Fenômenos da natureza: Prevenção é o melhor remédio 11436

Seguradoras e profissionais dos ramos de proteção esclarecem questões relacionadas a temporais e vendavais

O verão brasileiro é caracterizado por fortes chuvas isoladas que por diversas vezes ocasionam perdas ao comércio e para a população em geral, muitas vezes pela falta de conscientização com a preservação do meio-ambiente e tantas outras pela própria desinformação. Por isso, o seguro se faz tão importante, pois ameniza os efeitos de perdas de forma antecipada e endossada por uma base sólida que garante a rentabilidade para todos os envolvidos no processo de mutualidade.

Alexandre de Souza Vieira, diretor de sinistros da Tokio Marine Seguradora / Divulgação

A Revista JRS, em janeiro de 2016, após um forte vendaval que deixou rastros de destruição e muitos prejuízos em Porto Alegre abordou o tema com o especialista em riscos, Alexandre de Souza Vieira, que alertou para as cláusulas nas apólices. Segundo o executivo, o seguro de automóvel prevê cobertura para vendavais e temporais, enquanto que, no seguro residencial, este tipo de cobertura deve ser contratado separadamente por parte do segurado.

“Os eventos da natureza são diretamente considerados na precificação do seguro. A principal maneira de precificar a apólice é analisar a incidência desses riscos pela região, sendo possível criar um preço regional de acordo com a frequência em que os fenômenos ocorrem naquele local”, conta Vieira ao explicar como as companhias precificam este tipo de risco, medido por dois parâmetros principais: frequênciaseveridade dos acontecimentos.

Alexandre Vieira destaca uma série de ações das companhias de seguros que apostam em fortes estruturas de precaução, para que o segurado tenha as informações necessárias para evitar sinistros. Entre as ações disponibilizadas pelas principais seguradoras do mercado está o envio de equipe especializada para realizar o atendimento e simplificar o fluxo de pagamentos. “Uma ação que facilitou esse mecanismo foi a criação de um canal exclusivo para regulação de sinistros via aplicativos, simplificando o fluxo de regulação”, reforça.

O corretor de seguros é o principal elo entre as empresas do ramo e os segurados e a proximidade e especialidade deste profissional é o que oferecerá a cobertura que mais se enquadre na necessidade do cliente, conforme os riscos e expectativas. “Em muitos casos, é desejo do comprador não incluir determinada cobertura, decisão que futuramente poderá prejudicá-lo patrimonialmente e economicamente. O corretor é o consultor que auxiliará na análise desses riscos”, exalta Alexandre Vieira.

O advogado Pery Saraiva Neto / Reprodução

O advogado e consultor jurídico Pery Saraiva Neto lembra que os eventos climáticos extremos, capazes de gerar grandes impactos em vidas e patrimônios, são de ocorrência relativamente recente no Brasil. Ainda que não se possa afirmar que não existiram no passado, “o fato é que somente recentemente começamos a catalogar e tentar entender estes eventos, e por conseguinte compreender os riscos decorrentes de eventos climáticos de maior envergadura. Não é da nossa experiência fenômenos como tornados, tufões ou ciclones, especialmente se compararmos com a experiência norte americana, mas o fato é que estes conceitos começaram a se tornar mais presentes entre nós a partir de 2004, com o que foi denominado de Catarina, na região sul de Santa Catarina, muito próximo ao litoral norte do Rio Grande do Sul”, registra.

Neto explica que fenômenos de maior proporção e com novas características passaram a ser mais frequentes, como o vendaval que deixou Porto Alegre (RS) irreconhecível em janeiro de 2016. “(Estes acontecimentos) chamam especial atenção, seja pelo volume de prejuízos, força dos ventos e por ter ocorrido em uma grande e importante capital. Como disse, não há como afirmar que não ocorreram eventos semelhantes antes. Pelo contrário, há muito acontecem. O que falta são dados”, elucida o também mestre em direito pela UFSC. “Este contexto é muito novo para nós. De lidarmos de forma mais séria e profissional com tais questões, destacadamente no aspecto preventivo, seja no poder público ou na iniciativa privada. Basta ver que os principais marcos legais sobre desastres naturais e defesa civil são muito recentes, posteriores a 2010 (Lei 12.608/2012, Lei 12.340/2010 e Decreto n. 7.257/2010)”, apresenta.

