AIDA comemora resultados de Congresso Mundial, no Rio de Janeiro 1176

Associação Internacional de Direito do Seguros reuniu aproximadamente 400 convidados

Segundo a avaliação do membro da comissão organizadora do AIDA Rio 2018 e conselheiro da entidade, Luis Felipe Pellon, essa edição do congresso é considerada um dos melhores eventos já promovidos pela Associação, nas palavras da própria presidente da AIDA World, Peggy Sharon. Pela primeira vez no Brasil, o evento reuniu cerca de 400 especialistas no Windsor Convention & Expo Center, na Barra da Tijuca.

A mesma opinião é compartilhada pelo organizador do próximo congresso mundial, em 2022, o australiano Chris Rodd. De acordo com ele, algumas das ideias implementadas no evento brasileiro foram tão bem aceitas que serão aplicadas em Melbourne, cidade que vai sediar o encontro.

Entre as novidades que agradaram em cheio os congressistas, Pellon destacou a ótima repercussão dos grupos de trabalho formados para aprofundar temas expostos nos painéis principais do evento. Além disso, a exposição com estandes dos patrocinadores “deu vida ao ambiente e reuniu representantes dos escritórios de advocacia, que mobilizam e convocam outros profissionais da área”.

Outra ideia positiva foi a utilização, pela primeira vez, de um aplicativo exclusivo do Aida Rio 2018, contendo a programação, os currículos dos painelistas, resumos das sessões e ainda um ambiente interativo para fotos e comentários. Como exemplo disso, Pellon citou a mensagem de um americano que acompanhou o congresso à distância, pelo aplicativo. Ele finalizou com um feedback dos patrocinadores de que o investimento realizado para a participação do congresso foi recompensado.

Lava jato e denúncias de corrupção alavancam Seguro D&O no Brasil

O D&O também foi debatido no AIDA Rio 2018. “Este produto, contratado pelas empresas para resguardar seus diretores e administradores contra reclamações de terceiros eventualmente prejudicados por atos de gestão, ganhou destaque nos últimos anos com os recentes escândalos de corrupção e as cifras inimagináveis que preenchem diariamente as pautas dos noticiários”, explicou a advogada Mariana Ferraz Menescal.

Ela expôs o assunto no Grupo de Trabalho “Linhas de financiamento”, no Congresso Mundial da AIDA, no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro, último dia do encontro.

Discussão entre Grupos de Trabalho

A programação ainda abriu espaço para debates mais específicos entre os grupos de trabalho da entidade. A reunião com foco em novas tecnologias foi conduzida pelos professores Robert Merkin e Kyriaki Noussia, ambos da Universidade de Exeter, do Reino Unido.

Muito foi falado em relação a quem seria o responsável em caso de acidentes causados ou envolvendo veículos autônomos, e mesmo sobre a definição do que pode ser considerado um veículo autônomo. Segundo os professores, a Alemanha está bem avançada em relação a outras jurisdições, porque já prevê regras específicas para esses veículos em seu Ato de Tráfego (RTA, sigla em inglês).

“O tema foi escolhido pelo próprio Conselho Mundial. Nosso objetivo é verificar os impactos da tecnologia futura na vida das pessoas e o que isso pode impactar as coberturas de seguro, sejam adaptando-se ou alterando-se”, explica o diretor jurídico e compliance da seguradora Zurich, Washington Silva. “Existe uma extensa análise de risco feita em carros e maquinários por especialistas em segurança. Esse conhecimento pode ser de grande auxílio do ponto de vista de prevenção”, completa.

Do ponto de vista do seguro, também foi debatida a possibilidade de que, em um futuro bem próximo, seja criado um modelo de responsabilidade específica, já que, em uma escala global, 90% dos acidentes de trânsito estão relacionados ao motorista.

Na reunião do grupo de trabalho sobre Estipulações pré-contratuais e ciência das partes contou com representantes da Itália, Turquia, África do Sul e Brasil. As advogadas Sara Landini, Ozlem Gurses, Darren Millard e Angélica Carlini foram conduzidas pela presidente da Aida World, Peggy Sharon, e discutiram os deveres de divulgação por parte do segurado, segurador e intermediário.

