Oferta de R$ 883 milhões marca concessão do Trecho Norte do Rodoanel 3654

Leilão atrai mais de R$ 2,6 bilhões para o Estado de São Paulo

Com ágio de 90,97%, a Ecorodovias Infraestrutura e Logística Ltda. apresentou nesta quarta a oferta vencedora de R$ 883 milhões pela concessão do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas (SP 021) – maior anel viário do país. O leilão de hoje ocorrido na B3 abre a agenda de concessões do ano no país e com mais um resultado expressivo para o Estado de São Paulo. A concessão de 30 anos prevê investimentos em obras que somam R$ 581,5 para o Trecho Norte. Como trata-se de uma concessão com foco em operação, mais que o dobro desse valor, R$ 1,2 bilhão, será investido pela concessionária para manter os 47,6 quilômetros do Trecho Norte seguindo as exigências de elevado padrão operacional do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo. Considerando ainda a outorga proposta hoje, a concessão do Trecho Norte viabiliza R$ 2,6 bilhões em recursos para o Estado de São Paulo.

“O resultado da concessão do Trecho Norte, assim como os das licitações que fizemos no ano passado, demonstra a competência e credibilidade do Governo do Estado de São Paulo para conduzir projetos que atraem o capital privado e trazem para a população os investimentos necessários para o desenvolvimento socioeconômico do Estado”, avalia Giovanni Pengue Filho, diretor geral da Artesp. No ano passado, o governo paulista concluiu as concessões dos Lotes Rodovias do Centro Oeste e Rodovias dos Calçados que renderam ofertas com ágios, respectivamente, de 131% e de 438%. A Autostrade Concessões e Participações Brasil também entrou na disputa de hoje pelo Trecho Norte com proposta de R$ 517.851.056,00, configurando ágio de 12% sobre o lance mínimo de outorga estipulado em edital (R$ 462.367.014,00).

A expressiva oferta da Ecorodovias reafirma o interesse do grupo italiano Gavio em expandir sua participação no programa paulista de concessões. A Ecorodovias já é parceira do Estado de São Paulo nas concessões dos Sistemas Anchieta-Imigrantes (SP 150/SP 160) e Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP 070). A Ecorodovias também participou com propostas significativas da disputa pelas outras duas licitações de rodovias paulistas realizadas ano passado, ficando em segundo lugar em ambos os leilões. “A presença de concorrentes de peso, que já operam no segmento de rodovias com seriedade e competência, nos deixa satisfeitos, demonstra que o mercado respondeu positivamente ao trabalho de total renovação que fizemos no modelo de concessão de rodovias até então vigente no país”, comenta Giovanni. Abaixo, o resultado da licitação do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas (SP 021):

Licitação do Trecho Norte do Rodoanel

Outorga mínima: R$ 462.367.014,00

1º: Ecorodovias (controlada pelo Grupo Gavio)

Oferta de outorga: R$ 883.000.000,00 – ágio de 90,71%%

2º: Autostrade Concessões e Participações Brasil (controlada pela Atlantia)

Oferta de outorga: R$ 517.851.056,00 – ágio de 12%

Dando sequência ao processo, nas próximas semanas, a Comissão Especial de Licitação irá avaliar a garantia de proposta da Ecorodovias, assim como demais documentos de habilitação e de qualificação técnica da licitante.

O Trecho Norte é o último segmento do Rodoanel e terá 47,6 quilômetros de eixo e acessos, sendo essencial para ligar o Porto de Santos – o maior do país, ao Aeroporto de Guarulhos, também o maior do Brasil. Ao todo, os quatro trechos do Rodoanel somam 180 quilômetros de extensão (incluindo os acessos), sendo que o Trecho Oeste opera sob concessão da CCR Rodoanel e os trechos Sul e Leste são operados pela concessionária SPMar. A Artesp estima que a operação do Trecho Norte vai gerar 815 empregos diretos e indiretos.

