Obras públicas e a política de custos que derruba pontes 492

Obras públicas e a política de custos que derruba pontes

Confira artigo do engenheiro civil Marcus Granadeiro

A ruptura ocorrida na ponte da Marginal Pinheiros, uma das principais vias de acesso da maior metrópole brasileira, levantou precedentes para questionarmos a importância do armazenamento e da gestão de documentos, procedimentos que possibilitam dar o diagnóstico completo e mais rápido do incidente para que a obra de reparo fosse iniciada.

Porém, é sabido que a guarda e a gestão de documentos são vistas como custos e não são preocupações valorizadas pela Engenharia, principalmente quando falamos de obras públicas. O fato é que os dados só são procurados quando problemas e conflitos começam a florescer, na maioria das vezes, quando o cenário já é caótico.

Se durante as fases de projeto e obra já é assim, imagina após a sua entrega. É raro encontrar empreendimentos com orçamento para manter os dados e informações ao longo do tempo. O comum é receber o databook, que é colocado em algum armário e, infelizmente, nunca é usado. Não é incomum que ele se perca ao longo do tempo ou, até mesmo, que nunca tenha existido de forma plena, pois não são todos que conferem a documentação que recebem.

A informação e os documentos são bases para qualquer operação de facilidades ou sistema de manutenção. São organismos vivos, que precisam ser mantidos e atualizados dentro de processos e de mecanismos de governança que garantam sua integridade. Qualquer obra demanda manutenção e qualquer manutenção demanda informação e documentos.

E então o mercado segue muito agitado em relação ao BIM (Business Information Model) por se tratar de um viaduto importante que se rompe e não se tem os projetos para estudar a solução de correção. Será que não estamos querendo correr antes de aprendermos a andar?

Não quero com isso condenar a iniciativa de BIM que vem sendo, de alguma forma, incentivada ao uso nos projetos de obras públicas, mas alertar da importância de nos preocuparmos com processos e investimentos básicos que ainda não estão sendo feitos. Pontes erguidas são um problema atual e estão em alerta. É hora de revermos, com urgência, o que deve ser feito de básico antes de ampliarmos as capacidades de controle para aquele que é o mundo perfeito.

*Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e ​ do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

Aulas em escolas públicas são suspensas após forte chuva no RJ 196

Aulas em escolas públicas são suspensas após forte chuva no RJ

Rede pública de ensino não vai funcionar; Algumas escolas particulares também não abrem

Uma frente fria provoca chuva de moderada a forte no Estado do Rio de Janeiro desde o começo da manhã desta quarta-feira (13). Segundo a Rádio Jovem Pan, a situação coloca o RJ em estado de alerta. Aulas na rede pública e parte da particular foram suspensas. A recomendação é para que os fluminenses evitem colocar lixo para fora de casa.

O maior volume de chuvas aconteceu nos bairros localizados na Zona Norte e no Centro da capital carioca. Em São Cristóvão o volume chegou a 85,2mm. Na Zona Sul, o Jardim Botânico registrou 65,2mm.

Na semana passada as chuvas mataram sete pessoas. Naquela ocasião, a chuva chegou a 165,6mm na Rocinha. As fatalidades foram causadas por deslizamentos e também foram registradas na comunidade do Vidigal.

Seguros Unimed anuncia a 5ª edição do Prêmio Inova+Saúde 306

Seguros Unimed anuncia a 5ª edição do Prêmio Inova+Saúde

Iniciativa da seguradora fomenta boas práticas de gestão e inovação junto às cooperativas do Sistema Unimed

Com objetivo de fomentar a inovação e reconhecer práticas que contribuam para a sustentabilidade do setor da saúde no país, a Seguros Unimed anuncia a quinta edição do Prêmio Inova+Saúde. A iniciativa da Seguradora premia cases de sucesso entre as cooperativas do Sistema Unimed. As inscrições podem ser realizadas nesses link.

Serão reconhecidas, com uma visita técnica em cooperativas internacionais, as melhores propostas apresentadas dentro das quatro categorias: Gestão de Pessoas, Marketing, Sustentabilidade e Epidemiologia, Saúde e Bem-Estar. Há ainda o reconhecimento do ‘Case do Ano’ e do ‘Destaque em Inovação Digital’, além do vencedor pelo ‘Voto Popular’.

As cooperativas contempladas em 2019 serão reveladas durante a Convenção Nacional Unimed, maior evento da agenda anual do Sistema Unimed, que reúne as principais lideranças do país para importantes reflexões sobre o futuro do setor. O evento ocorrerá entre os dias 1º e 4 de outubro, em Natal, Rio Grande do Norte.

Conheça os jurados de cada categoria:

Sustentabilidade
Cyrille Maxime Bellier, graduado em Administração de Empresas, com Mestrado com ênfase em Marketing. É cofundador e diretor executivo da Rever Consulting

Gestão de Pessoas
Eugênia Matilde Peixoto Sofal, psicóloga e terapeuta ocupacional. Também se dedica a programas de desenvolvimento de gestores e equipes de RH.

