Nilton Molina: Reforma da Previdência é um dos debates mais atrasados da história 877

Nilton Molina: Reforma da Previdência é um dos debates mais atrasados da história

Sustentabilidade do sistema é discutida há mais de 20 anos no Brasil

O Brasil discute, há mais de vinte anos, os caminhos para garantir a sustentabilidade do sistema de Previdência Social. Nesses anos passaram pelo Congresso Nacional propostas de todos os tipos que visavam a reforma da Previdência. Não obstante todos estes anos passados, o nível de urgência continua com sinal vermelho.

A principal razão para o nível de urgência é de natureza econômica. O Brasil destina incríveis 16% do seu Produto Interno Bruto, isto é, da soma de todas as riquezas que produz, para cobrir gastos de natureza previdenciária.

Visto de uma maneira mais objetiva, da receita de R$ 1 trilhão e trezentos bilhões de reais provenientes do recolhimento de impostos, taxas e contribuições federais, estaduais e municipais em 2018, aproximadamente R$ 600 bilhões foram destinados para pagamento de benefícios previdenciários. Algo como extraordinários 50% da totalidade dos impostos, taxas e contribuições referidos.

Para trazer ao debate questões de ordem demográfica e social, é simples verificar que nos anos 60, a razão de trabalhadores da ativa versus aposentados era 12 para 1. Em 2000, esta proporção caiu para aproximadamente 4 para 1. Hoje, caminhamos para uma razão de quase 2 contribuintes para cada um pensionista ou aposentado. Esta realidade ainda não contempla o futuro de curto prazo do fenômeno da longevidade que é muito positivo sobre o aspecto social, mas representa grande impacto econômico. Os cálculos atuariais ainda não conseguem capturar o grande salto de expectativa dos anos de sobrevida depois da aposentadoria dos brasileiros. Está claro, no entanto, que teremos cada vez mais pessoas aposentadas gozando dos benefícios por mais tempo sem que suas contribuições tenham sido calibradas para isso.

Inversamente proporcional é a questão da taxa de fecundidade. Ou seja, os casais estão tendo menos filhos. Em um sistema financeiro de repartição simples, que corresponde a um pacto intergeracional, a queda da natalidade exerce significativo impacto, pois haverá, no futuro próximo, menos adultos para retroalimentar o modelo. Todo este cenário leva à constatação que, com toda certeza, o Brasil está há pelo menos trinta anos atrasado na reforma da Previdência.

Temos notícias que o Ministério da Economia trabalha com algumas propostas de reforma previdenciária. Vou me ater apenas a dois pontos principais do documento da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe), o qual apoio. O primeiro deles é a necessidade de instituir uma idade mínima para a aposentadoria. O projeto propõe que em 2020, os homens aposentem-se a partir dos 57 anos e as mulheres, aos 52. A partir daí, a cada dois anos transcorridos, aumentaria um ano a essa idade mínima, chegando-se aos 65 anos, por volta de 2038.

O segundo ponto que quero considerar e que consta da proposta da FIPE é a criação de um novo sistema para cerca de 40 milhões de jovens nascidos a partir de 2005, e que ainda estão fora do mercado de trabalho. O sistema proposto tem como foco a desoneração da folha de pagamento e não distingue os benefícios de celetistas, servidores públicos civis ou militares. Um sistema, portanto, equilibrado e universal.

Para o Brasil ser considerado de verdade o país do futuro, precisa resolver, ao mesmo tempo, os problemas do passado e considerar um programa de Previdência Social sustentável para o futuro. No curto prazo, 10 anos, a proposta de reforma apresentada pela FIPE estima uma economia de cerca de 1 trilhão de reais.

É fundamental que o estado brasileiro sinalize para o mercado e, especialmente, para os investidores internacionais que o Brasil tem jeito, mesmo considerando os impactos de médio e longo prazo que a esperada reforma da Previdência produzirá.

Tenho confiança que o Congresso Nacional saberá honrar seus compromissos com o povo brasileiro.

