Segurança como facilitador de negócios para bancos 14897

Confira artigo de Miguel Braojos, Vice Presidente de Vendas da HID Global

O próximo ano será um dos mais prósperos para o setor de serviços bancários e financeiros no mundo. Com o conceito de open banking e tecnologia financeira (Fintech) em evolução, os bancos buscarão novas formas não só de garantir sua posição competitiva, mas informações e contas de usuários em busca de uma significativa interrupção digital. Segurança adaptável, autenticação robusta do cliente e a detecção de fraudes serão os principais facilitadores do conceito open banking e seus benefícios para os consumidores, instituições financeiras e parceiros.
Um dos maiores desafios para o open banking será a diretiva do Serviço de Pagamento Revisado da União Europeia (PSD2), que vai exigir, a partir de janeiro de 2018, que os bancos liberem o acesso de terceiros as contas de clientes por meio de APIs. Esse desenvolvimento vai acelerar o processo de “plataformas digitais”, permitindo que startups financeiras e bancos ofereçam inúmeros serviços financeiros de consumo e comercial. A plataforma não apenas beneficiará as Fintechs, mas também ajudará os bancos a reter e atrair novos clientes mostrando que eles podem ser tão inovadores quanto seus concorrentes digitais.

Os futuros usuários provavelmente vão realizar pagamentos, gerenciar investimentos e se envolverão em outras atividades financeiras através de serviços disponíveis pelas Fintechs, plataformas digitais dos bancos e até mesmo aplicativos de redes sociais como o Facebook. Os clientes se beneficiarão com a gestão de patrimônio, finanças alternativas, iniciação de pagamento online e outras dezenas de serviços segmentados para usuários e necessidades que não eram atendidas pelo setor financeiro. Por exemplo, os gamers financeiros podem premiar com uma passagem de avião os jogadores que conseguirem depositar 100 Dólares em suas contas por mês. Os serviços bancários podem aproveitar as tecnologias de geolocalização para oferecer empréstimos de carro aos usuários enquanto fazem compras em concessionárias de automóveis.

O trabalho de parcerias para todos

Além das pressões regulatórias, os bancos mostraram recentemente que aceitaram a realidade da interrupção digital e estão encontrando maneiras de usá-la para criar fidelidade e confiança dos clientes. Nesse processo, tanto os principais bancos quanto as Fintechs, ágeis e com conhecimento tecnológico, perceberam que cada um tem algo que o outro pode se beneficiar.
O Relatório de Ecossistema Fintech 2016, da Business Insider, concluiu que, apesar do forte investimento em startups financeiras, muitos players financeiros enfrentam grandes obstáculos na aquisição e rentabilidade dos clientes, tornando-os mais dispostos a estabelecer parcerias com bancos e outros.

Os bancos têm o que a Fintech deseja: uma grande base de usuários confiantes e um conhecimento íntimo desses clientes, graças em parte aos requisitos regulatórios de lavagem de dinheiro e de conhecimento do seu cliente (KYC). A pesquisa global de Bens de Consumo da consultoria EY descobriu que 60% dos mais de 55 mil clientes bancários de todo o mundo acreditam que os bancos têm um papel importante para ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos de vida através de seus conhecimentos. Quase 50% têm confiança total nos bancos para manter seu dinheiro seguro.

Ao mesmo tempo, os grandes bancos vêem as parcerias com as Fintechs como uma forma de impulsionar o desenvolvimento de serviços rentáveis que precisam competir e fidelizar os clientes. Um estudo sobre bancos do Reino Unido, realizado pela Mayer Brown, aponta que 87% dos bancos disseram que a parceria com os fornecedores das Fintechs reduzem seus custos, provavelmente com menos gastos com os novos serviços de atendimento ao cliente. Já para 54%, as parcerias permitiram o aumento da receita.

