Seguro auto feminino está mais caro que o masculino em 5 capitais brasileiras 523

Seguro auto feminino está mais caro que o masculino em 5 capitais brasileiras

Segundo Relatório da Bidu, a cotação média com maior valor para o público feminino foi registrada no Rio de Janeiro, seguida por Porto Alegre e São Paulo

A Bidu, plataforma online de recomendação, comparação e contratação de seguros e produtos financeiros, que faz parte do Grupo Thinkseg, divulga levantamento realizado este mês com valores dos seguros para as versões de entrada dos dez veículos mais vendidos em fevereiro de 2019, de acordo com os dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). O Relatório Bidu, produzido mensalmente desde 2016, analisa o preço médio do seguro em cinco capitais brasileiras (Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza) e compara o perfil de homens e mulheres de 35 anos, casados, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho e que estão contratando o seguro pela primeira vez. As cotações desta edição foram feitas no dia 6 março.

Contrariando a tendência usual, o valor médio do seguro para mulheres para os modelos mais emplacados do País está mais caro que o masculino em todas as capitais analisadas. A cotação média com maior preço para o perfil feminino foi registrada no Rio de Janeiro, cidade em que elas pagam uma média de R$ 3.920, seguida por Porto Alegre e São Paulo. Já o menor custo para as condutoras foi registrado em Fortaleza, em que o serviço sai em média por R$ 1.870. Como acontece normalmente, a capital fluminense também lidera as cotações mais altas para ambos os sexos, já que entre os homens o maior preço foi encontrado na cidade novamente, no valor médio de R$ 3.702. Do mesmo modo, o menor custo para o perfil masculino também está na principal metrópole do Ceará, que registrou custo médio de R$ 1.710.

*Preço médio do seguro em março por cidade (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Preço médio do seguro em março por cidade (vermelho: mulheres; azul: homens)

Quando comparado com o mês anterior, o maior aumento para o perfil feminino se dá em São Paulo, com um acréscimo de 15%, enquanto em Fortaleza há uma retração de 17,5%. Para os homens, os preços têm pequena elevação apenas em Porto Alegre (1,4%) e no Rio de Janeiro (0,2%). No entanto, há uma redução significativa na capital cearense, com decréscimo de 33,8%.

*Variação do preço médio do seguro por cidade entre fevereiro e março (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação do preço médio do seguro por cidade entre fevereiro e março (vermelho: mulheres; azul: homens)

Analisando o comportamento de preços dos diferentes modelos, o crescimento no valor médio do seguro para mulheres aconteceu em oito dos dez veículos que se repetem, entre janeiro e fevereiro, no ranking dos mais vendidos, de acordo com a Fenabrave, com exceção do Fiat Mobi e Fiat Argo. Como mostra a tabela abaixo, o maior aumento na cotação de preços médio para o perfil feminino é registrado para o Chevrolet Onix, com crescimento de 15,1%. Já para os homens, o destaque em termos de redução de preço médio se dá com o Fiat Argo, que registra uma queda de 27,2%. Inversamente, os únicos modelos que tiveram um pequeno aumento para motoristas masculinos foram o Renaul Kwid, Hyunday HB20 e o Jeep Renegade, apontando acréscimos no valor médio de 3,2%, 2,1% e 0,7%, respectivamente.

*Variação do preço médio do seguro dos modelos que se repetem entre janeiro e fevereiro (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação do preço médio do seguro dos modelos que se repetem entre janeiro e fevereiro (vermelho: mulheres; azul: homens)

Modelo mais vendido

De acordo com o relatório da Fenabrave, em fevereiro foram emplacados 162.537 automóveis – uma queda de 0,8% em comparação com janeiro, quando foram emplacadas 163.796 unidades. Este é o quarto mês consecutivo com redução no número de emplacamentos.

