FenaSaúde reúne especialistas para debater reajustes de planos de saúde individuais 1798

Workshop abordou a regulação dos planos individuais e a implementação do preço-teto para a formatação do reajuste

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) reuniu, hoje, 26 de janeiro, especialistas em Saúde Suplementar que debateram a política de reajuste de preços dos planos de saúde individuais no 2º Workshop de Análise de Impacto Regulatório. O evento foi dividido em dois painéis que apresentaram os ‘Fundamentos e efeitos do controle de reajustes dos planos individuais’ e as ‘Alternativas e propostas para um novo modelo de reajuste’. Após as palestras ministradas por acadêmicos e estudiosos do setor, aconteceu um debate entre representantes da ANS, do Ministério da Fazenda e das operadoras. O assunto sobre a elevação dos custos e dificuldades em manter os planos individuais permearam todas as apresentações.

O primeiro painel contou com a moderação do professor de economia e decano do Centro de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Luiz Roberto Cunha. A palestrante Ana Carolina Maia, professora doutora na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), afirmou que o reajuste único para todos os contratos, sem especificidade do plano, região ou faixa etária, é um equívoco. “Há uma deterioração das carteiras, o que inviabiliza a formação de novos grupos, fazendo que as taxas de cancelamento no Brasil cheguem a 28% de segurados de menor risco. Este percentual representa os mais jovens que normalmente deixam os planos em momentos de dificuldades financeiras”, explicou a acadêmica, que também abordou a anti-seleção nos planos individuais e as soluções regulatórias técnicas para dar equilíbrio ao produto.

O professor na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), João Vinícius de França Carvalho, complementou a apresentação sobre os planos de saúde individual, apresentando um estudo preliminar realizado sobre o subsídio entre planos das operadoras, ou seja, os planos coletivos acabam subsidiando parte dos planos individuais para dar solvência para algumas carteiras. O que foi confirmado pela superintendente Regulatório de Saúde da SulAmérica, Mônica Nigri, que reforçou que os custos são impactados também com o envelhecimento da população, a judicialização que acaba impondo o pagamento de serviços não previstos, além da incorporação de tecnologia. “É de se esperar que a ANS tenha dificuldade em ter uma base de dados consistente de variação dos custos das operadoras menores. Se fizermos cortes por tamanho da carteira de operadoras maiores e um modelo para as operadoras com menos vidas teriam casos analisados individualmente”, esclareceu a executiva, que registrou a dificuldade de precificar diante de tantas variáveis incontroláveis.

Na concepção de João Boaventura Branco de Matos, especialista em Regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o reajuste de preços é apenas uma parte das dificuldades dos planos individuais, que não pode estar desconectado do cenário geral da saúde no Brasil. “Temos problemas em contratos com poucas pessoas e a visão de curto prazo de adesão ao sistema. Há necessidade de combate às causas de reajustes elevados, como o modelo de pagamento utilizado, hoje é o pagamento por serviço (fee for service), além de controlar o aumento de valores de serviços e a incorporação da tecnologia. Mas são diversos outros fatores que impactam no reajuste. Hoje está havendo uma “despooltização” (redução para carteiras menores) no setor. Queremos reverter este quadro. O atual modelo para os aumentos dos planos de saúde individuais precisa de ser mais transparente para que todos os agentes do mercado participem. Temos que garantir a solvência dos planos, assim como os desempenhos das operadoras. Para isso, precisamos de uma participação maior tanto dos agentes como da sociedade. Este debate é um exemplo do que se deve acontecer para melhorar o setor”, afirmou Matos.

Carlos Ragazzo, professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV), não acredita em uma solução de curto prazo para o crescimento dos planos de saúde individual e redução de custos. “O custo da saúde é baseado em três bases como custo regulatório, o custo judicial e o custo de produção. Há um movimento em todas as agências de criar as regras. O desafio da ANS é reduzir todos estes custos para diminuir o reajuste. Não há uma solução de curto prazo”, explicou.

