Como as expedições lunares contribuíram para a ciência moderna? 5384

Lua

49 anos após a primeira viagem do homem à Lua, tecnologias espaciais são adaptadas para uso na Terra

No dia 20 de julho de 1969, o astronauta Neil Armstrong entrou para história ao se tornar o primeiro homem a pisar em solo lunar, dando um “gigantesco salto para a humanidade”.

A alunissagem da missão tripulada Apollo 11 projetou a imagem de que tudo era possível em um mundo que se tornava tecnologicamente avançado. Além disso, a corrida espacial se processava no contexto da Guerra Fria, e a viagem à Lua representava a vitória do capitalismo sobre o comunismo soviético. Porém, do ponto de vista científico, se o dinheiro e os esforços investidos na missão tivessem sido direcionados para sondas automatizadas, teríamos obtido muito mais conhecimento sobre o nosso satélite natural do que o obtido pelas pequenas quantidades de rochas trazidas pelos astronautas. Mas é muito provável que um programa para exploração do espaço exclusivamente por meios não tripulados não conseguisse grande apoio popular, muito menos um financiamento.

Nos três anos seguintes após o inédito feito, mais dez pessoas, em cinco missões diferentes, tiveram a oportunidade de visitar a Lua, até que o interesse do público rapidamente diminuiu e, com isso, o orçamento do governo americano dedicado à NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) também foi reduzido, inviabilizando a continuação do programa de missões espaciais tripuladas e acarretando na priorização de programas de exploração e ocupação orbitais, como os ônibus espaciais e as estações espaciais Skylab e ISS (Estação Espacial Internacional).

Como a Estação Espacial Internacional contribui para a ciência?

A Estação Espacial Internacional (ISS) oferece um ambiente único de microgravidade, permitindo a melhoria da qualidade de experimentos que envolvem cristalização de proteínas, crescimento de células e tecidos, reações químicas ou processos bioquímicos. Um exemplo disso é o experimento MEK (Efeito da Microgravidade na Cinética das Enzimas Lipase e Invertase), realizado pela FEI em 2006 a bordo da ISS.

Além disso, a ISS proporciona condições ideais para experimentos sobre a capacidade de adaptação humana ao espaço. Estes experimentos, que analisam as mudanças fisiológicas em nossos corpos submetidos à microgravidade e a um ambiente com mais radiação espacial do que o encontrado na superfície da Terra, também estuda o ecossistema que seria necessário para uma viagem espacial de longa duração.

Em uma viagem espacial curta, é possível embarcar todos os alimentos necessários, mas em uma missão longa, seria necessário realizar agricultura a bordo da espaçonave e, portanto, é preciso saber como plantas e outros organismos se desenvolvem neste tipo de ambiente e quais medidas devem ser tomadas para garantir as condições de saúde da tripulação.

Tecnologias espaciais são adaptadas para uso na Terra

Há um fluxo constante de tecnologias espaciais na Terra. Por exemplo, as técnicas que permitem a operação de braços robóticos no espaço (os mais conhecidos são os braços robóticos do deck de cargas dos ônibus espaciais) são as mesmas que permitiram que robôs fossem utilizados na realização de cirurgias. Algumas invenções possuem conexão mais evidente com o espaço, como sistemas de localização e de navegação (GPS), mas há também tecnologias mais surpreendentes, usadas para detecção e combate a incêndios ou para tratamento de águas servidas e outros resíduos; estas tecnologias foram testadas na ISS nos últimos dez anos e podem encontrar uso na Terra em breve.

Devemos nos preparar para viver em outro planeta?

A exploração espacial nos ensinou que a Terra é pequena, frágil e muito distante de qualquer outro possível habitat, por isso, estamos muito longe de ter chances reais de iniciar a colonização de outro planeta. Ao contrário das grandes navegações europeias do século XV, em que as naves podiam percorrer oceanos desconhecidos, mas que ainda pertenciam a um ambiente propício à vida, precisaríamos criar todo um ecossistema autossuficiente em outro planeta ou até mesmo dentro da espaçonave, se o local a ser colonizado fosse exterior ao Sistema Solar. Neste caso, apenas a viagem poderia demorar centenas de gerações.

