Os seguros diante dos desastres socioambientais 7309

Os seguros diante dos desastres socioambientais

Confira artigo de Pery Saraiva Neto, Advogado, consultor jurídico e professor. Doutor em Direito/PUCRS. Mestre em Direito/UFSC. Especialista em Direito Ambiental/FUNJAB-UFSC

Em dezembro de 2015 vivenciamos a maior tragédia ambiental de nossa história, com o desastre em Mariana. Causa perplexidade que pouco mais de 3 anos após o trágico episódio sejamos surpreendidos como uma nova catástrofe, que em termos de vidas humanas é imensamente mais grave, causando indignação a constatação de que tudo se deu e se dá no mesmo Estado da Federação, em um mesmo tipo de empreendimento e envolvendo basicamente os mesmos atores.

Lamentavelmente, catástrofes não são uma novidade. Desastres humanos e ambientais se repetem à exaustão. Emblemáticos os casos de Seveso (Itália, 1976), Three Mile Island (EUA, 1979), Bhopal (Índia, 1984), Chernobyl (Rússia, 1986) e Exxon Valdez (EUA, 1989). Desastres decorrentes de rompimento de barragens estão longe de ser fatos isolados¹. Embora tais ocorrências, poucas foram as lições até hoje aprendidas.

Como alerta Delton Winter de Carvalho, é preciso urgentemente aprender a lidar com os desastres², para efetivamente construirmos formas de preveni-los e enfrentá-los. Uma das maneiras de promover esse aprendizado será com uma profunda reflexão pública sobre cada uma das fases do chamado “ciclo dos desastres”³, quais sejam: prevenção e mitigação, resposta de emergência, compensação e reconstrução.

Visando contribuir com a reflexão, importa atentar às fases de compensação e reconstrução, com a possibilidade de desenvolvimento de respostas eficientes para os momentos que sucederem aos desastres, contribuindo com maior capacidade de resiliência e com redução de vulnerabilidades.

O momento em que a Presidência da República decide debater e propor a atualização e revisão da Política Nacional de Segurança de Barragens⁴ é uma oportunidade singular para discutir adequada e seriamente a instituição de soluções pelos seguros.

Pertinente tecer algumas ponderações necessárias, a modo de contribuir com esclarecimentos sobre o funcionamento dos seguros diante de casos de desastres socioambientais, inclusive para dar maior clareza sobre como e em que medida os seguros serão úteis em momentos de compensação e reparação de danos.

Tenha-se em mente, como ponto de partida, que no Brasil a responsabilidade civil ambiental alcançou contornos próprios e singulares⁵, obtidos em decorrência do entrelaçamento do instituto clássico da responsabilidade civil com basicamente duas influências, a saber: o risco ambiental – e, por conseguinte, a incorporação dos princípios da prevenção e da precaução –, e a noção de internalização das externalidades negativas, que se desdobra no princípio do poluidor-pagador⁶.

É justamente diante desse cenário jurídico que incidem os seguros, entendidos como instrumentos capazes de dar respostas à mais importante etapa do sistema de responsabilidade civil, que é justamente a de compensação, indenização e reparação, seja das vítimas, seja dos recursos naturais.

Incidentes ambientais já não são surpresas. São constantes, prognosticáveis desde a sua gênese até seus efeitos⁷. A vida humana em sociedade, intensa e perigosa, fez com que o seguro, que manifesta sobremaneira a ideia de garantia, se desenvolvesse a ponto de alcançar atualmente um lugar de destaque na vida econômica e social.

O seguro tem a função social de permitir a continuidade das atividades econômicas após a ocorrência de eventos danosos e traumáticos, pois, repondo perdas, preserva a condição econômica e social, seja do segurado, seja de terceiros. A função social exercida pelos seguros é consequência do mutualismo, ou seja, a capacidade de distribuir equitativamente, entre muitos, os prejuízos sofridos por alguns, de modo que a pulverização dos prejuízos individuais se dá com a pulverização dos prejuízos entre os segurados.

Todos estamos expostos a riscos, com a possibilidade de nos depararmos com acontecimentos que podem impactar negativamente. Esses riscos podem ser evitados ou geridos. Segundo a lógica de gestão dos riscos, uma das maneiras de fazê-lo é compartilhando esse risco (transferência de risco) com uma empresa especializada em entender e administrar riscos, que são as seguradoras. Essas, na medida em que compreendem um determinado risco, analisam e mensuram, podendo projetar a frequência de que venha a se concretizar, com uma ocorrência real de dano, e então projetam quais seriam as perdas econômicas decorrentes.

