Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019 531

Tecnologia para corretores impulsiona seguros imobiliários em 2019

Confira artigo de Rossana Costa, diretora da GEO

O mercado de construção civil tem se notabilizado nos últimos anos pela evolução tecnológica em diversas áreas, beneficiando-se dos avanços como em modelagem 3D, com ferramentas como o BIM e até mesmo o uso de drones para captura de imagens, reduzindo riscos, custos e até mesmo os cronogramas de entrega.

No intuito de acompanhar o desenvolvimento das construtoras e incorporadoras no boom de obras e tecnologia na década de 2000, o cenário de seguros da construção civil também iniciou sua transformação digital.

Apesar do avanço em investimentos e na disponibilidade das novas tecnologias no mercado de seguros, quando tratamos de seguros para a construção civil e imobiliário ainda há uma defasagem na adoção pela cadeia, dado que o caráter do setor sempre foi o de baixa concorrência e maior conforto em relação à necessidade de inovar. Por conta disso, não houve um desenvolvimento com todo o potencial oferecido pelo mercado, como já vem ocorrendo com mais força em setores mais ligados ao consumidor final, como o automotivo e vida, por exemplo.

Esse cenário foi transformado com as novas tecnologias baseados em computação na nuvem e Big Data, que possibilitaram o cruzamento de grandes volumes de dados para análise de riscos, precificação de prêmios e para embasar uma tomada de decisões mais assertiva. Isso também inclui avanços na inteligência artificial para experiência do consumidor, acessibilidade por dispositivos móveis na Internet das Coisas e a automação de processos e experiências por meio do machine learning.

Segundo o levantamento da Tata Consultancy Services (TCS), o mercado de seguros é um dos que mais investe no desenvolvimento de inteligência artificial, especialmente vindo das insurtechs, que já receberam investimentos acima de US$ 9 bilhões desde 2010, segundo o estudo InsurTech Outlook, e as seguradoras estão entre os grandes investidores.

De fato, a oportunidade para inovar é grande, tanto para desenvolvimento como para adoção de tecnologias que buscam reduzir custos, tempo e burocracia no trabalho do corretor e das seguradoras. Hoje, a maior parte do tempo de um corretor de seguros está ligado a atividades burocráticas, e a demora para emitir apólices dentro dos sistemas tradicionais pode levar dias para ocorrer.

Um exemplo de como a tecnologia pode servir como um “quarto participante” da cadeia do seguro imobiliário (além das seguradoras, corretoras e clientes) é em relação a Garantia de Entrega de Obra. Este seguro é alvo de grande demanda do setor, mas conta com o desafio de acompanhar toda a gestão da construção por parte das seguradoras para conseguir gerenciar os riscos decorrentes.

A digitalização permite que todos os players, incluindo até mesmo o consumidor final, possam ter acesso em tempo real às informações como fotos, medições de banco de dados, mapeamentos e cronograma da construção. Tudo em uma única ferramenta, que oferece não apenas a transparência das informações, mas que também é capaz de atender às diferentes demandas de seguradoras, construtoras e corretores por meio de relatórios didáticos e personalizados.

Esta transparência na gestão de dados pode também ser vista em situações de seguro habitacional, obrigatório no financiamento imobiliário ao parcelar a compra de um bem imóvel. Por meio da digitalização, os corretores conseguem disponibilizar para seus clientes certificados individuais a cada mudança de crédito mensal. Assim, de forma proativa e em tempo real conseguem oferecer aos credores informações sobre os valores segurados de forma transparente, reforçando o seu papel de confiança em um setor que exige tanto esta qualidade e que costuma lidar com altas cargas de burocracia.

Por fim, a digitalização do setor de seguros serve como pilar fundamental para toda a evolução decorrente de soluções de Big Data e analytics, que conseguem entregar uma miríade de insights e análises que não são possíveis tendo como base documentos em papel ou em arquivos digitais que não estão incorporados em uma gestão unificada. O cenário agora é outro – apólices podem ser digitais e podem ser emitidas com um clique na tela.