O representante do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho Neto, chefe da assessoria Especial de Reformas Microeconômicas da entidade, acredita que setor precisa avaliar o desempenho da regulamentação de preços. “Se diminuiu a atratividade do mercado, devem ser analisadas as falhas e fazer uma comparação com outros mercados. É importante a intervenção nos preços, mas é necessário olhar o desempenho. Há necessidade também de controlar custo e promover a produtividade”, sugeriu.

Novo modelo de reajuste

Já o segundo painel sobre um novo modelo de reajuste, o debate ficou em torno da utilização do preço-teto (price cap) para os reajustes dos planos individuais, separando entre custos gerenciáveis e não gerenciáveis.

Segundo Edgard Pereira, professor do Departamento de Economia, do Instituto de Economia, da Universidade de Campinas (Unicamp), o modelo de reajuste atual desagrada a todos os envolvidos porque não cobre os custos das operadoras e afastam os segurados. “Há uma deterioração e desinteresse das operadoras em comercializar os planos de saúde individuais. Há necessidade em efetivar uma política de ganhos em escala e utilizar o price cap (preço-teto) para que se dê maior abrangência aos planos de saúde individuais”, afirmou o professor em sua palestra.

Porém a utilização do price cap foi questionada porque tem como base dois custos – os gerenciáveis pelas operadoras e os que não há gestão, como custo da assistência médica, judicialização e utilização dos serviços. Para Armando Castelar Pinheiro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio), o price cap transfere parte da produtividade para o beneficiário porque este compõe a maior parte do custo não gerenciável. “Os reajustes dos planos estão acima da inflação e dos rendimentos, o que acontecerá é que as pessoas sairão dos planos. Reduzindo o setor. As causas dos custos elevados estão nos custos não gerenciáveis. Há necessidade de analisar melhor os impactos desta proposta”, sugeriu o professor.

Daniele Rodrigues Campos, gerente econômico-financeira e atuarial dos produtos da Diretoria de Produtos da ANS afirmou que a boa notícia é que a discussão das metodologias de reajuste individual está mais madura. “Temos estudos que comprovam que a ANS não cometeu, ao longo dos últimos anos, injustiças. A variação de custo médico hospitalar está sempre muito próxima ao reajuste anual, porém admito que não separamos os custos dos planos individuais dos coletivos, que foi um erro. Mas iniciamos uma discussão de proposta que envolve desde o reajuste individual, coletivo e precificação. Estamos em busca de evoluir para um modelo considerando a faixa etária e o fator de produtividade”, esclareceu a representante da ANS.

Para as operadoras não há mais interesse em oferecer o plano individual porque o ambiente econômico não incentiva este produto. “Há uma dificuldade em formatar preço. Não podemos negar entrada de beneficiários. Temos dificuldade em controlar os custos não gerenciáveis, como incorporação de tecnologias sem comprovação, além de uma incapacidade de cancelar contratos deficitários. Ainda não temos a capacidade de reajustar os valores diante dos custos. O que faz as operadoras perderem o interesse em oferecer este plano, apesar de ser um produto de desejo da sociedade”, afirmou Flávio Bitter, diretor técnico e de produtos da Bradesco Saúde.

O moderador do debate, José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, lembrou que os custos gerenciáveis chegam a cerca de 15% do total. “Há uma necessidade de exigir dos operadores um gerenciamento de seus custos, mas a grande parte está no que não é gerenciável. Sem dúvidas, precisamos aperfeiçoar o modelo de reajuste, mas também temos que avaliar os fatores que impulsionam a elevação dos custos. Esta é uma discussão fundamental! O debate tem que continuar”, afirmou Cechin, que já anunciou o 3º workshop da FenaSaúde, que acontecerá em 28 de junho deste ano.

GBOEX lança campanha Desafio 2019 – Etapa Verão 216

Premiações e metas especiais vão até março

Divulgação
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Em janeiro, foi dada a largada para a edição 2019 da Campanha Desafio. A Etapa Verão começou neste mês e vai até março, prometendo novos desafios.

