Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Acontece que o bacharel em Ciências Contábeis com MBA em Gestão de Pessoas, que soma 32 anos de mercado de seguros, não decepcionou, sendo lembrado pelos colegas e corretores de seguros como um profissional sempre solícito, companheiro e carinhosamente conhecido pelo apelido de Rubão.

Nascido em Vacaria, município localizado no nordeste do Rio Grande do Sul, ele veio à Capital dos gaúchos aos 22 anos para começar os estudos na Universidade Federal do Estado e, no dia 17 de outubro de 1985, já atuava em uma seguradora local. “Meu primeiro endereço foi na Rua da República, na Cidade Baixa”, recorda ao ressaltar que, logo após terminar sua graduação, casou de imediato.

Com a compra da empresa em que trabalhava por uma corporação ainda maior, Oliboni teve sob sua responsabilidade diversos escritórios pelo Brasil a fora: se mudou para Goiânia, Salvador, Belo Horizonte e então Curitiba. Foi na capital paranaense, no ano de 2006, que recebeu convite para integrar o elenco da HDI Seguros. Em Curitiba foram 10 anos até receber a missão de retornar a seu Estado natal, à frente da diretoria regional do RS.

Rubens Oliboni é diretor regional da HDI Seguros no Rio Grande do Sul / Júlia Senna

O que mais marcou o diretor da HDI nesta volta a solo gaúcho foi o reencontro de velhos amigos e parceiros de negócios. “Como eu tenho anos de mercado de seguros, reencontrei amigos que estavam começando como corretores de seguros na época em que atuei por aqui e hoje vejo muitos deles sendo grandes corretores, tanto aqui na Capital quanto no interior do Estado”, relata. “Cada vez que nos encontramos é uma alegria, afinal de contas tenho saudades dessa turma, pois fiquei 18 anos fora do Rio Grande do Sul”, continua.

O pai do Victor e do Pedro reforça que muito se fala nas seguradoras e empresas corretoras de seguros, mas que estes entes jurídicos não existem materialmente, o que exalta a importância das pessoas e profissionais que estão dentro de cada uma delas. “Aqui na HDI procuramos levar esse princípio muito a sério com os nossos gerentes, pois temos cinco filiais aqui em território gaúcho e cada um dos gerentes são nossos representantes para levar essa mensagem aos nossos colaboradores”, evidencia.

Ele considera que, sem ajuda dos colaboradores, que fazem 100% dos negócios acontecerem, nada ocorreria no dia a dia das empresas. “Isso acontece com os corretores e os parceiros de mercado também, sem essas pessoas efetivamente não há nada. Devemos cuidar deles diariamente, além de formá-los profissionais, devemos ter uma atenção especial”, valoriza. Além disso, tratar bem as pessoas de seu convívio e cultivar amizades e boas relações é algo de importância para o diretor: “Que profissional eu seria se não tratasse bem as pessoas? Pode ser que depois elas sejam concorrentes ou parceiros e o tratamento adequado e com respeito é sempre bem vindo”.

Leitor voraz e um estudioso incansável, seu companheiro de viagens é sempre um livro diferente. Sua coleção de leituras vai desde às filosofias mais antigas, às quais dedica boa parte do seu tempo, até as mais modernas. “Estou sempre lendo sobre práticas de gestão de empresas, pois é algo que sempre tem novidades, especialmente na era de muita tecnologia em que vivemos e é preciso estar muito antenado quanto à esses pontos”, esclarece. Ele lembra que o filósofo Osho e os clássicos Platão e Sócrates são obras obrigatórias para quem quer agregar em sabedoria. “O conhecimento é a única coisa que ninguém pode tirar de você, então, toda vez que se consegue adquirir conhecimento, se melhora como pessoa”, analisa.

Diariamente, em sua rotina profissional, Oliboni diz se dedicar 110% a todos os momentos e ser agradecido pelo caminho de sucesso que tem trilhado em sua vida. “Eu confesso que nem nos meus melhores sonhos de quando era jovem, nunca imaginei que a minha vida seria tão boa de lá pra cá. A vida é assim, você deve sonhar e se esforçar pelo que você quer para o futuro”, finaliza.

