Por que digitalizar sua logística com o Blockchain? 3315

Confira artigo de Bruno Silva, arquiteto de software

Atualmente, empresas tratam de contratos e parcerias que se resumem a uma cadeia de influências e disponibilidades de serviços ao qual a responsabilidade termina em processos criados de forma personalizada pelos fornecedores. Desta forma, entende-se que um supply chain ou cadeia de suprimentos, pode sofrer com condutas e históricos que, muitas vezes, não são expostos e, ou, rastreáveis. Diante deste cenário, como seria digitalizar a logística do seu negócio?

O Blockchain, que trata de uma cultura de necessidades validadas e expostas a cada etapa de um processo logístico, pode auxiliar as empresas nestas deficiências, capacidades e corrupções de contratos que, muitas vezes, não são possíveis de se identificar e, ou, precisam de muita atenção para encontrar possíveis focos de desalinhamento.

Mas como isso é possível? Transparência, segurança e rastreabilidade são pontos chaves que definem como as empresas atuarão nesta nova cultura. Estabelecidos os vínculos, os históricos serão inquebráveis, possibilitando uma nova forma de fazer negócio, baseada em contratos de alta confiabilidade e sem as barreiras de taxas, dependências bancárias ou sistemas comerciais engessados.

O Blockchain funciona como uma base de dados, no qual um conjunto ou bloco de informações se utilizam da validação criptografada para se conectar, resultando numa história que se compõe entre cada comunicação do bloco adicionado, formando assim uma corrente. Se esta corrente possui uma visão financeira, por exemplo, ela transparece as validações entre cada participante, que as fidelizam em toda a tramitação, ou seja, a transação inicial de um blockchain cria um histórico imutável e resgatável da transação que o acompanha em uma cadeia criptografada de documentos e transações financeiras digitais.

O histórico que se identifica pela chave criptografada é único do início ao fim e é eterno. Para hackear o blockchain, seria preciso quebrar a criptografia de todos os blocos da cadeia, em todos os computadores da rede e ao mesmo tempo, o que torna a tarefa virtualmente impossível, configurando um processo altamente seguro. Hoje, o blockchain já não se trata de vanguarda, mas sim de uma mudança de cultura que abrirá as portas para a realidade do mercado em transações digitais, trazendo inúmeras vantagens para o negócio por meio do poder das redes descentralizadas, que eliminarão o difícil, demorado e caro processo das negociações entre os bancos, bem como reduzirão os custos de transação, operacionais, de TI e de requisitos de capital.

*Bruno Silva é arquiteto de software da área de inovação da AMcom, empresa especializada em serviços de tecnologia  que atua com consultoria, fábrica de projetos e de software, sustentação e alocação.

Artigo: Aprendizagem para o mundo de hoje 554

“Grande desafio é tornar a interação digital cada vez mais real e engajadora”

Estamos vivendo, de fato, a era digital. E essa era impõe uma velocidade diferente em tudo aquilo que fazemos, e não pode ser diferente quando o tema é aprendizagem. Temos que investir naquilo que temos de mais importante: o conhecimento. Afinal, como bem dizem, “a educação é a única saída para tudo”.

Neste momento, milhões de crianças, jovens e adultos estão sem frequentar ambientes físicos, como salas de aula, onde muitas instituições adotam estratégias de educação online e por outras mídias para garantir a continuidade da aprendizagem. Isso também aconteceu no T&D.

Os educadores e facilitadores estão se desdobrando para oferecerem aulas envolventes e ao mesmo tempo eficientes. Para isso, estes profissionais estão buscando novas metodologias e ferramentas para estreitar a relação com o aprendiz, além de otimizar o tempo e passar o conhecimento na dose certa. Com isso, trago a seguinte reflexão: o que funciona no presencial, não necessariamente funciona no digital. Não se trata somente de gravar uma palestra, há uma série de conhecimentos andragógicos e pedagógicos para serem aplicados. E mais do que nunca, é preciso entender os diferentes formatos de aprendizagem, pois cada pessoa aprende de uma forma diferente e, no caso dos adultos, é preciso ainda gerenciar o tempo de maneira a conjugar as tarefas domésticas e os compromissos profissionais.

