Nilton Molina: Reforma da Previdência é um dos debates mais atrasados da história 743

Nilton Molina: Reforma da Previdência é um dos debates mais atrasados da história

Sustentabilidade do sistema é discutida há mais de 20 anos no Brasil

O Brasil discute, há mais de vinte anos, os caminhos para garantir a sustentabilidade do sistema de Previdência Social. Nesses anos passaram pelo Congresso Nacional propostas de todos os tipos que visavam a reforma da Previdência. Não obstante todos estes anos passados, o nível de urgência continua com sinal vermelho.

A principal razão para o nível de urgência é de natureza econômica. O Brasil destina incríveis 16% do seu Produto Interno Bruto, isto é, da soma de todas as riquezas que produz, para cobrir gastos de natureza previdenciária.

Visto de uma maneira mais objetiva, da receita de R$ 1 trilhão e trezentos bilhões de reais provenientes do recolhimento de impostos, taxas e contribuições federais, estaduais e municipais em 2018, aproximadamente R$ 600 bilhões foram destinados para pagamento de benefícios previdenciários. Algo como extraordinários 50% da totalidade dos impostos, taxas e contribuições referidos.

Para trazer ao debate questões de ordem demográfica e social, é simples verificar que nos anos 60, a razão de trabalhadores da ativa versus aposentados era 12 para 1. Em 2000, esta proporção caiu para aproximadamente 4 para 1. Hoje, caminhamos para uma razão de quase 2 contribuintes para cada um pensionista ou aposentado. Esta realidade ainda não contempla o futuro de curto prazo do fenômeno da longevidade que é muito positivo sobre o aspecto social, mas representa grande impacto econômico. Os cálculos atuariais ainda não conseguem capturar o grande salto de expectativa dos anos de sobrevida depois da aposentadoria dos brasileiros. Está claro, no entanto, que teremos cada vez mais pessoas aposentadas gozando dos benefícios por mais tempo sem que suas contribuições tenham sido calibradas para isso.

Inversamente proporcional é a questão da taxa de fecundidade. Ou seja, os casais estão tendo menos filhos. Em um sistema financeiro de repartição simples, que corresponde a um pacto intergeracional, a queda da natalidade exerce significativo impacto, pois haverá, no futuro próximo, menos adultos para retroalimentar o modelo. Todo este cenário leva à constatação que, com toda certeza, o Brasil está há pelo menos trinta anos atrasado na reforma da Previdência.

Temos notícias que o Ministério da Economia trabalha com algumas propostas de reforma previdenciária. Vou me ater apenas a dois pontos principais do documento da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe), o qual apoio. O primeiro deles é a necessidade de instituir uma idade mínima para a aposentadoria. O projeto propõe que em 2020, os homens aposentem-se a partir dos 57 anos e as mulheres, aos 52. A partir daí, a cada dois anos transcorridos, aumentaria um ano a essa idade mínima, chegando-se aos 65 anos, por volta de 2038.

O segundo ponto que quero considerar e que consta da proposta da FIPE é a criação de um novo sistema para cerca de 40 milhões de jovens nascidos a partir de 2005, e que ainda estão fora do mercado de trabalho. O sistema proposto tem como foco a desoneração da folha de pagamento e não distingue os benefícios de celetistas, servidores públicos civis ou militares. Um sistema, portanto, equilibrado e universal.

Para o Brasil ser considerado de verdade o país do futuro, precisa resolver, ao mesmo tempo, os problemas do passado e considerar um programa de Previdência Social sustentável para o futuro. No curto prazo, 10 anos, a proposta de reforma apresentada pela FIPE estima uma economia de cerca de 1 trilhão de reais.

É fundamental que o estado brasileiro sinalize para o mercado e, especialmente, para os investidores internacionais que o Brasil tem jeito, mesmo considerando os impactos de médio e longo prazo que a esperada reforma da Previdência produzirá.

Tenho confiança que o Congresso Nacional saberá honrar seus compromissos com o povo brasileiro.