Benefícios para os usuários

A concessão possibilita uma série de inovações com o objetivo de oferecer aos usuários serviços observados nas melhores rodovias do mundo. A concessionária irá equipar o Trecho Norte com wi-fi (rede de dados sem fio) ao longo de toda a malha a fim de levar ao usuário informações sobre o sistema, atualizando-o, por exemplo, sobre a situação do trânsito, condições climáticas e eventuais bloqueios de pista. Para maior segurança e fluidez do tráfego, as estradas serão totalmente monitoradas por câmeras inteligentes. Além disso, o Trecho Norte do Rodoanel será totalmente iluminado em seus mais de 47 quilômetros – investimento que já consta no contrato de concessão.

Também está prevista a possibilidade de a concessionária adotar tarifas flexíveis, com preços menores nos horários de menor demanda de tráfego, por exemplo. Essa prática, além de significar economia no bolso do usuário, pode contribuir decisivamente para melhor equilíbrio de fluxo, retirando uma quantidade considerável de veículos nos horários de pico, atraindo-os para a rodovia naqueles momentos em que há menos tráfego. Além disso, haverá desconto de 5% na tarifa de pedágio para usuários que optarem pelo pagamento eletrônico.

A concessionária também será obrigada a sincronizar todos os dados de seus sistemas inteligentes de monitoramento com o Centro de Controle de Informações da Artesp para fins de fiscalização e aprimoramento do Programa de Redução de Acidentes das rodovias paulistas. A concessionária deverá implantar sistema de monitoramento de tráfego com coleta de dados de volume, velocidade e peso por eixo com sensores que possibilitem esse levantamento mesmo com o veículo em movimento. Também serão implantados sistemas digitais para a Agência gerenciar e acompanhar os projetos e obras do Trecho Norte. Será criado um portal online para registrar pleitos e novas demandas da sociedade que serão analisadas pela Artesp.

É um pacote de regramentos que visa à manutenção do elevado padrão de prestação do serviço e manutenção das pistas que garante que as 18 melhores rodovias do país sejam estaduais paulistas de acordo com o último levantamento da CNT – Confederação Nacional de Transportes.

Novas Concessões Paulistas

A concessão do Trecho Norte do Rodoanel é o terceiro processo licitatório da 4ª Etapa do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo que já viabilizou R$ 174 bilhões destinados às obras e à operação dos atuais 7,9 mil quilômetros de malha concedida paulista. São investimentos que resultam em segurança (redução de 62% no índice de mortos desde 2010) e conforto para os usuários.

Para essa nova fase de concessões rodoviárias, iniciada no ano passado com o apoio da IFC (International Finance Corporation) – membro do Grupo Banco Mundial, e de consultorias internacionais, o Governo do Estado de São Paulo trouxe inovações contratuais que têm sido referência nacional na área de licitações.

Especialmente para a concessão do Trecho Norte foi desenvolvido um mecanismo de garantia com liquidez, prevendo que 28% da outorga fixa só será liberada junto com a Licença de Operação do primeiro segmento do Trecho Norte, quando a concessionária iniciará, efetivamente, suas atividades na rodovia. O saldo restante, 72%, será liberado em dezembro de 2019, deduzidos eventuais valores que atestem reequilíbrio econômico-financeiro. A liquidez também foi ampliada com previsão de retenção de 12 meses de outorga variável que, ineditamente, será de 15% e poderá ser usada para eventuais reequilíbrios.

Assim como em todas as concessões dessa etapa, o Trecho Norte também conta com um sofisticado mecanismo de proteção cambial, desenvolvido pelas equipes do programa paulista, que reduz os riscos para o investidor que captar recursos em moeda estrangeira. As licitações também contemplaram a possibilidade de assinatura de contrato tripartite entre o poder concedente, a concessionária e o financiador, com regras de step in para que o financiador possa assumir a administração, ainda que temporariamente, em situações de inadimplência contratual da concessionária, além de normas para sua eventual substituição e critérios claros de compensações para as partes. São medidas que melhoraram as condições de financiabilidade do projeto.

