Os seguros diante dos desastres socioambientais 2159

Os seguros diante dos desastres socioambientais

Confira artigo de Pery Saraiva Neto, Advogado, consultor jurídico e professor. Doutor em Direito/PUCRS. Mestre em Direito/UFSC. Especialista em Direito Ambiental/FUNJAB-UFSC

Em dezembro de 2015 vivenciamos a maior tragédia ambiental de nossa história, com o desastre em Mariana. Causa perplexidade que pouco mais de 3 anos após o trágico episódio sejamos surpreendidos como uma nova catástrofe, que em termos de vidas humanas é imensamente mais grave, causando indignação a constatação de que tudo se deu e se dá no mesmo Estado da Federação, em um mesmo tipo de empreendimento e envolvendo basicamente os mesmos atores.

Lamentavelmente, catástrofes não são uma novidade. Desastres humanos e ambientais se repetem à exaustão. Emblemáticos os casos de Seveso (Itália, 1976), Three Mile Island (EUA, 1979), Bhopal (Índia, 1984), Chernobyl (Rússia, 1986) e Exxon Valdez (EUA, 1989). Desastres decorrentes de rompimento de barragens estão longe de ser fatos isolados¹. Embora tais ocorrências, poucas foram as lições até hoje aprendidas.

Como alerta Delton Winter de Carvalho, é preciso urgentemente aprender a lidar com os desastres², para efetivamente construirmos formas de preveni-los e enfrentá-los. Uma das maneiras de promover esse aprendizado será com uma profunda reflexão pública sobre cada uma das fases do chamado “ciclo dos desastres”³, quais sejam: prevenção e mitigação, resposta de emergência, compensação e reconstrução.

Visando contribuir com a reflexão, importa atentar às fases de compensação e reconstrução, com a possibilidade de desenvolvimento de respostas eficientes para os momentos que sucederem aos desastres, contribuindo com maior capacidade de resiliência e com redução de vulnerabilidades.

O momento em que a Presidência da República decide debater e propor a atualização e revisão da Política Nacional de Segurança de Barragens⁴ é uma oportunidade singular para discutir adequada e seriamente a instituição de soluções pelos seguros.

Pertinente tecer algumas ponderações necessárias, a modo de contribuir com esclarecimentos sobre o funcionamento dos seguros diante de casos de desastres socioambientais, inclusive para dar maior clareza sobre como e em que medida os seguros serão úteis em momentos de compensação e reparação de danos.

Tenha-se em mente, como ponto de partida, que no Brasil a responsabilidade civil ambiental alcançou contornos próprios e singulares⁵, obtidos em decorrência do entrelaçamento do instituto clássico da responsabilidade civil com basicamente duas influências, a saber: o risco ambiental – e, por conseguinte, a incorporação dos princípios da prevenção e da precaução –, e a noção de internalização das externalidades negativas, que se desdobra no princípio do poluidor-pagador⁶.

É justamente diante desse cenário jurídico que incidem os seguros, entendidos como instrumentos capazes de dar respostas à mais importante etapa do sistema de responsabilidade civil, que é justamente a de compensação, indenização e reparação, seja das vítimas, seja dos recursos naturais.

Incidentes ambientais já não são surpresas. São constantes, prognosticáveis desde a sua gênese até seus efeitos⁷. A vida humana em sociedade, intensa e perigosa, fez com que o seguro, que manifesta sobremaneira a ideia de garantia, se desenvolvesse a ponto de alcançar atualmente um lugar de destaque na vida econômica e social.

O seguro tem a função social de permitir a continuidade das atividades econômicas após a ocorrência de eventos danosos e traumáticos, pois, repondo perdas, preserva a condição econômica e social, seja do segurado, seja de terceiros. A função social exercida pelos seguros é consequência do mutualismo, ou seja, a capacidade de distribuir equitativamente, entre muitos, os prejuízos sofridos por alguns, de modo que a pulverização dos prejuízos individuais se dá com a pulverização dos prejuízos entre os segurados.