Os participantes do Congresso também tiveram oportunidade de entender um pouco mais sobre governança corporativa com os professores Paolo Rainelli (Itália), Hsien-Nung, Kuei (Taiwan) e Bernardo Gabineski (Brasil). As realidades de cada país foram apresentadas pelos palestrantes.

No Brasil, por exemplo, o advogado Bernardo Gabineski explicou que a governança corporativa ainda está em processo de desenvolvimento. “Foram firmados há 10 anos compromissos internacionais para instaurar mecanismos de combate à corrupção, mas esse processo foi acelerado com a Lava Jato e, com isso, as empresas estão trabalhando cada vez mais com compliance e governança corporativa. A operação da Polícia Federal foi um componente importante deste processo de desenvolvimento, agregou a divulgação dessas boas práticas”, afirma.

Bernardo explica que todas as empresas envolvidas tinham governança corporativa. “O ponto central é avaliar se estavam realmente comprometidos com as boas práticas ou apenas mantinham um documento que não era seguido. E o maior desafio dessas empresas hoje é mostrar para os stakeholders, seus empregados e a sociedade como um todo que viraram a página e que estão em um novo cenário, não mais envolvidos em corrupção”, acrescenta Gabineski.

Na reunião sobre seguro poluição, a advogada brasileira Patrícia Godoy Oliveira realizou apresentação sobre o produto no país, expondo um breve histórico das leis ambientais nacionais. Ela informou que R$ 68 milhões foram arrecadados em prêmios em 2017, segundo dados da Susep. “A sinistralidade é alta, ficando em torno de 30%”, completou. Para ela, a maior dificuldade das empresas é entender a importância das coberturas e das exclusões – ou seja, o que não pode ser contratado – e que a participação da área jurídica é essencial no momento da contratação.

O engenheiro ambiental Carlos Sá, da Cooper Bros, compartilhou dificuldades recorrentes na regulação de sinistros em acidentes que envolvem danos ao meio ambiente. Já Luciano Pérez fez um relato sobre a experiência mexicana: “temos leis ambientais recentes muito bem estabelecidas, mas a forma como elas serão cumpridas ainda está em aperfeiçoamento. É preciso que as empresas olhem para essa questão de uma maneira mais social”.

Por fim, a advogada ambientalista Rossana Bril, da Argentina, fez um apelo nessa mesma linha. “Ao observar as normas, pensamos estar muito bem protegidos, mas a verdade é que criamos processos muito longos”, avaliou, citando um caso de julgamento que já dura 20 anos. De acordo com a especialista, conflitos ambientais envolvem questões sociais e culturais complexas, e precisam ser tratadas com maior diálogo e rapidez.

Leis sobre seguro ambiental precisam de aperfeiçoamento em ao menos 22 países

Relatório foi apresentado durante o AIDA Rio 2018, congresso mundial dedicado ao Direito de Seguros, no painel “Seguro Poluição: Métodos, coberturas e beneficiários”, presidido pelo Ministro do STJ Sebastião Reis
Relatório foi apresentado durante o AIDA Rio 2018, congresso mundial dedicado ao Direito de Seguros, no painel “Seguro Poluição: Métodos, coberturas e beneficiários”, presidido pelo Ministro do STJ Sebastião Reis

A legislação, no que diz respeito ao seguro ambiental, ainda é pouco clara em diversas regiões do planeta. O conselheiro da AIDA World e integrante da Comissão Organizadora do AIDA Rio 2018, Luís Felipe Pellon, realizou uma importante análise sobre um dos mais graves casos de catástrofes ambientais do nosso país: o rompimento da barragem do Fundão, da empresa Samarco, em Mariana, Minas Gerais (MG), no ano de 2015. O painel aconteceu no segundo dia do Congresso.

“Mais de 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro e sílica percorreram cerca de 22km, passando pelo Rio Doce e atingindo o oceano Atlântico, matando 19 pessoas e desalojando centenas, poluindo o solo, o ar, causando a mortandade de animais, da flora, e tornando extensas áreas urbanas e rurais imprestáveis”, enumerou o advogado.

