A importância do respeito à diversidade no mercado segurador 805

Tema foi debatido durante o 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro

O respeito às diferenças de gênero, raça, religião e idade é atitude vital para a sustentabilidade do mercado de seguros. Este posicionamento foi consensual entre os participantes do painel técnico “Diversidade em Ação”, coordenado pela presidente da Associação das Mulheres do Mercado de Seguro (AMMS), Margo Black. Além de tratar dos  desafios relacionados à participação feminina no setor, o painel abordou a realidade vivida por pessoas transgênero, gays, negras, jovens e idosas nas companhias seguradoras e resseguradoras.

A situação das mulheres foi apresentada pela diretora de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros, Maria Helena Monteiro, com base na última pesquisa sobre a presença feminina no setor. Uma das facetas da desigualdade de tratamento que ainda persiste no mercado é a salarial, ela assinalou, observando que, na média, a remuneração das mulheres corresponde a 70% da percebida pelos homens – desigualdade atribuída por ela a fatores como a responsabilidade por serviços domésticos e os cuidados com filhos e idosos.

Na pesquisa, realizada em 2015 com a Comissão de Recursos Humanos na CNseg, Maria Helena destacou também as diferenças na ascensão profissional. Embora as mulheres sejam maioria na base da pirâmide do setor, somente 1,4% delas conseguem chegar aos cargos executivos, alcançados por 4,7% dos homens. “Um homem tem três vezes e meia de chances a mais de tornar-se executivo”, lamentou, para acrescentar que, nos postos de gerência, os homens têm o dobro das oportunidades proporcionadas às mulheres.

Apesare do consenso a respeito das desigualdades homem—mulher, os participantes do painel concordaram que a situação vem mudando no mercado, por iniciativa de entidades do setor, empresas e mobilizações femininas. Conselheira da AMMS, Ana Carolina Mello reportou as atividades da associação, ressaltou o apoio recebido por várias companhias e disse que os sinais de combate às desigualdades são animadores. “É uma percepção bem forte a de que grandes seguradoras e resseguradoras estão trabalhando para mudar essa situação”, afirmou.

Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes também salientou os esforços da Confederação e do setor para promover a igualdade de tratamento entre homens e mulheres. Nosso setor tem o dever de ser o reflexo da sociedade. A diversidade está no DNA do mundo segurador“, declarou, lembrando que a entidade possui o Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão, vinculado à Superintendência de Relações de Consumo e incumbido de realizar o Censo de Diversidade do Mercado Segurador.

As outras frentes de combate à desigualdade de tratamento no dia a dia das empresas foram abordadas em depoimentos de profissionais do setor. A professora da Escola Nacional de Seguros Flavia Bianco deu seu testemunho como pessoa transgênero, chamando a atenção para problemas como a falta de reconhecimento de méritos. “O fato de eu ser transgênero não me limita em minhas possibilidades profissionais”, afirmou. Juliana Pelegrín relatou problemas enfrentados por ser gay, queixando-se de que ainda há muita discriminação no mercado”.

Para a superintendente de Comunicação Solange Guimarães, que contou experiências como mulher negra no setor, o enfrentamento das desigualdades e discriminações é fundamental para o desenvolvimento sustentável do mercado segurador. “A empresa que não tem olhar para a diversidade não tem olhar para o futuro”, alertou Solange.

Os problemas vividos pelas jovens no setor foram tema do depoimento de Maria Luiza Cabral, há quatro anos no mercado. Ela leu depoimentos de amigas com denúncias de assédio sexual sofrido em empresas nas quais trabalharam. “É muito importante ter a quem recorrer dentro das empresas”, defendeu Maria Luísa, para quem as companhias devem dar mais atenção ao problema. Em nome das pessoas mais velhas, o testemunho foi de Judith Newsam, que atua no país há duas décadas, depois de 16 anos no mercado de Londres. “Tudo o que foi falado aqui nunca poderia ter sido falado na época em que comecei”, disse, reconhecendo o avanço do debate sobre diversidade do setor de seguro e resseguro.