É fato que somos dotados por com uma habilidade automática de filtrar irrelevâncias. Esse são os nossos filtros perceptíveis. Independente da fonte utilizada para transmitir os conhecimentos, filtramos só o que percebemos como relevantes. A informação que passa por nossos filtros, ingressará em nossas memórias de curto prazo onde acontece o processamento ou tratamento das informações. Por essa razão, ao introduzir um conhecimento, devemos focar no essencial para segurar a passagem pelo filtro. Se a informação é percebida como relevante, ela passa para a memória de longo prazo, no entanto, se essa informação não recebe tratamento, ela desaparece em cerca de 10 a 15 segundos. Aqui que entra a importância de compartilhar informações assertivas, curadas, verdadeiras, engajadoras e criativas. Entregando tudo isso usando a tecnologia certa.

Quando trazemos isso tudo para a área de desenvolvimento humano, eu não posso mais, por exemplo, treinar pessoas que estão se desenvolvendo dentro de um universo digital, com metodologias e perspectivas antigas. Não antigas no sentido que elas não funcionam mais, mas antigas no sentido que eu preciso usar tecnologias para facilitar o processo de aprendizagem. Então dentro da área de educação corporativa eu preciso, cada vez mais, não só trabalhar com metodologias ativas e com alternativas digitais, mas também preciso me desafiar a não só levar a aprendizagem para um meio com uso de tecnologia, mas tornar essa aprendizagem engajadora e interativa, apesar dela acontecer com o uso de tecnologia. Confuso? Vou explicar!

É preciso trazer a tecnologia para o desenvolvimento de pessoas pensando nos modelos de entrega que temos que desenvolver, ou seja, chega de blábláblá. Vamos efetivamente usar as tecnologias que fazem parte do dia a dia das pessoas.

Aprendizagem para o mundo de hoje é isso: disponibilizar aquilo que um indivíduo precisa aprender, na hora que ele precisa aprender, no formato que ele acredita que seja o mais adequado e na hora que ele precisa efetivamente deste conteúdo. Não adianta disponibilizar um conteúdo para uma pessoa que não esteja diretamente conectado com o contexto dela.

O grande desafio é tornar a interação digital cada vez mais real e engajadora. Conectar a experiência de aprendizagem com a realidade das pessoas. Não é necessário volumes enormes de conteúdos. Um dia desses alguém comentou comigo que tinha que assistir alguns vídeos que faziam parte de um curso. E sabe como assistiu? Acelerando a velocidade do vídeo. A pergunta é: adianta oferecer volumes gigantescos desnecessários de conteúdos? Não adianta!

O ponto chave é selecionar os que são essenciais para que as pessoas consigam chegar onde elas precisam. Colocar o participante no centro do processo, usar abordagens para soluções de problemas para que se a gente empatize com essa pessoa e consiga efetivamente fazer com que o conhecimento chegue de uma maneira relevante, engajadora e que seja útil.

Se você é um profissional da área de aprendizagem, entenda do negócio, antes de entender de aprendizagem. Já demos grandes passos nessa direção, mas ainda temos algumas muralhas para serem derrubadas. A nossa principal função é facilitar a vida das pessoas. Com isso em mente, não é só sobre ofertar conteúdo, é compreender o que o outro precisa aprender. É mudar de lentes. É olhar para a vida real!

*Por Flora Alves, idealizadora da metodologia Trahentem® e CLO da SG – Aprendizagem Corporativa.

Artigo: Por que plano de saúde está tão caro? 617

“De acordo com a ANS, em apenas três anos, houve redução de 3,1 milhões de usuários de convênios médicos”

Não é de hoje que os planos de saúde estão ficando cada vez mais caros. Prova disso é que, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em apenas três anos, houve redução de 3,1 milhões de usuários de convênios médicos. Muitas dessas pessoas acabam migrando para o Sistema Único de Saúde (SUS) e, devido a superlotação, fica cada vez mais complicado atender essa alta demanda.

Frequentemente recebo perguntas sobre os motivos do encarecimento dos serviços privados de saúde. É uma questão que permeia roda de amigos, familiares, clientes e até mesmo em palestras.

Existem muitos motivos para justificar a constante elevação do custo dos planos de saúde, mas neste artigo vou me ater apenas a pontos estruturais, sem discutir modelos de negócios, má gestão das companhias, fraudes etc. Então vamos lá:

1) O avanço da tecnologia

Em todo o mundo existem milhões de pesquisas sendo feitas, máquinas sendo criadas, procedimentos sendo testados; muitos destes progressos servem para tratar doenças que já existem de forma mais simples e menos custosas ao menos no curto prazo.

