Compliance é tema dos atuais MBAs do País, reporta advogado 5404

Cursos atuais Lato Sensu incluem novas questões para a formação de executivos e é fundamental que estejam antenados às mudanças na sociedade

Master of Business Administration é um grau acadêmico de pós-graduação Lato Sensu (expressão em latim que significa “em sentido mais amplo”) voltado para quem se interessa pelas áreas de gestão de empresas e gestão de projetos. Esse tipo de curso é capaz de auxiliar os executivos a se preparem para lidar com os possíveis desafios da empresa – e, acredite, temas como Compliance estão cada vez mais presentes em debates em sala de aula. Assim como, design thinking, inovação, tecnologia e política nacional e internacional, reporta o advogado Bruno Fagali, que também é membro da Fagali Advocacia.

O diretor do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o professor Vicente Ferreira, ressalta que grandes escolas incorporaram, de maneira transversal, discussões que tratam sobre responsabilidade social e ambiental, necessidade de garantia de transparência, afastando ou minimizando os conflitos de interesse (governança), dentro do mais elevado padrão ético.

A Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, para se adequar aos novos tempos, faz reuniões periódicas com as empresas que a informa o que se espera ver nos cursos, aponta Fagali. “Nossos cursos são atualizados a cada dois anos ou menos se um conteúdo for muito relevante. De maneira geral, estes novos conteúdos geram cursos de pequena e média duração e em seguida incorporados aos MBAs”, explica o diretor de Programas e Processos Acadêmicos, Gerson Lachtermacher.

O professor de marketing e branding e coordenador do MBA de Marketing Estratégico da ESPM-Rio, Marcelo Boschi, evidencia que os atuais cursos Lato Sensu incluem novas questões para a formação de executivos e é fundamental que estejam antenados às mudanças na sociedade. Ou seja, é necessário fazer revisões constantes do conteúdo das disciplinas – tanto na elaboração de grades curriculares novas ou atualização de disciplinas específicas, reproduz Fagali.

“A questão do compliance, por exemplo, é sempre um grande desafio, seja pela atualidade do tema, seja complexidades que ele pressupõe. É preciso estar atento para que esta questão seja tratada de forma multidisciplinar e que os professores estejam preparados para discutir esta questão, sob uma ótica inovadora e integrada ao conteúdo. Em nosso caso entendemos que esta é uma questão que deve ser abordada, por exemplo na disciplina de Branding, pois diz respeito ao principal ativo intangível da empresa que é sua reputação”, avalia Marcelo Boschi.

Outro assunto que tem sido bastante tratado nos MBAs atuais é o empreendedorismo, reporta Bruno Fagali. De acordo com o reitor acadêmico da UniCarioca, Maximiliano Damas, o tema é essencial para o desenvolvimento dos alunos e, consequentemente, do país.

Fagali destaca, ainda, que, segundo o diretor de ensino de pós-graduação da Unisuam, Eduardo Murad, em geral, os estudantes buscam em um MBA um conjunto de aspectos, tais como: conteúdo atual e inovador; aplicabilidade na realidade dele; um network que traga novas ideias, oportunidades e projetos metodologias de ensino ativas e adaptativas; tecnologia em sala de aula; e, em alguns casos, suporte para um reposicionamento, atividades de coach e similares.

Avanço Tecnológico: passado, presente e futuro 251

Avanço Tecnológico: passado, presente e futuro

Confira o artigo de Lucas Cordeiro, Head de Vendas da Pipefy

Os seres humanos estão no planeta Terra há aproximadamente 300 mil anos. Em todo esse tempo neste planeta maravilhoso e cheio de recursos, os humanos nunca viveram esse boom de avanço tecnológico que está sendo vivenciado hoje. Existem várias razões do motivo disso estar acontecendo, mas eu sempre gosto de reforçar duas: conforme o tempo passa, o conhecimento está cada vez mais acessível, e evolução e avanço geram mais evolução e avanço.

Em eras passadas, era extremamente difícil passar conhecimento de geração para geração, muito porque não haviam línguas evoluídas, apenas sinais e gestos. A primeira língua foi criada pelos Sumérios, por volta de 3 mil a.C. Se colocarmos isso em um gráfico de linha do tempo, vai lhe causar a seguinte reação: “Uau, isso é muito novo!”.