Ao explicar os aspectos e causas do acidente, Pellon contou que a empresa optou pela técnica de construção mais econômica – e arriscada – para a barragem, e que diversas questões deveriam ter servido como alertas de que havia algo errado. Ele ressaltou, ainda, a importância da atuação do poder público na prevenção de tragédias como essa, por meio das chamadas fiscalizações pós licença.

De acordo com estudo apresentado na mesma plenária, pela presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Linhas Financeiras da AIDA Brasil, Mariana Menescal, as diferenças entre as leis aplicadas ao seguro ambiental ao redor do mundo vão desde a própria definição do que se enquadraria como risco ambiental até os critérios para definir a quem deve ser atribuída a responsabilidade pelos danos em caso de sinistro.

O trabalho contou com a colaboração de sete seções da AIDA. A partir de respostas enviadas por 22 países, foi possível constatar que o tema é ainda pouco desenvolvido do ponto de visto jurídico. “Somente no México, por exemplo, existe uma estrutura de regulamentação específica para o segmento”, ressaltou Mariana.

Além disso, a penetração desse tipo de proteção ainda é baixa: segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a produção do mercado de seguros brasileiro para esses riscos representam menos de 1% no ramo de seguros patrimoniais e Responsabilidade Civil. “Essa situação se repete na maioria dos países questionados em nosso estudo”, contou a advogada.

Na sequência, o Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis, que presidiu o painel, avaliou: “o que podemos concluir é que existe, hoje, uma preocupação real com a efetividade das leis dentro dessa área. Até que elas se tornem mais concretas, há um longo caminho a ser percorrido”.

O terceiro integrante do painel, o advogado Pery Saraiva Neto, presidente do Grupo Nacional de Trabalho da AIDA Brasil voltado a esse segmento, defendeu a garantia da prevenção como uma das principais missões a serem perseguidas pela legislação. “Precisamos avançar na modulação de instrumentos econômicos de proteção ambiental, entendidos com soluções reguladas pelo Direito que visam romper com sua lógica meramente repressiva, com o objetivo de incentivar a adoção de melhores práticas”, afirmou. Em sua visão, isso se refletiria na instituição de estímulos econômicos para a adoção de práticas ambientalmente adequadas, protetivas e sustentáveis.

Novas tecnologias e regras contratuais do seguro

Divulgação
Divulgação

“Eu gostaria de agradecer pela confiança e de dizer que conto com a colaboração de Kullman para dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado pela AIDA World, temos muito a inovar”, disse Sharon, que será a primeira presidente mulher da seção internacional da entidade.

Logo após a eleição realizada durante Assembleia Geral da AIDA World, os congressistas receberam as boas vindas em um coquetel. O presidente da AIDA Brasil, Inaldo Bezerra Silva Junior, afirmou que organizar o Congresso é uma oportunidade de “mostrar ao mundo que o Brasil é um país de instituições democráticas sólidas e possui enorme potencial para retomar o crescimento  e a expansão dos negócios em todas as áreas, em especial naquelas em que o seguro é mais relevante, como infraestrutura, logística, armazenagem, proteção de dados, saúde, responsabilidade civil”.

Ele também anunciou o lançamento da 6ª edição do livro “Aspectos Jurídicos dos Contratos de Seguro”, feito em conjunto pelos Grupos de Trabalho da AIDA Brasil. O trabalho foi organizado pelos integrantes da instituição Angélica Carlini e Pery Saraiva Neto.

A nova presidente da AIDA World, Peggy Sharon, apresentou uma pesquisa realizada com 29 países sobre as estipulações pré-contratuais e ciência das partes no contrato de seguros. O estudo verificou que existe, em muitos casos, uma lacuna de informações entre a seguradora e o segurado, além de diferenças legislativas e contratuais adotadas pelos países – enquanto alguns adotam o direito comum, outros seguem as normas do direito civil.  

No Reino Unido, Brasil e Japão, por exemplo, diferenciam seguro para pessoas físicas e seguro comercial. Já outros, como Colômbia, Dinamarca, Taiwan e Uruguai, utilizam regras gerais de proteção ao consumidor. “São muitas as diferenças, mas chegamos à conclusão de que a busca pela equidade e possível equilíbrio entre as partes é compartilhada por todos os sistemas legais”, afirma Peggy. 