2) Avanço da idade populacional

A partir de determinada idade, o índice de utilização de serviços médicos tende a aumentar radicalmente, mesmo em indivíduos saudáveis. Como os preços dos planos de saúde são, de certa forma, divididos entre os participantes de uma determinada carteira de cliente, automaticamente, todos pagam mais caro.

3) Regulação com viés socialista

A criação da Lei 9656/98, que regulamenta os planos de saúde, tem mais de 20 anos e foi essencial para que se separasse o joio do trigo. Hoje temos empresas sérias e comprometidas com o atendimento do cliente.

Sei que há várias críticas às operadoras, mas você já pensou como seria sua vida sem elas? O SUS teria capacidade de atender mais 50 milhões de usuários de maneira integral?

Mas passados mais de 20 anos com diversas ingerências no setor, a lei se tornou um problema para os usuários de planos de saúde e levou muitas operadoras à falência. Exemplo disso é a regulamentação de reajustes para planos de pessoa física, que culminou na retirada do produto do mercado por quase todas as empresas do setor, por perceberem que, ao longo do tempo, não conseguiriam atender seus clientes com as receitas, devido aos reajustes abaixo da inflação médica.

Não há aqui nenhuma crítica política em si, o ponto aqui é outro: quando o estado obriga as operadoras a cobrir todo e qualquer procedimento, incluindo tratamentos caríssimos, e que às vezes atende apenas casos muito específicos, o preço dos planos aumenta para todos os usuários do sistema.

Isto se repete com relação à regulamentação do reajuste por idade: a lei diz que não se pode realizar reajuste a partir dos 59 anos, portanto, como equalizar o valor a ser cobrado de uma pessoa com 60 anos e outra com 80 anos? Cobrando a diferença dos mais novos, inclusive da pessoa com 60 anos.

Quer outra regra? Os planos de saúde só podem cobrar até 6 vezes o valor de uma criança, para pessoas acima de 59 anos (além de outras regras no meio do caminho). Portanto, o preço tende a ficar caro para todos os usuários do sistema para cobrir esta diferença de custo entre os mais velhos.

O objetivo aqui não é discutir se são justas ou não estas regras, mas demonstrar o motivo do alto custo dos planos de saúde.

4) Falta de produtos alternativos com menos coberturas (ainda um problema de regulação)

A legislação obriga aos planos de saúde a ter cobertura integral, para qualquer tipo de doença. Isto causa o efeito reverso, pois para que as operadoras tenham produtos completos que absorvam todos os riscos, inclusive a inclusão de coberturas após o fechamento do contrato com o cliente (outra anomalia do sistema), seus produtos tendem a custar mais caro.

5) Judicialização da saúde

No Brasil criou-se o hábito de judicializar tudo. E como primícia constitucional, na área de saúde, os juízes primeiro permitem ao usuário ser tratado por conta da operadora (mesmo que o usuário não tenha direito), para depois se discutir o contrato. Na prática, a operadora dá o tratamento (paga por ele) e só depois se discute de quem é a responsabilidade pelo pagamento. E ainda que a operadora um dia ganhe este processo após ter gasto com honorário de advogados, a chance de recuperar os valores é muito baixa.

Eu sei que você deve estar me odiando, mas quem você acha que paga esta conta afinal?

6) “Vender seguro para carro batido”

Você já imaginou se houvesse a obrigação de uma seguradora vender seguro para carro batido? O que acha que aconteceria com o valor da cobertura de seguros para os clientes que ainda não bateram seus carros?

Isto acontece na saúde: os planos de saúde são obrigados a aceitar o cliente e dar cobertura (mesmo após dois anos) para qualquer doença, seja qual for o valor deste tratamento. E mais, não poderá cobrar R$ 1,00 a mais do que do cliente da mesma idade com saúde perfeita.

Não podemos misturar as coisas: uma é o estado ter a obrigação de atender qualquer cidadão, outra é exigir que uma empresa privada faça isso. Portanto, essa obrigação ajuda a encarecer o produto.

7) Reserva técnica obrigatória

As operadoras são obrigadas a manter uma reserva técnica em dinheiro. Este dinheiro fica aplicado em um fundo específico e mal remunerado em um banco e não pode ser usado para melhora do atendimento e diminuição do custo. Portanto, as companhias são obrigadas a cobrar mais dos clientes para constituir e manter essas reservas.