Sim, é muito novo e o seu desenvolvimento é empolgante. É muito mais fácil fazer-se entender quando você fala com alguém que fala sua língua nativa, certo? Mas o que realmente mudou o jogo foi a invenção da imprensa, pelo alemão Gutenberg, em 1.440 d.C. Antes disso, impressões eram feitas praticamente apenas em madeira, o que não era nada escalável. A imprensa fez com que o conhecimento se espalhasse muito mais rápido por meio de livros e, como você bem sabe, ler faz as pessoas ficarem mais espertas. E se você pensa que a língua era relativamente nova, a imprensa foi inventada praticamente “ontem”.

Com o boom do conhecimento, veio a Revolução Industrial, e a imprensa, que era operada manualmente, foi substituída por uma prensa mais automatizada, permitindo a impressão em escala industrial. As pessoas poderiam pensar que a evolução humana estava quase no seu pico neste momento, mas foi no século XX que as coisas realmente decolaram. Carros por todos os lados, aviões voando nos céus, os computadores começaram a mostrar suas supremas capacidades de cálculo, o homem pisa na Lua e, no meio dos anos 90, a internet popularizou-se…

Livros impressos eram rápidos de se passar conhecimento. Mas a internet? Ah, a internet é muito mais rápida. Na verdade, com a internet é possível passar conhecimento, ao vivo, para uma pessoa fisicamente localizada do outro lado do mundo. Nesse momento, por exemplo, você está adquirindo conhecimento de um artigo que está lendo na internet. As coisas evoluíram muito rapidamente!

Por exemplo, imagine levar um homem do ano 1.700 d.C. para os dias de hoje. Ele realmente ficaria em choque com o que veria. O mundo que ele estava acostumado a viver teria mudado insanamente: carros, aviões, celulares, internet. Mas aqui vai o fun fact: para esse cara de 1.700 d.C. causar em outro ser humano o mesmo nível de choque, ele teria que trazer uma pessoa do ano 12.000 a.C. para o ano de 1.700 d.C. Sim, você leu corretamente. E para uma pessoa do ano 12.000 a.C. chocar alguém da mesma forma, ele teria que trazer alguém do ano 120.000 a.C.

Isso tudo ocorre por conta de uma regra simples: se aprendermos e passarmos o conhecimento rapidamente, a evolução é impulsionada. E, conforme o tempo passa, isso parece acontecer cada vez mais rápido. Então, o que nos espera? Eu imagino algo como isso:

É bem importante que você entenda a exponencialidade da evolução. Se você entender isso, vai ficar impressionado com o que as mentes mais brilhantes do mundo estão trabalhando em relação à Inteligência Artificial, que, na minha opinião, pode ser a nova grande revolução da humanidade.

Vou me usar como exemplo. Se eu pudesse voltar no tempo e falar para o meu “eu do passado” como o mundo é hoje, eu provavelmente não acreditaria em mim mesmo. Quando eu nasci, em 1988, computadores estavam começando a ser “algo”, assim como a Internet. Não haviam smartphones. O conhecimento era basicamente compartilhado por meio de livros e enciclopédias. Hoje eu posso perguntar ao Google “quem inventou a escrita?” e receber uma resposta instantânea. Eu posso ouvir as músicas que eu gosto sem ter que comprar CDs ou vinis.

Agora vamos usar nossa máquina do tempo de novo: se você pudesse trazer o seu “eu do futuro” para os dias de hoje, o que você acha que ele diria? Quem pode adivinhar o que os próximos 30, 50, 70 anos vão parecer? Eu realmente acredito que tem muito a ver com Inteligência Artificial.

Existem três tipos de AI (artificial intelligence):

  • Artificial Narrow Intelligence (ANI), traduzido como Inteligência Artificial Específica, que é uma forma de AI especializada em algo (Pôquer, por exemplo; ela sabe tudo sobre Pôquer, é genial jogando Pôquer, mas não faz nada além disso);
  • Artificial General Intelligence (AGI), traduzido como Inteligência Artificial Geral, muito referenciada como Inteligência de Nível Humano. AGI poderia performar qualquer coisa que um humano seria capaz de fazer. AGI ainda não existe.
  • Artificial SuperIntelligence (ASI) é, como definida pelo professor de Oxford e uma das mentes mais brilhantes relacionadas a AI, Nick Bostrom, “um intelecto muito mais inteligente que os melhores cérebros humanos em praticamente todos os campos, incluindo ciência criativa, conhecimentos gerais e técnicas sociais”.