Confira muito mais na edição 203 da Revista JRS:

Seguradoras globais pressionadas com a nova abordagem das normas IFRS 287

Seguradoras

Levantamento foi realizado pela KPMG

As grandes seguradoras globais iniciaram os preparativos para a IFRS 17 (que diz respeito aos contratos de seguros e que passa a vigorar em 1º de janeiro de 2021) e a IFRS 9 (norma sobre instrumentos financeiros que deverá ser adotada em conjunto para a maior parte das empresas seguradoras), mas as pequenas ainda estão atrasadas, de acordo com um novo relatório “Participando para vencer”, da KPMG Internacional. Sessenta e sete por cento das grandes seguradoras pesquisadas estão na fase de concepção de projeto ou implementação da IFRS 17 e 64% estão em posição semelhante com relação à IFRS 9. Em comparação, entre as pequenas seguradoras, somente 10% e 25% iniciaram a concepção de projeto ou a implementação da IFRS 17 e da IFRS 9, respectivamente.

Segundo o estudo, mesmo diante do progresso de muitas seguradoras, ainda há obstáculos para tornar a IFRS 17 e a IFRS 9 operacionais: 90% delas afirmaram que esperam dificuldades para garantir um número suficiente de pessoas fazer o trabalho e metade delas está preocupada com o orçamento.

“As organizações globais que estão mais adiantadas com os projetos são as que mais sentem a pressão do tempo. Quanto mais fazem, mais percebem como a implementação das novas normas é desafiadora. As pequenas seguradoras, que fizeram um mínimo de preparativos, precisam se engajar urgentemente nessa tarefa. Já aqui no Brasil, espera-se que o IFRS 9 seja obrigatório para seguradoras que não estão ligadas a banco somente quando o IFRS 17 entrar, e sobre esse último, as entidades ainda não possuem prazo regulamentar”, afirma o sócio da KPMG no Brasil, Lúcio Anacleto.

Pessoal e treinamento são necessidades críticas

Ainda de acordo com a pesquisa, 45% das grandes seguradoras no mundo já têm equipes com 50 ou mais integrantes e metade delas já recrutou até 25 pessoas. O levantamento mostrou ainda que o treinamento é uma necessidade crítica e que até agora a maioria das seguradoras só capacitou os membros das equipes de implementação. A maioria das grandes seguradoras pesquisadas, 97%, vê a implementação nas novas normas IFRS como uma oportunidade de transformar os negócios, com foco na otimização do processo (77%), aperfeiçoamento do processo atuarial (65%) e modernização do sistema (58%).

“Os custos da implementação da IFRS 17 e da IFRS 9 são significativos, mas a pesquisa demonstra que as oportunidades apresentadas são ainda maiores. Com as novas normas, as seguradoras passaram a ver as estratégias e processo financeiro e atuarial de novo ângulo. A transição pode ser um catalisador da inovação e do desenvolvimento dos talentos dos seus líderes emergentes”, analisa.

Desafios operacionais

O levantamento identificou também que os novos desafios operacionais ficam claros à medida em que os preparativos avançam: somente 7% das seguradoras pesquisadas acreditam que estarão prontas a tempo para os dois anos da execução paralela; mais da metade (56%) prevê somente um ano de execução paralela antes de se firmarem.

“Em última instância, é um ponto crítico para as seguradoras a atenção à evolução das questões de interpretação para que os impactos sobre as demonstrações financeiras sejam bem entendidos e que haja um diálogo com os investidores sobre as mudanças que podem esperar”, acrescentou.

Sobre a pesquisa

O relatório “Participando para vencer” (do original em inglês, In it to win it: Feedback from insurers on the journey IFRS 17 and 9 implementation one year in) fez uma abordagem da implementação da IFRS 17 e da IFRS 9, realizada com base em uma pesquisa com 160 executivos de seguradoras de mais de 30 países. A maior porcentagem de empresas (37%) é composta, 19% são seguradoras de ativos e responsabilidade civil, sendo 7%, resseguradoras. São consideradas grandes seguradoras as que tiveram prêmios superiores a US$ 10 bilhões e pequenas as que tiveram prêmios abaixo de US$ 1 bilhão.