Outra prática importante dessa nova rodada de concessões foi a redução dos requisitos de qualificação técnica com possibilidade de subcontratação qualificada. Esse critério possibilitou, por exemplo, a participação de um fundo de investimentos nas concessões paulistas – caso do Pátria Investimentos (via Fundo III de Infraestrutura) que, em março do ano passado, arrematou o Lote Rodovias do Centro Oeste. A concessão também prevê revisões ordinárias a cada quatro anos para readequação dos planos de investimentos, dos planos de seguros, garantias e dos indicadores de desempenho. O objetivo é aproximar a realidade contratual às reais exigências da sociedade.

94% das instituições financeiras sofreram tentativas de fraude nos últimos dois anos 284

94% das instituições financeiras sofreram tentativas de fraude nos últimos dois anos

Seguradoras americanas gastam em torno de US$ 40 bi por ano com fraudes

Alcançar o equilíbrio entre a experiência do consumidor e a prevenção à fraude não é uma tarefa fácil. Danos à reputação da marca, multas e ações judiciais contra empresas aparecem como os principais impactos desses golpes, revela a pesquisa TransUnion Fraud Trends 2018, que exploram fraudes nos segmentos de Serviços Financeiros, Seguros e Imobiliário, realizada pela Forrester Consulting, no segundo semestre de 2018, a pedido da TransUnion, companhia global de soluções de informação.

As análises divulgadas reforçam informações extraídas dos sistemas TransUnion, destacando que o custo referente a fraudes ocorridas em financiamento de automóveis, cartões bancários e de varejistas, além de financiamentos pessoais, superou US$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2018. As seguradoras e gerentes imobiliários também enfrentam desafios em combater novos esquemas de fraude à medida que cresce o número de serviços e aplicativos on-line.

O mapeamento do cenário de fraude nos segmentos citados sinaliza que:

  • Aproximadamente 94% das empresas do segmento financeiro já sofreram algum tipo de golpe entre 2017 e 2018.
  • Em complemento, o aumento de fraudes leves em seguradoras chegou a 62%, enquanto o de falsificação de identidade cresceu 57% nessas companhias no último ano.
  • Apenas no setor imobiliário, 97% dos bens administrados em ambiente virtual já foram alvo de alguma inconsistência de transação.

“A maior barreira para os tomadores de decisões nas indústrias como de serviços financeiros, seguros e imobiliária é assegurar que o consumidor tenha uma boa experiência e, ainda assim, seus dados estejam protegidos. Os clientes estão demandando melhores práticas de proteção de dados e empresas que não entregam soluções que atendam às exigências, sem interferir na experiência do usuário, correm o risco de perder para a concorrência”, comenta Geoff Miller, head de soluções fraud and identity da TransUnion.“Também é nítido que muitos dos mesmos problemas relacionados à fraude que afligem as instituições financeiras e seguradoras americanas estão afetando empresas similares no Canadá, na Índia e em outros países do mundo”.

Uma boa experiência do cliente é fundamental para a maioria dos tomadores de decisão entrevistados nos presentes estudos. 71% das instituições financeiras, por exemplo, confirmam que uma boa jornada para o consumidor influencia diretamente na adesão de métodos para proteção de golpes em ambientes on-line, enquanto 65% dos profissionais de seguros concordam que algumas táticas de prevenção podem impactar negativamente bons compradores.

“Para combater efetivamente a fraude, as transações necessitam de agilidade na tomada de decisão. Não se pode mais esperar dias, ou até mesmo horas, para checar se o cliente é realmente quem diz ser. Com a digitalização de processos, é possível implementar soluções efetivas, que utilizam bases de dados interconectadas a fim de detectar sinais e riscos de fraudes em ambiente físico ou digital, contribuindo para a continuidade da oferta de produtos e serviços à população e na sustentabilidade dos negócios”, explica Miller.

