Diretora de Negócios da Previsul Seguradora participa da 6ª edição do evento Papo de RH 9536

Encontro aconteceu nesta terça-feira (13), em Porto Alegre (RS)

A diretora de Negócios da Previsul Seguradora, Andréia Araújo, foi uma das palestrantes da 6ª edição do Papo de RH, nesta terça-feira (13), no Centro Universitário Metodista – IPA, em Porto Alegre (RS). Andréia foi convidada a representar a força feminina no mercado de trabalho no talkshow que abordou os desafios das mulheres em suas vidas pessoais e profissionais.

Além de Andréia, o painel também contou com a presença de Lisiane Szeckir, especialista em Transformação Comportamental, Andreia Ribas, diretora da Estação Oito, Cláudia Vergara, gerente de RH do Grupo Apisul e a mediadora e idealizadora do Papo de RH, Lucélia Ourique, da Ourique Consultoria.

O talkshow foi um bate-papo descontraído com troca de experiências, atendendo às demandas de estudantes, profissionais e gestores de diversas áreas. O encontro foi promovido em parceria com o curso de Administração do IPA de forma gratuita e aberta ao público em geral.

A Previsul Seguradora possui 111 anos de atuação e é referência em seguro de pessoas no Brasil. Está presente em 12 estados brasileiros, possui oito sucursais e mais de 20 escritórios, além da matriz em Porto Alegre (RS).

Confira todas as imagens – Papo de RH

Judicialização da saúde cresce 130% 1004

Judicialização da saúde cresce 130%

Problemas com planos de saúde representam 30% da demanda

O número de processos em primeira instância relativos ao direito à saúde, entre 2008 e 2017, subiu 130%. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O aumento geral de processos na instância foi de 50% no mesmo período, para fins de comparação.

Quando incluídos os recursos em segunda instância, os problemas com planos de saúde são responsáveis por 30% dos processos, sendo assim a principal causa de demandas judiciais. O seguro aparece em segundo lugar, com 21,1%, e saúde pública aparece em terceiro, com 11,7%.

“Podemos constatar sem a necessidade de acessar números estatísticos, que a saúde pública no Brasil não consegue atingir a todos, e tanto a saúde pública como particular, por vezes não possuem qualidade em seus serviços prestados – onde justificadamente acarretam ações judiciais em busca do direito violado de um paciente/consumidor. Porém, o que vemos independente disso, é um aumento injustificado e infundado de ações que sequer deveriam ser levadas para o judiciário, que configuram tão somente o enriquecimento ilícito mediante ações judiciais”, explica Ricardo Stival, Graduado em Direito pela Universidade Tuiuti do Paraná, em artigo publicado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRM-PR).

Ontem, em São Paulo, foi realizada a III Jornada de Direito da Saúde, no Hospital Sírio Libanês. O Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, destacou pontos importantes como a atuação para reduzir índices de judicialização e aprimorar a orientação aos pacientes sobre as terapias que o SUS já disponibiliza e que são seguras para os pacientes.

Além de Germann, participaram do evento os Ministros Luiz Mandetta e Dias Toffoli, entre outras grandes autoridades de Saúde e da Justiça.

Seguro auto feminino está mais caro que o masculino em 5 capitais brasileiras 223

Seguro auto feminino está mais caro que o masculino em 5 capitais brasileiras

Segundo Relatório da Bidu, a cotação média com maior valor para o público feminino foi registrada no Rio de Janeiro, seguida por Porto Alegre e São Paulo

A Bidu, plataforma online de recomendação, comparação e contratação de seguros e produtos financeiros, que faz parte do Grupo Thinkseg, divulga levantamento realizado este mês com valores dos seguros para as versões de entrada dos dez veículos mais vendidos em fevereiro de 2019, de acordo com os dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). O Relatório Bidu, produzido mensalmente desde 2016, analisa o preço médio do seguro em cinco capitais brasileiras (Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza) e compara o perfil de homens e mulheres de 35 anos, casados, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho e que estão contratando o seguro pela primeira vez. As cotações desta edição foram feitas no dia 6 março.