Hoje, o mundo está cheio de ANI. Você encontra ANI em carros autônomos, quando está comprando algo online e a AI te oferece produtos similares, Siri, Google Tradutor, entre outros. Estamos perto de alcançar AGI. Os especialistas mais pessimistas acreditam que é mais provável que tenhamos AGI do que não tenhamos no ano de 2075. Os mais otimistas visualizam um mundo com AGI em 2040. Volte aos gráficos deste artigo e veja o quão perto estamos.

AGI pode mudar o jeito como vivemos hoje. Ela vai substituir muitos trabalhos humanos, então algumas mentes já estão, inclusive, pensando em distribuição global de renda, o que provavelmente será um problema no futuro. Além do mais, AGI irá ajudar vários setores, como a medicina, tecnologia, indústria e outros. Pense nas coisas incríveis que a AGI poderia trazer.

Ok, isso é legal. Mas ASI é bem mais legal. E o caminho para chegar lá é extremamente difícil, excitante e também preocupante, de algumas formas.

Como atesta Nick Bostrom, “ASI seria um intelecto muito mais inteligente que os melhores cérebros humanos”. Para um melhor entendimento deste conceito, eu gosto de usar a imagem da Escada da Inteligência, que coloca os seres humanos como criaturas superiores a formigas, galinhas e macacos. E, claro, nosso cérebro é realmente muito mais evoluído que o desses animais, então a escada se parece com isso:

O mais incrível sobre ASI, é que quanto mais esperta ela fica, mais rápido o poder dela aumenta a sua própria inteligência. Essa é a parte em que se torna excitante e preocupante ao mesmo tempo. Você consegue imaginar uma AI autoevoluindo? Ela pode encontrar conhecimento de uma maneira fora de nossa compreensão. Mesmo que a ASI quisesse tentar nos ensinar algo, seria difícil, porque provavelmente ela falaria de coisas que nós nem ao menos entendemos. Imagine esta situação como se você tentasse ensinar física quântica ao seu cachorro. Ele não entenderia e as pessoas ririam de você ao vê-lo tentar fazer isso.

Especialistas estão convencidos de que chegaremos lá. A principal preocupação e desafio que eles enxergam é como criar uma ASI que pudesse ser controlada, algo gerenciável. Uma das mentes mais brilhantes que já passou pela Terra, Stephen Hawking disse: “O desenvolvimento de uma inteligência artificial completa poderia desencadear na extinção humana”. O Professor Hawking disse que a inteligência artificial básica que já desenvolvemos mostrou-se muito útil, mas ele teme as consequências da criação de algo que poderia igualar ou até passar os humanos.

Por outro lado, Ray Kurzweil, autor norte-americano, cientista da computação, inventor, futurista e Diretor de Engenharia do Google diz para que não temamos a inteligência artificial: “AI não está em uma ou duas mãos; está em 1 ou 2 bilhões. Uma criança na África com um smartphone tem mais inteligência ao acesso de informações do que o presidente dos Estados Unidos tinha 20 anos atrás. Conforme AI continua a ficar esperta, seu uso também crescerá. Virtualmente a capacidade mental de todos será aumentada em uma década”. Basicamente o que ele diz é que, com o crescimento exponencial da AI, os humanos crescerão na mesma proporção.

Kurzweil complementa: “AI hoje está avançando nos diagnósticos de câncer, encontrando curas, desenvolvendo energias renováveis, ajudando a limpar o ambiente, provendo educação de alta qualidade para pessoas do mundo todo, ajudando os deficientes e contribuindo em uma série de outras forma. Temos a oportunidade nas próximas décadas de dar grandes passos para enfrentar os grandes desafios da humanidade. AI vai ser a tecnologia pivô em alcançar esse progresso. Temos um imperativo moral para realizar essa promessa enquanto controlamos o perigo. Não será a primeira vez que conseguimos fazer isso”.

Eu concordo com o Ray. E estou ansioso para viver este futuro.

Bons tempos estão chegando!

Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019 390

Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019

Confira artigo de Rossana Costa, diretora da GEO

O mercado de construção civil tem se notabilizado nos últimos anos pela evolução tecnológica em diversas áreas, beneficiando-se dos avanços como em modelagem 3D, com ferramentas como o BIM e até mesmo o uso de drones para captura de imagens, reduzindo riscos, custos e até mesmo os cronogramas de entrega.

No intuito de acompanhar o desenvolvimento das construtoras e incorporadoras no boom de obras e tecnologia na década de 2000, o cenário de seguros da construção civil também iniciou sua transformação digital.

Apesar do avanço em investimentos e na disponibilidade das novas tecnologias no mercado de seguros, quando tratamos de seguros para a construção civil e imobiliário ainda há uma defasagem na adoção pela cadeia, dado que o caráter do setor sempre foi o de baixa concorrência e maior conforto em relação à necessidade de inovar. Por conta disso, não houve um desenvolvimento com todo o potencial oferecido pelo mercado, como já vem ocorrendo com mais força em setores mais ligados ao consumidor final, como o automotivo e vida, por exemplo.

Esse cenário foi transformado com as novas tecnologias baseados em computação na nuvem e Big Data, que possibilitaram o cruzamento de grandes volumes de dados para análise de riscos, precificação de prêmios e para embasar uma tomada de decisões mais assertiva. Isso também inclui avanços na inteligência artificial para experiência do consumidor, acessibilidade por dispositivos móveis na Internet das Coisas e a automação de processos e experiências por meio do machine learning.

Segundo o levantamento da Tata Consultancy Services (TCS), o mercado de seguros é um dos que mais investe no desenvolvimento de inteligência artificial, especialmente vindo das insurtechs, que já receberam investimentos acima de US$ 9 bilhões desde 2010, segundo o estudo InsurTech Outlook, e as seguradoras estão entre os grandes investidores.

De fato, a oportunidade para inovar é grande, tanto para desenvolvimento como para adoção de tecnologias que buscam reduzir custos, tempo e burocracia no trabalho do corretor e das seguradoras. Hoje, a maior parte do tempo de um corretor de seguros está ligado a atividades burocráticas, e a demora para emitir apólices dentro dos sistemas tradicionais pode levar dias para ocorrer.

Um exemplo de como a tecnologia pode servir como um “quarto participante” da cadeia do seguro imobiliário (além das seguradoras, corretoras e clientes) é em relação a Garantia de Entrega de Obra. Este seguro é alvo de grande demanda do setor, mas conta com o desafio de acompanhar toda a gestão da construção por parte das seguradoras para conseguir gerenciar os riscos decorrentes.

A digitalização permite que todos os players, incluindo até mesmo o consumidor final, possam ter acesso em tempo real às informações como fotos, medições de banco de dados, mapeamentos e cronograma da construção. Tudo em uma única ferramenta, que oferece não apenas a transparência das informações, mas que também é capaz de atender às diferentes demandas de seguradoras, construtoras e corretores por meio de relatórios didáticos e personalizados.

Esta transparência na gestão de dados pode também ser vista em situações de seguro habitacional, obrigatório no financiamento imobiliário ao parcelar a compra de um bem imóvel. Por meio da digitalização, os corretores conseguem disponibilizar para seus clientes certificados individuais a cada mudança de crédito mensal. Assim, de forma proativa e em tempo real conseguem oferecer aos credores informações sobre os valores segurados de forma transparente, reforçando o seu papel de confiança em um setor que exige tanto esta qualidade e que costuma lidar com altas cargas de burocracia.

Por fim, a digitalização do setor de seguros serve como pilar fundamental para toda a evolução decorrente de soluções de Big Data e analytics, que conseguem entregar uma miríade de insights e análises que não são possíveis tendo como base documentos em papel ou em arquivos digitais que não estão incorporados em uma gestão unificada. O cenário agora é outro – apólices podem ser digitais e podem ser emitidas com um clique na tela.

Desafio cultural para adoção de tecnologias

Sabendo do desafio cultural do setor para adaptação de novas tecnologias, um dos desafios para a implementação de novas ferramentas é a portabilidade com as estruturas legadas complexas e extensas das grandes empresas do meio, o que torna os processos internos de digitalização mais lentos e custosos se feito internamente. Para 2019, no entanto, plataformas de tecnologia que facilitam essa integração para as seguradoras ficarão ainda mais acessíveis e populares, tirando das seguradoras os altos custos de implementação e manutenção.

