Quem te inspira? 3466

Líderes securitárias gaúchas promovem momento de reflexão e autoconhecimento

A Confraria das Líderes Securitárias Gaúchas utilizaram o almoço de sexta-feira (10) para promover momentos de reflexão e autoconhecimento. “Quem te inspira?”, questionou a especialista em psicologia transpessoal, Rosana Schaeffer, às profissionais do seguro.

A pergunta de Rosana teve o intuito de auxiliá-las a se conectar a questões inerentes às suas características pessoais, para que isso reflita na vida profissional. ˜Tudo é energia, nós somos energia. Precisamos cuidar da nossa saúde mental e procurar ter leveza nas relações, pois a felicidade é algo que inspira os demais˜, destacou.

O grupo tem como objetivo promover um espaço de diálogo e ajuda mútua entre as profissionais. “A ideia é que possamos trocar ideias, nos auxiliar em todos os momentos e até se espelhar umas nas outras profissionalmente, pois ver e pensar sobre o que a outra está fazendo é legal e inspirador”, comenta a integrante Estela de Moura Rey, gerente comercial da Sancor Seguros.

Encontro das Líderes Securitárias do RS – Todas as imagens:

Sudamerica Vida patrocina 60 anos do Clube dos Seguradores da Bahia 179

Sudamerica Vida patrocina 60 anos do Clube dos Seguradores da Bahia

Comemoração acontece no dia 26 de abril

Recentemente autorizada para operar no segmento de pessoas, a Sudamerica Vida filiou-se a Associação Nacional das Microsseguradoras (ANM). A companhia foi a primeira a garantir presença através de patrocínio aos 60 anos do Clube dos Seguradores da Bahia, que será comemorado no dia 26 de abril, a partir das 19h, no Hotel Fiesta.

São aguardados mais de 250 corretores de seguros, além de personalidades de mercado em uma confraternização diferenciada. “O Luciano Fracaro, presidente da Sudamerica, e o Diretor Comercial, David Novloski, são amigos da Bahia, acreditam em nosso mercado, nos prestigiam sempre, além de serem profissionais de altíssimo nível. O Clube dos Seguradoras da Bahia agradece a confiança e prestigio”, enfatiza Fausto Dórea, presidente da entidade baiana.

Revoluções tecnológicas urbanas marcam o Smart City Expo Curitiba 2019 163

Revoluções tecnológicas urbanas marcam o Smart City Expo Curitiba 2019

Robôs, veículos compartilhados, óculos que constroem um mundo paralelo, novas formas de moradia são algumas das novidades expostas no evento

Já imaginou chegar a um local e ser recepcionado e atendido por um robô? É exatamente essa a experiência que terá durante o Smart City Expo Curitiba 2019 quem visitar o estande da FiscalTech, empresa de tecnologia criada no ano de 1994 em Curitiba. A segunda edição brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo, que será realizada no Expo Barigüi nos dias 21 e 22 de março, deve mobilizar mais de 6 mil pessoas, representantes de 80 cidades brasileiras e de 25 cidades do exterior.

Carros elétricos, veículos compartilhados, revoluções tecnológicas urbanas, óculos que constroem um mundo paralelo, novas formas de moradia e inovações em iluminação pública. Essas são outras das novidades que os visitantes terão a oportunidade de conhecer na área de exposição do evento.

A FiscalTech pesquisa e desenvolve sistemas integrados para Gestão e Operação em Tecnologia ITS (Intelligent Transportation Systems). Seus equipamentos com tecnologia embarcada monitoram e fiscalizam vias urbanas e rodoviárias de forma interconectada, permitindo uma gestão estratégica e operacional do tráfego e da segurança nas cidades e estradas. Mas dessa vez levará ao público uma novidade. “Iremos levar ao público um robô que irá atender e dar informações sobre a nossa empresa, sobre as ações voltadas ao poder público e o uso da inteligência”, afirma Túlio Alves, gerente de projetos da empresa.

