2018: o ano da migração completa dos processos de exportação 12899

Confira o artigo de Tatiana Da Silva Almeida, coordenadora de produto da Sonda

Tatiana da Silva Almeida é coordenadora de produto da Sonda

A partir do dia 2 de julho de 2018, exportadores de todo o Brasil migrarão completamente suas operações para o Novo Processo de Exportações do Portal Único de Comércio Exterior. A decisão foi tomada pela Comissão Gestora do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

A partir desta data, serão interrompidos os novos registros nos módulos Novoex, DE-Hod e DE Web, sistemas atualmente utilizados para a realização de exportações. Entretanto, esses módulos permanecerão disponíveis para consultas e retificações dos registros previamente efetuados.

A nova rotina trará agilidade e reduzirá a burocracia dos processos de exportação, fornecendo condições aos órgãos públicos e as empresas participantes do comércio exterior e garantindo o aperfeiçoamento de seus procedimentos.

Com o avanço da digitalização, o Fisco já possui em sua base todas as informações em tempo real sobre o que as empresas compram e vendem por meio da nota fiscal eletrônica e dos Sped´s. Além disso, já está sendo formada toda a memória de cálculo de impostos, faturas e suas parcelas a pagar e a receber, além de, anualmente, já visualizar seus movimentos e demonstrativos contábeis.

O aprimoramento constante das ferramentas de análise é um dos principais fatores para o crescente aumento no volume de arrecadações da Receita Federal do Brasil. Dessa forma, é mandatório que as empresas mantenham a qualidade de seus dados, evitando riscos.

As consultorias especializadas podem ajudar nessa nova fase, por meio de suas soluções de comércio exterior, pois facilitam o dia a dia da operação e fornecem indicadores para a máxima performance na análise e gestão de riscos tributários. Seus indicativos, quando bem interpretados, norteiam quais processos devem ser revisados e aprimorados para que a qualidade dos dados possa gerar retorno dos investimentos através do processo de Compliance Fiscal.

É importante que as empresas trabalhem com sistemas que contemplem a infraestrutura necessária para atender o novo processo de exportação. Para chegar a um parceiro, é imprescindível analisar sua experiência diante dos processos de comércio exterior e, principalmente, a expertise adquirida diante dos diversos ramos de atuação de sua base de clientes. Só assim é possível adquirir a uma plataforma robusta, que forneça o apoio nessa transição.

É imprescindível lembrar que o trabalho de reformulação do governo não acabará por aí, já podemos adiantar que os próximos passos da Receita Federal do Brasil englobam a reformulação do processo de importação. Uma das novidades previstas no Novo Processo de Importação é a criação da Declaração Única de Importação (Duimp), que substituirá as atuais Declaração de Importação (DI) e Declaração Simplificada de Importação (DSI), com implementação prevista para até o fim de 2018.

Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019 390

Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019

Confira artigo de Rossana Costa, diretora da GEO

O mercado de construção civil tem se notabilizado nos últimos anos pela evolução tecnológica em diversas áreas, beneficiando-se dos avanços como em modelagem 3D, com ferramentas como o BIM e até mesmo o uso de drones para captura de imagens, reduzindo riscos, custos e até mesmo os cronogramas de entrega.

No intuito de acompanhar o desenvolvimento das construtoras e incorporadoras no boom de obras e tecnologia na década de 2000, o cenário de seguros da construção civil também iniciou sua transformação digital.

Apesar do avanço em investimentos e na disponibilidade das novas tecnologias no mercado de seguros, quando tratamos de seguros para a construção civil e imobiliário ainda há uma defasagem na adoção pela cadeia, dado que o caráter do setor sempre foi o de baixa concorrência e maior conforto em relação à necessidade de inovar. Por conta disso, não houve um desenvolvimento com todo o potencial oferecido pelo mercado, como já vem ocorrendo com mais força em setores mais ligados ao consumidor final, como o automotivo e vida, por exemplo.

Esse cenário foi transformado com as novas tecnologias baseados em computação na nuvem e Big Data, que possibilitaram o cruzamento de grandes volumes de dados para análise de riscos, precificação de prêmios e para embasar uma tomada de decisões mais assertiva. Isso também inclui avanços na inteligência artificial para experiência do consumidor, acessibilidade por dispositivos móveis na Internet das Coisas e a automação de processos e experiências por meio do machine learning.

