‘Oito pilha é um real’ e a força do roubo de carga no comércio ilegal 833

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Comprar de ambulantes é reforçar a cadeia originada pelo roubo de cargas

Carlos Guimar é sócio-diretor da ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense.
Carlos Guimar é sócio-diretor da ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense.

A cena do vendedor ambulante que entra no metrô para vender gadgets tecnológicos traz muitas situações à tona. Pode-se dizer da opção de trabalho de uma classe com menos oportunidades ou de pessoas economicamente menos abastadas, herdeiros de uma crise monetária assolada no País há pelo menos 04 anos. Essas são algumas conotações vista num primeiro momento.

Mas indo além dos olhos comum da população, o moço que vende “oito pilha a um real” é um filho passivo do roubo de carga, algumas vezes sem saber que faz parte de um esquema fraudulento. O comércio ilegal de produtos é um dos fatores ligados ao oceano de situações originadas pelo roubo de cargas, um crime que permanece sem controle nas principais regiões brasileiras.

Recentemente foi demonstrado em um conceituado fórum sobre o tema que o Rio de Janeiro, reconhecido pelo seu poder bélico, e São Paulo, onde há um caso de roubo de carga por hora, permanecem na liderança deste grave problema, que já afeta modais de todo o País. Alimentos frigorificados, eletroeletrônicos (olha os vendedores ambulantes aí) e bebidas estão no topo das cargas mais furtadas.

O problema é mais embaixo e traz duas constatações para motivar os índices periclitantes do roubo de carga no Brasil. A primeira está ligada ao ambiente sócio econômico. A população desempregada gera um forte mercado paralelo, que está associado à crise moral e ética pela qual o brasileiro passa. As feiras conhecidas como “robautos”, os tais mercados a céu aberto, onde produtos roubados são expostos e vendidos, crescem dentro e fora das comunidades, expandindo para o comércio ilegal nos trens, metrôs e ônibus.

A segunda constatação é a segurança pública, que é afetada com o total desinvestimento do Estado, com a falta de investigações e a de prisões dos receptadores. Diante de olhos tapados das autoridades, o crime organizado se estrutura cada vez mais e as cargas roubadas viram uma parte importante da receita das facções.

Não perdendo nada para grandes holdings, a logística dos interceptadores é uma aula de escoamento estratégico a parte. Caminhões são abordados em vias na entrada de comunidades e levados para pontos não alcançados pela polícia. É praticamente uma entrega expressa na porta de casa dos marginais, sem o menor esforço logístico. Para se TER ideia, no mercado bélico ilegal, as armas, e também as drogas, precisam de um esforço maior desde a compra, passando pelo transporte, chegando na estocagem até a venda.

Assim como em empresas, sob a máxima do tudo que é muito bem planejado alcança resultados super satisfatórios, no mercado de roubo de cargas não é diferente. Contas feitas por institutos especializados em segurança pública mostraram que os criminosos lucram com o roubo de cargas em um único dia, só no Rio de Janeiro mais de um milhão de reais, na qual esta mesma quantia seria arrecadada em mais de uma semana vendendo drogas.

É preciso tratar com urgência. As empresas e a população são impactadas demais pelo roubo de carga. Existe uma miopia do governo neste entendimento, que deixa de arrecadar milhões por mês devido a este crime. Atualmente, o que se tem como combate efetivo são ações no campo político, de intenções, capitaneado por políticos diversos, por associações, dentre outras entidades que trafegam com cartas e ofícios de solicitações com macro ideias, porém sem prazos definidos. E só! Nada de concreto.

Neste cenário, resta ter a maturidade para entender, decidir, investir e realizar uma gestão de mudanças, demonstrar inteligência e visão. Resta a proatividade da iniciativa privada. Enquanto não vem, as empresas especializadas em segurança têm se tornado uma opção para as companhias que desejam mitigar o roubo de carga e todos os seus desdobramentos corporativos/sociais.

Seja no uso de tecnologias para gerenciar riscos ou em procedimento para analisar possíveis gargalos ligados à falha humana, o esforço das empresas já um grande passo no âmbito social para evitar a proliferação de mais filhos indiretos do roubo de carga.

*Por Carlos Guimar, sócio-diretor da ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense.

Seguros Unimed anuncia a 5ª edição do Prêmio Inova+Saúde 308

Seguros Unimed anuncia a 5ª edição do Prêmio Inova+Saúde

Iniciativa da seguradora fomenta boas práticas de gestão e inovação junto às cooperativas do Sistema Unimed

Com objetivo de fomentar a inovação e reconhecer práticas que contribuam para a sustentabilidade do setor da saúde no país, a Seguros Unimed anuncia a quinta edição do Prêmio Inova+Saúde. A iniciativa da Seguradora premia cases de sucesso entre as cooperativas do Sistema Unimed. As inscrições podem ser realizadas nesses link.