O acesso à área de exposição do Smart City será gratuito mediante inscrição prévia neste site. O evento é chancelado pela FIRA Barcelona, organizador do Smart City Expo World Congress, realizado anualmente em Barcelona. O iCities, empresa curitibana especializada em soluções para smart cities, é a responsável pela organização do evento no Brasil, em parceria com a Prefeitura Municipal de Curitiba e o Vale do Pinhão.

Quem também estará com exposição montada é a gigante chinesa Huawei, a terceira maior fabricante de smartphones do mundo. No ano passado, em conjunto com a Oi, apresentou uma solução de smart cities para monitoramento inteligente com vídeo. O sistema permite a identificação de rostos, comportamentos e também de elementos como placas de automóveis.

Em todo o mundo, a empresa testa e implanta iniciativas urbanas inteligentes, reunindo tecnologias, como a Inteligência Artificial e a nuvem híbrida. A Huawei atua, por exemplo, em soluções baseadas na sua plataforma digital que abrange gestão municipal, segurança pública e proteção ambiental, bem como transporte inteligente, educação inteligente e agricultura inteligente.

Outro gigante no setor de inovação que terá estande no Smart City 2019 é o Parque Tecnológico Itaipu, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). No estande da Itaipu o visitante conhecerá mais sobre o compartilhamento de veículos e também sobre o Laboratório de Cidades Inteligentes, desenvolvido pelas instituições.

Além de um sistema de iluminação inteligente, o Laboratório reúne outros quatro sistemas: o compartilhamento de carros elétricos e bicicletas e o monitoramento por drones e de condições climáticas e ambientais dos espaços.

Realidade aumentada

Para aqueles que não se contentam apenas com o que os olhos podem ver, a Beenoculus levará para seu estande dispositivos tecnológicos de realidade aumentada. São óculos especiais que permitem enxergar além da própria visão. Na exposição haverá dois exemplares de Magic Leap.

Estes óculos usam o mundo real como cenário para projetar itens virtuais, produzindo uma realidade mista. Dessa forma, as lentes do dispositivo permitem que se veja o mundo real e também projeções. No futuro, essa tecnologia poderá ser muito útil para o desenvolvimento de um mundo real em uma interface híbrida, e ter implicações nas formas de trabalho, entretenimento e comunicação.

Iluminação

Já a empresa Smart Green apresentará uma ferramenta que poderá ser extremamente útil ao poder público: a telegestão de iluminação pública, concebida para evitar o desperdício de eletricidade. Trata-se de equipamento instalado sobre as luminárias de LED que consegue medir todo o gasto de eletricidade e gerar dados para a eficiência energética de toda uma cidade.

Moradia por Bitcoin

Outra novidade que será lançada durante o Smart City 2019 é o edifício Uphome Sete, localizado na esquina da Avenida Sete de Setembro com a Rua Desembargador Westphalen, em uma região da capital paranaense marcada por universidades, shopping center e serviços, frequentada por jovens estudantes e profissionais, e que será entregue em dezembro de 2020.

É o primeiro empreendimento pago com bitcoins a registrar escritura em cartório no Brasil. A torre de 18 andares tem estúdios com tamanhos de 18 a 43 metros quadrados de área privativa e incorpora um conjunto de facilidades destinado a somar privacidade ao conforto compartilhado. As unidades serão entregues decoradas com móveis inteligentes, para total aproveitamento do espaço e funcionalidade no uso. No estande de 36 metros quadrados, serão apresentadas as três versões mobiliadas das unidades residenciais.

Smart City Expo Curitiba 2019

Essa será a segunda edição do evento chancelado pela FIRA Barcelona, consórcio público formado pela Prefeitura de Barcelona, Governo da Catalunha e Câmara de Comércio de Barcelona, e que é o organizador do Smart City Expo World Congress, maior evento do mundo sobre cidades inteligentes, realizado anualmente em Barcelona. O iCities, empresa curitibana especializada em soluções para smart cities, é a responsável pela organização do evento no Brasil, em parceria com a Prefeitura Municipal de Curitiba e Vale do Pinhão.

