Oferta de R$ 883 milhões marca concessão do Trecho Norte do Rodoanel 3436

Leilão atrai mais de R$ 2,6 bilhões para o Estado de São Paulo

Com ágio de 90,97%, a Ecorodovias Infraestrutura e Logística Ltda. apresentou nesta quarta a oferta vencedora de R$ 883 milhões pela concessão do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas (SP 021) – maior anel viário do país. O leilão de hoje ocorrido na B3 abre a agenda de concessões do ano no país e com mais um resultado expressivo para o Estado de São Paulo. A concessão de 30 anos prevê investimentos em obras que somam R$ 581,5 para o Trecho Norte. Como trata-se de uma concessão com foco em operação, mais que o dobro desse valor, R$ 1,2 bilhão, será investido pela concessionária para manter os 47,6 quilômetros do Trecho Norte seguindo as exigências de elevado padrão operacional do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo. Considerando ainda a outorga proposta hoje, a concessão do Trecho Norte viabiliza R$ 2,6 bilhões em recursos para o Estado de São Paulo.

“O resultado da concessão do Trecho Norte, assim como os das licitações que fizemos no ano passado, demonstra a competência e credibilidade do Governo do Estado de São Paulo para conduzir projetos que atraem o capital privado e trazem para a população os investimentos necessários para o desenvolvimento socioeconômico do Estado”, avalia Giovanni Pengue Filho, diretor geral da Artesp. No ano passado, o governo paulista concluiu as concessões dos Lotes Rodovias do Centro Oeste e Rodovias dos Calçados que renderam ofertas com ágios, respectivamente, de 131% e de 438%. A Autostrade Concessões e Participações Brasil também entrou na disputa de hoje pelo Trecho Norte com proposta de R$ 517.851.056,00, configurando ágio de 12% sobre o lance mínimo de outorga estipulado em edital (R$ 462.367.014,00).

A expressiva oferta da Ecorodovias reafirma o interesse do grupo italiano Gavio em expandir sua participação no programa paulista de concessões. A Ecorodovias já é parceira do Estado de São Paulo nas concessões dos Sistemas Anchieta-Imigrantes (SP 150/SP 160) e Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP 070). A Ecorodovias também participou com propostas significativas da disputa pelas outras duas licitações de rodovias paulistas realizadas ano passado, ficando em segundo lugar em ambos os leilões. “A presença de concorrentes de peso, que já operam no segmento de rodovias com seriedade e competência, nos deixa satisfeitos, demonstra que o mercado respondeu positivamente ao trabalho de total renovação que fizemos no modelo de concessão de rodovias até então vigente no país”, comenta Giovanni. Abaixo, o resultado da licitação do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas (SP 021):

Licitação do Trecho Norte do Rodoanel

Outorga mínima: R$ 462.367.014,00

1º: Ecorodovias (controlada pelo Grupo Gavio)

Oferta de outorga: R$ 883.000.000,00 – ágio de 90,71%%

2º: Autostrade Concessões e Participações Brasil (controlada pela Atlantia)

Oferta de outorga: R$ 517.851.056,00 – ágio de 12%

Dando sequência ao processo, nas próximas semanas, a Comissão Especial de Licitação irá avaliar a garantia de proposta da Ecorodovias, assim como demais documentos de habilitação e de qualificação técnica da licitante.

O Trecho Norte é o último segmento do Rodoanel e terá 47,6 quilômetros de eixo e acessos, sendo essencial para ligar o Porto de Santos – o maior do país, ao Aeroporto de Guarulhos, também o maior do Brasil. Ao todo, os quatro trechos do Rodoanel somam 180 quilômetros de extensão (incluindo os acessos), sendo que o Trecho Oeste opera sob concessão da CCR Rodoanel e os trechos Sul e Leste são operados pela concessionária SPMar. A Artesp estima que a operação do Trecho Norte vai gerar 815 empregos diretos e indiretos.

Benefícios para os usuários

A concessão possibilita uma série de inovações com o objetivo de oferecer aos usuários serviços observados nas melhores rodovias do mundo. A concessionária irá equipar o Trecho Norte com wi-fi (rede de dados sem fio) ao longo de toda a malha a fim de levar ao usuário informações sobre o sistema, atualizando-o, por exemplo, sobre a situação do trânsito, condições climáticas e eventuais bloqueios de pista. Para maior segurança e fluidez do tráfego, as estradas serão totalmente monitoradas por câmeras inteligentes. Além disso, o Trecho Norte do Rodoanel será totalmente iluminado em seus mais de 47 quilômetros – investimento que já consta no contrato de concessão.