À medida que decolam as aberturas, as parcerias e toda essa inovação, os bancos serão forçados a aumentar a infraestrutura de segurança para garantir que as informações dos clientes sejam protegidas em um ambiente bancário aberto. Isso significará a implantação de capacidades fortes de identidade e autenticação de clientes e ferramentas de prevenção de fraudes. Com seu conhecimento íntimo de clientes, os bancos são excepcionalmente qualificados para implementar essas estratégias com sucesso para transações de clientes, incluindo aquelas que ocorrem por meio de canais Fintech, móveis, sociais e outros. Os bancos têm a oportunidade de fornecer isso para suas próprias interações com os clientes e também como um serviço para os provedores Fintech.

Proteção em camadas

A autenticação de dois fatores é apenas o requisito mais básico neste ambiente organizado de cibercrime. Com a explosão da fraude bancária através de credenciais roubadas, que são obtidas através de phishing, redirecionamento de navegador, malwares, ameaças persistentes, loggers de chaves, registradores de tela, dispositivos móveis roubados ou perdidos, trojans de acesso remoto (RAT), entre outras explorações, a autenticação bancária e a prevenção de fraudes exigem uma estratégia de várias camadas. Ao mesmo tempo, eles devem garantir que essas estratégias de segurança não tenham impacto adverso na experiência do usuário.

Além da autenticação de dois fatores, as seguintes camadas de autenticação e antifraude tornarão críticas para os bancos garantir que a fraude não prejudique os esforços bancários abertos.
Impressão digital de dispositivos

Uma variedade de técnicas para identificar não só o usuário, mas também o dispositivo de cliente. Algumas dessas técnicas incluem identificar o endereço IP do dispositivo, fuso horário, sistema operacional, navegadores, fontes de navegador e versões e dimensões da tela. Com impressões digitais precisas, os serviços de prevenção de fraudes podem determinar se um dispositivo já foi usado em qualquer tentativa de hacking anterior conhecida e possivelmente lista negra.

Proteção de ponto final do navegador

Identifica software malicioso na transação de dispositivos de forma rápida e transparente, incluindo ataques ZETA (ou exploit de dia zero), além de evitar que hackers usem essas explorações para roubar informações ou se envolverem em transações fraudulentas. A proteção avançada do navegador usa técnicas sofisticadas para detectar e prevenir exploits de hackers, como manipulação de sessão da Web, sequestro de cookies e ataques MITM (Man in The Middle, em inglês), ataques do navegador que podem modificar o conteúdo do site ou inserir transações fraudulentas adicionais.

Proteção de aplicativos móveis

Garante que um dispositivo móvel não tenha sido encerrado, ou que as chaves de criptografia não foram clonadas, ou ainda que o software foi modificado. A RASP (Runtime Application Self Protection, em inglês) é um recurso tecnológico que protege o aplicativo durante sua execução e reage em tempo real se uma ameaça for detectada.
Assinatura de transações e análise de comportamento

Os bancos possuem informações extensas sobre os padrões de transação do cliente que eles podem aproveitar para análises comportamentais para determinar o risco de fraude para cada transação. O exemplo mais óbvio: se um cliente normalmente faz transações de algumas centenas de dólares localmente e de repente inicia transações envolvendo milhares de dólares de um local no exterior, a análise de transações detectaria o comportamento anormal e atribui uma pontuação de alto risco à transação. Pode bloqueá-lo até que possa ser verificado por outros meios. A assinatura de transação móvel pode ser validada ao exigir swipes de dedo para verificar transações, garantindo que elas se destinavam. A análise comportamental pode monitorar e analisar padrões de digitação e movimentos do mouse, ou a forma como um usuário preenche um formulário, para detectar se um usuário diferente assumiu o dispositivo.

Terceiros também aproveitarão o Oauth, OpenID Connect, SAML e outros protocolos de identidade baseados em token para acessar contas sem que os usuários tenham que compartilhar suas credenciais, tanto quanto esses padrões são usados pelo Google e o Facebook para permitir que os usuários façam login em vários outros serviços.

