AIDA comemora resultados de Congresso Mundial, no Rio de Janeiro 1270

Associação Internacional de Direito do Seguros reuniu aproximadamente 400 convidados

Segundo a avaliação do membro da comissão organizadora do AIDA Rio 2018 e conselheiro da entidade, Luis Felipe Pellon, essa edição do congresso é considerada um dos melhores eventos já promovidos pela Associação, nas palavras da própria presidente da AIDA World, Peggy Sharon. Pela primeira vez no Brasil, o evento reuniu cerca de 400 especialistas no Windsor Convention & Expo Center, na Barra da Tijuca.

A mesma opinião é compartilhada pelo organizador do próximo congresso mundial, em 2022, o australiano Chris Rodd. De acordo com ele, algumas das ideias implementadas no evento brasileiro foram tão bem aceitas que serão aplicadas em Melbourne, cidade que vai sediar o encontro.

Entre as novidades que agradaram em cheio os congressistas, Pellon destacou a ótima repercussão dos grupos de trabalho formados para aprofundar temas expostos nos painéis principais do evento. Além disso, a exposição com estandes dos patrocinadores “deu vida ao ambiente e reuniu representantes dos escritórios de advocacia, que mobilizam e convocam outros profissionais da área”.

Outra ideia positiva foi a utilização, pela primeira vez, de um aplicativo exclusivo do Aida Rio 2018, contendo a programação, os currículos dos painelistas, resumos das sessões e ainda um ambiente interativo para fotos e comentários. Como exemplo disso, Pellon citou a mensagem de um americano que acompanhou o congresso à distância, pelo aplicativo. Ele finalizou com um feedback dos patrocinadores de que o investimento realizado para a participação do congresso foi recompensado.

Lava jato e denúncias de corrupção alavancam Seguro D&O no Brasil

O D&O também foi debatido no AIDA Rio 2018. “Este produto, contratado pelas empresas para resguardar seus diretores e administradores contra reclamações de terceiros eventualmente prejudicados por atos de gestão, ganhou destaque nos últimos anos com os recentes escândalos de corrupção e as cifras inimagináveis que preenchem diariamente as pautas dos noticiários”, explicou a advogada Mariana Ferraz Menescal.

Ela expôs o assunto no Grupo de Trabalho “Linhas de financiamento”, no Congresso Mundial da AIDA, no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro, último dia do encontro.

Discussão entre Grupos de Trabalho

A programação ainda abriu espaço para debates mais específicos entre os grupos de trabalho da entidade. A reunião com foco em novas tecnologias foi conduzida pelos professores Robert Merkin e Kyriaki Noussia, ambos da Universidade de Exeter, do Reino Unido.

Muito foi falado em relação a quem seria o responsável em caso de acidentes causados ou envolvendo veículos autônomos, e mesmo sobre a definição do que pode ser considerado um veículo autônomo. Segundo os professores, a Alemanha está bem avançada em relação a outras jurisdições, porque já prevê regras específicas para esses veículos em seu Ato de Tráfego (RTA, sigla em inglês).

“O tema foi escolhido pelo próprio Conselho Mundial. Nosso objetivo é verificar os impactos da tecnologia futura na vida das pessoas e o que isso pode impactar as coberturas de seguro, sejam adaptando-se ou alterando-se”, explica o diretor jurídico e compliance da seguradora Zurich, Washington Silva. “Existe uma extensa análise de risco feita em carros e maquinários por especialistas em segurança. Esse conhecimento pode ser de grande auxílio do ponto de vista de prevenção”, completa.

Do ponto de vista do seguro, também foi debatida a possibilidade de que, em um futuro bem próximo, seja criado um modelo de responsabilidade específica, já que, em uma escala global, 90% dos acidentes de trânsito estão relacionados ao motorista.

Na reunião do grupo de trabalho sobre Estipulações pré-contratuais e ciência das partes contou com representantes da Itália, Turquia, África do Sul e Brasil. As advogadas Sara Landini, Ozlem Gurses, Darren Millard e Angélica Carlini foram conduzidas pela presidente da Aida World, Peggy Sharon, e discutiram os deveres de divulgação por parte do segurado, segurador e intermediário.

