“Aproveite seu tempo da melhor forma possível” 1192

Tiago Melo, Country Chair Presidente da MDRT no Brasil

Declaração é de Ross Vanderwolf, presidente do Million Dollar Round Table (MDRT)

Ross Vanderwolf é presidente do Million Dollar Round Table (MDRT)
Ross Vanderwolf é presidente do Million Dollar Round Table (MDRT)

O MDRT Day Brazil, realizado nesta quinta-feira (25), em São Paulo (SP), contou com a participação de aproximadamente 400 operadores do setor de seguros. Profissionais renomados e de gabarito compartilharam informações e experiências em um dia recheado com uma vasta programação, que mesclou painéis técnicos e que promoviam uma profunda reflexão sobre a atuação no mercado de seguros de vida.

“Você vende produtos ou serviços?”, questiona Ross Vanderwolf, presidente do Million Dollar Round Table (MDRT). A organização reúne os profissionais de ponta deste ramo em nível mundial.

“O Brasil sofre uma série de discussões sobre mudanças na legislação. Precisamos analisar como são comercializados os seguros, investimentos e previdência”, completa Ross. “O maior desafio da nossa indústria é encontrar as pessoas certas para falar“, comenta ao remontar os momentos em que ainda não era membro do grupo. “É preciso praticar, conversar, fazer reuniões, ligar e vender. É necessário desenvolver um processo para alcançar mais pessoas. Foi assim que meu negócio deslanchou”, resume.

O presidente do MDRT ainda recomenda o desenvolvimento de relatórios sobre tudo que é realizado. “Mais importante que isso é ficar de olho nas atividades principais, ou seja, estar acima da linha pois isso é o que gera receita”, explica. “Os funcionários de uma empresa precisam ser produtivos e importantes nas funções que realmente precisam. As métricas são muito importantes e necessárias. Com uma métrica você pode perceber que sua produtividade aumentará em até 60%, quando relatadas o índice poder ser de até 80%”, completa.

“Trabalhe muito, esse é o nível de qualificação do MDRT. Participe das reuniões anuais. Desenvolva confiança”, afirma Ross Vanderwolf, presidente do Million Dollar Round Table (MDRT).

Na opinião do especialista só é possível deslanchar após aprender a dizer “não”, além de desenvolver a disciplina. “Estou aprendendo isso diariamente. Aproveite seu tempo da melhor forma possível”, revela.

Segundo dados da instituição global, para participar do MDRT como Qualifying member, os profissionais dedicam uma média de 13 horas semanais para contato com os clientes. Já como Court of the Table, esse tempo sobe para 22 horas semanais. Enquanto que, a média dos Top of the Table é de 25 horas por semana.

“Crie fortes e firmes relações com seus clientes. Analise cada situação. Ela aproxima ou afasta você de seu alvo?”, argumenta. “MDRT é isso. Todos nós melhorando e ajudando uns aos outros. Quando você é bem sucedido está rodeado de outras pessoas bem sucedidas”, finaliza.

MDRT Day Brazil – Todas as imagens:

Setor segurador registra alta de 16,1% em maio 542

Setor segurador registra alta de 16,1% em maio

Receitas totalizaram R$ 103,7 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, sem Saúde e DPVAT

Em maio, as receitas do setor de seguros voltaram a crescer se comparado ao mesmo mês de 2018, registrando expansão de 16,1% (sem Saúde e DPVAT). No editorial da nova edição da publicação Conjuntura CNseg, o presidente da Confederação, Marcio Coriolano, afirma que “esse ótimo desempenho serviu para elevar a arrecadação acumulada no ano até maio para 7,1%, comparativamente a igual período do ano passado”. A receita de todos os ramos – exceto Saúde e DPVAT- somou R$ 103,7 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.

Na média móvel dos últimos 12 meses até maio, a taxa também evoluiu para 1,5%, retomando o viés de alta sobre abril, que ficara praticamente estável (0,1%). “É um número importante, porque se aproxima do obtido nos dois primeiros meses do ano, após quatro meses de 2018 em que o setor apresentou taxas de desempenho negativas”, escreve o presidente.

Para ele, o mercado continua a apresentar comportamento desigual das vendas entre os diversos ramos. De janeiro a maio, o ramo de seguros patrimoniais (do segmento de seguros de danos e responsabilidades) vem liderando o crescimento, com 15,7%, enquanto os Planos de Riscos (do segmento Cobertura de pessoas) evolui com taxa de 15,4%. Outro destaque foi o segmento de Títulos de Capitalização que apresenta crescimento 11,7% neste ano.

No segmento de Vida e Previdência, o subsegmento de Cobertura de Pessoas – Planos de Riscos, nos últimos 12 meses até maio, a variação foi de 11,3%, seguindo uma trajetória de alta consistente. Os Planos de Acumulação (VGBL e PGBL) registraram variação negativa de 5,6% nos últimos 12 meses até maio. Saiba mais neste endereço.

Capitalização soma mais de R$ 30 bilhões em reservas técnicas 806

Capitalização soma mais de R$ 30 bilhões em reservas técnicas

Dados foram divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), as reservas técnicas – valores acumulados pelos clientes com títulos de capitalização ativos – atingiram R$ 30,1 bilhões, registrando um crescimento de 2,9% em comparação aos primeiros cinco meses do ano passado.

Marcelo Farinha é presidente da FenaCap / Divulgação
Marcelo Farinha é presidente da FenaCap / Divulgação

A receita global do setor avançou 11,7% no mesmo período, atingindo R$ 9,5 bilhões. As 16 empresas que integram a FenaCap distribuíram R$ 496 milhões em prêmios em sorteios, um aumento de 3,1%. Ainda em comparação ao mesmo período de 2018, os resgates realizados antecipadamente, ou ao fim do prazo do contrato de capitalização, apresentaram crescimento de 2,9%, alcançando o montante de R$ 7,3 bilhões.

“As novas regras criaram um ambiente de negócios mais favorável, trazendo segurança jurídica e criando as condições para a expansão do mercado e o lançamento de produtos cada vez mais aderentes às necessidades dos consumidores”, assinala Marcelo Farinha, presidente da FenaCap.

Com a entrada em vigor do marco regulatório da Capitalização, em abril, as empresas do setor reformularam seus portfólios para atender às novas regras, adaptando produtos já existentes e criando novos, especialmente dentro das modalidades recém criadas de Filantropia Premiável e Instrumento de Garantia, que elevaram para seis o número de modalidades de títulos de capitalização existentes.

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MAPFRE realiza primeira semana do cooperativismo do mercado segurador 452

MAPFRE realiza primeira semana do cooperativismo do mercado segurador

Coop Week contou com a presença dos principais especialistas do setor que, em 2018, movimentou R$ 1,5 bilhão em seguros gerais

A MAPFRE promoveu, na manhã da quinta-feira (11), a primeira semana voltada ao mercado de cooperativas organizada por uma seguradora, a Coop Week. Com representantes de diversas regiões do país, o encontro propôs discussões em torno do movimento econômico que beneficia mais de 50 milhões de brasileiros de forma direta e indireta.

A companhia é líder absoluta na venda de seguros gerais por meio do canal de cooperativas, com 49% do mercado que teve um faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2018.

De acordo com o diretor de Canais Cooperativas da MAPFRE, Tadeu Vieira, essa liderança é inerente à origem da empresa. “A MAPFRE tem mutualidade em seu nome, nasceu de uma cooperativa rural espanhola e trouxe essa essência para o Brasil, com presença no setor há quase 30 anos”, afirma.

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Em sua apresentação, o autor do livro “Cooperativismo Financeiro – Virtudes e Oportunidades”, Ênio Meinen, destacou a importância social do movimento. “Em cerca de 10% dos municípios do país, as únicas instituições financeiras são cooperativas. Essas organizações chegam onde as grandes redes bancárias não alcançam, gerando renda e emprego, levando poder de compra e realizando sonhos de milhões de famílias”.

Já o diretor executivo de Produtos e Negócios do Sicredi, Cidmar Luís Stoffel, ressaltou em sua palestra a relevância do setor. “Se todas as cooperativas fossem um país, seriam a nona economia do mundo”, disse, lembrando que o Banco Central “incluiu à sua agenda de desafios a ampliação de 8% para 22% a fatia das cooperativas no Sistema Financeiro Nacional”.

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Durante sua fala no evento, Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob, comentou sobre o futuro das cooperativas. “Nosso modelo de negócios já se provou resiliente a inúmeras dores e transformações digitais. No entanto, essa solidez não garantirá o eterno sucesso. É necessário voltar o olhar às inovações constantes, e estarmos abertos às mudanças, principalmente no que diz respeito ao papel consultivo ao cooperado.”

Cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento

Segundo dados divulgados neste mês pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), enquanto o país cresceu 5% em empregabilidade entre 2010 e 2018, o cooperativismo expandiu em 18%. Em relação à geração de riqueza, R$ 7 bilhões foram recolhidos aos cofres públicos pelo setor, por meio de impostos e tributos, apenas em 2018. Também no ano passado, essas organizações injetaram mais de R$ 9 bilhões na economia com o pagamento de salários e outros benefícios destinados a colaboradores.

SulAmérica realiza ação do Dia da Cidadania em São Paulo 722

SulAmérica realiza ação do Dia da Cidadania em São Paulo

Serviços de saúde, bem-estar e cidadania foram oferecidos gratuitamente à população em evento realizado na capital paulista

A SulAmérica, maior seguradora independente do País, promoveu, no último sábado (06), mais uma edição do Dia da Cidadania, ação de responsabilidade social que é realizada anualmente, oferecendo à população serviços gratuitos de saúde, bem-estar e cidadania. O evento ocorreu no Largo da Batata, em Pinheiros, próximo à sede da empresa em São Paulo.

Na ação deste ano foram feitos cerca de 800 atendimentos, em colaboração com parceiros da companhia, organizações sociais e órgãos públicos, além da participação de aproximadamente 40 colaboradores voluntários da seguradora.

A programação do Dia da Cidadania em 2019 priorizou a oferta de serviços de orientação médica para estimular a qualidade de vida e a adoção de hábitos saudáveis. Diversas especialidades médicas foram oferecidas, além de outros serviços como orientação vocacional, orientação psicológica, aconselhamento jurídico, entre outros.

“Desde a primeira edição do Dia da Cidadania vemos o número de participantes crescer e concluímos que poderíamos oferecer outros serviços tão relevantes quanto os de saúde e bem-estar. Nesses dez anos já realizamos mais de 50 mil atendimentos, com o apoio de todos os envolvidos, colaborando para que a qualidade de vida de todos os participantes do evento seja impactada”, afirma a vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade, Patricia Coimbra.

Porque compliance é indispensável para o mercado de seguros 697

Porque compliance é indispensável para o mercado de seguros

Falta de sistema de compliance em empresas pode custar muito mais caro

Compliance abrange uma série de temas, como Lavagem de Dinheiro, além de fomentar práticas desejáveis e sustentáveis em negócios ou instituições. Como forma de reconquistar prestígio perante a opinião pública, uma série de partidos políticos anunciaram recentemente a adoção de sistemas de compliance. O tema também ganha destaque no mercado de seguros, principalmente após 2012, quando houve a publicação de uma normativa emitida pela Superintendência de Seguros Privados, que focou bastante na prevenção a ilícitos financeiros no setor. 

Giovani Saavedra é advogado com experiência de mais de 10 anos na área de Mercado Financeiro, com ênfase em Compliance, Direito Penal Econômico e Governança Corporativa / Arquivo JRS
Giovani Saavedra é advogado com experiência de mais de 10 anos na área de Mercado Financeiro, com ênfase em Compliance, Direito Penal Econômico e Governança Corporativa / Arquivo JRS

Giovani Saavedra é advogado com experiência de mais de 10 anos na área de Mercado Financeiro, com ênfase em Compliance, Direito Penal Econômico e Governança Corporativa. O especialista destaca que a falta de adoção de procedimentos de compliance nas empresas pode custar muito mais caro, no caso de ser necessário realizar uma gestão na crise da imagem de um negócio ou instituição, como em grandes escândalos e repercussão negativa na mídia e na opinião pública. 

“Acredito que a Susep faz um excelente trabalho, pois existe uma preocupação muito grande com esse segmento. A questão também envolve a criatividade das pessoas, pois os fraudadores fazem com que a avaliação e a descoberta de ilícitos seja difícil. No caso do mercado de seguros, por exemplo, existe a questão da terceirização da parte comercial, com os agentes. Isso diminui custos, mas aumenta o risco. Fica mais difícil controlar esses terceiros na parte do cadastro, de levantamento de dados. Acredito que com a integração entre a Susep e a Previc irão ampliar a estrutura de fiscalização e esse caminho será positivo para o setor. Hoje em dia também já há o entendimento de que dirigentes de seguradoras e bancos respondam, pessoalmente, pelas lacunas e inexistência de programas de compliance. Isso representa um risco muito alto”, explica Saavedra.

A reportagem faz parte da edição 226 da Revista JRS!

O advogado cursou doutorado em Direito e em Filosofia pela Johann Wolfgang Goethe, da Alemanha, durante 5 anos. “Percebo que existe, na área de ética e compliance, uma diferença no grau de pressão social para as pessoas evitarem caminhos ilícitos, como a corrupção. Mas esse, sem dúvidas, é um caminho sem volta. Trata-se de uma tendência da política internacional, dos órgãos internacionais, dos organismos internacionais de desenvolver e difundir o tema”, completa Giovani Saavedra.

O especialista acredita que o tema Educação é muito importante no momento em que o Brasil atravessa. “É bem importante que se dê um salto de qualidade nessa questão por várias razões, mas a principal delas é que sem educação a gente não consegue construir inovação, um mercado sólido, políticas adequadas ou mesmo ter um povo crítico que ajuda a fiscalizar seus governantes”, resumiu.

Em recente entrevista para a Revista JRS, o professor Marcos Assi afirmou que o principal desafio é que os programas de compliance saiam do papel, além de terem sua aplicabilidade mais evidenciada. “O tema central é a regra. As pessoas precisam muito mudar sua postura para mudar sua cultura”, analisa. “Torna-se essencial mapear os processos e entender como a coisa é feita. Funcionários, por exemplo, podem adoecer ou ir embora de uma empresa e levar consigo conhecimento. Por isso é preciso fazer uma boa gestão de riscos, checar e testar se as coisas estão sendo feitas de acordo com as normas estabelecidas por este empreendimento ou instituição”, completa.

O tema é tão amplo que conta, entre os dias 5 e 7 de setembro, em São Paulo, com um grande evento. O Compliance Across Americas trata-se do maior evento sobre compliance do continente americano como um todo. “Na ocasião teremos palestrantes de todas as Américas. Teremos representantes de toda América Latina, Norte Americanos e também os gaúchos, é claro”, convocou Giovani Saavedra, que explica a história da criação deste grande encontro. “Fui para a Alemanha e lá acompanhei o Grupo de Trabalho de Compliance do G20. Ao final, houve a ideia de se criar a franquia Compliance Across (Compliance Across Africa, Compliance Across Asia), para difundir a ideia de que o compliance cruza os continentes. Então, fui responsável por trazer esta iniciativa ao Brasil”, finaliza. Todas as informações estão disponíveis neste site.