8) Cheque em branco

Em diversos países, os planos de saúde são vendidos com valores de cobertura máxima determinada em contrato. Com isto, o risco deste plano de saúde tem um limitador claro, que é o valor máximo que a companhia tem que indenizar por serviços de saúde referente aquele cliente.

Já no Brasil, a cada novo cliente, a operadora de planos de saúde assinam um cheque em branco para cobrir todo e qualquer problema de saúde que este usuário venha ter. Sendo assim, a companhia precisa precificar em seu produto, o imponderável.

9) Problema estrutural do sistema de saúde privado

As operadoras também não têm tido lucros exorbitantes. Existe um problema estrutural ocorrendo no mercado nos últimos 20 anos, mas isso é tema para outro artigo.

Conclusão

Não existe solução simples e mágica para o tema. É preciso muita coragem para enfrentar os desafios do setor, pois se não houver uma discussão séria, sem viés populista, que busque soluções técnicas e de longo prazo, cada dia mais as pessoas e empresas terão dificuldades de manter seus planos de saúde e sairão do sistema privado, colocando mais dificuldades para o sistema público em absorver mais pacientes.

* Por Márcio Mantovani, sócio-fundador do Clude, clube digital de vantagens, que oferece um programa de prevenção à saúde e qualidade de vida.

 

Cinco maneiras de modernizar risco de crédito na pandemia 859

Decisões precisam ser sustentáveis para garantir que o negócio possa sobreviver à tempestade e prosperar no longo prazo

Gestão de risco de crédito tem passado por uma transformação maciça como resultado do surto de Covid-19. Isso é verdade não apenas para organizações que fornecem crédito, mas também para os consumidores, muitos dos quais terão enormes prejuízos à sua qualidade de vida como resultado da crise.

Duas coisas precisam ter prioridade para os gestores durante esses tempos difíceis: decisões precisam ser sustentáveis para garantir que seu negócio possa sobreviver à tempestade e prosperar no longo prazo, mas você também precisa considerar que os clientes que você apoia durante tempos difíceis serão mais propensos a ficar com você durante e após a recuperação.

Quando se trata de sustentabilidade de negócios, há muitos benefícios em ter uma abordagem para pontuação de cobrança em funcionamento. Com uma capacidade analítica melhor, focada em cobranças, sua organização estará melhor equipada para entender o impacto das mudanças econômicas e decisões de negócios sobre capital de giro e P&L.

Você será capaz de planejar o investimento de capital e produtos de empréstimos de modo mais eficaz, baseado em cálculos confiáveis de perdas esperadas. Com mais recursos para planejar aquisição de clientes, campanhas de cross-sell ou up-sell, seu departamento de marketing também terá recursos adicionais para criar campanhas mais efetivas.

Para trazer esses benefícios à tona, segue uma lista de possibilidades acerca de melhorias potenciais que podem ser atingidas a partir de uma melhor gestão de risco de crédito:

• Aumentar a fidelidade de cliente com adaptação de limite de crédito

Insights de crédito gerados por inteligência analítica permitem que sua empresa defina bases de limite de crédito apropriadas para novos clientes com mais confiança, para então ajustar esse limite ao longo do tempo baseado em uso e padrões de pagamento para gerar mais utilização da capacidade restante do cartão de crédito.

Um exemplo de onde você pode inserir isso de modo mais criativo: considere um cliente que optou por permitir acesso à sua localização e normalmente usa 90% do seu limite do cartão de crédito. Você vê que ele vai comprar algo em uma empresa em que ele normalmente gasta entre R$ 150 a R$ 300, mas ele tem apenas R$ 120 de crédito restante no seu cartão.

Se você sabe que esse cliente tem um bom histórico de pagamento e um fluxo de receita em suas outras contas, o sistema automaticamente envia para ele um SMS com uma oferta por tempo limitado para aumentar seu limite em R﹩ 500 por um mês. Ao fazer isso, é possível ganhar ou reforçar a fidelidade do seu cliente – todo mundo gosta de ser recompensado por fazer a coisa certa.

• Ganhar negócios com precificação baseada em risco

Pesquisa e observação de mercado podem ser usadas como método básico para definir as taxas de juros para produtos como empréstimos para automóveis. Mas uma abordagem de pontuação de crédito refinada e eficiente pode te levar mais longe e permitir decisões que adicionam valor real aos negócios.