Dicas para destacar a sua empresa no ambiente digital 420

Segundo pesquisa, as compras online devem gerar faturamento de R$ 90,7 bilhões em 2020, com crescimento de 21% em relação ao ano passado

O crescimento do comércio eletrônico já era uma tendência e uma crescente no mercado de vendas, nacional e internacional. A partir do fechamento obrigatório de estabelecimentos de comércio e serviços não essenciais como medida de combate a pandemia do novo Covid-19, comprar online tornou-se uma forma de continuar fazendo compras, desde supermercados, até roupas, eletrônicos e outros artigos.

Neste cenário, para muitos lojistas, vender pela internet se tornou a melhor (e em alguns casos a única) opção para continuar realizando seus negócios. Muitos empresários estão criando a sua loja virtual ou entrando em marketplaces – plataformas online mediada por uma empresa em que vários fornecedores se inscrevem e vendem seus produtos.

No Brasil, diversos marketplaces ganharam força nos últimos anos – e com a pandemia ainda mais relevância. Entre os principais podemos citar o Mercado Livre, Amazon, B2W, Magazine Luiza, Ricardo Eletro, Carrefour, entre outros. Se no mundo das vendas online, o marketplace é um shopping virtual, é bem interessante para o lojista estar inserido no canal de vendas para aumentar seu faturamento, conseguindo maior visibilidade e consequentemente, novos clientes.

De acordo com Sidney Zynger, especialista em comércio eletrônico e diretor de marketing do Bling (https://www.bling.com.br/) – sistema de gestão empresarial online para micro e pequenas empresas – as empresas que querem sobreviver na oscilação atual do mercado precisam investir em tecnologia e nas vendas online como questão de sobrevivência. O comportamento do consumidor também está mudando, mostrando maior interesse nas compras pela internet, e cada vez mais, as empresas percebem que depender somente de vendas na loja física pode ser um limitador, e vender em outros canais, como loja virtual e marketplace é uma forma viável de manter a operação viva e saudável financeiramente.

Segundo Zynger, é necessário apostar em ferramentas que auxiliem o lojista nesse novo momento. “Para empresas que querem começar a vender online, uma dica é apostar em marketplaces e ter a tecnologia como aliada. Já existem muitas ferramentas que auxiliam os empreendedores, como por exemplo, os sistemas de gestão, e temos uma variedade de canais de vendas. Apostar nessas soluções agrega valor para a empresa, que começa a traçar novos nichos de mercado.” comenta.

Confira algumas dicas para começar a vender em marketplaces:

1. Faça descrições completas dos produtos

Quanto mais informações – e apresentadas de forma clara – a descrição do seu produto tiver, maiores as chances de conversão.

2. Use fotos que se destaquem em meio à concorrência

Boas fotos do produto, além de chamar a atenção do consumidor, ajudam a eliminar dúvidas sobre os produtos e passam mais confiança.

3. Escolha a plataforma mais adequada para seu negócio

Saiba o diferencial de cada plataforma, para entender qual é a melhor opção para o seu negócio.

4. Faça seu cadastro como um parceiro no Marketplace

Ao fazer o seu cadastro em um marketplace, não deixe de selecionar a opção de parceiro para começar a vender os seus produtos.

5. Cadastre e venda seus produtos

Com os produtos devidamente cadastrados na plataforma, você poderá vendê-los com muita praticidade.

6. Não se esqueça de ter presença de marca

Um dos pontos apresentados como negativos do marketplace é a predominância da plataforma sobre o visual da marca. No entanto, é possível colocar a marca da sua loja em seus produtos, criando um vínculo entre sua empresa e o consumidor.

7. Cuide da logística e fique de olho nos prazos de entrega

A logística é um fator determinante para quem deseja oferecer um bom serviço. Afinal, é necessário respeitar os prazos de entrega para não sofrer punições ou uma má reputação.

8. Fique atento ao gerenciamento de contas do negócio

Apesar do marketplace trazer diversas funcionalidades e a possibilidade de automação de alguns processos, isso não significa que você não precisa ter um pouco de atenção. Também fique de olho na taxa de comissionamento para não ter surpresas após começar as vendas.