Portanto, em vez de empregar recursos, esforços e talentos para encontrar meios de sair da Terra e destruir algum outro planeta, deveríamos utilizá-los para reduzir o dano que causamos ao nosso lar, garantindo que a vida na Terra seja possível a longo prazo.

*Pelo Prof. Dr. Roberto Baginski, Chefe do Departamento de Física do Centro Universitário FEI.

Icatu Seguros e Banco Inter fecham parceria para oferecer Previdência por aplicativo 582

Icatu Seguros e Banco Inter fecham parceria / Divulgação

Companhia é líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização

A Icatu Seguros, líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização, e o Banco Inter, primeiro banco digital do país, fecharam parceria para comercializar previdência privada pelo aplicativo do banco – uma iniciativa inédita no país. Com o objetivo de democratizar o acesso de todo tipo de investidor e incentivar o planejamento financeiro, um dos propósitos da seguradora, a transação é 100% online, sem taxas de carregamento e com aplicação mínima de R$ 100.

Pelo celular, o investidor responderá a algumas perguntas para receber sugestão do plano mais indicado para seu perfil, tornando a experiência do cliente melhor e ainda mais customizada. Os sistemas da Icatu Seguros e do Banco Inter estão integrados via API. Trata-se de uma tecnologia moderna que torna mais fácil e simples o canal de acesso: o cliente utiliza o sistema da Icatu e tem interface em tempo real com a base do banco, garantindo agilidade aos processos, além de segurança dos dados.

“Criamos uma oferta que não existe no Brasil: pelo celular, qualquer investidor poderá decidir por um produto de previdência com segurança. Estamos conectando consumidores digitais a um marketplace de previdência preparado para atendê-lo na oferta e no pós-venda”, afirma o presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel.

A parceria foi lançada nesta quarta-feira, dia 12 de dezembro, em um evento na B3, em São Paulo, quando o Banco Inter anunciou a criação da Plataforma Aberta Inter (PAI).

“Nosso diferencial é ser um banco digital que oferece tudo o que o cliente precisa, na palma da mão. Com a nossa nova plataforma de investimentos, passamos a contar com um portfólio ainda mais completo, oferecendo também a possibilidade de contratação de previdência privada diretamente pelo aplicativo”, afirma João Vitor Menin, CEO do Banco Inter.

Como as startups estão transformando as empresas tradicionais? 617

Confira artigo de Henrique Maziero, fundador e CEO do Grupo Planetun

Confira artigo de Henrique Maziero, fundador e CEO do Grupo Planetun

Que as startups são modelos de negócios escaláveis tentando inovar com o desenvolvimento de soluções em um cenário de incertezas não é novidade. A reflexão da vez é que, esses empreendedores disruptivos vem transformando não só o nicho em que atuam, mas também todo um setor de mercado anteriormente tradicional e dotado de velhas práticas.

Com o avanço da tecnologia, a chegada da geração millennials ao mercado de trabalho e a mudança na forma como as pessoas consomem os mais diferentes tipos de produtos, as corporações tradicionais tiveram que se adaptar para continuarem competitivas. O novo consumidor demanda um conjunto de agilidade, mobilidade e conveniência, que não pode passar despercebido e deve ser cada vez mais incorporado pelos negócios.

No entanto, implementar mudanças e transformar o legado de uma instituição tradicional não é tarefa das mais simples, por isso um movimento que passou a acontecer foi as grandes empresas buscarem as novatas, que já nasceram com essa veia de inovação e tecnologia, para adotar novas soluções e aprimorar seus processos. Prova disso é que, hoje, já existe uma ampla gama de startups que atuam exclusivamente no segmento B2B, oferecendo recursos para modernizar setores até então mais enraizados.

