A razão dos gestores de risco estarem interessados em portfólios de propriedades 858

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Gestores de risco possuem nos seus arsenais uma nova arma: o imobiliário

A utilização da estratégia das propriedades como ferramenta da gestão de riscos é uma tendência relativamente recente e uma que esperamos que cresça significativamente à medida que cada vez mais empresas conhecem as novas estratégias de espaço de trabalho que lhes são disponibilizadas.

Estamos no início de uma revolução do espaço de trabalho, graças à digitalização e à crescente conectividade. A IWG, a empresa-mãe das empresas de espaços de trabalho como a Regus e a Spaces, inquiriu recentemente mais de 18 000 líderes de negócios do mundo inteiro para obter as informações mais abrangentes relativamente ao ponto em que nos situamos na revolução do espaço de trabalho flexível. Os resultados foram surpreendentes:

  • 89% afirmaram que o trabalho flexível ajuda os líderes de negócios a desenvolver as respetivas empresas.
  • 87% afirmaram que o trabalho flexível ajuda as empresas a manterem-se competitivas.
  • 89% afirmaram que o trabalho flexível permite aos líderes de negócios otimizar os custos.

Talvez mais interessante ainda para os gestores de risco, quase três quartos (73%) dos inquiridos afirmaram que o trabalho flexível os ajudou a mitigar os riscos. De que modo? Talvez outros resultados possam fornecer algumas informações:

  • 91% afirmaram que o espaço de trabalho flexível permite aos colaboradores da sua empresa ser mais produtivos enquanto viajam.
  • 80% afirmaram que o facto de os colaboradores da empresa terem a possibilidade de trabalhar em qualquer lugar os ajudou a recrutar e a reter os principais talentos.
  • 78% afirmaram que um número crescente de empresas está a optar por espaços de escritório flexíveis para satisfazer a exigência dos colaboradores relativamente a locais onde “basta aparecer para trabalhar”.
  • 72% afirmaram que fornecerem acesso a uma enorme rede de espaços de trabalho flexível os ajuda a atrair mais talentos.

Esta revolução significa que as empresas estudam cada vez mais sobre o modo como o trabalho flexível as pode ajudar a fazer crescer o negócio. Nesse sentido, estão a descobrir como isso as pode ajudar a gerir os diferentes tipos de risco.

Em primeiro lugar, o risco financeiro. Estima-se que em 2030, 30% do imobiliário das empresas seja flexível. Por que razão as empresas utilizam o espaço de trabalho flexível? Um das principais razões é o custo. As empresas podem poupar custos significativos em imobiliário que subcontratem, por vezes até 50% ou mais. Obviamente, a redução de arrendamentos a longo prazo, dos gastos de capital e dos custos gerais permitem um aumento financeiro que ajuda em termos de risco financeiro.

A futura nova regulamentação IFRS 16, que irá colocar os ativos arrendados no balanço de uma empresa, acreditamos que servirá de estimulo para que cada vez mais empresas reconheçam esta vantagem e que tirem partido dos grandes benefícios dos espaços de trabalho flexíveis.

Em segundo lugar, e associado, encontra-se o risco estratégico. As empresas globais precisam de expandir e abarcarem novos territórios. Fazem-no para ficarem mais perto de clientes, colaboradores e fornecedores. Neste sentido, e para serem bem-sucedidas, muitas vezes é necessário compromisso, mas pode ser desafiante perceber o nível de compromisso que é exigido. Quer celebrar um arrendamento a longo prazo de um escritório apenas para perceber que a oportunidade não se materializou? E depois ver-se vinculado a esse escritório, com as despesas gerais associadas, enquanto identifica uma nova oportunidade noutro mercado? Uma vez mais, a estratégia de um espaço de trabalho flexível nega este risco. Um parceiro autenticamente global pode fornecer-lhe aquilo de que precisa, quando e onde precisar. O trabalho flexível não tem a ver apenas com a produtividade dos colaboradores a nível individual (embora esta seja uma vantagem-chave); trata-se também de garantir que as empresas de qualquer dimensão possuem a agilidade necessária para aproveitar uma oportunidade. Em complemento, os resultados do inquérito mostraram que 82% acreditam que o trabalho flexível permite às empresas criar uma presença em novos mercados.

Em terceiro lugar, os RH e a retenção de talentos. Num mundo conectado e extremamente competitivo, o sucesso das empresas pode ser determinado pelo talento. É óbvio que as expetativas e as exigências dos colaboradores estão a mudar e que, de facto, as exigências dos principais talentos também estão a mudar. Um estudo recente comprovou que 87% dos trabalhadores gostaria de ter como opção o trabalho flexível[1]. E com isso, não querem dizer trabalhar a partir de casa uma vez por semana. Querem sim dizer, ter a possibilidade de trabalhar em viagem, explorar novos escritórios e conciliar os seus compromissos profissionais com os pessoais. Se conseguir oferecer isto, o seu estatuto de empregador irá disparar.

