O corretor de seguros e o código de vestimenta 7294

Negócios

Será que o corretor de seguros deve se apresentar sempre de terno e gravata?

Renato Cunha Bueno é sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP
Renato Cunha Bueno é sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP

Quando iniciei na profissão, 40 anos atrás, era inadmissível um profissional ser visto sem terno e gravata. Uma ocasião encontrei um colega muito elegante que estava desempregado, enquanto eu caminhava com o diretor da seguradora para a qual trabalhava, pelo centro da cidade, região que à época abrigava praticamente todas as grandes empresas de São Paulo. Éramos amigos deste profissional e meu chefe ficou muito bravo com ele. “Como você tem coragem de vir ao Centro de roupa esporte? Assim você se desvaloriza e se alguém te vir ficará com uma má impressão. Volte para casa agora e só reapareça no Centro trajado adequadamente”. O amigo, totalmente envergonhado, saiu de fininho e foi embora com o rabo entre as pernas.

Muita coisa mudou de lá para cá. Mesmo o Lloyd’s de Londres, que frequento há mais de 20 anos como corretor de resseguros, mudou. Antigamente, mulheres não eram admitidas, os homens tinham cabelos curtos e ninguém tirava o paletó e a gravata nem dentro nem fora do Lloyd’s. Alguns hábitos ainda se mantêm, afinal de contas a Inglaterra é a terra da tradição. Ternos só pretos, cinzas ou azul marinho e o sapato sempre preto, jamais marrom, e nunca blazer! Em compensação eles hoje barbarizam nas meias, forros de paletós e gravatas, tudo super colorido, e nos escritórios dos corretores a grande maioria trabalha sem gravata e sem paletó, os jovens com a camisa fora da calça.

Aqui no Brasil as coisas também se transformaram, só que mais radicalmente. A princípio veio a sexta-feira casual e algumas seguradoras, ainda com muita preocupação com a aparência formal, chegaram a contratar consultorias de profissionais da moda como da Gloria Kalil, para “educar” e deixar os funcionários mais chiques. Depois, aos poucos, os funcionários de empresas do mercado segurador e financeiro foram se liberando das gravatas e passaram a se vestir à maneira de Mahmoud Ahmadinejad, ex presidente do Irã, de terno e sem gravata, e logo os blazers sem gravata passaram a dominar.

Nada contra o uso de ternos e gravatas ou qualquer tipo de roupa, cada um que se apresente como gosta, mas a verdade é que a grande maioria das pessoas se veste cada vez mais de forma casual e confortável usando inclusive jeans, camisas polo, sapatos mocassim e até tênis e camisetas.

Para minha surpresa, recebi uma notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo, que de tão surpreendente reproduzo integralmente:

Itaú Unibanco libera dress code ao gosto de cada colaborador

Depois de liberar o uso da bermuda na vestimenta diária, em resposta a uma demanda dos funcionários do seu Centro de Tecnologia, o Itaú Unibanco foi além. A partir deste mês, cada um dos seus mais de 85 mil colaboradores Brasil afora poderá escolher o traje de cada dia a seu bel-prazer. De camiseta, de tênis, de terno, de jeans e até de bermuda. O novo dress code do Itaú tem como mote “o nosso jeito tem seu estilo”.

Bom senso. A iniciativa, que começa a vigorar no banco a partir de amanhã, tem apenas duas regras: o bom senso e o cliente em primeiro lugar. As unidades externas do Itaú, que somam outros cerca de 14 mil funcionários, vão avaliar como aplicar a adoção do novo dress code.

Por isso, hoje aconselho: trabalhe bem, seja responsável e bom profissional, pois a aparência não resolve mais o problema de ninguém. Isso sem esquecer a boa regra do Itaú Unibanco: “bom senso e o cliente em primeiro lugar”.

*Por Renato Cunha Bueno, sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP.

Seguros Unimed apoia seminário da ONA 196

Divulgação

Tema é estratégico para o desenvolvimento sustentável

A Seguros Unimed reuniu, no final de outubro, os palestrantes do 3º Seminário Internacional de Segurança do Paciente e Acreditação em Saúde, da Organização Nacional de Acreditação (ONA). O tema é estratégico para o desenvolvimento sustentável do setor e constitui a base dos produtos desenvolvidos pela seguradora para atender os serviços de saúde – um de seus mercados prioritários.