Contrariando a tendência usual, o valor médio do seguro para mulheres para os modelos mais emplacados do País está mais caro que o masculino em todas as capitais analisadas. A cotação média com maior preço para o perfil feminino foi registrada no Rio de Janeiro, cidade em que elas pagam uma média de R$ 3.920, seguida por Porto Alegre e São Paulo. Já o menor custo para as condutoras foi registrado em Fortaleza, em que o serviço sai em média por R$ 1.870. Como acontece normalmente, a capital fluminense também lidera as cotações mais altas para ambos os sexos, já que entre os homens o maior preço foi encontrado na cidade novamente, no valor médio de R$ 3.702. Do mesmo modo, o menor custo para o perfil masculino também está na principal metrópole do Ceará, que registrou custo médio de R$ 1.710.

*Preço médio do seguro em março por cidade (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Preço médio do seguro em março por cidade (vermelho: mulheres; azul: homens)

Quando comparado com o mês anterior, o maior aumento para o perfil feminino se dá em São Paulo, com um acréscimo de 15%, enquanto em Fortaleza há uma retração de 17,5%. Para os homens, os preços têm pequena elevação apenas em Porto Alegre (1,4%) e no Rio de Janeiro (0,2%). No entanto, há uma redução significativa na capital cearense, com decréscimo de 33,8%.

*Variação do preço médio do seguro por cidade entre fevereiro e março (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação do preço médio do seguro por cidade entre fevereiro e março (vermelho: mulheres; azul: homens)

Analisando o comportamento de preços dos diferentes modelos, o crescimento no valor médio do seguro para mulheres aconteceu em oito dos dez veículos que se repetem, entre janeiro e fevereiro, no ranking dos mais vendidos, de acordo com a Fenabrave, com exceção do Fiat Mobi e Fiat Argo. Como mostra a tabela abaixo, o maior aumento na cotação de preços médio para o perfil feminino é registrado para o Chevrolet Onix, com crescimento de 15,1%. Já para os homens, o destaque em termos de redução de preço médio se dá com o Fiat Argo, que registra uma queda de 27,2%. Inversamente, os únicos modelos que tiveram um pequeno aumento para motoristas masculinos foram o Renaul Kwid, Hyunday HB20 e o Jeep Renegade, apontando acréscimos no valor médio de 3,2%, 2,1% e 0,7%, respectivamente.

*Variação do preço médio do seguro dos modelos que se repetem entre janeiro e fevereiro (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação do preço médio do seguro dos modelos que se repetem entre janeiro e fevereiro (vermelho: mulheres; azul: homens)

Modelo mais vendido

De acordo com o relatório da Fenabrave, em fevereiro foram emplacados 162.537 automóveis – uma queda de 0,8% em comparação com janeiro, quando foram emplacadas 163.796 unidades. Este é o quarto mês consecutivo com redução no número de emplacamentos.

*Ranking dos 10 veículos mais emplacados em fevereiro, de acordo com a Fenabrave
*Ranking dos 10 veículos mais emplacados em fevereiro, de acordo com a Fenabrave

O Chevrolet Onix segue novamente como o carro mais emplacado no Brasil, com 18.392 unidades em fevereiro ante 8.055 registradas para o segundo colocado, o Hyunday HB20. O preço médio do seguro do modelo de entrada do Onix para o sexo masculino custa atualmente R$ 2.409, contra R$ 2.524, registrado no estudo anterior. Já para o perfil feminino, o valor médio atual é de R$ 2.607 ante R$ 2.265 calculados na cotação do mês anterior. Em fevereiro, todos os veículos listados entre os mais vendidos continuaram os mesmos de janeiro, invertendo apenas algumas posições do ranking, como exemplos os modelos Volkswagen Gol e Polo, que caem do 5º e 7º lugares para ocuparem o 8º e 10º lugares, respectivamente. Já os modelos Fiat Argo e Mobi, sobem no ranking do 8º para o 4º lugar e do 10º para 7º, sucessivamente.