O regulamento está disponível no Portal do Corretor com a descrição das premiações e das metas. As premiações têm como base o desempenho em vendas de pecúlio individual, seguros e serviços de assistências. Podem participar todos corretores GBOEX cadastrados, ou aqueles que venham a se inscrever durante a campanha, e possuírem produção ativa na vigência da mesma.

“Investir no relacionamento com os corretores de seguros é uma das formas de reconhecer e premiar os esforços destes profissionais pelo empenho e dedicação demonstrados ao longo do tempo, além de reforçar a importância desta parceria estratégica para este momento presente e o futuro “, destaca Leonardo Neustadt, Superintendente Comercial do GBOEX.

O GBOEX destaca que, em abril, iniciará a segunda etapa da campanha, com premiações ainda a serem definidas, mas que compreendem prêmios maiores. Nas versões anteriores, viagens para diversos destinos nacionais e internacionais fizeram parte dos prêmios. Os corretores premiados em 2018 ganharam uma viagem inesquecível para a Itália, que será realizada no mês de abril deste ano. Lembrando que os Desafios anteriores contemplaram viagens para San Andres, Colômbia e para Cancún, no México.

Mais informações pelo e-mail corretoras@gboex.com.br ou na Unidade de Negócios e Pontos de Atendimento GBOEX. Endereços disponíveis neste site.

GBOEX – Quando você tem, tudo fica bem.

Corretora de Porto Alegre com oportunidade de trabalho 215

Vagas estão abertas para corretores colaboradores e assistente de seguros

Corretora de Seguros da Capital gaúcha está com vagas abertas para contratação imediata. A empresa procura por dois corretores colaboradores para atuar em vida e nos demais ramos e um assistente de seguros para prospecção e administração.

A oportunidade para os corretores conta com salário fixo + comissão como Pessoa Jurídica. Para assistente, salário com plano de saúde e bônus por meta, além de Vale Transporte e Vale Alimentação.

Se interessou? Envie seu currículo para: rh@stv.com.br.

SulAmérica anuncia dois novos gerentes de filiais na região Sul 272

SulAmérica anuncia dois novos gerentes de filiais na região Sul

Paula Bueno e Rodolfo Nantes passam a liderar, respectivamente, as unidades Maringá (PR) e Planalto (RS)

A SulAmérica, maior seguradora independente do País, anuncia Paula Bueno e Rodolfo Nantes como novos gerentes das unidades Maringá (PR) e Planalto – localizada em Santo Ângelo (RS) –, respectivamente. Ambos assumem os postos com o objetivo de expandir o trabalho de relacionamento com os corretores e dar continuidade às atividades nas regiões.

“Estamos muito empolgados com a chegada de Paula e Rodolfo para as suas atividades como gerentes nestas filiais. Sem dúvida, a expertise que trazem de experiências anteriores é fundamental para que possamos aprofundar o trabalho de aproximação com nossos parceiros de negócios, por meio de encontros, treinamentos e demais iniciativas que encantam e fazem a diferença”, destaca o diretor regional da SulAmérica na região Sul, Gilson Bochernitsan.

Paula Bueno, nova gerente da unidade Maringá (PR)
Paula Bueno, nova gerente da unidade Maringá (PR)

A nova gerente de Maringá possui 12 anos de experiência no setor. A profissional já atuou como especialista de saúde e odonto, e chegou à SulAmérica em 2011 para liderar a filial Planalto, em Santo Ângelo. É formada em Relações Públicas pela PUC-RS e possui pós-graduação em Gestão de Negócios, Empreendedorismo e Inovação pela Uniseb.

Rodolfo Nantes, novo gerente da unidade Planalto (RS)
Rodolfo Nantes, novo gerente da unidade Planalto (RS)

O novo gerente da filial Planalto, por sua vez, possui 15 anos de atuação no setor de seguros, com passagem prévia como gestor comercial da unidade de Cascavel (PR) da SulAmérica. É graduado em Ciências Atuariais pela FESP (Fundação de Estudos Sociais do Paraná) e pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), além de ter um MBA em Gestão de Pessoas pela FAG (Fundação Assis Gurgacz).