Uma pesquisa feito pela GE Global Innovation Barometer com executivos seniores de 23 países demonstra essa transformação: 81% reconheceram o crescimento da cultura de startups e concordaram que essa é uma forma de estabelecer sistemas inovadores dentro das organizações. Outro estudo, realizado pelo Harvard Business Review, apontou que 43% das empresas pesquisadas, de diversos setores, estão conseguindo resultados positivos em seus negócios com investimentos em transformação digital.

Uma das principais aplicações tecnológicas que vem sendo inserida nos negócios das grandes companhias é a Inteligência Artificial (IA), tecnologia que se expandiu e fortaleceu em paralelo ao movimento de crescimento das startups no mercado. O objetivo é aprimorar a relação entre empresas e clientes.

Cada vez mais conectado e atento as mudanças ocorridas no comportamento do consumidor, o setor tradicional de seguros é um dos que está apostando nas soluções digitais para atender as novas demandas e se manter competitivo. No caso da Inteligência Artificial, a ideia é levar mais qualidade, segurança e agilidade para os processos, inovando em um ambiente complexo de sistemas, nos quais as seguradoras estão inseridas.

A IA é capaz de substituir esforços repetitivos e manuais, que consomem tempo e recursos deixando de agregar valor ao negócio, por processos automatizados, o que aprimora os serviços das seguradoras de diferentes formas. Entre as vantagens estão um processo mais rápido, melhor experiência do usuário, redução de custos, maior competitividade no mercado e estímulo à inovação.

Visto que o cenário é de transformações, o que percebemos é que não só as startups têm muito a aprender com a experiência das já bem-sucedidas e consolidadas organizações, como as empresas tradicionais também estão cada vez mais engajadas em se inspirar na dinâmica de inovação dessas pequenas disruptivas.

*Por Henrique Mazieiro, fundador e CEO da Planetun, insurtech que desenvolve soluções disruptivas para o mercado de seguros e automotivo.

Diretor da SulAmérica é eleito Profissional de Tecnologia da Informação de 2018 203

À frente da estratégia de inovação da seguradora, Cristiano Barbieri está entre os 48 líderes de TI que mais se destacaram no ano

Cristiano Barbieri é eleito Profissional de TI 2018 / Divulgação
Cristiano Barbieri é eleito Profissional de TI 2018 / Divulgação

O diretor de Estratégia Digital, Inovação e Tecnologia da SulAmérica, Cristiano Barbieri, foi reconhecido na última quarta-feira (5) com o prêmio Profissional de Tecnologia da Informação 2018, promovido pelo anuário Informática Hoje. A premiação tem o objetivo de reconhecer os 48 líderes de TI que mais se destacaram no ano com projetos de tecnologia que tenham contribuído para o sucesso de suas organizações.

À frente da estratégia de inovação e transformação digital da SulAmérica, o diretor foi um dos quatro vencedores da categoria Seguros. Os premiados foram selecionados a partir de um Conselho de Notáveis, grupo composto por mais de 500 representantes das entidades do setor e de empresas fornecedoras de soluções de TI. Na companhia desde 1998, esta é a terceira vez em que o executivo é eleito um líder de destaque na área de TI pelo Informática Hoje.

Obras públicas e a política de custos que derruba pontes 459

Obras públicas e a política de custos que derruba pontes

Confira artigo do engenheiro civil Marcus Granadeiro

A ruptura ocorrida na ponte da Marginal Pinheiros, uma das principais vias de acesso da maior metrópole brasileira, levantou precedentes para questionarmos a importância do armazenamento e da gestão de documentos, procedimentos que possibilitam dar o diagnóstico completo e mais rápido do incidente para que a obra de reparo fosse iniciada.