A estratégia de um espaço de trabalho flexível oferece aos talentos uma pacote que sabem que lhes irá permitir ser mais produtivos, sem necessariamente comprometer o equilíbrio da sua vida profissional. Ajuda igualmente uma empresa a reter esses talentos, a todos os níveis da mesma. Este é um fator fundamental para garantir que as empresas globais e ambiciosas mantêm um dos seus principais diferenciadores: as pessoas.

Por último, as estratégias do espaço de trabalho flexível podem tranquilizar os gestores de risco pelo facto de haver um plano estabelecido para as situações imprevistas, as quais podem provocar o caos na continuidade da empresa, do ponto de vista físico e digital. Ter um fornecedor de um espaço de trabalho flexível como seu parceiro de contingência significa que não está preso a uma determinada localização e pode adotar uma estratégia de contingência numa localização em qualquer altura. O melhor de tudo é que pode testar a empresa quando e onde quiser porque os fornecedores de espaços de trabalho gostam mesmo de mostrar às pessoas os seus fantásticos espaços de trabalho. Isto também tem vantagens em termos de segurança da rede: se a sua rede estiver comprometida , pode utilizar, em alternativa, a rede do fornecedor do espaço de trabalho. Tal poderá ser fornecido por um parceiro de espaços de trabalho flexível ligado devidamente a uma rede.

A revolução do espaço de trabalho transformou o modo como os indivíduos encaram a vida do escritório. Os líderes de negócios reconhecem agora as vantagens estratégicas e financeiras específicas que a mesma proporcionará às empresas de qualquer dimensão. Um aspeto fulcral relativamente a isto é saber como isto as irá ajudar a mitigar as ameaças e a aproveitar as oportunidades. É por esta razão que os gestores de risco mais inteligentes estão muito atentos aos seus portfólios de propriedades.

*Por Joe Sullivan, Diretor geral do Plano de Contingência da Regus, líder mundial como provedora de espaços flexíveis de trabalho.

Fidelização como diferencial para o sucesso 422

Fidelização como diferencial para o sucesso

Confira artigo da administradora Giordania Tavares

A administradora Giordania Tavares / Divulgação
A administradora Giordania Tavares / Divulgação

A competitividade no mundo dos negócios exige cada vez mais das empresas. Para se manter ativa e conectada com as tendências do mercado, não basta apenas oferecer produtos de qualidade: é preciso sensibilidade ao lidar com clientes e stakeholders. Se engana a marca que dá prioridade única à atração de novos clientes: antes, é preciso fidelizar. Conquistar a confiança vai muito além de apenas apresentar os produtos da empresa. É preciso fazer o cliente acreditar na marca, nos seus valores e nas suas competências. Ao vender um produto, as empresas não estão apenas oferecendo uma mercadoria, mas proporcionando uma experiência de compra que deve ser positiva e duradoura. Afinal, o cenário nem sempre é promissor se os diferenciais oferecidos se restringirem aos produtos.

O segredo para uma boa relação com o comprador é compreender o cenário, o mercado, as oportunidades e ameaças do seu negócio. É entender as necessidades dos clientes, pois este aspecto colabora não só para o desenvolvimento de produtos funcionais, mas também proporciona o crescimento de uma relação de confiança e credibilidade. Para satisfazer o cliente, não é necessário realizar todas as solicitações que ele desejar, muito pelo contrário: é preciso saber dizer “não”, afinal, é papel da marca entender como solucionar os problemas e executar aquilo que o cliente deseja da melhor forma possível.

No entanto, a venda não acaba quando o cliente adquire os produtos, é preciso seguir de mãos dadas, fornecedor e cliente. Quebrou uma peça e acabou a garantia? A mercadoria precisa ser entregue com urgência? O comprador precisa saber com quem contar, em quem confiar. É preciso ouvir e entender o cliente. Para qualquer empresa de sucesso, é primordial possuir um serviço diferenciado, informação com qualidade e atendimento rápido para que haja confiança em toda a cadeia e não apenas no produto. Planejamento e organização são peças-chave para grandes resultados e as empresas que agem assim são as que driblam as crises e alavancam seu crescimento. Um pós-venda eficaz é a melhor estratégia, pois um cliente satisfeito irá compartilhar a sua boa experiência, gerando novos contatos e contratos para a empresa.