*Ranking dos 10 veículos mais emplacados em fevereiro, de acordo com a Fenabrave
*Ranking dos 10 veículos mais emplacados em fevereiro, de acordo com a Fenabrave

O Chevrolet Onix segue novamente como o carro mais emplacado no Brasil, com 18.392 unidades em fevereiro ante 8.055 registradas para o segundo colocado, o Hyunday HB20. O preço médio do seguro do modelo de entrada do Onix para o sexo masculino custa atualmente R$ 2.409, contra R$ 2.524, registrado no estudo anterior. Já para o perfil feminino, o valor médio atual é de R$ 2.607 ante R$ 2.265 calculados na cotação do mês anterior. Em fevereiro, todos os veículos listados entre os mais vendidos continuaram os mesmos de janeiro, invertendo apenas algumas posições do ranking, como exemplos os modelos Volkswagen Gol e Polo, que caem do 5º e 7º lugares para ocuparem o 8º e 10º lugares, respectivamente. Já os modelos Fiat Argo e Mobi, sobem no ranking do 8º para o 4º lugar e do 10º para 7º, sucessivamente.

A redução de preço médio no seguro mais expressiva registrada no período para o sexo masculino, fica para o modelo Fiat Argo, que teve um decréscimo de 27,2%, seguido do Volkswagen Polo, com 18,7%. Já para o perfil feminino essa redução se dá apenas para os modelos Fiat Mobi, com tímido 2,9%, seguido do Fiat Argo, com apenas 1,2%.

O melhor custo-benefício

No Relatório Bidu deste mês, o Volkswagen Polo aparece como o veículo que apresenta o melhor custo-benefício, ou seja, a melhor relação entre o preço médio do seguro e o valor de mercado do veículo (price ratio), para ambos os perfis. Para as mulheres, o price ratio é de 5,2% e para os homens é de 4,6%.

Já a relação de menor custo-benefício para ambos os sexos, fica para o Renault Kwid, que registra price-ratio de 8,1% para mulheres e 7,7% para homens.

*Variação por preço de seguro (price ratio) / (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação por preço de seguro (price ratio) / (vermelho: mulheres; azul: homens)

Variação entre as cidades

Neste mês, a cidade de Fortaleza registrou o seguro mais barato entre as capitais estudadas, onde a média geral do preço do seguro dos dez modelos do ranking, para homens e mulheres, ficou em R$ 1.790. Já o Rio de Janeiro, figura novamente com a média geral mais alta, considerando os dois perfis, com cotação de R$ 3.811 – uma diferença de 112,9% em relação ao preço médio cobrado na capital cearense.

*Variação do preço médio do seguro por cidade (vermelho: mulheres; azul: homens)
*Variação do preço médio do seguro por cidade (vermelho: mulheres; azul: homens)

Mais detalhes

Confira abaixo, as tabelas com os dez veículos mais vendidos em fevereiro, de acordo com a Fenabrave, e o valor do seguro para cada modelo nos perfis analisados pela Bidu. As cotações de seguro foram realizadas no dia 6 de março de 2019. Para mais dados e gráficos de análise, confira o relatório completo da Bidu para este mês, assim como edições anteriores.

*Perfil A: mulher de 35 anos, casada, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, e que está contratando o seguro pela primeira vez.
*Perfil A: mulher de 35 anos, casada, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, e que está contratando o seguro pela primeira vez.
*Perfil B: homem de 35 anos, casado, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, e que está contratando o seguro pela primeira vez.
*Perfil B: homem de 35 anos, casado, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, e que está contratando o seguro pela primeira vez.

*Todos os preços dos seguros apresentados são para vigência de um ano. Todas as cotações foram realizadas no dia 6 de março de 2019.

UCS mostra como os corretores podem “virar a chave” 586

Entidade realiza, no próximo 21 de julho, o 4º Trocando Ideias Online, desta vez debatendo as oportunidades em seguro de vida

Com o tema “Virando a chave para o seguro de vida”, a União dos Corretores de Seguros (UCS) promove no próximo dia 21, a partir das 19 horas, a quarta edição do webinário Trocando Ideias Online. Desta feita, segundo o presidente da entidade, Ezaqueu Bueno, a ideia é mostrar para o corretor como sair do lugar comum e diversificar sua carteira com um produto que pode trazer grandes possibilidades de negócios.