Os participantes do Congresso também tiveram oportunidade de entender um pouco mais sobre governança corporativa com os professores Paolo Rainelli (Itália), Hsien-Nung, Kuei (Taiwan) e Bernardo Gabineski (Brasil). As realidades de cada país foram apresentadas pelos palestrantes.

No Brasil, por exemplo, o advogado Bernardo Gabineski explicou que a governança corporativa ainda está em processo de desenvolvimento. “Foram firmados há 10 anos compromissos internacionais para instaurar mecanismos de combate à corrupção, mas esse processo foi acelerado com a Lava Jato e, com isso, as empresas estão trabalhando cada vez mais com compliance e governança corporativa. A operação da Polícia Federal foi um componente importante deste processo de desenvolvimento, agregou a divulgação dessas boas práticas”, afirma.

Bernardo explica que todas as empresas envolvidas tinham governança corporativa. “O ponto central é avaliar se estavam realmente comprometidos com as boas práticas ou apenas mantinham um documento que não era seguido. E o maior desafio dessas empresas hoje é mostrar para os stakeholders, seus empregados e a sociedade como um todo que viraram a página e que estão em um novo cenário, não mais envolvidos em corrupção”, acrescenta Gabineski.

Na reunião sobre seguro poluição, a advogada brasileira Patrícia Godoy Oliveira realizou apresentação sobre o produto no país, expondo um breve histórico das leis ambientais nacionais. Ela informou que R$ 68 milhões foram arrecadados em prêmios em 2017, segundo dados da Susep. “A sinistralidade é alta, ficando em torno de 30%”, completou. Para ela, a maior dificuldade das empresas é entender a importância das coberturas e das exclusões – ou seja, o que não pode ser contratado – e que a participação da área jurídica é essencial no momento da contratação.

O engenheiro ambiental Carlos Sá, da Cooper Bros, compartilhou dificuldades recorrentes na regulação de sinistros em acidentes que envolvem danos ao meio ambiente. Já Luciano Pérez fez um relato sobre a experiência mexicana: “temos leis ambientais recentes muito bem estabelecidas, mas a forma como elas serão cumpridas ainda está em aperfeiçoamento. É preciso que as empresas olhem para essa questão de uma maneira mais social”.

Por fim, a advogada ambientalista Rossana Bril, da Argentina, fez um apelo nessa mesma linha. “Ao observar as normas, pensamos estar muito bem protegidos, mas a verdade é que criamos processos muito longos”, avaliou, citando um caso de julgamento que já dura 20 anos. De acordo com a especialista, conflitos ambientais envolvem questões sociais e culturais complexas, e precisam ser tratadas com maior diálogo e rapidez.

Leis sobre seguro ambiental precisam de aperfeiçoamento em ao menos 22 países

Relatório foi apresentado durante o AIDA Rio 2018, congresso mundial dedicado ao Direito de Seguros, no painel “Seguro Poluição: Métodos, coberturas e beneficiários”, presidido pelo Ministro do STJ Sebastião Reis
Relatório foi apresentado durante o AIDA Rio 2018, congresso mundial dedicado ao Direito de Seguros, no painel “Seguro Poluição: Métodos, coberturas e beneficiários”, presidido pelo Ministro do STJ Sebastião Reis

A legislação, no que diz respeito ao seguro ambiental, ainda é pouco clara em diversas regiões do planeta. O conselheiro da AIDA World e integrante da Comissão Organizadora do AIDA Rio 2018, Luís Felipe Pellon, realizou uma importante análise sobre um dos mais graves casos de catástrofes ambientais do nosso país: o rompimento da barragem do Fundão, da empresa Samarco, em Mariana, Minas Gerais (MG), no ano de 2015. O painel aconteceu no segundo dia do Congresso.

“Mais de 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro e sílica percorreram cerca de 22km, passando pelo Rio Doce e atingindo o oceano Atlântico, matando 19 pessoas e desalojando centenas, poluindo o solo, o ar, causando a mortandade de animais, da flora, e tornando extensas áreas urbanas e rurais imprestáveis”, enumerou o advogado.