Veja como você pode ir além da abordagem tradicional: para bons clientes, você pode oferecer 2 pontos percentuais abaixo de uma taxa de juros média, por exemplo, de 14%. Você pode oferecer ainda outra redução de outro ponto percentual para pagamento em dia.

Para clientes que representem um risco um pouco maior, ofereça a aprovação de empréstimo a 15%. A taxa é um pouco maior, mas o cliente garante o empréstimo que realmente precisa para manter as coisas em casa em um cenário de desemprego, por exemplo.

• Faça vendas up-sell e cross-sell de produtos de risco de crédito de modo mais eficaz

Alavancar um cartão de crédito quando se vende um financiamento imobiliário ou automotivo é uma tática muito padrão para expandir sua marca na carteira do cliente. Entretanto, insights analíticos te permitem fazer uma melhor oferta.

Usar inteligência analítica para entender quais cartões de crédito vender para clientes específicos baseados em suas características únicas e o que isso pode te dizer sobre suas preferências de recompensas é um bom exemplo.

Uma passageiro frequente pode ser mais receptivo a um cartão com milhas aéreas, enquanto um comprador compulsivo pode ser mais inclinado a escolher um cartão que ofereça descontos com lojas parceiras e, ainda, clientes do tipo que economizam e investem podem preferir recompensas de cashback – os últimos dois casos podem ser especialmente frequentes nos tempos atuais. Inteligência analítica efetiva vai te ajudar a escolher o que oferecer e a quais clientes você deve oferecer diferentes produtos.

• Gerenciar empréstimos comerciais com notícias e informações sociais em tempo real

As carteiras de empréstimos comerciais são normalmente avaliadas com base nos extratos financeiros anuais dos clientes, para em seguida reavaliarem os clientes com base em relatórios financeiros médios.

Você pode inserir uma abordagem mais eficaz ao integrar dados das páginas de notícias e redes sociais dos seus clientes e, então, aplicar inteligência analítica de texto para entender o que está acontecendo no mercado, notícias sobre o cliente e o clima em torno do cliente.

Por exemplo, você pode obter informações sobre as atividades de mineração do seu cliente e se ela está gerando prejuízo ambiental. Você pode avaliar o impacto do CEO de tal empresa que acaba de fazer comentários controversos. Você sabe quando uma empresa acaba de passar por um grande vazamento químico ou uma calamidade em uma fábrica. Você pode avaliar se os comentários e avaliações são favoráveis, indicando boa saúde e potencial de negócios.

Todas essas informações que são relevantes para tomadas de decisões sobre crédito podem fazer parte do modelo de classificação como atributos suplementares para reavaliar o cliente em tempo real ou diariamente.

• Aproveite o poder de machine learning em decisões de crédito

Bancos e entidades financeiras não tradicionais estão se voltando para machine learning (ML) para tomar decisões mais precisas sobre cobranças, aprovação de empréstimos e afins. O que é útil em ML é que ela pode revelar correlações entre diferentes atributos, coisa que modelos lineares tradicionais não veriam. Ela está se provando particularmente valiosa quando usamos dados alternativos, onde os atributos podem ser indiretamente correlacionados.

É possível ir além, usando ML para identificar quais variáveis tem boas previsões (pode não ser o que você pensa) e, então, colocar esses insights em modelos tradicionais. Ou projetar um modelo primário com técnicas ou regras de modelagem tradicional e um modelo paralelo com machine learning. Onde o modelo de machine learning pode ser difícil de interpretar, o modelo tradicional acompanhante pode explicar o resultado.

Todas as cinco dicas acima podem ajudar a sua organização a navegar o território desconhecido durante e pós pandemia, com dados que vão dar suporte a decisões mais sustentáveis a longo prazo e gerar níveis mais altos de retenção. Isso porque você vai tomar decisões que não apenas os encorajam a ficar com você, mas te permitirá estar presente quando seu cliente mais precisa de você.

*Por Ednalva Vasconcelos é vice-presidente de Finanças para América Latina do SAS, empresa líder global em soluções de analytics.