17 estados registram aumento nas contratações de planos de saúde, diz ANS 383

17 estados registram aumento nas contratações de planos de saúde, diz ANS

Agência Nacional de Saúde Suplementar divulgou performance do mercado em novembro

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibiliza os dados atualizados do setor de planos de saúde relativos ao mês de novembro de 2018. A consulta pode ser feita através da Sala de Situação, ferramenta disponível no portal da Agência.

Nos planos de assistência médica, o setor contabilizou naquele mês 47.228.069 beneficiários, mantendo estabilidade em relação ao mesmo período do ano anterior. Já nos planos exclusivamente odontológicos, foram registrados 24.191.785 beneficiários, um aumento de 6,42% no comparativo com o mesmo período do ano passado.

No recorte por estado, 17 registraram crescimento de consumidores em planos de assistência médica (em números absolutos) no período de um ano: Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Os estados com maior aumento foram Distrito Federal, Espírito Santo e Mato Grosso, respectivamente.

Entre os planos exclusivamente odontológicos, 26 estados registraram crescimento – apenas Roraima não seguiu essa tendência. Os estados com maior aumento foram São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A ANS ressalta que os dados podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras.

Reprodução/ANS
Reprodução/ANS
Reprodução/ANS
Reprodução/ANS

Porto Seguro apresenta novas funcionalidades no App Auto 255

Porto Seguro apresenta novas funcionalidades no App Auto

Mudanças visam aprimorar a experiência do cliente

A Porto Seguro apresenta novas funcionalidades no Aplicativo Porto Seguro Auto, que agora possibilita ao usuário alterar seus dados bancários, regularizar o pagamento e prorrogar o vencimento do seguro, além de gerar a 2ª via de boletos e código de barras.

Com as novidades, quem vai pegar a estrada nestas férias terá sua segurança, praticidade e comodidade reforçadas. Por meio do aplicativo, o segurado pode conferir o histórico e o calendário das próximas manutenções de seu veículo nos CAPS (Centros Automotivos Porto Seguro) e tem à disposição as funções de aviso de sinistro e vistoria digital. Pode, ainda, solicitar serviços para o carro (como guincho por pane ou colisão, socorro por pane seca, carga ou trocas de bateria e chaveiro) e acompanhar, em tempo real, o deslocamento do prestador até a chegada no local de atendimento.

O pacote de novas funcionalidades inclui a possibilidade de contratação de serviços avulsos da Porto Seguro Faz, como limpeza de sofá e estofados, conserto e instalação de eletrodomésticos, e dedetização. Isso, claro, após os serviços gratuitos disponíveis na apólice do seguro do veículo já serem consumidos.

De acordo com Jaime Soares, diretor do Porto Seguro Auto, as mudanças visam reforçar o investimento da empresa nos canais digitais e aprimorar a experiência do cliente. “A Porto Seguro se mantém antenada às inovações tecnológicas e busca sempre alinhá-las aos seus produtos e serviços para facilitar o dia a dia dos segurados”, declara o executivo.

Outros benefícios

Disponível para Android e iOS, o aplicativo segue com as funcionalidades já conhecidas, como localização do Centro Automotivo mais próximo, consulta aos dados da apólice (coberturas, cláusulas e assistências, dados de pagamento e vigência do seguro) e informações de pagamento.

O segurado pode verificar os serviços gratuitos a que tem direito nos mais de 300 Centros Automotivos Porto Seguro espalhados pelo país. Entre os itens disponíveis estão cristalização do para-brisa, regulagem do foco dos faróis, diagnóstico do sistema de freios e reparo dos furos de pneus. O cliente que utiliza os demais serviços do CAPS, como alinhamento de direção, suspensão e balanceamento de rodas, tem 20% de desconto na mão de obra e pode parcelar o valor do serviço em até 6x no cartão Porto Seguro.