Ao explicar os aspectos e causas do acidente, Pellon contou que a empresa optou pela técnica de construção mais econômica – e arriscada – para a barragem, e que diversas questões deveriam ter servido como alertas de que havia algo errado. Ele ressaltou, ainda, a importância da atuação do poder público na prevenção de tragédias como essa, por meio das chamadas fiscalizações pós licença.

De acordo com estudo apresentado na mesma plenária, pela presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Linhas Financeiras da AIDA Brasil, Mariana Menescal, as diferenças entre as leis aplicadas ao seguro ambiental ao redor do mundo vão desde a própria definição do que se enquadraria como risco ambiental até os critérios para definir a quem deve ser atribuída a responsabilidade pelos danos em caso de sinistro.

O trabalho contou com a colaboração de sete seções da AIDA. A partir de respostas enviadas por 22 países, foi possível constatar que o tema é ainda pouco desenvolvido do ponto de visto jurídico. “Somente no México, por exemplo, existe uma estrutura de regulamentação específica para o segmento”, ressaltou Mariana.

Além disso, a penetração desse tipo de proteção ainda é baixa: segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a produção do mercado de seguros brasileiro para esses riscos representam menos de 1% no ramo de seguros patrimoniais e Responsabilidade Civil. “Essa situação se repete na maioria dos países questionados em nosso estudo”, contou a advogada.

Na sequência, o Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis, que presidiu o painel, avaliou: “o que podemos concluir é que existe, hoje, uma preocupação real com a efetividade das leis dentro dessa área. Até que elas se tornem mais concretas, há um longo caminho a ser percorrido”.

O terceiro integrante do painel, o advogado Pery Saraiva Neto, presidente do Grupo Nacional de Trabalho da AIDA Brasil voltado a esse segmento, defendeu a garantia da prevenção como uma das principais missões a serem perseguidas pela legislação. “Precisamos avançar na modulação de instrumentos econômicos de proteção ambiental, entendidos com soluções reguladas pelo Direito que visam romper com sua lógica meramente repressiva, com o objetivo de incentivar a adoção de melhores práticas”, afirmou. Em sua visão, isso se refletiria na instituição de estímulos econômicos para a adoção de práticas ambientalmente adequadas, protetivas e sustentáveis.

Novas tecnologias e regras contratuais do seguro

Divulgação
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“Eu gostaria de agradecer pela confiança e de dizer que conto com a colaboração de Kullman para dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado pela AIDA World, temos muito a inovar”, disse Sharon, que será a primeira presidente mulher da seção internacional da entidade.

Logo após a eleição realizada durante Assembleia Geral da AIDA World, os congressistas receberam as boas vindas em um coquetel. O presidente da AIDA Brasil, Inaldo Bezerra Silva Junior, afirmou que organizar o Congresso é uma oportunidade de “mostrar ao mundo que o Brasil é um país de instituições democráticas sólidas e possui enorme potencial para retomar o crescimento  e a expansão dos negócios em todas as áreas, em especial naquelas em que o seguro é mais relevante, como infraestrutura, logística, armazenagem, proteção de dados, saúde, responsabilidade civil”.

Ele também anunciou o lançamento da 6ª edição do livro “Aspectos Jurídicos dos Contratos de Seguro”, feito em conjunto pelos Grupos de Trabalho da AIDA Brasil. O trabalho foi organizado pelos integrantes da instituição Angélica Carlini e Pery Saraiva Neto.

A nova presidente da AIDA World, Peggy Sharon, apresentou uma pesquisa realizada com 29 países sobre as estipulações pré-contratuais e ciência das partes no contrato de seguros. O estudo verificou que existe, em muitos casos, uma lacuna de informações entre a seguradora e o segurado, além de diferenças legislativas e contratuais adotadas pelos países – enquanto alguns adotam o direito comum, outros seguem as normas do direito civil.  

No Reino Unido, Brasil e Japão, por exemplo, diferenciam seguro para pessoas físicas e seguro comercial. Já outros, como Colômbia, Dinamarca, Taiwan e Uruguai, utilizam regras gerais de proteção ao consumidor. “São muitas as diferenças, mas chegamos à conclusão de que a busca pela equidade e possível equilíbrio entre as partes é compartilhada por todos os sistemas legais”, afirma Peggy. 