Uma das questões que mais intrigam os segurados se dá pela formação dos valores cobrados pelas coberturas. “Regiões com maior catalogação de caso de eventos extremos passam a receber um tratamento diferenciado e as populações sofrem impacto no preço dos seus seguros, especialmente os seguros patrimoniais. Pois são bens segurados localizados em regiões
cuja frequência e intensidade são mais agravadas. Para as companhias seguradoras, entender bem estas diferenças por regiões é o grande desafio, pois aí reside justamente a especificação e delimitação de riscos, com carteiras diferenciadas e assim por diante. O impacto nas apólices e carteiras vai muito além, por certo, quando da ocorrência de sinistros, pois gerará forte impacto nas reservas das seguradoras”, conta.

Pery Saraiva Neto também destaca para outra questão relevante na relação do consumidor de seguros com as companhias. “A questão da clareza da redação contratual para os consumidores é uma questão de ainda maior complexidade. No que toca especialmente aos seguros e mais precisamente nos riscos decorrentes de eventos climáticos extremos a realidade é que em razão do baixo conhecimento destes fenômenos, como antes referi, bem como pela complexa questão técnica e conceitual envolvida (diferenciar ciclone e furacão, por exemplo, ou a própria nomenclatura técnica que envolve os seguros), a atividade de intermediação de seguros, realizada pelos corretores, deveria ser fortemente aprimorada. O corretor é que tem o dever, básico e elementar, quase educativo, de bem fazer seu cliente entender qual a amplitude de seu seguro. Este esforço de compreensão tem que ser feito pelos corretores, com o apoio das seguradoras”, afirma.

O advogado destaca que, caso as apólices não expressem a exclusão de coberturas para vendavais e temporais, as mesmas devem cobrir tais eventos. “Mas é claro, há uma gama de questões correlatas de suma importância, sendo inadequado uma resposta categórica. Estas questões passam pelas peculiaridades de contratação (alteração do clausulado geral por cláusulas particulares ou especiais) incluindo ou excluindo eventos climáticos (nos seguros residenciais é como a exclusão de riscos relacionados a distúrbios climáticos imprevistos e que causem calamidade, por exemplo, mas há produtos específicos que podem ser agregados a um clausulado padrão – o custo, porém, será elevado, justamente em razão da intensidade dos
danos em tais eventos); Outro ponto é o desdobramento da questão supra é a clareza sobre o que seja um imprevisto, ou o que seja calamidade, para fins do seguro. Podemos, hoje, dizer que eventos climáticos extremos são imprevisíveis? Há tecnologia, há estudos e há histórico, tudo especialmente na região sul do Brasil”, explica.

A situação do bem antes do evento (danos preexistentes) também conta, assim como outros fatores. “Não podemos trabalhar com respostas categóricas em questões de seguros, ainda mais
quando envolvidas com riscos ambientais e climáticos”, justifica ao lembrar que precaução é a melhor forma de se enfrentar eventos da natureza. “Valem as regras gerais de cautela, de buscar locais seguros, para proteção. Mas no particular, cumprir automaticamente as orientações da Defesa Civil e das forças públicas envolvidas com a emergência”, complementa.

O Código de Defesa do Consumidor foi um dos maiores ganhos da população brasileira em seus mais de 25 anos de criação, porém, o também diretor da Associação Internacional de Direito
do Seguro (AIDA Brasil) destaca que é preciso avançar na discussão do tema. “Temos que avançar mais, para que esta informação seja útil, relevante, qualificada e compreensível”, conta ao efetivar a importância da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

O Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI Brasil) classifica os veículos Renault Fluence, da Renault, e Sentra, da Nissan, como os melhores contra enchentes. O Índice de Danos de Enchente avalia o risco da ocorrência de panes mecânicas e elétricas pela exposição indevida de carros às lâminas d’água, garantindo sua mobilidade. O indicativo técnico serve de referência não apenas para a indústria, como também, para o consumidor. Com quatro estrelas, meio ponto abaixo dos primeiros colocados, compõem o ranking os modelos Peugeot 208 (Active e Allure), Renault Duster high-flex 4×2 (Expression), e Chevrolet Cobalt (LTZ).

O Centro de Experimentação enviou algumas dicas, caso seu veículo esteja em meio a uma enchente

  • Se o carro morrer, não dê a partida novamente. Você pode piorar ainda mais o quadro de pane elétrica ou mecânica.
  • Em casos de alagamento, não arrisque. Espere até que a água comece a baixar para seguir caminho.
  • A eficiência de seguir o rastro de outro carro é mito. A água pode voltar em formato de onda e prejudicar o sistema elétrico do carro.
  • Verifique itens básicos como o estado dos pneus e das palhetas de limpeza.
  • Confira se as luzes de iluminação do carro estão em pleno funcionamento, principalmente as setas e as luzes de freio.
Emerson Farias, analista técnico do CESVI Brasil / Reprodução

Para Emerson Farias, analista técnico do CESVI Brasil, alguns cuidados são necessários para guiar carros em condições adversas, como no caso de fortes chuvas ou enchentes. “Um erro comum é querer arriscar e passar com o automóvel em áreas alagadas. É aconselhado, no máximo, passar em trechos em que a água esteja na altura da metade das rodas do carro, como é informado no manual do proprietário. O que passar disso, é risco”, afirma Farias. “Em geral, quando a rua está coberta pela água, o motorista raramente consegue ver se há buracos ou barreiras na pista, o que agrava o cenário de possíveis acidentes. O melhor mesmo é encostar o carro, desligá-lo e aguardar pacientemente até que a água baixe para seguir caminho”, reforça.

