O futuro do seguro de automóveis 9018

Um dos principais nichos do mercado foi tema de workshop no Sindseg-RS

Antecipar-se às transformações é fundamental para a sobrevivência do seguro de automóveis. O assunto foi tema de workshop organizado pelo Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg-RS), promovido na manhã desta quarta-feira (21), e contou com público recorde – no auditório da Escola Nacional de Seguros – em Porto Alegre (RS).

“Nosso setor é um dos mais regulados. São normas necessárias, que preservam, legitimam e previnem problemas para o mercado segurador”, disse Guacir de Llano Bueno, presidente do sindicato gaúcho.

A formação do preço do seguro de automóveis também foi abordada pelos palestrantes Giovani Menger e Edson de Oliveira, da HDI Seguros, e Sérgio Machado, executivo principal da BL Car. “Os números das companhias são muito parecidos”, comentou Menger ao comparar as variáveis existentes na precificação de apólices na capital e no interior do RS. A diferença chegou a 52%, na simulação apresentada pelo gerente da HDI Seguros na filial da capital gaúcha.

“O cliente até pode adquirir um seguro via aplicativo, mas provavelmente procurará um corretor de seguros no caso de um sinistro”, completou ao abordar a complexidade existente na distribuição do seguro pela internet. As redes, segundo Giovane Menger, são ambientes propícios para aplicação de fraudes – o que encarece a precificação e prejudica o setor como um todo.

Tendências como o car sharing e veículos autônomos devem enfrentar obstáculos para dominarem as rodovias do Brasil, na visão dos painelistas. “O País ainda enfrenta grandes problemas estruturais e de modalidade”, completou Machado.

Confira todas as imagens – Workshop do Sindseg/RS

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AIDA comemora resultados de Congresso Mundial, no Rio de Janeiro 987

Associação Internacional de Direito do Seguros reuniu aproximadamente 400 convidados

Segundo a avaliação do membro da comissão organizadora do AIDA Rio 2018 e conselheiro da entidade, Luis Felipe Pellon, essa edição do congresso é considerada um dos melhores eventos já promovidos pela Associação, nas palavras da própria presidente da AIDA World, Peggy Sharon. Pela primeira vez no Brasil, o evento reuniu cerca de 400 especialistas no Windsor Convention & Expo Center, na Barra da Tijuca.

A mesma opinião é compartilhada pelo organizador do próximo congresso mundial, em 2022, o australiano Chris Rodd. De acordo com ele, algumas das ideias implementadas no evento brasileiro foram tão bem aceitas que serão aplicadas em Melbourne, cidade que vai sediar o encontro.

Entre as novidades que agradaram em cheio os congressistas, Pellon destacou a ótima repercussão dos grupos de trabalho formados para aprofundar temas expostos nos painéis principais do evento. Além disso, a exposição com estandes dos patrocinadores “deu vida ao ambiente e reuniu representantes dos escritórios de advocacia, que mobilizam e convocam outros profissionais da área”.

Outra ideia positiva foi a utilização, pela primeira vez, de um aplicativo exclusivo do Aida Rio 2018, contendo a programação, os currículos dos painelistas, resumos das sessões e ainda um ambiente interativo para fotos e comentários. Como exemplo disso, Pellon citou a mensagem de um americano que acompanhou o congresso à distância, pelo aplicativo. Ele finalizou com um feedback dos patrocinadores de que o investimento realizado para a participação do congresso foi recompensado.

Lava jato e denúncias de corrupção alavancam Seguro D&O no Brasil

O D&O também foi debatido no AIDA Rio 2018. “Este produto, contratado pelas empresas para resguardar seus diretores e administradores contra reclamações de terceiros eventualmente prejudicados por atos de gestão, ganhou destaque nos últimos anos com os recentes escândalos de corrupção e as cifras inimagináveis que preenchem diariamente as pautas dos noticiários”, explicou a advogada Mariana Ferraz Menescal.

Ela expôs o assunto no Grupo de Trabalho “Linhas de financiamento”, no Congresso Mundial da AIDA, no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro, último dia do encontro.

Discussão entre Grupos de Trabalho

A programação ainda abriu espaço para debates mais específicos entre os grupos de trabalho da entidade. A reunião com foco em novas tecnologias foi conduzida pelos professores Robert Merkin e Kyriaki Noussia, ambos da Universidade de Exeter, do Reino Unido.