Essas estratégias de segurança em várias camadas não só protegem contra fraudes e roubos, mas representam um importante facilitador de negócios que permite que os bancos e outras organizações financeiras aproveitem a plataforma e as novas inovações do estilo Fintech, à medida que evoluem, sem assumir riscos indevidos. Os benefícios para os consumidores serão admiráveis, desde que suas informações e contas sejam protegidas.

Executivos internacionais da área de seguros vem ao Brasil discutir tecnologia para o setor 490

Estimativa de público para os dois dias é de 1.500 pessoas

São Paulo receberá nos dias 12 e 13 de junho a  CQCS Insurtech & Inovação 2019, o mais relevante evento de inovação e tecnologia do setor de seguros da América Latina, promovido pelo CQCS – Centro de Qualificação do Corretor de Seguros e realizado pela Q’erus Expansão e Conhecimento. Com palestrantes internacionais, serão apresentados no evento as principais novidades mundiais do setor, inovações para as áreas correlatas, além de todos os avanços de tecnologia que hoje atuam em parceria com as seguradoras e corretores.

Com o objetivo de discutir temas como cyber risks, inteligência artificial, machine learning, peer to peer, dentre outros, estarão os palestrantes internacionais Jonh Drzik, presidente da Marsh Global Risk e Digital, Caribou Honig, presidente e co-fundador da Insurtech Connect, – Leena Johns, vice-presidente global da MetLife e chefe de Saúde e Bem-estar na Maxis Global Benefits Network, Nir Perry, fundador do Cyberwrite, entre outros grandes nomes do seguro mundial.

“O CQCS Insurtech & Inovação é estratégico para o setor. Não só envolvemos assuntos que estão em andamento, com a ajuda dos órgãos regulatórios que estarão presentes, como também conseguimos mirar o futuro com mais precisão. A inovação estará presente em todas as etapas do nosso evento, do momento da inscrição até a experiência final do participante. Queremos transformar o Brasil no maior hub de inovação do setor”, afirma Gustavo Dória, criador e idealizador do evento.

Neste ano o evento terá o dobro de participantes registrados na última edição. Executivos nacionais também marcarão presença nos painéis e palestras como Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguro, Daniel Barbosa, fundador da Cilia Tecnologia, além de André Lauzana, vice-presidente Comercial e Marketing da SulAmérica. Serão mais de 50 palestrantes nacionais e internacionais participando do evento.

Networking

Além de discutir inovação para o setor, o evento também busca ser uma plataforma de negócios, conectando startups a grandes players do setor.

O CQCS Insurtech & Inovação 2019 contará novamente com a plataforma Brella, aplicativo exclusivamente criado para o networking em eventos. Nele quem fizer a inscrição já terá acesso ao serviço que consiste em unir interesses entre os executivos.

Os participantes receberão um link para o cadastro de suas informações pessoais, profissionais e áreas de interesse, que ficarão disponíveis para os demais integrantes do evento. O aplicativo fará uma combinação especial entre assuntos em comum de profissionais ou serviços que podem ser oferecidos para novos negócios. Se for de interesse, um encontro de 15 minutos poderá ser agendado para os dias do evento. No local haverá um espaço reservado especialmente para estes encontros.

Serviço

Evento: CQCS Insurtech & Inovação 2019
Data: 12 e 13 de junho de 2019 – 08h às 18h.
Local: Centro de Eventos Pro Magno – Av. Profa. Ida Kolb, 513 – Jardim das Laranjeiras, São Paulo.
Programação: neste endereço.

Biografia dos palestrantes

John Drzik é presidente da Marsh Global Risk and Digital, líder no segmento no mundo, presente em 130 países. O executivo está à frente da responsabilidade global da companhia em consultoria, soluções cativas, dados, análise e tecnologia digital. Drzik também é palestrante frequente em conferências, incluindo eventos setoriais e regulatórios patrocinados pelo Fórum Econômico Mundial, pela Harvard Business School, pela Geneva Association e pelo Financial Times.