Desafio cultural para adoção de tecnologias

Sabendo do desafio cultural do setor para adaptação de novas tecnologias, um dos desafios para a implementação de novas ferramentas é a portabilidade com as estruturas legadas complexas e extensas das grandes empresas do meio, o que torna os processos internos de digitalização mais lentos e custosos se feito internamente. Para 2019, no entanto, plataformas de tecnologia que facilitam essa integração para as seguradoras ficarão ainda mais acessíveis e populares, tirando das seguradoras os altos custos de implementação e manutenção.

Temos visto também que o entendimento das vantagens na digitalização pelos corretores ainda é nebuloso, considerando que apareceram no mercado insurtechs que propõem a substituição do corretor pela inteligência artificial. Não é preciso de muito esforço para mostrar que estas empresas estão se precipitando quanto à qualidade do que é entregue ao cliente, ainda mais se tratamos de clientes com exigências complexas, como acontece na construção civil. Não podemos e nunca devemos comparar os avanços da tecnologia com essa proposta.

Ao contrário, a maioria das empresas de tecnologia, insurtechs e seguradoras entendem o corretor como pilar central do trabalho com as diferentes ferramentas tecnológicas, que servem para auxiliá-los na entrega de processos mais velozes e assertivos. Segundo levantamento da Camara-e.net, das insurtechs brasileiras, mais de 62% tem como objetivo potencializar negócios para as seguradoras e 57% também querem trazer mais negócios aos corretores.

E quando tratamos da experiência de mercado, das especificidades das análises e das necessidades para variáveis de cada apólice e certificado, entendemos que o corretor é fundamental e indispensável para o sucesso do setor. Nos momentos de uma opinião especializada ou dificuldades, clientes ainda preferem lidar diretamente com os corretores, o que mostra pesquisa da Accenture, apontando que 80% dos consumidores optam por resolver problemas com contato humanizado.

Para as seguradoras, os investimentos se tornam igualmente importantes para subsidiar melhorias no rendimento de seus corretores e para trazer ganhos em agilidade e eliminar custos significativos com a operação, que incluem manutenção da TI própria e equipes dedicadas a processos manuais e repetitivos.

Estamos diante de uma oportunidade para uma transformação no setor, dado que já temos à nossa disposição recursos altamente disruptivos e benéficos para auxiliar tanto os corretores e seguradoras, como também dos clientes na ponta. O mercado de seguros já projeta um grande crescimento em 2019, e um dos principais fatores de competitividade – e até de sobrevivência – será a adoção de novas tecnologias.

Chevrolet Onix tem o seguro com o melhor custo benefício do país 437

Chevrolet Onix tem o seguro com o melhor custo benefício do país

De acordo com relatório Bidu, veículo apresentou o seguro com melhor condição em relação ao seu preço de mercado

A Bidu, plataforma online de recomendação, comparação e contratação de seguros e produtos financeiros, que faz parte do Grupo Thinkseg, divulga levantamento com valores dos seguros para as versões de entrada dos dez veículos mais vendidos em julho de 2019, de acordo com os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O relatório analisa o preço mediano do seguro auto de cinco capitais brasileiras (Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo) e compara o perfil de homens e mulheres com 35 anos, casados, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho e que estão contratando o seguro pela primeira vez.

Entre os modelos analisados, o Renault Kwid se destaca novamente como o seguro mais econômico dos compactos de entrada – custando R$ 1.584, para condutoras do sexo feminino e R$ 1.925 para os condutores masculinos – seguido do Ford Ka que para as mulheres fica em R$ 1.824, e, para os homens, R$ 1.873.

Seguindo a análise, o Jeep Compass figura como o carro com maior preço mediano de seguro entre os dez carros analisados, o equivalente a R$ 4.339,00 para mulheres e R$ 5.078,00 para os homens.

*Preço do seguro por modelo, mediana agosto. (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Preço do seguro por modelo, mediana agosto. (vermelho: mulheres; azul: homens)

Variação de seguro por modelo

Na comparação entre junho e julho, o HB20 aparece em evidência como o veículo que apresentou maior variação de preço de seguro, tanto no perfil masculino (81,4%) quanto no feminino (28,2%).

Já o Onix, o carro mais emplacado no período, teve uma redução no preço mediano de 12,8% no perfil masculino e subiu 15,8% para as condutoras femininas.