Por: Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon

Segurança foi o grande tema do primeiro almoço mercado segurador gaúcho em 2019 273

Segurança foi o grande tema do primeiro almoço mercado segurador gaúcho em 2019

Encontro foi realizado nesta quinta-feira, em Porto Alegre (RS)

As similaridades entre a segurança pública e o mercado de seguros, no que tange a proteção de vida e patrimônio, dão ênfase à importância de alinhamento entre o Governo do Rio Grande do Sul e o Sindicato das Seguradoras do Estado (Sindseg/RS). Neste sentido, o primeiro almoço das seguradoras de 2019 recebeu Marcelo Gomes Frota, secretário adjunto da pasta, para representar o vice-governador e secretário de segurança, Randolfo Vieira Junior. Tudo aconteceu na quinta-feira, no Clube do Comércio, na Capital gaúcha.

Frota destacou a segurança como prioridade do governo de Eduardo Leite. “A ação reflete em outros setores. Sem investimentos em segurança pública não existe a garantia e confiabilidade necessárias para o setor privado investir”, explicou. “O ciclo da economia fica vinculado à isso e os demais setores são prejudicados no Estado”, comentou o secretário adjunto.

O almoço do Sindseg/RS é promovido há mais de 70 anos e trata-se de uma das tradições mais marcantes do mercado gaúcho de seguros.

Confira todas as imagens – Almoço do Mercado Segurador Gaúcho:

Indra lança solução pioneira para gerenciar o tráfego de drones 310

Indra lança solução pioneira para gerenciar o tráfego de drones

Empresa deve construir espaços altamente digitalizados e automatizados para que os drones voem com segurança nos próximos anos

A Indra apresenta a Air Drones, um conjunto de soluções avançadas para gerenciar o tráfego aéreo de drones em baixa altitude. Trata-se da primeira solução global, capaz de oferecer a flexibilidade e a capacidade de adaptação necessária para gerenciar o tráfego em qualquer nível: local, regional ou de um território completo. A estrutura foi pensada para garantir a segurança das operações aéreas dos aviões não tripulados em regiões urbanas, rurais e de aeroportos, onde as normas de segurança são mais exigentes.

O novo sistema UTM (Unmanned Traffic Management) da Indra será a peça encarregada de organizar todo este tráfego, identificar cada aeronave e controlar seu acesso e movimentações de forma segura. A plataforma foi pensada para integrar soluções de detecção e neutralização de drones, complementando a capacidade de gerenciamento do tráfego aéreo.

Além disso, conta com uma solução UTM Hub, que vai automatizar o fornecimento de serviços centralizados de coordenação para todos os setores, no qual estarão envolvidos: operadores, fornecedores de informação e autoridades.

Por fim, a Indra Air Drones oferecerá um serviço inteligente, altamente digitalizado e automatizado. Dessa forma, será possível facilitar o acesso rápido e simples a qualquer usuário que queira operar seu drone ou sua frota de drones com total garantia de segurança. A liderança da Indra como fornecedora de sistemas de tráfego aéreo torna a companhia capacitada para configurar um espaço UTM deste tipo, com os níveis de segurança necessários.

A solução tem em vista o aumento do fluxo aéreo nos próximos anos, em que a companhia projeta um aumento exponencial no número de aeronaves, com drones de baixo custo junto a outros de caráter profissional muito mais sofisticados, helicópteros, aviões convencionais.

Trump diz que vai apoiar entrada do Brasil na OCDE 1056

URGENTE: Trump diz que vai apoiar entrada do Brasil na OCDE

Pleito é visto pelo governo Bolsonaro como um selo de confiança internacional e tem sido defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 19, que irá apoiar a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um pleito brasileiro. “Eu estou apoiando o Brasil para entrar na OCDE”, disse, no Salão Oval da Casa Branca, onde recebeu o presidente Jair Bolsonaro. O pleito é visto pelo Brasil como um selo de confiança internacional e tem sido defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Questionado sobre facilitação de vistos a brasileiros, Trump afirmou que essa possibilidade é cogitada, mas rapidamente mudou de assunto para criticar o nível de comércio entre os dois países. “Pensando muitas coisas em diferentes opções, também estamos pensando facilitar os vistos, mas o comércio que temos com o Brasil não é tão bom como deveria ser. Temos que trabalhar para que seja o melhor possível”, afirmou o americano.