Caribou Honig é co-fundador da conferência InsureTech Connect, o maior evento de seguros do mundo, onde empresários, executivos e investidores discutem sobre o setor, inovação e tecnologia.

Dra. Leena Johns é chefe de Saúde e Bem-Estar da MAXIS, bem como vice-presidente de Assistência Médica Global da MetLife, desde 2014. Na companhia, a executiva atua diretamente com a análise de dados de saúde, clientes multinacionais, bem como operações locais para realização de análise de dados de sinistros, direcionadores de custos, tendências e áreas de mudanças financeiras.

Nir Perry, desde 2001, realiza trabalhos focados no gerenciamento de riscos cibernéticos, assessorando organizações como Deutsche Bank, Allianz, Unicredit e outras organizações da Fortune 500 em nome da Accenture PWC, e a Deloitte em projetos-chave de risco cibernético. O executivo também é um oficial reservado na unidade de segurança cibernética da força aérea israelense. Em 2016, ele fundou a Cybewrite, que é uma provedora líder de tecnologia para análise de subscrição de seguros cibernéticos, plataforma de envolvimento do cliente e soluções agregadas de gerenciamento de riscos.

Marcelo Blay, é fundador e CEO da Minuto Seguros, a principal corretora de seguros on-line do país. O executivo já atuou em instituições como Porto Seguro, Itaú, Sindicato das Seguradoras, Fenaseg. Atualmente também é o coordenador da Comissão de Inovação do SINCOR-SP e membro da Comissão de Insurtech e Inovação da SUSEP.

Daniel Barbosa, atua há mais de 20 anos no mercado de seguros de sinistros automotivos. O executivo fundou a empresa Cilia Tecnologia, focada em inovação e desenvolvimento de softwares para seguradoras, que dispõe de produtos que garantem grande vantagem competitiva.

André Luzana, vice-presidente de Capitalização da SulAmérica, o executivo chegou à seguradora em 2011 passando também pela direção de finanças da companhia. Há 20 anos atua no setor com passagens por empresas como KPMG, Aliança do Brasil, BrasilCap, Prudential do Brasil e Icatu.

Dino Marketing Digital dá dicas de Marketing Digital para Corretores de Seguros 353

Dino Marketing Digital dá dicas de Marketing Digital para Corretores de Seguros

Setor oferece muitas oportunidades de negócios

Arley Boullosa é Diretor da Kuantta Consultoria e de Ensino Técnico do Sincor-RJ
Arley Boullosa é Diretor da Kuantta Consultoria e de Ensino Técnico do Sincor-RJ

O mercado de seguros é um setor recheado de oportunidades de negócios no que diz respeito à captação de novos clientes e na fidelidade dos que já possui. Com o avanço das insurtechs e do ambiente digital, não é difícil perceber que os segurados estão saindo cada vez menos das suas residências ou escritórios para realizar suas compras, independentemente de ser um produto ou serviço. Os que possuem receio com pagamento online, usam a internet para fazer pesquisas e comparações de preços. É fundamental que o corretor de seguros não feche os olhos para a implantação do Marketing Digital na sua corretora.

O tão falado Marketing Digital facilita a comunicação de pequenas, médias e grandes empresas ao efetuar contato com o cliente. Websites, otimização de buscadores, campanhas de vendas nas redes sociais, blogs, aplicativos para celulares, entre outros, são recursos que precisam constar no planejamento da corretora. De acordo com o Gestor da Dino Marketing Digital, Arley Boullosa, é preciso investir em Marketing Digital, devido ao mercado estar em um processo constante de inovação. É muito importante que o corretor fique atento a transformação digital, que é muito mais que apenas tecnologia. Estamos falando de uma mudança cultural, de entendermos o novo consumidor e sua jornada.  Nada funciona sem planejamento e no marketing digital é igual. Precisamos saber onde queremos chegar e o que precisamos fazer para alcançar os objetivos. A DINO tem ajudado muitos corretores de seguros a entrarem no mundo digital e reforçarem a presença na internet. Ter alguém que já está no mercado de seguros há 28 anos faz muita diferença na hora que sentamos com nosso cliente para definirmos um plano de trabalho.