Muito foi falado em relação a quem seria o responsável em caso de acidentes causados ou envolvendo veículos autônomos, e mesmo sobre a definição do que pode ser considerado um veículo autônomo. Segundo os professores, a Alemanha está bem avançada em relação a outras jurisdições, porque já prevê regras específicas para esses veículos em seu Ato de Tráfego (RTA, sigla em inglês).

“O tema foi escolhido pelo próprio Conselho Mundial. Nosso objetivo é verificar os impactos da tecnologia futura na vida das pessoas e o que isso pode impactar as coberturas de seguro, sejam adaptando-se ou alterando-se”, explica o diretor jurídico e compliance da seguradora Zurich, Washington Silva. “Existe uma extensa análise de risco feita em carros e maquinários por especialistas em segurança. Esse conhecimento pode ser de grande auxílio do ponto de vista de prevenção”, completa.

Do ponto de vista do seguro, também foi debatida a possibilidade de que, em um futuro bem próximo, seja criado um modelo de responsabilidade específica, já que, em uma escala global, 90% dos acidentes de trânsito estão relacionados ao motorista.

Na reunião do grupo de trabalho sobre Estipulações pré-contratuais e ciência das partes contou com representantes da Itália, Turquia, África do Sul e Brasil. As advogadas Sara Landini, Ozlem Gurses, Darren Millard e Angélica Carlini foram conduzidas pela presidente da Aida World, Peggy Sharon, e discutiram os deveres de divulgação por parte do segurado, segurador e intermediário.

Os participantes do Congresso também tiveram oportunidade de entender um pouco mais sobre governança corporativa com os professores Paolo Rainelli (Itália), Hsien-Nung, Kuei (Taiwan) e Bernardo Gabineski (Brasil). As realidades de cada país foram apresentadas pelos palestrantes.

No Brasil, por exemplo, o advogado Bernardo Gabineski explicou que a governança corporativa ainda está em processo de desenvolvimento. “Foram firmados há 10 anos compromissos internacionais para instaurar mecanismos de combate à corrupção, mas esse processo foi acelerado com a Lava Jato e, com isso, as empresas estão trabalhando cada vez mais com compliance e governança corporativa. A operação da Polícia Federal foi um componente importante deste processo de desenvolvimento, agregou a divulgação dessas boas práticas”, afirma.

Bernardo explica que todas as empresas envolvidas tinham governança corporativa. “O ponto central é avaliar se estavam realmente comprometidos com as boas práticas ou apenas mantinham um documento que não era seguido. E o maior desafio dessas empresas hoje é mostrar para os stakeholders, seus empregados e a sociedade como um todo que viraram a página e que estão em um novo cenário, não mais envolvidos em corrupção”, acrescenta Gabineski.

Na reunião sobre seguro poluição, a advogada brasileira Patrícia Godoy Oliveira realizou apresentação sobre o produto no país, expondo um breve histórico das leis ambientais nacionais. Ela informou que R$ 68 milhões foram arrecadados em prêmios em 2017, segundo dados da Susep. “A sinistralidade é alta, ficando em torno de 30%”, completou. Para ela, a maior dificuldade das empresas é entender a importância das coberturas e das exclusões – ou seja, o que não pode ser contratado – e que a participação da área jurídica é essencial no momento da contratação.

O engenheiro ambiental Carlos Sá, da Cooper Bros, compartilhou dificuldades recorrentes na regulação de sinistros em acidentes que envolvem danos ao meio ambiente. Já Luciano Pérez fez um relato sobre a experiência mexicana: “temos leis ambientais recentes muito bem estabelecidas, mas a forma como elas serão cumpridas ainda está em aperfeiçoamento. É preciso que as empresas olhem para essa questão de uma maneira mais social”.

Por fim, a advogada ambientalista Rossana Bril, da Argentina, fez um apelo nessa mesma linha. “Ao observar as normas, pensamos estar muito bem protegidos, mas a verdade é que criamos processos muito longos”, avaliou, citando um caso de julgamento que já dura 20 anos. De acordo com a especialista, conflitos ambientais envolvem questões sociais e culturais complexas, e precisam ser tratadas com maior diálogo e rapidez.

