O corretor de seguros e o código de vestimenta 7773

Negócios

Será que o corretor de seguros deve se apresentar sempre de terno e gravata?

Renato Cunha Bueno é sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP
Renato Cunha Bueno é sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP

Quando iniciei na profissão, 40 anos atrás, era inadmissível um profissional ser visto sem terno e gravata. Uma ocasião encontrei um colega muito elegante que estava desempregado, enquanto eu caminhava com o diretor da seguradora para a qual trabalhava, pelo centro da cidade, região que à época abrigava praticamente todas as grandes empresas de São Paulo. Éramos amigos deste profissional e meu chefe ficou muito bravo com ele. “Como você tem coragem de vir ao Centro de roupa esporte? Assim você se desvaloriza e se alguém te vir ficará com uma má impressão. Volte para casa agora e só reapareça no Centro trajado adequadamente”. O amigo, totalmente envergonhado, saiu de fininho e foi embora com o rabo entre as pernas.

Muita coisa mudou de lá para cá. Mesmo o Lloyd’s de Londres, que frequento há mais de 20 anos como corretor de resseguros, mudou. Antigamente, mulheres não eram admitidas, os homens tinham cabelos curtos e ninguém tirava o paletó e a gravata nem dentro nem fora do Lloyd’s. Alguns hábitos ainda se mantêm, afinal de contas a Inglaterra é a terra da tradição. Ternos só pretos, cinzas ou azul marinho e o sapato sempre preto, jamais marrom, e nunca blazer! Em compensação eles hoje barbarizam nas meias, forros de paletós e gravatas, tudo super colorido, e nos escritórios dos corretores a grande maioria trabalha sem gravata e sem paletó, os jovens com a camisa fora da calça.

Aqui no Brasil as coisas também se transformaram, só que mais radicalmente. A princípio veio a sexta-feira casual e algumas seguradoras, ainda com muita preocupação com a aparência formal, chegaram a contratar consultorias de profissionais da moda como da Gloria Kalil, para “educar” e deixar os funcionários mais chiques. Depois, aos poucos, os funcionários de empresas do mercado segurador e financeiro foram se liberando das gravatas e passaram a se vestir à maneira de Mahmoud Ahmadinejad, ex presidente do Irã, de terno e sem gravata, e logo os blazers sem gravata passaram a dominar.

Nada contra o uso de ternos e gravatas ou qualquer tipo de roupa, cada um que se apresente como gosta, mas a verdade é que a grande maioria das pessoas se veste cada vez mais de forma casual e confortável usando inclusive jeans, camisas polo, sapatos mocassim e até tênis e camisetas.

Para minha surpresa, recebi uma notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo, que de tão surpreendente reproduzo integralmente:

Itaú Unibanco libera dress code ao gosto de cada colaborador

Depois de liberar o uso da bermuda na vestimenta diária, em resposta a uma demanda dos funcionários do seu Centro de Tecnologia, o Itaú Unibanco foi além. A partir deste mês, cada um dos seus mais de 85 mil colaboradores Brasil afora poderá escolher o traje de cada dia a seu bel-prazer. De camiseta, de tênis, de terno, de jeans e até de bermuda. O novo dress code do Itaú tem como mote “o nosso jeito tem seu estilo”.

Bom senso. A iniciativa, que começa a vigorar no banco a partir de amanhã, tem apenas duas regras: o bom senso e o cliente em primeiro lugar. As unidades externas do Itaú, que somam outros cerca de 14 mil funcionários, vão avaliar como aplicar a adoção do novo dress code.

Por isso, hoje aconselho: trabalhe bem, seja responsável e bom profissional, pois a aparência não resolve mais o problema de ninguém. Isso sem esquecer a boa regra do Itaú Unibanco: “bom senso e o cliente em primeiro lugar”.

*Por Renato Cunha Bueno, sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP.