Por: Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon

Ministro do STF, Luis Roberto Barroso, é confirmado para Conseguro 2019 507

Ministro do STF, Luis Roberto Barroso, é confirmado para Conseguro 2019

Evento ocorrerá em Brasília e as inscrições seguem até o dia 28 de agosto

A duas semanas da Conseguro 2019, evento mais aguardado do mercado de seguros do país, que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro, em Brasília, a organização do evento confirma a presença de Luis Roberto Barroso, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado apresentará a palestra “Um Olhar Sobre o Mundo e Sobre o Brasil”.

Promovida pela Confederação das Seguradoras (CNseg), este ano, a Conseguro 2019 abordará As Novas Fronteiras do Desenvolvimento e realizará debates referentes à nova economia, à conscientização da poupança a longo prazo e aos investimentos em infraestrutura no Brasil. O encontro reunirá palestrantes e debatedores técnicos, além de uma vasta programação com conteúdos relevantes para os negócios e carreira profissional. A expectativa é que cerca de 700 pessoas participem da Conseguro 2019.

Outros quatro eventos integrarão a edição 2019 da Conseguro: o 13º Seminário Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos; a 9ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros; o 6º Encontro Nacional de Atuários; e a 1ª Conferência de Sustentabilidade e Diversidade.

As inscrições para a Conseguro 2019 seguem até o dia 28 de agosto neste site.

Serviço: Conseguro 2019 – As Novas Fronteiras do Desenvolvimento

Data: 4 e 5 de setembro de 2019
Horário: 8h (Credenciamento) | 9h às 18h30min (Conseguro 2019)
Local: Centro Internacional de Conveções do Brasil (CICB)
Endereço: St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 Conjunto 63, Lote 50 – Asa Sul, Brasília

Como os novos modelos de negócios influenciam no crescimento econômico 1085

César Saut e Oliver Cunningham abordaram o assunto

Os novos modelos de negócios em detrimento do desenvolvimento de novas tecnologias promovidas por startups foi o tema do Tá na Mesa, apresentado nesta quarta-feira (21) pelos empresários César Saut, vice-presidente da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros e Previdência, e Oliver Cunningham, sócio da KPMG no Brasil.

Segundo o estudo Global CEO Outlook 2018, publicado pela KPMG, 40% dos executivos entrevistados têm intenção de criar programas de aceleração de startups. Dentre eles, 38% pensam em colaborar com empresas inovadoras da mesma categoria. Saut destacou a dinamicidade dos modelos de negócios e a importância do investimento em ideias com propósito, enfatizando os modelos de investimento em sistemas de inovação ocorridos em Israel, que segundo ele, não desperdiça capital intelectual: “A Universidade de Israel se orgulha de ter registrado 9280 patentes, com mais de 75% dessas patentes ter se tornado negócios emergidos ou empresas. Um bom programa do exército de Israel nasceu da iniciativa privada de uma startup, o Waze, além de muitas outras”.

Oliver Cunningham e César Saut. Leonardo Ramos/JRS

Para o executivo, hoje as pessoas precisam aprender, desaprender e reaprender para não ficarem desatualizadas com as novas tecnologias que acabam inovando o mercado. “Um dos desafios que as pessoas enfrentam é o curto espaço de tempo para a adaptação às novas tecnologias”, destaca. Mas ele também ressalta que esse desafio advém das gerações nascidas e crescidas nas tecnologias analógicas. As gerações atuais, nascidas com o acesso ao conhecimento virtual ilimitado, e as próximas, estão aptas para a adaptação e a criação de novas estruturas de negócios. Saut destacou o crescimento econômico na China, Alemanha e Israel baseadas no investimento nas startups.

Oliver Cunningham abordou o conceito do modelo industrial promovido por Henry Ford e o seu desaparecimento mediante o desenvolvimento do pós-industrialismo. Para ele, as empresas estão vivendo uma ruptura estrutural gerando a crise do industrialismo: “Nos últimos dez anos as empresas industriais saíram da lista das empresas mais valiosas e as primeiras atuais são todas plataformas de negócios”. As novas empresas têm emergido de investimentos em startups gerando um ecossistema de negócios ligados entre si. “A KPMG migrou para um modelo de monitoramento de startups, tendo o caso de 3 mil startups no Brasil hoje, integrando com o ecossistema israelense com mais 8 mil, ligando com seguradoras chinesas e criando oferta de valor amarrando as pontas muito mais do que uma cadeia de valor clássica”, acrescentou.