O Smart City Expo Curitiba 2019 terá quatro temáticas principais: viabilizando tecnologias para cidades inteligentes; governança em cidades digitais; cidades criativas, sustentáveis e humanas; e planejando cidades inovadoras e inclusivas.

A área de exposição terá 35 empresas dos setores público e privado, exibindo soluções e inovações em áreas como iluminação pública, segurança, educação, saúde, saneamento básico, trânsito e urbanismo, entre outras. As 74 startups de Curitiba e região poderão exibir suas soluções e produtos e apresentar pitchs (palestras rápidas de, no máximo, 15 minutos) na Smart Plaza Vale do Pinhão, espaço da Prefeitura de Curitiba destinado a promover o ecossistema de desenvolvimento da cidade. O acesso à área de exposição será gratuito mediante inscrição prévia pelo site.

A área de congresso está preparada para receber mais de 1,6 mil pessoas. Serão três salas de conferências no Expo Barigüi, que receberão especialistas nacionais e internacionais das áreas pública e privada, assim como do terceiro setor, além de mais mostras paralelas. Eles trarão cases e provocarão debates sobre temas relacionados às smart cities, como planejamento urbano, mobilidade, governança, novas tecnologias e sustentabilidade. O preço dos ingressos até o dia 20 de março é de R$ 1.350, enquanto nos dois dias de evento será de R$ 1.500. Estudantes pagam meia entrada mediante comprovação. A compra pode ser efetuada por meio do site oficial do evento, após a realização da inscrição.

Comissão Feminina do Sincor-RJ realiza novo encontro com corretoras 256

Comissão Feminina do Sincor-RJ realiza novo encontro com corretoras

Momento acontece no dia 20 de março, a partir das 14h

Com objetivo de ressaltar a importância da mulher no mercado de seguros, o Sincor-RJ promove no dia 20 de março, a partir das 14 horas, um encontro com as corretoras de seguros no auditório. Com o tema “Mulher, um ser que nasceu para brilhar”, o evento conta com a palestra da Coach e Psicóloga especialista em desenvolvimento de carreira, Marília Costa, e da Executiva de Contas da Sompo Seguros, Pauline Santana

A Comissão Feminina convida todas as corretoras de seguros para participar dos encontros e a mesma é formada pela Presidente Claudia Deveza, pela vice presidente, Cintia Arruda, com as diretoras Aparecida Correa, Iris Sampaio, Rosana Souza, Rosangela Melo, Ingrid Orosa e Patricia Barreto.

Para participar, é só entrar em contato através dos telefones (21) 98314-1615 (Ana Claudia), (21) 99507-7701 (Cintia Arruda) ou através do e-mail comissaofeminina@sincor-RJ.org.br ou pelo site. O encontro conta com sorteio de brindes.

Ações de curto prazo que podem agilizar o comércio bilateral entre EUA e Brasil 507

Ações de curto prazo que podem agilizar o comércio bilateral entre EUA e Brasil

Alguns tópicos no curto prazo poderiam ter efeito imediato no comércio e investimento entre os dois países

O Brasil tem todas as condições para conseguir resultados concretos de aproximação bilateral de comércio com os Estados Unidos durante a visita do presidente Jair Bolsonaro a Washington, que vai acontecer nos dias 18 e 19 de março. É o que acredita Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasill, a maior Câmara Americana, entre 114 existentes fora dos EUA.

“Uma vez que temos dois presidentes que dão bastante importância ao desenvolvimento do setor privado, nossa expectativa é que se faça um bom programa de trabalho, com objetivos de curto, médio e longo prazos para que esse relacionamento, de fato, ganhe outra dimensão”.