Leis sobre seguro ambiental precisam de aperfeiçoamento em ao menos 22 países

Relatório foi apresentado durante o AIDA Rio 2018, congresso mundial dedicado ao Direito de Seguros, no painel “Seguro Poluição: Métodos, coberturas e beneficiários”, presidido pelo Ministro do STJ Sebastião Reis
Relatório foi apresentado durante o AIDA Rio 2018, congresso mundial dedicado ao Direito de Seguros, no painel “Seguro Poluição: Métodos, coberturas e beneficiários”, presidido pelo Ministro do STJ Sebastião Reis

A legislação, no que diz respeito ao seguro ambiental, ainda é pouco clara em diversas regiões do planeta. O conselheiro da AIDA World e integrante da Comissão Organizadora do AIDA Rio 2018, Luís Felipe Pellon, realizou uma importante análise sobre um dos mais graves casos de catástrofes ambientais do nosso país: o rompimento da barragem do Fundão, da empresa Samarco, em Mariana, Minas Gerais (MG), no ano de 2015. O painel aconteceu no segundo dia do Congresso.

“Mais de 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro e sílica percorreram cerca de 22km, passando pelo Rio Doce e atingindo o oceano Atlântico, matando 19 pessoas e desalojando centenas, poluindo o solo, o ar, causando a mortandade de animais, da flora, e tornando extensas áreas urbanas e rurais imprestáveis”, enumerou o advogado.

Ao explicar os aspectos e causas do acidente, Pellon contou que a empresa optou pela técnica de construção mais econômica – e arriscada – para a barragem, e que diversas questões deveriam ter servido como alertas de que havia algo errado. Ele ressaltou, ainda, a importância da atuação do poder público na prevenção de tragédias como essa, por meio das chamadas fiscalizações pós licença.

De acordo com estudo apresentado na mesma plenária, pela presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Linhas Financeiras da AIDA Brasil, Mariana Menescal, as diferenças entre as leis aplicadas ao seguro ambiental ao redor do mundo vão desde a própria definição do que se enquadraria como risco ambiental até os critérios para definir a quem deve ser atribuída a responsabilidade pelos danos em caso de sinistro.

O trabalho contou com a colaboração de sete seções da AIDA. A partir de respostas enviadas por 22 países, foi possível constatar que o tema é ainda pouco desenvolvido do ponto de visto jurídico. “Somente no México, por exemplo, existe uma estrutura de regulamentação específica para o segmento”, ressaltou Mariana.

Além disso, a penetração desse tipo de proteção ainda é baixa: segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a produção do mercado de seguros brasileiro para esses riscos representam menos de 1% no ramo de seguros patrimoniais e Responsabilidade Civil. “Essa situação se repete na maioria dos países questionados em nosso estudo”, contou a advogada.

Na sequência, o Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis, que presidiu o painel, avaliou: “o que podemos concluir é que existe, hoje, uma preocupação real com a efetividade das leis dentro dessa área. Até que elas se tornem mais concretas, há um longo caminho a ser percorrido”.

O terceiro integrante do painel, o advogado Pery Saraiva Neto, presidente do Grupo Nacional de Trabalho da AIDA Brasil voltado a esse segmento, defendeu a garantia da prevenção como uma das principais missões a serem perseguidas pela legislação. “Precisamos avançar na modulação de instrumentos econômicos de proteção ambiental, entendidos com soluções reguladas pelo Direito que visam romper com sua lógica meramente repressiva, com o objetivo de incentivar a adoção de melhores práticas”, afirmou. Em sua visão, isso se refletiria na instituição de estímulos econômicos para a adoção de práticas ambientalmente adequadas, protetivas e sustentáveis.

Novas tecnologias e regras contratuais do seguro

Divulgação
Divulgação

“Eu gostaria de agradecer pela confiança e de dizer que conto com a colaboração de Kullman para dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado pela AIDA World, temos muito a inovar”, disse Sharon, que será a primeira presidente mulher da seção internacional da entidade.

Logo após a eleição realizada durante Assembleia Geral da AIDA World, os congressistas receberam as boas vindas em um coquetel. O presidente da AIDA Brasil, Inaldo Bezerra Silva Junior, afirmou que organizar o Congresso é uma oportunidade de “mostrar ao mundo que o Brasil é um país de instituições democráticas sólidas e possui enorme potencial para retomar o crescimento  e a expansão dos negócios em todas as áreas, em especial naquelas em que o seguro é mais relevante, como infraestrutura, logística, armazenagem, proteção de dados, saúde, responsabilidade civil”.