Temos visto também que o entendimento das vantagens na digitalização pelos corretores ainda é nebuloso, considerando que apareceram no mercado insurtechs que propõem a substituição do corretor pela inteligência artificial. Não é preciso de muito esforço para mostrar que estas empresas estão se precipitando quanto à qualidade do que é entregue ao cliente, ainda mais se tratamos de clientes com exigências complexas, como acontece na construção civil. Não podemos e nunca devemos comparar os avanços da tecnologia com essa proposta.

Ao contrário, a maioria das empresas de tecnologia, insurtechs e seguradoras entendem o corretor como pilar central do trabalho com as diferentes ferramentas tecnológicas, que servem para auxiliá-los na entrega de processos mais velozes e assertivos. Segundo levantamento da Camara-e.net, das insurtechs brasileiras, mais de 62% tem como objetivo potencializar negócios para as seguradoras e 57% também querem trazer mais negócios aos corretores.

E quando tratamos da experiência de mercado, das especificidades das análises e das necessidades para variáveis de cada apólice e certificado, entendemos que o corretor é fundamental e indispensável para o sucesso do setor. Nos momentos de uma opinião especializada ou dificuldades, clientes ainda preferem lidar diretamente com os corretores, o que mostra pesquisa da Accenture, apontando que 80% dos consumidores optam por resolver problemas com contato humanizado.

Para as seguradoras, os investimentos se tornam igualmente importantes para subsidiar melhorias no rendimento de seus corretores e para trazer ganhos em agilidade e eliminar custos significativos com a operação, que incluem manutenção da TI própria e equipes dedicadas a processos manuais e repetitivos.

Estamos diante de uma oportunidade para uma transformação no setor, dado que já temos à nossa disposição recursos altamente disruptivos e benéficos para auxiliar tanto os corretores e seguradoras, como também dos clientes na ponta. O mercado de seguros já projeta um grande crescimento em 2019, e um dos principais fatores de competitividade – e até de sobrevivência – será a adoção de novas tecnologias.

Diferenças entre Proteção Veicular e Seguro de Automóvel 198

Diferenças entre Proteção Veicular e Seguro de Automóvel

Confira artigo de Bernard Biolchini, CEO do Grupo Pentagonal

Primeiro ponto a deixar claro que não sou especialista em Direito e não irei entrar nos méritos legais da questão, me atento somente a questões práticas e em alguns aspectos emitindo a minha opinião. Talvez nem a Própria Susep tenha tentado entrar neste mérito tendo em vista a sua, se não inércia quanto ao assunto, sua ineficiência em reprimir essa prática.

Para iniciar – Como surgiram as Cooperativas de Proteção Veicular? O mercado se adapta, de acordo com as necessidades do cliente. E quando há demanda, atender é fundamental. Seguindo esta linha de raciocínio, podemos dizer que existe uma fatia enorme de consumidores que não eram vistos pelas seguradoras como interessantes. As companhias de seguros com seus gênios atuariais, ao longo dos anos, alegam o seguinte motivo para recusar a apólice para a classe média baixa: “não tenho interesse em te ter como segurado, por morar em locais com alto índice de criminalidade, por possuírem veículos mais antigos, o que me dificulta a achar peças de reposição, além de terem o crédito negativado, o que significa que eu já entendo que vocês possam fraudar um sinistro para conseguirem pagar as suas dívidas e “limparem” os seus nomes na Praça. E o consumidor com esse perfil, questiona: então eu não posso proteger o meu patrimônio que demorei tanto para conseguir auferir? Para as seguradoras até podem segurar o bem, desde que paguem entre 30% a 50% do valor do veículo a ser segurado. E mesmo assim, pode ser que a resposta ainda seja não!

O Mercado se adaptou e  o público que a seguradora ignora, resolveu se unir em torno de um CNPJ de cooperativa, para que todos paguem mensalmente um valor que possa Proteger o seu patrimônio. As cooperativas de Proteção Veicular foram simplesmente uma adaptação de mercado como muitas que vemos hoje em dia.