Setor segurador registra alta de 16,1% em maio 542

Setor segurador registra alta de 16,1% em maio

Receitas totalizaram R$ 103,7 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, sem Saúde e DPVAT

Em maio, as receitas do setor de seguros voltaram a crescer se comparado ao mesmo mês de 2018, registrando expansão de 16,1% (sem Saúde e DPVAT). No editorial da nova edição da publicação Conjuntura CNseg, o presidente da Confederação, Marcio Coriolano, afirma que “esse ótimo desempenho serviu para elevar a arrecadação acumulada no ano até maio para 7,1%, comparativamente a igual período do ano passado”. A receita de todos os ramos – exceto Saúde e DPVAT- somou R$ 103,7 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.

Na média móvel dos últimos 12 meses até maio, a taxa também evoluiu para 1,5%, retomando o viés de alta sobre abril, que ficara praticamente estável (0,1%). “É um número importante, porque se aproxima do obtido nos dois primeiros meses do ano, após quatro meses de 2018 em que o setor apresentou taxas de desempenho negativas”, escreve o presidente.

Para ele, o mercado continua a apresentar comportamento desigual das vendas entre os diversos ramos. De janeiro a maio, o ramo de seguros patrimoniais (do segmento de seguros de danos e responsabilidades) vem liderando o crescimento, com 15,7%, enquanto os Planos de Riscos (do segmento Cobertura de pessoas) evolui com taxa de 15,4%. Outro destaque foi o segmento de Títulos de Capitalização que apresenta crescimento 11,7% neste ano.

No segmento de Vida e Previdência, o subsegmento de Cobertura de Pessoas – Planos de Riscos, nos últimos 12 meses até maio, a variação foi de 11,3%, seguindo uma trajetória de alta consistente. Os Planos de Acumulação (VGBL e PGBL) registraram variação negativa de 5,6% nos últimos 12 meses até maio. Saiba mais neste endereço.

Capitalização soma mais de R$ 30 bilhões em reservas técnicas 806

Capitalização soma mais de R$ 30 bilhões em reservas técnicas

Dados foram divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), as reservas técnicas – valores acumulados pelos clientes com títulos de capitalização ativos – atingiram R$ 30,1 bilhões, registrando um crescimento de 2,9% em comparação aos primeiros cinco meses do ano passado.

Marcelo Farinha é presidente da FenaCap / Divulgação
Marcelo Farinha é presidente da FenaCap / Divulgação

A receita global do setor avançou 11,7% no mesmo período, atingindo R$ 9,5 bilhões. As 16 empresas que integram a FenaCap distribuíram R$ 496 milhões em prêmios em sorteios, um aumento de 3,1%. Ainda em comparação ao mesmo período de 2018, os resgates realizados antecipadamente, ou ao fim do prazo do contrato de capitalização, apresentaram crescimento de 2,9%, alcançando o montante de R$ 7,3 bilhões.

“As novas regras criaram um ambiente de negócios mais favorável, trazendo segurança jurídica e criando as condições para a expansão do mercado e o lançamento de produtos cada vez mais aderentes às necessidades dos consumidores”, assinala Marcelo Farinha, presidente da FenaCap.

Com a entrada em vigor do marco regulatório da Capitalização, em abril, as empresas do setor reformularam seus portfólios para atender às novas regras, adaptando produtos já existentes e criando novos, especialmente dentro das modalidades recém criadas de Filantropia Premiável e Instrumento de Garantia, que elevaram para seis o número de modalidades de títulos de capitalização existentes.

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MAPFRE realiza primeira semana do cooperativismo do mercado segurador 452

MAPFRE realiza primeira semana do cooperativismo do mercado segurador

Coop Week contou com a presença dos principais especialistas do setor que, em 2018, movimentou R$ 1,5 bilhão em seguros gerais

A MAPFRE promoveu, na manhã da quinta-feira (11), a primeira semana voltada ao mercado de cooperativas organizada por uma seguradora, a Coop Week. Com representantes de diversas regiões do país, o encontro propôs discussões em torno do movimento econômico que beneficia mais de 50 milhões de brasileiros de forma direta e indireta.

A companhia é líder absoluta na venda de seguros gerais por meio do canal de cooperativas, com 49% do mercado que teve um faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2018.