Na sequência, um dos consensos do painel “Novas tecnologias – veículos e robôs autônomos, riscos cibernéticos e processo de seguro” foi que a tecnologia está à frente da lei. Isso porque o mundo está mudando e evoluindo em uma escala bem mais rápida do que os ambientes regulatórios. Durante a explanação, foram abordados aspectos relativos aos reflexos jurídicos e de seguros no direito internacional.  

Entre os pontos apresentados, destacaram-se questões como o limite entre a liberdade e a privacidade dos consumidores diante da disseminação massiva de informações pessoais, inclusive por meio das mídias sociais – o que pode levar à discriminação; e o emprego da responsabilidade (à seguradora, ao segurado ou mesmo ao responsável pela manutenção do veículo) à luz da utilização de carros autônomos. 

AIDA Rio 2018 reúne lideranças do setor de seguros e autoridades

Lideranças do setor de seguros, autoridades e representantes da AIDA na abertura do AIDA Rio 2018
Lideranças do setor de seguros, autoridades e representantes da AIDA na abertura do AIDA Rio 2018

“Somos um fórum aberto para o debate acadêmico, científico, dialético e crítico da mais alta envergadura. Sempre com o objetivo de aprimorar as instituições de seguros e torná-las ainda mais significativas em um contexto social e econômico”. Com essas palavras, o anfitrião do evento e presidente da AIDA Brasil, Inaldo Bezerra Silva Junior, recebeu lideranças do setor de seguros, autoridades e congressistas, durante a abertura do XV Congresso Mundial da AIDA.

Na sequência, a presidente da AIDA World, Peggy Sharon, ressaltou a honra e agradeceu a confiança por ter sido escolhida como a primeira mulher a liderar a seção internacional da entidade. Em sua fala, ela destacou o processo de inovação pelo qual o mundo está passando e enfatizou que a AIDA precisa abraçar essas mudanças. “Já chegou o momento de mudança também para a AIDA. Hoje, mais mulheres estão chegando à liderança do nosso time. Eu e o meu grupo estamos aqui para trabalhar de mãos dadas em prol dessa entidade e para fazer com que a AIDA seja cada vez mais relevante e significativa para as leis de seguros”, enfatizou.

Nessa mesma linha, o titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha de Ataídes, falou sobre a importância da participação do órgão supervisor do setor em um evento de alcance mundial e também abordou a inovação como ponto de discussão em questões regulatórias. “Gostaria de destacar a relevância desses estudos e trabalhos, esse estímulo dos aspectos jurídicos para o regulador. Uma vez que aprimoramos os contratos e as relações, facilita muito a missão da Susep que é desenvolver os seus mercados supervisionados”, pontuou, fazendo referência aos direitos do consumidor em um momento de tantas inovações, já que haverá impacto nos contratos de seguros.

Já o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, discorreu sobre a importância da atividade seguradora no mundo, citando que a indústria do seguro responde por 6% do PIB mundial, movimentando cerca de US$ 4,9 trilhões e que, no Brasil, os números giram em torno de US$ 83 bilhões. “O setor de seguros também passou a fazer parte da pauta de mudanças das políticas macroeconômicas globais”, afirmou, explicando que está havendo uma revisão de benefícios antes garantidos pelo poder público e que agora estão migrando para o setor privado. Além disso, Coriolano pontuou a crescente judicialização do setor de seguros. “Todos precisamos nos debruçar sobre o assunto para verificar eventuais falhas regulatórias ou de lacunas contratuais”, ponderou.

Não obstante, o presidente da Escola Nacional de Seguros, à ocasião, também presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Robert Bittar, concordou que a ciência jurídica exige uma constante atualização. “A dinâmica do tempo, as mudanças comportamentais da sociedade e o surgimento de novos riscos pelas atividades humanas impõem aos operadores da justiça estar pensando sempre muitos passos à diante dos fatos”, afirmou, observando que a atividade de seguro possui princípios universalizados.

Nesse sentindo, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis, chamou atenção para o fato do mundo hoje ser uma aldeia global onde os países e as economias estão cada vez mais próximos. “Um evento dessa magnitude demonstra, mais uma vez, não só a importância do Brasil em um cenário internacional, mas também o anseio deste País de cada vez mais contribuir para a discussão de um assunto tão palpitante e fundamental nos dias de hoje”, concluiu, ressaltando que o STJ está à disposição da AIDA para futuros debates e encontros sobre as questões que envolvem seguros.