Todos estamos expostos a riscos, com a possibilidade de nos depararmos com acontecimentos que podem impactar negativamente. Esses riscos podem ser evitados ou geridos. Segundo a lógica de gestão dos riscos, uma das maneiras de fazê-lo é compartilhando esse risco (transferência de risco) com uma empresa especializada em entender e administrar riscos, que são as seguradoras. Essas, na medida em que compreendem um determinado risco, analisam e mensuram, podendo projetar a frequência de que venha a se concretizar, com uma ocorrência real de dano, e então projetam quais seriam as perdas econômicas decorrentes.

Importante notar que nessa complexa jornada de subscrição de riscos haverá, como efeito reflexo, o relevante exercício pelos seguros de uma função de prevenção, na medida em que, por exemplo, poderá localizar falhas estruturais ou operacionais, propondo soluções complementares; sugerindo a adoção de novas e melhores tecnologias; ou mesmo aprimorar modelos decompliance.

Com essa análise o segurador definirá se assume esse risco ou não. Aceitando, definirá o preço (prêmio) para assumi-lo, em um processo denominado de “subscrição de risco”, seguindo-se a celebração do contrato de seguro, vulgarmente denominado “apólice de seguro”.

A atividade seguradora pressupõe, no processo de transferência e aceitação, um exercício constante e qualificado de delimitação do risco que estará sendo aceito e que passará a ser coberto pelo segurador, de modo que “a determinação do risco segurado requer uma tarefa de dissecação prévia, individualização do risco através da naturalização do evento e do interesse sobre o qual ele recai, assim como, finalmente, sua delimitação causal, espacial e temporal”⁸.

Diante de uma barragem os riscos atrelados são diversos, e muitos poderão ser compartilhados com uma seguradora. E em um a situação limite essa poderá ser chamada a pagar pelos prejuízos do segurado, nos limites técnicos e econômicos das apólices. Nesse cenário, alguns exemplos de coberturas:

Para riscos relacionados ao patrimônio da empresa, que garantirá o pagamento da reconstrução desse patrimônio ou mesmo repor o faturamento (lucros cessantes).

Para riscos relacionados a terceiros atingidos por um desastre, quando a solução se dará pelo seguro de responsabilidade civil. Tais apólices podem cobrir riscos de natureza patrimonial e extrapatrimonial. É nesse âmbito que se incluem os seguros de responsabilidade civil para diretores e gerentes (D&O).

Para riscos relacionados à vida humana, auxiliando as vítimas na reconstrução de suas vidas ou, em casos mais trágicos, contribuir com o sustento e reestruturação das famílias.

De extrema relevância, por fim, para os riscos ambientais, relacionados às possibilidades de danos ao ambiente natural (fauna, flora, solo e recursos hídricos), quando os seguros agirão justamente para contribuir com a reparação dos danos aos elementos naturais.

Essas respostas operacionalizadas pelos seguros contemplam relevantes formas de soluções capazes de reduzir as vulnerabilidades e incrementar a capacidade de resiliência. O seguro tem um potencial enorme de contribuir com a restruturação de vidas e reorganização de empresas diante de desastres socioambientais. A experiência demonstra exaustivamente tais contribuições, em diversos eventos catastróficos⁹.

Importa sublinhar, por outro lado, que há dois elementos que são vitais para as operações de seguros: a boa-fé e a de delimitação dos riscos.

Há estreita conexão entre riscos, confiança e boa-fé. A boa-fé, enquanto princípio jurídico, tem particular relevância para os seguros. Em um mundo altamente complexo, inclusive em questões ambientais, a confiança permite uma redução da complexidade social. A confiança é pressuposto de (con)vivência, sob pena de, ao contrário, viver-se na inconstância das incertezas e do medo permanente¹⁰.

A propósito, Fernando Araújo afirma que “a solução praticamente consensual na Análise Econômica do Direito é a de que há que fornecer às partes algumas regras supletivas que ajudem a “focalizar” as suas condutas em torno de expectativas objectivamente adequadas, dados os valores em presença, às probabilidades de cumprimento, incentivando a convergência para um ponto de ‘confiança ótima’”¹¹.