Segundo o levantamento da Tata Consultancy Services (TCS), o mercado de seguros é um dos que mais investe no desenvolvimento de inteligência artificial, especialmente vindo das insurtechs, que já receberam investimentos acima de US$ 9 bilhões desde 2010, segundo o estudo InsurTech Outlook, e as seguradoras estão entre os grandes investidores.

De fato, a oportunidade para inovar é grande, tanto para desenvolvimento como para adoção de tecnologias que buscam reduzir custos, tempo e burocracia no trabalho do corretor e das seguradoras. Hoje, a maior parte do tempo de um corretor de seguros está ligado a atividades burocráticas, e a demora para emitir apólices dentro dos sistemas tradicionais pode levar dias para ocorrer.

Um exemplo de como a tecnologia pode servir como um “quarto participante” da cadeia do seguro imobiliário (além das seguradoras, corretoras e clientes) é em relação a Garantia de Entrega de Obra. Este seguro é alvo de grande demanda do setor, mas conta com o desafio de acompanhar toda a gestão da construção por parte das seguradoras para conseguir gerenciar os riscos decorrentes.

A digitalização permite que todos os players, incluindo até mesmo o consumidor final, possam ter acesso em tempo real às informações como fotos, medições de banco de dados, mapeamentos e cronograma da construção. Tudo em uma única ferramenta, que oferece não apenas a transparência das informações, mas que também é capaz de atender às diferentes demandas de seguradoras, construtoras e corretores por meio de relatórios didáticos e personalizados.

Esta transparência na gestão de dados pode também ser vista em situações de seguro habitacional, obrigatório no financiamento imobiliário ao parcelar a compra de um bem imóvel. Por meio da digitalização, os corretores conseguem disponibilizar para seus clientes certificados individuais a cada mudança de crédito mensal. Assim, de forma proativa e em tempo real conseguem oferecer aos credores informações sobre os valores segurados de forma transparente, reforçando o seu papel de confiança em um setor que exige tanto esta qualidade e que costuma lidar com altas cargas de burocracia.

Por fim, a digitalização do setor de seguros serve como pilar fundamental para toda a evolução decorrente de soluções de Big Data e analytics, que conseguem entregar uma miríade de insights e análises que não são possíveis tendo como base documentos em papel ou em arquivos digitais que não estão incorporados em uma gestão unificada. O cenário agora é outro – apólices podem ser digitais e podem ser emitidas com um clique na tela.

Desafio cultural para adoção de tecnologias

Sabendo do desafio cultural do setor para adaptação de novas tecnologias, um dos desafios para a implementação de novas ferramentas é a portabilidade com as estruturas legadas complexas e extensas das grandes empresas do meio, o que torna os processos internos de digitalização mais lentos e custosos se feito internamente. Para 2019, no entanto, plataformas de tecnologia que facilitam essa integração para as seguradoras ficarão ainda mais acessíveis e populares, tirando das seguradoras os altos custos de implementação e manutenção.

Temos visto também que o entendimento das vantagens na digitalização pelos corretores ainda é nebuloso, considerando que apareceram no mercado insurtechs que propõem a substituição do corretor pela inteligência artificial. Não é preciso de muito esforço para mostrar que estas empresas estão se precipitando quanto à qualidade do que é entregue ao cliente, ainda mais se tratamos de clientes com exigências complexas, como acontece na construção civil. Não podemos e nunca devemos comparar os avanços da tecnologia com essa proposta.

Ao contrário, a maioria das empresas de tecnologia, insurtechs e seguradoras entendem o corretor como pilar central do trabalho com as diferentes ferramentas tecnológicas, que servem para auxiliá-los na entrega de processos mais velozes e assertivos. Segundo levantamento da Camara-e.net, das insurtechs brasileiras, mais de 62% tem como objetivo potencializar negócios para as seguradoras e 57% também querem trazer mais negócios aos corretores.

E quando tratamos da experiência de mercado, das especificidades das análises e das necessidades para variáveis de cada apólice e certificado, entendemos que o corretor é fundamental e indispensável para o sucesso do setor. Nos momentos de uma opinião especializada ou dificuldades, clientes ainda preferem lidar diretamente com os corretores, o que mostra pesquisa da Accenture, apontando que 80% dos consumidores optam por resolver problemas com contato humanizado.

Para as seguradoras, os investimentos se tornam igualmente importantes para subsidiar melhorias no rendimento de seus corretores e para trazer ganhos em agilidade e eliminar custos significativos com a operação, que incluem manutenção da TI própria e equipes dedicadas a processos manuais e repetitivos.

