Natal é tempo de fraudes no e-commerce 3593

Confira artigo de Rafael Bissi, gerente de produtos de segurança e novas Tecnologias da Sonda

A Black Friday terminou com cifras bem positivas, arrecadando R$ 2,1 bilhões para o e-commerce brasileiro em 2017, um aumento de 10,3% nem relação ao ano passado, segundo números divulgados pelo E-Bit. Para o Natal, o varejo virtual tem a expectativa positiva de movimentar R$ 51,2 bilhões com um percentual de 40% de pessoas que devem comprar pela internet, conforme prevê a pesquisa do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

Com um grande fluxo de dinheiro percorrendo nos sistemas das lojas online nesta época do ano, as fraudes indetectáveis na internet também se ampliam em torno dos e-commerces. Para se ter uma ideia, um estudo da ClearSale apontou um aumento de 51% nas tentativas de fraude nesta Black Friday. No Natal, esta métrica poderá aumentar, já que este tipo de ato infelizmente se tornou comum na web.

Se houve precaução com a segurança digital na Black Friday, imagina o quanto precisa estar atento no maior período de compras do ano. Por isso, todo cuidado é pouco para os lojistas de e-commerces, que cada vez mais são vítimas das armadilhas de clientes hackers. Este tipo de consumidor, além de comprometer o faturamento de uma operação, arranha a reputação da companhia perante ao mercado em que atua, bem como aos clientes de boa índole. Afinal, quem compraria em um site sem a mínima segurança e credibilidade?

Dada a pergunta, vamos às práticas. O primeiro sinal de alerta de um cliente fraudador pode acontecer em bando. Isso mesmo, há quadrilhas especializadas em roubar as informações de consumidores e clonar cartões de créditos. Portando dos dados pessoais e financeiros do comprador, os hackers abrem contas em bancos, adquirem linhas telefônicas e financiam produtos, especialmente eletroeletrônicos e, pasmem, automóveis. Ficar atento aos clientes que realizam compras em poucos segundos é uma forma do lojista virtual evitar este tipo prejuízo, assim como a utilização de ferramentas que mapeiam o comportamento do cliente dentro do e-commerce.

Outro ponto crítico é a criação de páginas falsas desenvolvidas para anunciar produtos com desconto. Desconfie. Nestes sites, as mercadorias não são entregues, servindo apenas como isca para roubar os dados do comprador. Uma dica valiosa é prestar a atenção na maneira como é escrito o nome da loja na URL do site. Páginas idênticas a de grandes varejistas, com mudanças quase imperceptíveis, são feitas por criminosos. Às vezes uma letra a mais ou menos pode levar o consumidor ao limbo e impactar negativamente na reputação da sua loja. Além disso, veja se existe a sigla “https” na barra de navegação e se o site possui selo de segurança. Para saber, basta ver se o ícone do cadeado está no canto esquerdo do address bar. Se tiver, as chances de uma compra segura são maiores.

Diante do crescimento exponencial destas e de outras vulnerabilidades no e-commerce, é necessário para não dizer obrigatório, que os sites proporcionem segurança aos clientes bem-intencionados, mas também é impreterível olhar com mais afinco para aqueles que agem com segundas intenções e que podem deteriorar o seu negócio. Sendo assim, detectar e se prevenir ainda são as melhores saídas para as empresas aproveitarem o melhor momento comercial do ano.

Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019 390

Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019

Confira artigo de Rossana Costa, diretora da GEO

O mercado de construção civil tem se notabilizado nos últimos anos pela evolução tecnológica em diversas áreas, beneficiando-se dos avanços como em modelagem 3D, com ferramentas como o BIM e até mesmo o uso de drones para captura de imagens, reduzindo riscos, custos e até mesmo os cronogramas de entrega.

No intuito de acompanhar o desenvolvimento das construtoras e incorporadoras no boom de obras e tecnologia na década de 2000, o cenário de seguros da construção civil também iniciou sua transformação digital.

Apesar do avanço em investimentos e na disponibilidade das novas tecnologias no mercado de seguros, quando tratamos de seguros para a construção civil e imobiliário ainda há uma defasagem na adoção pela cadeia, dado que o caráter do setor sempre foi o de baixa concorrência e maior conforto em relação à necessidade de inovar. Por conta disso, não houve um desenvolvimento com todo o potencial oferecido pelo mercado, como já vem ocorrendo com mais força em setores mais ligados ao consumidor final, como o automotivo e vida, por exemplo.