Importante notar que nessa complexa jornada de subscrição de riscos haverá, como efeito reflexo, o relevante exercício pelos seguros de uma função de prevenção, na medida em que, por exemplo, poderá localizar falhas estruturais ou operacionais, propondo soluções complementares; sugerindo a adoção de novas e melhores tecnologias; ou mesmo aprimorar modelos decompliance.

Com essa análise o segurador definirá se assume esse risco ou não. Aceitando, definirá o preço (prêmio) para assumi-lo, em um processo denominado de “subscrição de risco”, seguindo-se a celebração do contrato de seguro, vulgarmente denominado “apólice de seguro”.

A atividade seguradora pressupõe, no processo de transferência e aceitação, um exercício constante e qualificado de delimitação do risco que estará sendo aceito e que passará a ser coberto pelo segurador, de modo que “a determinação do risco segurado requer uma tarefa de dissecação prévia, individualização do risco através da naturalização do evento e do interesse sobre o qual ele recai, assim como, finalmente, sua delimitação causal, espacial e temporal”⁸.

Diante de uma barragem os riscos atrelados são diversos, e muitos poderão ser compartilhados com uma seguradora. E em um a situação limite essa poderá ser chamada a pagar pelos prejuízos do segurado, nos limites técnicos e econômicos das apólices. Nesse cenário, alguns exemplos de coberturas:

Para riscos relacionados ao patrimônio da empresa, que garantirá o pagamento da reconstrução desse patrimônio ou mesmo repor o faturamento (lucros cessantes).

Para riscos relacionados a terceiros atingidos por um desastre, quando a solução se dará pelo seguro de responsabilidade civil. Tais apólices podem cobrir riscos de natureza patrimonial e extrapatrimonial. É nesse âmbito que se incluem os seguros de responsabilidade civil para diretores e gerentes (D&O).

Para riscos relacionados à vida humana, auxiliando as vítimas na reconstrução de suas vidas ou, em casos mais trágicos, contribuir com o sustento e reestruturação das famílias.

De extrema relevância, por fim, para os riscos ambientais, relacionados às possibilidades de danos ao ambiente natural (fauna, flora, solo e recursos hídricos), quando os seguros agirão justamente para contribuir com a reparação dos danos aos elementos naturais.

Essas respostas operacionalizadas pelos seguros contemplam relevantes formas de soluções capazes de reduzir as vulnerabilidades e incrementar a capacidade de resiliência. O seguro tem um potencial enorme de contribuir com a restruturação de vidas e reorganização de empresas diante de desastres socioambientais. A experiência demonstra exaustivamente tais contribuições, em diversos eventos catastróficos⁹.

Importa sublinhar, por outro lado, que há dois elementos que são vitais para as operações de seguros: a boa-fé e a de delimitação dos riscos.

Há estreita conexão entre riscos, confiança e boa-fé. A boa-fé, enquanto princípio jurídico, tem particular relevância para os seguros. Em um mundo altamente complexo, inclusive em questões ambientais, a confiança permite uma redução da complexidade social. A confiança é pressuposto de (con)vivência, sob pena de, ao contrário, viver-se na inconstância das incertezas e do medo permanente¹⁰.

A propósito, Fernando Araújo afirma que “a solução praticamente consensual na Análise Econômica do Direito é a de que há que fornecer às partes algumas regras supletivas que ajudem a “focalizar” as suas condutas em torno de expectativas objectivamente adequadas, dados os valores em presença, às probabilidades de cumprimento, incentivando a convergência para um ponto de ‘confiança ótima’”¹¹.

Assim, qualquer obrigação ao segurador que tenha origem fora das delimitações previstas no contrato implicará em profundo impacto à sustentabilidade da atividade empresarial do segurador, o que gerará graves consequências não apenas à seguradora, mas muito especialmente a todos os outros segurados, na medida em que o contrato de seguro, pensando de forma ampla, vincula-se ao mutualismo. Essa dinâmica somente irá funcionar de forma eficiente se forem atendidas rigorosamente as regras que delimitam todas essas complexas interrelações.

O risco envolve incerteza e imprevisibilidade. A atividade seguradora vale-se de ferramentas e técnicas de racionalização dos riscos, tentanto, ao máximo, torná-los previsíveis – se não em nível de certeza, ao menos, de probabilidade. O grau de previsão e de acerto depende de diversos fatores.