Separamos algumas dicas para que possa auxiliar na tomada de decisão da implantação do Marketing Digital para pequenas empresas.

  •        Um bom site – podemos considerar o site a vitrine principal do seu negócio. Boa parte das ações realizadas através do Marketing Digital para corretoras levam os segurados até o seu endereço virtual. Uma página bem estruturada com as informações cada vez mais objetivas, ajudam na decisão para o fechamento do negócio, desde a solicitação de uma cotação, até comunicabilidade na relação corretor e segurado com a finalidade do fechamento de uma apólice. Tenha em mente que o seu site é o seu cartão de visitas para os que não conhecem a sua empresa. Através deste meio que o cliente pode efetuar um primeiro contato.
  •        Ter um Plano de Negócio – para qualquer ação ou decisão ser posta em prática, é preciso planejar. É essencial em uma corretora de seguros a criação de um Plano de Negócios bem elaborado. O Planejamento Estratégico Comercial e Financeiro são o pilar em relação ao funcionamento de uma empresa. É importante ressaltar a prioridade de inserir o Marketing Digital nessas ações, pois o momento pede atenção em todo processo de divulgação, tendo em vista que o investimento é mais do que o dinheiro gasto em suas estratégias. O planejamento, a execução, o monitoramento e a otimização dessas ações são etapas que precisam ser seguidas para o sucesso do empreendimento.
  •        Redes Sociais também são ambientes para trabalhar –se formos parar para raciocinar, é correto afirmar que o Instagram, o Twitter, o Facebook, o Snapchat, o LinkedIn, dentre as demais redes são mídias fundamentais para o desenvolvimento do Marketing Digital voltado para corretoras de seguros. As pessoas vivem a maior parte do tempo nas redes e não existe melhor maneira de interagir e chamar atenção para vender seu peixe. Para obter conhecimento em relação à qual é a melhor rede social para investir com estratégias tendo o monitoramento correto e obter bons resultados, nada melhor que entrar em contato com um especialista e até mesmo uma agência que cuide da condução da corretora nas redes sociais.
  •        Geração de Conteúdo – o conteúdo é o carro chefe para seduzir o cliente e fazer com que o mesmo se torne amigo da marca. Corretoras de Seguros que investem em um Blog, escrevem sobre diversos assuntos ligados ao mercado de seguros e até mesmo usam esse canal para dar dicas, falar sobre uma modalidade de seguro, trazer uma informação que agregue de um modo geral tem maior engajamento nas redes, assim gerando aproximação de clientes e encaminhando o visitante para adesão aos seus serviços.
  •      Colocar em prática o Marketing Digital – o Marketing Digital pode abrir espaço levando o conhecimento sobre o que a sua corretora de seguros oferece para o público alvo. Estar presente reunindo estratégia e gestão de negócios nas redes sociais é uma excelente oportunidade para expandir suas atividades no ambiente virtual. Exemplos de sucesso foram criados não só através das vendas de seguros pela internet, mas pela forma na qual uma corretora de seguros se comunica através dela. Para quem não tem nenhuma noção dos benefícios do Marketing Digital, recomendamos entrar em contato com a Dino Marketing Digital, que conta com uma equipe especializada que poderá te auxiliar desde o esclarecimento de dúvidas até a criação de uma estratégia exclusiva para sua Corretora.

Tecnologia veio para democratizar o acesso ao seguro 1869

Paulo Marchetti, CEO da ComparaOnline, participou do JRS São Paulo

Serviços que prezam transparência na relação com o cliente são o enfoque da ComparaOnline. O CEO do marketplace do setor de seguros, Paulo Marchetti, participou do JRS São Paulo e explicou um pouco mais sobre as novidades que a companhia está implementando no mercado segurador.