A redução de preço médio no seguro mais expressiva registrada no período para o sexo masculino, fica para o modelo Fiat Argo, que teve um decréscimo de 27,2%, seguido do Volkswagen Polo, com 18,7%. Já para o perfil feminino essa redução se dá apenas para os modelos Fiat Mobi, com tímido 2,9%, seguido do Fiat Argo, com apenas 1,2%.

O melhor custo-benefício

No Relatório Bidu deste mês, o Volkswagen Polo aparece como o veículo que apresenta o melhor custo-benefício, ou seja, a melhor relação entre o preço médio do seguro e o valor de mercado do veículo (price ratio), para ambos os perfis. Para as mulheres, o price ratio é de 5,2% e para os homens é de 4,6%.

Já a relação de menor custo-benefício para ambos os sexos, fica para o Renault Kwid, que registra price-ratio de 8,1% para mulheres e 7,7% para homens.

*Variação por preço de seguro (price ratio) / (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação por preço de seguro (price ratio) / (vermelho: mulheres; azul: homens)

Variação entre as cidades

Neste mês, a cidade de Fortaleza registrou o seguro mais barato entre as capitais estudadas, onde a média geral do preço do seguro dos dez modelos do ranking, para homens e mulheres, ficou em R$ 1.790. Já o Rio de Janeiro, figura novamente com a média geral mais alta, considerando os dois perfis, com cotação de R$ 3.811 – uma diferença de 112,9% em relação ao preço médio cobrado na capital cearense.

*Variação do preço médio do seguro por cidade (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação do preço médio do seguro por cidade (vermelho: mulheres; azul: homens)

Mais detalhes

Confira abaixo, as tabelas com os dez veículos mais vendidos em fevereiro, de acordo com a Fenabrave, e o valor do seguro para cada modelo nos perfis analisados pela Bidu. As cotações de seguro foram realizadas no dia 6 de março de 2019. Para mais dados e gráficos de análise, confira o relatório completo da Bidu para este mês, assim como edições anteriores.

*Perfil A: mulher de 35 anos, casada, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, e que está contratando o seguro pela primeira vez.
*Perfil A: mulher de 35 anos, casada, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, e que está contratando o seguro pela primeira vez.
*Perfil B: homem de 35 anos, casado, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, e que está contratando o seguro pela primeira vez.
*Perfil B: homem de 35 anos, casado, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, e que está contratando o seguro pela primeira vez.

*Todos os preços dos seguros apresentados são para vigência de um ano. Todas as cotações foram realizadas no dia 6 de março de 2019.

Programa Seguro Sem Mistério estampa nova ação do JRS em Porto Alegre 456

Atração de TV chega a mais de 21 cidades do RS; Campanha reforça presença do JRS no Estado

Programa Seguro Sem Mistério estampa nova ação do JRS em Porto Alegre
Programa Seguro Sem Mistério estampa nova ação do JRS em Porto Alegre

Em um percurso de mais de 200km diário será divulgada a marca do programa Seguro Sem Mistério nas ruas do Rio Grande do Sul. Em ação especial, JRS reforça presença no Estado, divulgando a atração veiculada em mais de 21 cidades do Rio Grande do Sul, através dos canais 520 e 526 da NET.

A apresentadora e editora-chefe da agência de comunicação, Júlia Senna, estampa a nova peça publicitária. O programa Seguro Sem Mistério na TV vai ao ar em edição inédita todos os domingos, a partir das 11h30min. Nas segundas e terças, o programa vai ao ar a partir das 13h30min. Já nas quintas, o SSM é apresentado a partir das 16h30min. Às sextas, a atração vai ao ar a partir das 9h e aos sábados, a partir das 14h.