Epidemiologia
Dra. Mônica Silva Monteiro de Castro, médica, especialista em Clínica Médica, mestre em Epidemiologia e doutora em Saúde Pública, com MBA Executivo. Atualmente é consultora independente e sócia-proprietária da empresa Innovare Consultoria e Treinamento

Marketing
Dr. Luiz Peres Neto, doutor e mestre em Ciências da Computação, graduado em Comunicação. É professor colaborador visitante na Universitat Oberta de Catalunya e na Universidade de A Coruña, na Espanha.
Vencedores de 2018 vão conhecer cooperativas na França

Os vencedores do prêmio em 2018 vão conhecer cooperativas da França que são referência em inovação. Entre elas estão a Maif, o Credit Coopératif e a Soignons Humain. A viagem será realizada entre 29 de março e 6 de abril de 2019.

As Unimeds premiadas são: Unimed-BH (melhor projeto do ano e na categoria Gestão de Pessoas), Federação do Estado do Rio de Janeiro (Voto Popular e categoria de Epidemiologia), Unimed Nordeste Paulista (Marketing) e a Unimed Fortaleza (categoria de Sustentabilidade).

Jorge Nasser assume a presidência da FenaPrevi para o triênio 2019-2021 242

Jorge Nasser assume a presidência da FenaPrevi para o triênio 2019-2021

Nova gestão dará ênfase na modernização do setor

O executivo Jorge Pohlmann Nasser, atual presidente das Empresas Bradesco Vida e Previdência e Bradesco Capitalização, assumiu na última quinta-feira (7), a presidência da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), entidade que reúne 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no País. O executivo assume o mandato para o triênio 2019 – 2021.

O setor representado pela FenaPrevi administra R$ 836 bilhões em reservas de planos de previdência privada aberta e R$ 41,4 bilhões em prêmios de seguros para proteção contra riscos pessoais.

Jorge Nasser sucede o executivo Edson Franco, presidente da Zurich no Brasil, que passa a ocupar a primeira vice-presidência da entidade.  Também passam a integrar o board da Federação, como vice-presidentes, os executivos Claudio César Sanches, da Itaú Previdência; Francisco Alves de Souza, da Comprev Vida e Previdência; Luciano Snel Correa, da Icatu Seguros; e Walter Malieni, da BrasilPrev.

Segundo Nasser, a nova gestão dará ênfase na modernização do setor. “Vamos continuar trabalhando para inovar o portfólio de produtos, potencializando atuais e novos canais de distribuição, antecipar tendências e garantir uma oferta que atenda às necessidades dos consumidores”, diz o executivo. “Neste momento em que o País entra em um novo ciclo de desenvolvimento, precisamos retomar uma agenda positiva para aperfeiçoamento do arcabouço regulatório e tributário do setor”, complementa.

Outra prioridade será apoiar as discussões em torno da reforma da previdência. A FenaPrevi, em conjunto com a Fipe, CNseg, Abrapp e ICSS, apresentou à nova equipe econômica do novo governo a proposta “Uma Nova Previdência para Novos Trabalhadores”. O projeto é coordenado pelo professor Sênior da FEA/USP, Hélio Zylberstajn, e traz um opções e sugestões que podem ser definitivas para a previdência brasileira, com substituição progressiva do antigo modelo por um novo, que tornará o sistema previdenciário financeiramente sustentável a longo prazo. É uma proposta socialmente justa, já que trata de uma Nova Previdência para todos. “Sabemos da necessidade de reformas que abram espaço para o crescimento econômico sustentável do Brasil. E neste cenário, esperamos contribuir para que o governo construa uma proposta firme e aderente a realidade atual brasileira. Não discutimos se é preciso reformar o sistema da Previdência Social, e sim, quando conseguiremos aprovar as reformas possíveis para virarmos a primeira página do livro de soluções para um futuro melhor para todos brasileiros”, afirma Nasser.

Produtos e Serviços

No âmbito de produtos, a Federação terá como objetivo finalizar os detalhes das novas famílias de planos PGBL e VGBL, que trarão maior flexibilidade para os participantes do sistema e podem começar a ser distribuídos já em 2019. “Com esta inovação, o participante poderia rever a modalidade de recebimento dos benefícios qualquer tempo, o que fará grande diferença neste momento em que as pessoas seguem ativas mesmo após a aposentadoria”, diz.

A FenaPrevi seguirá também com a agenda de regulamentação do Universal Life, o seguro de vida que mescla acumulação de recursos para o futuro e indenização para a família em caso de morte prematura do segurado. Em outra frente, a Federação também procura concluir o PrevSaúde, plano de previdência complementar específico, cuja finalidade é acumular recursos para custeios com saúde suplementar na fase de aposentadoria. “Os gastos com a saúde são as principais preocupações dos brasileiros na fase de aposentadoria. O PrevSaúde tem o objetivo justamente de oferecer recursos para estes gastos”, diz Nasser.