Na primeira semana de março, a CEO da Amcham Brasil se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e levou as propostas de cooperação bilateral que são as mais relevantes para suas 5 mil empresas associadas para o encontro. “Um bom programa de trabalho é a forma mais adequada de conseguir resultados concretos. Falo de uma agenda que traga bom impacto nas relações e não tenha uma complexidade tal que seriam necessários anos para se chegar a um resultado”, resume.

A CEO da Amcham Brasil acompanhará a delegação do presidente Bolsonaro aos EUA como uma das representantes do setor privado. No dia 18, vamos divulgar nos EUA o relatório Brazil and the United States: A Roadmap to a Trade Agreement, sobre as possíveis etapas para um acordo de livre comércio. O documento foi feito em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a US Chamber e será divulgado na segunda-feira (18) durante o Brazil Day in Washington, encontro de empresários e autoridades dos dois países na capital americana.

Resultados de curto prazo

É muito provável que o governo brasileiro comece a dialogar com os Estados Unidos sobre um acordo de livre comércio ou mesmo um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, iniciativas que são apoiadas pela Amcham. O que requer entendimentos e negociações que podem chegar a dois ou três anos para finalmente serem concluídos.

Isso não quer dizer que o Brasil não tenha expectativas de curto prazo que não possam ser atingidas no período e, que preparem o terreno para alcançarmos esses acordos, detalha a CEO. “São as ações e entregas intermediárias que lançam as bases para entendimentos duradouros. Precisamos de medidas à curto prazo para trazer um novo folego de diálogo a relação e aquecer negociações para conquistas amplas e ambiciosas. A intenção de um acordo comercial pode até parecer em discurso dos dois presidentes, mas sabemos que ela é completamente dependente desse entusiasmo comercial e bilateral renovado à curto prazo”, comenta Deborah Vieitas.

Alguns tópicos no curto prazo poderiam ter efeito imediato no comércio e investimento entre os dois países. A Amcham listou os temas de impacto rápido e com chance de serem anunciados como prioritários no primeiro encontro entre os presidentes Bolsonaro e Trump:

CEO Fórum

Principal iniciativa em prol do diálogo, o CEO Fórum deve ser reativado. “Criado há 10 anos e interrompido em 2015, é focado em reuniões bilaterais criadas entre grandes empresários dos dois países e seus respectivos Presidentes para encontrar formas de ampliar as relações comerciais e de investimento”, explica Vieitas. Do lado americano, já saíram duas chamadas para apresentação de candidaturas do Federal Reserve e o Ministério de Economia está em definição da seleção de membros brasileiros.

Acordo de Salvaguardas Tecnológicas

Com ambos os lados comprometidos, o texto do acordo segue em revisão final com chances de ser assinado durante a visita presidencial, permitindo o uso da base de Alcântara (MA) pelo governo americano. “Se isso for concretizado, pode trazer muitas oportunidades na área de Defesa e dar um belo impulso ao programa espacial brasileiro. É um cenário promissor para a transferência e desenvolvimento de tecnologias”, explica.

Global Entry – adesão do Brasil ao Global Entry, programa de facilitação de vistos para executivos e investidores. “Para que os países possam fazer parte deste programa, é necessária uma troca de informações bilateral. Que, no nosso caso, envolvem Receita Federal e Polícia Federal. Quando se compartilham essas informações, os viajantes que são considerados de baixo risco têm um processo de liberação muito mais rápido através de quiosques eletrônicos”. Pela complexidade de informações trocadas em sistemas, pode não ser assinado durante a visita, mas segue sendo um atual tema de interesse e não controverso para os dois lados.

