A tão necessária e esperada reforma da Previdência 329

A tão necessária e esperada reforma da Previdência

Confira artigo do estrategista Rodrigo Franchini

Muito se questiona a respeito da reforma previdenciária do novo governo. Ela é realmente necessária? E se for, em qual medida precisa ser feita? Existe essa urgência toda? Todas essas dúvidas são pertinentes e reais e as respostas vão impactar o futuro de milhares de contribuintes brasileiros.

O fato é que os números são preocupantes: o Brasil atualmente possui um gasto astronômico considerando que ainda é um país jovem, e esses custos só tendem a crescer com o passar dos anos. Hoje, a dívida pública representa 77% do PIB e ela aumenta a cada resultado ruim, o que faz com que, literalmente, a conta não feche. Sem a reforma, o déficit da Previdência deve chegar a 300 bilhões de reais em 2019.

Esse panorama demonstra a dimensão do nosso atual problema fiscal. Por isso, é natural vermos a saída de capital estrangeiro do País, seja ele especulativo e/ou real. O grande investidor se preocupa com as contas públicas e os ajustes fiscais que o Brasil precisa fazer ao longo dos próximos anos e, desta forma, a reforma da Previdência promete colocar as contas públicas se não em perfeito estado, pelo menos no caminho para tal.

A reforma proposta pelo governo Temer anunciava que poderia gerar uma economia de 400 bilhões de reais, já a nova promete uma economia R$ 1,1 trilhão de reais para os próximos 10 anos e 4 trilhões de reais para os próximos 20 anos, além de também ser mais abrangente no que tange as classes atingidas.

Pois bem, se ela é tão benéfica para o País, porque existe um temor em relação a sua aprovação, assim como o prazo da tramitação dessa proposta, seja no Congresso ou na Câmara? A resposta é simples: o jogo político precisa ser jogado, e essa será a primeira grande batalha do governo Bolsonaro. Podemos dizer, inclusive, que essa aprovação deve nortear o caminho para os seus próximos quase quatro anos de mandato.

Existe ainda uma resistência por parte de alguns partidos, e políticos, em relação a aprovação, além de alguns pontos que precisam ser negociados, e é justamente nesse cenário que o novo governo precisará contar com muita manobra política e políticos experientes nas famosas negociações de bastidores para que consiga a aprovação.

Rodrigo Maia declarou recentemente que a aprovação da reforma deve ficar para junho e ressaltou, em uma indireta para o atual governo, que a solução vai depender da capacidade de diálogo entre as partes, ou seja, as negociações deverão e precisarão ser mais intensas e assertivas, seja em relação aos ajustes do texto ou nas concessões de benefícios.

O próprio governo já admite fazer alguns ajustes, tanto que o próprio presidente avisou que pode sim rever a idade de aposentadoria para as mulheres, podendo ser alterada de 62 para 60 anos. Isso indica que o governo trabalha com uma aprovação que não vai englobar a totalidade do texto atual e, consequentemente, a economia total que essa proposta inicialmente poderia gerar.

Alguns analistas de mercado já dizem que o “corte” aceitável seria de até 30% do atual pacote de medidas e, portanto, sairíamos de um valor 1,1 trilhão de reais em 10 anos para 700 bilhões de reais no mesmo período. Vale ressaltar que o valor já é maior do que o da antiga proposta do ex-presidente Temer, e já geraria um alívio nas contas públicas, ainda mais ao longo dos anos. Porém, ficamos com o sentimento de que poderia ser melhor.

Todos esses detalhes acabaram por prejudicar um pouco o mercado interno, tanto que o saldo acumulado de investimento estrangeiro em nossa bolsa em fevereiro foi negativo 2,6 bilhões de reais, somando-se a uma saída de capital em 2019 de 1.094 bilhão de reais. Outro ponto que demonstra o impacto e a volatilidade que toda essa demora provoca é o índice acionário. O Ibovespa, em fevereiro, fechou com uma queda de 1,86%, com 95.584 pontos, e isso sem falar da curva de juros futuros e sua abertura em todos os vértices, precificando essa demora e, claro, um cenário mais difícil e volátil para os próximos meses.