Com quase 15 anos no ar, o programa traz diversas entrevistas em conteúdos especiais produzidos pelos jornalistas do JRS. No verão, uma campanha especial chamou a atenção dos veranistas e reuniu diversos players e especialistas do setor de seguros durante toda a temporada. Com direção geral de Jota Carvalho, apresentação de Júlia Senna, reportagens de William Anthony, imagens de Matheus Pé e edição de Filipe Tedesco, o programa é referência nacional em informações sobre o mercado de seguros, previdência e capitalização.

Além dos horários especiais de apresentação na televisão, o Seguro Sem Mistério conta com edições na íntegra no canal do JRS no YouTube e na seção de vídeos da página oficial do JRS no Facebook.

Principais dúvidas sobre a declaração do Imposto de Renda 356

Principais dúvidas sobre a declaração do Imposto de Renda

Agora é possível corrigir questões em até 24h após submissão de formulário

Até o dia 30 de abril, os contribuintes devem informar à Receita Federal seus rendimentos referentes ao exercício de 2018. Qualquer erro ou omissão de informações pode fazer com que o declarante caia na malha fina. Além disso, a multa para aqueles que não fizerem a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74.

Entre as novidades deste ano, está a obrigatoriedade de declaração do CPF de dependentes e a possibilidade de saber se o formulário enviado entrou na malha fina em cerca de 24 horas e, posteriormente, corrigi-lo. Com o objetivo de auxiliar no processo de declaração do Imposto de Renda, Davidson Souza, professor de Ciências Contábeis do Centro Universitário FMU, integrante da rede internacional de universidades Laureate, esclarece as principais dúvidas sobre o tema.

  1. Quais documentos preciso ter para fazer a declaração?

Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; informes de rendimentos de salários, pró labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensão etc.; informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de instituições jurídicas; informações e documentos de outras rendas recebidas no exercício, tais como rendimento de pensão alimentícia, doações, heranças recebida no ano, dentre outras; – resumo mensal do livro caixa com memória de cálculo do carnê-leão; – DARFs (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) do carnê-leão.

  1. Perdi o recibo da última declaração. O que eu faço?

É possível gerar um código de acesso junto ao Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal da FMU, ou comparecer em uma das unidades da Receita Federal, ou ainda, por meio de certificado digital.

  1. Quem paga aluguel pode abater imposto?

Os valores declarados a título de aluguel não serão dedutíveis, apenas compõem o hall de possibilidades de pagamentos a serem informados à Receita Federal.

  1. Devo declarar a herança que recebi?

Todo o acréscimo patrimonial acima de R$ 300.000,00 deve obrigatoriamente ser informado, embora sejam incentivados a declaração de bens em valores inferiores.

  1. Peguei um empréstimo no banco o ano passado, devo declarar essa quantia?

Todo e qualquer empréstimo deve ser lançado em aba própria como dívidas e ônus reais, respeitado o código interno do programa do imposto de renda

  1. Tenho que pagar Imposto de Renda na venda de imóvel?

Depende. Deve ser apurado primeiramente se houve ou não ganho de capital, sendo este a diferença positiva entre o valor que comprou e que alienou determinado bem. Para tanto, recomenda-se a utilização de programa da RFB denominado de Ganho de Capital para, posteriormente, ser importado para o programa de ajuste anual.

  1. Quem pode ser meu dependente?

Basicamente, filhos e enteados, esposa ou companheira no qual conviva há mais de 5 anos ou com quem tenha filhos. Também enteados e filhos com até 24 anos, desde que frequentem o ensino superior, dentre outros casos previstos na lei.

  1. Quais gastos abatem Imposto de Renda?

Aqueles relativos à saúde (médico, dentista, etc.), desde que comprovados documentalmente, gastos com educação (ensino fundamental 1, 2, médio e curso de graduação e pós-graduação), entre outros.

