Presidente Temer esclarece a resposta brasileira aos impostos americanos sobre o aço 5041

Temer

Detalhes do World Economic Forum Latin America, que acontece em São Paulo

O presidente do Brasil, Michel Temer, respondeu à declaração, na semana passada, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o aumento dos impostos de importação sobre o aço e o alumínio. O Brasil deve ser um dos países mais afetados pela proposta.

O Brasil pretende trabalhar com seus clientes americanos para pressionar o Congresso Americano e tentar reverter a medida. Em paralelo, diplomatas brasileiros estão conversando com a Organização Mundial do Comércio e outras nações afetadas sobre a possibilidade de protocolar uma denúncia conjunta contra as novas tarifas. “Devemos ter muito cuidado em nossa relação com os Estados Unidos”, diz Temer, observando que os Estados Unidos estão atrás apenas da China como o maior parceiro comercial do Brasil.

“Devo ligar para o presidente Trump em breve”, acrescentou Temer.

Temer fez seus comentários em resposta à pergunta de Klaus Schwab, Fundador e Presidente Executivo do World Economic Forum, durante o plenário de abertura do World Economic Forum sobre a América Latina, realizado na cidade de São Paulo, Brasil.

No mesmo painel, Aloysio Nunes Ferreira Filho, Ministro de Relações Externas do Brasil, apontou que os clientes americanos do Brasil incluem montadoras e fabricantes de eletrodomésticos. “Os trabalhadores comemorando [a cerimônia de assinatura dos documentos] ao lado do Trump também são consumidores de automóveis e eletrodomésticos”, diz Nunes. “Vamos nos esforçar para demonstrar o impacto negativo”.

Nunes também comentou a respeito das importações brasileiras de carvão americano para abastecer suas siderúrgicas. “Esses fatores devem ser levados em consideração”.

A sessão plenária teve a participação de Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo, e João Doria, prefeito da cidade de São Paulo. Alckmin também abordou a questão comercial, dizendo que “algumas pessoas estão indo na direção do protecionismo, o que está errado”

A plenária também serviu como palco de duas premiações. O Forum concedeu o prêmio de Cidadão Global à Edson Arantes do Nascimento (Pelé), Diretor da Empresas Pelé, Brasil. O ex-futebolista é um astro e a personificação do “fair play”, diz Schwab. “Precisamos de mais fair play nas questões globais”.

“Estamos falando sobre o futuro do Brasil”, diz Pelé. “Hoje, posso ver como o futebol foi importante para o Brasil. O futebol cria renda e atrai comércio. O Brasil já demonstrou isso”.

Hilde Schwab, Presidente e co-Fundadora da Fundação Schwab para Empreendedorismo Social, concedeu o prêmio de Empreendedor Social do Ano na América Latina à Valdeci Ferreira, Diretor Executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC). A FBAC oferece uma “alternativa econômica” às prisões públicas enquanto reduz as taxas de reincidência.

O World Economic Forum sobre a América Latina está sendo realizado em São Paulo, entre 13 e 15 de Março. O evento reúne mais de 750 líderes mundiais e regionais para debater o tema: América Latina no Ponto de Inflexão: Criando uma Nova Narrativa.

Sebrae firma parcerias para combater a burocracia 170

Sebrae firma parcerias para combater a burocracia

Projeto pioneiro no Rio Grande do Sul visa simplificar o ambiente legal para a atividade empresarial

Na última sexta-feira (15), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) deu mais um passo importante para simplificar a vida dos empreendedores brasileiros. Em reuniões realizadas em Porto Alegre (RS), foi definida a composição do Conselho que vai implementar o projeto “Desburocratização e Simplificação Legislativa”, no Rio Grande do Sul, visando contribuir com a redução da burocracia e a melhoria do ambiente de negócios para as pequenas empresas.

O projeto vai realizar levantamentos, análises e propostas concretas de melhorias em toda a legislação que impacta principalmente o pequeno empresário no Rio Grande do Sul. O objetivo do Sebrae com a iniciativa pioneira que será implementada no estado é desenvolver uma metodologia de trabalho que será reproduzida em todo o país. A ação conta com a parceria do governo do Rio Grande do Sul e com a consultoria do Instituto Desburocratizar (iDESB).

Além de estabelecer o perfil dos membros do Conselho – que será formado por representantes do governo e sociedade civil – os parceiros fizeram encaminhamentos para a estruturação da primeira agenda de trabalho do grupo, que será consolidada para a primeira reunião, prevista para abril. Presentes no encontro, o secretário de Governança e Gestão Estratégica, Cláudio Gastal, João Marcos Amaral, gerente da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial (UPPDT) do Sebrae Nacional, Inês Schwingel, gerente adjunta da UPPDT do Sebrae Nacional, André Godoy, diretor superintendente do Sebrae RS, Janaína Zago, gerente da UPPDT do Sebrae RS, e Daniel Bogea, diretor-executivo do Instituto Desburocratizar (iDESB). “A desburocratização é uma prioridade e está no nosso mapa estratégico, que vai dar o norte ao governo”, comentou o secretário.