Cunningham vê ótimas projeções de desenvolvimento econômico no Rio Grande do Sul por meio desse novo sistema. Apresentou o programa Gaúcho Tech e o panorama inovador do Estado, que possui 26 categorias demonstrando crescimento acelerado nas camadas de inovação e 440 startups em níveis mais desenvolvidas, desenhando um novo perfil econômico do Estado e retendo a sua vocação histórica agroindustrial.

Saúde suplementar é parte da solução 564

Vera Valente é Diretora-executiva da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) / Divulgação

Oferta segmentada de cobertura ampliará o acesso

O sistema de saúde brasileiro, cuja crise não é nova, sofre ainda mais com a estagnação econômica e o desemprego, que aumentam a demanda sobre o SUS. A saúde suplementar é parte indispensável da solução.

Até 1998, a saúde suplementar não era regulada no Brasil. A lei 9.656/1998 resultou em maior segurança jurídica e definição mais clara de direitos e deveres. No entanto, após duas décadas, como é natural em qualquer setor regulado, a legislação demanda urgente atualização.

As discussões se desenrolam há anos e envolvem diversos agentes e visões. Elas são debatidas abertamente tanto em fóruns setoriais quanto no Congresso, onde tramitam centenas de projetos que atualizam as regras. Operadoras são parte indissociável da discussão, junto com reguladores, legisladores, prestadores, fornecedores e consumidores. Nosso objetivo é comum: ampliar o acesso à saúde.

Isso não é bom apenas para as empresas, é bom para todos. Vale lembrar que, de acordo com diferentes pesquisas, o acesso a plano de saúde é um dos maiores desejos da população. Nos últimos quatro anos, cerca de 3 milhões de pessoas deixaram de contar com planos privados. Na maioria, passaram a dispor apenas do SUS.

As entidades representativas do setor vêm buscando soluções de forma transparente e legítima. Consideramos que um dos principais objetivos deve ser viabilizar a volta da oferta de planos individuais, que hoje representam fatia pequena do mercado —80% do ingresso é feito por meio de planos coletivos.

A experiência internacional demonstra que um arcabouço legal que permita oferecer um leque maior de opções de cobertura é fundamental para ampliar o acesso, na medida em que possibilita segmentar a oferta e, assim, adequar os preços a perfis específicos de usuários. Hoje, infelizmente, isso não é possível.

Há outras iniciativas importantes. A primeira é diminuir custos, combater fraudes e evitar desperdícios que contribuem para o crescimento das despesas em ritmo bem acima dos índices gerais de inflação.

A segunda é criar incentivos à atenção primária, de forma a investir na prevenção e evitar o agravamento das doenças.

Já a terceira é dispor de um órgão regulador, no caso a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), com independência, autonomia e qualificação técnica, que dê mais estabilidade e segurança jurídica a todos os envolvidos.

A consequência, desejável e possível, será a redução dos preços finais.

A pior forma de tentar resolver um problema é fingir que ele não existe. A aprovação da reforma da Previdência permite que, no passo seguinte, avancemos rapidamente nas discussões em torno da atualização do marco legal da saúde suplementar.

Temos plenas condições de caminhar para um modelo de saúde que propicie aos cidadãos mais qualidade de vida, em que se somem os sistemas público e suplementar. A hora é agora.

*Por: Vera Valente, Diretora-executiva da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) e Reinaldo Scheibe, Presidente da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde).

GBOEX disponibiliza o curso: “Conhecendo Previdência e Seguros” 387

GBOEX disponibiliza o curso: “Conhecendo Previdência e Seguros”

Projeto acontece na modalidade de Ensino à Distância (EaD)

O GBOEX, com o intuito de disseminar a cultura securitária e compartilhar mais informações com seus associados, colaboradores e corretores, desenvolveu o curso “Conhecendo Previdência e Seguros”, na modalidade de Ensino à Distância (EaD).