CVG destaca as oportunidades do ramo vida 418

Em nova edição, revista da entidade traz informações sobre seguro e ações realizadas durante a pandemia

Dois momentos dos seguros de pessoas foram abordados na nova edição da revista CVG Notícias. Antes da pandemia de coronavírus, o CVG-SP debateu, em março, as oportunidades dos planos de previdência e do seguro de vida com a participação de um time de especialistas. A matéria de capa desta edição traz os detalhes do evento, revelando a evolução do ramo, que passou a atender à crescente demanda com a oferta de produtos sofisticados.

Outro momento do seguro de vida, após a declaração de pandemia, também é tratado pela revista, em especial na matéria sobre o webinar promovido pelo CVG-SP, no final de abril, com a participação da diretoria executiva. Uma das conclusões do evento é que a pandemia está mudando a percepção da população em relação ao seguro de vida. De acordo com os palestrantes, na contramão de outros ramos, a contratação do seguro de vida está avançando.

Outro assunto da revista relacionado à pandemia é o lançamento da nova série de vídeos Pílulas de Vida. Os vídeos curtos da série, que integram o acervo da TV CVG, contam com as orientações e dicas de diversos especialistas para os profissionais aumentarem seus negócios. Já na seção Análise, o leitor poderá se informar sobre as perspectivas econômicas a partir da previsão de economistas entrevistados.

Na seção Especial, a CVG Notícias fez questão de exaltar o gesto de solidariedade das seguradoras do ramo vida que divulgaram a decisão de indenizar as mortes provocadas pelo Covid-19 em seus contratos vigentes, apesar de a pandemia ser um risco excluído. A matéria traz o depoimento de algumas dessas seguradoras.

Para ler a revista ou baixar o arquivo, clique aqui

Seguros Sura traz seguro sob demanda 100% digital 428

Modalidade de contratação inédita no país visa atender o novo comportamento do consumidor 

Em meio à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, a Seguros Sura, uma das maiores seguradoras da América Latina, acelerou o desenvolvimento de um modelo de negócio inédito no Brasil: o seguro sob demanda.

Mesmo antes da pandemia, a Sura já vinha estudando o comportamento do consumidor brasileiro. Buscando formas de oferecer a melhor experiência para um novo perfil de clientes, a seguradora traz para o mercado um modelo de negócios inovador que oferece ao consumidor a possibilidade de comprar e fazer a gestão do produto de seguro a qualquer momento, de forma digital e flexível e pelo tempo que precisar, por meio de canais de distribuição como instituições financeiras, bancos, empresas de varejo e plataformas digitais.

Para viabilizar este modelo e disponibilizá-lo para o mercado brasileiro, a SURA firmou uma parceria exclusiva com a Trov, empresa líder em tecnologia para o mercado de seguros e que tem expertise global em plataforma de seguros sob demanda. “Encontramos na Trov a expertise necessária e especializada para oferecer uma experiência diferenciada para o consumidor, com plataforma flexível, de fácil navegação e integração, que nos permite pensar na escalabilidade do negócio”, comenta Thomas Batt, CEO da Seguros Sura.

Outro ponto identificado pela Sura em pesquisas e observação do mercado, é que alguns consumidores de seguros têm a percepção de que a contratação convencional faz com que paguem por períodos que não necessitam. O seguro sob demanda atende exatamente a essa questão, pois permite a aquisição de uma cobertura temporária, contratada por um período que o cliente precisar, mais flexível e transparente para o consumidor. “Estamos trazendo para o mercado soluções que visam atender as necessidades de Mobilidade e Conectividade em que o cliente define o produto, as coberturas e limites que melhor atendam às suas necessidades, e faz tudo de maneira 100% digital. Além disso, a plataforma permitirá o cliente passar pela experiência e conveniência de fazer o processo de sinistro digital.”, explica Marcelo Biasoli, Diretor de Estratégia Corporativa e Marketing da Seguros Sura.

O formato de comercialização projetado pela Sura é inédito no Brasil. A contratação do seguro sob demanda poderá ser feita por meio de canais de distribuição, a partir de parcerias com instituições que sejam relevantes em seu mercado de atuação e possuam modelos de negócios escaláveis, como instituições financeiras, bancos digitais, plataformas digitais, empresas de varejo e segmento de utilities, como telefonia, por exemplo. “Acreditamos neste modelo de distribuição pela experiência que temos na gestão destes canais e pela agilidade que trará para que o produto chegue ao consumidor, por meios que ele já está habituado a utilizar, com flexibilidade e conveniência. É uma proposta de valor diferenciada para os canais de distribuição”, comenta Cristiano Saab, VP de Vendas, Canais e Subscrição da Seguros Sura.