Operador Econômico Autorizado

Um acordo de reconhecimento mútuo entre o Operador Econômico Autorizado (OEA) brasileiro e o dos EUA traria benefícios imediatos ao comércio, sendo um tópico de grande convergência entre os dois países e dependente apenas do cumprimento das exigências sensíveis de segurança (sendo o único ponto atual de obstáculo). O OEA é uma plataforma que reúne empresas que atuam com importação e exportação e certifica as que são mais assíduas e responsáveis. “É uma ferramenta fundamental para ajudar a cadeia logística a cumprir de forma agilizada as exigências aduaneiras dos dois países. Se houvesse esse acordo de reconhecimento mútuo, as empresas que são tradicionais exportadoras e importadoras acabam recebendo uma classificação que facilitaria e daria muita agilidade ao trânsito de mercadorias que elas têm com os dois países”.

Convergência regulatória

Uma das exigências prévias para fazer trocas comerciais com outro país é estar em conformidade com os padrões técnicos e legais da localidade. Nesse sentido, é importante ampliar o acordo de convergência regulatória com os EUA. O setor de porcelanato conseguiu fazer um acordo desses, que surgiu de um diálogo entre o Departamento de Comércio dos EUA (em inglês, a sigla é DoC) e o ex-MDIC, hoje Ministério da Economia.

“Em comum acordo, os dois países fizeram um alinhamento da regulação permitindo aos brasileiros exportar para lá e vice-versa. Seria muito importante que esse acordo fosse alcançado com outros setores. Para isso, é necessário que haja disposição nos diferentes setores econômicos dos dois países”. O lado americano (DOC) aguarda propostas do Brasil para avançar na agenda.

Diálogos bilaterais

O diálogo setorial também é um mecanismo importante de aproximação. “O diálogo comercial entre o DoC e o Ministério da Economia tem sido dos mais ativos, mas há outras iniciativas, como o da Infraestrutura, da Defesa e de Energia. Esses diálogos é que acabam levando a ações mais concretas de cooperação”. A agenda está em processo de retomada no Ministério da Economia, tendo o seu esforço concentrado na facilitação comercial.

Ações de médio e longo prazos

Para consolidar o diálogo bilateral, Vieitas destaca que ele não depende só do governo e do setor privado, mas também do Congressos americanos e brasileiros. “Precisamos envolver os dois congressos nesse movimento de aproximação. Não se pode ter qualquer ambição de acordo comercial sem iniciar esse envolvimento. Precisamos reativar a Frente Parlamentar Brasil – EUA, bem como o “Brazil Coucus” nos EUA, voltando a reunir os congressistas que estão diretamente implicados na decisão sobre temas da relação bilateral, e que serão responsáveis pelo entendimento aprofundado desses temas”.

Apesar da grande expectativa da obtenção do apoio dos EUA para acessão do Brasil à OCDE, o tema pode até ser citado neste primeiro encontro, mas segue ainda sendo um ponto com necessidade de maior diálogo e influência. “Sabemos que os EUA têm sua própria visão sobre instituições multilaterais, mas isso não impede que possamos receber o apoio americano para a nossa acessão à OCDE, já que ele foi dado à Argentina recentemente”.

A visita de Bolsonaro é a oportunidade para aprofundar a relação, defende a CEO. “Entendemos que esse momento exige um sincero desejo de fazer mais. O que é muito positivo. Como representantes do setor privado, somos espectadores e ao mesmo tempo protagonistas: esperamos coisas boas e sabemos que temos espaço para ampliar a relação comercial e de investimentos com vantagens para ambos os lados”.

Fatos e dados da relação bilateral Brasil-EUA

Investimentos estrangeiros diretos dos EUA no Brasil

  • As exportações de empresas americanas estabelecidas no Brasil somaram US$ 8,5 bilhões em 2015.
  • As empresas americanas geraram US$ 37,2 bilhões em valor agregado ao PIB brasileiro e empregaram 645.800 brasileiros, com um estoque de ativos de US$ 263 bilhões em 2015, e venderam US$ 171,3 bilhões internamente.
  • Os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar entre as origens de investimento estrangeiro direto no Brasil . O estoque alcançou US$ 68,2 bilhões. Isso equivale a 3.3% do PIB brasileiro. Entre 2008 e 2017, o IED dos EUA no Brasil cresceu 55.3%.