Esse cenário foi transformado com as novas tecnologias baseados em computação na nuvem e Big Data, que possibilitaram o cruzamento de grandes volumes de dados para análise de riscos, precificação de prêmios e para embasar uma tomada de decisões mais assertiva. Isso também inclui avanços na inteligência artificial para experiência do consumidor, acessibilidade por dispositivos móveis na Internet das Coisas e a automação de processos e experiências por meio do machine learning.

Segundo o levantamento da Tata Consultancy Services (TCS), o mercado de seguros é um dos que mais investe no desenvolvimento de inteligência artificial, especialmente vindo das insurtechs, que já receberam investimentos acima de US$ 9 bilhões desde 2010, segundo o estudo InsurTech Outlook, e as seguradoras estão entre os grandes investidores.

De fato, a oportunidade para inovar é grande, tanto para desenvolvimento como para adoção de tecnologias que buscam reduzir custos, tempo e burocracia no trabalho do corretor e das seguradoras. Hoje, a maior parte do tempo de um corretor de seguros está ligado a atividades burocráticas, e a demora para emitir apólices dentro dos sistemas tradicionais pode levar dias para ocorrer.

Um exemplo de como a tecnologia pode servir como um “quarto participante” da cadeia do seguro imobiliário (além das seguradoras, corretoras e clientes) é em relação a Garantia de Entrega de Obra. Este seguro é alvo de grande demanda do setor, mas conta com o desafio de acompanhar toda a gestão da construção por parte das seguradoras para conseguir gerenciar os riscos decorrentes.

A digitalização permite que todos os players, incluindo até mesmo o consumidor final, possam ter acesso em tempo real às informações como fotos, medições de banco de dados, mapeamentos e cronograma da construção. Tudo em uma única ferramenta, que oferece não apenas a transparência das informações, mas que também é capaz de atender às diferentes demandas de seguradoras, construtoras e corretores por meio de relatórios didáticos e personalizados.

Esta transparência na gestão de dados pode também ser vista em situações de seguro habitacional, obrigatório no financiamento imobiliário ao parcelar a compra de um bem imóvel. Por meio da digitalização, os corretores conseguem disponibilizar para seus clientes certificados individuais a cada mudança de crédito mensal. Assim, de forma proativa e em tempo real conseguem oferecer aos credores informações sobre os valores segurados de forma transparente, reforçando o seu papel de confiança em um setor que exige tanto esta qualidade e que costuma lidar com altas cargas de burocracia.

Por fim, a digitalização do setor de seguros serve como pilar fundamental para toda a evolução decorrente de soluções de Big Data e analytics, que conseguem entregar uma miríade de insights e análises que não são possíveis tendo como base documentos em papel ou em arquivos digitais que não estão incorporados em uma gestão unificada. O cenário agora é outro – apólices podem ser digitais e podem ser emitidas com um clique na tela.

Desafio cultural para adoção de tecnologias

Sabendo do desafio cultural do setor para adaptação de novas tecnologias, um dos desafios para a implementação de novas ferramentas é a portabilidade com as estruturas legadas complexas e extensas das grandes empresas do meio, o que torna os processos internos de digitalização mais lentos e custosos se feito internamente. Para 2019, no entanto, plataformas de tecnologia que facilitam essa integração para as seguradoras ficarão ainda mais acessíveis e populares, tirando das seguradoras os altos custos de implementação e manutenção.

Temos visto também que o entendimento das vantagens na digitalização pelos corretores ainda é nebuloso, considerando que apareceram no mercado insurtechs que propõem a substituição do corretor pela inteligência artificial. Não é preciso de muito esforço para mostrar que estas empresas estão se precipitando quanto à qualidade do que é entregue ao cliente, ainda mais se tratamos de clientes com exigências complexas, como acontece na construção civil. Não podemos e nunca devemos comparar os avanços da tecnologia com essa proposta.