Dentre os entrevistados, foram ouvidos 465 tomadores de decisão nos Estados Unidos, Índia e Canadá, indicando que o maior desafio das instituições é a detecção de fraudes em tempo real, além de processos de verificação de identidade complexos e morosos, o que acaba impactando diretamente na insatisfação do cliente.

Mais informações sobre os estudos da Forrester podem ser acessadas aqui.

SEGURADORAS AMERICANAS GASTAM US$ 40 BI POR ANO COM FRAUDES

Anualmente, o montante de fraudes em seguradoras dos Estados Unidos é de US$ 30 bilhões. É o que resume o estudo Insurers: Strike The Right Balance Between Fighting Fraud and CX, que compõe o levantamento da TransUnion. Apenas no segmento de seguradoras, 66% dos entrevistados revelam que percebem um desenvolvimento contínuo das táticas utilizadas pelos criminosos, dificultando a acurácia das empresas em soluções de prevenção.

Um dos maiores problemas, identificados por seguradores, é a verificação de identidades. Assim, os fraudadores exploram as fraquezas dos processos por meio de três tipos de fraude:

  • Roubo de identidade: dados pessoais comprometidos ou furtados para utilização em aplicações de seguros ou processos de crédito;
  • Fraude leve: se configuram como solicitantes ou titulares de seguros que alteram ou omitem informações deliberadamente a fim de obter um valor menor que o requerido;
  • Fraude intensa: se apresentam como solicitantes ou titulares de seguros encenando perdas a fim de resgatar o dinheiro.

“Os tipos de fraudes que vemos na indústria de seguros tem sérias implicações econômicas para provedores deste serviço e seus clientes”, comenta Mark McElroy, vice presidente executivo e head da unidade de negócios da seguro da TransUnion. “Os consumidores demandam experiências excepcionais no processo junto às seguradoras. Isso significa que falsos alertas, detenção, procedimentos morosos de prevenção e investigações para acompanhamento de fraude podem impactar negativamente o cliente”.

À medida que mais consumidores esperam por ações de proteção sem atritos e de alta qualidade, a fraude continua a ameaçar as empresas de seguros. No cenário exposto pelo estudo, 49% das seguradoras não se mostram confiantes em relação à sua capacidade de detectar fraudes leves40% não estão certos de que podem identificar golpes de identidade e 55% assumem déficit na detecção de fraude intensa.

A pesquisa revela que, no ano passado:

  • 62% das seguradoras perceberam aumento de fraudes leves;
  • 57% perceberam crescimento em fraude de identidade;
  • 34% notaram um crescimento em fraude intensa.

“Todas as etapas da jornada do consumidor são suscetíveis à fraude, mas identificar os tipos e detecta-los o quanto antes é o mais importante”, afirma McElroy. “Fraudes não identificadas ou não detectadas podem ter impacto significativo na reputação de seguradoras e, consequentemente, em seus resultados financeiros”.

Além de perdas financeiras, o estudo ainda expõe que:

  • 57% dos entrevistados afirmam que as tentativas de fraude geraram danos de reputação com a marca;
  • 52% receberam algum tipo de multa ou ações judiciais por não cumprimento de regulamentos de prevenção;
  • 49% perceberam perdas financeiras por consequência das tentativas de golpe.

Embora a falsificação seja uma característica difícil de eliminar completamente, é possível desenvolver melhorias nos serviços de identificação. Nesses casos, é importante que as empresas se protejam por meio de soluções que preencham as lacunas entre serviços e prevenção à fraude, sem comprometer o processo de consumo.