Também compuseram a mesa de abertura, o desembargador Milton Fernandes de Souza, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que salientou a heterogeneidade do Brasil, exemplificando que, no Amazonas, muitas vezes um juiz para chegar à comarca precisa de três dias de barco. E o presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santos (Sindseg RJ/ES), Roberto Santos, que exaltou a contribuição que a realização do Congresso Mundial no Brasil traz para o mercado segurador.

Associação Internacional de Direito do Seguros (AIDA)

Fundada em 1960, em Luxemburgo, a Associação Internacional de Direito de Seguros é uma instituição de cunho científico, sem fins lucrativos. É mundialmente conhecida como AIDA, as iniciais de seu nome em francês: Association Internationale de Droit des Assurances. Hoje, a Associação está presente em 73 países, incluindo o Brasil.

No país, teve sua primeira sede no Rio de Janeiro, tendo sido transferida para São Paulo em 1973, onde permanece até hoje. Ao longo de sua história, a Seção Brasileira participou de praticamente todos os Congressos Mundiais já realizados. Em 2002, organizou o VIII Congresso do CILA, realizado também no Rio de Janeiro.

Além disso, desde 2007, vem promovendo congressos nacionais que reúnem advogados, magistrados, juízes, professores e juristas interessados em Direito do Seguro, com expressiva participação, em diferentes capitais brasileiras. Atualmente, movimenta-se por meio de seus Grupos Nacionais de Trabalho, que tratam de todos os temas que envolvem o contrato de seguros.

*Com informações de Race Comunicação.

Escola Nacional de Seguros promove Curso Megavendas 242

Escola Nacional de Seguros promove Curso Megavendas

Treinamento apresenta como o funil de vendas e a metodologia spin podem incrementar resultados

A Unidade Rio Grande do Sul da Escola Nacional de Seguros apresenta seu novo curso de vendas. Com o Megavendas, os profissionais de seguros vão aprender como o funil de vendas e a metodologia spin podem incrementar resultados.

Entre os conteúdos, estão as mudanças nas relações comerciais e o que pode-se esperar da próxima década, além de Comunicação persuasiva em vendas. As etapas, desde prospecção até à fidelização para vender mais também serão apresentadas, de forma a transformar o aprendizado em resultados.

O curso é ministrado por Rodrigo Maia, graduado em Comunicação e com especialização em Gestão Empresarial e Recursos Humanos pela PUC do Rio de Janeiro. Com quase 20 anos de experiência em Gestão Estratégica de Recursos Humanos e desenvolvimento de pessoas com foco em competências relacionadas à estratégia do negócio, o especialista ocupou cargos de gestão em grandes empresas, inclusive no exterior.

As aulas acontecem nos dias 12 e 13 de abril. No dia 12, das 16h às 22h, e no sábado, das 8h às 17h. O investimento é de R$ 700 a vista. As aulas serão ministradas na sede da Escola Nacional de Seguros no RS, na Av. Otávio Rocha, 115 – 1º andar – Porto Alegre (RS).

Saiba mais informações pelos telefones: (51) 3224-1965 / 5267 / 6661 ou no e-mail unidaders@ens.edu.br.

JLT completa 30 anos no Brasil e anuncia resultado global 259

JLT completa 30 anos no Brasil e anuncia resultado global

Lucro da companhia é fruto do resultado da operação da companhia em mais de 135 países

A JLT – Jardine Lloyd Thompson – companhia inglesa integrante do Grupo Jardine Matheson – anunciou seu resultado global referente ano de 2018. Uma das maiores empresas especializadas em gestão de riscos, corretagem de seguros e resseguros e consultoria em benefícios em todo mundo, a JLT obteve um resultado de £ 1,4 bilhão no ano passado, o que representa uma alta de 5% em relação ao ano anterior, com igual crescimento orgânico de 5%. O lucro da companhia é fruto do resultado da operação da JLT em mais de 135 países, entre eles o Brasil. A empresa está presente no país desde 1989 e completa 30 anos no mercado brasileiro nesta quinta-feira, 14.