Investimentos brasileiros diretos nos EUA

O estoque de IED brasileiro nos Estados Unidos cresceu 356% entre 2008 e 2017, alcançando US$ 42,8 bilhões em 2017. Em 2017, o Brasil foi a 16ª maior investidor nos EUA – à frente do México.

Em 2015, as empresas brasileiras detinham US$ 102,2 bilhões em ativos nos Estados Unidos e empregavam 74.200 pessoas. Comparado com grandes emergentes (China, Índia, Rússia, e México), o Brasil fica em segundo lugar na geração de empregos nos EUA.

As subsidiárias brasileiras venderam US$ 48,3 bilhões no mercado interno, e geraram US$ 7,9 bilhões em valor adicionado ao PIB americano (2015). Entre 2009 e 2015, as empresas brasileiras nos EUA superaram consistentemente empresas de outros grandes emergentes em vendas internas e valor adicionado ao PIB dos EUA.

As subsidiárias brasileiras nos EUA exportaram US$ 5,1 bilhões em 2015, mais que subsidiários de outras grandes economias emergentes (China, México, Índia, Rússia).

*Dados Amcham, Apex e Brazil-US Business Council.

MAPFRE Investimentos: Atividade econômica e o Ibovespa 396

MAPFRE Investimentos: Atividade econômica e o Ibovespa

Cenário aponta necessidade de atenção para relação entre desempenho da renda variável e do IBC-BR

Nesta semana, serão divulgadas informações de atividade econômica e eventos de política monetária no Brasil e no exterior. Serão apresentados dados de confiança do consumidor da União Europeia e os índices de gerentes de compras nos Estados Unidos nos dias 19 e 22, respectivamente. Nos dias 20 e 21, acontecerão as reuniões dos comitês de política monetária dos EUA e da Inglaterra, respectivamente. No Brasil, além da reunião do Copom, contamos com o IBC-Br, em queda de 0,4% na margem, e o Índice de Confiança do Empresário Industrial, da CNI.

Vale atentar para essas divulgações no Brasil. O senso comum indica que há uma correlação positiva entre indicadores de atividade econômica e de renda variável, notadamente o Ibovespa. É verdade que outras variáveis também impactam a evolução do índice no curto prazo. De qualquer modo, segundo o senso comum, o índice, por conta do resultado das empresas de capital aberto, deveria guardar relação positiva com a atividade econômica no longo prazo.

Diante de indicadores anêmicos de atividade econômica no Brasil e da evolução positiva do Ibovespa nos últimos meses, a pergunta que nos fazemos é se essa correlação de fato existe. Quando relacionamos variações do IBC-Br e do Ibovespa (gráfico abaixo), esse senso comum se confirma. Em nosso exercício estatístico, essa correlação supera 0,77 nos últimos 15 anos. Interessante verificar na mesma figura que o Ibovespa parece antecipar o IBC-Br, o que também confirma o senso comum.

IBC-Br e Ibovespa (mm12m – %)
Fonte: BCB,BOVESPA. Elaboração: MAPFRE Investimentos

Se essa relação é comprovada no passado, o que dizer da atual divergência entre o IBC-Br e o Ibovespa? Há 3 hipóteses para essa segunda pergunta. A primeira é a de que essa correlação deixou de existir em 2019; a segunda é a de que o IBC-Br assumirá trajetória positiva, compatível com a do Ibovespa; a terceira é a de que o Ibovespa assumirá trajetória negativa, compatível com a do IBC-Br. Atribuímos baixa probabilidade à primeira hipótese. Indicadores antecedentes ainda não confirmam a segunda hipótese. Por exclusão, vale ficar atento às perspectivas do Ibovespa.