O modelo traz vantagens para os parceiros que têm oportunidade de ampliação de seus negócios e suas receitas. Uma startup de entregas, por exemplo, pode passar a oferecer seguro sob demanda para equipamentos eletrônicos, para uma bicicleta, para diversos itens de acordo com o que for mais estratégico para o negócio. “Como a Sura já tem expertise no desenvolvimento de soluções focadas em pessoas e empresas, a escolha do produto a ser segurado vai depender dos parceiros de negócio e das necessidades de seus clientes”, explica Cristiano.

A Sura acredita que o seguro sob demanda impulsionará o desenvolvimento do mercado securitário no país. “Esse novo modelo vai atrair novos consumidores de seguros e contribuirá com o aumento da participação de seguros no PIB do Brasil, que hoje está no patamar de 4%. Além disso, gera oportunidade de negócios para o desenvolvimento do mercado”, afirma Biasoli.

“Nós estamos genuinamente animados com a parceria da tecnologia de seguros sob demanda da Trov com a Sura, empresa com sucesso comprovado no setor de seguros, a fim de atender as necessidades crescentes deste mercado, no Brasil. Juntos, esperamos lançar muitas inovações em seguros na América Latina”, diz Scott Walchek, CEO da Trov.

A Sura espera fechar parcerias com pelo menos três canais de distribuição nos próximos doze meses e quer atingir um mercado que ainda não consome seguros no Brasil e que está mudando seu perfil de consumo.

Unisincor discute proteção do seguro para risco ambiental 428

Evento online contou com a participação da Conhecer Seguros

A Universidade Corporativa Sincor (Unisincor) e a Conhecer Seguros promoveram webinar para abordar o seguro ambiental no Brasil, ramo ainda pouco explorado. O tema foi debatido pelos especialistas Walter Polido, Fábio Barreto e Nathália Gallinari.

Na abertura do encontro, Polido fez uma retrospectiva histórica do ramo, apresentando os modelos internacionais, seu desenvolvimento no Brasil e os diversos movimentos que buscam tornar o seguro ambiental obrigatório. Sobre este último tópico, o especialista ressaltou sua posição contrária à obrigatoriedade. “Muitos falam a favor de tornar o seguro ambiental obrigatório, mas sabemos que determinados riscos não são aceitos pelas seguradoras, ainda mais em um País cheio de desigualdades e com diversas situações preexistentes corriqueiras”.

Polido deu como exemplo o modelo adotado pela Europa, que colocou como obrigatória a apresentação de alguma garantia, entre elas, o seguro. “Esse é o modelo mais moderno e democrático, já que traz um caráter opcional. Observamos que, toda vez que ocorre um sinistro no Brasil, surgem novos projetos de lei para tornar o seguro obrigatório, mas da mesma maneira que eles surgem, acabam morrendo. Isso porque não apresentam uma discussão madura, ouvindo as partes, principalmente as seguradoras, que são as tomadoras dos riscos”, apontou. Por fim, Polido lembrou da importância de o corretor de seguros analisar as situações e apresentar propostas de solução para os riscos ambientais dos seus clientes, sendo este o papel central da sua atividade.

Falando sobre as coberturas do seguro ambiental, Barreto dividiu em três pilares: o segurado, as reclamações relacionadas a terceiros e a compensação dos danos. O professor da Unisincor também exemplificou clientes em potencial, como indústrias, shoppings centers e empresas focadas em gerenciamento de resíduos. “O ramo é complexo e técnico para se trabalhar, não abre margem para erro ou aventura. Os sinistros não acontecem corriqueiramente, mas quando surgem, trazem como característica principal a severidade”, destacou Barreto.

Pensando no corretor de seguros, Barreto reforçou a parceria das seguradoras em auxiliar no momento da oferta ao cliente em potencial. “O seguro ambiental não é fácil de ser vendido, isso porque o segurado não enxerga sua exposição ao risco. Por isso, como segurador posso dizer que ajudamos o corretor nessa abordagem de vendas, para materializar o dano e tornar os riscos mais perceptíveis ao cliente”.

