O corretor e o consumidor do futuro 59872

Nem tudo é sobre o acaso, na grande maioria das vezes, é sobre preparação

O futuro é um conjunto de fatos relacionados a um tempo que há de vir; destino ou sorte, conforme determina o dicionário. Mas nesse período que sucede o presente, nem tudo é sobre o acaso, na grande maioria das vezes, é sobre preparação. Os corretores de seguros estão preparados para o futuro se ele chegar hoje?

A KSA Corretora de Seguros, de Porto Alegre (RS), é um exemplo que vem trabalhando numa nova linguagem para atender os futuros consumidores. Mesmo com seus dez anos de trabalho consolidados, a empresa não ficou na zona de conforto e procurou uma agência de publicidade para dar um visual mais jovem aos seus processos. “Chegou um momento que eu entendi que o caminho e a estrada são na corretagem de seguros e começamos a fazer uma história bacana e bonita, lenta e com solidez, mas nunca nos acomodamos”, conta o fundador e diretor comercial, Jean Figueiró.

Jean Carlo Figueiró, gestor da KSA Corretora de Seguros, durante reconhecimento no 15º Troféu JRS

Para os clientes de longa data de uma corretora de seguros, é muito importante enxergar credibilidade e respeito. A cara nova da KSA reforça estes valores e insere novas possibilidades ao seu portfólio. “Com os dez anos próximos, achamos que seria legal nos reinventarmos e começar a preparar a empresa para o mercado do futuro, que é o dos meus filhos e a nova geração. O objetivo é começar a olhar o cliente deles”, comenta ao lembrar que sua trajetória vem construída de muitos anos no mercado segurador, uma vez que, no momento que voltou a operar na corretagem, obteve 70% de seus clientes de volta.

Sucessão familiar é um conceito muito forte entre os corretores de seguros, pois, em algum momento, a carteira de clientes que o profissional constituiu passará a outro. E o natural e costumeiro é que fique em família. Os dois filhos de Jean trabalham no mercado de seguros, sendo que o mais novo, Luã, está na KSA há seis anos. “Ele se preparou para isso, fazendo o curso de corretor e estudando o mercado. Eu entendo ele como um grande vendedor, pois tem uma rede de relacionamentos enorme, levando uma relação não puramente comercial, mas de vínculo e de afetividade”, diz. “Eu acho que isso transforma o nosso mercado: quando é possível ter amigos e estes amigos serem clientes”, acrescenta.

A KSA também está com projetos que visam reforçar a cultura do seguro nos consumidores. A ideia é conscientizar, além do corriqueiro automóvel, sobre outras proteções existentes, como vida e residencial, que o futuro cliente em potencial ainda não conhece. “Por isso, estamos desenvolvendo um projeto com alguns parceiros para fazer palestras em escolas públicas, debater o seguro neste ambiente de formação escolar, mas também levar a cultura do nosso produto para que eles entendam desde muito jovem que existe uma proteção e venham talvez até a repassar essas informações aos seus pais”, revela. “São estes jovens que são os futuros motoristas, futuros donos de casa e nós precisamos nos adaptar a este novo público e sobretudo ensiná-los que existe um segmento que mexe com a nossa economia, com a nossa poupança e está vinculada à proteção”, complementa.

Sobre o que realiza diariamente, a corretora capitaneada pelo corretor de seguros Jean Figueiró trabalha com todos os ramos, mas procura se especializar naqueles mais específicos e menos explorados pelos colegas em geral, como seguro para cartórios, consignados e Responsabilidade Civil. “Temos bastante seguros de cartórios, e no Brasil inteiro nos tornamos uma referência nesse produto, pois, fora nossos amigos que atuam conosco, a maioria das pessoas nem sabe que existe”, afirma. “O nosso mercado é muito grande e há muito para ser explorado, precisamos ampliar a nossa visão, deixar de manter-se no ramo tradicional e precisamos de especialização”, defende.

O futuro já chegou?

Durante muito tempo se acreditou que o futuro da corretagem seria através da venda online de seguros. Uma recente pesquisa, apresentada na 11ª edição da pesquisa TIC Domicílios 2015, mostra que 58% da população brasileira usa a internet, o que representa 102 milhões de internautas. “A penetração de conectividade vem aumentando cada vez mais. O surgimento de empresas e serviços online acontece para atender à demanda cada vez mais evidente. Com o mercado de seguros não é diferente. Ele se diversificou de acordo com as exigências dos consumidores”, explica a head de marketing da corretora de seguros online Bidu, Marcella Ewerton.