Assim, qualquer obrigação ao segurador que tenha origem fora das delimitações previstas no contrato implicará em profundo impacto à sustentabilidade da atividade empresarial do segurador, o que gerará graves consequências não apenas à seguradora, mas muito especialmente a todos os outros segurados, na medida em que o contrato de seguro, pensando de forma ampla, vincula-se ao mutualismo. Essa dinâmica somente irá funcionar de forma eficiente se forem atendidas rigorosamente as regras que delimitam todas essas complexas interrelações.

O risco envolve incerteza e imprevisibilidade. A atividade seguradora vale-se de ferramentas e técnicas de racionalização dos riscos, tentanto, ao máximo, torná-los previsíveis – se não em nível de certeza, ao menos, de probabilidade. O grau de previsão e de acerto depende de diversos fatores.

O adequado acesso informacional do segurador é  elementar, desde a etapa de subscrição até o final da relação contratual. Desafios frequentes nesse processo decorrem da assimetria informacional, um problema clássico, ligados à seleção adversa e ao risco moral¹², que são situações de assimetria constantes e que permeiam não só uma dada relação contratual, mas à própria operação de seguros, de forma mais ampla¹³.

Infelizmente, muitas vezes aquilo que antes chamamos de riscos, se concretizam, quando acidentes ou eventos trágicos ocorrem. Nesse momento inicia a chamada regulação de sinistro, que é a etapa em que são feitas todas as investigações e levantamentos para verificação se o fato ocorrido estará ou não coberto pelo contrato de seguro, a forma como esse contrato deverá ser aplicado e se há alguma peculiaridade que possa implicar no afastamento da obrigação do segurador.

Um exemplo de verificação realizado durante a regulação de sinistro é a questão da variabilidade do risco, ou seja, se o risco que foi aceito pelo segurador equivale à situação de risco que desencadeou uma catástrofe. O risco inicialmente posto ao segurador poderá variar por diversas formas e razões, e no limite poderá ocorrer o agravamento do risco, que é a situação em que o segurado contribui ou permite que o risco inicial seja alterado, se tornando um risco agravado que, eventualmente, não tenha sido comunicado ao segurador. Por exemplo, deixar de fazer vistorias e controles, deixar de realizar medidas de contenção e mitigação de um risco, ou não realizar melhorias que necessariamente deveriam ser feitas para evitar uma ocorrência de dano. Inclusive a verificação sobre o adequado cumprimento das licenças e autorizações concedidos pelo Poder Público.

Nesses casos, como o segurador não foi comunicado previamente (quando poderia ter rejeitado o risco ou cobrado um valor adicional), possível negar a indenização do seguro pois, como visto, o risco que gerou a situação de dano deixou de ter correlação com aquilo que foi previamente acertado no contrato e, na prática, deixou de ser o risco previamente compartilhado com o segurador.

Atentando-se às complexas questões operacionais dos seguros – algumas delas sublinhadas nesse texto – projeta-se possível e recomendável a adoção de seguros para atividades que envolvam grandes riscos e com potencial de gerarem catástrofes, a serem exigidos na fase implementação de um empreendimento ou atividade, como condicionante para a concessão das licenças ambientais.

Referências Bibliográficas:

1 http://wise-uranium.org/mdaf.html

2 https://www.conjur.com.br/2019-jan-29/delton-winter-devemos-aprender-direito-desastres

3 CARVALHO, Délton Winter de. Gestão Jurídica Ambiental. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017, p. 259.

4 RESOLUÇÃO Nº 2, DE 28 DE JANEIRO DE 2019.

5 Vide elucidativo texto de Rafael Martins Costa Moreira: https://www.conjur.com.br/2019-jan-30/rafael-moreira-responsabilidade-envolvidos-brumadinho

6 Sobre os princípios do Direito Ambiental, ver SARLET, Ingo Wolfgang; FENSTERSEIFER, Tiago. Princípios do direito ambiental. São Paulo: Saraiva, 2014.

