IESS reconhece melhores trabalhos acadêmicos em Saúde Suplementar 798

Luiz Augusto Carneiro é Superintendente Executivo do IESS

Com intuito de aprimorar o setor, instituto ainda promoveu o Seminário Decisões na Saúde

Com o intuito de incentivar e agraciar a Produção Científica no ramo da Saúde Suplementar, o Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS) promoveu, nesta terça-feira, 12 de dezembro, o VIII Prêmio IESS. A cerimônia foi realizada no Hotel Tivoli Mafarrej, em São Paulo (SP).

Para Luiz Augusto Carneiro, Superintendente Executivo do IESS, a missão da organização “é o fomento do conhecimento, de modo a promover a pesquisa e contribuir com a evolução do setor de seguros”. Carneiro ainda ressaltou que a sociedade tem manifestado seus anseios por mudanças e que o acervo técnico do instituto pode ajudar na formulação de políticas públicas e privadas. “A transformação desejada pela saúde suplementar requer transparência, equidade, previsibilidade, respeito às normas e aos contratos. O IESS fornece referências técnicas para grandes temas nas áreas correlatas, como economia e direito”, avalia.

Manoel Peres é presidente do IESS e discursou na abertura da cerimônia
Manoel Peres é presidente do IESS e discursou na abertura da cerimônia

Entre os trabalhos acadêmicos reconhecidos, o destaque na categoria Promoção de Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde, foi para Jorge Aguiar De Andrade Neto, com o trabalho “Os desafios da interoperabilidade em operadoras de medicina de grupo, nas percepções dos médicos assistentes, gestores de unidade de atendimento assistencial e gestores de TI”, apresentado no mestrado da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV). O segundo lugar ficou com Gabriela Herrmann Cibeira, que desenvolveu o “Estudo epidemiológico de estilo de vida e fatores de risco cardiovascular de trabalhadores da indústria brasileira” para o Programa de Pós-Graduação em Medicina Cardiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A pesquisa vencedora na categoria Economia foi “A regulação como propulsora de práticas de controle interno na saúde suplementar”, de Marília Augusta Raulino Jácome, do Mestrado no Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Já a segunda colocação foi conquistada por Lucas Manoel Marques Clemente, do Mestrado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) com o trabalho “Práticas administrativas para a sustentabilidade financeira de operadoras de planos de saúde médico-hospitalares: um estudo de múltiplos casos”.

Na categoria Direito, José Maria dos Santos Junior conquistou a primeira colocação com “O debate da qualidade regulatória em saúde suplementar a partir da implementação da metodologia de análise de impacto regulatório”, dissertação de Mestrado apresentada na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF). O segundo lugar ficou com Antonio José Accetta Vianna, do MBA da Universidade Católica de Petrópolis, com a pesquisa “A saúde suplementar e a cobertura de medicamentos sem registro na Anvisa”.

Tudo aconteceu em meio ao Seminário Decisões na Saúde, que apresentou as palestras especiais “O papel do Núcleo de Apoio Técnico na tomada de decisões do Poder Judiciário em controvérsias do setor de saúde”, da Dra. Luciana da Veiga Oliveira, coordenadora do Comitê Executivo da Saúde do NAT-JUS do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), e “Cuidados paliativos e dignidade humana na era da máxima tecnologia na saúde”, apresentada pelo Dr. Daniel Neves Forte, presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos.

*Colaborou: Letra Certa Comunicação.

CIAB: mercado segurador vive o estágio de Reinvenção Digital 403

CIAB: mercado segurador vive o estágio de Reinvenção Digital

Na pauta, insurtechs, IFRS 17 e TI como aceleradora de negócios

No segundo dia da Trilha de Seguros no CIAB Febraban 2019, na quarta-feira (12), executivos do setor discutiram o fluxo de investimentos em insurtechs, a implementação da IFRS 17 e o papel da área de TI como aceleradora de negócios.

Os investimentos em startups de seguros (insurtechs) ao redor do mundo são direcionados majoritamente à América do Norte com 60%; Europa, 24%; Ásia-Pacífico, 8%; Israel, 3%; e a América Latina registra apenas 2%. Os dados, resultados de uma pesquisa realizada pela Everis, foram apresentados por Roberto Ciccone, sócio da empresa, responsável pelo setor de Seguros na região das Américas, no painel Insurtechs Outlook – Inovação em Seguros, da Trilha de Seguros, em 12 de junho durante o CIAB Febraban 2019.