Tempo Assist tem um novo acionista 347

Tempo Assist

Swiss Re passou a deter 30% de uma das maiores empresas de assistências especializadas do mercado brasileiro

A Tempo Assist, uma das empresas líderes em serviços de assistência no Brasil e a única independente no segmento, anunciou que a Swiss Re Direct Investments Company Ltd, que detém participações minoritárias em empresas listadas e não listadas em nome do Grupo Swiss Re, adquiriu uma participação de 30% do Grupo Carlyle e dos fundadores da companhia. O Grupo Carlyle permanece o acionista majoritário com 62% da Tempo Assist. Os fundadores da companhia e executivos detém os 8% restantes.
O investimento do braço financeiro da Swiss Re na Tempo corrobora a solidez e liderança da companhia no segmento de assistências no mercado brasileiro. A Tempo Assist vem executando uma estratégia diferenciada e ambiciosa para ampliar os seus negócios. Além do foco na qualidade, eficiência e inovação como principais pilares de diferenciação e crescimento junto ao mercado segurador, a Tempo Assist continua a expandir sua atuação, oferecendo seus serviços para montadoras, varejistas e financeiras. O canal direto com o consumidor também será outro guia de crescimento nos próximos anos. A Tempo Assist deve lançar em breve sua estratégia digital para acessar um amplo mercado que hoje não é plenamente atendido.
Gibran Marona, CEO da Tempo Assist, afirmou que “A Tempo Assist tem crescido consistentemente nos últimos anos apoiada pelo bom desempenho de seus clientes, expansão da base de clientes e por desenvolver canais inovadores de distribuição dos serviços de assistências especializadas. A chegada do novo acionista evidencia o forte posicionamento estratégico da Tempo Assist e de seus investimentos em tecnologia que resultaram na ampliação da qualidade dos serviços prestados, maior eficiência em processos e de inovação em serviços”.
Daniel Sterenberg, Managing Director da Carlyle e presidente do Conselho de Administração da Tempo Assist, afirmou que “é um motivo de orgulho que um sócio com a qualidade da Swiss Re compartilhe da nossa visão para o futuro da Tempo Assist e tenha decidido nos apoiar na execução do plano de negócios para os próximos anos, o que deverá consolidar ainda mais os diferenciais competitivos da companhia.”
A Tempo Assist foi assessorado por Rothschild & Co, Goldman Sachs e Cescon Barrieu Flesch & Barreto Advogados, enquanto a Swiss Re foi assessorado no Brasil por Cascione Pulino Boulos Advogados e no exterior por Freshfields Bruckhaus Deringer LLP.

Seguros Unimed apoia seminário da ONA 194

Divulgação

Tema é estratégico para o desenvolvimento sustentável

A Seguros Unimed reuniu, no final de outubro, os palestrantes do 3º Seminário Internacional de Segurança do Paciente e Acreditação em Saúde, da Organização Nacional de Acreditação (ONA). O tema é estratégico para o desenvolvimento sustentável do setor e constitui a base dos produtos desenvolvidos pela seguradora para atender os serviços de saúde – um de seus mercados prioritários.

Como parte da programação, a seguradora convidou o palestrante internacional, Dr. Ezequiel García Elorrio, para abordar os desafios em segurança do paciente na América Latina. O convidado é um dos fundadores e membro do conselho do Instituto de Eficácia Clínica e Política de Saúde na Argentina, onde também lidera o Departamento de Qualidade da Saúde e Segurança do Paciente. A palestra ocorre amanhã (27), das 10h30 às 12h, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

Para o presidente da ONA, Dr. Cláudio José Allgayer, os esforços da entidade, além de promover a acreditação, estão em trazer a segurança do paciente para o centro das discussões junto ao setor. E, mais do que isso, é dar ao indivíduo protagonismo no cuidado com a saúde, atuando essencialmente na prevenção.