7 BECK, Ulrich. La sociedad del riesgo: hacia una nueva modernidad. Barcelona: Paidós, 1998.

8 VEIGA COPO, Abel B. El riesgo en el contrato de seguro: ensayo dogmático sobre el riesgo. Cizur Menor (Navarra): Aranzadi, 2015, p. 309-310.

9 Sobre a relação entre “perdas econômicas” e “perdas seguradas”, vide interessante estudo em “Terra Report – Edição Especial – Mariana”, disponível emhttp://www.terrabrasis.com.br/wp/wp-content/uploads/2016/07/Terra-Report-Edicao-Especial-3.pdf

10 CORDEIRO, António Menezes. Da boa-fé no direito civil. Coimbra: Almedina, 1997, p. 1242-1243.

11 ARAÚJO, Fernando. Uma análise económica dos contratos – a abordagem económica, a responsabilidade e a tutela dos interesses contratuais. In: TIMM, Luciano Benetti (Org.).Direito & Economia. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2008, p. 139.

12 POÇAS, Luis. O dever de declaração inicial do risco no contrato de seguro. Coimbra: Almedina, 2013.

13 BERGKAMP, Lucas. Environmental risk spreading and insurance. Review of European Community and International Environmental Law (RECIEL). Oxford: Blackwell, v. 12, n. 3, 2003, p. 272-273.

Saúde: Revista JRS aborda artigo inédito sobre respiração 244

Saúde: Revista JRS aborda artigo inédito sobre respiração

Ato pode ser utilizado como uma poderosa ferramenta de autoconhecimento

A última edição da Revista JRS trouxe entre os seus artigos, uma coluna especial voltada para a saúde. A fisioterapeuta, com especialidade em Medicina Tradicional Chinesa, Respiração Oriental e Método Psicomportamental G.D.S, Joana Carvalho abordou o tema respiração como uma poderosa ferramenta de autoconhecimento. Confira:

Você já parou para refletir por onde andam os seus pensamentos? Passado, presente ou futuro?

Nós temos uma enorme tendência em ter pensamentos, na sua maioria, no passado e no futuro. Seja pensando no que já aconteceu, algo que foi bom ou ruim ou pensando no que está por vir, metas e objetivos. O que dificilmente fazemos é ficarmos atentos ao presente momento.

Projeção de pensamentos no passado e futuro geram angústia pelo que passou ou ansiedade pelo futuro que desejam conquistar. Para pensar no presente momento, e ao mesmo tempo ter planejamento para o futuro (de curto, médio e longo prazo) é preciso atenção plena em cada momento no presente.

Imagine qual seria o momento em que você consegue ter consciência de estar realmente no seu presente? Existe uma tendência de acharmos que estamos no nosso presente, mas na verdade estamos em uma pequena porcentagem dele e uma grande porcentagem em outro tempo.

Que momento, então, seria esse para estarmos no presente? Talvez quando respiramos? Depende da forma que você respira!

Se o seu estado emocional domina a sua respiração, então você não está no presente! Mas se a sua respiração administra seu emocional, eis o encontro de si próprio com o seu presente momento!

Quando eu penso e dirijo minha atenção para áreas do meu corpo que eu preciso sentir para realizar a experiência de respirar com atenção plena, ou seja, quando eu estou 100% no presente momento que estou vivenciando, eu estou no presente.

Aprendendo, entendendo e praticando o sentir da respiração, você é capaz de identificar o seu ritmo respiratório e, assim, desenvolve a aptidão de ser administrador(a) do seu ser.

Você se torna capaz de usar técnicas respiratórias para gerenciar as mais diversas situações. Seja uma possível crise de ansiedade, para se energizar num dia que se sinta cansado ou para relaxar a mente. E assim você cria uma atmosfera de equilíbrio em qualquer situação do seu dia, sendo no trabalho, estudo, lazer e diversas outras situações.

Encontrar o ritmo que o seu ser expressa através da sua respiração, melhora a sua qualidade de vida, dos que o cercam e do seu desenvolvimento em todas as áreas.

Você já observou de forma amorosa o ritmo da sua respiração?