Quais são as diferenças entre cooperativas de Proteção Veicular e Seguradoras? As Cooperativas não têm um órgão regulador que fiscalize seu caixa ou balanços, para saber se possuem reserva técnica que garanta uma Indenização. Há também o risco de que uma cooperativa vá à falência, tenha desvios internos e que o seu cooperado em caso de necessidade fique a ver navios. Em Seguradoras não há o Risco de que isto aconteça, ou os riscos são mínimos. O cooperado obviamente pode pleitear seus direitos na Justiça, mas como cooperado, ele também não deixa de ser um cotista. È importante lembrar que a relação de consumidor já fica abalada em caso de processo. Obviamente, muitas coisas poderão ser alegadas pelos advogados e operadores do direito, mas os riscos são muito mais altos. Fazer uma Proteção Veicular é algo que vai muito mais da confiança que a Cooperativa passa do que qualquer outro aspecto. O Famoso jargão: “é o que temos para Hoje. Se não quiser, fique sem nada!”

Proteção Veicular pode ser vendida por qualquer vendedor.  Não há a necessidade legal de especialização para ser comercializada. Eu vejo hoje corretores espumando pela boca quando se fala na tal Proteção Veicular, mas não vejo Seguradoras preocupadas, ou se estão, não deveriam estar, pois as proteções foram uma resposta do mercado dada através dos clientes que ela mesma não aceita. Não acredito realmente que os clientes que possam ter seguros em Seguradoras a preços que caibam nos seus orçamentos fariam Proteção Veicular ao invés do Seguro Tradicional.

Finalizo então para não me alongar mais, a Proteção Veicular se agigantou juntamente com a crise. De acordo com a minha opinião, não há nada que se possa fazer para mudar esse quadro. Essa modalidade de proteção nós sabemos que não é seguro e a sua regulamentação já foi aprovada em primeira votação no Congresso. Corretores, a realidade é única: não adianta reclamar dos peixinhos, se os tubarões estão satisfeitos com as suas refeições. Tenham sempre em mente que é preciso não só fazer o planejamento estratégico financeiro e de vendas, mas atuar num cenário onde não existem mocinhos e bandidos, mas sim, profissionais que sabem o que, quando e onde atuar para oferecer o melhor para seus segurados.

O compliance como aliado da mulher na atuação profissional 303

O compliance como aliado da mulher na atuação profissional

Confira no artigo de Késsya Curvo, gerente do departamento na Sonda

Késsya Curvo é gerente de Compliance da Sonda, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia
Késsya Curvo é gerente de Compliance da Sonda, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia

Ainda que o Dia Internacional da Mulher seja uma data de celebração, uma vez que a cada dia as mulheres conquistam mais espaços e ganham mais voz em ambientes corporativos, políticos, econômicos, esportivos, familiares e educacionais, essa também é uma data de reflexão, planejamento e engajamento de toda a sociedade.

Não se trata da busca pelo trabalho fácil ou por um ambiente que não tenha cobranças ou pressões, mas sim a busca da mulher por um ambiente de trabalho igualitário e com as mesmas oportunidades para homens e mulheres, sem discriminação pelo simples fato da mulher ser mulher ou em razão de dogmas, paradigmas diferentes ou até mesmo por sua aparência ou personalidade. O que a mulher busca é reconhecimento pela sua competência e capacidade, sem qualquer rótulo, mas com o respeito que deve prevalecer em qualquer ambiente.

Neste cenário, a estrutura e um programa de compliance são determinantes para garantir um ambiente propício e efetivo nas conquistas das mulheres dentro do ambiente corporativo. A área tem a missão de adequar as políticas da companhia aos seus princípios e valores, visando sempre combater a discriminação, os abusos e a violência, estimulando, sobretudo, a igualdade de gênero.

A realidade do compliance nas empresas e no cotidiano das mulheres traz reflexos sólidos e eficazes no exercício das atividades profissionais, principalmente por permitir e garantir que elas possam atuar com mais segurança, confiança e igualdade de oportunidades, sem que tenham que renunciar às suas carreiras em virtude das dificuldades e barreiras encontradas em ambientes nocivos e não aderentes à nova realidade e às normas de trato social.

Não à toa, programas efetivos nas companhias mundo à fora tem protegido e estimulado cada vez mais a participação feminina em posições e carreiras que, até então, eram exercidas quase que integralmente por homens. E tudo isso feito com integridade e ações sérias voltadas primordialmente para a disseminação da informação e mecanismos de transparência na apuração de desvios.