Serão reconhecidas, com uma visita técnica em cooperativas internacionais, as melhores propostas apresentadas dentro das quatro categorias: Gestão de Pessoas, Marketing, Sustentabilidade e Epidemiologia, Saúde e Bem-Estar. Há ainda o reconhecimento do ‘Case do Ano’ e do ‘Destaque em Inovação Digital’, além do vencedor pelo ‘Voto Popular’.

As cooperativas contempladas em 2019 serão reveladas durante a Convenção Nacional Unimed, maior evento da agenda anual do Sistema Unimed, que reúne as principais lideranças do país para importantes reflexões sobre o futuro do setor. O evento ocorrerá entre os dias 1º e 4 de outubro, em Natal, Rio Grande do Norte.

Conheça os jurados de cada categoria:

Sustentabilidade
Cyrille Maxime Bellier, graduado em Administração de Empresas, com Mestrado com ênfase em Marketing. É cofundador e diretor executivo da Rever Consulting

Gestão de Pessoas
Eugênia Matilde Peixoto Sofal, psicóloga e terapeuta ocupacional. Também se dedica a programas de desenvolvimento de gestores e equipes de RH.

Epidemiologia
Dra. Mônica Silva Monteiro de Castro, médica, especialista em Clínica Médica, mestre em Epidemiologia e doutora em Saúde Pública, com MBA Executivo. Atualmente é consultora independente e sócia-proprietária da empresa Innovare Consultoria e Treinamento

Marketing
Dr. Luiz Peres Neto, doutor e mestre em Ciências da Computação, graduado em Comunicação. É professor colaborador visitante na Universitat Oberta de Catalunya e na Universidade de A Coruña, na Espanha.
Vencedores de 2018 vão conhecer cooperativas na França

Os vencedores do prêmio em 2018 vão conhecer cooperativas da França que são referência em inovação. Entre elas estão a Maif, o Credit Coopératif e a Soignons Humain. A viagem será realizada entre 29 de março e 6 de abril de 2019.

As Unimeds premiadas são: Unimed-BH (melhor projeto do ano e na categoria Gestão de Pessoas), Federação do Estado do Rio de Janeiro (Voto Popular e categoria de Epidemiologia), Unimed Nordeste Paulista (Marketing) e a Unimed Fortaleza (categoria de Sustentabilidade).

Jorge Nasser assume a presidência da FenaPrevi para o triênio 2019-2021 247

Jorge Nasser assume a presidência da FenaPrevi para o triênio 2019-2021

Nova gestão dará ênfase na modernização do setor

O executivo Jorge Pohlmann Nasser, atual presidente das Empresas Bradesco Vida e Previdência e Bradesco Capitalização, assumiu na última quinta-feira (7), a presidência da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), entidade que reúne 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no País. O executivo assume o mandato para o triênio 2019 – 2021.

O setor representado pela FenaPrevi administra R$ 836 bilhões em reservas de planos de previdência privada aberta e R$ 41,4 bilhões em prêmios de seguros para proteção contra riscos pessoais.

Jorge Nasser sucede o executivo Edson Franco, presidente da Zurich no Brasil, que passa a ocupar a primeira vice-presidência da entidade.  Também passam a integrar o board da Federação, como vice-presidentes, os executivos Claudio César Sanches, da Itaú Previdência; Francisco Alves de Souza, da Comprev Vida e Previdência; Luciano Snel Correa, da Icatu Seguros; e Walter Malieni, da BrasilPrev.

Segundo Nasser, a nova gestão dará ênfase na modernização do setor. “Vamos continuar trabalhando para inovar o portfólio de produtos, potencializando atuais e novos canais de distribuição, antecipar tendências e garantir uma oferta que atenda às necessidades dos consumidores”, diz o executivo. “Neste momento em que o País entra em um novo ciclo de desenvolvimento, precisamos retomar uma agenda positiva para aperfeiçoamento do arcabouço regulatório e tributário do setor”, complementa.