Esses juros apontam para um claro sinal da necessidade de ajuste fiscal. Assim, o recado está dado: caso a reforma não passe, o Brasil terá sérios problemas de desenvolvimento ao longo dos próximos anos, que permearão crescimento econômico (PIB), controle inflacionário, medidas fiscais e monetárias, manutenção do patamar de juros e devolução do grau de investidor.

O senso de urgência sobre a aprovação da reforma é verdadeiro e está presente nas discussões da população, bem como na opinião pública. Nunca estivemos em um cenário tão favorável para esses ajustes como agora, e devemos acompanhar o quão hábil o governo conseguirá ser para que atenda os anseios da sociedade, dos políticos e partidos e, principalmente, do nosso país. Charles Chaplin já dizia que “a persistência é o caminho do êxito”, portanto, esperamos que o atual governo tenha essa persistência.

*Rodrigo Franchini é estrategista de produtos da Monte Bravo, empresa de assessoria de investimentos que figura entre as três principais do país.

XP Seguradora chega ao mercado com produtos de alta performance e gestão ativa 782

XP Seguradora chega ao mercado com produtos de alta performance e gestão ativa

Com foco inicial nos fundos de previdência privada, iniciativa visa estimular a concorrência no setor

Depois de ajudar na recente revolução do mercado de investimentos no país, o Grupo XP agora se prepara para inovar a forma como os brasileiros planejam a sua aposentadoria. Com o objetivo de oferecer as melhores opções em previdência privada, a XP Seguradora chega ao mercado para oferecer produtos próprios de alta performance e com gestão ativa. Neste primeiro momento serão lançados cerca de vinte e cinco fundos com planos PGBL e VGBL para clientes pessoa física, alocados nas mais diversas estratégias que vão desde renda fixa aos mandatos multimercados, geridos pelas principais gestoras independentes do país. O objetivo é criar uma grade de produtos previdenciários que, sob a ótica de alocação, atendam os clientes em função do seu momento de vida e apetite de risco.

“A discussão em torno da reforma da previdência tem provocado um fenômeno interessante: a autoanálise dos brasileiros em relação à aposentadoria. Esse movimento é importante porque indica um amadurecimento financeiro por parte da população”, avalia Roberto Teixeira, Sócio responsável pela XP Seguradora. “Queremos oferecer veículos inéditos no mercado para clientes que já não aceitam mais investir em fundos previdenciários que cobram taxas elevadas e entregam baixa performance”, afirma Teixeira.

A iniciativa visa ainda estimular a competição dentro do segmento, com a distribuição dos produtos da XP Seguradora e de outras seguradoras na plataforma aberta de previdência privada da XP Corretora de Seguros, pioneira na zeragem da taxa de carregamento dos planos na entrada e na saída. No médio prazo, os produtos originados pela XP Seguradora também deverão ser oferecidos por outras plataformas e corretores de seguros. Além disso, a empresa espera ampliar a sua atuação nesse mercado, contemplando outras classes de produtos além de previdência privada.

“Inovar na oferta de produtos e serviços é parte da estratégia do Grupo XP, uma vez que a concentração bancária em previdência privada é ainda muito alta. Trabalhamos com o conceito de curadoria para oferecer uma grade de fundos completa, composta por produtos relevantes e alinhados à expectativa de nossos clientes”, acrescenta.

A meta da XP Seguradora é oferecer aos clientes do Grupo XP os melhores fundos de Previdência Privada do mercado, permeados por soluções inovadoras em um mercado tradicionalmente analógico.