Nos últimos anos, o Brasil vem registrando um crescimento das insurtechs, atualmente estimadas em mais de 80. “Temos inovação no Brasil, mas falta fluxo de capital para as empresas brasileiras, pois não temos fundos de investimento gigantes atuando no País”, apontou Ciccone.

Ainda segundo Ciccone, a pesquisa também apontou como as seguradoras percebem a atuação das gigantes de tecnologia em termos de distribuição, liderado pela Amazon, e em novas tecnologia, pela Google.

“O fato de as inovações trazidas pelas insurtechs serem incrementais, em um primeiro momento, leva a um alívio porque agregam valor ao negócio. Mas, por outro lado, o disruptivo não manda sinais. Quando ele vem, pode ser tarde para se adequar”, observou Alexandre Leal, diretor Técnico e de Estudos da CNseg e mediador do painel.

Com relação às demandas dos consumidores, o presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg, Alex Körner (head de Seguros do Santander Brasil),  destacou que a forma como o cliente compra o plano de assinatura da Netflix é a mesma como ele vai querer comprar seguro. “Se não mudarmos, vamos ficar para trás. A minha preocupação não é com o avanço das bigtechs no mercado de seguros, mas sim com elas conseguirem oferecer um processo de compra de seguro mais atraente do que o nosso”, salientou.

O Insurtech Outlook ainda indica que o digital e a inovação têm de ser prioridade no foco estratégico das empresas. O maior desafio, porém, é a mudança cultural e o engajamento de toda a organização no processo.  “A cultura organizacional devora qualquer belíssima estratégia. Envolver a companhia como um todo em uma jornada de transformação é essencial”, ressaltou Mariane Bottaro Berselli Marinho, diretora de Estratégia, Marketing e Governança da Zurich Santander Seguros e Previdência.

IFRS 17: grau de complexidade difere em cada companhia

Prioridade na agenda das seguradoras, o IFRS 17, padrão internacional de contabilidade para as operações de seguros, publicada pela International Accounting Standards Board (IASB), organização responsável por estabelecer normas contábeis a nível internacional, foi discutida no painel “IFRS 17: grau de complexidade difere em cada companhia” da Trilha de Seguros.

Desafio para as seguradoras, a norma deverá ser implementada até 2022. Mediadora do painel, Karini Madeira, superintendente de Acompanhamento Técnico da CNseg, lembrou que desde maio de 2017, quando o padrão foi publicado, a Confederação formou um grupo multidisciplinar para discuti-la. O grupo produziu 13 memorandos técnicos e, em 2018, iniciou uma discussão junto à Susep.

Atualmente, as companhias têm desenvolvido estudos internos para entender os reflexos e quais áreas serão impactadas. Conforme Karini, o grau de complexidade é diferente para cada seguradora, pois varia de acordo com o segmento de atuação, os produtos oferecidos, exposição ao risco, grau de maturidade e o envolvimento com a convergência das normas. “Não temos uma ferramenta de prateleira ou uma solução mágica que faça que a implementação aconteça”, disse Karini.

Alexandre Paraskevopoulos, da Deloitte, observou que, embora não tenha uma receita pronta, a implementação da norma possui uma sequência lógica e gira em torno de uma metodologia. “Mas ao mesmo tempo em que temos o IFRS 17, o IFRS 9, que versa sobre instrumentos financeiros, entra em conjunto. É importante entender que as duas normas conversam entre si”.

Ao compartilhar a experiência da companhia, no painel sobre IFRS 17, a superintendente de práticas contábeis de seguros da SulAmérica, Flávia Vieira, lembrou que a norma faz sentido para a operação de seguros, mas a definiu como de difícil implementação, dependendo da carteira. “Uma pessoa que não conhece a companhia não conseguirá implementar o IFRS 17 e o IFRS 9 em conjunto. É importante ter um grupo inicial formado pelas áreas financeira, contábil, TI e atuarial. O segundo passo é entender a norma”.

A visão de tecnologia da informação, transmitida também pelo gerente de arquitetura corporativa de TI da SulAmérica, Cristiano da Silva Bezerra, consiste no desafio da robustez de escabilidade. “É necessário também reconhecer, mapear e entender todas as origens de integração de dados que fazem parte do processo”, ressaltou, ao lembrar: “A norma é padrão, porém a jornada é particular”.