De acordo com o diretor de Canais Cooperativas da MAPFRE, Tadeu Vieira, essa liderança é inerente à origem da empresa. “A MAPFRE tem mutualidade em seu nome, nasceu de uma cooperativa rural espanhola e trouxe essa essência para o Brasil, com presença no setor há quase 30 anos”, afirma.

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Em sua apresentação, o autor do livro “Cooperativismo Financeiro – Virtudes e Oportunidades”, Ênio Meinen, destacou a importância social do movimento. “Em cerca de 10% dos municípios do país, as únicas instituições financeiras são cooperativas. Essas organizações chegam onde as grandes redes bancárias não alcançam, gerando renda e emprego, levando poder de compra e realizando sonhos de milhões de famílias”.

Já o diretor executivo de Produtos e Negócios do Sicredi, Cidmar Luís Stoffel, ressaltou em sua palestra a relevância do setor. “Se todas as cooperativas fossem um país, seriam a nona economia do mundo”, disse, lembrando que o Banco Central “incluiu à sua agenda de desafios a ampliação de 8% para 22% a fatia das cooperativas no Sistema Financeiro Nacional”.

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Durante sua fala no evento, Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob, comentou sobre o futuro das cooperativas. “Nosso modelo de negócios já se provou resiliente a inúmeras dores e transformações digitais. No entanto, essa solidez não garantirá o eterno sucesso. É necessário voltar o olhar às inovações constantes, e estarmos abertos às mudanças, principalmente no que diz respeito ao papel consultivo ao cooperado.”

Cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento

Segundo dados divulgados neste mês pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), enquanto o país cresceu 5% em empregabilidade entre 2010 e 2018, o cooperativismo expandiu em 18%. Em relação à geração de riqueza, R$ 7 bilhões foram recolhidos aos cofres públicos pelo setor, por meio de impostos e tributos, apenas em 2018. Também no ano passado, essas organizações injetaram mais de R$ 9 bilhões na economia com o pagamento de salários e outros benefícios destinados a colaboradores.

KSA Corretora de Seguros integra time campeão do Troféu JRS 2019 754

Jean Carlo Figueiró, executivo principal da KSA Corretora de Seguros, durante cerimônia do CVG-RS em 2018 / Arquivo JRS

Evento reúne mais de 1 mil pessoas no dia 25 de outubro

A KSA Corretora de Seguros não poderia ficar de fora de um dos momentos mais aguardados pelo mercado de seguros em 2019. No dia 25 de outubro acontece a 17ª edição do Troféu JRS, no Centro de Eventos Casa do Gaúcho, em Porto Alegre (RS). A corretora de seguros passa a integrar o time campeão de apoiadores que torna possível a realização de uma noite especial, para mais de 1 mil convidados.

Com especialidade em auto, residencial, vida, viagem, equipamentos, RC notários e registradores, náutico, empresarial e condomínio, a KSA Corretora de Seguros é formada pela união de profissionais experientes. A empresa tem o objetivo de proporcionar a cada cliente uma orientação especial na contratação de seguros. O intuito da corretora é garantir o melhor custo/benefícios, de acordo com as necessidades, posses e expectativas dos segurados.

O público do Troféu JRS concentra oportunidades para momentos de descontração, troca de experiências e até mesmo de novos negócios. Seguradores, corretores de seguros e demais parceiros de negócios de um dos setores mais pujantes da economia brasileira participam do momento, efetivando os nomes mais relevantes do mercado nacional de seguros. Saiba todos os detalhes no hotsite especial.

Porque compliance é indispensável para o mercado de seguros 697

Porque compliance é indispensável para o mercado de seguros

Falta de sistema de compliance em empresas pode custar muito mais caro

Compliance abrange uma série de temas, como Lavagem de Dinheiro, além de fomentar práticas desejáveis e sustentáveis em negócios ou instituições. Como forma de reconquistar prestígio perante a opinião pública, uma série de partidos políticos anunciaram recentemente a adoção de sistemas de compliance. O tema também ganha destaque no mercado de seguros, principalmente após 2012, quando houve a publicação de uma normativa emitida pela Superintendência de Seguros Privados, que focou bastante na prevenção a ilícitos financeiros no setor. 