Na sequência, um dos consensos do painel “Novas tecnologias – veículos e robôs autônomos, riscos cibernéticos e processo de seguro” foi que a tecnologia está à frente da lei. Isso porque o mundo está mudando e evoluindo em uma escala bem mais rápida do que os ambientes regulatórios. Durante a explanação, foram abordados aspectos relativos aos reflexos jurídicos e de seguros no direito internacional.  

Entre os pontos apresentados, destacaram-se questões como o limite entre a liberdade e a privacidade dos consumidores diante da disseminação massiva de informações pessoais, inclusive por meio das mídias sociais – o que pode levar à discriminação; e o emprego da responsabilidade (à seguradora, ao segurado ou mesmo ao responsável pela manutenção do veículo) à luz da utilização de carros autônomos. 

AIDA Rio 2018 reúne lideranças do setor de seguros e autoridades

Lideranças do setor de seguros, autoridades e representantes da AIDA na abertura do AIDA Rio 2018
Lideranças do setor de seguros, autoridades e representantes da AIDA na abertura do AIDA Rio 2018

“Somos um fórum aberto para o debate acadêmico, científico, dialético e crítico da mais alta envergadura. Sempre com o objetivo de aprimorar as instituições de seguros e torná-las ainda mais significativas em um contexto social e econômico”. Com essas palavras, o anfitrião do evento e presidente da AIDA Brasil, Inaldo Bezerra Silva Junior, recebeu lideranças do setor de seguros, autoridades e congressistas, durante a abertura do XV Congresso Mundial da AIDA.

Na sequência, a presidente da AIDA World, Peggy Sharon, ressaltou a honra e agradeceu a confiança por ter sido escolhida como a primeira mulher a liderar a seção internacional da entidade. Em sua fala, ela destacou o processo de inovação pelo qual o mundo está passando e enfatizou que a AIDA precisa abraçar essas mudanças. “Já chegou o momento de mudança também para a AIDA. Hoje, mais mulheres estão chegando à liderança do nosso time. Eu e o meu grupo estamos aqui para trabalhar de mãos dadas em prol dessa entidade e para fazer com que a AIDA seja cada vez mais relevante e significativa para as leis de seguros”, enfatizou.

Nessa mesma linha, o titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha de Ataídes, falou sobre a importância da participação do órgão supervisor do setor em um evento de alcance mundial e também abordou a inovação como ponto de discussão em questões regulatórias. “Gostaria de destacar a relevância desses estudos e trabalhos, esse estímulo dos aspectos jurídicos para o regulador. Uma vez que aprimoramos os contratos e as relações, facilita muito a missão da Susep que é desenvolver os seus mercados supervisionados”, pontuou, fazendo referência aos direitos do consumidor em um momento de tantas inovações, já que haverá impacto nos contratos de seguros.

Já o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, discorreu sobre a importância da atividade seguradora no mundo, citando que a indústria do seguro responde por 6% do PIB mundial, movimentando cerca de US$ 4,9 trilhões e que, no Brasil, os números giram em torno de US$ 83 bilhões. “O setor de seguros também passou a fazer parte da pauta de mudanças das políticas macroeconômicas globais”, afirmou, explicando que está havendo uma revisão de benefícios antes garantidos pelo poder público e que agora estão migrando para o setor privado. Além disso, Coriolano pontuou a crescente judicialização do setor de seguros. “Todos precisamos nos debruçar sobre o assunto para verificar eventuais falhas regulatórias ou de lacunas contratuais”, ponderou.

Não obstante, o presidente da Escola Nacional de Seguros, à ocasião, também presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Robert Bittar, concordou que a ciência jurídica exige uma constante atualização. “A dinâmica do tempo, as mudanças comportamentais da sociedade e o surgimento de novos riscos pelas atividades humanas impõem aos operadores da justiça estar pensando sempre muitos passos à diante dos fatos”, afirmou, observando que a atividade de seguro possui princípios universalizados.