Inserida neste meio, a Bidu, quando começou suas atividades em 2011, tinha ideia de simplificar a contratação de seguros, tornando tudo mais prático e acessível. Apesar de sua forte aposta na internet, a empresa acredita que a prática é uma das possibilidades de intermediação no mercado de seguros, mas não é a única. “O que vemos atualmente, mesmo em meio ao boom de tecnologia, são corretores tradicionais que aumentam sua carteira de clientes e seguem fazendo bons negócios”, confia. “Assim como em outros mercados, a venda online não é o único futuro. Por exemplo, no mercado de varejo, o surgimento de e-commerces foi importante para o mercado. Mas não fez com que lojas físicas desaparecessem: o mercado mostrou que há espaço para diferentes formas de negócio”, exemplifica.

A corretagem de seguros, como tantos outros ramos, caminha para um novo formato. A indústria de seguros, que inclui a corretagem, está num movimento que de adaptação às novas tecnologias e demandas do público. Muitos corretores acreditam na venda online mista, aquela que só coleta os dados do cliente e finaliza a venda através de outro meio. Tratando-se do seguro auto, carro chefe da corretora, o cliente tem a opção de escolher o processo que prefere. “No nosso site, é possível seguir todos os passos da contratação online, tendo um contato telefônico apenas de auditoria dos dados. Porém, muitos clientes preferem esse contato antes e com um tom consultivo: nossos consultores auxiliam na escolha do melhor seguro e tiram as dúvidas que podem surgir durante a contratação”, declara.

Além da venda através do computador, a Bidu também procura outras formas de inovar. “Hoje, nossa inovação está centrada em encontrar novos produtos para atender nossos clientes e inseri-los no nosso universo. Além de buscar fazer isso com muita eficiência, analisando diversas perspectivas do nosso negócio constantemente”, expõe. Mas Marcela lembra que o início já se tratou de uma inovação, uma vez que foi preciso unir dois elementos de dois mundos diferentes, a tecnologia e o seguro. “Fazer a integração online com as seguradoras, por exemplo, para conseguirmos mostrar para o cliente o preço online foi um grande desafio, que hoje já dominamos e fazemos apenas ajustes e adequações”, avalia.

Além disso, foi preciso entender que seguro não é um tema com o qual o brasileiro está habituado. Por isso, a empresa investe em seu papel para esclarecer o assunto. “Temos um time de conteúdo e comunicação focado em produzir textos, vídeos e outros formatos para deixar o mundo dos seguros mais acessível aos consumidores. Além disso, o nosso atendimento é preparado para resolver qualquer dúvida que um cliente possa ter”, específica ao reiterar que isso também garante o bom entendimento de um contrato de seguros comercializado pela rede mundial de computadores. “É importante, antes, investir em educação sobre esse tema. Assim, o cliente já tem informações suficientes para tomar uma decisão consciente na hora de contratar um seguro”, conclui.

Jovens são protagonistas na promoção de cultura, direitos humanos e educação 427

Organizações sociais

Em mapeamento inédito de organizações também aponta desafios para sustentabilidade

Elas e eles lutam por visibilidade, acesso ao ensino superior, buscam maior representatividade política, interpretam a sociedade brasileira na literatura e na música e sua cultura em slams, rodas de rima e bailes funk. Reunidos em coletivos com variados graus de organização, os jovens são protagonistas nas organizações que trabalham com temas do movimento negro.

A conclusão é um dos destaques da Pesquisa Nacional sobre Organizações de Juventude Negra. Realizado pelo Itaú Social em parceria com o Observatório de Favelas, o estudo partiu de um mapeamento inicial de 200 entidades do movimento negro, que evidenciou a predominância das ações para jovens. Em seguida, a equipe de pesquisa desenhou um perfil das organizações de juventudes negras, usando como base informações detalhadas fornecidas por 40 Organizações da Sociedade Civil (OSCs), responsáveis por 63 projetos.

O retrato indica um cenário de ação de jovens para jovens: a juventude é o foco exclusivo das atividades de 70% das instituições pesquisadas, sendo que a grande maioria delas, 92%, possui jovens de até 29 anos entre seus colaboradores. Com localização concentrada nas regiões Nordeste (38%) e Sudeste (30%) – seguidas por Norte, Sul e Centro-Oeste -, as organizações apresentam escopo variado de atuação. Os três temas mais prevalentes são arte e cultura, direitos humanos e educação.