O adequado acesso informacional do segurador é  elementar, desde a etapa de subscrição até o final da relação contratual. Desafios frequentes nesse processo decorrem da assimetria informacional, um problema clássico, ligados à seleção adversa e ao risco moral¹², que são situações de assimetria constantes e que permeiam não só uma dada relação contratual, mas à própria operação de seguros, de forma mais ampla¹³.

Infelizmente, muitas vezes aquilo que antes chamamos de riscos, se concretizam, quando acidentes ou eventos trágicos ocorrem. Nesse momento inicia a chamada regulação de sinistro, que é a etapa em que são feitas todas as investigações e levantamentos para verificação se o fato ocorrido estará ou não coberto pelo contrato de seguro, a forma como esse contrato deverá ser aplicado e se há alguma peculiaridade que possa implicar no afastamento da obrigação do segurador.

Um exemplo de verificação realizado durante a regulação de sinistro é a questão da variabilidade do risco, ou seja, se o risco que foi aceito pelo segurador equivale à situação de risco que desencadeou uma catástrofe. O risco inicialmente posto ao segurador poderá variar por diversas formas e razões, e no limite poderá ocorrer o agravamento do risco, que é a situação em que o segurado contribui ou permite que o risco inicial seja alterado, se tornando um risco agravado que, eventualmente, não tenha sido comunicado ao segurador. Por exemplo, deixar de fazer vistorias e controles, deixar de realizar medidas de contenção e mitigação de um risco, ou não realizar melhorias que necessariamente deveriam ser feitas para evitar uma ocorrência de dano. Inclusive a verificação sobre o adequado cumprimento das licenças e autorizações concedidos pelo Poder Público.

Nesses casos, como o segurador não foi comunicado previamente (quando poderia ter rejeitado o risco ou cobrado um valor adicional), possível negar a indenização do seguro pois, como visto, o risco que gerou a situação de dano deixou de ter correlação com aquilo que foi previamente acertado no contrato e, na prática, deixou de ser o risco previamente compartilhado com o segurador.

Atentando-se às complexas questões operacionais dos seguros – algumas delas sublinhadas nesse texto – projeta-se possível e recomendável a adoção de seguros para atividades que envolvam grandes riscos e com potencial de gerarem catástrofes, a serem exigidos na fase implementação de um empreendimento ou atividade, como condicionante para a concessão das licenças ambientais.

Referências Bibliográficas:

1 http://wise-uranium.org/mdaf.html

2 https://www.conjur.com.br/2019-jan-29/delton-winter-devemos-aprender-direito-desastres

3 CARVALHO, Délton Winter de. Gestão Jurídica Ambiental. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017, p. 259.

4 RESOLUÇÃO Nº 2, DE 28 DE JANEIRO DE 2019.

5 Vide elucidativo texto de Rafael Martins Costa Moreira: https://www.conjur.com.br/2019-jan-30/rafael-moreira-responsabilidade-envolvidos-brumadinho

6 Sobre os princípios do Direito Ambiental, ver SARLET, Ingo Wolfgang; FENSTERSEIFER, Tiago. Princípios do direito ambiental. São Paulo: Saraiva, 2014.

7 BECK, Ulrich. La sociedad del riesgo: hacia una nueva modernidad. Barcelona: Paidós, 1998.

8 VEIGA COPO, Abel B. El riesgo en el contrato de seguro: ensayo dogmático sobre el riesgo. Cizur Menor (Navarra): Aranzadi, 2015, p. 309-310.

9 Sobre a relação entre “perdas econômicas” e “perdas seguradas”, vide interessante estudo em “Terra Report – Edição Especial – Mariana”, disponível emhttp://www.terrabrasis.com.br/wp/wp-content/uploads/2016/07/Terra-Report-Edicao-Especial-3.pdf

10 CORDEIRO, António Menezes. Da boa-fé no direito civil. Coimbra: Almedina, 1997, p. 1242-1243.

11 ARAÚJO, Fernando. Uma análise económica dos contratos – a abordagem económica, a responsabilidade e a tutela dos interesses contratuais. In: TIMM, Luciano Benetti (Org.).Direito & Economia. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2008, p. 139.

12 POÇAS, Luis. O dever de declaração inicial do risco no contrato de seguro. Coimbra: Almedina, 2013.

13 BERGKAMP, Lucas. Environmental risk spreading and insurance. Review of European Community and International Environmental Law (RECIEL). Oxford: Blackwell, v. 12, n. 3, 2003, p. 272-273.