A FenaPrevi também colocará em andamento a regulação para potencializar os canais de distribuição de produtos de previdência e de seguros de pessoas. “Vivemos num ambiente cada vez mais digital e temos que criar mecanismos para aprimorar a distribuição de seguros nas plataformas online, diminuindo a burocracia e simplificando as etapas de contratação”, afirma.

Boechat mediou painel sobre política e o setor de seguros, no último Conec 522

Boechat mediou painel sobre política e o setor de seguros, no último Conec

Jornalista faleceu nesta segunda-feira (11), em São Paulo (SP)

Em setembro do ano passado foi realizado, em São Paulo (SP), o 18º Congresso Estadual dos Corretores de Seguros (Conec). O evento, promovido pelo Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor-SP), contou com um painel sobre política e o setor de seguros.

O jornalista Ricardo Boechat, falecido nesta segunda-feira (11), foi o mediador das exposições de Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP; Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros; Marcio Coriolano, presidente da Confederação Nacional de Seguros (CNseg); Joaquim Mendanha, Superintendente da Superintendência da Seguros de Privados (Susep); e Mauro César Batista, presidente do Sindicato das Seguradoras de São Paulo (SindSeg-SP).

“Estamos vivendo um momento muito importante da nossa história e democracia e ter um segmento dessa importância discutindo o seu futuro mostra que estamos avançando”, destacou Boechat.

Boechat mediou painel sobre política e o setor de seguros, no último Conec
Boechat mediou painel sobre política e o setor de seguros, no último Conec

O helicóptero com o piloto e o jornalista caiu na altura do quilômetro 7 do Rodoanel. Ele voava de Campinas para São Paulo.

Ricardo Boechat retornava de uma palestra em encontro da Libbs, empresa da indústria farmacêutica. O pedido de socorro foi realizado às 12h14min.

TJ-RJ determina que Austral pague prêmio de mais de R$ 100 mi 386

TJ-RJ determina que Austral pague prêmio de mais de R$ 100 mi

Determinação é da 23ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

A seguradora Austral está obrigada a pagar mais de R$ 100 milhões de reais para a Macife Materiais de Construção. A determinação é da 23ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Motivo: prejuízos causados pelo não pagamento de um prêmio contratado. A Macife foi representada no processo pelo escritório Nelson Wilians e Advogados Associados.

A Macife firmou contrato de compra e venda mediante permuta com a Sia 01 Empreendimentos Imobiliários Ltda, Sociedade de Propósito Específico, composta pelas empresas OAS e FAENGE, sendo estabelecido que caberia à Macife o recebimento de 452 unidades a serem edificadas.

Na ocasião, a empresa celebrou contrato de seguro de obra com a Austral. O valor da apólice foi fixado em R$ 95 milhões em benefício da Macife – caso a parte do empreendimento devido a esta não fosse entregue, o que ocorreu.

Em 30/3/2015, com as obras das fundações em andamento, a Sia 01, a OAS e a FAENGE notificaram a Macife sobre a impossibilidade de conclusão das obras até dezembro de 2017. O argumento para interromper a construção foi baseado nas dificuldades financeiras que o grupo OAS vinha enfrentando diante da operação Lava Jato. A seguradora, então, se negou a fazer o pagamento do prêmio. De acordo com a Macife, foi criada uma série de obstáculos burocráticos para o não pagamento do prêmio. E, por isso, o caso foi parar na Justiça.

A primeira e segunda instância acolheram os argumentos da Macife e determinaram o pagamento do prêmio com juros e correções, mesmo sem a necessidade de perícia para apuração dos prejuízos, como pleiteado pela Austral, defendida pelo Escritório de Advocacia Sergio Bermudes. Os desembargadores entenderam que os prejuízos foram totais, uma vez que a Macife não recebeu nenhuma parte que lhe cabia, o que resulta na condenação da Austral ao pagamento total do prêmio previsto na apólice.

Para a advogada Lívia de Moura Faria, do escritório Nelson Wilians e Advogados Associados, que atuou no caso, “ a justiça foi feita pois o sinistro aconteceu e tal fato é indiscutível, sendo que a perícia técnica se fez desnecessária, pois as provas documentais juntadas aos autos certificam a impossibilidade de conclusão das obras pela Tomadora do Seguro, demonstrando, portanto, o prejuízo total da Macife, não havendo que se falar em apuração de prejuízos”.

A Câmara deu ainda provimento à apelação interposta pela Macife a fim de majorar os honorários advocatícios para 10% sobre o valor da condenação.

Para o relator do caso, essa é a regra do artigo 85, §2º, do CPC, devendo ser mitigada apenas quando o proveito econômico for inestimável ou irrisório, nos termos do §8º, do mesmo artigo.

Confira a decisão na íntegra.