@respirecomigo | respirecomigo@gmail.com

HDI e Icatu se unem para oferecer seguros de vida e acidentes pessoais 593

HDI e Icatu se unem para oferecer seguros de vida e acidentes pessoais

Parceria marca a entrada da HDI no ramo Vida e a expansão da Icatu via canal de corretores

A HDI Seguros e a Icatu Seguros, duas das maiores seguradoras do Brasil, anunciam parceria para a oferta de seguros de Vida e Acidentes Pessoais. A iniciativa é parte dos esforços de ambas as empresas para alcançar objetivos de mão-dupla: enquanto a HDI busca ampliar seu portfólio voltado à proteção das pessoas durante suas jornadas, a Icatu almeja estimular essa mesma cultura e potencializar o alcance de suas soluções.

Neste modelo de negócios, a Icatu Seguros, líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização, será responsável pelo desenvolvimento de produtos exclusivos, emissão de apólices e atendimento ao consumidor, garantindo a melhor experiência do cliente no pós-venda, assistências e sinistros.

Já a HDI, 5ª maior operadora de automóveis e residências do Brasil, compete a distribuição por meio de sua força comercial, que inclui filiais e escritórios em todas as regiões do País e mais de 23 mil corretores integrados.

“A capilaridade da HDI e a expertise da Icatu permitem o estabelecimento de um ecossistema empresarial virtuoso que gera ganhos para todos. As companhias ampliarão seus negócios, os corretores terão mais oportunidades de rentabilizar e fidelizar clientes e os consumidores, por sua vez, terão mais acesso a proteções”, destaca Murilo Riedel, CEO da HDI Seguros.

“É importante destacar ainda que o corretor de seguros é o nosso principal parceiro e peça fundamental em todas as iniciativas que desenvolvemos. A geração de novas linhas de negócios é vantajosa tanto para as seguradoras, quanto para corretores e clientes”, comenta Flávio Rodrigues, vice-presidente Comercial da HDI Seguros.

Neste primeiro momento, os novos produtos serão comercializados para pessoas física e jurídica. Há projetos futuros em análise, como por exemplo cross-sell com seguros de automóvel, residencial e empresarial oferecidos pela HDI.

“Como uma companhia especialista em pessoas, nosso propósito é contribuir com as melhores soluções de proteção e planejamento financeiro. Nesta parceria estratégica, em que cada companhia traz o que tem de melhor, ampliaremos nosso alcance, oferecendo mais oportunidades de negócio aos corretores e a diversidade e qualidade dos nossos produtos a novos clientes”, afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros.

“A parceria com a HDI não muda o posicionamento da Icatu em relação aos corretores. Pelo contrário: vamos continuar investindo em produtos e ferramentas para este canal, que agora passa a ter uma abrangência ainda maior”, avalia Guilherme Hinrichsen, vice-presidente comercial da Icatu Seguros.

O início da operação deve acontecer no segundo semestre. Os resultados serão divididos via cosseguro em uma natureza de sociedade de 50% a 50%.

Planetun aplica inteligência artificial ao setor de seguros, em solução inédita 830

Grupo fechou parceria com o IBM; Novidade foi lançada na última terça, em São Paulo (SP)

Um ano desafiador como 2019 exige soluções inovadoras. Uma iniciativa inédita do Grupo Planetun utiliza inteligência artificial para facilitar o momento da vistoria. Inicialmente, a aplicação visa dar agilidade ao seguro de automóvel, mas segundo o CEO e Sócio Fundador da Planetun, Henrique Mazieiro, o recurso também pode ser integrado para outros tipos de apólice.

Henrique Maziero é CEO e sócio-fundador do Grupo Planetun
Henrique Mazieiro é CEO e sócio-fundador do Grupo Planetun

“Estamos trazendo essa novidade, transformando nosso produto de auto vistoria e tornando-o muito mais interativo. Isso resolve um grande problema, pois, apesar do aplicativo ser um sucesso, um bom percentual (30%) das fotos enviadas pelos clientes não podem ser aproveitadas pelas seguradoras, pois muitas vezes ele não sabe e, em minha opinião, nem precisa se preocupar com isso”, explica Mazieiro. A inovação foi lançada em parceria com o IBM, na última terça-feira (12), em São Paulo (SP).