Estamos diante de uma oportunidade para uma transformação no setor, dado que já temos à nossa disposição recursos altamente disruptivos e benéficos para auxiliar tanto os corretores e seguradoras, como também dos clientes na ponta. O mercado de seguros já projeta um grande crescimento em 2019, e um dos principais fatores de competitividade – e até de sobrevivência – será a adoção de novas tecnologias.

Diferenças entre Proteção Veicular e Seguro de Automóvel 197

Diferenças entre Proteção Veicular e Seguro de Automóvel

Confira artigo de Bernard Biolchini, CEO do Grupo Pentagonal

Primeiro ponto a deixar claro que não sou especialista em Direito e não irei entrar nos méritos legais da questão, me atento somente a questões práticas e em alguns aspectos emitindo a minha opinião. Talvez nem a Própria Susep tenha tentado entrar neste mérito tendo em vista a sua, se não inércia quanto ao assunto, sua ineficiência em reprimir essa prática.

Para iniciar – Como surgiram as Cooperativas de Proteção Veicular? O mercado se adapta, de acordo com as necessidades do cliente. E quando há demanda, atender é fundamental. Seguindo esta linha de raciocínio, podemos dizer que existe uma fatia enorme de consumidores que não eram vistos pelas seguradoras como interessantes. As companhias de seguros com seus gênios atuariais, ao longo dos anos, alegam o seguinte motivo para recusar a apólice para a classe média baixa: “não tenho interesse em te ter como segurado, por morar em locais com alto índice de criminalidade, por possuírem veículos mais antigos, o que me dificulta a achar peças de reposição, além de terem o crédito negativado, o que significa que eu já entendo que vocês possam fraudar um sinistro para conseguirem pagar as suas dívidas e “limparem” os seus nomes na Praça. E o consumidor com esse perfil, questiona: então eu não posso proteger o meu patrimônio que demorei tanto para conseguir auferir? Para as seguradoras até podem segurar o bem, desde que paguem entre 30% a 50% do valor do veículo a ser segurado. E mesmo assim, pode ser que a resposta ainda seja não!

O Mercado se adaptou e  o público que a seguradora ignora, resolveu se unir em torno de um CNPJ de cooperativa, para que todos paguem mensalmente um valor que possa Proteger o seu patrimônio. As cooperativas de Proteção Veicular foram simplesmente uma adaptação de mercado como muitas que vemos hoje em dia.

Quais são as diferenças entre cooperativas de Proteção Veicular e Seguradoras? As Cooperativas não têm um órgão regulador que fiscalize seu caixa ou balanços, para saber se possuem reserva técnica que garanta uma Indenização. Há também o risco de que uma cooperativa vá à falência, tenha desvios internos e que o seu cooperado em caso de necessidade fique a ver navios. Em Seguradoras não há o Risco de que isto aconteça, ou os riscos são mínimos. O cooperado obviamente pode pleitear seus direitos na Justiça, mas como cooperado, ele também não deixa de ser um cotista. È importante lembrar que a relação de consumidor já fica abalada em caso de processo. Obviamente, muitas coisas poderão ser alegadas pelos advogados e operadores do direito, mas os riscos são muito mais altos. Fazer uma Proteção Veicular é algo que vai muito mais da confiança que a Cooperativa passa do que qualquer outro aspecto. O Famoso jargão: “é o que temos para Hoje. Se não quiser, fique sem nada!”

Proteção Veicular pode ser vendida por qualquer vendedor.  Não há a necessidade legal de especialização para ser comercializada. Eu vejo hoje corretores espumando pela boca quando se fala na tal Proteção Veicular, mas não vejo Seguradoras preocupadas, ou se estão, não deveriam estar, pois as proteções foram uma resposta do mercado dada através dos clientes que ela mesma não aceita. Não acredito realmente que os clientes que possam ter seguros em Seguradoras a preços que caibam nos seus orçamentos fariam Proteção Veicular ao invés do Seguro Tradicional.