Ao contrário, a maioria das empresas de tecnologia, insurtechs e seguradoras entendem o corretor como pilar central do trabalho com as diferentes ferramentas tecnológicas, que servem para auxiliá-los na entrega de processos mais velozes e assertivos. Segundo levantamento da Camara-e.net, das insurtechs brasileiras, mais de 62% tem como objetivo potencializar negócios para as seguradoras e 57% também querem trazer mais negócios aos corretores.

E quando tratamos da experiência de mercado, das especificidades das análises e das necessidades para variáveis de cada apólice e certificado, entendemos que o corretor é fundamental e indispensável para o sucesso do setor. Nos momentos de uma opinião especializada ou dificuldades, clientes ainda preferem lidar diretamente com os corretores, o que mostra pesquisa da Accenture, apontando que 80% dos consumidores optam por resolver problemas com contato humanizado.

Para as seguradoras, os investimentos se tornam igualmente importantes para subsidiar melhorias no rendimento de seus corretores e para trazer ganhos em agilidade e eliminar custos significativos com a operação, que incluem manutenção da TI própria e equipes dedicadas a processos manuais e repetitivos.

Estamos diante de uma oportunidade para uma transformação no setor, dado que já temos à nossa disposição recursos altamente disruptivos e benéficos para auxiliar tanto os corretores e seguradoras, como também dos clientes na ponta. O mercado de seguros já projeta um grande crescimento em 2019, e um dos principais fatores de competitividade – e até de sobrevivência – será a adoção de novas tecnologias.

Dia do Consumidor deve gerar faturamento de R$ 258 milhões no e-commerce 370

Dia do Consumidor deve gerar faturamento de R$ 258 milhões no e-commerce

43% dos e-consumidores pretendem comprar na data de descontos, a principal do primeiro semestre; gasto médio é estimado em R$ 481

As promoções referentes ao Dia do Consumidor Brasil devem gerar faturamento de R$ 258 milhões no e-commerce em 2019, alta de 18% em comparação com os R$ 229 milhões reportados na data no ano passado, aponta a Ebit|Nielsen, referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro. O número de pedidos deve subir de 521.322 mil para 536.382 mil, alta de 2,9%, enquanto o tíquete médio deve crescer 14,5%, de R$ 420 para R$ 481.

A data de descontos, que neste ano será celebrada no e-commerce em 13 de março (sempre na quarta-feira da semana de 15 de março, o dia original), foi criada em 2014 e chega a sua sexta edição consecutiva. “O objetivo do Dia do Consumidor é aquecer as vendas em um dos meses de menor faturamento do ano, impulsionando o desempenho do setor no primeiro trimestre, que historicamente é o menos importante para o e-commerce”, explica Ana Szasz, head da Ebit|Nielsen.

A estratégia deu certo e, graças às promoções, o e-commerce vende, em média, duas vezes mais na data, na comparação com uma quarta-feira comum. Em termos de faturamento médio diário, o Dia do Consumidor Brasil só perde para a Black Friday, principal período para o comércio eletrônico. “É uma época que está crescendo e se consolidando no calendário anual do varejo. A cada ano, expande o número de lojistas participantes e de ofertas. Isso chama a atenção do consumidor, uma vez que ele ganha outra oportunidade de comprar mais pagando menos. E, do outro lado, o lojista consegue alavancar às vendas em um mês que anteriormente era frio”, explica.

Dados da Ebit|Nielsen apontam que categorias tradicionais, como Eletrônicos, Eletrodomésticos, Moda & Acessórios, Casa & Decoração e Cosméticos & Perfumaria devem ser as mais buscadas pelo consumidor. Entretanto- assim como na Black Friday – categorias menos tradicionais, como, por exemplo, Alimentos & Bebidas, Pet Shop, Papelaria e Turismo também têm espaço para faturar mais.

O progresso de importantes datas, como o Dia do Consumidor, deverá ser um dos principais fatores a impulsionar o desenvolvimento do e-commerce em 2019. A Ebit estima crescimento de 15% para o e-commerce em 2019 com vendas totais de R$ 61,2 bilhões. Os pedidos devem ser 12% maiores, chegando a 137 milhões, e o tíquete médio deve ser de R$ 447, aumento de 3%.