A Itaú Seguros Auto e Residência também registrou um aumento de 9,6% nos casos de sinistros, média nos meses de janeiro entre 2013 a 2015, em relação ao comportamento da carteira.

Outra companhia especialista em desenvolver ações decorrentes de desastres naturais é a SulAmérica, representada na Região Sul pelo diretor Gilson Bochernitsan. “Nos seguros residencial e empresarial a SulAmérica oferece coberturas acessórias para cobrir desastres naturais como vendavais, fortes chuvas, queda de raios, entre outros”, destaca ao lembrar que a companhia utiliza dados do mercado e suas informações internas para avaliar quais regiões são mais afetadas por fenômenos da natureza, em qual época do ano e que tipos de sinistro são mais comuns. Com base no histórico dos registros é possível ter um panorama dos riscos de cada seguro. “Em caso de sinistros ocasionados por desastres dessa espécie, o segurado deve
acionar a SulAmérica o mais breve possível por meio dos nossos canais de atendimento. Os corretores parceiros da SulAmérica também estão aptos a orientar os segurados, configurando um importante suporte em situações como essas. Nosso objetivo é atender com rapidez e permitir que as famílias e empresas possam voltar à normalidade o quanto antes. Por isso, estamos sempre atentos, muitas vezes reforçando nossa operação de atendimento quando há uma situação anormal devido a chuvas, vendavais e outros eventos climáticos. No ano passado, fizemos isso no Rio Grande do Sul e em outros estados, o que beneficiou muito nossos clientes”, lembra.

Gilson Bochernitsan em entrevista ao JRS

A SulAmérica, maior seguradora independente de ramos gerais no Brasil, acredita que o corretor é peça chave para o relacionamento e a comunicação com os segurados. “Ele é a nossa interface diante do cliente e quem dá ainda mais credibilidade para os nossos produtos e serviços. Muitas vezes, o segurado aciona primeiramente o seu corretor para informar o sinistro ou tirar dúvidas sobre seus produtos. Os corretores são nossos grandes parceiros de negócios e vêm abraçando cada vez mais o papel de consultores de proteção, e para isso damos todo o suporte, com treinamento e eficientes canais de comunicação”, esclarece.

A companhia também alerta outras modalidades de seguro, que não a de automóveis. “No caso dos seguros empresarial e residencial é importante avaliar se as telhas, vidros e vedações em geral estão em boas condições para suportar a força do vento ou uma grande quantidade de água”, alerta. “Em alguns casos é realizada a vistoria do imóvel ou veículo, mas não há exigências específicas por cobertura. Quando o cliente vai contratar um seguro, é importante optar por uma apólice que atenda adequadamente às suas necessidades”, finaliza Gilson Bochernitsan.

Alfredo Chaia é especialista em riscos / Reprodução

“Falamos fundamentalmente das ações para evitar que algo aconteça, mas estamos também falando em atendimento comercial, expertise em subscrição de riscos e engenharia e ainda estar preparados para atendimento de alto nível aos sinistros são a nossa filosofia”, disse Alfredo Chaia, em uma entrevista que deu ênfase para a relação entre o segurado, o corretor de seguros e a companhia de seguros no programa Seguro Sem Mistério.

O assunto não poderia deixar de contar com a contribuição dos corretores de seguros, representados nesta reportagem pelo gaúcho Paulo Ibañes. “Nos últimos dez anos os custos dos seguros residenciais, comerciais e industriais vem sofrendo constantes aumentos devido as disfunções climáticas, principalmente nas coberturas de vendaval e consequentemente suas franquias, causadas pelas poluições do meio ambiente e seus ecossistemas”, conta ao lembrar que mais de 90% das apólices preveem este tipo de cobertura.