Ele também anunciou o lançamento da 6ª edição do livro “Aspectos Jurídicos dos Contratos de Seguro”, feito em conjunto pelos Grupos de Trabalho da AIDA Brasil. O trabalho foi organizado pelos integrantes da instituição Angélica Carlini e Pery Saraiva Neto.

A nova presidente da AIDA World, Peggy Sharon, apresentou uma pesquisa realizada com 29 países sobre as estipulações pré-contratuais e ciência das partes no contrato de seguros. O estudo verificou que existe, em muitos casos, uma lacuna de informações entre a seguradora e o segurado, além de diferenças legislativas e contratuais adotadas pelos países – enquanto alguns adotam o direito comum, outros seguem as normas do direito civil.  

No Reino Unido, Brasil e Japão, por exemplo, diferenciam seguro para pessoas físicas e seguro comercial. Já outros, como Colômbia, Dinamarca, Taiwan e Uruguai, utilizam regras gerais de proteção ao consumidor. “São muitas as diferenças, mas chegamos à conclusão de que a busca pela equidade e possível equilíbrio entre as partes é compartilhada por todos os sistemas legais”, afirma Peggy. 

Na sequência, um dos consensos do painel “Novas tecnologias – veículos e robôs autônomos, riscos cibernéticos e processo de seguro” foi que a tecnologia está à frente da lei. Isso porque o mundo está mudando e evoluindo em uma escala bem mais rápida do que os ambientes regulatórios. Durante a explanação, foram abordados aspectos relativos aos reflexos jurídicos e de seguros no direito internacional.  

Entre os pontos apresentados, destacaram-se questões como o limite entre a liberdade e a privacidade dos consumidores diante da disseminação massiva de informações pessoais, inclusive por meio das mídias sociais – o que pode levar à discriminação; e o emprego da responsabilidade (à seguradora, ao segurado ou mesmo ao responsável pela manutenção do veículo) à luz da utilização de carros autônomos. 

AIDA Rio 2018 reúne lideranças do setor de seguros e autoridades

Lideranças do setor de seguros, autoridades e representantes da AIDA na abertura do AIDA Rio 2018
Lideranças do setor de seguros, autoridades e representantes da AIDA na abertura do AIDA Rio 2018

“Somos um fórum aberto para o debate acadêmico, científico, dialético e crítico da mais alta envergadura. Sempre com o objetivo de aprimorar as instituições de seguros e torná-las ainda mais significativas em um contexto social e econômico”. Com essas palavras, o anfitrião do evento e presidente da AIDA Brasil, Inaldo Bezerra Silva Junior, recebeu lideranças do setor de seguros, autoridades e congressistas, durante a abertura do XV Congresso Mundial da AIDA.

Na sequência, a presidente da AIDA World, Peggy Sharon, ressaltou a honra e agradeceu a confiança por ter sido escolhida como a primeira mulher a liderar a seção internacional da entidade. Em sua fala, ela destacou o processo de inovação pelo qual o mundo está passando e enfatizou que a AIDA precisa abraçar essas mudanças. “Já chegou o momento de mudança também para a AIDA. Hoje, mais mulheres estão chegando à liderança do nosso time. Eu e o meu grupo estamos aqui para trabalhar de mãos dadas em prol dessa entidade e para fazer com que a AIDA seja cada vez mais relevante e significativa para as leis de seguros”, enfatizou.

Nessa mesma linha, o titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha de Ataídes, falou sobre a importância da participação do órgão supervisor do setor em um evento de alcance mundial e também abordou a inovação como ponto de discussão em questões regulatórias. “Gostaria de destacar a relevância desses estudos e trabalhos, esse estímulo dos aspectos jurídicos para o regulador. Uma vez que aprimoramos os contratos e as relações, facilita muito a missão da Susep que é desenvolver os seus mercados supervisionados”, pontuou, fazendo referência aos direitos do consumidor em um momento de tantas inovações, já que haverá impacto nos contratos de seguros.