Mourão: Reforma de militares deve economizar R$ 13 bi em 10 anos 411

Hamilton Mourão é o presidente da República em exercício / Reprodução

General ocupa posto de presidente da República interinamente

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, disse hoje (19), em Brasília, que o governo espera economizar em torno de R$ 13 bilhões nos próximos 10 anos com a reforma das aposentadorias e pensões dos militares. A estimativa, explicou, já inclui a reestruturação das carreiras militares, o que abrangerá medidas como aumento de gratificações.

Sem essa reestruturação, a economia prevista era de R$ 92,3 bilhões nos próximos 10 anos.

Ontem (18), o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o impacto da reestruturação de carreiras militares será conhecido na íntegra amanhã (20), quando o governo apresentar o projeto que reforma a previdência das Forças Armadas.

Mourão adiantou a informação após reunião, hoje, com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo. “Já está tudo ajustado, [a equipe] vai apresentar para o presidente amanhã para fechar o pacote. Não tem nada faltando definir da parte do Ministério da Defesa, é só a decisão presidencial”, disse Mourão.

De acordo com o presidente em exercício, a alíquota de contribuição dos militares vai aumentar 14% ao longo dos próximos dois anos, sendo 10,5% para a previdência e 3,5% para o plano de saúde, que já é pago pelos militares.

Brasil e México passam a ter livre comércio de veículos leves 307

Brasil e México passam a ter livre comércio de veículos leves

Caminhões e ônibus entram no acordo a partir do ano que vem

A partir de hoje (19), Brasil e México passam a ter livre comércio de veículos leves, sem a cobrança de tarifas ou limitação quantitativa. A medida está prevista no Acordo de Complementação Econômica nº 55 (ACE-55), que regula o comércio automotivo e a integração produtiva entre os dois países desde 2002.

O fim do regime de cotas para veículos leves neste ano estava previsto em acordo firmado em 2015. A partir de hoje, também deixa de vigorar a lista de exceções, que previa regras de origem específicas para autopeças.

“O retorno ao livre comércio automotivo entre Brasil e México é passo importante para aprofundar o relacionamento comercial entre as duas maiores economias da América Latina”, disseram, em nota, os ministérios da Economia e das Relações Exteriores.

A partir de 2020, está previsto o livre comércio também para veículos pesados (caminhões e ônibus) e suas autopeças.

“Adicionalmente, o governo brasileiro tem grande interesse em ampliar o livre comércio com o México para outros setores, tanto industriais quanto agrícolas, com a inclusão de matérias sanitárias e fitossanitárias, facilitação de comércio e barreiras técnicas ao comércio, conforme compromisso assumido anteriormente nas negociações do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE-53)”, diz a nota.

“Dentro de uma dinâmica de abertura e de aproveitamento do pleno potencial das duas maiores economias da América Latina, o Governo brasileiro pretende retomar as negociações para um acordo mais abrangente de livre comércio com o México, paralisadas desde 2017″.

Como evitar que seu pet adoeça com a chegada do outono? 233

Como evitar que seu pet adoeça com a chegada do outono?

Confira artigo de René Rodrigues Júnior, médico veterinário

René Rodrigues Júnior é médico veterinário da Magnus, fabricante de alimentos para cães e gatos / Divulgação
René Rodrigues Júnior é médico veterinário da Magnus, fabricante de alimentos para cães e gatos / Divulgação

No próximo dia 20 de março se inicia o outono, que tem como característica a queda da temperatura e ar mais seco, por conta da baixa umidade.  Assim como os seres humanos, os animais também podem sofrer com a mudança do clima. As principais doenças que acometem os cães no outono são as articulares, que afetam a coluna e a osteoartrite, conhecida também como artrose, além de problemas respiratórios incluindo a pneumonia e a traqueobronquite infecciosa.

Cães idosos e filhotes são os mais vulneráveis às doenças no outono, já que esses pets não têm a imunidade em pleno funcionamento. Os filhotes, por ainda não ter a imunidade totalmente formada, e os idosos, por contarem com uma diminuição na capacidade imunológica, que faz parte do processo de envelhecimento.