“Queremos apresentar ideias práticas de grandes especialistas, para fazer o corretor compreender de uma vez por todas a importância da diversificação e ter com clareza que o ramo Vida é a grande tendência de crescimento do setor”, afirma o presidente. “A pandemia tem contribuído com a conscientização da sociedade, pois nos trouxe mais próximos do medo do luto e do entendimento de que o produto vai além de indenizar a morte. Hoje existem importantes coberturas para serem utilizadas em vida”, frisa.

Participam do debate Julio Santos, gestor Comercial Vida e Previdência da Porto Seguro; e corretores especialistas que se destacam no ramo em vários pontos do país: Claudia Ramazzotti (Marília-SP), Elizeu Dias (Cacoal-RO), Josusmar Sousa (São Paulo-SP) e Rogério Araújo (Belo Horizonte-MG).

Os inscritos irão receber o link do encontro. Basta manifestar interesse pelo e-mail secretaria@uniaodecorretores.com.br ou pelo whatsapp (11) 99921-7549.

Futurologista projeta futuro com redução radical de acidentes nas estradas 650

Estudo prevê zero mortes na estrada até 2040 e diminuição drástica de acidentes nas cidades daqui a 20 anos

Até 2040, o número de acidentes fatais nas estradas será próximo de zero, enquanto os acidentes de trânsito nas cidades sofrerão uma significativa redução. Essas são algumas das previsões que o novo relatório “Mobilidade do futuro”, da Allianz Partners projeta considerando a adoção de veículos autônomos e o surgimento de ruas e rodovias inteligentes. Essa nova realidade transformará a infraestrutura urbana e será capaz de tornar a mobilidade em todo o mundo mais limpa, mais segura e mais eficiente do que nunca. Como parte da série “O mundo em 2040”, encomendada pela Allianz Partners – líder mundial em soluções de assistência e seguro B2B2C – e de autoria do futurólogo de renome internacional Ray Hammond, o estudo antecipa as necessidades das pessoas nas próximas décadas.

Segundo Hammond, existem quatro grandes tendências que estão moldando o futuro dos automóveis e levando os governos a intervir imediatamente: o rápido aumento da poluição do ar urbano; as alterações climáticas; o custo decrescente da geração de energia renovável; e os desenvolvimentos na tecnologia de carros elétricos. Nesta linha, ele elenca as principais tendências que, coletivamente, prometem revolucionar este cenário até 2040:

Avanços na tecnologia e impacto na segurança

Com o avanço da tecnologia, o número de acidentes de trânsito e fatalidades na estrada irá diminuir. A tecnologia “driver-assist”, como freio automático, detecção de pedestres, aviso de colisão, avisos de saída de faixa, detecção de ponto cego e monitoramento de alerta do motorista, ajudará o público em geral a aprender sobre as fases de desenvolvimento da direção autônoma e demonstrará que os veículos autônomos serão realmente muito mais seguros do que carros dirigidos por humanos. Os veículos de carga, como caminhões, serão autônomos, permitindo o controle manual quando um veículo precisar fazer uma viagem rural a uma área que não tiver estradas inteligentes e infraestrutura adequada. Empresas de tecnologia estilo Apple, Google e Uber poderão competir no futuro do transporte com os atuais fabricantes automotivos, já que os carros serão construídos em torno de TI e software.Alterações na propriedade do automóvel e no comportamento do consumidor em mobilidade

A maioria dos habitantes das cidades não terá mais um carro particular, mas se tornará um assinante da mobilidade. Para viagens curtas, os moradores se adaptarão cada vez mais às bicicletas elétricas, patinetes e scooters, fornecidos por empresas de compartilhamento. Dentro de veículos sem motorista, os passageiros poderão usar o tempo de viagem para trabalhar, se divertir, dormir, socializar (local e remotamente), fazer viagens virtuais ou estudar.

Mudanças nos motores dos veículos

Veículos movidos a combustível fóssil irão ceder lugar aos carros elétricos. Os táxis elétricos sem motorista atenderão às necessidades de transporte público, levando os passageiros ao destino por um preço equivalente às tarifas de ônibus atuais.