Data Center a serviço do negócio

A Trilha de Seguros foi encerrada com a apresentação do case “Data Center a serviço do negócio”, da Tokio Marine, implantado pela Dell, que simboliza um rompimento da ideia tradicional de Data Center com a junção dos processos em hiperconvergência.

Para o presidente da Comissão de Processos e Tecnologia da Informação da CNseg, Camilo Ciuffatelli (Tokio Marine), o case da companhia indica para todo o mercado a necessidade de possuir uma estrutura capaz de suportar as inovações em termos de tecnologia, como telemetria, Internet das Coisas (IoT) e Analytics. “São processos novos que toda companhia vai ter que usar. Caso contrário,  corre-se o risco de ficar totalmente defasada e até sair do mercado”, afirmou.

Os investimentos em tecnologia na seguradora tiveram início em 2011 com o Insourcing do Datacenter com servidores Dell Blade e Storage DellEMC. “Uma das vantagens de utilizar a cloud de maneira híbrida é também desenvolver fora e trazer para dentro”, destacou Erick Pascoalato, da Dell.

Os resultados foram muito expressivos. “Esse foi o gatilho do diferencial da companhia frente ao mercado. O alto investimento foi revertido em uma capacidade de processamento três vezes maior e na redução de custo de 64%. Isso permitiu que dobrássemos de tamanho em três anos”, contou Wilson Leal, CIO da Tokio Marine.

Em sua visão, o mercado segurador já transcendeu a fase de transformação digital e agora está na etapa de Reinvenção Digital. “Não é só a tecnologia que faz parte do processo. Agora é o negócio, precisamos mudar o processo para que em dois cliques o cliente se resolva”, definiu Wilson Leal.

Gabriel Portella destaca a importância da inovação, em Porto Alegre (RS) 1005

Gabriel Portella destaca a importância da inovação, em Porto Alegre (RS)

Questões regulatórias, benefícios e produtos adequados foram apresentados pelo palestrante

O Restaurante Clube do Comércio, na Região Central de Porto Alegre, foi palco de mais um tradicional encontro do mercado segurador, na última quinta-feira (13). Realizado há mais de 70 anos, pelo Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg/RS), o evento contou com palestra de Gabriel Portella, presidente executivo da SulAmérica Seguros. Ao todo, quase duas centenas de operadores do setor de seguros na região acompanharam o momento.

O tema: a importância da inovação para a indústria do seguro. Questões como os benefícios e a entrega do produto seguro ao tomador. “As insurtechs, moedas como o Blockchain e aplicativos diversos que a SulAmérica disponibiliza para seus segurados é uma maneira de ofertar produtos adequados e serviços inovadores ao cliente final. A inovação é um processo desafiador”, explica Portella.

A divulgação das normas para o sandbox no setor de seguros, que torna otimizadas e mais acessíveis as questões relacionadas às insurtechs, também foi tema da fala do executivo. “O fato de as inovações trazidas pelas insurtechs agregarem valor ao negócio do seguro tornam os processos muito mais ágeis. É muito importante buscar sempre a inovação”, completou.

Para o presidente do Sindseg/RS, Guacir Bueno, o momento foi especial. “Agradeço ao renomado palestrante, que apesar de sua extensa agenda, brinda os gaúchos com um tema que irá permear por muito tempo a indústria do seguro que busca métodos e práticas eficazes. A inovação, aqui, hoje, ficou destacada de forma brilhante e nos ajuda no processo de transformação digital”, finaliza.

Almoço do Sindseg/RS – Todas as imagens

Austral Re e Terra Brasis Re anunciam fusão 956

Austral Re e Terra Brasis Re anunciam fusão

Movimento resulta na segunda maior resseguradora do País

Bruno Freire será o CEO da nova companhia / Divulgação
Bruno Freire será o CEO da nova companhia / Divulgação

A Austral Re e a Terra Brasis Re acabam de anunciar ao mercado a assinatura de um acordo de investimento para fusão de suas atividades. Da união, resultará a segunda maior resseguradora nacional em prêmios de resseguros emitidos (R$ 672 milhões em prêmios emitidos bruto combinados em 2018) e a quarta maior resseguradora local em patrimônio líquido (R$ 387 milhões em patrimônio líquido combinado em 2018).