Nesse sentindo, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis, chamou atenção para o fato do mundo hoje ser uma aldeia global onde os países e as economias estão cada vez mais próximos. “Um evento dessa magnitude demonstra, mais uma vez, não só a importância do Brasil em um cenário internacional, mas também o anseio deste País de cada vez mais contribuir para a discussão de um assunto tão palpitante e fundamental nos dias de hoje”, concluiu, ressaltando que o STJ está à disposição da AIDA para futuros debates e encontros sobre as questões que envolvem seguros.

Também compuseram a mesa de abertura, o desembargador Milton Fernandes de Souza, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que salientou a heterogeneidade do Brasil, exemplificando que, no Amazonas, muitas vezes um juiz para chegar à comarca precisa de três dias de barco. E o presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santos (Sindseg RJ/ES), Roberto Santos, que exaltou a contribuição que a realização do Congresso Mundial no Brasil traz para o mercado segurador.

Associação Internacional de Direito do Seguros (AIDA)

Fundada em 1960, em Luxemburgo, a Associação Internacional de Direito de Seguros é uma instituição de cunho científico, sem fins lucrativos. É mundialmente conhecida como AIDA, as iniciais de seu nome em francês: Association Internationale de Droit des Assurances. Hoje, a Associação está presente em 73 países, incluindo o Brasil.

No país, teve sua primeira sede no Rio de Janeiro, tendo sido transferida para São Paulo em 1973, onde permanece até hoje. Ao longo de sua história, a Seção Brasileira participou de praticamente todos os Congressos Mundiais já realizados. Em 2002, organizou o VIII Congresso do CILA, realizado também no Rio de Janeiro.

Além disso, desde 2007, vem promovendo congressos nacionais que reúnem advogados, magistrados, juízes, professores e juristas interessados em Direito do Seguro, com expressiva participação, em diferentes capitais brasileiras. Atualmente, movimenta-se por meio de seus Grupos Nacionais de Trabalho, que tratam de todos os temas que envolvem o contrato de seguros.

*Com informações de Race Comunicação.

Santander abre 1,1 mil vagas de estágio em empresas-clientes 325

Santander abre 1,1 mil vagas de estágio em empresas-clientes

Desde 2016, o Programa Universitário-Empresas contemplou 3.210 universitários

O Santander Brasil abre 1,1 mil oportunidades de estágios em pequenas e médias empresas-clientes do Banco em todo o País. O estágio tem duração de quatro meses e carga horária de quatro horas/dia. Uma bolsa auxílio-estágio será paga pelas empresas-clientes do banco e o Santander apoiará com uma bolsa de estudos para ajudar os participantes no pagamento da mensalidade da faculdade, material didático e/ou outros custos relacionados.

A disponibilidade de vagas faz parte do Programa Universitário-Empresas, que teve início em 2016, por uma iniciativa do segmento Negócios & Empresas em parceria com o Santander Universidades. Já foram contemplados 3.210 universitários e mais de 8 mil empresas se inscreveram para participar do programa no período.

“Queremos aproximar nossos clientes aos grandes centros de ensino e de pesquisa do tecnológica do Brasil. Ao mesmo tempo que apoiamos a formação prática dos estudantes por meio de sua preparação para o mercado de trabalho”, afirma José Teixeira, diretor de Empresas e Governos & Instituições do Santander Brasil. O Programa Universitário-Empresas faz parte do Programa Avançar, oferta não-financeira que tem como objetivo apoiar o crescimento das pequenas e médias empresas, clientes e não-clientes.

“No ano passado, tivemos quase 62 mil universitários inscritos, aumento de 14% ante o número de 2017 e 50% dos contemplados acabaram sendo efetivados ou tiveram seus contratos renovados diretamente com as empresas-clientes, o que comprova o sucesso da ação e incentivo para sua continuidade”, ressalta Steven Assis, Head do Santander Universidades.

As pequenas e médias empresas-clientes do Banco que desejam ter um estagiário podem se inscrever no site do Santander Negócios & Empresas, na aba Construindo Equipes > Programa Universitário-Empresas, onde também encontrarão os critérios de elegibilidade para participação.

Já os universitários interessados, que podem ser de qualquer curso e região do País, deverão consultar as vagas e se candidatar no aplicativo Santander Universitário, disponível em iOS e Android, a partir de 04 de fevereiro. A Universia, empresa do Grupo Santander, atuará como agente integrador no Programa e terá como papel principal auxiliar as partes no processo administrativo do estágio.