“É uma juventude extremamente propositiva, que pauta e reivindica sua visibilidade nos espaços público, político e de aprendizagem. E que está constantemente buscando novas maneiras de somar forças para o enfrentamento das desigualdades”, explica Juliana Yade, especialista em educação do Itaú Social e uma das coordenadoras da pesquisa.

O estudo evidenciou, ainda, um cenário incerto para a manutenção das organizações. O principal gargalo é o financiamento, intermitente e efêmero, fazendo da captação uma tarefa árdua sobretudo em organizações com poucos colaboradores (78% delas têm no máximo 30 integrantes). “A maioria das OSCs depende de projetos que, em geral, duram 12 meses. São ínfimos os que recebem apoio institucional”, afirma Juliana.

Num cenário de crise, ganham espaço soluções colaborativas como as parcerias – compartilhamento de espaço, serviços e metodologias com outras entidades sem envolver recurso financeiro. “Atualmente, 28 dos 63 projetos participantes só se viabilizam por meio de parcerias sem qualquer recurso financeiro, o que traz desafios para sua implementação e continuidade”, diz a pesquisadora.

Apesar das dificuldades, a pesquisa conclui pelo dinamismo das organizações de juventudes negras. A todo tempo, associações, coletivos e organizações da sociedade civil criam novas ferramentas para combater o racismo institucional. “Reconhecer a importância e também as dificuldades desse movimento é um caminho para entender e apoiar iniciativas que dialoguem com a equidade étnico-racial”, finaliza Juliana.

Confira o levantamento na íntegra.

Quanto vale a sua corretora de seguros? 911

Consultoria auxilia empresários a avaliar e tomar decisões para o rumo de seus negócios

O valor de uma marca pode ser estudado através da análise de diversos aspectos, que são importantes para que se defina a sua grandeza tanto para seus clientes quanto para o próprio empreendimento. No mercado das corretoras de seguros, isso é ainda mais relevante, tendo em vista que o ramo possui características próprias que o diferem dos demais, como sucessão de carteira de negócios, por exemplo.

Ricardo Padilla auxilia colegas de profissão a avaliarem suas empresas corretoras de seguros. Matheus Pé/JRS

Em função de suas individualidades, um estudo acerca do valor de uma determinada corretora de seguros exige conhecimento da área. E foi neste ambiente que Ricardo Padilla enxergou a oportunidade de auxiliar colegas de profissão, através de uma consultoria detalhada que permite uma visualização ampla do negócio. “Analisamos a corretora que nos solicita da forma mais profunda possível, tanto receita, despesa, a parte contábil, produção, sinistro e todos os departamentos”, conta o diretor da Padilla Corretora de Seguros.

A maioria das empresas chegam com a intenção de promover a venda futura do empreendimento. “Geralmente eles querem conhecer mais a corretora, ou ele tem 4 ou 5 sócios e um dos sócios quer sair por um motivo ou outro. Ele também pode estar pensando em sair e vender a parte dele, ou até uma fusão, aquisição ou venda parcial”, dá algumas opções do que pode acontecer. “Então, ele está sempre procurando, de certa forma, o crescimento profissional, através de ampliação de fonte de produção, de sócios, do mercado de trabalho, filiais. Enfim, uma série de circunstâncias que faz com que o colega chegue até aqui, até nós”, complementa.

Muitas empresas corretoras são administradas por famílias, porém em alguns casos os filhos escolhem outra profissão e o corretor responsável com o tempo não consegue atender sua carteira de clientes. Em situações como essas é que a Consultoria é muito importante para orientar a melhor forma de administrar a empresa. “Quando os filhos acabam buscando um outro rumo, o corretor responsável com uma certa idade vem a ter esse tipo de preocupação. Eu diria que 50% tem esse problema de sucessão”, conta.

Para desenvolver este trabalho, a Padilla montou uma equipe multidisciplinar. “Contamos com profissionais da área da engenharia, administrador de empresas, contadores, advogados e professores da Escola Nacional de Seguros. Nós temos uma equipe completa em que todos opinam a respeito de uma possível avaliação que fazemos”, detalha. Segundo ele, é essa visão externa que pode ajudar os proprietários a tomar decisões. “[Isso] pode mudar o rumo de um planejamento  e pode fazer com que se possa aumentar a receita, diminuir despesas e uma série de outras providências que podem acontecer a partir de uma consultoria bem feita”, afirma, ao salientar que atende uma média de 4 a 6 empresas por ano.