Segundo o profissional é fundamental manter a calma caso aconteça algum imprevisto. “Em todos (os tipos de infortúnios) o segurado deverá manter a calma, avisar o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de suas regiões. Fotografar os sinistros em seus detalhes, avisar seu corretor de seguros ou a seguradora imediatamente após o fato”, diz Ibañes ao enfatizar que o corretor é o único profissional devidamente habilitado, treinado e capacitado para atender as demandas de seus segurados, bem como oferecer as proteções que mais se adequar as necessidades do segurado e por estar conectado 24 horas por dia. “Lamentavelmente os desastres naturais poderiam ser amenizados com algumas atitudes das autoridades locais, como a aquisição de equipamentos meteorológicos com previsão de determinadas tempestades, retirada de árvores muito velhas e algumas já em estado de apodrecimento, limpezas sistemáticas dos bueiros, conscientização e educação da população através de medidas e campanhas preventivas”, completa. “O mais importante é contratar seguros somente através do corretor, com este profissional sua vida certamente será mais segura e tranquila”, aponta.

94% das instituições financeiras sofreram tentativas de fraude nos últimos dois anos 284

94% das instituições financeiras sofreram tentativas de fraude nos últimos dois anos

Seguradoras americanas gastam em torno de US$ 40 bi por ano com fraudes

Alcançar o equilíbrio entre a experiência do consumidor e a prevenção à fraude não é uma tarefa fácil. Danos à reputação da marca, multas e ações judiciais contra empresas aparecem como os principais impactos desses golpes, revela a pesquisa TransUnion Fraud Trends 2018, que exploram fraudes nos segmentos de Serviços Financeiros, Seguros e Imobiliário, realizada pela Forrester Consulting, no segundo semestre de 2018, a pedido da TransUnion, companhia global de soluções de informação.

As análises divulgadas reforçam informações extraídas dos sistemas TransUnion, destacando que o custo referente a fraudes ocorridas em financiamento de automóveis, cartões bancários e de varejistas, além de financiamentos pessoais, superou US$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2018. As seguradoras e gerentes imobiliários também enfrentam desafios em combater novos esquemas de fraude à medida que cresce o número de serviços e aplicativos on-line.

O mapeamento do cenário de fraude nos segmentos citados sinaliza que:

  • Aproximadamente 94% das empresas do segmento financeiro já sofreram algum tipo de golpe entre 2017 e 2018.
  • Em complemento, o aumento de fraudes leves em seguradoras chegou a 62%, enquanto o de falsificação de identidade cresceu 57% nessas companhias no último ano.
  • Apenas no setor imobiliário, 97% dos bens administrados em ambiente virtual já foram alvo de alguma inconsistência de transação.

“A maior barreira para os tomadores de decisões nas indústrias como de serviços financeiros, seguros e imobiliária é assegurar que o consumidor tenha uma boa experiência e, ainda assim, seus dados estejam protegidos. Os clientes estão demandando melhores práticas de proteção de dados e empresas que não entregam soluções que atendam às exigências, sem interferir na experiência do usuário, correm o risco de perder para a concorrência”, comenta Geoff Miller, head de soluções fraud and identity da TransUnion.“Também é nítido que muitos dos mesmos problemas relacionados à fraude que afligem as instituições financeiras e seguradoras americanas estão afetando empresas similares no Canadá, na Índia e em outros países do mundo”.

Uma boa experiência do cliente é fundamental para a maioria dos tomadores de decisão entrevistados nos presentes estudos. 71% das instituições financeiras, por exemplo, confirmam que uma boa jornada para o consumidor influencia diretamente na adesão de métodos para proteção de golpes em ambientes on-line, enquanto 65% dos profissionais de seguros concordam que algumas táticas de prevenção podem impactar negativamente bons compradores.

“Para combater efetivamente a fraude, as transações necessitam de agilidade na tomada de decisão. Não se pode mais esperar dias, ou até mesmo horas, para checar se o cliente é realmente quem diz ser. Com a digitalização de processos, é possível implementar soluções efetivas, que utilizam bases de dados interconectadas a fim de detectar sinais e riscos de fraudes em ambiente físico ou digital, contribuindo para a continuidade da oferta de produtos e serviços à população e na sustentabilidade dos negócios”, explica Miller.

Dentre os entrevistados, foram ouvidos 465 tomadores de decisão nos Estados Unidos, Índia e Canadá, indicando que o maior desafio das instituições é a detecção de fraudes em tempo real, além de processos de verificação de identidade complexos e morosos, o que acaba impactando diretamente na insatisfação do cliente.

Mais informações sobre os estudos da Forrester podem ser acessadas aqui.