Finalizo então para não me alongar mais, a Proteção Veicular se agigantou juntamente com a crise. De acordo com a minha opinião, não há nada que se possa fazer para mudar esse quadro. Essa modalidade de proteção nós sabemos que não é seguro e a sua regulamentação já foi aprovada em primeira votação no Congresso. Corretores, a realidade é única: não adianta reclamar dos peixinhos, se os tubarões estão satisfeitos com as suas refeições. Tenham sempre em mente que é preciso não só fazer o planejamento estratégico financeiro e de vendas, mas atuar num cenário onde não existem mocinhos e bandidos, mas sim, profissionais que sabem o que, quando e onde atuar para oferecer o melhor para seus segurados.

O futuro do Seguro Auto: você está preparado para isso? 623

O futuro do Seguro Auto: você está preparado para isso?

Confira na coluna de Andre Gregori para a Revista JRS 222

Há algum tempo, boa parte das atividades de nossas vidas são resolvidas por meio de smartphones, desde a abertura de conta corrente em banco, pedidos de cartão de crédito, pagamentos e compras, até mesmo a definição da rota que faremos para evitar o trânsito. Em janeiro de 2018, o número de usuários de internet no Brasil, atingiu 139,1 milhões de pessoas. A tecnologia nos guia, traz agilidade e conforto. Menos burocracia, nada de filas, comodidade e mais tempo para fazer as coisas que de fato exigem a nossa presença física. Pode parecer clichê, mas não é de agora que as pessoas buscam produtos personalizados, feitos sob medida, de acordo com suas preferências e necessidades. Também somos ávidos por rapidez e porque não afirmar ansiosos por soluções que nos fazem ganhar tempo e vantagens.

O número de usuários dispostos a compartilhar informações pessoais em troca de benefícios no Brasil é alto, chegando a 26% da população, o que é percentualmente maior que nos Estados Unidos, segundo o relatório Internet Trends 2018. Não precisa ser visionário para saber que os consumidores brasileiros não estão satisfeitos com os modelos de negócio convencionais. As novas gerações impulsionam uma transformação no hábito de consumo, o que nos leva para um caminho sem volta. Eis que, essa necessidade de mudança se estende também ao mercado de seguros. De acordo com a Acenture Technology For Vision 2017, 86% das seguradoras acreditam que precisam inovar rapidamente, o que não é surpresa considerando que 96% dos segurados hoje não estão satisfeitos com os produtos atuais.

Que o comportamento do consumidor passa por transformações, isso é fato! As pessoas pesquisam mais, buscam mais informações e querem produtos únicos, personalizados. Estima-se que até 2021, a geração Y será a mais interessada na aquisição de seguros. Mas hoje, apesar do aumento na procura por informações, ninguém acorda com vontade de contratar um plano de proteção, pois a prevenção ainda não é um hábito brasileiro. Muita gente acha desnecessário fazer seguro, não o entende como um investimento, mas, sim, um gasto. Essa visão deturpada afeta o setor e se não houver algo que aja como um divisor de águas, não conseguiremos diminuir o percentual de motoristas que, hoje, não possui proteção para seus veículos. Conforme relatório da CNseg, aproximadamente 70% dos brasileiros não têm seguro auto por acharem o valor alto.

No entanto, em 2017, também de acordo com a CNseg, o mercado de seguros arrecadou 400 bilhões de reais, mas poderia ter arrecadado muito mais se não fosse a burocracia e os valores praticados. O modelo tradicional de seguros até hoje utiliza a análise de perfil como base para a precificação – ou seja, os valores das apólices são definidos por meio de modelos estatísticos próprios e histórico de eventos que determinam o risco associado a diferentes perfis de condutores, considerando os locais de residência e trabalho, idade e gênero, entre outros dados, e não o comportamento de cada indivíduo no trânsito (quanto e como cada um dirige).   

Chegamos aqui a um ponto crucial: se a busca por seguros na internet vem crescendo exponencialmente, assim como a demanda por produtos personalizados, porém quase três quartos da população brasileira continua descoberta, sem seguro, então, por que não usar a tecnologia para reverter essa dicotomia? Por que não oferecer ao consumidor algo que ele anseia por um preço mais justo? Por que alguém tem que pagar o “preço de tabela” por algo que consome de forma totalmente única? E por fim, por que motivo o bom motorista precisa pagar pelo mal motorista?

Pensando nessa necessidade latente, como empreendedor do setor, entendi que deveria contribuir para a mudança deste cenário. A empresa que fundei em 2016, a Thinkseg, já nasceu com essa missão: trazer seguro digital, personalizado e com preço justo para o cliente. E depois de quase três anos de desenvolvimento, agora estamos introduzindo no Brasil o primeiro seguro Pay Per Use ou (pague pelo uso) para automóveis, totalmente baseado no comportamento do consumidor. Não há mais necessidade de pagar preços altos para compensar o risco de outros clientes. Queremos trazer valores mais justos para todos.