A área de compliance dá o suporte à organização com treinamentos que reforçam os conceitos de igualdade e melhores práticas de mercado, fortalecendo, assim, a companhia com a adoção de medidas igualitárias, que ampliam o rol de ações cotidianas de combate às distorções de conduta e ao assédio, de forma a tornar o ambiente mais competitivo e equiparado. A mudança de cultura é a chave necessária para a transformação e a forma mais adequada para alcança-la é com informações claras sobre os objetivos, valores e visões da companhia.

O que antes se conversava de forma restritiva, hoje passa a ser discutido abertamente em busca de soluções e alternativas para garantir a igualdade no ambiente de trabalho. Grande parte dessa conquista se deve ao fato de a mulher ter encontrado sua voz e o apoio necessário dentro dos muros e estrutura das empresas.

Além de ajudar a esclarecer dúvidas sobre condutas a serem adotadas, o compliance garante o anonimato e a segurança jurídica necessária para apurações de eventuais desvios de conduta e que vão contra os princípios da empresa. Contudo, é importante reforçar que essa prática não tem o objetivo de restringir a atuação dos profissionais. Ao contrário, tem a missão de prover informações e instruções, além de buscar a correção de comportamentos inadequados que, por vezes, é confundida com limitação de liberdades. A bem da verdade, a missão da estrutura de compliance é proteger as liberdades, provendo informações e treinamentos que visam coibir condutas discriminatórias, assediadoras e que vão de encontro com a ética da companhia.

Além dos treinamentos executados pelas companhias, há o Canal de Denúncia, que se traduz em uma ferramenta de grande valia para as mulheres, já que garante a confidencialidade e retira a sensação de que a parte mais fraca será prejudicada, pois resguarda a identidade do denunciante e garante a devida apuração das denúncias sobre comportamentos que estejam em desconformidade com o Código de Conduta e Ética, bem como de práticas socialmente toleráveis, como elogios e brincadeiras, que acabam denegrindo, diminuindo ou constrangendo a mulher em seu ambiente de trabalho.

As denúncias apuradas devem ser analisadas por um Comitê de Integridade multidisciplinar no qual a participação de conselheiras em sua composição traz um olhar diferenciado e enriquecedor, contribuindo para as discussões dos temas com paradigmas complementares às análises das denúncias e às melhorias ao seu programa de compliance.

Importante reforçar que a influência do programa de compliance, nas atividades desempenhadas pela mulher dentro do ambiente corporativo, traz resultados não só para a companhia, que terá um ambiente mais integrado, respeitoso, produtivo, com mais resultados, com colaboradores mais felizes e satisfeitos, reduzindo assim a rotatividade de pessoas e a perda de informações, mas também traz impactos no ambiente familiar e econômico, já que as companhias terão mais mulheres contribuindo para a renda familiar e consequentemente, para a economia do país, gerando assim mais demanda em produtos e serviços.

Convidamos a todos a refletir em como podemos melhorar o nosso ambiente de trabalho sem privar a atuação na relação cotidiana, buscando ainda um ambiente transformador com mais igualdade de oportunidades, respeito nas relações e atenção ao valor feminino nas corporações, já que a cada dia as mulheres vêm ocupando o seu espaço e evidenciando as suas qualidades e competências.

O futuro do Seguro Auto: você está preparado para isso? 623

O futuro do Seguro Auto: você está preparado para isso?

Confira na coluna de Andre Gregori para a Revista JRS 222

Há algum tempo, boa parte das atividades de nossas vidas são resolvidas por meio de smartphones, desde a abertura de conta corrente em banco, pedidos de cartão de crédito, pagamentos e compras, até mesmo a definição da rota que faremos para evitar o trânsito. Em janeiro de 2018, o número de usuários de internet no Brasil, atingiu 139,1 milhões de pessoas. A tecnologia nos guia, traz agilidade e conforto. Menos burocracia, nada de filas, comodidade e mais tempo para fazer as coisas que de fato exigem a nossa presença física. Pode parecer clichê, mas não é de agora que as pessoas buscam produtos personalizados, feitos sob medida, de acordo com suas preferências e necessidades. Também somos ávidos por rapidez e porque não afirmar ansiosos por soluções que nos fazem ganhar tempo e vantagens.