Os dois presidentes trocaram camisetas de futebol. Trump presenteou Bolsonaro com uma camiseta de um time americano, com nome do Bolsonaro escrito atrás. Já Bolsonaro deu uma camisa da seleção brasileira com o número 10, do Pelé, e o escrito “Trump” nas costas. Bolsonaro estava acompanhado do filho mais novo, o deputado Eduardo Bolsonaro.

Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou que o Representante Comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer pediu que o Brasil deixe a lista de países de tratamento especial e diferenciado da Organização Mundial do Comércio (OMC) em troca do apoio norte-americano à entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo o ministro, essa foi a solicitação de Lighthizer. “Eu fiz o meu pedido: quero entrar na primeira divisão. Ele falou: então me ajuda a limpar a segunda divisão”.

JRS apresenta atrações especiais e anuncia novidades para 2019 1075

De 25 a 29 de março acontece a “Super Semana”, com atrações diárias, a partir das 19h

O JRS apresenta ao público as novas versões de suas atrações para 2019. Apostando forte no digital para consolidação das operações também no Sudeste do Brasil, o JRS São Paulo agora será apresentado às segundas e contará com um formato remodelado, muito mais dinâmico e ágil na hora de informar. A atração será apresentada no dia 25, a partir das 19h, e tem o comando do apresentador William Anthony.

Já na terça-feira, o Show de Prêmios traz diversos brindes, além de boas conversas com o fundador do JRS, Jota Carvalho. Na quarta é a vez de Carvalho, Júlia Senna e William Anthony darem início ao Redação JRS. Neste formato, os apresentadores da casa debatem os principais temas da semana com relação ao setor de seguros, previdência e capitalização, especialidades da empresa de Comunicação.

Na quinta-feira acontece a grande estreia do JRS Rio Grande. O novo webjornal conta com apresentação de Júlia Senna e marca a expansão do formato do JRS São Paulo também para os gaúchos. A atração também vai ao ar a partir das 19h. E por fim, na sexta-feira, William Anthony traz os principais acontecimentos da semana no JRS Notícias.

A Super Semana JRS marca o início das comemorações de 19 anos do JRS, que serão completados no mês de agosto. Tudo será transmitido primeiramente no YouTube, depois no Facebook. No Instagram, edições drops dos programas serão incluídas ao longo da semana. Outras novidades ainda serão anunciadas ao longo dos próximos dias, fique com a gente!

Mourão: Reforma de militares deve economizar R$ 13 bi em 10 anos 386

Hamilton Mourão é o presidente da República em exercício / Reprodução

General ocupa posto de presidente da República interinamente

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, disse hoje (19), em Brasília, que o governo espera economizar em torno de R$ 13 bilhões nos próximos 10 anos com a reforma das aposentadorias e pensões dos militares. A estimativa, explicou, já inclui a reestruturação das carreiras militares, o que abrangerá medidas como aumento de gratificações.

Sem essa reestruturação, a economia prevista era de R$ 92,3 bilhões nos próximos 10 anos.

Ontem (18), o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o impacto da reestruturação de carreiras militares será conhecido na íntegra amanhã (20), quando o governo apresentar o projeto que reforma a previdência das Forças Armadas.

Mourão adiantou a informação após reunião, hoje, com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo. “Já está tudo ajustado, [a equipe] vai apresentar para o presidente amanhã para fechar o pacote. Não tem nada faltando definir da parte do Ministério da Defesa, é só a decisão presidencial”, disse Mourão.

De acordo com o presidente em exercício, a alíquota de contribuição dos militares vai aumentar 14% ao longo dos próximos dois anos, sendo 10,5% para a previdência e 3,5% para o plano de saúde, que já é pago pelos militares.