Empresas e Setores: Turnaraound na Direcional

Em 11 de março, a Direcional Engenharia divulgou seu resultado referente ao quarto trimestre de 2018 e o consolidado do ano passado. Os números divulgados validam o sucesso na estratégia de turnaround da empresa.

Fonte: Direcional Engenharia

O foco do turnaraound foi concentrar esforços no segmento em que a empresa tinha menor participação em termos de percentual da receita e que apresentava margens crescentes: MCMV faixas 2 e 3. Os executivos olhavam para os resultados obtidos pela MRV e acreditavam que poderiam fazer tão bem quanto, ou ainda melhor.

Ao mesmo tempo, construção no Minha Casa Minha Vida faixa 1 perdia relevância, após a redução do programa por parte do Governo federal. A empresa também optou por suspender os lançamentos no segmento média e alta renda (MAC), devido às condições de mercado, problemas com distratos e operações mal-sucedidas em regiões distantes.

Em 2018, a Direcional também contou com sorte e competência. Conseguiu realizar a venda de imóveis do MAC para o Fundo de Investimento Imobiliário DMAC11 por R$ 246 milhões. Este evento possibilitou o pagamento de dividendos equivalentes a um yield de 9% aos acionistas na data do recebimento.

Uma das características do investidor de valor (value investor) é ser paciente. Enquanto a empresa organizava sua estratégia, as ações estavam “esquecidas” pelo mercado. Os resultados contábeis eram fracos e deixaram o preço da ação sem tendência de alta ou de baixa por mais de um ano. Aos nossos olhos, se a estratégia de turnaround desse certo, a Direcional seria reprecificada e poderia ter uma forte alta.

Conforme a empresa apresentou melhores resultados, o mercado foi reconhecendo os esforços. Desde o começo do ano até o 15 de março, as ações acumulam alta de 26%. Valorização bastante superior ao do índice Bovespa (12,8%). Devemos ver boa entrega de resultados ao longo de 2019. Esperamos que o preço das ações reflita tal melhora.

Gestão: No-Brexit e cenário dovish generalizado impulsionam mercados

Numa semana, temores sobre o crash landing chinês; noutra, arroubos altistas capitaneados por avanços nas reformas, recuos no Brexit e novos estímulos na China.

Com efeito, o mercado é para os fortes e balança ao sabor de circunstâncias que variam em horizontes de minutos, de modo que mudanças abruptas de estratégia nestes interstícios podem muitas vezes ser fatais. Com definições importantes na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que analisará a admissibilidade da PEC da Previdência, providenciais palestras do ministro Guedes sobre um novo pacto federativo no estilo “mais Brasil, menos Brasília” e uma cereja do bolo com o excepcionalmente bem-sucedido leilão de aeroportos no último dia da semana, o Ibovespa voltou a subir, flertando com os 100 mil pontos, fechando a semana com ganhos de 4%. Há três semanas, porém, havia quem atribuísse elevadas chances de um retorno aos 90 mil pontos.

Após três anos de um plebiscito dividido e um processo altamente atabalhoado, na semana anterior, os defensores do Brexit sofreram nova derrota com a rejeição, pelo Parlamento, do no-deal Brexit. Há inclusive entre os frustrados partidários originais da separação recém-tornados eurocentristas. Enquanto isso, nos bastidores, a Europa clama em uníssono pelo retorno da Grã-Bretanha ao bloco. Com possibilidades de separação cada vez menores e, portanto, menores impactos econômicos tanto para um (UK) como para o outro (EU), o micro-rally da libra e do euro dominou a semana, avançando sobre o dólar, que por aqui recuou cerca de 1,5%, com efeitos inclusive sobre os DIs, que devolveram prêmios e chegaram a cair mais de 20 pontos-base nos vértices mais longos, beneficiados pelos pequenos avanços nas reformas.