*Variação de modelo, média agosto. (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação de modelo, média agosto. (vermelho: mulheres; azul: homens)

O melhor custo-benefício

No Relatório Bidu deste mês, o Chevrolet Onix aparece como o veículo que apresenta melhor custo-benefício, ou seja, a melhor relação entre o preço mediano do seguro e o valor de mercado do veículo (price ratio). Para as mulheres, o price ratio do Onix é de 4,3% e para os homens é de 5,2%.

Já a relação de menor custo-benefício para ambos perfis, fica para o Volkswagen Gol, que registra price-ratio de 7,6% para o sexo masculino e 5,9% para o feminino.

*Variação por preço de seguro (price ratio) (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação por preço de seguro (price ratio) (vermelho: mulheres; azul: homens)

Variação entre as cidades:

Dentre as cinco capitais analisadas no Relatório Bidu, Brasília segue como a metrópole com o seguro mediano mais barato. A cidade teve a menor elevação de preço para ambos perfis, sendo 0,7% para as mulheres e 4,8% para homens. Na contramão, capital fluminense apresenta o maior aumento do período, com 36,8% para o sexo masculino e 29,6% para o feminino.

*Variação do preço médio do seguro por cidade (azul: mulheres; cinza: homens)
*Variação do preço médio do seguro por cidade (azul: mulheres; cinza: homens)

De acordo com o relatório da Fenabrave, em julho foram emplacados 195.854 automóveis, no Brasil.

*Ranking dos 10 veículos mais emplacados em julho, de acordo com a Fenabrave
*Ranking dos 10 veículos mais emplacados em julho, de acordo com a Fenabrave

*Perfil F (feminino) e Perfil M (masculino): ambos de 35 anos, casados, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, e que está contratando o seguro pela primeira vez.

Divulgação
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FenSeg lança guia com orientações sobre o Seguro de Riscos de Engenharia 447

FenSeg lança guia com orientações sobre o Seguro de Riscos de Engenharia

Demanda da carteira está aquecida, indicam dados da Susep

Os sinais de melhora no setor de construção civil – em sintonia com a retomada dos projetos de infraestrutura no país – colocam em evidência o Seguro de Riscos de Engenharia. Ele é um termômetro das mudanças na economia e um aliado da sociedade, ao proteger bens e patrimônios. No canteiro de obras, garante cobertura contra acidentes súbitos e imprevistos, que resultem em danos ou destruição das obras de Engenharia Civil. Os bens cobertos são a obra em si, além de materiais, máquinas e equipamentos usados na fase de construção.

Os indicadores da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que a demanda por essa carteira está aquecida. Nos primeiros cinco meses do ano, o Seguro de Riscos de Engenharia arrecadou R$ 264,4 milhões em volume de prêmios, um crescimento de 138,7% em relação ao mesmo período de 2018. Somente no mês de maio, essa expansão chegou a 151%. Diante da relevância do tema, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) lançou um documento para orientar todos aqueles que atuam no ramo.

O Guia Referencial – Seguros de Riscos de Engenharia foi elaborado para levar conhecimento sobre esta área específica e, assim, fortalecer os vínculos entre segurado, corretor de seguros, seguradoras e resseguradores. A FenSeg alerta para a importância de o segurado se prevenir ou mitigar danos materiais ao seu patrimônio.

“A preocupação do segurado em cuidar do seu bem é o que move os Seguros de Riscos de Engenharia. O principal objetivo é protegê-lo de possíveis danos materiais, assim como da perturbação em seus negócios causados por atrasos no início de suas operações”, explicam o presidente da FenSeg, Antonio Trindade, e o Diretor Executivo, Danilo Silveira.

O Guia Referencial detalha os conceitos básicos do Seguro de Riscos de Engenharia, a quem ele se destina, as partes envolvidas, as modalidades disponíveis e as principais coberturas que podem se contratadas, entre outros itens. Em paralelo, explica como contratar uma apólice, incluindo as informações básicas solicitadas pela seguradora e suas aplicações.

“O seguro está em linha com as demandas da sociedade. Ele cobre desde pequenas obras até grandes projetos de infraestrutura”, explica o presidente da Comissão de Riscos de Engenharia da FenSeg, Fábio Silva. Tanto o construtor quanto o proprietário da obra podem ser o segurado, porque ambos têm interesse na sua conclusão.