SEGURADORAS AMERICANAS GASTAM US$ 40 BI POR ANO COM FRAUDES

Anualmente, o montante de fraudes em seguradoras dos Estados Unidos é de US$ 30 bilhões. É o que resume o estudo Insurers: Strike The Right Balance Between Fighting Fraud and CX, que compõe o levantamento da TransUnion. Apenas no segmento de seguradoras, 66% dos entrevistados revelam que percebem um desenvolvimento contínuo das táticas utilizadas pelos criminosos, dificultando a acurácia das empresas em soluções de prevenção.

Um dos maiores problemas, identificados por seguradores, é a verificação de identidades. Assim, os fraudadores exploram as fraquezas dos processos por meio de três tipos de fraude:

  • Roubo de identidade: dados pessoais comprometidos ou furtados para utilização em aplicações de seguros ou processos de crédito;
  • Fraude leve: se configuram como solicitantes ou titulares de seguros que alteram ou omitem informações deliberadamente a fim de obter um valor menor que o requerido;
  • Fraude intensa: se apresentam como solicitantes ou titulares de seguros encenando perdas a fim de resgatar o dinheiro.

“Os tipos de fraudes que vemos na indústria de seguros tem sérias implicações econômicas para provedores deste serviço e seus clientes”, comenta Mark McElroy, vice presidente executivo e head da unidade de negócios da seguro da TransUnion. “Os consumidores demandam experiências excepcionais no processo junto às seguradoras. Isso significa que falsos alertas, detenção, procedimentos morosos de prevenção e investigações para acompanhamento de fraude podem impactar negativamente o cliente”.

À medida que mais consumidores esperam por ações de proteção sem atritos e de alta qualidade, a fraude continua a ameaçar as empresas de seguros. No cenário exposto pelo estudo, 49% das seguradoras não se mostram confiantes em relação à sua capacidade de detectar fraudes leves40% não estão certos de que podem identificar golpes de identidade e 55% assumem déficit na detecção de fraude intensa.

A pesquisa revela que, no ano passado:

  • 62% das seguradoras perceberam aumento de fraudes leves;
  • 57% perceberam crescimento em fraude de identidade;
  • 34% notaram um crescimento em fraude intensa.

“Todas as etapas da jornada do consumidor são suscetíveis à fraude, mas identificar os tipos e detecta-los o quanto antes é o mais importante”, afirma McElroy. “Fraudes não identificadas ou não detectadas podem ter impacto significativo na reputação de seguradoras e, consequentemente, em seus resultados financeiros”.

Além de perdas financeiras, o estudo ainda expõe que:

  • 57% dos entrevistados afirmam que as tentativas de fraude geraram danos de reputação com a marca;
  • 52% receberam algum tipo de multa ou ações judiciais por não cumprimento de regulamentos de prevenção;
  • 49% perceberam perdas financeiras por consequência das tentativas de golpe.

Embora a falsificação seja uma característica difícil de eliminar completamente, é possível desenvolver melhorias nos serviços de identificação. Nesses casos, é importante que as empresas se protejam por meio de soluções que preencham as lacunas entre serviços e prevenção à fraude, sem comprometer o processo de consumo.

Fraude de serviços financeiros são impulsionadas pela intensidade de uso do ambiente digital

O estudo da Forrester focado em companhias de Serviços Financeiros, Fraud Detection and ID Verification in Financial Services, revelou que a fraude é uma questão abrangente na indústria, com 94% de companhias tendo vivenciado algum tipo nos últimos dois anos. Esse crime se torna cada vez mais difícil de prevenir e detectar, o que representa um novo desafio para as instituições – assim como manter uma vantagem competitiva sem sacrificar a experiência do consumidor.

Mesmo com possibilidades de fraudes, aproximadamente 70% das companhias financeiras reportaram que seus consumidores preferem usar canais digitais em comparação a outros meios. Embora esta tendência não seja nova, a mudança no comportamento do consumidor tem dado lugar para novos tipos de fraudes emergirem.

Instituições financeiras encontraram atividades fraudulentas, como fraude de identidade e concessão de crédito, onde capacidades tecnológicas sofisticadas – insights em tempo real, máquinas automatizadas e análises preditivas – são necessárias para sinalizar atividades suspeitas rapidamente.

Entre os golpes mais comuns, no contexto geral, furto de identidade esteve presente em 65% das empresasfalsificações com informações básicas (números de CPFs falsificados com algoritmos originais misturados com outros aleatórios) representou 58%controle de conta representou 56%transações com cartão não presente 46%concessão de créditos 46% e os que não sentiram nenhuma transação fora do comum somam 6%.