Fraude de serviços financeiros são impulsionadas pela intensidade de uso do ambiente digital

O estudo da Forrester focado em companhias de Serviços Financeiros, Fraud Detection and ID Verification in Financial Services, revelou que a fraude é uma questão abrangente na indústria, com 94% de companhias tendo vivenciado algum tipo nos últimos dois anos. Esse crime se torna cada vez mais difícil de prevenir e detectar, o que representa um novo desafio para as instituições – assim como manter uma vantagem competitiva sem sacrificar a experiência do consumidor.

Mesmo com possibilidades de fraudes, aproximadamente 70% das companhias financeiras reportaram que seus consumidores preferem usar canais digitais em comparação a outros meios. Embora esta tendência não seja nova, a mudança no comportamento do consumidor tem dado lugar para novos tipos de fraudes emergirem.

Instituições financeiras encontraram atividades fraudulentas, como fraude de identidade e concessão de crédito, onde capacidades tecnológicas sofisticadas – insights em tempo real, máquinas automatizadas e análises preditivas – são necessárias para sinalizar atividades suspeitas rapidamente.

Entre os golpes mais comuns, no contexto geral, furto de identidade esteve presente em 65% das empresasfalsificações com informações básicas (números de CPFs falsificados com algoritmos originais misturados com outros aleatórios) representou 58%controle de conta representou 56%transações com cartão não presente 46%concessão de créditos 46% e os que não sentiram nenhuma transação fora do comum somam 6%.

“O comportamento dos consumidores está mudando. Eles demandam, cada dia mais, uma experiência ímpar e segura no uso dos serviços adquiridos. Isso significa que falsos alertas de golpes, procedimentos morosos de identificação e prevenção e processos de acompanhamento de possíveis fraudes podem impactar negativamente a experiência do cliente. Ao mesmo tempo, falsificadores estão cada vez mais experientes e admitem que desenvolvem diferentes táticas para simular clientes legítimos, demandando estratégias diferenciadas por parte das empresas”, comenta Steve Chaouki, vice presidente executivo e head da unidade de negócios de serviços financeiros da TransUnion.

Soluções avançadas são desenvolvidas para identificar sinais de alertas na primeira evidência. As principais ferramentas de prevenção não fornecem combate direto à golpes e solução de verificação de identidade em uma experiência ininterrupta. Cerca de seis em cada 10 empresários notaram que sua companhia frequentemente tem três ou mais detectores de fraude ou soluções de verificação de identidade. E menos de um terço está confiante da capacidade de identificá-las.

Mais da metade (54%) das instituições financeiras indicaram que os atuais processos de verificação de identidade e detecção de fraude são muito complexos e trabalhosos – não apenas para clientes conduzirem transações, mas também para as organizações manterem as mesmas. Além disso, metade das instituições não estão satisfeitas com a capacidade de detecção de fraudes que atualmente possuem.

As implicações provenientes de atividades fraudulentas são sentidas em toda a empresa, gerando custos altos para remediação junto às vítimas, perdas financeiras e complicações jurídicas por não conformidade. A Forrester Consulting estima 2,39% de receita em alegações de fraude para instituições financeiras, custando bilhões para as empresas todos os anos.

Desenvolvimento de esquemas de fraude impactam gestoras de imóveis

O recorte Misunderstanding and Inconsistency: The State of Fraud In The Rental Housing Industry, sobre fraudes na indústria imobiliária, mostrou que certos tipos estão cada vez mais pressionando os administradores de imóveis.  Dentre eles, estão presentes fraudes de identidade (sintética ou verdadeira) e digitais.

A fraude de identidade, em particular, tornou-se um dos principais recursos utilizados pelos fraudadores, pois podem usar identidades fabricadas durante todo o processo de cadastro. Essa atividade pode não ser notada mesmo após meses de sua aprovação, a menos que sejam utilizadas tecnologias sofisticadas para identificar e sinalizar informações suspeitas ao longo do processo de verificação.