Um trecho importante está na parte final do documento, que explica como agir em caso de sinistro: “Entrar em contato com as autoridades competentes (Bombeiros, Defesa Civil, Polícia etc) e tomar as medidas emergenciais necessárias; identificar o canal de comunicação da seguradora definido na apólice e comunicar a seguradora o mais rápido possível; e preservar o local do sinistro quando possível, até que seja realizada a vistoria de constatação pela seguradora”.

Confira o guia neste documento.

A importância do consultor comercial nas estratégias de venda 510

A importância do consultor comercial nas estratégias de venda

Confira artigo de Giordania Tavares, diretora da Rayflex

Com um mercado cada vez mais competitivo, ter profissionais na linha de frente, dispostos a ouvir, entender e auxiliar nos problemas dos clientes é, sem dúvida, um grande diferencial. Antes de oferecer, logo de imediato, qualquer que seja o produto ou serviço, é preciso ter em mente se o que está sendo apresentado é realmente relevante e faz sentido naquele momento. A venda, por si só, não fideliza o maior ativo de uma empresa, o cliente. É preciso, antes de tudo, fornecer aquilo que ele necessita, respeitando suas características, anseios e objetivos, gerando, portanto, valor agregado em cada bem comercializado.

É neste contexto que o consultor comercial vem para agregar à estratégia de vendas. Conhecido também como consultor técnico, é o responsável por manter a imagem da empresa que representa, identificando as necessidades reais de cada cliente e analisando, assim, sua operação como um todo, de forma a identificar o melhor equipamento para aquela demanda. Algumas características pessoais vem bem a calhar para este profissional, como ter perfil analítico e observador, além de ser capaz de desenvolver habilidades de vendas e comunicação, planejamento e organização, gerenciamento de tempo e conceitos básicos de contabilidade.

Pode até soar exigência determinadas características, mas elas são imprescindíveis para o sucesso da empresa. Vale a pena, portanto, investir em treinamentos para a equipe, pois é uma maneira de capacitar a todos para entender os diferenciais entre cada produto e quais têm relação com a operação do cliente. É importante ter claro que um equipamento sem o rendimento ideal e que não atende a expectativa é sim sinônimo de uma má venda, pois reflete em descontentamento. A reciclagem anual dos profissionais também é bem-vinda e pode ser feita por meio de encontros presenciais ou até webconferências, desde que haja interação e alinhamento entre a empresa e seus consultores.

Nessa profissão, a capacidade de criar e ampliar o networking, prestar um atendimento diferenciado e saber explorar as potencialidades dos produtos é fator decisivo para conquistar os resultados almejados. Planejar e executar adequadamente o pós-venda também se mostra cada vez mais determinante para que os clientes voltem a adquirir o produto ou serviço e façam recomendações positivas do mesmo. Este profissional é de extrema importância para que a empresa conquiste ainda mais clientes e feche bons contratos e também para que seus produtos se tornem conhecidos pelo público.

CVG-SP Limra Day apresenta as tendências globais no seguro de vida 679

Palestrante e debatedores do painel 1: Gustavo Toledo, Silas Kasahaya, Thad Burr, Alexandre Camillo e Ronald Kaufmann / Divulgação

As inovações e transformações da indústria de seguro de vida global e a mudança de comportamento de consumo das novas gerações foram temas debatidos no evento

Thad Burr / DIvulgação
Thad Burr / Fotos: Antranuk Photos/Divulgação

O inédito evento CVG-SP Limra Day aconteceu hoje, 16 de agosto, no Teatro Renaissance, em São Paulo. Promovido pelo CVG-SP em parceria com a Limra e patrocínio do IRB Brasil Re, o evento apresentou as principais inovações da indústria de seguro global para se adequar à mudança de comportamento de consumo dos segurados.

“O seguro de vida em um mundo em transformação” foi o tema da palestra apresentada por Thad Burr, Managing Director da LL Global, no primeiro painel do evento, que contou com a mediação do diretor de Relações com o Mercado do CVG-SP, Gustavo Toledo.

Thad elencou cinco megatendências para o seguro de vida: internet e robótica; tecnologia combinada com mobilidade; pobreza e riqueza da população mundial; demografia e saúde; segurança, serviços financeiros e seguros. Em relação às mudanças provocadas pelas novas tecnologias, o especialista da Limra afirmou que o principal resultado será a redução de custos.