Também está prevista a possibilidade de a concessionária adotar tarifas flexíveis, com preços menores nos horários de menor demanda de tráfego, por exemplo. Essa prática, além de significar economia no bolso do usuário, pode contribuir decisivamente para melhor equilíbrio de fluxo, retirando uma quantidade considerável de veículos nos horários de pico, atraindo-os para a rodovia naqueles momentos em que há menos tráfego. Além disso, haverá desconto de 5% na tarifa de pedágio para usuários que optarem pelo pagamento eletrônico.

A concessionária também será obrigada a sincronizar todos os dados de seus sistemas inteligentes de monitoramento com o Centro de Controle de Informações da Artesp para fins de fiscalização e aprimoramento do Programa de Redução de Acidentes das rodovias paulistas. A concessionária deverá implantar sistema de monitoramento de tráfego com coleta de dados de volume, velocidade e peso por eixo com sensores que possibilitem esse levantamento mesmo com o veículo em movimento. Também serão implantados sistemas digitais para a Agência gerenciar e acompanhar os projetos e obras do Trecho Norte. Será criado um portal online para registrar pleitos e novas demandas da sociedade que serão analisadas pela Artesp.

É um pacote de regramentos que visa à manutenção do elevado padrão de prestação do serviço e manutenção das pistas que garante que as 18 melhores rodovias do país sejam estaduais paulistas de acordo com o último levantamento da CNT – Confederação Nacional de Transportes.

Novas Concessões Paulistas

A concessão do Trecho Norte do Rodoanel é o terceiro processo licitatório da 4ª Etapa do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo que já viabilizou R$ 174 bilhões destinados às obras e à operação dos atuais 7,9 mil quilômetros de malha concedida paulista. São investimentos que resultam em segurança (redução de 62% no índice de mortos desde 2010) e conforto para os usuários.

Para essa nova fase de concessões rodoviárias, iniciada no ano passado com o apoio da IFC (International Finance Corporation) – membro do Grupo Banco Mundial, e de consultorias internacionais, o Governo do Estado de São Paulo trouxe inovações contratuais que têm sido referência nacional na área de licitações.

Especialmente para a concessão do Trecho Norte foi desenvolvido um mecanismo de garantia com liquidez, prevendo que 28% da outorga fixa só será liberada junto com a Licença de Operação do primeiro segmento do Trecho Norte, quando a concessionária iniciará, efetivamente, suas atividades na rodovia. O saldo restante, 72%, será liberado em dezembro de 2019, deduzidos eventuais valores que atestem reequilíbrio econômico-financeiro. A liquidez também foi ampliada com previsão de retenção de 12 meses de outorga variável que, ineditamente, será de 15% e poderá ser usada para eventuais reequilíbrios.

Assim como em todas as concessões dessa etapa, o Trecho Norte também conta com um sofisticado mecanismo de proteção cambial, desenvolvido pelas equipes do programa paulista, que reduz os riscos para o investidor que captar recursos em moeda estrangeira. As licitações também contemplaram a possibilidade de assinatura de contrato tripartite entre o poder concedente, a concessionária e o financiador, com regras de step in para que o financiador possa assumir a administração, ainda que temporariamente, em situações de inadimplência contratual da concessionária, além de normas para sua eventual substituição e critérios claros de compensações para as partes. São medidas que melhoraram as condições de financiabilidade do projeto.

Outra prática importante dessa nova rodada de concessões foi a redução dos requisitos de qualificação técnica com possibilidade de subcontratação qualificada. Esse critério possibilitou, por exemplo, a participação de um fundo de investimentos nas concessões paulistas – caso do Pátria Investimentos (via Fundo III de Infraestrutura) que, em março do ano passado, arrematou o Lote Rodovias do Centro Oeste. A concessão também prevê revisões ordinárias a cada quatro anos para readequação dos planos de investimentos, dos planos de seguros, garantias e dos indicadores de desempenho. O objetivo é aproximar a realidade contratual às reais exigências da sociedade.

Novo Allianz Saúde amplia facilidades aos corretores 223

Allianz Saúde

Empresas de todos os portes contam com amplas coberturas com a simplificação de planos e operações

Mais autonomia para o corretor, processos automatizados, alto nível de serviços e condições comerciais atrativas. É assim que chega ao mercado o novo Allianz Saúde. Com planos estruturados – PME5 (de 5 a 49 vidas), PME50 (de 50 e 199 vidas) e Empresarial (a partir de 200 vidas) – para atender empresas de todos os portes, a seguradora lança quatro categorias: Essencial, Ampliado, Completo e Exclusivo. “Nós reduzimos a quantidade de planos, melhoramos processos e os valores de reembolsos, que agora estão mais abrangentes, o que torna o produto mais atrativo para o corretor comercializá-lo”, explica Matthias Kuehn, diretor da Allianz Saúde.