O modelo Pay Per Use é revolucionário no mercado de seguros, entretanto ele não é tão distante de modelos que já funcionam muito bem em outros setores. No caso de serviços telefônicos ou de eletricidade, por exemplo, o consumidor paga pelo que consome, certo? Porque em seguros não pode ser assim? Quanto menos usar o carro, menor o valor da apólice. E nosso caso, o cliente ainda tem outra vantagem: quanto melhor ele dirigir o carro, menor o preço da apólice.

Assim muitas pessoas que hoje não vêem vantagem em adquirir seguro terão a oportunidade para ‘andar’ por aí bem mais tranquilos e com preço justo, pagando pelo o que e por como realmente usam. Hoje, esta visão está se concretizando, começando pelo segmento de auto, mas deve expandir rapidamente para outros setores. É uma enorme satisfação estar à frente desta evolução junto à uma das principais seguradoras em nível mundial, trazendo mais eficiência e acesso para o nosso mercado. Esse é só o começo de um longo caminho que teremos pela frente. Você está preparado para isso? Nós estamos!

Nilton Molina: Reforma da Previdência é um dos debates mais atrasados da história 743

Nilton Molina: Reforma da Previdência é um dos debates mais atrasados da história

Sustentabilidade do sistema é discutida há mais de 20 anos no Brasil

O Brasil discute, há mais de vinte anos, os caminhos para garantir a sustentabilidade do sistema de Previdência Social. Nesses anos passaram pelo Congresso Nacional propostas de todos os tipos que visavam a reforma da Previdência. Não obstante todos estes anos passados, o nível de urgência continua com sinal vermelho.

A principal razão para o nível de urgência é de natureza econômica. O Brasil destina incríveis 16% do seu Produto Interno Bruto, isto é, da soma de todas as riquezas que produz, para cobrir gastos de natureza previdenciária.

Visto de uma maneira mais objetiva, da receita de R$ 1 trilhão e trezentos bilhões de reais provenientes do recolhimento de impostos, taxas e contribuições federais, estaduais e municipais em 2018, aproximadamente R$ 600 bilhões foram destinados para pagamento de benefícios previdenciários. Algo como extraordinários 50% da totalidade dos impostos, taxas e contribuições referidos.

Para trazer ao debate questões de ordem demográfica e social, é simples verificar que nos anos 60, a razão de trabalhadores da ativa versus aposentados era 12 para 1. Em 2000, esta proporção caiu para aproximadamente 4 para 1. Hoje, caminhamos para uma razão de quase 2 contribuintes para cada um pensionista ou aposentado. Esta realidade ainda não contempla o futuro de curto prazo do fenômeno da longevidade que é muito positivo sobre o aspecto social, mas representa grande impacto econômico. Os cálculos atuariais ainda não conseguem capturar o grande salto de expectativa dos anos de sobrevida depois da aposentadoria dos brasileiros. Está claro, no entanto, que teremos cada vez mais pessoas aposentadas gozando dos benefícios por mais tempo sem que suas contribuições tenham sido calibradas para isso.

Inversamente proporcional é a questão da taxa de fecundidade. Ou seja, os casais estão tendo menos filhos. Em um sistema financeiro de repartição simples, que corresponde a um pacto intergeracional, a queda da natalidade exerce significativo impacto, pois haverá, no futuro próximo, menos adultos para retroalimentar o modelo. Todo este cenário leva à constatação que, com toda certeza, o Brasil está há pelo menos trinta anos atrasado na reforma da Previdência.

Temos notícias que o Ministério da Economia trabalha com algumas propostas de reforma previdenciária. Vou me ater apenas a dois pontos principais do documento da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe), o qual apoio. O primeiro deles é a necessidade de instituir uma idade mínima para a aposentadoria. O projeto propõe que em 2020, os homens aposentem-se a partir dos 57 anos e as mulheres, aos 52. A partir daí, a cada dois anos transcorridos, aumentaria um ano a essa idade mínima, chegando-se aos 65 anos, por volta de 2038.