O sócio Tiago Becker é quem fica responsável pelas métricas de avaliação nos 60 dias que geralmente o trabalho exige. “Normalmente as métricas que mais avaliamos é a questão do crescimento dos últimos 3 anos da empresa, vendo mês a mês e comparando com anos anteriores”, comenta. Outras avaliações importantes são o tempo que a empresa tem de mercado, qual é o ramo mais específico que ela trabalha, se ela tem um mix de carteira mais amplo ou se ela é mais específica em algum dos ramos. “Normalmente, a marca é muito mais valorizada quando a empresa tem mais de 30, 40 anos de atuação, por isso que as marcas aqui no Sul são bem positivas”, relata.

Novo Allianz Saúde amplia facilidades aos corretores 224

Allianz Saúde

Empresas de todos os portes contam com amplas coberturas com a simplificação de planos e operações

Mais autonomia para o corretor, processos automatizados, alto nível de serviços e condições comerciais atrativas. É assim que chega ao mercado o novo Allianz Saúde. Com planos estruturados – PME5 (de 5 a 49 vidas), PME50 (de 50 e 199 vidas) e Empresarial (a partir de 200 vidas) – para atender empresas de todos os portes, a seguradora lança quatro categorias: Essencial, Ampliado, Completo e Exclusivo. “Nós reduzimos a quantidade de planos, melhoramos processos e os valores de reembolsos, que agora estão mais abrangentes, o que torna o produto mais atrativo para o corretor comercializá-lo”, explica Matthias Kuehn, diretor da Allianz Saúde.

E as simplificações não param por aí: o sistema do Allianz Saúde permite indexar documentos, fazer cotações, emitir a proposta comercial e a apólice e, posteriormente, gerenciar a carteira de clientes com a Allianz sem sair do escritório. “O ganho operacional para o corretor é grande, já que ele não precisa se deslocar para entregar as documentações fisicamente, em uma de nossas filiais”, diz Kuehn.

Para as empresas PMEs, as vantagens são muitas. Estratificadas por números de vidas, de 5 a 200, o corretor tem autonomia para fazer todo o processo e conta ainda com argumentos de venda como: reembolso em até 5 dias úteis; retaguardas clínica e cirúrgica em hospitais de alto nível; acomodação em apartamento para todos os tipos de planos; rede credenciada de qualidade e preços competitivos em todas as praças de comercialização – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e suas regiões metropolitanas.

Para as empresas a partir de 50 funcionários o VivAZ – programa de gestão de saúde e qualidade de vida – está disponível. Um de seus objetivos é auxiliar os profissionais da área de RH a fazer a gestão da carteira, agindo preventivamente para contribuir com a melhora da saúde do beneficiário, o que acaba por reduzir a sinistralidade. O VivAZ é composto por várias etapas, que se iniciam com o mapeamento de risco da empresa cliente. A partir de seus resultados é que a Allianz Saúde elege onde precisa atuar: se é com programas de nutrição, contra o sedentarismo, antitabagismo, entre outros. “Nosso grande diferencial é o programa osteomuscular. Temos um projeto em parceria com dois excelentes hospitais de São Paulo, que são referência no País todo. Nós oferecemos uma segunda opinião médica para pacientes com problemas graves de coluna. Caso a orientação seja não operar e o paciente opte por segui-la, poderá continuar com o tratamento com os médicos desses dois hospitais, mesmo que o plano do beneficiário não dê cobertura”, completa Kuehn.

ComparaOnline oferece seguro viagem com até 50% de desconto na Black Friday 182

Finanças

Marketplace de produtos financeiros também disponibilizará R$30 em corridas em parceria com a 99

Para aqueles que já estão programando as viagens de final de ano ou mesmo para as próximas férias, é hora de aproveitar! Isso porque a Black Friday está se aproximando e a ComparaOnline, marketplace de seguros e créditos, também está oferecendo descontos em seus produtos, que vão até 50% em seguro viagem. A promoção será entre os dias 21 e 23 de novembro e a empresa oferecerá uma série de benefícios para quem comprar durante o período.