Em 2018, o lucro da empresa antes de impostos foi de £ 233,6 milhões, número 25% maior do que o registrado em 2017. As unidades que mais se destacaram foram Global Specialty e Employee Benefit UK, ambas entregaram 7% de crescimento orgânico em receita. O lucro nos negócios aumentou 25% na Global Specialty, 10% na Global Reinsurance e 8% na Global Employee Benefits

30 anos no Brasil

No Brasil, a JLT abriu seu primeiro escritório em São Paulo. Desde então, a empresa cresceu dentro do mercado brasileiro, acompanhando o amadurecimento do setor de seguros e a abertura do negócio de resseguros no país. Atualmente, a JLT está presente nas principais capitais do país e conta com mais de 450 colaboradores.

“A JLT passou por várias fases de desenvolvimento do mercado segurador no Brasil, sempre buscando inovar e oferecer o melhor serviço para os clientes”, afirma o CEO da JLT, Nicolau Daudt.

Controller da JLT Brasil, Valmir Moço, presenciou como o mercado de seguros evoluiu desde a sua chegada à empresa, em 1989, como contador. “Acompanhei como a mudança na tarifa da comissão estimulou a concorrência e modernizou a prestação de serviço. Já com a abertura do mercado ressegurador, houve uma valorização da consultoria”, diz Moço. “Hoje as apólices já não bastam mais e os clientes querem saber detalhes do que é importante em cada caso”, explica o controller, um dos mais antigos funcionários da JLT Brasil.

Tokio Marine facilita pagamento de Seguros de Automóvel 194

Luiz Padial é Diretor de Automóvel da Tokio Marine / Divulgação

Clientes podem, agora, optar pelo parcelamento em 12 vezes sem juros no cartão de crédito

A Tokio Marine, uma das maiores seguradoras do País, amplia as formas de pagamento para a carteira de automóvel, que contempla entre os principais produtos: Tokio Marine Auto, Tokio Marine Auto Clássico, Auto Roubo+Rastreador, Tokio Marine Auto Popular, Tokio Marine Caminhão e Auto Frota. A partir de agora, os clientes da seguradora poderão realizar o pagamento em 12 vezes sem juros no cartão de crédito em todo portfólio.

“Com mais essa opção de parcelamento, nossa intenção foi criar um conceito de mensalidade para que o consumidor possa encaixar ainda melhor o valor do seguro em seu orçamento. Vemos, portanto, de forma muito otimista as oportunidades de geração de negócios com mais esta facilidade”, explica Luiz Padial, Diretor de Automóvel da Tokio Marine.

A novidade do parcelamento é especialmente atrativa para o mercado do produto Auto Popular. Líder nesse segmento com 75% de market share, a Tokio Marine é a primeira seguradora a disponibilizar essa forma inédita de pagamento aos seus clientes e é também a única que oferece essa modalidade de seguro em todo o território nacional.

De acordo com dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o mercado de carros seminovos e usados registrou alta nos dois primeiros meses de 2019, com crescimento de vendas de 7,1%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. “Quando olhamos para o segmento de seminovos, o nosso crescimento foi de 12,9% no primeiro bimestre de 2019, em decorrência de nosso amplo portfólio, principalmente nos produtos cujo apelo de preço é maior, como o Auto Popular. Em 2017, por exemplo, primeiro ano de comercialização do produto, 90% das contratações foram feitas por clientes que antes não haviam tido a oportunidade de adquirir um Seguro. Isto também é reflexo da alta deste mercado”, comenta Padial.

Com foco em veículos com mais de cinco anos, o produto inclui cobertura inicial de colisão e incêndio, para danos totais ou parciais, e assistência 24 horas completa. O diferencial do Tokio Marine Auto Popular é a possibilidade de reparos com peças novas compatíveis para itens que não sejam de segurança, o que viabiliza um preço significativamente mais competitivo. Para o caso de inexistência de uma peça nova compatível, o conserto será feito com as mesmas utilizadas no seguro tradicional, assim como é feito com os itens de segurança.