“Foi um processo super enriquecedor, muito interessante. A gente veio pro Brasil já faz 5 anos, através da aquisição do Buscapé. Na época que o Buscapé entrou em serviços financeiros a gente achou que seria uma boa forma de entrar. O Buscapé hoje é sócio minoritário da ComparaOnline, um sócio brasileiro que a gente tem. Eles têm uma participação pequena mas estão alinhados com o nosso DNA. Então, a gente veio em um momento, 5 anos atrás, onde houve um “Boom” das insurtechs entrando no mercado e muitas ficando pelo caminho. Então, quando a gente entrou tava muito aquecido, os preços de aquisição de cliente, de equipe, pra você montar uma equipe, no Brasil tava muito caro para achar profissionais qualificados. E a gente veio construindo a nossa plataforma de tecnologia e observando sem um crescimento tão agressivo. Nos últimos 2 anos, quando a água baixou e a gente viu que muitos players saíram do mercado, a gente falou “Agora é a hora”. O mercado só cresceu e muitos players ficaram sem capital porque não tinham fundos que estavam dispostos a apostar pensando no longo prazo, diferente do nosso perfil. E aí a gente começou a acelerar bastante nos últimos 2 anos com a plataforma de tecnologia muito bem montada”, explicou Marchetti.

O campo da insurtech vai pra democratizar o acesso às soluções de seguros, na opinião do especialista. “A gente observa que o consumidor que não tem seguro tem ido pra internet buscar opção, isso é muito impressionante. Clientes começam a fazer perguntas muito básicas. “Por que eu pago uma franquia? Pra que serve uma franquia? O que é o prêmio?” Então a nossa missão é facilitar essa linguagem, tirar do “segurês”, falar uma linguagem que as pessoas entendam e saibam o que elas estão comprando. É super interessante que às vezes a gente vende um seguro, explica e depois de algum período a gente fala com o cliente e ele ainda não entendeu o que ele comprou. Então, nosso principal objetivo e das próprias insurtechs é levar o caminho da distribuição mais fácil, mais barata e mais eficiente. Isso só funciona em parceria com as seguradoras com a cabeça de modernização, de ganhar eficiência porque pra gente conseguir abranger o Brasil inteiro e todos os tipos de renda, o distribuir o seguro precisa ser barato. Se for um processo muito caro, se cada seguro que eu for vender eu depender de um atendimento de 5 horas, 4 horas, ele é muito caro. E isso desestimula a democratizar o acesso”, revela.

As preferências do consumidor moderno também estão na mira da ComparaOnline. “A gente sabe que esse consumidor não vai comprar de impacto, ele vai pensar um pouco. Ele tem algumas horas, um dia, dois dias para digerir aquele produto, entender o que ele tá comprando e aí consumir. Mas isso faz com que não seja tão importante eu não mostrar o preço porque senão ele vai achar que eu não estou resolvendo o problema dele. Então, a gente entende e respeita a questão de não querer mostrar o preço de algumas seguradoras online, mas a gente também entende o lado do consumidor que se frustra quando você vai buscar alguma coisa e eu não te atendo. A gente entende que tem alguma frustração que a gente tenta resolver porque a gente acha que essa comunicação é importante pro consumidor”.