Infraestrutura de TI pode garantir sucesso do comércio virtual 805

Especialistas dão dicas de como manter serviços essenciais funcionando de forma segura e ininterrupta

Com a adoção de medidas de distanciamento e restrição de circulação em espaços públicos completando dois meses sem a perspectiva de que a situação volte ao normal até o início do segundo semestre, o varejo brasileiro precisou se adaptar rapidamente ao ecommerce para sobreviverem no mercado.

Segundo dados divulgados em abril pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), as vendas pela internet aumentaram 30% em relação a março, e estima que o comércio eletrônico ganhou, ao menos, quatro milhões de novos clientes, com grandes chances de manterem o hábito depois que a crise do Covid-19 passar.

Porém, especialistas em varejo digital e empresários do setor de Tecnologia alertam que para atender um número tão considerável de clientes, é necessário que as empresas estejam preparadas para atender essa demanda que até então não estava prevista.

Um exemplo é o que comenta o CEO da TS Shara, Pedro Al Shara, fabricante nacional de equipamentos de proteção de energia: “Verificamos desde o início da quarentena, um aumento do movimento de migração de muitas varejistas que só mantinham a operação física tradicional para os canais digitais. É a Transformação Digital fazendo parte da realidade de fato, um projeto que vinha sendo adiado e que agora não pode mais esperar, pois se tratava da única forma de manter a operação funcionando”.

Na visão do executivo, as novas tecnologias têm sido uma aliada de muitos setores para enfrentar esse período difícil pelo qual o país atravessa e apesar de estar sendo executado de forma repentina é importante que seja realizado com muito planejamento e organização para que não haja outros problemas lá na frente. “Tudo deve ser planejado visando minimizar os riscos e perdas nesse momento onde qualquer prejuízo tem um impacto enorme sobre a operação, isso envolve desde a gestão da empresa até a infraestrutura necessária do ambiente TI para manter uma operação virtual rodando de forma segura e ininterrupta”, destaca o CEO da TS Shara.

Infraestrutura do ambiente de TI

Apesar de ser um novo modelo de atuação para muitos empresários e setores, uma loja virtual requer os mesmos cuidados e preocupações de uma loja convencional. A conexão constante com a internet e energia elétrica são recursos essenciais para manter a plataforma online funcionando e, garantir, dessa forma, o acesso aos arquivos importantes e o contato constante com os clientes, ou seja, uma infraestrutura do ambiente de TI bem dimensionada para a finalidade-fim é fundamental para garantir o sucesso da operação digital, entre as quais uma operação de ecommerce não pode deixar de prever:

– Alta disponibilidade de Internet – Existem serviços especializados no mercado de Telecom que garantem links dedicados de internet de alta velocidade e redundância para alta disponibilidade para que nunca haja falta de conexão de dados, garantindo assim a permanência das atividades, bem como suporte técnico e segurança.

– Proteção de Energia – Tais prevenções também devem levar em consideração os blecautes ocasionais, ou apagões causados pelas quedas frequentes na rede elétrica, além dos picos de conexão com a rede, devido ao aumento do uso desses serviços essenciais nos últimos meses. Uma opção para minimizar problemas nessas situações são os equipamentos de proteção de energia, como é o caso dos nobreaks e estabilizadores de tensão. Muito mais do que apenas fornecer energia contínua após apagões, o nobreak também é responsável por manter a qualidade da rede elétrica. Nesse caso, o dispositivo funciona como um regulador de tensão, entregando uma energia ‘limpa’ que chega aos aparelhos eletrônicos, como desktops e notebooks, para servir como uma proteção extra contra oscilações que podem prejudicar a vida útil dos equipamentos.

“Engana-se quem pensa que esses equipamentos são indicados somente para empresas da área de tecnologia. Qualquer negócio que possua máquinas mais sensíveis à energia pode investir nesses dispositivos de proteção de energia, especialmente neste momento em que muitos consumidores estão concentrando e estruturando suas atividades profissionais e até comerciais em suas residências transformando-as em homeoffices”, conclui Al Shara.

Idecorr questiona corretores de seguros 690

Em artigo, Diretor de Relações Institucionais afirma que informações falsas atrapalham o setor

O Instituto de Defesa dos Corretores de Seguros (Idecorr), publicou um artigo manhã desta segunda-feira (25), onde questiona os corretores de seguros sobre os ocorridos desde a publicação da Medida Provisória 905/19. O texto é de autoria de José Carlos N. de Souza Diretor de Relações Institucionais do Instituto.