Já o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, discorreu sobre a importância da atividade seguradora no mundo, citando que a indústria do seguro responde por 6% do PIB mundial, movimentando cerca de US$ 4,9 trilhões e que, no Brasil, os números giram em torno de US$ 83 bilhões. “O setor de seguros também passou a fazer parte da pauta de mudanças das políticas macroeconômicas globais”, afirmou, explicando que está havendo uma revisão de benefícios antes garantidos pelo poder público e que agora estão migrando para o setor privado. Além disso, Coriolano pontuou a crescente judicialização do setor de seguros. “Todos precisamos nos debruçar sobre o assunto para verificar eventuais falhas regulatórias ou de lacunas contratuais”, ponderou.

Não obstante, o presidente da Escola Nacional de Seguros, à ocasião, também presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Robert Bittar, concordou que a ciência jurídica exige uma constante atualização. “A dinâmica do tempo, as mudanças comportamentais da sociedade e o surgimento de novos riscos pelas atividades humanas impõem aos operadores da justiça estar pensando sempre muitos passos à diante dos fatos”, afirmou, observando que a atividade de seguro possui princípios universalizados.

Nesse sentindo, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis, chamou atenção para o fato do mundo hoje ser uma aldeia global onde os países e as economias estão cada vez mais próximos. “Um evento dessa magnitude demonstra, mais uma vez, não só a importância do Brasil em um cenário internacional, mas também o anseio deste País de cada vez mais contribuir para a discussão de um assunto tão palpitante e fundamental nos dias de hoje”, concluiu, ressaltando que o STJ está à disposição da AIDA para futuros debates e encontros sobre as questões que envolvem seguros.

Também compuseram a mesa de abertura, o desembargador Milton Fernandes de Souza, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que salientou a heterogeneidade do Brasil, exemplificando que, no Amazonas, muitas vezes um juiz para chegar à comarca precisa de três dias de barco. E o presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santos (Sindseg RJ/ES), Roberto Santos, que exaltou a contribuição que a realização do Congresso Mundial no Brasil traz para o mercado segurador.

Associação Internacional de Direito do Seguros (AIDA)

Fundada em 1960, em Luxemburgo, a Associação Internacional de Direito de Seguros é uma instituição de cunho científico, sem fins lucrativos. É mundialmente conhecida como AIDA, as iniciais de seu nome em francês: Association Internationale de Droit des Assurances. Hoje, a Associação está presente em 73 países, incluindo o Brasil.

No país, teve sua primeira sede no Rio de Janeiro, tendo sido transferida para São Paulo em 1973, onde permanece até hoje. Ao longo de sua história, a Seção Brasileira participou de praticamente todos os Congressos Mundiais já realizados. Em 2002, organizou o VIII Congresso do CILA, realizado também no Rio de Janeiro.

Além disso, desde 2007, vem promovendo congressos nacionais que reúnem advogados, magistrados, juízes, professores e juristas interessados em Direito do Seguro, com expressiva participação, em diferentes capitais brasileiras. Atualmente, movimenta-se por meio de seus Grupos Nacionais de Trabalho, que tratam de todos os temas que envolvem o contrato de seguros.

*Com informações de Race Comunicação.

Roubo de veículos cai 17,3% no 3º trimestre, no RJ 800

Caem roubos de veículos no Rio de Janeiro

Presidente da Aconseg-RJ está confiante na consolidação desse índice

O presidente da Associação das Assessorias de Seguros do Rio de Janeiro (Aconseg-RJ), Luiz Philipe Baeta Neves, está bastante confiante na consolidação da tendência de queda dos percentuais de roubos e furtos de veículos e cargas no Rio de Janeiro. Ele atribui à intervenção militar no Estado os bons resultados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), segundo o qual os de roubos de carros apresentaram queda da ordem de 17,3% no terceiro trimestre, comparado ao mesmo período do ano passado.

Baeta lembra que, inicialmente, o comando da intervenção enfrentou problemas em razão da falta de verbas. “O dinheiro demorou a chegar e, quando chegou, era preciso cumprir vários procedimentos no processo de compras para não infringir a lei. Isso demandou tempo, mas, agora, estão aprimorando. Então, os resultados apurados são reflexos da intervenção no estado”, observa.