“Significa que os negócios existentes serão alterados de maneira severa, incluindo o seguro de vida e a previdência”, disse. Ele citou o blockchain e a IoT (Internet das Coisas) como as tecnologias mais disruptivas para o seguro no futuro. Sobre pobreza e riqueza, condições que impactam a indústria de seguros, o especialista deu uma boa notícia: a pobreza está diminuindo em todo o mundo.

Com mais de cem anos de existência, a Limra produziu estudo que demonstra a redução da pobreza mundial. Em 1820, 94% da população mundial viviam na extrema pobreza; em 1900, 84%; em 1950 o percentual se manteve em queda constante, passando de 72% para 26% em 2000, até chegar a 10% em 2015. “Para nossa indústria é importante que o mundo se torne rico”, disse.

Em relação à distribuição de seguros, Thad mencionou que uma das tendências é a fusão entre este serviço e as instituições financeiras. Outra tendência é o uso das redes sociais para a oferta de seguros. Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP e debatedor no painel, prevê a convergência entre a distribuição de seguros e as novas tecnologias. “A mudança é inexorável e o corretor precisa se adequar”, disse.

Ronald Kaufmann, Country Manager da Limra Brasil, acredita que o futuro será de muitas mudanças para o seguro. “O comportamento de consumo está mudando, mas o ser humano nunca perderá a necessidade de proteção do seguro”, disse.

Palestrante e debatedores do painel 2: Silas Kasahaya, Carlos Islas Murguía, Alessandra Monteiro e Bernardo Castello / Divulgação
Palestrante e debatedores do painel 2: Silas Kasahaya, Carlos Islas Murguía, Alessandra Monteiro e Bernardo Castello / Fotos: Antranuk Photos/Divulgação

Importância do relacionamento

No segundo painel, Carlos Islas Murguía, representante da Limra/Loma no México e América Latina, analisou “Como as seguradoras e seus profissionais estão se preparando para atuar neste novo

Carlos Islas Murguía / Fotos: Antranuk Photos/Divulgação
Carlos Islas Murguía / Fotos: Antranuk Photos/Divulgação

horizonte de Seguro de Vida”. A partir do exemplo do México, onde a venda consultiva prevalece, ele acredita que no Brasil ocorra o mesmo.

Porém, o especialista advertiu que o papel do corretor de seguros está mudando e que, por isso, o mais importante não é a quantidade de apólices vendidas, mas a relação de confiança estabelecida com o cliente. Segundo Murguía, o corretor deve se transformar em um consultor financeiro, oferecendo outros produtos, além do seguro de vida, que supram as necessidades do cliente.

Murguía elencou os drivers de mudança para o seguro de vida: tecnologia, regulatório, econômico, demográfico e consumo. Em relação aos avanços da tecnologia, ele também aposta no crescimento do uso de inteligência artificial, blockchain e telemática. O especialista expôs alguns exemplos, como o do aplicativo que prevê a expectativa de vida da pessoa apenas com base na foto do rosto.

Uma pesquisa da Limra com executivos da indústria de seguros, realizada em 2018, mostrou que a preocupação com a segurança cibernética lidera nos Estados Unidos, com 92% das respostas, na América Latina, com 75% e na Ásia, com 84%. Ele citou, ainda, uma pesquisa da Accenture, realizada em 2017, que revela a disposição do consumidor em ser atendido por um robô para gerir as suas finanças. Em relação à aquisição de seguros, 74% concordaram com o atendimento feito por uma máquina.

Por isso, Murguía acredita que o mais importante para o corretor de seguros é o relacionamento. “Quanto mais bem relacionado com o cliente final, melhor”, disse. A mesma pesquisa também mostrou que as pessoas estão mais confortáveis em relação às compras online, tanto que 39% responderam que aceitam se comunicar com os corretores pelas redes sociais. “Por isso, as mídias sociais não são opcionais, mas obrigatórias para atingir o cliente”, disse.