Diferenças entre Proteção Veicular e Seguro de Automóvel 200

Diferenças entre Proteção Veicular e Seguro de Automóvel

Confira artigo de Bernard Biolchini, CEO do Grupo Pentagonal

Primeiro ponto a deixar claro que não sou especialista em Direito e não irei entrar nos méritos legais da questão, me atento somente a questões práticas e em alguns aspectos emitindo a minha opinião. Talvez nem a Própria Susep tenha tentado entrar neste mérito tendo em vista a sua, se não inércia quanto ao assunto, sua ineficiência em reprimir essa prática.

Para iniciar – Como surgiram as Cooperativas de Proteção Veicular? O mercado se adapta, de acordo com as necessidades do cliente. E quando há demanda, atender é fundamental. Seguindo esta linha de raciocínio, podemos dizer que existe uma fatia enorme de consumidores que não eram vistos pelas seguradoras como interessantes. As companhias de seguros com seus gênios atuariais, ao longo dos anos, alegam o seguinte motivo para recusar a apólice para a classe média baixa: “não tenho interesse em te ter como segurado, por morar em locais com alto índice de criminalidade, por possuírem veículos mais antigos, o que me dificulta a achar peças de reposição, além de terem o crédito negativado, o que significa que eu já entendo que vocês possam fraudar um sinistro para conseguirem pagar as suas dívidas e “limparem” os seus nomes na Praça. E o consumidor com esse perfil, questiona: então eu não posso proteger o meu patrimônio que demorei tanto para conseguir auferir? Para as seguradoras até podem segurar o bem, desde que paguem entre 30% a 50% do valor do veículo a ser segurado. E mesmo assim, pode ser que a resposta ainda seja não!

O Mercado se adaptou e  o público que a seguradora ignora, resolveu se unir em torno de um CNPJ de cooperativa, para que todos paguem mensalmente um valor que possa Proteger o seu patrimônio. As cooperativas de Proteção Veicular foram simplesmente uma adaptação de mercado como muitas que vemos hoje em dia.

Quais são as diferenças entre cooperativas de Proteção Veicular e Seguradoras? As Cooperativas não têm um órgão regulador que fiscalize seu caixa ou balanços, para saber se possuem reserva técnica que garanta uma Indenização. Há também o risco de que uma cooperativa vá à falência, tenha desvios internos e que o seu cooperado em caso de necessidade fique a ver navios. Em Seguradoras não há o Risco de que isto aconteça, ou os riscos são mínimos. O cooperado obviamente pode pleitear seus direitos na Justiça, mas como cooperado, ele também não deixa de ser um cotista. È importante lembrar que a relação de consumidor já fica abalada em caso de processo. Obviamente, muitas coisas poderão ser alegadas pelos advogados e operadores do direito, mas os riscos são muito mais altos. Fazer uma Proteção Veicular é algo que vai muito mais da confiança que a Cooperativa passa do que qualquer outro aspecto. O Famoso jargão: “é o que temos para Hoje. Se não quiser, fique sem nada!”

Proteção Veicular pode ser vendida por qualquer vendedor.  Não há a necessidade legal de especialização para ser comercializada. Eu vejo hoje corretores espumando pela boca quando se fala na tal Proteção Veicular, mas não vejo Seguradoras preocupadas, ou se estão, não deveriam estar, pois as proteções foram uma resposta do mercado dada através dos clientes que ela mesma não aceita. Não acredito realmente que os clientes que possam ter seguros em Seguradoras a preços que caibam nos seus orçamentos fariam Proteção Veicular ao invés do Seguro Tradicional.

Finalizo então para não me alongar mais, a Proteção Veicular se agigantou juntamente com a crise. De acordo com a minha opinião, não há nada que se possa fazer para mudar esse quadro. Essa modalidade de proteção nós sabemos que não é seguro e a sua regulamentação já foi aprovada em primeira votação no Congresso. Corretores, a realidade é única: não adianta reclamar dos peixinhos, se os tubarões estão satisfeitos com as suas refeições. Tenham sempre em mente que é preciso não só fazer o planejamento estratégico financeiro e de vendas, mas atuar num cenário onde não existem mocinhos e bandidos, mas sim, profissionais que sabem o que, quando e onde atuar para oferecer o melhor para seus segurados.