Giovani Saavedra é advogado com experiência de mais de 10 anos na área de Mercado Financeiro, com ênfase em Compliance, Direito Penal Econômico e Governança Corporativa / Arquivo JRS
Giovani Saavedra é advogado com experiência de mais de 10 anos na área de Mercado Financeiro, com ênfase em Compliance, Direito Penal Econômico e Governança Corporativa / Arquivo JRS

Giovani Saavedra é advogado com experiência de mais de 10 anos na área de Mercado Financeiro, com ênfase em Compliance, Direito Penal Econômico e Governança Corporativa. O especialista destaca que a falta de adoção de procedimentos de compliance nas empresas pode custar muito mais caro, no caso de ser necessário realizar uma gestão na crise da imagem de um negócio ou instituição, como em grandes escândalos e repercussão negativa na mídia e na opinião pública. 

“Acredito que a Susep faz um excelente trabalho, pois existe uma preocupação muito grande com esse segmento. A questão também envolve a criatividade das pessoas, pois os fraudadores fazem com que a avaliação e a descoberta de ilícitos seja difícil. No caso do mercado de seguros, por exemplo, existe a questão da terceirização da parte comercial, com os agentes. Isso diminui custos, mas aumenta o risco. Fica mais difícil controlar esses terceiros na parte do cadastro, de levantamento de dados. Acredito que com a integração entre a Susep e a Previc irão ampliar a estrutura de fiscalização e esse caminho será positivo para o setor. Hoje em dia também já há o entendimento de que dirigentes de seguradoras e bancos respondam, pessoalmente, pelas lacunas e inexistência de programas de compliance. Isso representa um risco muito alto”, explica Saavedra.

A reportagem faz parte da edição 226 da Revista JRS!

O advogado cursou doutorado em Direito e em Filosofia pela Johann Wolfgang Goethe, da Alemanha, durante 5 anos. “Percebo que existe, na área de ética e compliance, uma diferença no grau de pressão social para as pessoas evitarem caminhos ilícitos, como a corrupção. Mas esse, sem dúvidas, é um caminho sem volta. Trata-se de uma tendência da política internacional, dos órgãos internacionais, dos organismos internacionais de desenvolver e difundir o tema”, completa Giovani Saavedra.

O especialista acredita que o tema Educação é muito importante no momento em que o Brasil atravessa. “É bem importante que se dê um salto de qualidade nessa questão por várias razões, mas a principal delas é que sem educação a gente não consegue construir inovação, um mercado sólido, políticas adequadas ou mesmo ter um povo crítico que ajuda a fiscalizar seus governantes”, resumiu.

Em recente entrevista para a Revista JRS, o professor Marcos Assi afirmou que o principal desafio é que os programas de compliance saiam do papel, além de terem sua aplicabilidade mais evidenciada. “O tema central é a regra. As pessoas precisam muito mudar sua postura para mudar sua cultura”, analisa. “Torna-se essencial mapear os processos e entender como a coisa é feita. Funcionários, por exemplo, podem adoecer ou ir embora de uma empresa e levar consigo conhecimento. Por isso é preciso fazer uma boa gestão de riscos, checar e testar se as coisas estão sendo feitas de acordo com as normas estabelecidas por este empreendimento ou instituição”, completa.

O tema é tão amplo que conta, entre os dias 5 e 7 de setembro, em São Paulo, com um grande evento. O Compliance Across Americas trata-se do maior evento sobre compliance do continente americano como um todo. “Na ocasião teremos palestrantes de todas as Américas. Teremos representantes de toda América Latina, Norte Americanos e também os gaúchos, é claro”, convocou Giovani Saavedra, que explica a história da criação deste grande encontro. “Fui para a Alemanha e lá acompanhei o Grupo de Trabalho de Compliance do G20. Ao final, houve a ideia de se criar a franquia Compliance Across (Compliance Across Africa, Compliance Across Asia), para difundir a ideia de que o compliance cruza os continentes. Então, fui responsável por trazer esta iniciativa ao Brasil”, finaliza. Todas as informações estão disponíveis neste site.