A campanha de descontos da ComparaOnline tem como objetivo oferecer seguro viagem a custos baixíssimos para os consumidores. Sendo assim, a empresa garante preços mais acessíveis e planos com descontos de até 50%. “Os valores serão realmente abaixo dos que os praticados nos últimos 60 dias que antecederam a Black Friday. Para encontrar as ofertas, os consumidores deverão verificar quais são os produtos que estão indicados com a etiqueta do evento no site”, afirma Paulo Marchetti, CEO da ComparaOnline no Brasil.

Complementando a promoção, a empresa, em parceria com a 99 – aplicativo de transporte -, oferecerá descontos de até R$ 30,00 em corridas com a plataforma para os consumidores que fizerem compras acima de R$ 150,00 na ComparaOnline. O benefício será válido apenas para quem adquirir o seguro viagem no dia 21 de novembro e cada compra acima deste valor terá direito a um cupom individual, que poderá ser utilizado para a modalidade POP no período de 21 de novembro a 31 de dezembro.

“Muitos brasileiros costumam viajar no final do ano por conta das festas e, por isso, nosso objetivo é tornar essas viagens mais tranquilas, com preços acessíveis. Aproveitamos a onda de descontos para incentivarmos as pessoas e famílias a obter esses serviços que podem ser essenciais durante uma viagem. Além disso, queremos também ampliar nossas parcerias, como a ação com a 99, para dar mais benefícios aos nossos clientes”, explica Marchetti.

Antes de realizar a compra do seguro viagem, é importante se atentar ao período de vigência dos seguros, pois algumas contratações englobam um período de 30 dias, outras 90 e as mais longas, 365 dias.

Para mais informações sobre a ComparaOnline, acesse este endereço.

Economista dá dicas para não se endividar durante a Black Friday 401

Cartão de Crédito

O evento é realizado anualmente na 4ª sexta-feira do mês de novembro

A Black Friday, que neste ano acontecerá no dia 23 de novembro, se tornou uma data conhecida mundialmente como uma das ações mais importantes do mercado varejista, por oferecer descontos atrativos em produtos de diversos segmentos. Segundo o site oficial da Black Friday, a data tem a previsão de movimentar R$ 2,5 bilhões, o que demostra um crescimento de 19% em relação ao ano de 2017. Vale lembrar que alguns lojistas costumam estender as condições promocionais durante todo o mês de novembro.

Pesando nisso, Edson Brito, economista e coordenador do curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário FMU, integrante da rede internacional de universidades Laureate, dá algumas dicas para o consumidor não iniciar o ano de 2019 no vermelho. Segundo ele, o planejamento é imprescindível. “É importante o consumidor se programar para saber quanto poderá gastar no dia. Como o preço dos produtos vai estar mais baixo, o ideal é que a pessoa tenha feito uma poupança prévia, para poder consumir sem se endividar ou comprometer a renda do mês.

Nesta época também é comum que o varejo facilite as condições de pagamento. Para o economista é preciso avaliar a opção ofertada de acordo com a realidade financeira do consumidor. “O pagamento à vista é aconselhável se houver desconto no preço. Caso contrário é melhor parcelar, se não tiver juros embutidos no parcelamento. Se não houver desconto à vista e o consumidor tiver o dinheiro total, é melhor aplicar o valor e pagar de maneira parcelada”.

Para aproveitar o período sem dor de cabeça, Brito afirma que utilizar o crédito de maneira consciente é a chave para ter saúde financeira. “Não gastar mais do que se ganha é essencial, além disso não deixe a empolgação tomar conta. Os preços são atrativos, pois é o diferencial nesta época do ano. Lembre-se que caso a parcela não caiba no seu orçamento, não haverá como pagar a totalidade da fatura do cartão de crédito e isso incorre em juros, endividamento e acaba com o desconto obtido no preço. Isso pode virar uma bola de neve. Outra dica importante é nunca usar o limite do cheque especial para comprar, porque os juros são muito altos e não compensam o desconto”.

Brito finaliza com dicas para os consumidores que estouraram o orçamento durante a Black Friday. “O ideal é não estourar o orçamento, mas uma vez estourado, tente sempre uma dívida mais barata. Trocar a dívida do cartão de crédito, por exemplo, que ultrapassa os 15% ao mês no crédito rotativo e buscar um crédito consignado, cujos juros chegam a ser de até 2,5% ao mês, pode ser uma solução interessante. Outro conselho é: se for atrasar alguma conta, selecione a que tem os juros mais baixos, por exemplo, o IPVA tem juros que pode dobrar o valor principal, enquanto a energia elétrica tem juros de 2%.