Então, o que pode ser feito para evitar que esses animais adoeçam? O mais importante e eficaz para prevenir doenças no outono é manter as vacinas em dia. Doenças como a Tosse dos Canis e a Gripe Canina (influenza) são altamente contagiosas e exigem uma atenção maior com a vacinação para proteção do pet. Para as doenças respiratórias, é preciso manter o pet aquecido com roupinhas e, se necessário, fazer o uso de aquecedores no ambiente. Evite correntes de ar e, caso o animal precise de banho, é importante lembrar de secar muito bem os pelos para evitar uma friagem.

Devemos também ter atenção com relação à pelagem dos animais, já que uma das finalidades dela é a do isolamento térmico. Sendo assim, com a diminuição da temperatura, a recomendação é não realizar a tosa para manter o pet aquecido e evitar as doenças respiratórias.

Diante disso, seguem algumas dicas para que seu pet passe pelo outono de forma tranquila e ainda aproveite uma das estações mais bonitas do ano. Confira:

  • É de extrema importância manter sempre em ordem as vacinas. Fique atento aos prazos;
  • Manter uma alimentação adequada e balanceada com produtos de qualidade;
  • Para que seu pet não sinta tanto a mudança climática, os passeios devem ser feitos em horários mais quentes do dia;
  • Uma vez que a tendência do ar é estar mais seco no outono, a hidratação deve ser uma prioridade no cuidado do pet;
  • É preciso dar uma atenção especial com a pele e pelagem, para evitar o ressecamento, o que aumenta o risco de dermatites e coceiras intensas.

Telemetria veicular é ferramenta importante para segurança em época de chuva 488

Telemetria veicular é ferramenta importante para segurança em época de chuva

Por meio de tecnologia embarcada, gestores de frota consegue traçar rotas seguras para motoristas, que ainda enfrentarão muita chuva em março

As chuvas em São Paulo e na região do ABC no dia 11 de março assustaram muito seus moradores e a previsão para os próximos dias não é muito animadora. Como as operações logísticas foram atingidas nesses locais, é fundamental que gestores de frotas e motoristas fiquem atentos aos perigos de alagamentos.

Para quem já aderiu à telemetria veicular, é possível traçar rotas prévias e, assim, desviar das áreas de enchentes e alagamentos. De acordo com Bruno Santos, especialista em telemetria e diretor de Vendas e Serviços da MiX Telematics, a tecnologia permite que o gestor converse com o motorista e otimize a rota escolhida.

Bruno explica que, entre as novas tecnologias que contribuem para reduzir acidentes, está o rotograma, que permite ao gestor da frota falar com o motorista em tempo real e alertar sobre perigos da via, excesso de velocidade e rotação, curvas e freadas bruscas, áreas de manancial e de risco, entre outros pontos. Assim, o motorista pode, rapidamente, adequar seu comportamento de direção à situação e, dessa forma, evitar riscos.

Porém, Bruno enfatiza que, além da tecnologia, os motoristas precisam ficar atentos e dirigir com o dobro de atenção. Para isso, reuniu dicas importantes. Confira:

  • Evite freadas bruscas, pois além de aumentar o consumo de combustível, pode provocar acidentes, principalmente se a via estiver escorregadia;
  • Mantenha distância segura do veículo da frente e, se a chuva estiver forte e tirar a visibilidade, melhor parar em local seguro;
  • O farol baixo é lei! Ele melhora a visualização dos veículos. Jamais use farol alto;
  • Pneus em boas condições evitam aquaplanagem, portanto, faça sempre manutenção preventiva, bem como calibragem adequada da pressão. Em caso de aquaplanagem, tire o pé do acelerador, não piso nos freios e não vire a direção. Espere os pneus voltarem o contato com a pista. Não se desespere nessa hora!
  • Não fale ao celular enquanto dirige. Aliás, evite distrações e foque na sua segurança e na das pessoas ao seu redor;
  • A palheta do para-brisa deve estar em dia, pois assim a visibilidade aumenta. Se o vidro embaçar, acione o sistema de ventilação.