Outra prioridade será apoiar as discussões em torno da reforma da previdência. A FenaPrevi, em conjunto com a Fipe, CNseg, Abrapp e ICSS, apresentou à nova equipe econômica do novo governo a proposta “Uma Nova Previdência para Novos Trabalhadores”. O projeto é coordenado pelo professor Sênior da FEA/USP, Hélio Zylberstajn, e traz um opções e sugestões que podem ser definitivas para a previdência brasileira, com substituição progressiva do antigo modelo por um novo, que tornará o sistema previdenciário financeiramente sustentável a longo prazo. É uma proposta socialmente justa, já que trata de uma Nova Previdência para todos. “Sabemos da necessidade de reformas que abram espaço para o crescimento econômico sustentável do Brasil. E neste cenário, esperamos contribuir para que o governo construa uma proposta firme e aderente a realidade atual brasileira. Não discutimos se é preciso reformar o sistema da Previdência Social, e sim, quando conseguiremos aprovar as reformas possíveis para virarmos a primeira página do livro de soluções para um futuro melhor para todos brasileiros”, afirma Nasser.

Produtos e Serviços

No âmbito de produtos, a Federação terá como objetivo finalizar os detalhes das novas famílias de planos PGBL e VGBL, que trarão maior flexibilidade para os participantes do sistema e podem começar a ser distribuídos já em 2019. “Com esta inovação, o participante poderia rever a modalidade de recebimento dos benefícios qualquer tempo, o que fará grande diferença neste momento em que as pessoas seguem ativas mesmo após a aposentadoria”, diz.

A FenaPrevi seguirá também com a agenda de regulamentação do Universal Life, o seguro de vida que mescla acumulação de recursos para o futuro e indenização para a família em caso de morte prematura do segurado. Em outra frente, a Federação também procura concluir o PrevSaúde, plano de previdência complementar específico, cuja finalidade é acumular recursos para custeios com saúde suplementar na fase de aposentadoria. “Os gastos com a saúde são as principais preocupações dos brasileiros na fase de aposentadoria. O PrevSaúde tem o objetivo justamente de oferecer recursos para estes gastos”, diz Nasser.

A FenaPrevi também colocará em andamento a regulação para potencializar os canais de distribuição de produtos de previdência e de seguros de pessoas. “Vivemos num ambiente cada vez mais digital e temos que criar mecanismos para aprimorar a distribuição de seguros nas plataformas online, diminuindo a burocracia e simplificando as etapas de contratação”, afirma.

TJ-RJ determina que Austral pague prêmio de mais de R$ 100 mi 391

TJ-RJ determina que Austral pague prêmio de mais de R$ 100 mi

Determinação é da 23ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

A seguradora Austral está obrigada a pagar mais de R$ 100 milhões de reais para a Macife Materiais de Construção. A determinação é da 23ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Motivo: prejuízos causados pelo não pagamento de um prêmio contratado. A Macife foi representada no processo pelo escritório Nelson Wilians e Advogados Associados.

A Macife firmou contrato de compra e venda mediante permuta com a Sia 01 Empreendimentos Imobiliários Ltda, Sociedade de Propósito Específico, composta pelas empresas OAS e FAENGE, sendo estabelecido que caberia à Macife o recebimento de 452 unidades a serem edificadas.

Na ocasião, a empresa celebrou contrato de seguro de obra com a Austral. O valor da apólice foi fixado em R$ 95 milhões em benefício da Macife – caso a parte do empreendimento devido a esta não fosse entregue, o que ocorreu.

Em 30/3/2015, com as obras das fundações em andamento, a Sia 01, a OAS e a FAENGE notificaram a Macife sobre a impossibilidade de conclusão das obras até dezembro de 2017. O argumento para interromper a construção foi baseado nas dificuldades financeiras que o grupo OAS vinha enfrentando diante da operação Lava Jato. A seguradora, então, se negou a fazer o pagamento do prêmio. De acordo com a Macife, foi criada uma série de obstáculos burocráticos para o não pagamento do prêmio. E, por isso, o caso foi parar na Justiça.

A primeira e segunda instância acolheram os argumentos da Macife e determinaram o pagamento do prêmio com juros e correções, mesmo sem a necessidade de perícia para apuração dos prejuízos, como pleiteado pela Austral, defendida pelo Escritório de Advocacia Sergio Bermudes. Os desembargadores entenderam que os prejuízos foram totais, uma vez que a Macife não recebeu nenhuma parte que lhe cabia, o que resulta na condenação da Austral ao pagamento total do prêmio previsto na apólice.

Para a advogada Lívia de Moura Faria, do escritório Nelson Wilians e Advogados Associados, que atuou no caso, “ a justiça foi feita pois o sinistro aconteceu e tal fato é indiscutível, sendo que a perícia técnica se fez desnecessária, pois as provas documentais juntadas aos autos certificam a impossibilidade de conclusão das obras pela Tomadora do Seguro, demonstrando, portanto, o prejuízo total da Macife, não havendo que se falar em apuração de prejuízos”.