No artigo, José Carlos de Souza faz um alerta e argumenta com os corretores sobre a categoria ter absorvido muitas informações falsas, fazendo com que os profissionais do setor fiquem divididos. Segundo o Diretor, “isso interessa à alguns conhecidos protagonistas neste ensandecido jogo de poder político-sindical que a categoria enfrenta desde então”.

Souza afirmou também que os corretores de seguros estão sendo manipulados por interesses diversos, de pessoas que tentam silenciar, amedorentar, ou manter o setor imobilizado. Para ele, tal atitudes pode levar a ilegalidade funcional que prejudicará os profissionais de corretagem de seguros.

O Diretor de Relações Institucionais do Instituto detalhou ainda, as consequências que podem acontecer com os corretores e a categoria em geral, se a disseminação de fake news continuar. “Basta uma fake news sobre um assunto sensível a todos nós – de origem conhecida, mas não necessariamente fidedigna, para que uma nuvem de dúvidas paire por sobre nossas mentes e nos desvirtuem de assuntos mais importantes, os quais, efetivamente, nos interessam. É o que estamos experimentando desde quando passou a ser ventilado que nossas comissões seriam publicadas nas emissões das apólices a partir de 1º de julho. Nunca foi uma realidade. Jamais houve base legal para tal inverdade”, reforçou Souza.

Confira na íntegra o artigo publicado pelo Idecorr:

Afinal, Corretores de Seguros : Sabemos o que queremos?

Desde a publicação da MP 905/2019, nossa categoria tem absorvido um sem número de desinformações que hora nos levam para “um lado” ou nos carregam para “outro lado”. E seja qual for a definição que “lado” tenha nesse redemoinho de emoções, a verdade é que nos encontramos divididos: e isso muito tem interessado à alguns conhecidos protagonistas neste ensandecido jogo de poder político-sindical que vimos enfrentando desde então!

E a omissão que antes nos era imposta (tática aplicada há anos para nos deixar na “escuridão do sistema”) agora virou desinformação: descaminho este que nos faz prosseguir em círculos, sem foco ou mesmo sem um objetivo macro a ser alcançado. E em assim sendo, natural que surjam os seguintes questionamentos: Para onde caminhamos, afinal? Queremos liberdade sem responsabilidades? Servimos a um “senhor” ou temos obrigações legais a serem cumpridas? Queremos leis que nos protejam, mas não queremos que estas mesmas leis nos vigiem os passos – o que praticamos no nosso labor diário? Onde escondemos nossa Boa-Fé neste jogo de esconde-esconde?

E nesse louco desatino institucional, seguimos sendo manipulados por interesses diversos e poderosos que, não sem motivação, aplicam suas táticas para ou nos silenciar, ou nos amedrontar, ou simplesmente nos manter inertes – mesmo que isso nos leve a uma ilegalidade funcional que somente nos prejudicará como profissionais da corretagem de seguros que somos.

E neste ir e vir, basta uma Fake News sobre assunto sensível a todos nós – de origem conhecida, mas não necessariamente fidedigna – para que uma nuvem de dúvidas paire por sobre nossas mentes e nos desvirtuem de assuntos mais importantes, os quais, efetivamente, nos interessam: é o que vimos experimentando desde quando passou a ser ventilado que nossas comissões seriam publicadas nas emissões das apólices a partir de 1º de julho, próximo. Nunca foi uma realidade. Jamais houve base legal para tal inverdade.

E por mais que se afirme e se comprove que tudo não passa de uma Mentira, não adianta: tal qual São Tomé, os incautos só acreditarão que tudo não passou de um grande embuste, de uma enorme distração quando, a partir do dia 02/07, as apólices que receberem nos seus escritórios, não vierem com suas comissões espelhadas na apólice. E aí, incrédulos e estupefatos, olharão para seus negócios, para si mesmos e chegarão à seguinte conclusão: Quanto tempo perdido! Quanta energia desperdiçada! Como pude ser tão ingênuo?

E até que lhes cheguem outra narrativa errônea, cambaleantes que estão, irão em direção ao “herói de sempre” a lhes socorrer que, sorridente, lhes dirá:

O Inimigo agora é outro!

José Carlos N. de Souza
Diretor de Relações Institucionais
IDECORR – Instituto de Defesa dos Corretores de Seguros
(11) 3628-4902 – WhatsApp Business