A plataforma Watson em um ambiente cloud faz a validação em tempo real das imagens enviadas pelos segurados. “Ele mostra se temos uma foto de carro, se o veículo está ligado, se a angulação da foto está correta, o que vai direcionando o cliente em como registrar as imagens. Isso significa redução de custo e tempo na hora da vistoria, que pode ser concluída entre 6 horas e um dia. Cabe destacar ainda a praticidade e a comodidade que essa solução traz, uma vez que o cliente não precisará se locomover para fazer a vistoria”, revela.

A ideia da Planetun foi melhorar a experiência do cliente e dos usuários do aplicativo aproveitando ao máximo o que a mobilidade permite nos dias de hoje.

“Antes o cliente teria de agendar a aguardar, em algum horário incerto, a visita do vistoriador. Foram mais de 180 mil usos da aplicação em 2017. Fazemos ainda inspeção residencial, comércio e serviços, que também terão em breve essa solução de inteligência artificial”, diz Mazieiro.

O módulo de antifraude capta todas as informações das fotografias enviadas pelo segurado. “Isso propicia justamente saber se as imagens já foram utilizadas em algum outro momento por alguma outra seguradora em nosso sistema”, afirma.

Henrique Mazieiro conta que a Planetun não sentiu a desaceleração da economia brasileira, em crise há alguns anos. “Isso acontece justamente porque nossas soluções são baseadas em redução de custo e melhoria de processos, o que vem de encontro ao que as empresas estão buscando nos dias de hoje”, completa.

Além da insurtech, o Grupo Planetun também oferece facilidades ao backup das seguradoras, no ramo de serviços com apoio e suporte a diversos produtos. “É preciso despertar para o futuro. Quem ainda não é nosso parceiro pode entrar em contato conosco que, certamente, iremos atender com qualidade”, finaliza.

PEGN destaca Alberto Júnior por faturar R$ 30 milhões com a venda de seguros de vida 718

PEGN destaca Alberto Júnior por faturar R$ 30 milhões com a venda de seguros de vida

CEO do Grupo Life Brasil chegou a trabalhar 16 horas por dia

A história de Alberto Júnior, que começou a empreender aos 15 anos, foi destaque pela Pequenas Empresas, Grande Negócios. O empresário é dono do Grupo Life Brasil, uma holding de diversas empresas que fatura R$ 30 milhões com seguros e outros serviços do setor.

“Alberto abraçou de vez as vendas porta a porta, função que exerceu até 2007. E não só vendendo seguros: o empresário foi vendedor de itens que foram desde enciclopédias a purificadores de água”, destaca a publicação.

O CEO do Grupo Life Brasil conta que chegou a trabalhar 16 horas por dia. Foram ao todo mais de oito mil visitas a potenciais clientes.

Atualmente todas as empresas da holding utilizam uma metodologia desenvolvida por Alberto, que oferece treinamento para colaboradores e franqueados. A taxa de conversão chegou a 54% em 2017, ante uma média de 21% no mercado segurador.

Lançado por Alberto em 2012, o livro “A Lógica – Como ganhar milhões com seguro de vida na prática”, que virou um best-seller do setor e foi lançado no exterior, foi validado pela Million Dollar Round Table (MDRT). Trata-se de uma associação comercial fundada em 1927, que agrega corretores de seguro de todo o mundo e é reconhecida internacionalmente.

O Grupo Life Brasil também chegou a figurar entre as 0,2% melhores do setor na lista da própria MDRT.

Alberto acredita que, uma das razões para o sucesso é fazer o que “ninguém tem coragem e fugir do óbvio”. Sua própria trajetória dá outro exemplo de como ele aplica essa filosofia: o empresário conta que, “quando não tinha onde vender, chegou até a vender dentro de presídios para os carcereiros, durante a madrugada”.