A tecnologia é evidenciada por Marchetti como um facilitador na vida do consumidor. “A gente investiu bastante para facilitar na hora de cotar e reduzir, também, erros operacionais. Quando você vai fazer uma cotação, se você sabe a placa do seu carro, não se pergunta mais chassi, ano, modelo. Com isso, mesmo que não mostre na tela, a gente já consultou qual é o veículo correto. Imagina só você achar que seu carro é modelo x e no documento ele é outro, aí eu vou fazer e vou errar. Então, tecnologia, principalmente pela quantidade de dados que existe no mercado hoje. A partir do momento que você me forneceu seu CPF, eu não preciso perguntar sua data de nascimento nem seu nome completo. Eu pergunto como a pessoa quer ser chamada, mas não preciso do nome completo. O uso da tecnologia, então, é pra ganhar rapidez, precisão na hora de informar dados, e a gente vê isso de forma super importante e, também, na agilidade da transmissão da própria venda. A gente entende que a parte do pós-venda ainda tem um campo muito grande pra gente melhorar. Até o processo de venda ainda flui, mas no pós-venda a gente ainda sofre um pouco quando tem alguma pendência de fazer alguma emissão de uma apólice. Alguns tipos de tratativas ainda são dores no processo de pós-venda que a gente sente bastante porque sai da esteira do automático e isso encarece. E toda vez que encarece a gente penaliza a distribuição que não consegue ser mais eficiente”.

Ainda assim, o fator humano ainda é crucial para a sustentabilidade de negócios no mercado segurador. “O fator humano ainda é muito importante na hora de complementar a tecnologia. Eu posso ter feito o melhor produto no ponto de vista de usabilidade, de tela, seja no celular ou seja no computador, mas se eu tiver um contato humano ruim ou inexistente, eu perco muito na percepção desse consumidor. Então, praticamente 100% das nossas vendas ainda passa por um contato humano que a gente tem buscado, cada vez mais, aumentar a qualidade”, justifica.

Independente da crise, Paulo Marchetti acredita no crescimento do mercado brasileiro. “A gente tem uma parte da população da população que ainda tá fora desse consumo de produto, faz parte do amadurecimento e da maturidade financeira das pessoas e também a discussão de previdência. A gente, então, precisa só aprender a lidar com novas realidades. De tecnologia, de acesso à informação etc.”, finaliza.

Pesquisa revela preços de seguros de veículos nas capitais 286

Pesquisa revela preços de seguros de veículos nas capitais

Diversos fatores influenciam na precificação das apólices

O preço dos seguros de carros pode variar bastante de um lugar para outro. Segundo pesquisa exclusiva da Smartia, primeiro site de seguros on-line brasileiro, feita em parceria com a TEx, o valor desse serviço é determinado de acordo com vários fatores, incluindo a incidência de furtos de cada localidade.

Em São Paulo, por exemplo, onde são roubados 104 veículos por dia, os seguros costumam ter preço mais elevado. O seguro para o Chevrolet Onix, que foi um dos carros considerados na pesquisa, custa em média R$ 2 mil na capital paulista. No Rio de Janeiro, é possível encontrar coberturas de R$ 2220 até R$ 4290.

Na outra ponta, estão Belém (PA), onde o serviço pode ser encontrado por R$ 1090. Isso indica que esse modelo não é um alvo tão fácil dos criminosos na capital paranaense, como é em outras cidades.

O seguro do Hyundai HB20 1.0 Flex tem uma diferença menor entre as capitais brasileiras. A cidade em que a cotação está mais baixa foi encontrada em Manaus (AM) com R$ 1117, seguida de Campo Grande (MS). Já os valores mais altos estão em Salvador (BA), chegando a até R$ 4480 e São Paulo com R$ 4142.

A pesquisa levou em consideração ainda o Ford Ka 1.0 Plus TiVCT Flex. No Rio de Janeiro, os motoristas encontram seguro para ele de R$ 2500 a R$ 3980, o valor mais caro do país. Em segundo lugar está Salvador com coberturas de R$ 1448 a R$ 2779. Já em Manaus, o seguro do mesmo modelo pode sair por R$ 1265.

Divulgação
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Como a pesquisa foi feita

Para fazer esse levantamento, a Smartia Seguros levou em consideração três modelos de carros bastante vendidos no país: Ford Ka 1.0 Plus TiVCT Flex, Hyundai HB20 1.0 Flex e Chevrolet ONIX HATCH LT 1.0 8V FlexPower.

O objetivo foi ver a variação do preço do seguro auto nas capitais.