Bradesco Seguros disponibiliza novo site do Clube de Vantagens para facilitar navegação de usuários 381

Bradesco Seguros disponibiliza novo site do Clube de Vantagens para facilitar navegação de usuários

Programa oferece promoções e ofertas especiais em mais de 500 mil produtos de estabelecimentos conveniados e lojas online

A Bradesco Seguros apresenta o seu novo site do Clube de Vantagens Bradesco Seguros, que foi reestruturado para oferecer a melhor experiência de navegação e facilitar o acesso a todas as ofertas e promoções especiais. Com design simples, objetivo e funcional, o segurado pode encontrar o que deseja, entre as centenas de produtos oferecidos, com mais facilidade.

A home do site foi pensada com o objetivo de destacar as principais novidades, ofertas e produtos disponibilizados pelos mais de 400 parceiros de diferentes áreas como viagens, restaurantes, farmácias, pet, produtos infantis, utilidades domésticas, eletrônicos entre outros produtos e serviços. A página atualmente conta com mais de cinco milhões de visitas.

Pioneiro no mercado segurador, o Clube promove descontos atrativos para os clientes da Bradesco Seguros nos grupos de Previdência, Vida, Residencial, Saúde, Dental, Capitalização e Cartão de crédito da seguradora. No aplicativo, com o serviço de geolocalização e filtro inteligente, o cliente aproveita os benefícios em suas áreas de interesse.

Além da internet, o Clube de Vantagens também está disponível no aplicativo Bradesco Seguros. Lá também é possível consultar promoções e realizar compras de forma rápida e prática.

Sompo Seguros patrocina ONG que leva voluntariado e arte a hospitais públicos 397

Sompo Seguros patrocina ONG que leva voluntariado e arte a hospitais públicos

Seguradora apoia ações do Canto Cidadão, que pretende superar a meta de 60 mil pessoas beneficiadas em 2018

Divulgação
Divulgação

Sompo Seguros, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo – é uma das patrocinadoras do Plano Anual Canto Cidadão, projeto da Organização Não-Governamental (ONG) Canto Cidadão, que prepara e coordena voluntárias (os) em programas de arte em hospital, na Grande São Paulo. Essa medida integra o planejamento da seguradora na área de Responsabilidade Social que visa contribuir com ações de impacto social nas áreas de educação, saúde e qualidade de vida. “O estímulo ao bem-estar e à qualidade de vida está no DNA da Sompo. Estabelecemos uma estratégia de integrar iniciativas com propósitos claros de impacto social sob os pilares de Direitos Humanos e Meio Ambiente. E as iniciativas do Canto Cidadão, voltadas à educação, cultura e bem-estar estão contempladas dentro do que consideramos Direitos Humanos”, observa Celso Ricardo Mendes, Diretor Administrativo da Sompo Seguros.

Andre Gouw é gerente de Comunicação e Marketing da Sompo Seguros / Divulgação
Andre Gouw é gerente de Comunicação e Marketing da Sompo Seguros / Divulgação

“O Canto Cidadão tem a meta de superar o índice de 60 mil pessoas beneficiadas em 2018. Estamos felizes em contribuir de alguma forma para que esse objetivo seja alcançado”, completa Andre Gouw, gerente de Comunicação e Marketing da Sompo Seguros.

Anualmente, o Canto Cidadão realiza uma chamada especial para interessadas (os) em participar dos seus programas socioculturais de voluntariado em hospitais. O objetivo é encontrar novas(os) voluntárias(os) para o Arte em Todo Canto – Hospitais (teatro), CantoRia (música), Doutores Cidadãos (palhaçaria) e o EnCanta (atividades em brinquedotecas), preparando-as (os) para que a atividade seja positiva para todas as pessoas envolvidas.

Essas pessoas são submetidas ao PIP, o Programa de Identificação de Perfil, que busca identificar por meio de palestras, questionários comportamentais, dinâmicas e entrevistas, as competências essenciais para as atividades pretendidas, notadamente comunicação empática, comprometimento e compreensão de direitos humanos. O processo de preparação das turmas de 2019 já está em fase de conclusão, com cerca de 90 novos (as) voluntários (as) se integrando aos elencos, aumentando ainda mais a capacidade de atendimento da ONG.