“Quem consome seguro de vida? Quem está vivo”, Alberto Júnior.

Em 2019, 51% das empresas vão contratar via CLT e novos regimes de trabalho 337

Em 2019, 51% das empresas vão contratar via CLT e novos regimes de trabalho

É o que aponta uma pesquisa da Amcham

O Brasil vai crescer em 2019. Essa é a premissa pela qual as empresas vão construir suas estratégias de expansão e produtividade para este ano. Muitas delas vão contratar com base na nova lei trabalhista, como mostram os resultados da pesquisa “Plano de Voo Amcham: perspectivas empresariais 2019” feita com 550 presidentes e diretores de empresas e divulgada nesta terça-feira (13/2).

A maioria das empresas (51%) vai contratar mais pessoas ao longo de 2019, abrindo novas posições ou ampliando equipes. Sendo que 36% vão trazer colaboradores pelo regime de CLT, e 15% por meio de novas maneiras de contratação possibilitadas pela nova lei trabalhista. Mas 37% dos executivos não pretendem contratar este ano, enquanto 12% não têm definição.

“O clima é de otimismo. Detectamos que os empresários brasileiros estão confiante na capacidade do governo de conduzir as reformas estruturais que o Brasil precisa, em especial, a da Previdência”, comenta Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil. A Câmara Americana de Comércio reúne no Brasil 5 mil empresas, em 15 cidades, sendo 85% delas de origem brasileira.

O ritmo de crescimento e contratação de mão de obra vai depender de alguns fatores. O primeiro deles, apontado por 42%, é o aumento da competitividade da economia, o que vai exigir firmeza na condução dessas reformas estruturais aguardadas ansiosamente pelos empresários.

Na sequência, os empresários entrevistados pela Amcham, citam dois fatores cruciais a retomada das contratações: o aumento do consumo (33%) e maiores investimentos em infraestrutura (22%), que exige – entre outras ações – mecanismos a serem oferecidos pelo novo governo para diminuir riscos implícitos de contratos.

Produtividade para crescer

As empresas também estão planejando ações de expansão em 2019. Para a maioria dos pesquisados pela Amcham, o crescimento vai ser com produtividade em processos, produção e equipe. É o que respondeu 43%, quando perguntados sobre a prioridade do negocio. Destaque para o foco em inovação e digitalização do portfólio de produtos e serviços (21%), ampliação geográfica de mercado (12%) e aquisição ou investimentos em novos negócios (11%).

As companhias também planejam investimentos em áreas consideradas como não prioritárias pelo novo governo. Para compensar, as empresas vão investir de maneira redobrada em educação, capacitação e treinamento para colaboradores (38%), inovação (33%), sustentabilidade (18%) e diversidade (12%). Em janeiro, por exemplo, o governo sinalizou cortes de verba no Sistema S (Senai, Senac e Sebrae).

Em relação ao uso de novas tecnologias no negócio, 42% do empresariado respondeu que os investimentos serão para melhoria de processos, com foco em aumento de eficiência e da produtividade. Também serão feitos investimentos em ferramentas para melhorar a experiência do cliente (34%) e detecção de produtos e novos modelos de negócios, com foco em análise de dados e incorporação de serviços digitais ao produto (17%).

Expectativas de crescimento

A economia vai crescer em 2019 para 99% do público. Só há divergência quanto ao ritmo: 69% acham que o PIB aumenta até 2%, enquanto 30% é mais otimista e considera que será mais que 2%.

O otimismo quanto ao crescimento é pontual para 52% e baseado no voto confiança ainda sem base concreta que garanta uma melhora da economia. Mas 45% acha que o cenário de crescimento é concreto e segue em virtude da nova agenda econômica e ajustes prometidos pelo novo governo.

Diante de um cenário macroeconômico positivo, 34% do empresariado respondeu que suas respectivas empresas vão crescer entre 5% e 10% este ano. Outros 28% estimam expansão de 10% nos seus negócios, enquanto 27% projetam crescimento de até 5%. E 10% responderam que não haverá crescimento.