O projeto foi idealizado para que, de um jeito didático e prático, seja contextualizada a história da previdência e do seguro de pessoas no Brasil.  Conforme as desenvolvedoras do projeto, as colaboradoras do GBOEX, Adriela Deantoni e Cássia da Silveira Munhoz, “é uma forma dos nossos públicos compreenderem mais sobre as origens do mercado previdenciário e securitário, no qual o GBOEX está inserido. Democratizar o conhecimento é uma maneira de valorizar e resgatar a função econômica e social do segmento e, por isso, disponibilizamos em nossos Portais, gratuitamente”.

O curso pode ser acessado por diversas plataformas. Ter flexibilidade de aprender  no seu horário livre, sem custo, podendo permanecer em seu ambiente familiar ou profissional,  são algumas das vantagens do modelo EAD. Além disso, vale destacar que também está disponível na Linguagem Brasileira de Sinais – Libras, estando acessível para as pessoas com deficiência auditiva.

As aulas gratuitas do “Conhecendo Previdência e Seguros” estão disponíveis no site do GBOEX nos Portais do Associado e do Corretor, na aba Serviços, no item EAD.

GBOEX – Quando você tem, tudo fica bem.

Deputado Jerônimo Goergen comenta como MP da Liberdade Econômica pode afetar mercado de seguros 999

Ele também falou sobre a retirada das associações de proteção veicular do texto

A Medida Provisória 881/2019, que dispõe sobre a liberdade econômica, visa garantir livre mercado. O relatório final ficou a cargo do deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), que recebeu convidados nesta segunda-feira (19) na sede da Câmara de Indústria e Comércio e Serviços de Canoas (CICS) para abordar o assunto.

Ele falou com exclusividade ao programa Seguro Sem Mistério e Revista JRS como esse texto impacta pequenos e médios negócios e pode afetar o setor de seguros. “A vantagem que o mercado terá é justamente o desaparecimento da burocracia para a abertura de empresa. Claro que cumprindo todas as regras e leis, mas para abrir efetivamente terá toda a flexibilização”, comentou.

Além disso, o relator retirou as associações de proteção veicular do Projeto. “Tivemos uma discussão importante que envolvia a possibilidade de outros segmentos que não tivessem a regulamentação que as segurados tem de comercializar o seguro. Tinham emendas de deputados e senadores que possibilitavam essa atividade em outros segmentos. Eu como relator pude interpretar a insegurança que isso ia gerar ao consumidor do seguro e obviamente mantivemos o sistema como ele está”, explicou. “O debate foi importante e fortaleceu os corretores e as seguradoras. Eu espero que tenhamos cada vez mais condições de oferecer os produtos de seguro com segurança jurídica, que foi exatamente o que mantivemos na lei”, acrescentou.

As lideranças do mercado de seguros foram os responsáveis por fornecer as informações necessárias a Goergen neste sentido. “Eu preciso reconhecer o papel dos líderes do mercado nessa operação, pois eles nos trouxeram todas as informações da maneira mais adequada para que tomássemos a decisão mais acertada e não trouxesse prejuízos ao final ao consumidor de seguro”, disse.

A importância dessa matéria para os corretores de seguros ficou evidenciada pelo vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS), André Thozeski. “É fundamental, pois havia uma expectativa das associações de proteção veicular que com essa medida provisória de facilitação da atividade empresarial de que eles iriam aproveitar essa oportunidade para colocar a proteção veicular dentro desse Projeto de Lei. O deputado se deu conta do erro que seria isso e tirou isso”, destacou. “Precisamos entender que há uma diferença fundamental entre seguro e proteção veicular. Quando se contrata uma apólice de seguro, se paga o seguro e passa o risco do negócio para a seguradora. Quando é uma associação de proteção veicular, quem paga o risco são os próprios associados, como se fosse num condomínio. As pessoas compram proteção veicular pensando que estão comprando seguro, mas na verdade não é seguro”, complementou.