Necessidade de sistemas de segurança

Será vital que sistemas fortes de segurança cibernética sejam incorporados às redes de tráfego rodoviário, para evitar que veículos e estradas possam ser interrompidos. É provável que, em 2040, os guardas de trânsito sejam substituídos pela segurança cibernética, que se concentrará em manter as estradas e todas as formas de transporte automotivo protegidas contra interferências criminosas.
Claudius Leibfritz, CEO da Allianz Automotive e membro do Conselho de Administração da Allianz Partners, reconhece que diferentes desenvolvimentos na sociedade, negócios e tecnologia estão provocando mudança no cenário da mobilidade. “Este relatório destaca o impacto que o aumento da urbanização, as preocupações ambientais, a tecnologia, os padrões de mudança na propriedade de carros e o comportamento do motorista terão a longo prazo na indústria automotiva. Para as seguradoras, isso significa uma mudança de paradigma – mas algo encorajador, levando a um futuro em que a mobilidade será mais limpa, mais segura e mais eficiente. Na Allianz Automotive, apoiamos ativamente essa evolução, oferecendo novos produtos e soluções de serviços para o ecossistema de mobilidade emergente. Conectado, Autônomo, Compartilhado, Elétrico (CASE) são as novas bases para o setor, e estamos continuamente desenvolvendo soluções para estreitar a relação com as montadoras e parceiros”, destaca o executivo.

“Enquanto os motoristas estão se tornando assinantes da mobilidade e não proprietários de carros, a Allianz Automotive não está apenas oferecendo produtos tradicionais, mas também ampliamos o portfólio para soluções inovadoras. Já estamos trabalhando intensamente em novos desenvolvimentos, como a crescente demanda por serviços para frotas. Além disso, embora a tecnologia cada vez mais sofisticada dos veículos autônomos diminua a frequência e a gravidade dos acidentes, a segurança cibernética e o seguro cibernético se tornarão mais importantes do que nunca. As informações desse relatório são inestimáveis, pois projetam as possíveis necessidades futuras de nossos clientes, para nos permitir continuar a planejar estrategicamente o futuro de nossos negócios”, analisa Leibfritz. O relatório completo “Mobilidade do futuro” está disponível para leitura aqui: https://www.allianz-partners.com/en_US/press-and-media/reports/mobility-of-the-future.html

Atuária Brasil recebe dois novos sócios 955

Danielle Wilk e Vinicius Rymsza integram o quadro societário ao lado de Eder Oliveira e Luiz Ernesto Both

Referência para os setores em que atua, a Atuária Brasil anunciou que está recebendo dois novos sócios. A atuária Danielle Wilk e o administrador Vinicius Rymsza passam a integrar o quadro societário ao lado de Eder Oliveira e Luiz Ernesto Both.

Eder Oliveira

Eder Oliveira ressalta que tanto eles quanto os colaboradores estão otimistas e vibrantes com a soma de talentos. “Ambos já eram amigos antigos, profissionais de alguns anos de atuação junto ao mercado de seguros e previdência, reconhecidos pelo trabalho sério, dedicado e profissional que sempre entregaram por onde passaram e, frente a parceria efetivada em alguns trabalhos realizados em conjunto, surgiu a oportunidade”, conta.

Luiz Ernesto Both

A expectativa é de que a ampliação do quadro societário traga ainda mais benefícios aos negócios da empresa. “Em meio a caminhada dos 16 anos que passa a Atuária Brasil, o objetivo é de crescimento profissional, dando um passo à frente em termos de formato de gestão de processos, modernidade, ampliação do portfólio de negócios e novas frentes de atuação, com produtos inovadores a serem oferecidos ao mercado”, destaca Luiz Ernesto Both. “Buscamos este crescimento passo a passo, degrau a degrau, conforme é de nossa característica, sem perder o ambiente familiar, horizontal e de elevado nível de respeito e relacionamento entre todos na empresa”, acrescenta.