Para o presidente da Aconseg-RJ, o resultado do segundo turno das eleições presidenciais também podem influir no processo de melhoria dos índices de roubos de carros, de cargas e de transportes.Na opinião do executivo, se for mantida a perspectiva apontada pelos instituto de pesquisa em relação a eleição presidencial, possivelmente será mantida a intervenção no RJ e “a melhoria naqueles índices será maior ainda”. Por essa razão, Luiz Philipe Baeta Neves afirma que a Aconseg vê esse momento com perspectivas de mais realizações e de um futuro “muito bom” pela frente.

Thinkseg Group está entre as 100 insurtechs mais inovadoras do mundo 516

Thinkseg

A lista foi criada pela FinTech Global para destacar as empresas que todos os líderes do mercado devem conhecer em 2019

O Thinkseg Group acaba de ser inserido na seleta lista InsurTech 100, produzida pela FinTech Global, empresa especialista em pesquisas e levantamento de dados, que denomina as 100 insurtechs mais inovadoras do mundo. O ranking, divulgado na última quinta-feira, dia 11 de outubro, usou como um dos principais critérios as soluções tecnológicas oferecidas pelas empresas selecionadas ao mercado de seguros e resseguros.

A lista é composta por insurtechs de diversos países do mundo, com destaque para os Estados Unidos, onde opera a maioria delas. O Thinkseg Group está entre as únicas duas empresas brasileiras selecionadas.

Fundado em 2016, o Thinkseg Group foi criado para revolucionar o mercado de seguros brasileiro ao oferecer uma experiência totalmente digital ao consumidor, com produtos construídos e precificados de forma inédita. Em parceria com as principais seguradoras, uma de suas verticais, a Thinkseg, utiliza telemetria e inteligência artificial para oferecer produtos customizados, pensando não apenas no perfil, mas também no comportamento de cada cliente.

Criado por um único investidor com modelo de partnership, o Thinkseg Group não tem participação de grandes bancos, seguradoras ou fundos de investimentos. O resultado disso é total transparência, flexibilidade e agilidade para oferecer serviços e soluções em parceria com diferentes agentes do mercado, pensando sempre no consumidor em primeiro lugar.

Na primeira operação de aquisição entre insurtechs no Brasil, em junho deste ano, o Thinkseg Group multiplicou sua carteira de clientes ao adquirir a Bidu Corretora, uma veterana no ambiente digital e uma das primeiras corretoras de seguro online do país que, hoje, é líder isolada na geração de tráfego orgânico e na consequente aquisição de clientes para diversos tipos de seguros.

De acordo com Andre Gregori, CEO e fundador do grupo, ter esse reconhecimento mostra que estão no caminho certo, ao oferecer aos clientes uma forma totalmente digital e inovadora de contratar seguros, trazendo real disrupção e melhorias para todos do mercado. “O nosso principal objetivo é inovar no mercado, utilizando a tecnologia para oferecer produtos personalizados, além de desburocratizar o acesso aos seguros no Brasil. Por isso, fazer parte desta lista é um reflexo de que estamos realmente atendendo aos anseios do consumidor moderno, que está cada vez mais digitalizado e procurando por novas formas de adquirir os seus produtos”, afirma Gregori.

A pesquisa começou a ser realizada em junho deste ano, com a identificação dos principais players do mercado de seguros e resseguros. Assim, a FinTech Global iniciou um processo de seleção das melhores companhias, por meio da realização de entrevistas detalhadas, para levantamento de informações e análises de cases. Com a definição dos melhores projetos e soluções apresentadas, a startup global definiu as 100 finalistas que compõem a lista.

As empresas de destaque foram escolhidas por um painel de experts da indústria de seguros, que revisaram as análises de 637 insurtechs identificadas pela FinTech Global. As insurtechs finalistas foram reconhecidas por seus usos inovadores de tecnologia para resolver algum problema significativo do mercado, crescimento em termos de capital e potencial para gerar economias de custos ou melhorias de eficiência em toda a cadeia de valor dos seguros.