O Santander Brasil é um dos líderes em financiamento a PMEs no País. Registra crescimento de 10,1% em sua carteira de crédito em setembro de 2018 ante o mesmo período de 2017, somando um montante de R$ 36,269 bilhões.

O Banco também é a empresa privada que mais investe em apoio à educação no mundo (Relatório Varkey / UNESCO-Fortune 500), por meio do Santander Universidades, com mais de 1.200 acordos de colaboração com universidades e instituições acadêmicas em 21 países. Desde 2002, a entidade destinou mais de €1.6 milhões de euros a iniciativas e programas acadêmicos.

Soluções inovadoras deixam corretoras de seguros mais competitivas 183

Soluções inovadoras deixam corretoras de seguros mais competitivas

Fidelização ajuda na manutenção do negócio

A Cashback Solutions, solução global que entrega a possibilidade de uma PME criar seu próprio programa de fidelidade de forma diferenciada a um bom custo-benefício, comercializa soluções para o mercado de seguros e deixa as corretoras que apostam em soluções de fidelização mais competitivas. A Cashback Solutions faz parte da maior comunidade internacional de compras Cashback World e possui negócios ativos em todas as regiões do País.

A solução permite que a corretora tenha um sistema que roda todo em plataforma web sem vínculo a meios de pagamentos; proporciona integração com CRM e ferramentas de comunicação com os clientes. Também oferece benefícios atrativos, como o Bônus de Marketing, no qual a empresa fatura também engajando seus clientes a realizarem compras em outras empresas parceiras da comunidade global da Cashback World. Além disso, a empresa ganha visibilidade por participar de um programa global com muitas oportunidades B2B.

“O mercado de seguros poderá oferecer diferentes experiências para os clientes com a Cashback Solutions, é uma oportunidade de ir além e inovar. E o consumidor, além de ter o patrimônio protegido, poderá desfrutar de benefícios de compras como o Cashback – até 5% do valor da compra de volta depositado na própria conta bancária e Shopping Points que podem ser resgatados em ofertas exclusivas na forma de bens ou serviços específicos (Shopping Points Deals) ao fazerem parte da Cashback World”, explica o diretor geral da myWorld – operadora Cashback World no Brasil, Davi Damazio.

Entre as corretoras de seguro que já são clientes da Cashback Solutions está a Weeseg Tecnologia, corretora que está há 30 anos no mercado em São José dos Campos e buscava algo novo para oferecer aos seus clientes. “Fazer um seguro é algo que considero muito analógico para os dias atuais; meu desejo era oferecer algo a mais para os meus clientes e por isso busquei por uma empresa que pudesse me apoiar nesta missão”, afirma José Roberto, proprietário da Weeseg Tecnologia. “Quando conheci a Cashback Solutions vi que meus clientes teriam acesso a benefícios reais e isso foi o que me motivou”, afirma o executivo.

A Weeseg também viu sua receita crescer ao ver seus clientes fazendo compras em outras Empresas Parceiras que estão inseridas na comunidade. “Hoje a receita da minha empresa advém não somente da venda de seguros, mas também, do consumo dos Afiliados que chegaram à comunidade de compras por meio da Weeseg”.

“Eu estava buscando um programa de fidelidade que oferecesse mais do que um mero carimbo em cartões de papel. A Cashback Solutions permitiu oferecer o Cashback e assim, devolver dinheiro para os clientes, que agora estão também conectados a uma comunidade global de compras que é a Cashback World”, finaliza.

Susep autoriza Santander e HDI a operar seguradora digital de automóveis 489

Susep autoriza Santander e HDI a operar seguradora digital de automóveis

Negócio deve iniciar com R$ 15 milhões de capital social

No Diário Oficial da União (DOU) do último dia 11 de janeiro a Superintendência de Seguros Privados (Susep) concedeu autorização para operação da Santander Auto. A seguradora, totalmente digital, vai operar no seguro de danos em todo território nacional.

O capital social da Santander Auto é de R$ 15 milhões e o controle acionário e a ingerência efetiva dos negócios são realizados pela HDI Seguros e pelo Banco Santander (Brasil). A joint venture já havia recebido o sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em abril de 2018.

Você devia conhecer os brokers de resseguros 201

Você devia conhecer os brokers de resseguros

Confira artigo de Renato Cunha Bueno

Na cadeia de negócios do nosso mercado, somente o corretor de seguros e o broker de resseguros são facultativos, o segurado, seguradora e o ressegurador estão em todos os negócios.

Em geral, o corretor se viabiliza em riscos maiores ou mais complexos, a partir de seu network profissional e de sua capacidade de entregar o que o cliente precisa em termos de cobertura, preço e, principalmente, serviço.

A especialização e o acesso a seguradoras e seus canais de distribuição ajudam muito, porém, certamente todo corretor teve ou terá à sua frente uma oportunidade de um bom negócio com a promessa de um bom prêmio cujo serviço não está preparado para entregar. Isso apode acontecer por diversas razões, como: dificuldade de encontrar seguradora interessada, preço, conhecimento técnico ou até mesmo tempo e foco para buscar a solução.

É aí que “as onças podem beber água”, pois o corretor levanta uma oportunidade para o broker – que não deve ter interesse na corretagem da apólice na ponta – e o broker retribui ajudando o corretor a encontrar cobertura para riscos difíceis com preços competitivos além de seguradoras interessadas no negócio.

Quando as peças se alinham desta forma, como elos da corrente de negócios, é mais fácil ganhar e mais difícil perder um negócio, até porque fica mais simples entender o processo de formação de preço.

O Brasil conta hoje com cerca de 20 brokers. Meu conselho aos colegas é:

“Se tiver uma oportunidade deste tipo, procure um broker, não esquecendo de que ele geralmente precisa de pelo menos um mês de prazo para trabalhar e desenvolver o melhor negócio. Melhor ainda é procurar um destes profissionais antes da tal oportunidade aparecer para entender como funciona e quando o resseguro facultativo ajuda, além, é claro, de estabelecer uma forma de acesso a este tipo de solução”.

*Renato Cunha Bueno, sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP.

Tokio Marine patrocina “Nunca Fomos Tão Felizes” e garante descontos aos segurados 488

Tokio Marine patrocina "Nunca Fomos Tão Felizes" e garante descontos aos segurados

Companhia reforça seu compromisso com o incentivo à cultura

A Tokio Marine, uma das principais seguradoras do País, amplia seu compromisso com o incentivo à cultura e em oferecer benefícios exclusivos para seus segurados, com o patrocínio de mais um espetáculo. A peça “Nunca Fomos Tão Felizes”, produzida pela Applauzo e Lugib, estará em cartaz entre 18 de janeiro e 17 de março, no Teatro Itália, e os clientes da Tokio Marine poderão prestigiar a apresentação com 50% de desconto.

“Nunca Fomos Tão Felizes” é um suspense que se passa no inverno de 1962. Na peça, o que era para ser um jantar de comemoração, se torna uma noite de verdades descobertas, que revelam a perturbadora face de cada um dos personagens.

Recentemente, outros grandes espetáculos teatrais contaram com o patrocínio da seguradora, como Chaplin, Lisbela e o Prisioneiro e Roque Santeiro, e o musical Elza, que inicia 2019 com novas apresentações confirmadas em Natal, no Recife e no Rio de Janeiro.

Os ingressos com desconto podem ser adquiridos pela internet ou na bilheteria do teatro e a carteirinha de segurado Tokio Marine deve ser apresentada no momento da compra ou no dia do espetáculo. O benefício é válido para até quatro ingressos inteiros.

Serviço

Peça: Nunca Fomos Tão Felizes
Data: de 18 de janeiro a 17 de março de 2019.
Local: Teatro Itália.
Endereço: Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo, SP.
Classificação: 12 anos.

Site para compra de ingressos: Clique aqui.
Texto e direção: Dan Rosseto.
Direção de produção: Fábio Câmara.
Elenco: Eduardo Martini, Larissa Ferrara, Luccas Papp, Mateus Monteiro e Nicole Cordery.
Realização: Applauzo e Lugibi.
Patrocínio: Tokio Marine.
Mais informações: Site do Teatro Itália.