A fidelização do cliente é o fator que pode definir o sucesso de uma empresa. Através de técnicas que visam criar uma relação de confiança, geram-se feedbacks honestos e positivos, além de trazer uma receita previsível. Cliente fiel, certamente comprará novamente. Não são as semelhanças que fazem a diferença e os caminhos conhecidos não são os únicos que podem levar a marca além. É preciso se destacar no cenário. Uma empresa pode ser o que quiser, desde que acredite, e saiba que sempre haverá clientes dispostos a acreditarem também.

Diretora da Rayflex, Giordania R. Tavares é graduada em administração pela UNICID, com especialização pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com mais de 20 anos de experiência no mercado de portas industriais e equipamentos de doca, foi responsável por tornar a Rayflex expoente de mercado no Brasil e na América Latina.

Como a Internet das Coisas (IoT) pode afetar o mundo dos seguros? 623

Como a Internet das Coisas (IoT) pode afetar o mundo dos seguros?

Confira artigo de Fernando Hambra, Vicepresident Small Commercial da Chubb na América Latina

Fernando Hambra é Vicepresident Small Commercial da Chubb na América Latina / Divulgação
Fernando Hambra é Vicepresident Small Commercial da Chubb na América Latina / Divulgação

Muito tem se falado recentemente sobre o impacto que a IoT (“Internet of Things” em sua sigla em inglês) poderia ter em diferentes áreas de nossas vidas. Se levarmos essa questão para os seguros veremos que, sem dúvida, a relação entre clientes e seguradoras será transformada através desse modelo, gerando um novo mundo de oportunidades para o setor de seguros.

Qual seria o potencial das oportunidades nas companhias de seguros?

É cada vez mais comum ver que certos tipos de seguros estão sendo comercializados online. Esse tipo de distribuição nos permite fornecer uma série de serviços interconectados para mitigar os riscos relacionados a casa, automóvel, comércios, serviços e saúde, o que facilita que os clientes e seguradoras estejam mais alinhados na prevenção de perdas e, além disso, promove a criação de produtos de acordo com as necessidades de cada cliente.

Do ponto de vista tecnológico, isso significa implementar plataformas flexíveis que suportem subscrição e taxas com base em dados da IoT, alterando os processos de TI para serem implementados de forma mais rápida e eficiente, bem como gerenciando ameaças de segurança de forma rápida e proativa.

Do ponto de vista cultural, você precisa estar mais disposto a experimentar novas alternativas e aprender rapidamente com os resultados, aplicando as melhorias necessárias.

As seguradoras podem começar a usar a IoT a partir de uma análise das necessidades dos clientes, definindo uma proposta de valor para cada um deles. Produtos sob medida devem ser entregues fornecendo uma visão geral de todos os riscos que podem afetar os segurados a partir dos dados coletados através da IoT.

Entre outros, os benefícios para os segurados consistem em melhorar seus riscos, trabalhar na prevenção de acidentes, interromper as perdas antecipadamente e implementar a manutenção preventiva.

Entre as vantagens para as seguradoras, podemos destacar a oportunidade de sermos mais eficientes com a possibilidade de colocar preços, variáveis e indicadores que deem uma melhor precisão ao subscrever um risco. As seguradoras que demorarem na integração de suas bases de dados e informações da IoT para modelos de subscrição poderão correr riscos de antisseleção, afetando, assim, sua rentabilidade.

Finalmente, como seguradoras, esperamos que a IoT seja uma impulsionadora do crescimento das receitas e ajude na lucratividade da indústria, junto com um serviço mais eficiente e personalizado para os nossos segurados.

A internet vai acabar com o corretor de seguros? 534

A internet vai acabar com o corretor de seguros?

Profissionais devem apostar na força do marketing digital para garantir expansão dos negócios

A profissão de corretor de seguros tem evoluído muito nos últimos anos, e isso é notável tanto para quem ingressou na área recentemente, quanto para aqueles que pertencem à categoria desde o tempo em que as propostas eram preenchidas e protocoladas manualmente.

No entanto, esta não é uma exclusividade do ramo, já que a tendência é que todas as profissões sejam afetadas pela modernização, em maior ou menor grau. As empresas mudam, os clientes mudam, e, consequentemente, a forma de fazer negócios também muda. Por que, então, o corretor de seguros deveria permanecer estático?

Seja qual for a área de negócio, estar atento as mudanças e ser flexível a elas, é uma necessidade indispensável a sobrevivência num mercado cada vez mais competitivo. O mundo hoje é dinâmico, rápido e as pessoas acompanham esse ritmo, buscando rapidez e agilidade em basicamente tudo, desde a hora de alimentar-se, solicitar meio de transporte, fazer compras e até mesmo na contratação de serviços.