Conheça Danielle Wilk e Vinicius Rymsza, os novos sócios da Atuária Brasil

A atuária Danielle Wilk construiu sua carreira profissional no mercado segurador gaúcho. Desde o seu início no ano de 2003, conta com passagens importantes pelo Grupo MBM, Invest e Previsul Seguradora. No ano passado, fundou a Fator Atuarial junto com Vinicius, empresa em que ambos atuaram até o momento da efetivação da sociedade na Atuária Brasil. “Me sinto honrada em estar lado a lado com dois atuários tidos como exemplo e referência para nossa profissão em nível nacional. Eder e Both são mentores na minha carreira como Atuária e a expectativa em fazer parte do time de sócios da Atuária Brasil não poderia ser melhor ou mais motivadora”, comenta.

Vinicius Rymsza também conta com 17 anos de atuação profissional no segmento, com importantes e duradouras contribuições ao Grupo MBM e a Sabemi Seguradora. “O sentimento é um misto de orgulho e de muita expectativa. Os planos para o futuro da Atuária Brasil são muito interessantes e desafiadores, o que sem dúvida me deixa extremamente motivado”, relata sobre a nova fase.

Ainda em 2020, a expectativa dos sócios para alcançar bons resultados é alta. “Temos grandes desafios para implementar, alguns com resultados previstos ainda para este ano e, em conjunto com o time de colaboradores e demais sócios, já conhecidos pela alta qualidade técnica e comprometimento, já começamos a trabalhar para atingi-los”, afirma Danielle. “Já estamos trabalhando com intensidade nos objetivos que se apresentam nesta nova fase da empresa, e os frutos deste trabalho devem ser percebidos ainda este ano. Em que pese o tamanho do desafio, o quadro de gestores é excelente e a equipe de colaboradores é fantástica, muito competente e comprometida, e isso certamente irá facilitar muito o atingimento das nossas metas para 2020”, complementa Vinicius.

O time de sócios, Eder Oliveira, Luiz Ernesto Both, Danielle Wilk e Vinicius Rymsza, revelam que, para 2021, a empresa definiu um novo segmento de atuação, que por enquanto ainda permanecerá em segredo. E, para iniciar forte quando lançar a novidade ao mercado, o grupo está estudando e se aprimorando em relação a esta decisão.

“O ser humano sempre vai estar no centro do desenvolvimento do amanhã”, argumenta César Saut 1895

Vice-presidente da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros e Previdência participou de webinário promovido pelo CVG RS

Uma famosa frase da economista Minouche Shafik defende que “no passado, os empregos dependiam dos músculos, agora dependem do cérebro, mas no futuro eles vão depender do coração”. E foi exatamente sobre propósitos verdadeiros do mercado de seguros que o vice-presidente da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros e Previdência, César Saut, reforçou sua fala no primeiro webinário do CVG RS.

Operadores do mercado de seguros acompanharam o primeiro Webinário promovido pelo CVG RS.

Para o executivo, que conta com 30 anos de mercado de seguros, há muita importância na missão de proteger pessoas que o setor exerce através dos seus produtos. “De uma maneira geral eu sou positivo em relação amanhã porque eu avalio insistentemente a proposta de valor de nosso produto e de nossos serviços, respeitando as pessoas, a família e a sociedade”, explicou.

Saut ressaltou que o segmento de seguros encontrará, no futuro, pessoas com maior consciência sobre se proteger e poupar e que esse fator auxiliará no crescimento do mercado. “Teremos uma sociedade mais lúcida em relação a isso. Antes tínhamos que fazer um esforço monstruoso para dizer às pessoas que seguro de vida é importante, mas agora fica mais fácil porque as pessoas estão vendo todos os dias na mídia que a vida é finita”, comentou.

Com pandemia ou sem pandemia, a realidade é que a sociedade evolui a cada dia que passa e o consumidor elenca novas exigências. “[Isso] vai tornando o que se considerava desejável, imprescindível”, destacou. “No entanto, por mais que o mundo seja mais digital, pessoas criam mercado e produtos. O ser humano sempre vai estar no centro do desenvolvimento do amanhã”, acrescentou.

Em 2019, a Icatu Seguros investiu R$ 116 milhões em tecnologia. “A inovação é sempre certa, só não sabíamos o momento exato, e ele finalmente chegou. Antecipamos o investimento e, junto da área de tecnologia, adiantamos os prazos. Aquilo que tinha que ser entregue em 2022, pedimos para o mês que vem”, exemplificou.