Já a especialista Nathália Gallinari abordou questões de infraestrutura, exemplificando riscos mais tratados pelas companhias. “Podemos falar sobre escavações, pavimentações e obras em geral que podem gerar poluição atmosférica, assoreamento de rios, liberação de produtos tóxicos no ambiente, cujo processo de descontaminação é bastante complexo”.

Nathália também mencionou as modalidades de produtos e setores com alta na demanda pelo seguro. “Em geral, existe uma flexibilidade para estabelecer apólices de acordo com a realidade do segurado. Em relação ao crescimento na procura, o segmento que mais tem contratado é o setor energético, como também portos, tanto na construção de novos como em dragagens”.

O tema da live “O Seguro Ambiental como Instrumento de Garantia Econômica” será ofertado, em breve, no formato de curso online pela Unisincor.

Pandemia intensifica a transformação digital 465

Empresas iniciam projetos de ecommerce, meios de pagamento e modelagem de crédito com inteligência artificial em tempo record como saída para a crise

A pandemia do Covid-19 modificou totalmente o cenário no varejo brasileiro e vai exigir rápida adaptação com soluções que não serão usadas apenas durante a crise. Elas virão para ficar. O uso de novas tecnologias, como Inteligência Artificial e Machine Learning, tendem a se intensificar, com o intuito de impulsionar vendas pelos canais digitais.

“Uma das frases que mais tenho escutado no setor é que as últimas seis semanas têm sido equivalentes a seis meses do período anterior à pandemia. Isto mostra que existe um nível de aceleração no uso da tecnologia a favor do varejo ou a favor do público consumidor que nunca foi tão intenso”, aponta Rodrigo Cunha, diretor de Novos Negócios da Neurotech.

Para Edrei Costa, Diretor Comercial da Conductor, a jornada digital ganhou prioridade em linhas gerais. Segundo ele, um dos indícios deste fenômeno foi uma aceleração incrível na ativação de aplicativos por parte de clientes que possuem cartões private label. A explicação é que através deste instrumento o cliente conseguiu acesso a toda uma gama de serviços que permitem a ele fazer de forma digital tudo o que faria indo até as lojas.

Costa contou ainda que a própria Conductor adiantou o lançamento de um produto em parceria com a Neurotech justamente porque identificou a necessidade de responder imediatamente a essa demanda por serviços digitais por parte dos clientes. Trata-se de um robô inteligente de atendimento associado ao WhatsApp que interage em toda a jornada do consumidor, fazendo todas as perguntas, respondendo de forma automática, ´pedindo documentos, submetendo dados aos motores no final do processo até chegar ao final, se o cliente for aprovado, liberando o cartão ou a conta digital. “O lançamento dessa ferramenta não estava previsto para esse ano”, disse.

A Fort Brasil também acelerou seus processos de transformação digital como resposta rápida à pandemia. Segundo Juliana Freitas, fundadora da empresa, em apenas 3 dias foi desenvolvido um novo modelo de crédito internamente, para ajustar o sistema às necessidades do momento.

A crise econômica que assola o país desde que achegada da pandemia do Covid-19 tem acelerado a transformação digital do setor, visto que o isolamento social, exigido por questões de segurança e saúde públicas, levou o consumidor a dar mais preferência pelas plataformas online na hora de consumir bens e serviços. “No começo da pandemia, nós vimos os volumes de crédito desabarem de uma hora para a outra. Mas conforme o passar dos dias, de uma forma surpreendente, notamos que aos poucos o volume normal foi sendo retomado sem a mudança do status do isolamento. Isto deixou claro que o varejo estava se adaptando com cada um buscando o seu melhor formato”, destaca Cunha.

Segundo ele, a pandemia realmente deixará como legado um predomínio dos formatos digitais. Neste novo momento o varejo físico não vai desaparecer, mas será explorado muito mais para gerar experiência às pessoas. “Nas lojas os clientes poderão tocar no produto e ter uma relação mais intima, porém o fechamento da compra será feita online. O novo normal vai tornar comum o uso de bots para fomentar a compra de forma digital, mesmo que o consumidor esteja dentro da loja física”, finalizou.