O impacto da fraude neste mercado é real: oito em dez tomadores de decisões de imobiliárias vivenciaram a ação em até 20 situações nos últimos dois anos.

A pesquisa reforça a chegada dos aplicativos de aluguel on-line como principal meio para o crescimento de fraudes no setor. Com quase 59% dos alugueis sendo realizados em ambiente digital nos Estados Unidos, mais da metade dos gestores imobiliários entrevistados identificam a fraude on-line com base nas informações como um problema crítico ou quase-crítico.

“À medida que o setor imobiliário passa pela transformação digital, estamos trabalhando em conjunto com muitos gestores de imóveis para compreender melhor os novos riscos envolvidos nessa nova realidade”, cita Mike Doherty, vice presidente senior de negócios de rental screening da TransUnion. “É fundamental que esses profissionais encontrem os locatários certos, permitindo reduzir custos com turnover e aumentar a eficiência de custos”.

Confira os estudos completos sobre tentativas de fraude em instituições financeiras, e seguradoras neste link.

Seguro empresarial cresce nas regiões Norte e Nordeste do Brasil 275

Seguro empresarial cresce nas regiões Norte e Nordeste do Brasil

No período de janeiro a novembro de 2018 o incremento foi de cerca de 50%

Levantamento realizado pela MAPFRE aponta que os empresários das regiões Norte e Nordeste do país estão mais conscientes sobre a importância do seguro para a sustentabilidade financeira dos seus negócios. No período de janeiro a novembro de 2018, a seguradora registrou um crescimento de cerca de 50% nos prêmios nas duas regiões, na comparação com o mesmo período de 2017.

A superintendente executiva de Seguros Gerais da MAPFRE, Patricia Siequeroli, explica que as empresas de pequeno e médio porte vêm profissionalizando a sua gestão e estão mais atentas quanto à importância estratégica de uma proteção para garantir a continuidade do negócio diante de eventualidades. “Os empresários perceberam que a prevenção de incidentes futuras é algo que precisa estar no plano de negócio desde o começo, pois desta forma eles não estarão expostos as adversidades, como um incêndio, por exemplo, que pode comprometer todo o investimento já realizado no negócio”, destaca.

A executiva afirma ainda que o mercado disponibiliza hoje opções de proteções para empresas de todos os tamanhos, tendo inclusive apólices focadas exclusivamente à atividade de alguns segmentos, como academias, onde é possível incluir coberturas para danos materiais e corporais causados involuntariamente a terceiros, inclusive alunos da academia.

“O seguro empresarial na cobertura Básica protege a companhia contra incêndio, raio, explosão e implosão. Porém, é possível complementar o seguro com coberturas adicionais, como danos elétricos, responsabilidade civil e também perda de lucro bruto, que indeniza folha de pagamento e demais despesas fixas no caso de eventos decorrentes da cobertura Básica”, explica Patricia.

Números dos estados

Na região nordeste, a Bahia foi o local que apresentou mais procura dos empresários, com incremento de 312% nos prêmios; seguido por Sergipe (78%), Rio Grande do Norte (54%) e Ceará (54%).

Já no norte do país, o estado que teve crescimento mais expressivo em prêmios foi Tocantins, com cerca de 144% de incremento; seguindo por Amazonas (48%) e Rondônia (42%).

IFRS 17 transforma negócios do segmento de seguros 191

IFRS 17 transforma negócios do segmento de seguros

Mudanças vêm acompanhadas de novas oportunidades de mercado, gestão e pessoas

A IFRS 17 traz diretrizes que permitirão melhor comparação de resultados e produtos entre seguradoras, e entrará em vigor em 2022.

Uma das mudanças mais significativas da década acontece nas seguradoras globais desde o lançamento, ocorrido em maio de 2017, da norma internacional de contabilidade IFRS 17 (International Financial Reporting Standard 17).