Elas são responsáveis pelas compras em 96% dos lares 269

Elas são responsáveis pelas compras em 96% dos lares

Estudo detalha o comportamento de consumo da brasileira, ainda cética em relação à melhora da economia e preocupada em reduzir gastos para controlar o orçamento

Levantamento do painel de domicílios da Nielsen, empresa global de análise de consumo, explorou o comportamento da mulher brasileira no último trimestre de 2018. Responsáveis pelo consumo de 96% dos lares, mesmo chefiando (responsável pelo pagamento das contas) apenas 37% deles, as mulheres estão priorizando marcas e produtos com preços mais competitivos e ainda se preocupam com a contenção de gastos, reservando 21,2% do orçamento mensal para produtos básicos.

Dentre os gastos que mais consomem o orçamento da mulher brasileira, estão os básicos (67%), que são repartidos em bens de consumo de maior rotatividade (Fast Moving Consumer Goods – FMCG, na sigla em inglês), (21,2%), despesas do lar (11,7%), serviços de comunicação (11%), transporte (8,7%), saúde (8,2%) e educação (7,3%). Além disso, elas chegam a gastar cerca de 50% a mais em itens de cuidados com as crianças (1,2%) do que os homens.

“Tal comportamento ainda é um reflexo da crise econômica do Brasil. Dentre as mulheres entrevistadas, 60% estão céticas com relação à melhora do cenário no próximo ano, o que faz sentido quando vemos que dos sete atributos de uma marca, os três principais motivadores para uma compra estão relacionadas ao preço, sendo eles: boa relação, qualidade ou preço (74,2%), baixo preço (63,7%) e frequência de boas promoções (32,6%)”, comenta Julia Ávila, gerente do painel de domicílios da Nielsen.

Além disso, elas também consideram relevantes para a escolha de marcas e produtos os serviços de entrega à domicílio, a limpeza do ambiente da loja, a atenção e simpatia dos funcionários, a disponibilidade recorrente de produtos de seu interesse e as formas de pagamento aceitas. Se comparadas com os homens, estão mais dispostas a pagar mais por um produto com responsabilidade ambiental do que eles.

Com a confiança ainda abalada, as mulheres tendem a reduzir gastos para ter mais controle do orçamento mensal. Para isso, diminuem o lazer fora de casa (66%), compras de roupas (63%), substituem marcas por outras mais baratas (48%) e reduzem a utilização de gás e energia elétrica (44%). “A tendência é que estas atitudes permaneçam com as brasileiras, que aprenderam a continuar consumindo, porém, fazendo escolhas que caiba no bolso”, diz Julia Ávila.

A compra

No momento de efetuar a compra, as mulheres tendem a escolher o período de dia (78%) e durante a semana (58%). Para facilitar, fazem a utilização de lista de produtos (50%), no entanto, 47% delas dizem comprar mais do que o previsto quando estão na loja. Além disso, 56% comenta que anda pela loja antes de comprar e 60% delas olham os folhetos e catálogos.

As mulheres também possuem grande influência no consumo de outras pessoas, uma vez que 85% delas indicam produtos para amigos e familiares. “Devido à diminuição da confiança após a crise econômica, as mulheres aprenderam a priorizar o seu consumo e a economizar. Com esse conhecimento, elas compartilham com outras pessoas suas experiências e, assim, influenciam o consumo de terceiros”, finaliza Julia.

O futuro do Seguro Auto: você está preparado para isso? 624

O futuro do Seguro Auto: você está preparado para isso?

Confira na coluna de Andre Gregori para a Revista JRS 222

Há algum tempo, boa parte das atividades de nossas vidas são resolvidas por meio de smartphones, desde a abertura de conta corrente em banco, pedidos de cartão de crédito, pagamentos e compras, até mesmo a definição da rota que faremos para evitar o trânsito. Em janeiro de 2018, o número de usuários de internet no Brasil, atingiu 139,1 milhões de pessoas. A tecnologia nos guia, traz agilidade e conforto. Menos burocracia, nada de filas, comodidade e mais tempo para fazer as coisas que de fato exigem a nossa presença física. Pode parecer clichê, mas não é de agora que as pessoas buscam produtos personalizados, feitos sob medida, de acordo com suas preferências e necessidades. Também somos ávidos por rapidez e porque não afirmar ansiosos por soluções que nos fazem ganhar tempo e vantagens.