“O comportamento dos consumidores está mudando. Eles demandam, cada dia mais, uma experiência ímpar e segura no uso dos serviços adquiridos. Isso significa que falsos alertas de golpes, procedimentos morosos de identificação e prevenção e processos de acompanhamento de possíveis fraudes podem impactar negativamente a experiência do cliente. Ao mesmo tempo, falsificadores estão cada vez mais experientes e admitem que desenvolvem diferentes táticas para simular clientes legítimos, demandando estratégias diferenciadas por parte das empresas”, comenta Steve Chaouki, vice presidente executivo e head da unidade de negócios de serviços financeiros da TransUnion.

Soluções avançadas são desenvolvidas para identificar sinais de alertas na primeira evidência. As principais ferramentas de prevenção não fornecem combate direto à golpes e solução de verificação de identidade em uma experiência ininterrupta. Cerca de seis em cada 10 empresários notaram que sua companhia frequentemente tem três ou mais detectores de fraude ou soluções de verificação de identidade. E menos de um terço está confiante da capacidade de identificá-las.

Mais da metade (54%) das instituições financeiras indicaram que os atuais processos de verificação de identidade e detecção de fraude são muito complexos e trabalhosos – não apenas para clientes conduzirem transações, mas também para as organizações manterem as mesmas. Além disso, metade das instituições não estão satisfeitas com a capacidade de detecção de fraudes que atualmente possuem.

As implicações provenientes de atividades fraudulentas são sentidas em toda a empresa, gerando custos altos para remediação junto às vítimas, perdas financeiras e complicações jurídicas por não conformidade. A Forrester Consulting estima 2,39% de receita em alegações de fraude para instituições financeiras, custando bilhões para as empresas todos os anos.

Desenvolvimento de esquemas de fraude impactam gestoras de imóveis

O recorte Misunderstanding and Inconsistency: The State of Fraud In The Rental Housing Industry, sobre fraudes na indústria imobiliária, mostrou que certos tipos estão cada vez mais pressionando os administradores de imóveis.  Dentre eles, estão presentes fraudes de identidade (sintética ou verdadeira) e digitais.

A fraude de identidade, em particular, tornou-se um dos principais recursos utilizados pelos fraudadores, pois podem usar identidades fabricadas durante todo o processo de cadastro. Essa atividade pode não ser notada mesmo após meses de sua aprovação, a menos que sejam utilizadas tecnologias sofisticadas para identificar e sinalizar informações suspeitas ao longo do processo de verificação.

O impacto da fraude neste mercado é real: oito em dez tomadores de decisões de imobiliárias vivenciaram a ação em até 20 situações nos últimos dois anos.

A pesquisa reforça a chegada dos aplicativos de aluguel on-line como principal meio para o crescimento de fraudes no setor. Com quase 59% dos alugueis sendo realizados em ambiente digital nos Estados Unidos, mais da metade dos gestores imobiliários entrevistados identificam a fraude on-line com base nas informações como um problema crítico ou quase-crítico.

“À medida que o setor imobiliário passa pela transformação digital, estamos trabalhando em conjunto com muitos gestores de imóveis para compreender melhor os novos riscos envolvidos nessa nova realidade”, cita Mike Doherty, vice presidente senior de negócios de rental screening da TransUnion. “É fundamental que esses profissionais encontrem os locatários certos, permitindo reduzir custos com turnover e aumentar a eficiência de custos”.

Confira os estudos completos sobre tentativas de fraude em instituições financeiras, e seguradoras neste link.

Seguro empresarial cresce nas regiões Norte e Nordeste do Brasil 275

Seguro empresarial cresce nas regiões Norte e Nordeste do Brasil

No período de janeiro a novembro de 2018 o incremento foi de cerca de 50%

Levantamento realizado pela MAPFRE aponta que os empresários das regiões Norte e Nordeste do país estão mais conscientes sobre a importância do seguro para a sustentabilidade financeira dos seus negócios. No período de janeiro a novembro de 2018, a seguradora registrou um crescimento de cerca de 50% nos prêmios nas duas regiões, na comparação com o mesmo período de 2017.

A superintendente executiva de Seguros Gerais da MAPFRE, Patricia Siequeroli, explica que as empresas de pequeno e médio porte vêm profissionalizando a sua gestão e estão mais atentas quanto à importância estratégica de uma proteção para garantir a continuidade do negócio diante de eventualidades. “Os empresários perceberam que a prevenção de incidentes futuras é algo que precisa estar no plano de negócio desde o começo, pois desta forma eles não estarão expostos as adversidades, como um incêndio, por exemplo, que pode comprometer todo o investimento já realizado no negócio”, destaca.

A executiva afirma ainda que o mercado disponibiliza hoje opções de proteções para empresas de todos os tamanhos, tendo inclusive apólices focadas exclusivamente à atividade de alguns segmentos, como academias, onde é possível incluir coberturas para danos materiais e corporais causados involuntariamente a terceiros, inclusive alunos da academia.