E é claro que quando se fala em rapidez e agilidade, não podemos deixar de falar na internet. Hoje, estar presente na web não é mais um diferencial, mas sim uma obrigação a qualquer empresa que deseja manter-se ativa e relevante no mercado. Mas, como isso impacta os profissionais de seguros?

Impacta muito. Você, provavelmente, já deve ter ouvido queixas a respeito de como a internet tem prejudicado os corretores de seguros, não é mesmo? Está cada vez mais fácil contratar um seguro sem sequer sair de casa, totalmente online e, geralmente, com um preço bastante inferior. Isso acontece muito nas seguradoras ditas como digitais, sem intermediários. No entanto, é preciso estar atento, uma grande parte destas “seguradoras” não são regulamentadas pela SUSEP e vendem proteção veicular como se fosse seguro, o que definitivamente não são a mesma coisa.

A internet não é de forma alguma prejudicial, mas, não saber utilizá-la a seu favor certamente é. Quando um simples usuário da internet pesquisa “seguro de automóvel barato”, garantir que ele encontre respostas no seu site é um grande primeiro passo para a possível concretização de uma venda. Para isso, profissionais de seguro devem sim investir nos meios digitais como forma de propulsão dos seus negócios.

E não pense que isso exige grandes investimentos. O custo das estratégias de marketing digital é significativamente menor quando comparado as estratégias convencionais. Os resultados, em contrapartida, são muito maiores, fazendo valer o custo-benefício.

Quando se trata de marketing digital, não há distinção entre o tamanho da empresa ou a quantidade de clientes que ele já tem, os resultados são igualmente positivos e devem, sim, ser uma aposta para o crescimento rápido e saudável da organização. Ao utilizar as estratégias corretas, além de atrair clientes em potencial, sua empresa torna-se capaz de concretizar mais negócios, alcançar uma região muito mais ampla de atuação e principalmente, criar um relacionamento de longo prazo com os mesmos.

Não se trata de ver a internet como uma ameaça, pois, ela realmente não é. A verdadeira ameaça é permanecer estático frente as transformações, recusando-se a mudar, quando todo o cenário em volta está mudando. Muito mais do que um vendedor, o corretor de seguros é um consultor, e quem desempenha essa tarefa com qualidade terá sempre o seu espaço garantido.

*Artigo produzido em parceria com a Agência Oblige (www.oblige.com.br).

Impacto do risco de reputação empresarial duplica na era digital 274

Impacto do risco de reputação empresarial duplica na era digital

Relatório analisa dinâmica entre o risco à reputação e o valor do acionário na era da tecnologia e inovações das mídias sociais

Eventos que envolvem a reputação das empresas, como ataques cibernéticos, têm um impacto direto no preço de ações, segundo mostra o relatório publicado pela Pentland Analytics, em parceria com a Aon, empresa global líder de serviços profissionais, que oferece ampla gama de soluções em riscos, previdência e saúde.

O estudo Risco de Reputação na Era Cibernética 2018 analisou 125 crises de reputação ocorridas na última década, medindo o impacto no valor acionário no ano seguinte aos respectivos eventos. O relatório concluiu que o efeito no valor acionário causado pelas crises de reputação duplicou desde o surgimento das mídias sociais. Nem o tamanho da empresa, ou ter uma boa reputação, oferece qualquer proteção contra perda de valor após uma crise.

“Embora as ferramentas e a conscientização sobre a gestão de risco tenham evoluído, o risco de reputação continua influenciando as empresas, sendo uma de suas principais preocupações. Nos últimos 10 anos, o risco de reputação ocupou um dos primeiros lugares na Pesquisa Global de Gestão de Risco da Aon”, afirma Randy Nornes, Líder de Clientes Corporativos da Aon. “Empresas experientes que desenvolvem e usam uma estrutura robusta de gerenciamento de risco podem não apenas enfrentar melhor os eventos que envolvem a reputação, mas é possível frequentemente ter um ganho líquido em ! valor após tais eventos”.

Em tempos de crise, os investidores utilizam informações sobre uma empresa compartilhadas em mídias sociais para reavaliar suas expectativas de capital, o que pode impactar positiva ou negativamente o preço das ações de uma empresa. O relatório mostrou que as empresas podem aumentar seu valor em 20% ou reduzi-lo em 30%, dependendo de seu preparo quanto ao risco de reputação e comportamento gerencial logo após uma crise.