A nova diretriz traz para o cerne das empresas desse setor uma série de transformações contábeis, atuariais e tecnológicas que promovem uma abordagem mais uniforme de avaliação e apresentação para os contratos de seguro, introduzindo um modelo geral para avaliação desses contratos.

A norma promove, com isso, maior comparabilidade dos resultados entre companhias, o que, por sua vez, deve atrair a atenção de investidores e usuários, auxiliando em importantes tomadas de decisão por parte desses stakeholders.

“A IRFS 17 muda substancialmente a forma como os contratos de seguro são mensurados e apresentados, bem como a maneira com que a seguradora avalia seu desempenho”, afirma Alexandre Paraskevopoulos, sócio da prática de GCMG (Global Capital Markets Group) e especialista em IFRS para Seguros da Deloitte.

Inicialmente prevista para ser plenamente adotada 1º de janeiro de 2021, o prazo para a migração para a IRFS 17 foi prorrogada em um ano, devido à complexidade dos desafios que sua implementação traz. Assim, a expectativa é que todas as grandes seguradoras já estejam atuando dentro dos novos modelos estabelecidos até 1º de janeiro de 2022.

Resultados e produtos passam a ser comparáveis globalmente

A IFRS 17 levou 15 anos para ser elaborada. Até então, usava-se a IFRS 4, que permitia que a contabilização de contratos de seguro fosse feita com base em normas contábeis nacionais, sujeitas a mudanças limitadas, tais como classificação de contratos, teste de adequação de passivos e maiores divulgações. As diferentes abordagens contábeis e atuariais dos países dificultavam a comparabilidade e a análise do desempenho financeiro de outras empresas e demais informações publicadas segundo a IFRS 4.

Segundo Paraskevopoulos, quando a nova norma for plenamente adotada, um investidor conseguirá analisar melhor itens como o balanço financeiro, a rentabilidade dos grupos de contratos, além de como os contratos emitidos por uma seguradora reagem a mudanças econômicas e não-econômicas às quais que estão sujeitos. A base para comparação e as políticas contábeis serão mais uniformes para todas. Para o usuário final, trará a garantia de mais transparência sobre os resultados das companhias que emitem os produtos negociados no mercado.

Capacitação de profissionais para os novos tempos

A IFRS 17 tem caráter multidisciplinar e, portanto, o nível de complexidade também é desafiador. Isso se revela na necessidade de alterar, de maneira significativa, a forma como as seguradoras coletam, armazenam e analisam os dados, bem como desenvolvem seus modelos atuariais e contábeis. Será necessária uma maior coordenação entre as áreas atuarial, de finanças, técnica, de gestão de riscos, tecnológica, de produtos e outras de suporte, como planejamento estratégico e auditoria interna.

Assim, um ponto-chave para a adoção plena e exitosa da IFRS 17 está na capacitação das pessoas. Contadores, atuários, CFOs e outros profissionais precisarão entender como o resultado e a demonstração financeira e patrimonial das entidades funcionarão segundo essa nova norma.

“O atuário é um dos grandes pilares da nova norma, passando a ter um papel ainda mais relevante no dia a dia das seguradoras. Os modelos atuariais por ele utilizados para avaliar uma seguradora terão que ser refinados”, afirma Dinarte Ferreira Bonetti, diretor da prática Atuarial da Deloitte. “É uma quebra de paradigma para o atuário, mas a IRFS 17 traz um mundo de oportunidades, uma vez que o atuário poderá trabalhar em qualquer lugar do mundo”, explica.

João Batista da Costa Pinto, sócio da prática Atuarial da Deloitte, concorda que o papel desse profissional mudará significativamente. “A parte atuarial terá de adaptar seus modelos atuais e modificar sua arquitetura de sistemas, dada a complexidade dos modelos que estão chegando e a quantidade de informações com que o profissional da área vai precisar trabalhar.”

Saiba mais sobre o tema no estudo da Deloitte Pesquisa Global de IFRS para Seguros.