O número de usuários dispostos a compartilhar informações pessoais em troca de benefícios no Brasil é alto, chegando a 26% da população, o que é percentualmente maior que nos Estados Unidos, segundo o relatório Internet Trends 2018. Não precisa ser visionário para saber que os consumidores brasileiros não estão satisfeitos com os modelos de negócio convencionais. As novas gerações impulsionam uma transformação no hábito de consumo, o que nos leva para um caminho sem volta. Eis que, essa necessidade de mudança se estende também ao mercado de seguros. De acordo com a Acenture Technology For Vision 2017, 86% das seguradoras acreditam que precisam inovar rapidamente, o que não é surpresa considerando que 96% dos segurados hoje não estão satisfeitos com os produtos atuais.

Que o comportamento do consumidor passa por transformações, isso é fato! As pessoas pesquisam mais, buscam mais informações e querem produtos únicos, personalizados. Estima-se que até 2021, a geração Y será a mais interessada na aquisição de seguros. Mas hoje, apesar do aumento na procura por informações, ninguém acorda com vontade de contratar um plano de proteção, pois a prevenção ainda não é um hábito brasileiro. Muita gente acha desnecessário fazer seguro, não o entende como um investimento, mas, sim, um gasto. Essa visão deturpada afeta o setor e se não houver algo que aja como um divisor de águas, não conseguiremos diminuir o percentual de motoristas que, hoje, não possui proteção para seus veículos. Conforme relatório da CNseg, aproximadamente 70% dos brasileiros não têm seguro auto por acharem o valor alto.

No entanto, em 2017, também de acordo com a CNseg, o mercado de seguros arrecadou 400 bilhões de reais, mas poderia ter arrecadado muito mais se não fosse a burocracia e os valores praticados. O modelo tradicional de seguros até hoje utiliza a análise de perfil como base para a precificação – ou seja, os valores das apólices são definidos por meio de modelos estatísticos próprios e histórico de eventos que determinam o risco associado a diferentes perfis de condutores, considerando os locais de residência e trabalho, idade e gênero, entre outros dados, e não o comportamento de cada indivíduo no trânsito (quanto e como cada um dirige).   

Chegamos aqui a um ponto crucial: se a busca por seguros na internet vem crescendo exponencialmente, assim como a demanda por produtos personalizados, porém quase três quartos da população brasileira continua descoberta, sem seguro, então, por que não usar a tecnologia para reverter essa dicotomia? Por que não oferecer ao consumidor algo que ele anseia por um preço mais justo? Por que alguém tem que pagar o “preço de tabela” por algo que consome de forma totalmente única? E por fim, por que motivo o bom motorista precisa pagar pelo mal motorista?

Pensando nessa necessidade latente, como empreendedor do setor, entendi que deveria contribuir para a mudança deste cenário. A empresa que fundei em 2016, a Thinkseg, já nasceu com essa missão: trazer seguro digital, personalizado e com preço justo para o cliente. E depois de quase três anos de desenvolvimento, agora estamos introduzindo no Brasil o primeiro seguro Pay Per Use ou (pague pelo uso) para automóveis, totalmente baseado no comportamento do consumidor. Não há mais necessidade de pagar preços altos para compensar o risco de outros clientes. Queremos trazer valores mais justos para todos.

O modelo Pay Per Use é revolucionário no mercado de seguros, entretanto ele não é tão distante de modelos que já funcionam muito bem em outros setores. No caso de serviços telefônicos ou de eletricidade, por exemplo, o consumidor paga pelo que consome, certo? Porque em seguros não pode ser assim? Quanto menos usar o carro, menor o valor da apólice. E nosso caso, o cliente ainda tem outra vantagem: quanto melhor ele dirigir o carro, menor o preço da apólice.

Assim muitas pessoas que hoje não vêem vantagem em adquirir seguro terão a oportunidade para ‘andar’ por aí bem mais tranquilos e com preço justo, pagando pelo o que e por como realmente usam. Hoje, esta visão está se concretizando, começando pelo segmento de auto, mas deve expandir rapidamente para outros setores. É uma enorme satisfação estar à frente desta evolução junto à uma das principais seguradoras em nível mundial, trazendo mais eficiência e acesso para o nosso mercado. Esse é só o começo de um longo caminho que teremos pela frente. Você está preparado para isso? Nós estamos!