  1. Onde informo meu financiamento?

Na aba dívidas e ônus reais.

  1. Posso atualizar o valor do meu imóvel?

Não. Deve ser mantido o valor de aquisição, sendo permitido apenas a integração de outros valores desembolsados relativos ao mesmo bem. Por exemplo: algum bem financiado.

  1. Estou morando fora do Brasil, preciso fazer a declaração?

Deve fazer a declaração de saída definitiva, respeitando as particularidades da legislação.

  1. Como faz para declarar carro e moto?

Ambos são informados como bens e direitos, em código próprio.

  1. Fui desligado da empresa, preciso declarar o valor da rescisão?

A rescisão deve ser declarada de acordo com o informe. Constitui um rendimento isento.

  1. Sou casado (a). Preciso fazer declaração conjunta?

Depende. O programa permite que faça tanto apartado quanto de forma conjunta. É recomendável que o contribuinte simule a forma mais benéfica.

Entre 18 de março e 26 de abril, estudantes do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário FMU auxiliarão o público gratuitamente no preenchimento e envio da declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física de 2019.  Os atendimentos acontecerão com a supervisão de professores e apoio técnico de profissionais da Receita Federal do Brasil. O serviço é gratuito e aos interessados solicita-se apenas a doação de 2 kg de alimento não perecível, que serão doados a entidades assistenciais.

Orientação gratuita para a declaração de Imposto de Renda

Centro Universitário FMU
Data: entre 18 de março e 26 de abril
Horário: das 16h30min às 18h30min
Campus: Avenida da Liberdade, 749 – Térreo –  Global Office / NAF
Contribuição: 2 kg de alimento não perecível (exceto sal e açúcar)

Ações de curto prazo que podem agilizar o comércio bilateral entre EUA e Brasil 546

Ações de curto prazo que podem agilizar o comércio bilateral entre EUA e Brasil

Alguns tópicos no curto prazo poderiam ter efeito imediato no comércio e investimento entre os dois países

O Brasil tem todas as condições para conseguir resultados concretos de aproximação bilateral de comércio com os Estados Unidos durante a visita do presidente Jair Bolsonaro a Washington, que vai acontecer nos dias 18 e 19 de março. É o que acredita Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasill, a maior Câmara Americana, entre 114 existentes fora dos EUA.

“Uma vez que temos dois presidentes que dão bastante importância ao desenvolvimento do setor privado, nossa expectativa é que se faça um bom programa de trabalho, com objetivos de curto, médio e longo prazos para que esse relacionamento, de fato, ganhe outra dimensão”.

Na primeira semana de março, a CEO da Amcham Brasil se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e levou as propostas de cooperação bilateral que são as mais relevantes para suas 5 mil empresas associadas para o encontro. “Um bom programa de trabalho é a forma mais adequada de conseguir resultados concretos. Falo de uma agenda que traga bom impacto nas relações e não tenha uma complexidade tal que seriam necessários anos para se chegar a um resultado”, resume.

A CEO da Amcham Brasil acompanhará a delegação do presidente Bolsonaro aos EUA como uma das representantes do setor privado. No dia 18, vamos divulgar nos EUA o relatório Brazil and the United States: A Roadmap to a Trade Agreement, sobre as possíveis etapas para um acordo de livre comércio. O documento foi feito em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a US Chamber e será divulgado na segunda-feira (18) durante o Brazil Day in Washington, encontro de empresários e autoridades dos dois países na capital americana.

Resultados de curto prazo

É muito provável que o governo brasileiro comece a dialogar com os Estados Unidos sobre um acordo de livre comércio ou mesmo um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, iniciativas que são apoiadas pela Amcham. O que requer entendimentos e negociações que podem chegar a dois ou três anos para finalmente serem concluídos.