“O seguro empresarial na cobertura Básica protege a companhia contra incêndio, raio, explosão e implosão. Porém, é possível complementar o seguro com coberturas adicionais, como danos elétricos, responsabilidade civil e também perda de lucro bruto, que indeniza folha de pagamento e demais despesas fixas no caso de eventos decorrentes da cobertura Básica”, explica Patricia.

Números dos estados

Na região nordeste, a Bahia foi o local que apresentou mais procura dos empresários, com incremento de 312% nos prêmios; seguido por Sergipe (78%), Rio Grande do Norte (54%) e Ceará (54%).

Já no norte do país, o estado que teve crescimento mais expressivo em prêmios foi Tocantins, com cerca de 144% de incremento; seguindo por Amazonas (48%) e Rondônia (42%).

IFRS 17 transforma negócios do segmento de seguros 191

IFRS 17 transforma negócios do segmento de seguros

Mudanças vêm acompanhadas de novas oportunidades de mercado, gestão e pessoas

A IFRS 17 traz diretrizes que permitirão melhor comparação de resultados e produtos entre seguradoras, e entrará em vigor em 2022.

Uma das mudanças mais significativas da década acontece nas seguradoras globais desde o lançamento, ocorrido em maio de 2017, da norma internacional de contabilidade IFRS 17 (International Financial Reporting Standard 17).

A nova diretriz traz para o cerne das empresas desse setor uma série de transformações contábeis, atuariais e tecnológicas que promovem uma abordagem mais uniforme de avaliação e apresentação para os contratos de seguro, introduzindo um modelo geral para avaliação desses contratos.

A norma promove, com isso, maior comparabilidade dos resultados entre companhias, o que, por sua vez, deve atrair a atenção de investidores e usuários, auxiliando em importantes tomadas de decisão por parte desses stakeholders.

“A IRFS 17 muda substancialmente a forma como os contratos de seguro são mensurados e apresentados, bem como a maneira com que a seguradora avalia seu desempenho”, afirma Alexandre Paraskevopoulos, sócio da prática de GCMG (Global Capital Markets Group) e especialista em IFRS para Seguros da Deloitte.

Inicialmente prevista para ser plenamente adotada 1º de janeiro de 2021, o prazo para a migração para a IRFS 17 foi prorrogada em um ano, devido à complexidade dos desafios que sua implementação traz. Assim, a expectativa é que todas as grandes seguradoras já estejam atuando dentro dos novos modelos estabelecidos até 1º de janeiro de 2022.

Resultados e produtos passam a ser comparáveis globalmente

A IFRS 17 levou 15 anos para ser elaborada. Até então, usava-se a IFRS 4, que permitia que a contabilização de contratos de seguro fosse feita com base em normas contábeis nacionais, sujeitas a mudanças limitadas, tais como classificação de contratos, teste de adequação de passivos e maiores divulgações. As diferentes abordagens contábeis e atuariais dos países dificultavam a comparabilidade e a análise do desempenho financeiro de outras empresas e demais informações publicadas segundo a IFRS 4.

Segundo Paraskevopoulos, quando a nova norma for plenamente adotada, um investidor conseguirá analisar melhor itens como o balanço financeiro, a rentabilidade dos grupos de contratos, além de como os contratos emitidos por uma seguradora reagem a mudanças econômicas e não-econômicas às quais que estão sujeitos. A base para comparação e as políticas contábeis serão mais uniformes para todas. Para o usuário final, trará a garantia de mais transparência sobre os resultados das companhias que emitem os produtos negociados no mercado.

Capacitação de profissionais para os novos tempos

A IFRS 17 tem caráter multidisciplinar e, portanto, o nível de complexidade também é desafiador. Isso se revela na necessidade de alterar, de maneira significativa, a forma como as seguradoras coletam, armazenam e analisam os dados, bem como desenvolvem seus modelos atuariais e contábeis. Será necessária uma maior coordenação entre as áreas atuarial, de finanças, técnica, de gestão de riscos, tecnológica, de produtos e outras de suporte, como planejamento estratégico e auditoria interna.

Assim, um ponto-chave para a adoção plena e exitosa da IFRS 17 está na capacitação das pessoas. Contadores, atuários, CFOs e outros profissionais precisarão entender como o resultado e a demonstração financeira e patrimonial das entidades funcionarão segundo essa nova norma.