Além disso, o Canto Cidadão também conta com uma agenda mensal de palestras e oficinas gratuitas de desenvolvimento por meio de expressões artísticas e abordagens relacionadas ao comportamento humano. “Ao investir em um projeto que democratiza a cultura com iniciativas gratuitas e leva arte e cultura a hospitais e escolas públicas, a Sompo integrou o verdadeiro sentido de olhar pelo bem-estar do próximo. Afinal, esses são espaços sem muita visibilidade pública para a marca num primeiro momento. Porém o efeito transformador e os resultados ao longo do tempo são inestimáveis”, afirma Felipe Mello, diretor-fundador do Canto Cidadão. Entre as atividades previstas estão oficinas gratuitas sobre contação de histórias, investigações cênico-lúdicas de objetos do cotidiano por meio de expressões artísticas, oficinas voltadas à musicalidade e conhecimento de repertórios etc. A agenda completa de eventos está disponível no site da organização.

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Canto Cidadão é uma ONG – Organização Não Governamental que desde 2002 utiliza a arte, a comunicação e o protagonismo para sensibilizar e agir por meio de programas sociais nas áreas da saúde, educação e cultura. Somente em 2018, suas atividades beneficiaram diretamente mais de 60 mil pessoas, especialmente por meio do voluntariado. Desde a sua fundação, já foram mais de três milhões de pessoas beneficiadas pelas atividades. Saiba mais neste link.

Sincor-RJ realiza 1º Debate de Corretores de Seguros do Norte Fluminense 431

Sincor-RJ realiza 1º Debate de Corretores de Seguros do Norte Fluminense

“Empatia para Vender” é tema de encontro no dia 18 de julho, em Campos dos Goytacazes

O mercado de seguros está cheio de oportunidade de novos negócios. Sua atitude, juntamente com a sua inteligência emocional, são fundamentais para que alcance seus objetivos profissionais. Com o tema “Empatia para Vender”, a Diretoria de Eventos do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (Sincor-RJ) promove o 1º Debate de Corretores de Seguros do Norte Fluminense, que acontece no dia 18 de julho, a partir das 9 horas, no Promenade SOHO, em Campos dos Goytacazes (RJ).

O evento conta com a presença dos principais executivos das seguradoras, que contribuirão com os seus conhecimentos trazendo as melhores maneiras de construir o desenvolvimento do setor e vão compartilhar conhecimentos sobre o aumento da comercialização de apólices e sobre planejamento estratégico comercial, para que os corretores de seguros possam gerar oportunidades e vender cada vez mais.

De acordo com o Presidente do Sincor-RJ, Henrique Brandão, o debate faz parte do cronograma de eventos do sindicato, onde as atividades que auxiliam na qualificação dos corretores de seguros é essencial para a evolução do mercado segurador. “No mês passado, realizamos um evento em Volta Redonda, onde os participantes tiveram a oportunidade de obter conhecimentos em relação a todo o processo de vendas. Estamos empenhados em reunir os corretores do Norte Fluminense para compartilhar a experiência e o aprendizado quando falamos em vendas, que é a mola propulsora para o sucesso de toda a categoria”, explicou Brandão.

O 1° Debate de Corretores de Seguros da Região Norte Fluminense conta com o apoio do SICOOB Credicor RJ, Capemisa, SulAmérica, Mapfre, Porto Seguro, e Liberty Seguros. Para participar, é só fazer a inscrição através do site. O evento é gratuito.

Desastres naturais podem ser evitados com utilização de ciência de dados 414

Desastres naturais podem ser evitados com utilização de ciência de dados

Companhia emprega tecnologia de vanguarda no desenvolvimento de sistemas com foco na proteção de pessoas durante situações extremas

Usar a ciência de dados para atingir objetivos de produtividade ou de redução de custos dentro das empresas tem sido um ponto cada vez mais discutido entre empresários de diferentes setores. Mas, o potencial de extrair informações valiosas dos dados não está restrito ao universo corporativo. De acordo com a Indra, empresa global de tecnologia e consultoria, é possível expandi-lo ao nível de mitigação de danos em caso de desastres naturais.

A companhia tem vasta experiência no uso de dados para prevenir danos. Do desenvolvimento de aplicações ao estudo de fluxos de trabalho para contingências, a companhia já atuou em países como o Nepal e busca frequentemente novas oportunidades de atuar nessa frente.