“A adoção pelos padrões de qualidade e segurança na saúde vem crescendo no país a cada ano, e o compromisso de levar a medicina de qualidade a todos os cantos do país é algo essencial para a Seguros Unimed”, destaca o superintendente de Informação, Projetos, Inovação e Novos Negócios e vice-presidente da ONA, Fábio Leite Gastal. Ainda segundo ele, almejamos um futuro mais sustentável e nossa atenção está voltada a um novo modelo de atenção à saúde com foco na qualidade dos serviços, na segurança e cuidado do paciente.

Bradesco Seguros segue na lembrança dos brasileiros 240

Casa da Photo

Grupo Segurador, pela 17ª vez consecutiva, é a empresa mais lembrada em “Seguros”

Por 17 anos consecutivos, pesquisa feita pelo conceituado instituto Datafolha com consumidores de diversos municípios do país revela o mesmo resultado: a Bradesco Seguros é a marca mais lembrada quando o assunto é seguros. O Grupo Segurador conquistou, mais um troféu na categoria “Seguros” no prêmio Top of Mind, da Folha de S. Paulo. O evento de reconhecimento contou com a presença do Diretor de Marketing, Alexandre Nogueira, e da Superintendente de Marketing, Ana Claudia Gonzalez.

“Estar presente na memória dos brasileiros como a melhor marca em seguros é motivo que muito nos orgulha. Esse reconhecimento é a prova de que oferecemos soluções completas em seguros para os mais variados públicos, com confiança e solidez, nos momentos em que mais precisam de nós”, afirma Alexandre Nogueira.

Para se chegar a esse resultado, o instituto Datafolha ouviu mais de 6,5 mil pessoas de diferentes idades e classes sociais. Além de “Seguros”, outras 60 categorias de produtos e serviços foram reconhecidas.

ANSP aborda a lei de proteção de dados e os impactos no setor de seguros 346

ANSP

Debate conta com três painéis

A Academia Nacional de Seguros e Previdência realizará, no dia 29 de novembro, mais uma edição do Café com Seguro, que debaterá o tema “A lei de proteção de dados e os impactos no setor de seguros”. O evento, que acontecerá no auditório do Sindseg-SP, tem como objetivo abordar a lei geral da proteção de dados pessoais (Lei n° 13.709/2018) e seus reflexos em toda a cadeia da indústria de seguros.

O debate terá três painéis e contará com a apresentação, composição da mesa e moderação do diretor da ANSP, Rafael Ribeiro do Valle; a abertura do presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos.

O primeiro painel abordará a Lei e “compliance”: como se adaptar? Como palestrante, Paulo Eduardo Lilla, Doutor e Mestre em Direito Internacional pela USP, especialista em direito e tecnologia da informação pela Escola Politécnica da USP (PECE/POLI/USP). Possui extensão em direito digital aplicado pela FGV/EDESP, é membro do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), do Instituto Brasileiro de Estudos sobre Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (IBRAC), da Associação Brasileira de Direito da Tecnologia da Informação e das Comunicações (ABDTIC) e da “International Association of Privacy Professionals” (IAPP).

Em seguida serão colocados em debate os aspectos trabalhistas da lei por Alexandre Magalhães, especialista em Direito Empresarial pela Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ). Logo após, Maria Fernanda Hosken Perongini, apresentará os agentes de tratamento na Lei no terceiro painel. A palestrante é mestre em propriedade intelectual e inovação pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com extensão em proteção de dados (IDP/SP), professora de propriedade intelectual no LLM e de direito empresarial pela FGV e membro da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI),

A coordenação dos Trabalhos é do Ac. Edmur de Almeida, diretor de Fóruns Acadêmicos da ANSP, coordenador das comissões técnicas dos seguros de crédito, garantia e finança locatícia do SINCOR-SP e da FENACOR; e Ac. Voltaire G. Marensi, coordenador da cátedra de Direito do Seguro.

O evento é gratuito, mas as vagas, limitadas. As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de novembro pelo e-mail eventos@anspnet.org.br ou pelos telefones (11) 3333-4067 e (11) 3661-4164.