“O atuário é um dos grandes pilares da nova norma, passando a ter um papel ainda mais relevante no dia a dia das seguradoras. Os modelos atuariais por ele utilizados para avaliar uma seguradora terão que ser refinados”, afirma Dinarte Ferreira Bonetti, diretor da prática Atuarial da Deloitte. “É uma quebra de paradigma para o atuário, mas a IRFS 17 traz um mundo de oportunidades, uma vez que o atuário poderá trabalhar em qualquer lugar do mundo”, explica.

João Batista da Costa Pinto, sócio da prática Atuarial da Deloitte, concorda que o papel desse profissional mudará significativamente. “A parte atuarial terá de adaptar seus modelos atuais e modificar sua arquitetura de sistemas, dada a complexidade dos modelos que estão chegando e a quantidade de informações com que o profissional da área vai precisar trabalhar.”

Saiba mais sobre o tema no estudo da Deloitte Pesquisa Global de IFRS para Seguros.

SulAmérica patrocina 2ª Corrida Segura Sincor-RN 265

SulAmérica patrocina 2ª Corrida Segura Sincor-RN

Companhia reforça relacionamento com a região em corrida que terá percursos de 5 e 10 km nas ruas da capital potiguar

A SulAmérica é uma das empresas patrocinadoras da 2ª Corrida Segura Sincor-RN, evento que ocorre neste sábado (23), em Natal. Com trajetos de cinco e dez quilômetros, a ação tem como objetivo incentivar práticas saudáveis e o bem-estar entre os corretores de seguros e demais públicos participantes. Além disso, o momento também será de amplo relacionamento entre a seguradora e seus parceiros de negócios – estima-se que cerca de 1,5 mil pessoas participem da corrida.

“Temos em nosso histórico a contribuição a uma série de ações de incentivo voltadas à prática de atividades físicas, de modo a estimular a população a desenvolver hábitos saudáveis. Também identificamos nossa participação na Corrida Sincor-RN como uma excelente oportunidade de estarmos ainda mais próximos do sindicato local e dos corretores da região”, afirma José Henrique Pimentel, diretor Comercial da SulAmérica para as regiões Norte e Nordeste.

Tanto o trajeto de cinco quanto o de dez quilômetros terão largada na Praça Cívica, próxima ao centro da capital potiguar, a partir das 6h30. Todos os participantes receberão medalhas, enquanto os vencedores de cada prova também ganharão troféus.

VP da SulAmérica é eleito ‘executivo de TI do ano’ do setor de seguros 387

VP da SulAmérica é eleito 'executivo de TI do ano' do setor de seguros

Cristiano Barbieri foi reconhecido pela atuação de destaque em projetos de Inovação e Inteligência Artificial na seguradora

Pela segunda vez, o Vice-Presidente de Estratégia Digital, Advanced Analytics, Inovação e TI da SulAmérica, Cristiano Barbieri, foi eleito o executivo de TI de maior destaque do ano no mercado de seguros, pelo case “Inovação Digital”. A premiação tem como objetivo homenagear líderes da área de Tecnologia da Informação que tenham desenvolvido, ao longo do ano anterior, estratégias inovadoras nas empresas em que atuam.

Promovida pelo Grupo IT Mídia, esta foi a 18° edição do prêmio em 22 anos de história. O comitê julgador da indústria de TI, em parceria com a consultoria Korn Ferry, avaliou cerca de 300 cases para selecionar os três melhores. A cerimônia de premiação foi realizada na noite da última quarta-feira (20), em São Paulo.

Cristiano Barbieri foi responsável pela expansão da área de inovação na SulAmérica, conhecida como “Garagem de Inovação”. Lançado há três anos, o projeto tem como objetivo desenvolver tecnologia de forma inédita no mercado, experimentando novas tecnologias na melhora contínua e real da Experiência dos nossos clientes e corretores.

“Há pelo menos dois anos, a SulAmérica vem fazendo uso de ferramentas de inteligência artificial (AI) em nossos projetos de Inovação. Soluções analíticas avançadas são o core do nosso negócio. Eu destacaria ainda, como outro diferencial da companhia na área de Inovação, os nossos times multidisciplinares, o que chamamos de squads, que atuam com o objetivo de entregar nossos projetos com uso de métodos ágeis, que usam técnicas da metodologia Lean eDesign Thinking. Isso, de fato, entrega a melhor experiência digital”,  afirma o executivo.

Entre os destaques da área no último ano estão o Reembolso Digital no aplicativo SulAmérica, permitindo a identificação de pedidos por meio de uma foto e encaminhando a solicitação para análise de forma rápida e segura; o Médico em Casa, que permite agendar atendimento médico em domicílio para crianças de até 12 anos em até 40 minutos; além de diversas novidades na área de seguro para automóveis por meio do aplicativo Auto.Vc.