E as simplificações não param por aí: o sistema do Allianz Saúde permite indexar documentos, fazer cotações, emitir a proposta comercial e a apólice e, posteriormente, gerenciar a carteira de clientes com a Allianz sem sair do escritório. “O ganho operacional para o corretor é grande, já que ele não precisa se deslocar para entregar as documentações fisicamente, em uma de nossas filiais”, diz Kuehn.

Para as empresas PMEs, as vantagens são muitas. Estratificadas por números de vidas, de 5 a 200, o corretor tem autonomia para fazer todo o processo e conta ainda com argumentos de venda como: reembolso em até 5 dias úteis; retaguardas clínica e cirúrgica em hospitais de alto nível; acomodação em apartamento para todos os tipos de planos; rede credenciada de qualidade e preços competitivos em todas as praças de comercialização – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e suas regiões metropolitanas.

Para as empresas a partir de 50 funcionários o VivAZ – programa de gestão de saúde e qualidade de vida – está disponível. Um de seus objetivos é auxiliar os profissionais da área de RH a fazer a gestão da carteira, agindo preventivamente para contribuir com a melhora da saúde do beneficiário, o que acaba por reduzir a sinistralidade. O VivAZ é composto por várias etapas, que se iniciam com o mapeamento de risco da empresa cliente. A partir de seus resultados é que a Allianz Saúde elege onde precisa atuar: se é com programas de nutrição, contra o sedentarismo, antitabagismo, entre outros. “Nosso grande diferencial é o programa osteomuscular. Temos um projeto em parceria com dois excelentes hospitais de São Paulo, que são referência no País todo. Nós oferecemos uma segunda opinião médica para pacientes com problemas graves de coluna. Caso a orientação seja não operar e o paciente opte por segui-la, poderá continuar com o tratamento com os médicos desses dois hospitais, mesmo que o plano do beneficiário não dê cobertura”, completa Kuehn.

ComparaOnline oferece seguro viagem com até 50% de desconto na Black Friday 182

Finanças

Marketplace de produtos financeiros também disponibilizará R$30 em corridas em parceria com a 99

Para aqueles que já estão programando as viagens de final de ano ou mesmo para as próximas férias, é hora de aproveitar! Isso porque a Black Friday está se aproximando e a ComparaOnline, marketplace de seguros e créditos, também está oferecendo descontos em seus produtos, que vão até 50% em seguro viagem. A promoção será entre os dias 21 e 23 de novembro e a empresa oferecerá uma série de benefícios para quem comprar durante o período.

A campanha de descontos da ComparaOnline tem como objetivo oferecer seguro viagem a custos baixíssimos para os consumidores. Sendo assim, a empresa garante preços mais acessíveis e planos com descontos de até 50%. “Os valores serão realmente abaixo dos que os praticados nos últimos 60 dias que antecederam a Black Friday. Para encontrar as ofertas, os consumidores deverão verificar quais são os produtos que estão indicados com a etiqueta do evento no site”, afirma Paulo Marchetti, CEO da ComparaOnline no Brasil.

Complementando a promoção, a empresa, em parceria com a 99 – aplicativo de transporte -, oferecerá descontos de até R$ 30,00 em corridas com a plataforma para os consumidores que fizerem compras acima de R$ 150,00 na ComparaOnline. O benefício será válido apenas para quem adquirir o seguro viagem no dia 21 de novembro e cada compra acima deste valor terá direito a um cupom individual, que poderá ser utilizado para a modalidade POP no período de 21 de novembro a 31 de dezembro.

“Muitos brasileiros costumam viajar no final do ano por conta das festas e, por isso, nosso objetivo é tornar essas viagens mais tranquilas, com preços acessíveis. Aproveitamos a onda de descontos para incentivarmos as pessoas e famílias a obter esses serviços que podem ser essenciais durante uma viagem. Além disso, queremos também ampliar nossas parcerias, como a ação com a 99, para dar mais benefícios aos nossos clientes”, explica Marchetti.

Antes de realizar a compra do seguro viagem, é importante se atentar ao período de vigência dos seguros, pois algumas contratações englobam um período de 30 dias, outras 90 e as mais longas, 365 dias.

Para mais informações sobre a ComparaOnline, acesse este endereço.