O Auto Popular já contempla 107 modelos de veículos, contabilizando mais de 2 mil versões. A modalidade é uma das quatro que a seguradora oferece para veículos de passeio na mesma base de cálculo, mais um dos diferenciais dos produtos da carteira de Auto. Em 2018, o ramo de Automóvel da Tokio Marine registrou alta de 8,4%, contra uma expansão de 3,2% do segmento, mantendo o histórico da seguradora de crescer mais que a média de mercado.

Chubb protegeu mais de 5 milhões de pessoas no carnaval brasileiro 176

Chubb protegeu mais de 5 milhões de pessoas no carnaval brasileiro

Destaque foi para cidades como SP, Rio, BH, Salvador, Recife e outras

A Chubb afirma que o poder público e os promotores de eventos têm demonstrado crescente conscientização ao assegurar vários direitos de cidadania da população durante o carnaval no Brasil. “Este ano, as nossas apólices protegeram a diversão de mais de 5 milhões de pessoas, ao garantir indenização em caso de danos corporais e morais durante o período de folia”, diz Juliana Santos, responsável pela área de seguros de Entretenimento da Chubb. De acordo com ela, os seguros adquiridos cobriram blocos de rua, camarotes e eventos em recintos fechados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e outras.

Juliana Santos é responsável pela área de seguros de Entretenimento da Chubb
Juliana Santos é responsável pela área de seguros de Entretenimento da Chubb / Divulgação

Conforme a executiva, as apólices da Chubb também protegeram profissionais envolvidos com a organização dos eventos, da montagem à desmontagem. O seguro também englobou prejuízos por danos a equipamentos, instrumentos musicais, objetos cenográficos e estruturas temporárias. Segundo Juliana Santos, os riscos mais frequentes no carnaval têm sido quedas, desmoronamento de estruturas, atropelamentos, choques elétricos, acidentes envolvendo carros alegóricos e danos a equipamentos, entre outros.

Sobre outros riscos que podem ser cobertos pelo seguro, Juliana cita o cancelamento, adiamento e interrupção do evento em virtude de condições climáticas, queda de estrutura, grande tumulto e outras causas. Esse seguro, de acordo com ela, pode garantir ao promotor o pagamento de várias despesas tais como locação de espaço, logística, alimentação, produção e muitas outras. “Por outro lado, é também possível segurar toda a receita do evento, incluindo o lucro”, conclui.

Zurich e Havan assinam parceria para seguros massificados 263

Zurich e Havan assinam parceria para seguros massificados

Seguradora suíça será responsável pela venda dos produtos de garantia estendida, seguro de roubo, furto e danos acidentais para celulares, além de seguro prestamista

A rede de varejo Havan assina contrato com a Zurich, líder do mercado brasileiro em seguros massificados, para ser sua seguradora oficial pelos próximos cinco anos. A Zurich será responsável pela venda dos produtos de garantia estendida, seguro de roubo, furto e danos acidentais para celulares, além de seguro prestamista, que cobre as parcelas das compras em caso de desemprego.

Para garantir a escolha do melhor parceiro, a rede varejista teve a consultoria da MDS Brasil, referência global em seguros, resseguros e consultoria de riscos. O processo teve duração de quatro meses, envolvendo dez grandes seguradoras do mercado brasileiro. “A Havan tinha uma necessidade bastante específica e, com o nosso conhecimento do mercado, conseguimos trazer a parceria ideal para esta nova fase da rede”, afirma Thomaz Tescaro, diretor executivo de Varejo e Afinidades da MDS Brasil.

Para os próximos cinco anos, a parceria estima gerar R$ 2,4 bilhões em prêmios de seguros. De acordo com os atuais planos de crescimento da rede varejista, este valor pode ser superado antes do prazo. Com mais uma importante parceria com uma grande rede varejista, a Zurich consolida sua posição de liderança em seguros massificados no mercado brasileiro. “O acordo com a Havan está em linha com nossa estratégia global e compromisso de longo prazo com o Brasil, bem como com o desenvolvimento da indústria de seguros”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich.

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, diz que “a varejista vem, cada vez mais, tornando-se referência tanto em produtos, quanto em serviços. E a seguradora Zurich, como nosso novo parceiro, vai acelerar ainda mais a nossa expansão, fazendo com que a Havan atenda o seu cliente com muito mais agilidade”.