Reforçando a agenda proativa do Sebrae para fomentar o empreendedorismo no estado, foi realizado outro encontro, com foco na ampliação da Sala do Empreendedor de Porto Alegre. O local reunirá os órgãos de registro e licenciamento de empresas, possibilitando que o empreendedor tenha todas as informações e serviços necessários em um único local. O lançamento está previsto para este semestre. Participaram do encontro o secretário de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre, Eduardo Cidade, e Daniela Alves Braga, coordenadora da Sala do Empreendedor, representantes do Sebrae e da iDESB. Em seguida, a equipe do Sebrae e o representante da iDESB realizaram uma visita à Junta Comercial com Itacir Amauri Flores.

Redesimples

Também na sexta-feira, o Sebrae firmou um novo convênio com a Junta Comercial, Industrial e Serviços do Rio Grande do Sul (JucisRS). O objetivo da iniciativa é intensificar o trabalho de desburocratização e simplificação da rotina das empresas e ampliar a abrangência da Redesimples. A parceria entre o Sebrae e JucisRS já resultou na melhoria do processo de abertura, alteração e fechamento de empresas no Estado, que agora é 100% digital.

Com isso, já é possível realizar essas operações, no tempo máximo de cinco dias e cinco horas. O projeto original para a implantação da Redesimples, iniciado em 2014 com a JucisRS, alcançou resultados relevantes no estado ao integrar 160 municípios, o que representa 78% das micro e pequenas empresas do RS, realizar a digitalização do acervo de documentos da JucisRS, alterar o sistema operacional da JucisRS, tornando o processo mais ágil, moderno e seguro, além de promover a integração de todos os órgãos estaduais.

Durante a assinatura do convênio, Itacir Amauri Flores, presidente da Junta Comercial, destacou a importância da parceria com o Sebrae e afirmou que a meta é que, ao final dos quatro anos, o projeto atinja todos os municípios. “Pretendemos alcançar mais 100 municípios em 2019, é possível”. João Marcos Amaral, gerente da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial (UPPDT) do Sebrae Nacional, ressaltou o comprometimento do Rio Grande do Sul com a pauta: “A agenda de desburocratização é prioritária para o desenvolvimento econômico do país, inclusive para que a gente alcance melhores posições no ranking Doing Business – fundamental para atrair investimentos e que demonstra, justamente, a melhoria do ambiente de negócios”.

Brasilseg lança programa de capacitação para profissionais ligados ao agronegócio 370

Brasilseg lança programa de capacitação para profissionais ligados ao agronegócio

Inédita no mercado segurador, plataforma online de cursos leva conhecimento técnico e comportamental para a formação de peritos, reguladores de sinistros, auditores e prestadores de serviços

Para contribuir com a formação de seus prestadores de serviços e parceiros a Brasilseg, empresa da BB Seguros, criou a Academia Rural, uma escola de formação virtual, de ensino a distância, com foco em seguros para o agronegócio.

Inédita no mercado de seguros, a plataforma reunirá um importante acervo digital de cursos técnicos e comportamentais fundamentais para quem deseja atuar com excelência nesse ramo de seguros.

O primeiro módulo, “Máquinas e construções rurais”, teve o seu conteúdo produzido em parceria com a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia e já está aberto para inscrições dos peritos e reguladores credenciados pela Brasilseg. Universidades e outras instituições devem colaborar para a construção dos demais, relacionados aos seguros nas modalidades agrícola e pecuário, que devem ser lançados em breve.

De acordo com Paulo Hora, superintendente técnico de seguros rurais da seguradora, há 2 anos a empresa se prepara para o lançamento da plataforma de ensino que, embora esteja voltada aos peritos e técnicos credenciados pela seguradora neste momento, tem o intuito de ser acessada por qualquer pessoa interessada no assunto, a partir da definição de perfis de acesso ao conteúdo. Até o momento, já foram investidos mais de R$ 1 milhão em tecnologia e desenvolvimento de conteúdo.

“Por meio da Academia Rural, a Brasilseg pretende contribuir com a formação de profissionais para atuação nesse ramo, que ainda é carente de programas de formação estruturados. Nossa intenção é que, além da formação mínima necessária para atuação com seguros rurais, os profissionais de diversas áreas como Agronomia, Engenharia Agrícola, Mecânica, Florestal, Veterinária e outras, possam ter em nosso ambiente mais uma opção de capacitação específica, concebida a partir da nossa experiência de anos nesse segmento combinada ao melhor da academia. ”, comenta Hora.

A Brasilseg está realizando um projeto piloto com os peritos, que executam vistorias de máquinas e equipamentos agrícolas para, na sequência, segundo o executivo, expandir para aqueles que atendem o seguro agrícola em diversas culturas.