“Mesmo que a procura por seguros cibernéticos esteja crescendo mundialmente, ainda permanece uma enorme lacuna entre a cobertura de riscos cibernéticos e a tradicional. Estima-se que o crime digital causou cerca de US$ 550 bilhões em perdas no ano passado. Porém, em média, as empresas são cobertas por apenas 15% das potenciais perdas com os riscos cibernéticos, contra 59% das perdas em demais ativos”, comenta Maurício Bandeira, Gerente de Produtos Financeiros da Aon Brasil.

O estudo identificou fatores chaves para uma recuperação bem-sucedida após um abalo de reputação, incluindo:

  1. A comunicação no período de crise deve ser imediata e global
  2. A percepção de honestidade e transparência é essencial
  3. Responsabilidade social e ativa é fundamental

“Novas tecnologias continuam surgindo, tais como robótica, inteligência artificial e biônica, e todas requerem uma vigilância constante”, acrescenta a Dra. Deborah Pretty, Diretora Fundadora da Pentland Analytics. “O desenvolvimento tecnológico aumentou o risco de reputação tornando as tecnologias mais intuitivas, baratas e rápidas para que as pessoas disseminem informações”, finaliza Pretty.

A pesquisa principal sobre o impacto das crises no valor acionário foi realizada, primeiramente, por Pretty em 1993, e novamente em 2000, antes que as mídias sociais tivessem uma influência ativa. Os relatórios, respectivamente, focaram nas habilidades contrastantes das empresas em se recuperar das crises bem como no impacto sobre a reputação na ausência de perda física. Na versão de 2018 do estudo, foi dada uma atenção especial, tanto ao crescimento das mídias sociais, quanto ao valor do impacto de ataques cibernéticos.

Leia mais sobre esse assunto no The One Brief ou baixe o relatório completo neste link.

Previdência privada: remuneração ou investimento? 432

Previdência privada: remuneração ou investimento?

Especialista esclarece vantagens e desvantagens da aplicação

Diante das incertezas que rondam a aprovação da Reforma da Previdência é de se esperar que muitas pessoas comecem a pensar na previdência privada como alternativa de remuneração futura. Mas afinal, o que significa esse tipo de aplicação? No dicionário, previdência significa “a habilidade de se ver antecipadamente, uma espécie de previsão do futuro”. Se adaptarmos o termo para as Finanças, podemos dizer que a previdência é, literalmente, cuidar do próprio futuro.

Em geral, quanto antes se começa a pensar nisso, melhor é o resultado. Mas nunca é tarde. “Enquanto os mais jovens têm o tempo ao seu favor, quem já tem mais idade tem a vantagem de ter mais poder aquisitivo e uma visão de mundo mais tranquila, paciente, o que é sempre favorável quando se fala em investimentos”, comenta Helen Vogt, líder da área de Previdência da Messem Investimentos, principal escritório vinculado à XP.

Segundo ela, estamos muito acostumados a ouvir o termo previdência para se referir à previdência pública, que faz parte da chamada Seguridade Social. Essa trata-se de um conjunto de medidas públicas que tentam garantir o poder de compra da população mesmo quando ela não pode mais contribuir socialmente com o seu próprio trabalho.

Apesar do objetivo, sabemos que a previdência pública é em muitos aspectos minimamente questionável e que os valores pagos pela aposentadoria pública mal garantem a subsistência de quem se aposenta. “Quem não criar o seu próprio plano, com uma aposentadoria complementar, está fadado a ter seus anos de velhice com dificuldades financeiras”, opina a especialista. Por esse motivo, ele reforça a importância de que cada um faça seu próprio plano, prevendo como vai ser sua própria aposentadoria no futuro.

Helen cita os dois tipos mais conhecidos no mercado: o PGBL e o VGBL. O primeiro é mais indicado para aqueles que fazem a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) completo. Com ele, poderá ser feita a dedução de até 12% da base tributável e paga-se menos imposto a curto prazo. O segundo é mais indicado para quem pensa no longo prazo já que ao final do plano existe a necessidade de pagamento de IRPF sobre o valor auferido, diferente do PGBL, que paga o imposto sobre o montante total investido. Em geral, a diferença entre as duas é a tributação.

Entre os benefícios da previdência privada Helen cita a menor alíquota possível para qualquer fundo de investimento, uma ampla gama de instituições, gestores e estratégias disponíveis no mercado e a possibilidade de portabilidade de plano, sem cobrança do imposto de renda. “Uma previdência privada é, sim, um investimento e deve ser encarada como tal. O ideal é nunca esquecer de que se trata de um dinheiro que você está guardando com a expectativa de que ele tenha bons rendimentos e que será resgatado no futuro”, completa.