Além disso, a empresa teve que escolher um perfil para apresentar junto às seguradoras, já que para cada público é cobrado um valor do seguro auto. O perfil considerado foram homens de 35 anos, casados, moradores do centro das capitais, com garagem e filhos menores de 18 anos.

Para as seguradoras, segundo Jeniffer Elaina da Silva, gestora de conteúdo de seguros do site da Smartia, esse perfil é visto como seguro, pois é formado por pessoas com uma vida estável e que não tendem a se colocar em risco. Portanto, para esses homens, o preço do seguro costuma ser mais barato.

Mesmo assim, há outros fatores que podem influenciar no valor final do seguro do carro e por isso a redatora afirma que é interessante pesquisar bem os valores e seguir os conselhos de um corretor de seguros para economizar no seguro auto. Dessa forma, independentemente do lugar que resida, saberá que está fazendo uma boa escolha ao proteger seu veículo.

Big Data e Inteligência Artificial: o que as operadoras podem fazer diante de tantos dados? 1489

Big Data e Inteligência Artificial: o que as operadoras podem fazer diante de dados?

Confira artigo de Tatiana Giatti, diretora executiva da Saúde Concierge

Vivemos em uma era em que toda empresa precisa ter um sistema tecnológico em seu negócio. Independente do segmento, difícil encontrar uma apresentação institucional que não mencione Big Data ou Inteligência Artificial. As operadoras de seguros e corretoras também já incorporaram tais termos em seus discursos.

Mas será que estamos verdadeiramente prontos para trabalhar com essas informações? Não duvido da usabilidade ou capacidade humana, mas a pergunta é: sabemos como usar a tecnologia para traduzir as inúmeras informações ali encontradas em ações realmente assertivas?

Para exemplificar e tentar responder à questão, pensemos no processo de implantação de uma nova tecnologia em uma empresa. Você apresenta a plataforma, o que ela faz e os benefícios que espera gerar. Então, constrói um padrão de uso para ela. Treina e educa os profissionais para utilizarem esse padrão. Além de habilidade tecnológica, é preciso boa comunicação para explicar o que se espera do profissional e o porquê de usar a nova ferramenta dentro dos padrões estabelecidos. Depois, é preciso ter uma forma tão tecnológica quanto para medir a efetividade e detectar possíveis falhas.

Podemos definir essas etapas como Metodologia de Gestão. Esse é o grande diferencial de uma operadora que passa a usar a tecnologia em seus negócios. Com metodologia de gestão, a aplicação é bem estruturada, o profissional sabe qual é o seu papel dentro desse novo ecossistema e sabe que há um monitoramento para acompanhar a assertividade do programa.

Quantas empresas você conhece que tenham um método de gestão atrelado a sua tecnologia?

Sem essa metodologia, vivemos como bombeiros corporativos, apagando incêndios que estavam sendo alertados, mas que não tínhamos recursos metodológicos para compreendermos.

Traduzindo para a saúde, vemos empresas com aplicativos que registram os dados clínicos do paciente e que emitem alertas sonoros quando esses estão fora de parâmetro. Ótimo. E o que é possível fazer com isso? A resposta mais simples seria “chamar um médico diante de uma alteração”.

Ok, chame um médico, mas analise esse dado. Por que da alteração? O que mais o sistema nos mostra? Era possível evitar esse “incêndio” com outras ações?  O que precisamos analisar ou quais informações precisamos enxergar ali para ter as respostas?

O passo a passo para acionar o médico, socorrer rapidamente o paciente e analisar as informações certas de maneira adequada estarão contidos na metodologia de gestão. Somente ter a tecnologia e o dado não significa que você tomará a melhor decisão quando o sistema soar o alerta.

Analisar, tomar uma ação, medir sua eficácia, modificar e monitorar até evoluir. Transformar dados em ações conforme o previsto, dentro de processos e padrões. Essa é a metodologia de gestão. Sem ela, esperaremos o próximo alerta para apagar mais um “pequeno fogo”.