Debatedor no painel, Bernardo Castello, diretor Bradesco Vida e Previdência, afirmou que não duvida que algumas áreas das seguradoras estão em xeque, principalmente, a de subscrição de riscos e de sinistros. “O papel da seguradora será mais baseado em algoritmos. Daí a necessidade de se reinventar”, disse. A seu ver, as seguradoras terão algumas áreas com maior destaque no futuro, como suporte jurídico e inovação na criação de produtos. Já a distribuição também se transformará, segundo Castello. “O corretor será um especialista em cliente e não mais em produto”, disse.

Plateia do evento / Fotos: Antranuk Photos/Divulgação
Plateia do evento / Fotos: Antranuk Photos/Divulgação

Alessandra Monteiro, diretora de Vida e Longevidade do IRB-Brasil RE, considera que as redes sociais serão importantes para a oferta de seguros e mais ainda para se conhecer o consumidor. “Precisamos entender o nosso cliente para oferecer o produto mais adequado. O grande desafio será preparar o profissional de seguros para esse novo mundo”, disse.

No encerramento do CVG-SP Limra Day, o presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, elogiou o conteúdo apresentado nas palestras e informou que a Limra dispõe de muitos estudos que serão colocados à disposição dos associados, por meio de parceria firmada entre ambas as entidades.

Prudential do Brasil Vida em Grupo realiza primeiro workshop colaborativo com corretores de seguros 483

Prudential do Brasil Vida em Grupo realiza primeiro workshop colaborativo com corretores de seguros

Ação, que acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro, tem o objetivo de otimizar o processo de comercialização dos seguros de vida em grupo a partir da troca de experiências entre a companhia e os corretores

A Prudential do Brasil Vida em Grupo acaba de realizar o VG Lab, primeiro workshop colaborativo da empresa com corretores de seguro. A ação, que aconteceu na última terça-feira, 13 de agosto, em São Paulo e terá uma edição no próximo dia 19 de agosto, no Rio de Janeiro, tem o objetivo de otimizar, ainda mais, o processo de comercialização dos seguros de vida em grupo a partir da troca de experiências entre a companhia e os corretores.

Durante o encontro em São Paulo, conduzido em parceria com a Laje Consultoria, especialista em inovação e aprendizagem para organizações, profissionais da Prudential e cerca de 20 corretores habilitados para comercializar os produtos da companhia participaram de dinâmicas com base nas técnicas de Design Thinking, a partir das quais o grupo levantou uma série de ideias, oportunidades e desafios existentes no processo de venda. O resultado foi uma enriquecedora experiência para incrementar a rotina de trabalho.

“O VG Lab representa uma forma inovadora de aproximação da Prudential do Brasil com corretores de seguros na medida em que podemos encontrar, juntos, ferramentas e mecanismos que ampliam ainda mais a qualidade das vendas e a proximidade com os segurados. A iniciativa também fortalece a parceria com os corretores e permite estabelecermos em conjunto o crescimento sustentável no nosso ramo de atuação”, destaca o vice-presidente de Vida em Grupo da Prudential do Brasil, Carlos Guerra.

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Para Natan Zalcman, proprietário da Zalcman Corretora de Seguros, o evento pode ser visto como um marco importante para a relação de parceria entre seguradoras e corretores de seguros. “Em 20 anos de experiência no mercado segurador, posso dizer que o movimento de proximidade com os corretores de seguros normalmente acontece de forma unilateral, com as seguradoras promovendo encontros com modelos já embalados de informações sobre produtos e sistema de vendas. O fato de ter esse convite para ouvir o nosso feedback é muito positivo e amplia ainda mais a nossa confiança na companhia”, ressalta.

O primeiro VG Lab da Prudential do Brasil também contou com um quiz ao final do workshop, no qual os corretores vencedores ganharam prêmios como produtos para a casa e um par de ingressos para o Rock in Rio 2019, o maior festival de música e entretenimento do mundo, o qual a Prudential do Brasil será a seguradora oficial este ano. Por fim, o grupo ainda participou de um descontraído happy hour.

O próximo VG Lab será no Rio de Janeiro, dia 19 de agosto, às 13h, no Hotel Prodigy – Santos Dumont (Av. Almirante Silvio de Noronha, nº 365). Após o encontro, também haverá happy hour exclusivo para os participantes convidados no charmoso Xian, que possui uma bela vista para um dos principais cartões-postais da cidade: o Pão de Açúcar.