Como parte da programação, a seguradora convidou o palestrante internacional, Dr. Ezequiel García Elorrio, para abordar os desafios em segurança do paciente na América Latina. O convidado é um dos fundadores e membro do conselho do Instituto de Eficácia Clínica e Política de Saúde na Argentina, onde também lidera o Departamento de Qualidade da Saúde e Segurança do Paciente. A palestra ocorre amanhã (27), das 10h30 às 12h, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

Para o presidente da ONA, Dr. Cláudio José Allgayer, os esforços da entidade, além de promover a acreditação, estão em trazer a segurança do paciente para o centro das discussões junto ao setor. E, mais do que isso, é dar ao indivíduo protagonismo no cuidado com a saúde, atuando essencialmente na prevenção.

“A adoção pelos padrões de qualidade e segurança na saúde vem crescendo no país a cada ano, e o compromisso de levar a medicina de qualidade a todos os cantos do país é algo essencial para a Seguros Unimed”, destaca o superintendente de Informação, Projetos, Inovação e Novos Negócios e vice-presidente da ONA, Fábio Leite Gastal. Ainda segundo ele, almejamos um futuro mais sustentável e nossa atenção está voltada a um novo modelo de atenção à saúde com foco na qualidade dos serviços, na segurança e cuidado do paciente.

Bradesco Seguros segue na lembrança dos brasileiros 242

Casa da Photo

Grupo Segurador, pela 17ª vez consecutiva, é a empresa mais lembrada em “Seguros”

Por 17 anos consecutivos, pesquisa feita pelo conceituado instituto Datafolha com consumidores de diversos municípios do país revela o mesmo resultado: a Bradesco Seguros é a marca mais lembrada quando o assunto é seguros. O Grupo Segurador conquistou, mais um troféu na categoria “Seguros” no prêmio Top of Mind, da Folha de S. Paulo. O evento de reconhecimento contou com a presença do Diretor de Marketing, Alexandre Nogueira, e da Superintendente de Marketing, Ana Claudia Gonzalez.

“Estar presente na memória dos brasileiros como a melhor marca em seguros é motivo que muito nos orgulha. Esse reconhecimento é a prova de que oferecemos soluções completas em seguros para os mais variados públicos, com confiança e solidez, nos momentos em que mais precisam de nós”, afirma Alexandre Nogueira.

Para se chegar a esse resultado, o instituto Datafolha ouviu mais de 6,5 mil pessoas de diferentes idades e classes sociais. Além de “Seguros”, outras 60 categorias de produtos e serviços foram reconhecidas.

ANSP aborda a lei de proteção de dados e os impactos no setor de seguros 348

ANSP

Debate conta com três painéis

A Academia Nacional de Seguros e Previdência realizará, no dia 29 de novembro, mais uma edição do Café com Seguro, que debaterá o tema “A lei de proteção de dados e os impactos no setor de seguros”. O evento, que acontecerá no auditório do Sindseg-SP, tem como objetivo abordar a lei geral da proteção de dados pessoais (Lei n° 13.709/2018) e seus reflexos em toda a cadeia da indústria de seguros.

O debate terá três painéis e contará com a apresentação, composição da mesa e moderação do diretor da ANSP, Rafael Ribeiro do Valle; a abertura do presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos.

O primeiro painel abordará a Lei e “compliance”: como se adaptar? Como palestrante, Paulo Eduardo Lilla, Doutor e Mestre em Direito Internacional pela USP, especialista em direito e tecnologia da informação pela Escola Politécnica da USP (PECE/POLI/USP). Possui extensão em direito digital aplicado pela FGV/EDESP, é membro do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), do Instituto Brasileiro de Estudos sobre Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (IBRAC), da Associação Brasileira de Direito da Tecnologia da Informação e das Comunicações (ABDTIC) e da “International Association of Privacy Professionals” (IAPP).

Em seguida serão colocados em debate os aspectos trabalhistas da lei por Alexandre Magalhães, especialista em Direito Empresarial pela Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ). Logo após, Maria Fernanda Hosken Perongini, apresentará os agentes de tratamento na Lei no terceiro painel. A palestrante é mestre em propriedade intelectual e inovação pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com extensão em proteção de dados (IDP/SP), professora de propriedade intelectual no LLM e de direito empresarial pela FGV e membro da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI),

A coordenação dos Trabalhos é do Ac. Edmur de Almeida, diretor de Fóruns Acadêmicos da ANSP, coordenador das comissões técnicas dos seguros de crédito, garantia e finança locatícia do SINCOR-SP e da FENACOR; e Ac. Voltaire G. Marensi, coordenador da cátedra de Direito do Seguro.

O evento é gratuito, mas as vagas, limitadas. As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de novembro pelo e-mail eventos@anspnet.org.br ou pelos telefones (11) 3333-4067 e (11) 3661-4164.