A Câmara deu ainda provimento à apelação interposta pela Macife a fim de majorar os honorários advocatícios para 10% sobre o valor da condenação.

Para o relator do caso, essa é a regra do artigo 85, §2º, do CPC, devendo ser mitigada apenas quando o proveito econômico for inestimável ou irrisório, nos termos do §8º, do mesmo artigo.

Confira a decisão na íntegra.

Sincor-RS convoca corretores de seguros 559

Sincor-RS convoca corretores de seguros

Em artigo, presidente Ricardo Pansera fala sobre a Contribuição Sindical

A visão que o Sindicato das Empresas Corretoras de Seguros e dos Profissionais Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS) busca consagrar é o vínculo das empresas corretoras e profissionais corretores com seu sistema de representação, que fortalece a valorização do setor.

“Com Corretor de Seguros é muito mais seguro!”. A força dessa representação vem da participação ativa das empresas corretoras e dos profissionais corretores que, por sua vez, usufruem dos serviços oferecidos pelo sindicato, bem como a intermediação pela entidade sindical de seus interesses às autoridades, a fim de tornar mais efetiva e expressiva a categoria.

A sustentação econômica para manter a estrutura funcional da entidade depende das contribuições de seus representados. Desse modo, a Contribuição Sindical é um das principais fontes de custeio do Sindicato, que trabalha transformando os recursos obtidos com a contribuição em serviços e benefícios, gerando resultados importantes para toda a categoria.

Ao realizar o pagamento da Contribuição Sindical você contribui com a manutenção do Sindicato e o fortalecimento de sua representatividade junto às esferas governamentais, nas negociações coletivas de trabalho, em defesa de um ambiente de negócios favoráveis às empresas corretoras e aos profissionais corretores, principalmente nas áreas tributária, trabalhista, ações judiciais, negociações coletivas, manutenção de comissões de trabalho e de assessorias técnicas, palestras, cursos, eventos e, ainda, ações políticas que levam a conquistas importantes para o setor.

Para continuarmos atuando em defesa e em prol de nossa categoria, contamos com sua contribuição. Sim, ela é facultativa, não mais obrigatória. Por isso a importância da conscientização de cada um.

O Departamento de Cadastro e a Secretaria do Sincor-RS ficam à sua inteira disposição para esclarecimentos através do telefone (51) 3225-7726, no WhatsApp corporativo (51) 999-734-594 ou ainda pelo e-mail cadastro@sincorrs.com.

Lembre-se: Juntos somos muito mais fortes!

Um grande abraço de Ricardo Pansera, Presidente do Sincor-RS.

Inundação é o dano mais comum ao carro no Verão 512

Inundação é o dano mais comum ao carro no Verão

Confira dicas de prevenção e saiba como proceder em casos de sinistros referentes a desastres naturais

O começo de ano é um período marcado pela ocorrência de desastres naturais, muito em função da frequência maior de chuvas intensas. E esse cenário costuma ser propício para danos aos automóveis expostos a inundações, queda de granizo, queda de árvore, deslizamentos. Portanto, é essencial que o motorista conheça os riscos de incidentes que podem ser causados pela natureza e busque formas de se precaver para evitar problemas com o carro durante esta época do ano.

Evitar dirigir em ruas alagadas, não estacionar debaixo de árvores, evitar áreas sob risco de deslizamento são algumas das dicas já propagadas como precaução. Mas, e se o motorista tiver o carro danificado por algum incidente natural, o seguro cobre? Como agir nesta situação?

De acordo com o Diretor de Personal Lines da Zurich, Walter Pereira, é comum nesta época do ano haver um aumento no número de sinistros, bem como atendimentos emergenciais, principalmente os relacionados a inundações, o incidente mais comum no Verão relacionado a seguro automóvel. A primeira ação a ser tomada por quem se encontra em uma situação de desastre natural com o veículo é comunicar imediatamente a seguradora e solicitar um guincho para levar o veículo a um local seguro.

“Os contratos de seguros atuais possuem um grande espectro de coberturas e serviços relacionados a desastres naturais, que oferecem bastante conforto aos clientes. Porém, é importante que o consumidor esteja atento e sempre busque a consultoria de um especialista sobre quais as coberturas devem ser contratadas”, afirma Pereira.

Caso o custo de reparação seja igual ou superior a 75% do valor médio do veículo, a perda total deverá ser decretada e, de acordo com o contrato de seguro firmado com o cliente, a indenização integral será efetuada. Para os danos parciais, em que existe a possibilidade de reparação, os prejuízos estão sujeitos a aplicação da franquia descrita na apólice, que varia de acordo com o marca/tipo do veículo segurado.