Economista dá dicas para não se endividar durante a Black Friday 401

Cartão de Crédito

O evento é realizado anualmente na 4ª sexta-feira do mês de novembro

A Black Friday, que neste ano acontecerá no dia 23 de novembro, se tornou uma data conhecida mundialmente como uma das ações mais importantes do mercado varejista, por oferecer descontos atrativos em produtos de diversos segmentos. Segundo o site oficial da Black Friday, a data tem a previsão de movimentar R$ 2,5 bilhões, o que demostra um crescimento de 19% em relação ao ano de 2017. Vale lembrar que alguns lojistas costumam estender as condições promocionais durante todo o mês de novembro.

Pesando nisso, Edson Brito, economista e coordenador do curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário FMU, integrante da rede internacional de universidades Laureate, dá algumas dicas para o consumidor não iniciar o ano de 2019 no vermelho. Segundo ele, o planejamento é imprescindível. “É importante o consumidor se programar para saber quanto poderá gastar no dia. Como o preço dos produtos vai estar mais baixo, o ideal é que a pessoa tenha feito uma poupança prévia, para poder consumir sem se endividar ou comprometer a renda do mês.

Nesta época também é comum que o varejo facilite as condições de pagamento. Para o economista é preciso avaliar a opção ofertada de acordo com a realidade financeira do consumidor. “O pagamento à vista é aconselhável se houver desconto no preço. Caso contrário é melhor parcelar, se não tiver juros embutidos no parcelamento. Se não houver desconto à vista e o consumidor tiver o dinheiro total, é melhor aplicar o valor e pagar de maneira parcelada”.

Para aproveitar o período sem dor de cabeça, Brito afirma que utilizar o crédito de maneira consciente é a chave para ter saúde financeira. “Não gastar mais do que se ganha é essencial, além disso não deixe a empolgação tomar conta. Os preços são atrativos, pois é o diferencial nesta época do ano. Lembre-se que caso a parcela não caiba no seu orçamento, não haverá como pagar a totalidade da fatura do cartão de crédito e isso incorre em juros, endividamento e acaba com o desconto obtido no preço. Isso pode virar uma bola de neve. Outra dica importante é nunca usar o limite do cheque especial para comprar, porque os juros são muito altos e não compensam o desconto”.

Brito finaliza com dicas para os consumidores que estouraram o orçamento durante a Black Friday. “O ideal é não estourar o orçamento, mas uma vez estourado, tente sempre uma dívida mais barata. Trocar a dívida do cartão de crédito, por exemplo, que ultrapassa os 15% ao mês no crédito rotativo e buscar um crédito consignado, cujos juros chegam a ser de até 2,5% ao mês, pode ser uma solução interessante. Outro conselho é: se for atrasar alguma conta, selecione a que tem os juros mais baixos, por exemplo, o IPVA tem juros que pode dobrar o valor principal, enquanto a energia elétrica tem juros de 2%.

Allianz Seguros disponibiliza modelo inédito de oficina referenciada 408

Oficina

Segurado ainda retira o carro reserva no estabelecimento reparador

Para fortalecer o modelo de negócios da Allianz Seguros, que tem a simplicidade, agilidade e conectividade como seus pilares, a seguradora implementou e vem expandindo a “Rede Excelência Allianz”. Com as oficinas mecânicas e de funilaria que compõem essa segmentação, o processo de sinistro passou por desburocratizações e, além disso, o segurado desfruta de benefícios exclusivos.

O modelo de atendimento e serviços da “Rede Excelência” é inédito no mercado de seguros brasileiro. A inovação está no fato de todo o processo de sinistro ser realizado em um só lugar e de forma inteiramente automatizada. Dentro da oficina é possível fazer desde a comunicação e vistoria on-line do sinistro até a reparação do veículo, como também a retirada do carro reserva – os veículos ficam disponíveis nos estabelecimentos à disposição dos clientes.

“Na ‘Rede Excelência’, 90% dos sinistros são liberados no ato. Como a análise é em tempo real, a aprovação pela Allianz para o início da reparação acontece instantaneamente. Com essa configuração de prestação de serviço, o segurado não precisa informar a ocorrência ao contact center ou em um centro de atendimento de sinistros, agendar e realizar a vistoria e depois levar o seu carro em outro local para o conserto. Todas as etapas são feitas com a assessoria de um consultor técnico em um espaço exclusivo para segurados Allianz, dentro da oficina”, conta Laur Diuri, diretor de Sinistros da Allianz Seguros.

O segurado que optar pela “Rede Excelência” conta ainda com desconto de R$ 400 na franquia e garantia de três anos, dada pela Allianz Seguros e AkzoNobel. Esse último fator é possível porque as oficinas contam com funcionários capacitados e treinados e dispõem de avançado nível tecnológico para a execução de serviços em carros nacionais e importados, atendendo às expectativas e exigências do mercado automotivo.