Porém, é sabido que a guarda e a gestão de documentos são vistas como custos e não são preocupações valorizadas pela Engenharia, principalmente quando falamos de obras públicas. O fato é que os dados só são procurados quando problemas e conflitos começam a florescer, na maioria das vezes, quando o cenário já é caótico.

Se durante as fases de projeto e obra já é assim, imagina após a sua entrega. É raro encontrar empreendimentos com orçamento para manter os dados e informações ao longo do tempo. O comum é receber o databook, que é colocado em algum armário e, infelizmente, nunca é usado. Não é incomum que ele se perca ao longo do tempo ou, até mesmo, que nunca tenha existido de forma plena, pois não são todos que conferem a documentação que recebem.

A informação e os documentos são bases para qualquer operação de facilidades ou sistema de manutenção. São organismos vivos, que precisam ser mantidos e atualizados dentro de processos e de mecanismos de governança que garantam sua integridade. Qualquer obra demanda manutenção e qualquer manutenção demanda informação e documentos.

E então o mercado segue muito agitado em relação ao BIM (Business Information Model) por se tratar de um viaduto importante que se rompe e não se tem os projetos para estudar a solução de correção. Será que não estamos querendo correr antes de aprendermos a andar?

Não quero com isso condenar a iniciativa de BIM que vem sendo, de alguma forma, incentivada ao uso nos projetos de obras públicas, mas alertar da importância de nos preocuparmos com processos e investimentos básicos que ainda não estão sendo feitos. Pontes erguidas são um problema atual e estão em alerta. É hora de revermos, com urgência, o que deve ser feito de básico antes de ampliarmos as capacidades de controle para aquele que é o mundo perfeito.

*Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e ​ do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

Jornada do CVG/RS orienta profissionais do mercado 542

Momento marcou primeiro evento sob a gestão da nova diretoria

O CVG/RS realizou, na última quinta-feira (29), a V Jornada de Seguros e Benefícios. A oportunidade teve a presença de mais de 200 profissionais de mercado em um dia inteiro de palestras sobre as temáticas inovação e tecnologia, além de contar com espaço dedicado à companhias expositoras para facilitar a rede de contatos entre os participantes. “Preparamos este dia especialmente para impactar positivamente o conhecimento e a troca de experiências de cada um”, comentou a presidente do Clube, Andreia Araújo.

A psicóloga especialista no viés econômico Luciane Fagundes falou sobre situações que levam as pessoas a tomarem determinadas decisões. Através dessa compreensão, a palestrante demonstrou aos corretores abordagens para vender ainda mais. “As pessoas tem medo de riscos, mas não conseguem tomar nenhuma decisão quanto a isso, e é neste cenário que vocês auxiliam elas”, destacou.

O atuário Sergio Rangel refletiu sobre a gamificação no mercado de seguros. Para ele, essa é uma ferramenta que o segmento pode fazer uso de maneira inteligente. “Pequenas intervenções mudam o comportamento das pessoas e ajudam a tomar as melhores decisões”, explicou.

O vice-presidente da Icatu Seguros, César Saut, refletiu sobre as oportunidades nas áreas de vida e previdência. Ele realizou uma relação com a economia brasileira, demonstrando que há espaço para o crescimento profissional da categoria. “O mercado de seguros precisa ser mais disruptivo, os operadores precisam se envolver cada vez mais e sempre procurar maneiras de inovar”, disse. O corretor de seguros mineiro Rogério Araújo trouxe dicas baseadas em sua própria vivência. “O corretor deve sempre não só buscar oportunidades, mas também criá-las e isso é possível acreditando, investindo e aplicando suas ideias”, argumentou.

O membro de honra do Million Dolar Round Table, JP Bottecchia, contou sua história de vida, baseada em muita persistência. Dando um toque especial ao evento, que trouxe novas perspectivas sobre o setor aos participantes.

Galeria de imagens – V Jornada de Seguros e Benefícios do CVG/RS: