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Os cinco pontos de atenção em compliance para 2019

Confira artigo do especialista Jefferson Kiyohara

Passadas as eleições, podemos acompanhar pelos noticiários que as ações das autoridades contra a corrupção e crimes financeiros permanecem, assim como se fortalecem as ações a favor do respeito à diversidade e nas relações pessoais no ambiente de trabalho. Ganha cada vez mais relevância a temática segurança de informações e privacidade de dados.

Neste sentido, destaco os cinco principais pontos de atenção em compliance para as empresas no próximo ano. A lista contém temas macros, que vão impactar os programas de compliance nas organizações em 2019. O risco de reputação se faz presente, e por isto a importância do tema ter a devida atenção pelos executivos e líderes responsáveis por Programas de Compliance, de modo que as ações de prevenção e mitigação sejam tomadas.

Abaixo, conheça os cinco pontos de atenção listados para o próximo ano:

1 – Segurança de informações e privacidade de dados

O mundo virtual faz parte do mundo real. Dados se tornaram um ativo valioso, sendo base de muito modelos de negócios. A diferença é que o valor da informação se tornou maior com a lei 13.709/18, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados. Ela traz regras de consentimento, obrigações na proteção de dados, diretrizes para segurança de informação e reporte de incidentes, sanções que as organizações podem sofrer na ordem de 2% do faturamento até o limite de 50 milhões de reais, entre outros.

Neste contexto, é fundamental que os executivos das organizações busquem ações de conscientização sobre a nova lei e patrocinem o diagnóstico sobre qual será o impacto nos negócios. Posteriormente, é fundamental promover as melhorias necessárias, pois a lei passará a vigorar em fevereiro de 2020, o que na prática coloca 2019 como o ano para a adoção das novas práticas. E é essencial prever os recursos e orçamento para que isto aconteça, uma vez que dados pessoais é algo presente em todas as organizações.

2 – Ampliação do universo de riscos de compliance

O combate à corrupção continua, bem como a promoção da cultura ética e o combate ao assédio. Vimos movimentos importantes de pactos setoriais anticorrupção se consolidando em 2018, e outros devem tomar forma em 2019. E tal movimento deve ser incentivado e ampliado. Mas não há como restringir a atuação dos Programas de Compliance a apenas estes temas. O universo de riscos de compliance abrangido pelo Programa deve ser ampliado. Além do tema segurança de informações e privacidade de dados, questões como prevenção à lavagem de dinheiro, práticas concorrenciais, e outros devem entrar no radar, inclusive como resultado do mapeamento de riscos de compliance realizado.

Contudo, vale lembrar que pesquisas recentes mostram que mais da metade das empresas nunca realizaram um mapeamento de riscos de compliance. Neste caso, este primeiro e importante passo deve ser realizado.

3 – Promoção de ações de respeito à diversidade e de combate ao assédio

É muito importante a parceria das áreas de RH e Compliance das organizações para promover um ambiente de trabalho saudável e respeitoso. Uma recente pesquisa da ICTS Outsourcing mostra um aumento das denúncias de assédio moral nos últimos anos, que pode ser explicado pela maior conscientização dos colaboradores, empoderamento dos mesmos, regras claras providas pelas empresas através do código de ética e a adoção de ferramentas como o canal de denúncias.

Identificar e tratar estes casos, permite que uma empresa obtenha economia mensurável ao evitar a judicialização, numa média de quase 21 mil reais por processo, de acordo com esta mesma pesquisa.

Para isto, não basta realizar ações pontuais de comunicação, ou treinamentos que sejam vistos como obrigação pelos colaboradores. As ações devem ser efetivas e recorrentes. Um bom diagnóstico pode ser obtido através do processo de auditoria de cultura de compliance, prática ainda pouco adotada pelas empresas no Brasil.

E é preciso ir além da questão de prevenção ao assédio. Pesquisa da McKinsey and Co publicada no início de 2018, mostra a correlação entre diversidade e resultados. Sem a promoção de respeito e empatia no ambiente de trabalho, não será possível promover a diversidade, tampouco otimizar os resultados esperados. Num mercado competitivo, as organizações não podem se dar ao luxo de perder talentos, nem de desperdiçar recursos.

4 – Ampliação do uso de tecnologias

A adoção de soluções tecnológicas como aliadas dos Programas de Compliance continua. Os treinamentos e-learning e o uso de analytics nas auditorias são uma realidade, e devem continuar sua evolução de aplicação no próximo ano.

É visível os diversos e distintos níveis de maturidade existentes no quesito tecnologia nos Programas de Compliance das empresas que atuam no Brasil. O uso de algorítimos e soluções automatizadas nos controles internos é uma prática em evolução, e o RPA (robotic process automation) é ainda pouco disseminado, mas deve iniciar um movimento de adoção pelo Compliance a partir de 2019. A aposta na inteligência artificial continua, em especial no suporte à dúvidas sobre a aplicação de regras e na identificação de fraudes em potencial.

5 – Amadurecimento dos Programas de Compliance

Muitas das iniciativas iniciadas em 2013 e 2014 estão se consolidando, e se refletem em Programas que atingiram a maturidade em termos de existência dos elementos e de ter algum histórico em 2017 e 2018. Como consequência, a busca por ações de reconhecimento público cresceram em 2018, movimento que tende a continuar em 2019. São exemplos de reconhecimento a iniciativa Empresa Pró-Ética e a certificação ISO 37.001, de sistema de gestão antisuborno.

Contudo, vale destacar que por outro lado, 1 em cada 4,3 empresas ainda possuem baixo nível de maturidade. Parte das empresas deste grupo devem iniciar as ações em 2019, seguindo o movimento do mercado.

*Jefferson Kiyohara é líder da prática de riscos & compliance da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.

MAPFRE anuncia novo CEO para o Brasil 841

MAPFRE

Executivo substitui Wilson Toneto, que dedicou 31 anos à empresa

Na manhã desta quinta-feira, 13 de dezembro, a MAPFRE anuncia Fernando Pérez-Serrabona como o novo CEO da Regional Brasil. O executivo terá como missão dar continuidade à expansão da companhia no país.

Formado em Ciências Econômicas e Empresarias pela Universidad Complutense, de Madri, e em Direito, pela UNED – ambas na Espanha -, Serrabona ingressou na companhia em 1989, atuou nas áreas de seguros e serviços financeiros, foi chefe da Área Internacional e diretor geral das Américas da MAPFRE Garantias e Crédito. Desde 2013 atuava como diretor geral para Espanha e América Latina da Solunion, empresa de seguro de garantia e crédito que pertence ao Grupo MAPFRE.

Após 31 anos dedicados à seguradora, dos quais sete como CEO, Wilson Toneto deixa a empresa para trabalhar em outros projetos profissionais e pessoais que seguramente resultarão em novas conquistas.

IESS reconhece melhores trabalhos acadêmicos em Saúde Suplementar 511

Luiz Augusto Carneiro é Superintendente Executivo do IESS

Com intuito de aprimorar o setor, instituto ainda promoveu o Seminário Decisões na Saúde

Com o intuito de incentivar e agraciar a Produção Científica no ramo da Saúde Suplementar, o Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS) promoveu, nesta terça-feira, 12 de dezembro, o VIII Prêmio IESS. A cerimônia foi realizada no Hotel Tivoli Mafarrej, em São Paulo (SP).

Para Luiz Augusto Carneiro, Superintendente Executivo do IESS, a missão da organização “é o fomento do conhecimento, de modo a promover a pesquisa e contribuir com a evolução do setor de seguros”. Carneiro ainda ressaltou que a sociedade tem manifestado seus anseios por mudanças e que o acervo técnico do instituto pode ajudar na formulação de políticas públicas e privadas. “A transformação desejada pela saúde suplementar requer transparência, equidade, previsibilidade, respeito às normas e aos contratos. O IESS fornece referências técnicas para grandes temas nas áreas correlatas, como economia e direito”, avalia.

Manoel Peres é presidente do IESS e discursou na abertura da cerimônia
Manoel Peres é presidente do IESS e discursou na abertura da cerimônia

Entre os trabalhos acadêmicos reconhecidos, o destaque na categoria Promoção de Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde, foi para Jorge Aguiar De Andrade Neto, com o trabalho “Os desafios da interoperabilidade em operadoras de medicina de grupo, nas percepções dos médicos assistentes, gestores de unidade de atendimento assistencial e gestores de TI”, apresentado no mestrado da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV). O segundo lugar ficou com Gabriela Herrmann Cibeira, que desenvolveu o “Estudo epidemiológico de estilo de vida e fatores de risco cardiovascular de trabalhadores da indústria brasileira” para o Programa de Pós-Graduação em Medicina Cardiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A pesquisa vencedora na categoria Economia foi “A regulação como propulsora de práticas de controle interno na saúde suplementar”, de Marília Augusta Raulino Jácome, do Mestrado no Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Já a segunda colocação foi conquistada por Lucas Manoel Marques Clemente, do Mestrado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) com o trabalho “Práticas administrativas para a sustentabilidade financeira de operadoras de planos de saúde médico-hospitalares: um estudo de múltiplos casos”.

Na categoria Direito, José Maria dos Santos Junior conquistou a primeira colocação com “O debate da qualidade regulatória em saúde suplementar a partir da implementação da metodologia de análise de impacto regulatório”, dissertação de Mestrado apresentada na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF). O segundo lugar ficou com Antonio José Accetta Vianna, do MBA da Universidade Católica de Petrópolis, com a pesquisa “A saúde suplementar e a cobertura de medicamentos sem registro na Anvisa”.

Tudo aconteceu em meio ao Seminário Decisões na Saúde, que apresentou as palestras especiais “O papel do Núcleo de Apoio Técnico na tomada de decisões do Poder Judiciário em controvérsias do setor de saúde”, da Dra. Luciana da Veiga Oliveira, coordenadora do Comitê Executivo da Saúde do NAT-JUS do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), e “Cuidados paliativos e dignidade humana na era da máxima tecnologia na saúde”, apresentada pelo Dr. Daniel Neves Forte, presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos.

*Colaborou: Letra Certa Comunicação.

Liberty Seguros é a primeira seguradora do Brasil a oferecer seguro de carros compartilhados à microempresários 257

Liberty Seguros é a primeira seguradora do Brasil a oferecer seguro de carros compartilhados à microempresários

Seguradora será responsável pela proteção dos carros disponíveis no catálogo da moObie

A Liberty Seguros ingressa no mercado de compartilhamento de carros peer to peer (aluguel de pessoa para pessoa), oferecendo uma nova modalidade de seguro para proprietários de automóveis disponíveis na moObie, plataforma referência em mobilidade no Brasil. A parceria entre as companhias tem o objetivo de expandir as oportunidades de quem procura fazer renda extra com o compartilhamento de carros.

O principal diferencial da apólice desenvolvida pela seguradora é o fato de garantir cobertura por dia para o público microempreendedor que tem documentação via CNPJ (pessoa jurídica), serviço que antes era disponível somente para pessoas físicas.

Mario Cavalcante é Diretor de Massificados da Liberty Seguros / Divulgação
Mario Cavalcante é Diretor de Massificados da Liberty Seguros / Divulgação

“Um dos pilares da Liberty Seguros é o fomento à inovação, seja para trazer ao consumidor novas tecnologias para facilitar seu dia a dia, seja para criar novos produtos que atendam às necessidades do mercado e da nova economia. Poder desenvolver esse produto para a moObie é uma grande oportunidade de mostrar mais uma vez que estamos pensando no futuro” explica Mario Cavalcante, Diretor de Massificados da Liberty Seguros.

“O produto que a Liberty desenvolveu permitirá que o microempreendedor individual (MEI), que possui um carro registrado em um CNPJ, passe a contar com a possibilidade de locar o veículo pela nossa plataforma da mesma maneira que já acontece com a pessoa física, garantindo dessa forma, uma oportunidade de renda extra”, explica Tamy Lin, CEO da moObie.

Como funciona

A locação acontece de Pessoa para Pessoa (P2P) por meio de app intuitivo e prático da moObie. O proprietário cadastra seu carro, que passa por uma validação na qual serão verificados a situação do veículo junto ao Detran/Denatran, vigência do seguro e critérios de elegibilidade (modelos de 2008 em diante e com menos de 100mil km rodados), com outros critérios também sendo avaliados pela equipe da moObie.

Por parte dos locatários, após aprovação do cadastro, o interessado acessa o app para buscar o veículo disponível mais indicado à sua necessidade em um mapa de localização, verifica preço e solicita a reserva. Do outro lado, o dono visualiza o pedido e tem autonomia para aceitar ou não a solicitação na data especificada, de acordo com sua disponibilidade. O pagamento é feito no ato da confirmação da reserva via cartão de crédito do condutor e entra na conta do proprietário do carro cadastrada na moObie em datas pré-definidas.

No ato da entrega das chaves, é realizado um check-in no próprio app e na devolução é feito checkout via celular. O carro deve ser devolvido nas mesmas condições em que foi entregue, limpo e abastecido. Caso haja infração ou acidente durante a locação, há processos preestabelecidos. O número da habilitação do usuário fica registrado e o carro está segurado durante todo período de locação. Se houver sinistro, a seguradora da moObie é a responsável e não a do proprietário. E se houver infração, os pontos vão para o usuário, não para o dono do carro.

A Liberty Seguros atua no mercado brasileiro desde 1996 e está entre os maiores grupos seguradores do país. Com prêmios de R$ 3,2 bilhões e uma carteira com mais de 1,9 milhão de apólices, tem cerca de 1.8 mil funcionários e possui filiais em todo Brasil. Com mais de 15 mil corretores em todo o território nacional, a Liberty Seguros possui um portfólio com soluções de seguros para pessoas físicas, empresas e grandes riscos e está presente em diversos canais de venda. É pioneira em seguros personalizados para funcionários de empresas, o seguro de afinidade (Affinity) e é especialista na venda no canal Concessionária, por meio da marca Indiana Seguros.

A moObie é uma comunidade criada para promover a economia criativa e incentivar novas soluções de mobilidade como o carsharing (compartilhamento de veículos), que visa contribuir para cidades mais sustentáveis. Com um app intuitivo e prático, a empresa aproxima pessoas interessadas em otimizar o investimento feito em um carro e obter uma renda extra (o proprietário) de pessoas que procuram um meio de transporte seguro e acessível (o usuário).

Icatu Seguros e Banco Inter fecham parceria para oferecer Previdência por aplicativo 493

Icatu Seguros e Banco Inter fecham parceria / Divulgação

Companhia é líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização

A Icatu Seguros, líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização, e o Banco Inter, primeiro banco digital do país, fecharam parceria para comercializar previdência privada pelo aplicativo do banco – uma iniciativa inédita no país. Com o objetivo de democratizar o acesso de todo tipo de investidor e incentivar o planejamento financeiro, um dos propósitos da seguradora, a transação é 100% online, sem taxas de carregamento e com aplicação mínima de R$ 100.

Pelo celular, o investidor responderá a algumas perguntas para receber sugestão do plano mais indicado para seu perfil, tornando a experiência do cliente melhor e ainda mais customizada. Os sistemas da Icatu Seguros e do Banco Inter estão integrados via API. Trata-se de uma tecnologia moderna que torna mais fácil e simples o canal de acesso: o cliente utiliza o sistema da Icatu e tem interface em tempo real com a base do banco, garantindo agilidade aos processos, além de segurança dos dados.

“Criamos uma oferta que não existe no Brasil: pelo celular, qualquer investidor poderá decidir por um produto de previdência com segurança. Estamos conectando consumidores digitais a um marketplace de previdência preparado para atendê-lo na oferta e no pós-venda”, afirma o presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel.

A parceria foi lançada nesta quarta-feira, dia 12 de dezembro, em um evento na B3, em São Paulo, quando o Banco Inter anunciou a criação da Plataforma Aberta Inter (PAI).

“Nosso diferencial é ser um banco digital que oferece tudo o que o cliente precisa, na palma da mão. Com a nossa nova plataforma de investimentos, passamos a contar com um portfólio ainda mais completo, oferecendo também a possibilidade de contratação de previdência privada diretamente pelo aplicativo”, afirma João Vitor Menin, CEO do Banco Inter.

Como as startups estão transformando as empresas tradicionais? 470

Confira artigo de Henrique Maziero, fundador e CEO do Grupo Planetun

Confira artigo de Henrique Maziero, fundador e CEO do Grupo Planetun

Que as startups são modelos de negócios escaláveis tentando inovar com o desenvolvimento de soluções em um cenário de incertezas não é novidade. A reflexão da vez é que, esses empreendedores disruptivos vem transformando não só o nicho em que atuam, mas também todo um setor de mercado anteriormente tradicional e dotado de velhas práticas.

Com o avanço da tecnologia, a chegada da geração millennials ao mercado de trabalho e a mudança na forma como as pessoas consomem os mais diferentes tipos de produtos, as corporações tradicionais tiveram que se adaptar para continuarem competitivas. O novo consumidor demanda um conjunto de agilidade, mobilidade e conveniência, que não pode passar despercebido e deve ser cada vez mais incorporado pelos negócios.

No entanto, implementar mudanças e transformar o legado de uma instituição tradicional não é tarefa das mais simples, por isso um movimento que passou a acontecer foi as grandes empresas buscarem as novatas, que já nasceram com essa veia de inovação e tecnologia, para adotar novas soluções e aprimorar seus processos. Prova disso é que, hoje, já existe uma ampla gama de startups que atuam exclusivamente no segmento B2B, oferecendo recursos para modernizar setores até então mais enraizados.

Uma pesquisa feito pela GE Global Innovation Barometer com executivos seniores de 23 países demonstra essa transformação: 81% reconheceram o crescimento da cultura de startups e concordaram que essa é uma forma de estabelecer sistemas inovadores dentro das organizações. Outro estudo, realizado pelo Harvard Business Review, apontou que 43% das empresas pesquisadas, de diversos setores, estão conseguindo resultados positivos em seus negócios com investimentos em transformação digital.

Uma das principais aplicações tecnológicas que vem sendo inserida nos negócios das grandes companhias é a Inteligência Artificial (IA), tecnologia que se expandiu e fortaleceu em paralelo ao movimento de crescimento das startups no mercado. O objetivo é aprimorar a relação entre empresas e clientes.

Cada vez mais conectado e atento as mudanças ocorridas no comportamento do consumidor, o setor tradicional de seguros é um dos que está apostando nas soluções digitais para atender as novas demandas e se manter competitivo. No caso da Inteligência Artificial, a ideia é levar mais qualidade, segurança e agilidade para os processos, inovando em um ambiente complexo de sistemas, nos quais as seguradoras estão inseridas.

A IA é capaz de substituir esforços repetitivos e manuais, que consomem tempo e recursos deixando de agregar valor ao negócio, por processos automatizados, o que aprimora os serviços das seguradoras de diferentes formas. Entre as vantagens estão um processo mais rápido, melhor experiência do usuário, redução de custos, maior competitividade no mercado e estímulo à inovação.

Visto que o cenário é de transformações, o que percebemos é que não só as startups têm muito a aprender com a experiência das já bem-sucedidas e consolidadas organizações, como as empresas tradicionais também estão cada vez mais engajadas em se inspirar na dinâmica de inovação dessas pequenas disruptivas.

*Por Henrique Mazieiro, fundador e CEO da Planetun, insurtech que desenvolve soluções disruptivas para o mercado de seguros e automotivo.