O segundo ponto que quero considerar e que consta da proposta da FIPE é a criação de um novo sistema para cerca de 40 milhões de jovens nascidos a partir de 2005, e que ainda estão fora do mercado de trabalho. O sistema proposto tem como foco a desoneração da folha de pagamento e não distingue os benefícios de celetistas, servidores públicos civis ou militares. Um sistema, portanto, equilibrado e universal.

Para o Brasil ser considerado de verdade o país do futuro, precisa resolver, ao mesmo tempo, os problemas do passado e considerar um programa de Previdência Social sustentável para o futuro. No curto prazo, 10 anos, a proposta de reforma apresentada pela FIPE estima uma economia de cerca de 1 trilhão de reais.

É fundamental que o estado brasileiro sinalize para o mercado e, especialmente, para os investidores internacionais que o Brasil tem jeito, mesmo considerando os impactos de médio e longo prazo que a esperada reforma da Previdência produzirá.

Tenho confiança que o Congresso Nacional saberá honrar seus compromissos com o povo brasileiro.

Por: Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon

Bike POA comemora um ano do novo sistema com 421% viagens a mais 417

Bike POA comemora um ano do novo sistema com 421% viagens a mais

Projeto comemora 224 mil horas pedaladas desde o início da nova tecnologia em Porto Alegre

O Bike POA, sistema de compartilhamento de bicicletas patrocinado pelo Itaú Unibanco e operado pela Tembici, está comemorando um ano de nova tecnologia com um aumento de 421% no número de viagens desde seu lançamento. O hábito de pedalar se tornou tão importante na cidade que, atualmente, os usuários utilizam o modal tanto para se locomover ao trabalho, como em momentos de lazer, o que resultou num aumento de 4915% no número de usuários do Bike POA.

O novo sistema, que começou a operar no dia 27 de fevereiro de 2018 em Porto Alegre, tem tecnologia da PBSC Urban Solutions, a mais moderna solução de compartilhamento de bicicletas do mundo. A novidade deixou a experiência de compartilhamento de bicicletas mais segura, confortável, eficiente e sustentável. O modelo implementado é o mesmo utilizado nas principais cidades do mundo, como Chicago, Guadalajara, Londres, Montreal, Barcelona e Toronto.

Em 2018, foram mais de 1,8 milhão de quilômetros pedalados, o que daria para ir à lua quase 5 vezes. Uma média de 35 quilômetros por usuário que, em 224 mil horas percorridas, geraram uma economia de mais de 1,5 milhão de quilos em emissões de CO2. Por curiosidade, 224 mil horas é o equivalente a 25,5 anos.

O Bike POA conta com 410 bikes e 41 estações, atualmente, e os maiores picos de uso são em dias úteis, entre 7h e 9h, 11h e 13h30min e das 16h às 20h30min, mostrando que grande parte das pessoas usa o modal para ir e voltar do trabalho. Já aos finais de semana, o pico é das 15h às 20h. O tempo médio de viagem também varia, durante a semana é de 20 minutos e aos finais de semana são 38 minutos em média, dentre os quais os usuários aproveitam Porto Alegre.

As três estações mais usadas são as do Iberê, da UFRGS e do Mercado, que além de facilitar a vida dos universitários que usam o modal para ir à faculdade, economizam tempo em seu trajeto. Do ponto da estação Iberê até a Rótula do Gasômetro, por exemplo, o usuário leva aproximadamente 25 minutos de bicicleta, enquanto que de transporte público levaria por volta de 1 hora, apresentando a vantagem do modal frente a outros modelos de transporte.

Itaú e mobilidade urbana

O Itaú Unibanco, o maior banco privado do Brasil e um dos maiores do mundo, está comprometido com o desenvolvimento das comunidades em que atua para gerar valor compartilhado. Por isso, atua em parceria com a sociedade e o poder público para promover mudanças que contribuam efetivamente para a qualidade de vida das pessoas. Por ser um banco essencialmente urbano, se preocupa com os temas que afligem as cidades e entende que a estratégia de sustentabilidade deveria contemplar também o tema cidades sustentáveis. O incentivo à mobilidade urbana é uma das causas do Itaú, ao lado de Educação, Cultura e Esporte.

É o único patrocinador de sistemas de compartilhamento de bicicletas no mundo que tem programas de dimensões internacionais. Hoje, mantém cerca de 8.300 bicicletas, somando 20 milhões de viagens e contribuindo para a melhoria dos deslocamentos no Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), e em Pernambuco, nas cidades do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes e também em Santiago, no Chile.