Porto Seguro Aluguel reforça a sua atuação no mercado empresarial e incentiva o empreendedorismo 207

Porto Seguro Aluguel

Produto facilita locação de imóveis residenciais e comerciais

O Porto Seguro Aluguel, produto que facilita a locação de imóveis residenciais e comerciais, percebendo uma necessidade do setor empresarial e um crescimento desse mercado, reforça a sua atuação para as startups, com benefícios e facilidades aos empreendedores.

Segundo o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, no primeiro semestre de 2018 o Brasil registrou um aumento de 10,5% novos negócios, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Sobretudo para essa demanda do mercado, o Porto Aluguel Empreendedor é uma opção. “Sabemos que os novos empresários têm mais dificuldades para conseguirem um fiador e o seguro torna-se uma ótima alternativa para quem vai alugar o primeiro imóvel ou ampliar suas instalações, além de trazer uma segurança maior para eles”, afirma o superintendente de Riscos Financeiros e Capitalização da Porto Seguro, Luiz Henrique.

A análise cadastral do produto é feita em até 24 horas, agilizando o processo de locação para quem não pode perder negócio. Além disso, os contratantes possuem vantagens como desconto em transportadoras para realizar mudanças e serviços de emergência gratuitos, além da participação do Clube Porto de Benefícios, que reúne descontos em restaurantes, academias, entre outros.

“De acordo com dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o Brasil tem cerca de 62 mil empreendedores e cresceu mais de 200% em números de startups nos últimos seis anos. Atualmente são mais de 6 mil microempresas cadastradas na entidade e é para contribuir com o crescimento delas que estamos reforçando a nossa atuação”, completa Luiz Henrique.

Um novo desafio para o segmento de planos odontológicos 209

Planos Odontológicos

Confira artigo de Geraldo Almeida Lima, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo – SINOG

Como venho expondo há algum tempo por meio de artigos de opinião e entrevistas à imprensa, é inegável que esteja havendo uma mudança de comportamento em relação à saúde bucal. Ainda tímida, pois apenas 11% da população brasileira (23,5 milhões de pessoas) possui um plano odontológico, mas com sinais de que esse número tende a continuar aumentando, como verificado nos últimos cinco anos. O departamento de Economia do SINOG estima que até 2020 o mercado deve alcançar 26,1 milhões de beneficiários. Um cenário positivo e promissor, que mostra o amadurecimento do segmento, bem como, o comprometimento de toda a cadeia.

Porém, em contrapartida, a taxa de cancelamento, também conhecida por economistas como churn rate, dos planos individuais vem apresentando elevado índice. Pelo último levantamento realizado, cerca de 2,9% dos planos são cancelados ao mês, destacando-se entre as outras modalidades: coletivo empresarial, 2,4% e coletivo por adesão com 2,0%, que também estão altos. Esses números estão intimamente ligados à cultura do brasileiro, que contrata um plano odontológico para tratar algum problema pontual e depois do tratamento cancela o contrato, sem considerar que ele pode vir a precisar dos serviços de um cirurgião-dentista em outra ocasião.

Esse comportamento imediatista em nada colabora para manter a saúde bucal e, principalmente, quanto ao entendimento da importância de tal necessidade. Com um ticket médio acessível à população, o plano odontológico é um benefício que deve ser mantido por toda a vida, desde a infância, porque qualquer pessoa pode apresentar algum problema bucal durante sua vida. Além disso, o cancelamento poderá implicar, posteriormente, no aumento da sinistralidade, prejudicando beneficiários e operadoras.

O churn rate pode e deve ser administrado com uma mudança de cultura. O que leva tempo e esforço, pois nosso imediatismo é inerente. Queremos resolver tudo para ontem e sempre estamos em busca da resolução mais simples e rápida, mesmo sabendo que existem questões que só podem ser resolvidas em médio e longo prazos. Contratar um plano odontológico só para um tratamento imediato e depois cancelar não resolve uma necessidade e, pior, pode criar um problema.

Avançamos em muitos aspectos graças à maturidade do segmento, que vem aprendendo com seus acertos e erros. Mas, agora temos um novo desafio. Além de colaborar na conscientização da importância da saúde bucal e desta forma reforçar a odontologia suplementar como parceira ideal na busca por este objetivo, temos que trabalhar para conscientizar os beneficiários sobre a necessidade de poder contar sempre com a segurança e previsibilidade de um plano odontológico. Seguimos juntos nessa empreitada, porque os desafios, assim como as doenças bucais, não param de surgir.