Até o fim do ano, a operação da “Rede Excelência” contará com 20 estabelecimentos reparadores. Já estão em funcionamento 17, em São Paulo (2), Araraquara, Ribeirão Preto, Bauru, Belo Horizonte (2), Recife, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Londrina, Porto Alegre, Caxias do Sul, Belém, Salvador e Rio de Janeiro. Ainda em 2018, três outras cidades estarão inclusas, Goiânia, Bento Gonçalves e Florianópolis. As informações completas das oficinas podem ser consultadas neste endereço.

Seguradoras globais pressionadas com a nova abordagem das normas IFRS 290

Seguradoras

Levantamento foi realizado pela KPMG

As grandes seguradoras globais iniciaram os preparativos para a IFRS 17 (que diz respeito aos contratos de seguros e que passa a vigorar em 1º de janeiro de 2021) e a IFRS 9 (norma sobre instrumentos financeiros que deverá ser adotada em conjunto para a maior parte das empresas seguradoras), mas as pequenas ainda estão atrasadas, de acordo com um novo relatório “Participando para vencer”, da KPMG Internacional. Sessenta e sete por cento das grandes seguradoras pesquisadas estão na fase de concepção de projeto ou implementação da IFRS 17 e 64% estão em posição semelhante com relação à IFRS 9. Em comparação, entre as pequenas seguradoras, somente 10% e 25% iniciaram a concepção de projeto ou a implementação da IFRS 17 e da IFRS 9, respectivamente.

Segundo o estudo, mesmo diante do progresso de muitas seguradoras, ainda há obstáculos para tornar a IFRS 17 e a IFRS 9 operacionais: 90% delas afirmaram que esperam dificuldades para garantir um número suficiente de pessoas fazer o trabalho e metade delas está preocupada com o orçamento.

“As organizações globais que estão mais adiantadas com os projetos são as que mais sentem a pressão do tempo. Quanto mais fazem, mais percebem como a implementação das novas normas é desafiadora. As pequenas seguradoras, que fizeram um mínimo de preparativos, precisam se engajar urgentemente nessa tarefa. Já aqui no Brasil, espera-se que o IFRS 9 seja obrigatório para seguradoras que não estão ligadas a banco somente quando o IFRS 17 entrar, e sobre esse último, as entidades ainda não possuem prazo regulamentar”, afirma o sócio da KPMG no Brasil, Lúcio Anacleto.

Pessoal e treinamento são necessidades críticas

Ainda de acordo com a pesquisa, 45% das grandes seguradoras no mundo já têm equipes com 50 ou mais integrantes e metade delas já recrutou até 25 pessoas. O levantamento mostrou ainda que o treinamento é uma necessidade crítica e que até agora a maioria das seguradoras só capacitou os membros das equipes de implementação. A maioria das grandes seguradoras pesquisadas, 97%, vê a implementação nas novas normas IFRS como uma oportunidade de transformar os negócios, com foco na otimização do processo (77%), aperfeiçoamento do processo atuarial (65%) e modernização do sistema (58%).

“Os custos da implementação da IFRS 17 e da IFRS 9 são significativos, mas a pesquisa demonstra que as oportunidades apresentadas são ainda maiores. Com as novas normas, as seguradoras passaram a ver as estratégias e processo financeiro e atuarial de novo ângulo. A transição pode ser um catalisador da inovação e do desenvolvimento dos talentos dos seus líderes emergentes”, analisa.

Desafios operacionais

O levantamento identificou também que os novos desafios operacionais ficam claros à medida em que os preparativos avançam: somente 7% das seguradoras pesquisadas acreditam que estarão prontas a tempo para os dois anos da execução paralela; mais da metade (56%) prevê somente um ano de execução paralela antes de se firmarem.

“Em última instância, é um ponto crítico para as seguradoras a atenção à evolução das questões de interpretação para que os impactos sobre as demonstrações financeiras sejam bem entendidos e que haja um diálogo com os investidores sobre as mudanças que podem esperar”, acrescentou.

Sobre a pesquisa

O relatório “Participando para vencer” (do original em inglês, In it to win it: Feedback from insurers on the journey IFRS 17 and 9 implementation one year in) fez uma abordagem da implementação da IFRS 17 e da IFRS 9, realizada com base em uma pesquisa com 160 executivos de seguradoras de mais de 30 países. A maior porcentagem de empresas (37%) é composta, 19% são seguradoras de ativos e responsabilidade civil, sendo 7%, resseguradoras. São consideradas grandes seguradoras as que tiveram prêmios superiores a US$ 10 bilhões e pequenas as que tiveram prêmios abaixo de US$ 1 bilhão.