“Em pouco tempo, além do ensino a distância, incluiremos alguns módulos presenciais, em parceria com instituições, e ampliaremos o público com módulos para os times das redes comerciais, analistas e, por que não, para nossos clientes, produtores rurais, que serão os principais beneficiados por essa iniciativa. ”

Todo o material disponível na plataforma será utilizado para a formação de novos prestadores de serviços em prol do seguro agrícola no Brasil e para constante ampliação da capacitação de profissionais que prestam serviços à seguradora. Os cursos são gratuitos e podem ser acessados por meio deste endereço.

Tem gente nova na Ô Insurance Group 355

Tem gente nova na Ô InsuranceGroup

Objetivo do novo executivo é fomentar canais digitais e reestruturar área de marketing da holding

Tem gente nova na área. O time da Ô Insurance Group ganhou na semana passada mais reforço com a chegada do Marco Antonio Gonzaga, para assumir como Head de Marketing e Projetos Especiais.

Marco tem o objetivo de fomentar os canais digitais e reestruturar a área de marketing da holding. É graduado em Comunicação Social pela UNESP/ Bauru, possui Mestrado em Administração pela PUC/SP e Global Marketing pela Thunderbird School of Global Management.

O executivo tem mais de 17 anos de experiência e passagem por empresas como Howden Harmonia, Vila Velha Corretora de Seguros e FGV – Fundação Getúlio Vargas. “Essa contratação vai ao encontro do propósito da Ô Insurance, que é fazer uma revolução no mercado de seguros”, afirma nota enviada pelo grupo.

A Ô investe em tecnologia e em pessoas para oferecer inovação nos canais de distribuição de seguros. Utiliza ferramentas de inteligência digital aliadas à inteligência humana e emocional para criar rapidamente e sem burocracia projetos personalizados para seus clientes, suas empresas e corretores.

Conheça mais em: www.oinsurance.com.br.

Mourão: Reforma de militares deve economizar R$ 13 bi em 10 anos 375

Hamilton Mourão é o presidente da República em exercício / Reprodução

General ocupa posto de presidente da República interinamente

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, disse hoje (19), em Brasília, que o governo espera economizar em torno de R$ 13 bilhões nos próximos 10 anos com a reforma das aposentadorias e pensões dos militares. A estimativa, explicou, já inclui a reestruturação das carreiras militares, o que abrangerá medidas como aumento de gratificações.

Sem essa reestruturação, a economia prevista era de R$ 92,3 bilhões nos próximos 10 anos.

Ontem (18), o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o impacto da reestruturação de carreiras militares será conhecido na íntegra amanhã (20), quando o governo apresentar o projeto que reforma a previdência das Forças Armadas.

Mourão adiantou a informação após reunião, hoje, com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo. “Já está tudo ajustado, [a equipe] vai apresentar para o presidente amanhã para fechar o pacote. Não tem nada faltando definir da parte do Ministério da Defesa, é só a decisão presidencial”, disse Mourão.

De acordo com o presidente em exercício, a alíquota de contribuição dos militares vai aumentar 14% ao longo dos próximos dois anos, sendo 10,5% para a previdência e 3,5% para o plano de saúde, que já é pago pelos militares.

Brasil e México passam a ter livre comércio de veículos leves 282

Brasil e México passam a ter livre comércio de veículos leves

Caminhões e ônibus entram no acordo a partir do ano que vem

A partir de hoje (19), Brasil e México passam a ter livre comércio de veículos leves, sem a cobrança de tarifas ou limitação quantitativa. A medida está prevista no Acordo de Complementação Econômica nº 55 (ACE-55), que regula o comércio automotivo e a integração produtiva entre os dois países desde 2002.

O fim do regime de cotas para veículos leves neste ano estava previsto em acordo firmado em 2015. A partir de hoje, também deixa de vigorar a lista de exceções, que previa regras de origem específicas para autopeças.

“O retorno ao livre comércio automotivo entre Brasil e México é passo importante para aprofundar o relacionamento comercial entre as duas maiores economias da América Latina”, disseram, em nota, os ministérios da Economia e das Relações Exteriores.

A partir de 2020, está previsto o livre comércio também para veículos pesados (caminhões e ônibus) e suas autopeças.

“Adicionalmente, o governo brasileiro tem grande interesse em ampliar o livre comércio com o México para outros setores, tanto industriais quanto agrícolas, com a inclusão de matérias sanitárias e fitossanitárias, facilitação de comércio e barreiras técnicas ao comércio, conforme compromisso assumido anteriormente nas negociações do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE-53)”, diz a nota.

“Dentro de uma dinâmica de abertura e de aproveitamento do pleno potencial das duas maiores economias da América Latina, o Governo brasileiro pretende retomar as negociações para um acordo mais abrangente de livre comércio com o México, paralisadas desde 2017″.