Isso não quer dizer que o Brasil não tenha expectativas de curto prazo que não possam ser atingidas no período e, que preparem o terreno para alcançarmos esses acordos, detalha a CEO. “São as ações e entregas intermediárias que lançam as bases para entendimentos duradouros. Precisamos de medidas à curto prazo para trazer um novo folego de diálogo a relação e aquecer negociações para conquistas amplas e ambiciosas. A intenção de um acordo comercial pode até parecer em discurso dos dois presidentes, mas sabemos que ela é completamente dependente desse entusiasmo comercial e bilateral renovado à curto prazo”, comenta Deborah Vieitas.

Alguns tópicos no curto prazo poderiam ter efeito imediato no comércio e investimento entre os dois países. A Amcham listou os temas de impacto rápido e com chance de serem anunciados como prioritários no primeiro encontro entre os presidentes Bolsonaro e Trump:

CEO Fórum

Principal iniciativa em prol do diálogo, o CEO Fórum deve ser reativado. “Criado há 10 anos e interrompido em 2015, é focado em reuniões bilaterais criadas entre grandes empresários dos dois países e seus respectivos Presidentes para encontrar formas de ampliar as relações comerciais e de investimento”, explica Vieitas. Do lado americano, já saíram duas chamadas para apresentação de candidaturas do Federal Reserve e o Ministério de Economia está em definição da seleção de membros brasileiros.

Acordo de Salvaguardas Tecnológicas

Com ambos os lados comprometidos, o texto do acordo segue em revisão final com chances de ser assinado durante a visita presidencial, permitindo o uso da base de Alcântara (MA) pelo governo americano. “Se isso for concretizado, pode trazer muitas oportunidades na área de Defesa e dar um belo impulso ao programa espacial brasileiro. É um cenário promissor para a transferência e desenvolvimento de tecnologias”, explica.

Global Entry – adesão do Brasil ao Global Entry, programa de facilitação de vistos para executivos e investidores. “Para que os países possam fazer parte deste programa, é necessária uma troca de informações bilateral. Que, no nosso caso, envolvem Receita Federal e Polícia Federal. Quando se compartilham essas informações, os viajantes que são considerados de baixo risco têm um processo de liberação muito mais rápido através de quiosques eletrônicos”. Pela complexidade de informações trocadas em sistemas, pode não ser assinado durante a visita, mas segue sendo um atual tema de interesse e não controverso para os dois lados.

Operador Econômico Autorizado

Um acordo de reconhecimento mútuo entre o Operador Econômico Autorizado (OEA) brasileiro e o dos EUA traria benefícios imediatos ao comércio, sendo um tópico de grande convergência entre os dois países e dependente apenas do cumprimento das exigências sensíveis de segurança (sendo o único ponto atual de obstáculo). O OEA é uma plataforma que reúne empresas que atuam com importação e exportação e certifica as que são mais assíduas e responsáveis. “É uma ferramenta fundamental para ajudar a cadeia logística a cumprir de forma agilizada as exigências aduaneiras dos dois países. Se houvesse esse acordo de reconhecimento mútuo, as empresas que são tradicionais exportadoras e importadoras acabam recebendo uma classificação que facilitaria e daria muita agilidade ao trânsito de mercadorias que elas têm com os dois países”.

Convergência regulatória

Uma das exigências prévias para fazer trocas comerciais com outro país é estar em conformidade com os padrões técnicos e legais da localidade. Nesse sentido, é importante ampliar o acordo de convergência regulatória com os EUA. O setor de porcelanato conseguiu fazer um acordo desses, que surgiu de um diálogo entre o Departamento de Comércio dos EUA (em inglês, a sigla é DoC) e o ex-MDIC, hoje Ministério da Economia.

“Em comum acordo, os dois países fizeram um alinhamento da regulação permitindo aos brasileiros exportar para lá e vice-versa. Seria muito importante que esse acordo fosse alcançado com outros setores. Para isso, é necessário que haja disposição nos diferentes setores econômicos dos dois países”. O lado americano (DOC) aguarda propostas do Brasil para avançar na agenda.