Susep esclarece que especulações de desvios para o exterior não tem fundamento 1441

IstoÉ publicou texto em que acusa a autarquia de tentar desviar R$ 10 bilhões

A revista IstoÉ publicou na semana passada um texto, assinado por Germano Oliveira, em que afirma que a Susep teria tentado desviar R$ 10 bilhões para o exterior. “Nos bastidores de Brasília, informa-se que a Superintendência de Seguros Privados (Susep), por alguma razão escusa, deseja, desde o ano passado, permitir a evasão de R$ 10 bilhões para resseguradores no exterior, e isso mesmo quando crise nenhuma estava no radar”, destaca o texto.

A Susep, por meio de nota de esclarecimento, pontua que as especulações não tem qualquer fundamento. “A autarquia esclarece que essas informações não são verdadeiras e lamenta que o leitor seja induzido a pensar que uma autarquia pública federal estivesse atuando de forma irregular, quando na verdade o que se tem é uma discussão institucional dentro do grupo IMK (Iniciativas do Mercado de Capitais)”, diz o comunicado. “Dentre os projetos do IMK para o ano de 2020, do qual a Susep é apenas um dos membros, encontra-se a discussão de transformação do Brasil em hub internacional de Resseguros, o que poderia ser alcançado por meio de alteração na estrutura de tributação dos nossos resseguradores locais e o fim do direito de preferência destes que, hoje, é em grande parte justificado pelas diferenças tributárias entre o Brasil e outros países”, explica.

Abaixo a nota de esclarecimento da Susep na íntegra:

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) esclarece que não têm qualquer fundamento as especulações na imprensa associando a autarquia a qualquer medida de incentivo à saída de capital do país, como consta em nota recente publicada na revista Isto é.

A autarquia esclarece que essas informações não são verdadeiras e lamenta que o leitor seja induzido a pensar que uma autarquia pública federal estivesse atuando de forma irregular, quando na verdade o que se tem é uma discussão institucional dentro do grupo IMK (Iniciativas do Mercado de Capitais), instituído pelo Ministério da Economia, cujos membros são a Secretaria Especial de Fazenda, a Secretaria de Política Econômica, a Secretaria da Receita Federal, a Secretaria do Tesouro Nacional, o Banco Central do Brasil, Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e, pelo setor privado, entre outras instituições, a Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a Associação Nacional das Resseguradoras Locais (AN-Re) e a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Dentre os projetos do IMK para o ano de 2020, do qual a Susep é apenas um dos membros, encontra-se a discussão de transformação do Brasil em hub internacional de Resseguros, o que poderia ser alcançado por meio de alteração na estrutura de tributação dos nossos resseguradores locais e o fim do direito de preferência destes que, hoje, é em grande parte justificado pelas diferenças tributárias entre o Brasil e outros países.

Além de avaliar as barreiras para uma maior competição no mercado de Resseguros local, o grupo técnico formado para este tema específico tem como objetivo analisar eventuais entraves regulatórios e tributários que dificultariam uma maior competitividade dos resseguradores locais em operações realizadas no exterior – operação conhecida como exportação de Resseguro.

Busca-se, dessa forma, promover uma maior harmonização entre regulamentação local e as regras internacionais, com a finalidade de estimular uma concorrência saudável no mercado de Resseguros brasileiro e de criar condições mais favoráveis para a internacionalização das empresas locais.

Em nenhum momento a Susep atuou de forma diferente no IMK ou em qualquer outro fórum institucional. Sempre nos posicionamos em prol do direito do consumidor e da concorrência leal nos diversos mercados. A transparência dos debates realizados é uma constante na atuação da instituição. Todas as normas propostas são submetidas à consulta pública e, durante o período da pandemia, foi instituída também uma rotina de webinários como forma adicional de debate com os diversos agentes envolvidos.

Apesar do ocorrido, a Susep segue acreditando que princípios como a Transparência, Boa-fé e Concorrência são a mola mestra para o desenvolvimento do setor de Seguros e Resseguros no Brasil. Estaremos sempre a serviço do crescimento do nosso setor no Brasil e da proteção do consumidor.