O bloco de controle da operação caberá à Vinci Partners, tendo como sócios o grupo Brasil Plural e o International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, que já detém participação nas duas companhias.

O posicionamento competitivo da nova resseguradora será fortalecido pela complementaridade dos portfólios de negócio e pela ampliação da cobertura geográfica no Brasil e no exterior, com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Colômbia e Guernsey, além de autorizações para operar em diversos países latino americanos.

Bruno Freire será o CEO da nova companhia e Rodrigo Botti será o CFO. A resseguradora manterá sua estratégia focada no atendimento à indústria de seguros em todas as linhas de negócio com soluções inovadoras, atendimento qualificado, responsabilidade na gestão de riscos e os mais altos padrões de governança corporativa.

“A fusão oferece uma expressiva criação de valor a longo prazo. Esperamos que a combinação dos negócios capture significativas sinergias operacionais, administrativas e econômico-financeiras. Trata-se de um parceiro que conhece amplamente o setor e que proporcionará uma capacidade renovada de expansão e internacionalização de atividades”, destaca Bruno Freire.

“A oportunidade é única para acelerar as estratégias de expansão com nova força e dimensão. Estamos entusiasmados com a oportunidade de ganho de escala, com o portfólio de produtos e o compromisso dos nossos times”, pontua Rodrigo Botti.

A associação não terá qualquer interferência na composição da Austral Seguradora, controlada pela Vinci Partners.

A consumação da operação está condicionada à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

André Lauzana aponta comportamento do consumidor como chave para o futuro da proteção 1159

Lauzana aponta comportamento do consumidor como chave para o futuro

Vice-presidente Comercial e de Marketing da SulAmérica destaca necessidade de entender e provocar comportamentos

Em sua palestra na tarde desta quarta-feira (12) no 2º CQCS Insurtech & Inovação, em São Paulo, o vice-presidente Comercial e de Marketing da SulAmérica, André Lauzana, abordou a importância do comportamento do consumidor para o futuro da proteção e da atuação do corretor de seguros. Com uma apresentação diferenciada, o executivo apontou a necessidade de o parceiro de negócios entender e provocar comportamentos nos diferentes públicos que interagem com o mercado segurador.

“Estamos diante de uma transformação nunca antes vista na sociedade. Neste cenário, temos uma oportunidade e uma missão de trazer ainda mais consumidores para o setor de seguros e de entender e provocar novos comportamentos entre a população. Estamos falando de pessoas entendendo pessoas”, comentou Lauzana.

O executivo apresentou três vídeos e uma série de números que comprovam que a mudança de comportamento da sociedade é um caminho sem volta. Além disso, enfatizou a importância do papel das seguradoras, de corretores, insurtechs e demais parceiros na evolução das necessidades humanas.

Ao final de sua apresentação, Lauzana propôs, ainda, um desafio ao público, chamando a atenção para a importância de um novo olhar para as oportunidades e os desafios do mercado.

Icatu Seguros atua para ampliar debate e consciência sobre Previdência 1050

Icatu Seguros atua para ampliar debate e consciência sobre Previdência

Luciano Snel também comentou sobre soluções e plataformas que facilitam o dia a dia do corretor

Especialista em oferecer soluções para planejar o futuro, proteger o presente e realizar projetos em cada fase da vida, a Icatu Seguros aposta na ampliação do debate sobre a questão previdenciária para uma maior conscientização do brasileiro sobre a importância do planejamento financeiro.

O presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel, abordou durante o CQCS Insurtech & Inovação, o conceito de universalização da Previdência. “O mercado conta com uma grande variedade de produtos, mas enfrenta dificuldade para torná-los mais amigáveis à população em geral”, explicou.

Snel ainda abordou as soluções e plataformas da seguradora, que tornam possível que o pequeno ou o médio poupador possam ter acesso a gestoras de grande porte. As soluções também possuem foco em facilitar o dia a dia do profissional da corretagem, que otimiza tempo e procedimentos, dando plena atenção àquilo que realmente importa: estar ao lado dos clientes. A Icatu Seguros possui mais de 6 milhões de clientes é ocupa o posto de maior seguradora independente dos ramos de Vida, Previdência e Capitalização do Brasil.