SulAmérica patrocina 2ª Corrida Segura Sincor-RN 265

SulAmérica patrocina 2ª Corrida Segura Sincor-RN

Companhia reforça relacionamento com a região em corrida que terá percursos de 5 e 10 km nas ruas da capital potiguar

A SulAmérica é uma das empresas patrocinadoras da 2ª Corrida Segura Sincor-RN, evento que ocorre neste sábado (23), em Natal. Com trajetos de cinco e dez quilômetros, a ação tem como objetivo incentivar práticas saudáveis e o bem-estar entre os corretores de seguros e demais públicos participantes. Além disso, o momento também será de amplo relacionamento entre a seguradora e seus parceiros de negócios – estima-se que cerca de 1,5 mil pessoas participem da corrida.

“Temos em nosso histórico a contribuição a uma série de ações de incentivo voltadas à prática de atividades físicas, de modo a estimular a população a desenvolver hábitos saudáveis. Também identificamos nossa participação na Corrida Sincor-RN como uma excelente oportunidade de estarmos ainda mais próximos do sindicato local e dos corretores da região”, afirma José Henrique Pimentel, diretor Comercial da SulAmérica para as regiões Norte e Nordeste.

Tanto o trajeto de cinco quanto o de dez quilômetros terão largada na Praça Cívica, próxima ao centro da capital potiguar, a partir das 6h30. Todos os participantes receberão medalhas, enquanto os vencedores de cada prova também ganharão troféus.

VP da SulAmérica é eleito ‘executivo de TI do ano’ do setor de seguros 387

VP da SulAmérica é eleito 'executivo de TI do ano' do setor de seguros

Cristiano Barbieri foi reconhecido pela atuação de destaque em projetos de Inovação e Inteligência Artificial na seguradora

Pela segunda vez, o Vice-Presidente de Estratégia Digital, Advanced Analytics, Inovação e TI da SulAmérica, Cristiano Barbieri, foi eleito o executivo de TI de maior destaque do ano no mercado de seguros, pelo case “Inovação Digital”. A premiação tem como objetivo homenagear líderes da área de Tecnologia da Informação que tenham desenvolvido, ao longo do ano anterior, estratégias inovadoras nas empresas em que atuam.

Promovida pelo Grupo IT Mídia, esta foi a 18° edição do prêmio em 22 anos de história. O comitê julgador da indústria de TI, em parceria com a consultoria Korn Ferry, avaliou cerca de 300 cases para selecionar os três melhores. A cerimônia de premiação foi realizada na noite da última quarta-feira (20), em São Paulo.

Cristiano Barbieri foi responsável pela expansão da área de inovação na SulAmérica, conhecida como “Garagem de Inovação”. Lançado há três anos, o projeto tem como objetivo desenvolver tecnologia de forma inédita no mercado, experimentando novas tecnologias na melhora contínua e real da Experiência dos nossos clientes e corretores.

“Há pelo menos dois anos, a SulAmérica vem fazendo uso de ferramentas de inteligência artificial (AI) em nossos projetos de Inovação. Soluções analíticas avançadas são o core do nosso negócio. Eu destacaria ainda, como outro diferencial da companhia na área de Inovação, os nossos times multidisciplinares, o que chamamos de squads, que atuam com o objetivo de entregar nossos projetos com uso de métodos ágeis, que usam técnicas da metodologia Lean eDesign Thinking. Isso, de fato, entrega a melhor experiência digital”,  afirma o executivo.

Entre os destaques da área no último ano estão o Reembolso Digital no aplicativo SulAmérica, permitindo a identificação de pedidos por meio de uma foto e encaminhando a solicitação para análise de forma rápida e segura; o Médico em Casa, que permite agendar atendimento médico em domicílio para crianças de até 12 anos em até 40 minutos; além de diversas novidades na área de seguro para automóveis por meio do aplicativo Auto.Vc.