Mercado em ascensão

Segundo a FinTech Global, o setor de insurtechs é um dos mais importantes dentro do mercado de fintech. Desde 2015, mais de 7 bilhões de dólares foram investidos por essas startups em soluções de seguro e resseguro no mundo, fazendo com que os investidores percebessem o No Brasil, o mercado de insurtechs cresce continuamente, contando atualmente com 78 empresas, conforme o último levantamento do Comitê de Insurtechs da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

A FinTech Global identifica que há muita especulação sobre as insurtechs no mercado, porém as informações ainda são muito superficiais, incoerentes e não satisfazem às principais necessidades de dados requeridos pelos tomadores de decisões de incubadoras. Por isso, a criação da lista InsurTech 100 ajuda os líderes do mercado de seguros na identificação de negócios de sucesso, oferecendo análises aprofundadas sobre as melhores iniciativas dentro do setor de insurtechs.

Bradesco Seguros inaugura Sucursal em Chapecó (SC) 639

Bradesco Seguros Chapecó

Executivos da companhia prestigiam volume de negócios na região

Com a presença de Marco Antonio Gonçalves, Diretor-Geral da Organização de Vendas do Grupo Bradesco Seguros, aproximadamente 80 operadores participaram da inauguração na Sucursal da Bradesco Seguros, em Chapecó (SC). O Diretor Comercial, Leonardo Pereira de Freitas; a Superintendente de Mercado, Yara Schiefler; a Corporate, Adriana dos Santos Macedo e o Superintendente Regional Corporate, Ederson Daronco, também marcaram presença neste momento ímpar para o setor de seguros na região.

Um público de funcionários internos e da área comercial, corretores e demais executivos participaram ainda de um momento de benção e unção da nova sede. “Valorizamos toda produção já conquistada e pedimos todo apoio para continuarmos com o grande volume de produção e representatividade que a Sucursal já possui”, explica Anderson Mundim, Superintendente Região Sul da seguradora.

Confira imagens – Inauguração da Sucursal Bradesco Seguros em Chapecó (SC)

317 empresas são autuadas por operar no mercado de seguros sem autorização 677

Empresas

Divulgação da lista é iniciativa inédita da Superintendência de Seguros Privados (Susep)

Em uma ação inédita, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) passa a divulgar uma listagem de empresas e entidades, nacionais e estrangeiras, identificadas e autuadas por não possuírem autorização da autarquia para operar com produtos de seguro. A lista será atualizada periodicamente e abrange o chamado “mercado marginal” como um todo, não apenas a intitulada “proteção veicular”, pois foram identificadas também operações indevidas em relação aos ramos de seguros de vida, funeral, entre outros.

Para o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, um órgão supervisor forte preza pela eficiência do setor, de forma transparente, atuando como agente de proteção ao consumidor e combate ao chamado “mercado marginal”. “Estamos falando de empresas e entidades que foram identificadas pela área de fiscalização comercializando, de forma irregular, produtos similares aos de seguro. Além disso, há também outras empresas que são constituídas fora do Brasil e não possuem autorização para comercializar serviços no mercado brasileiro”, enfatiza.

Entre as regras e os critérios preestabelecidos pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) para a constituição de sociedades seguradoras, estão: as de solvência – que atestam a condição que uma companhia possui, entre ativos e passivos, para arcar com seus compromissos financeiros; bases técnicas atuariais que visam a estabelecer probabilidades de riscos; e a fiscalização em relação às condições legais para eleição dos seus administradores.

Nessa mesma linha, o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, reitera que todas as empresas que comercializam produtos de seguro precisam ser autorizadas pela Susep. “A autarquia mantém uma força-tarefa constante no sentido de coibir e enfrentar a realização de operações de seguros por empresas sem autorização”, afirma, ressaltando que a Susep vê o chamado “mercado marginal” com preocupação. “A prática ilegal (sem autorização) causa prejuízos à população porque não há proteção para o consumidor. O consumidor precisa estar bem informado.”, orienta.

Orientações ao consumidor

A lista de empresas e entidades nacionais e internacionais divulgada pela Susep leva em consideração os processos administrativos sancionadores julgados em primeira instância no âmbito da autarquia, tendo caráter informativo e não exaustivo. Confira a lista na íntegra.

Em relação às empresas estrangeiras, a autarquia alerta que há denúncias sobre a comercialização de produtos de seguro de forma irregular no Brasil – sem a autorização da Susep -, e que tal prática vai de encontro à legislação brasileira.

A Susep orienta que, antes da contratação de qualquer produto de seguro, seja realizada uma pesquisa sobre a empresa para certificar que ela é autorizada pela autarquia neste link.