Diálogos bilaterais

O diálogo setorial também é um mecanismo importante de aproximação. “O diálogo comercial entre o DoC e o Ministério da Economia tem sido dos mais ativos, mas há outras iniciativas, como o da Infraestrutura, da Defesa e de Energia. Esses diálogos é que acabam levando a ações mais concretas de cooperação”. A agenda está em processo de retomada no Ministério da Economia, tendo o seu esforço concentrado na facilitação comercial.

Ações de médio e longo prazos

Para consolidar o diálogo bilateral, Vieitas destaca que ele não depende só do governo e do setor privado, mas também do Congressos americanos e brasileiros. “Precisamos envolver os dois congressos nesse movimento de aproximação. Não se pode ter qualquer ambição de acordo comercial sem iniciar esse envolvimento. Precisamos reativar a Frente Parlamentar Brasil – EUA, bem como o “Brazil Coucus” nos EUA, voltando a reunir os congressistas que estão diretamente implicados na decisão sobre temas da relação bilateral, e que serão responsáveis pelo entendimento aprofundado desses temas”.

Apesar da grande expectativa da obtenção do apoio dos EUA para acessão do Brasil à OCDE, o tema pode até ser citado neste primeiro encontro, mas segue ainda sendo um ponto com necessidade de maior diálogo e influência. “Sabemos que os EUA têm sua própria visão sobre instituições multilaterais, mas isso não impede que possamos receber o apoio americano para a nossa acessão à OCDE, já que ele foi dado à Argentina recentemente”.

A visita de Bolsonaro é a oportunidade para aprofundar a relação, defende a CEO. “Entendemos que esse momento exige um sincero desejo de fazer mais. O que é muito positivo. Como representantes do setor privado, somos espectadores e ao mesmo tempo protagonistas: esperamos coisas boas e sabemos que temos espaço para ampliar a relação comercial e de investimentos com vantagens para ambos os lados”.

Fatos e dados da relação bilateral Brasil-EUA

Investimentos estrangeiros diretos dos EUA no Brasil

  • As exportações de empresas americanas estabelecidas no Brasil somaram US$ 8,5 bilhões em 2015.
  • As empresas americanas geraram US$ 37,2 bilhões em valor agregado ao PIB brasileiro e empregaram 645.800 brasileiros, com um estoque de ativos de US$ 263 bilhões em 2015, e venderam US$ 171,3 bilhões internamente.
  • Os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar entre as origens de investimento estrangeiro direto no Brasil . O estoque alcançou US$ 68,2 bilhões. Isso equivale a 3.3% do PIB brasileiro. Entre 2008 e 2017, o IED dos EUA no Brasil cresceu 55.3%.

Investimentos brasileiros diretos nos EUA

O estoque de IED brasileiro nos Estados Unidos cresceu 356% entre 2008 e 2017, alcançando US$ 42,8 bilhões em 2017. Em 2017, o Brasil foi a 16ª maior investidor nos EUA – à frente do México.

Em 2015, as empresas brasileiras detinham US$ 102,2 bilhões em ativos nos Estados Unidos e empregavam 74.200 pessoas. Comparado com grandes emergentes (China, Índia, Rússia, e México), o Brasil fica em segundo lugar na geração de empregos nos EUA.

As subsidiárias brasileiras venderam US$ 48,3 bilhões no mercado interno, e geraram US$ 7,9 bilhões em valor adicionado ao PIB americano (2015). Entre 2009 e 2015, as empresas brasileiras nos EUA superaram consistentemente empresas de outros grandes emergentes em vendas internas e valor adicionado ao PIB dos EUA.

As subsidiárias brasileiras nos EUA exportaram US$ 5,1 bilhões em 2015, mais que subsidiários de outras grandes economias emergentes (China, México, Índia, Rússia).

*Dados Amcham, Apex e Brazil-US Business Council.