O número de usuários dispostos a compartilhar informações pessoais em troca de benefícios no Brasil é alto, chegando a 26% da população, o que é percentualmente maior que nos Estados Unidos, segundo o relatório Internet Trends 2018. Não precisa ser visionário para saber que os consumidores brasileiros não estão satisfeitos com os modelos de negócio convencionais. As novas gerações impulsionam uma transformação no hábito de consumo, o que nos leva para um caminho sem volta. Eis que, essa necessidade de mudança se estende também ao mercado de seguros. De acordo com a Acenture Technology For Vision 2017, 86% das seguradoras acreditam que precisam inovar rapidamente, o que não é surpresa considerando que 96% dos segurados hoje não estão satisfeitos com os produtos atuais.

Que o comportamento do consumidor passa por transformações, isso é fato! As pessoas pesquisam mais, buscam mais informações e querem produtos únicos, personalizados. Estima-se que até 2021, a geração Y será a mais interessada na aquisição de seguros. Mas hoje, apesar do aumento na procura por informações, ninguém acorda com vontade de contratar um plano de proteção, pois a prevenção ainda não é um hábito brasileiro. Muita gente acha desnecessário fazer seguro, não o entende como um investimento, mas, sim, um gasto. Essa visão deturpada afeta o setor e se não houver algo que aja como um divisor de águas, não conseguiremos diminuir o percentual de motoristas que, hoje, não possui proteção para seus veículos. Conforme relatório da CNseg, aproximadamente 70% dos brasileiros não têm seguro auto por acharem o valor alto.

No entanto, em 2017, também de acordo com a CNseg, o mercado de seguros arrecadou 400 bilhões de reais, mas poderia ter arrecadado muito mais se não fosse a burocracia e os valores praticados. O modelo tradicional de seguros até hoje utiliza a análise de perfil como base para a precificação – ou seja, os valores das apólices são definidos por meio de modelos estatísticos próprios e histórico de eventos que determinam o risco associado a diferentes perfis de condutores, considerando os locais de residência e trabalho, idade e gênero, entre outros dados, e não o comportamento de cada indivíduo no trânsito (quanto e como cada um dirige).   

Chegamos aqui a um ponto crucial: se a busca por seguros na internet vem crescendo exponencialmente, assim como a demanda por produtos personalizados, porém quase três quartos da população brasileira continua descoberta, sem seguro, então, por que não usar a tecnologia para reverter essa dicotomia? Por que não oferecer ao consumidor algo que ele anseia por um preço mais justo? Por que alguém tem que pagar o “preço de tabela” por algo que consome de forma totalmente única? E por fim, por que motivo o bom motorista precisa pagar pelo mal motorista?

Pensando nessa necessidade latente, como empreendedor do setor, entendi que deveria contribuir para a mudança deste cenário. A empresa que fundei em 2016, a Thinkseg, já nasceu com essa missão: trazer seguro digital, personalizado e com preço justo para o cliente. E depois de quase três anos de desenvolvimento, agora estamos introduzindo no Brasil o primeiro seguro Pay Per Use ou (pague pelo uso) para automóveis, totalmente baseado no comportamento do consumidor. Não há mais necessidade de pagar preços altos para compensar o risco de outros clientes. Queremos trazer valores mais justos para todos.

O modelo Pay Per Use é revolucionário no mercado de seguros, entretanto ele não é tão distante de modelos que já funcionam muito bem em outros setores. No caso de serviços telefônicos ou de eletricidade, por exemplo, o consumidor paga pelo que consome, certo? Porque em seguros não pode ser assim? Quanto menos usar o carro, menor o valor da apólice. E nosso caso, o cliente ainda tem outra vantagem: quanto melhor ele dirigir o carro, menor o preço da apólice.

Assim muitas pessoas que hoje não vêem vantagem em adquirir seguro terão a oportunidade para ‘andar’ por aí bem mais tranquilos e com preço justo, pagando pelo o que e por como realmente usam. Hoje, esta visão está se concretizando, começando pelo segmento de auto, mas deve expandir rapidamente para outros setores. É uma enorme satisfação estar à frente desta evolução junto à uma das principais seguradoras em nível mundial, trazendo mais eficiência e acesso para o nosso mercado. Esse é só o começo de um longo caminho que teremos pela frente. Você está preparado para isso? Nós estamos!