Além disso, trabalha no programa Copernicus com a ESA usando imagens dos satélites de Séntinel para elaborar produtos cartográficos com dados e inteligência que ajudam a mitigar os riscos. Com eles, é possível planejar com antecedência a evacuação de uma cidade em caso de terremoto, detectar áreas expostas ao risco de inundação ou avaliar os riscos de deslizamento após um grande incidente, por exemplo.

Um dos projetos mais recentes da companhia é o EO4SD, iniciativa com foco no uso de satélites para monitorar regiões potencialmente sensíveis. Usando big data e analytics, as informações são reunidas e a análise de efeitos catastróficos – como inundações ou deslizamentos de terra – ganha agilidade e eficiência.

A iniciativa entrou em vigor no ano passado e visa atrair principalmente os países emergentes, cujo acesso a financiamento privado para esse tipo de tecnologia é usualmente precário – e em que grande parte do valor arrecadado tem como foco iniciativas de reconstrução pós-desastre, de acordo com a companhia.

Para manter a operação funcionando, a Indra conta com o trabalho de uma equipe de diferentes empresas e consórcios para realizar essa tarefa, como o GISAT (República Checa), Planetek (Itália), OHB LuxSpace (Luxemburgo), Argans (França) e Nazka (Bélgica), bem como o instituto meteorológico austríaco (ZAMG).

Garantir o bem-estar dos cidadãos e preservar as infraestruturas críticas

Como forma de maximizar a proteção oferecida aos cidadãos, a companhia desenvolveu ao longo do tempo uma metodologia de Centro Integrado de Segurança e Emergência, que tem como foco garantir o bem-estar dos cidadãos e proteger a infraestrutura crítica das cidades.

Com base no software iSafety, a companhia oferece uma gestão centralizada dos recursos disponíveis e a possibilidade de acompanhar passo a passo a resolução de incidentes.

“O sistema facilita a tomada de decisões por parte de agentes em diversos órgãos, propondo, para cada situação, as opções de resposta que melhor se adaptam a cada cenário, com base em informações em tempo real”, afirma a companhia.

O ciclo sobre o qual a ferramenta se baseia tem quatro fases, que vão do monitoramento à produção de relatórios, ajudando na tomada de decisão de lideranças.

“Alguns benefícios práticos desse sistema são: a possível coordenação entre diversos órgãos para um suporte multicentrado, estabelecer protocolos de ativação e desativação, aperfeiçoar sistemas de administração e cuidar dos portadores de necessidades especiais com maior afinco”, finaliza a companhia.

Grupo Bradesco Seguros realiza primeiro workshop para assessorias de seguros 443

Leonardo Freitas é Diretor técnico da Organização de Vendas da Bradesco Seguros / Divulgação

Encontro reuniu representantes de todo o Brasil para debater as oportunidades e desafios para o segundo semestre

O Grupo Bradesco Seguros promoveu nos dias 10 e 11 de julho, na sua sede, em Alphaville, o primeiro workshop para assessorias de seguros. O evento contou com representantes de todo o Brasil, parceiros da seguradora, que participaram de palestras e painéis sobre expectativas de oportunidades e desafios para o mercado de seguros nesse segundo semestre.

O diretor da organização de vendas da Bradesco Seguros, Leonardo Freitas, destacou a importância de disseminar ainda mais a cultura do seguro reforçando a distribuição dos produtos e serviços de seguros pelo Brasil. “São mais de 6200 corretores que contam com o suporte das assessorias, esse é um canal muito relevante para a organização. Idealizamos esse encontro para fortalecer nossos laços e trabalharmos juntos para que os corretores impulsionem seus negócios e estimulem a cultura multirramo do seguro”.

Durante o evento, o co-fundador da cervejaria Wäls, José Felipe Carneiro, contou com exclusividade, como transformou seu sonho em uma sociedade com a Ambev. A palestra provocou os participantes a traçarem metas ousadas para inovarem constantemente no dia a dia. “Vocês são os titãs do mercado segurador e têm nas suas mãos a chance de inovar no segmento e contribuir com a conscientização do seguro no Brasil”.

Os painéis trouxeram esclarecimentos e novidades dos produtos e serviços do Grupo Bradesco Seguros. De acordo com Freitas, as assessorias são responsáveis por criar um elo entre a seguradora e os corretores, além de reforçar o trabalho do pequeno e médio corretor no mercado segurador. O workshop encerrou com uma visão otimista e com oportunidades de negócios que serão traçadas nos próximos meses.