‘Vida é o ramo que mais irá crescer pelos próximos 20 anos’, traça Nilton Molina 1395

'Vida é o ramo que mais irá crescer pelos próximos 20 anos', traça Nilton Molina

Presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon também destacou importância de uma reforma estrutural no sistema previdenciário brasileiro

Nilton Molina é um dos grandes nomes do Seguro de Vida e Previdência no Brasil / Foto: Antranik Photos
Nilton Molina é um dos grandes nomes do Seguro de Vida e Previdência no Brasil / Foto: Antranik Photos

Nilton Molina, um dos maiores especialistas em seguros de Vida e Previdência no Brasil, participou de almoço promovido pelo Clube Vida em Grupo de São Paulo (CVG-SP), na última quinta-feira (11), na capital paulista. Tudo aconteceu no Terraço Itália, onde os participantes desfrutaram de uma das mais belas vistas da cidade de São Paulo.

Durante o encontro, Molina fundamentou a estruturação dos setores público e privado de previdência Outro ponto de destaque pelo especialista é a transformação da estimativa de vida do brasileiro, além de questões sobre longevidade. Outra abordagem de Nilton Molina foi sobre a tipificação de riscos ao longo da vida. O especialista elenca a vasta população brasileira como um grande ativo para o País. “O PIB per capta mensal do brasileiro é R$ 2.809 (a divisão da população pelo PIB), isso mede a riqueza das pessoas. O salário médio do brasileiro, tem a ver na veia, com a previdência, é a fortuna de R$ 2.270. Olhando para baixo da pirâmide social, quando se fala em previdência, falamos desse valor médio. A média mensal de empregados qualificados é R$ 4.750 reais, já na indústria, o valor médio é de R$ 2.600, entre os pouco qualificados o valor é de R$ 1.440. Isso justifica a necessidade da reforma, não faz sentido que brasileiros tenham R$ 30 ou R$ 50 mil reais de aposentadoria do Estado. Essa disparidade entre salários maiores e menores é Robin Hood ao contrário”, justifica.

Reprodução
Reprodução

Nilton Molina ainda lembrou que o Brasil já atravessou diversas reformas previdenciárias ao longo dos últimos governos. “Outro ponto importante é a relação do percentual do PIB gasto com o pagamento dos 35 milhões de beneficiários, que recebem uma média de R$ 1.371,43. A receita do Regime Geral de Previdência Social é de R$ 390 bilhões, com despesas de R$ 576 bilhões, o que gera um déficit de R$ 186 milhões. Isso representa um custo de 8,21% sobre o PIB. Já os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) custaram 1,75% ao PIB (engloba 1.053.972 beneficiários, com média de R$ 9.725,00 mensais). São os aposentados, pensionistas e funcionários da esfera federal, com uma receita de R$ 37 bilhões, despesa de R$ 123 bilhões e um déficit de R$ 86 milhões. O dramático não é nem a média. São as discrepâncias geradas pela política”, classifica.

“A desinformação chegou ao ponto que os aposentados são contra a reforma que irá garantir o pagamento dos benefícios. É preciso demonstrar a necessidade de fazê-la”, apresenta Nilton Molina.

Os gastos de quase 12% do PIB com previdência são um dos mais altos entre os países considerados jovens. “A atual reforma proposta pelo governo prevê aumento das idades de aposentadoria: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Outra base de sustentação do projeto é o aumento para 20 anos de contribuição para alcançar diretos, além da volta do fator previdenciário para cálculo dos benefícios. As medidas visam uma diminuição do déficit em curto prazo, para futura estabilização. Em 10 anos, o projeto estabiliza o custo dos sistemas em 10% sobre PIB. Esse valor é muito alto para um país ainda considerado jovem”, analisa.

Molina ainda lembra que existem dois tipos de reforma. A paramétrica, que está no Congresso Nacional, e a estruturante, que cria um novo sistema – o que seria ideal, na visão do especialista. “A atual proposta mantém privilégios entre trabalhadores privados e públicos e também não tem uma visão clara das questões sociais dos mais pobres”, reitera. “Uma reforma estruturante cria um novo sistema para os novos trabalhadores”, disse Molina ao apresentar um modelo alternativo, desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e baseada em quatro pilares: “renda básica, regime de repartição entre empregado e empregador, capitalização (opcional) com aproveitamento de parte do FGTS e ainda na previdência complementar”, classificou.

Reprodução
Reprodução

“Existe um artigo na atual PEC que enseja a discussão a cerca do regime de capitalização, mas isso em momento futuro”, conta o especialista que também faz parte da diretoria da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Na visão de Nilton Molina teria sido melhor começar pela reforma que impacta os jovens, os novos trabalhadores, ou seja, a reforma estruturante. “O caixa do Estado Brasileiro não permitiu que assim fosse”, lamenta.

“Um programa como o proposto pela FIPE visa diminuir o custo sobre folha dos 32% atuais para 10%, criando condições do aumento dos empregos formais. Outro ponto é que esse projeto quer tratar todos os brasileiros de forma igual perante os sistemas previdenciários mantidos pelo Estado, sem privilégios. Com isso, o custo do sistema em regime será de mais ou menos 4% sobre o PIB, em comparação aos atuais 12%”, projeta Nilton Molina. Na visão do segurador, a discussão sobre a reforma promove a cultura previdenciária e evidencia a inviabilidade da manutenção de privilégios financiados pela sociedade, além de provocar o aumento da poupança individual. “Outro ponto relevante é que ela diminui os custos das empresas sobre folha e, principalmente, estimula os brasileiros com renda superior à média (R$ 2.270,00) a entenderem que dependerão das próprias poupanças para a manutenção da segurança previdenciária de si mesmo e de suas famílias”, prossegue.

Um bom exemplo, citado pelo especialista, trata-se do regime complementar de previdência do Estado de São Paulo, a SP-PrevCom, que conta com gestão da Mongeral Aegon. “O Brasil errou tanto em Previdência que a aplicação de ambas as reformas demoraria 50 anos para que se atinja esse valor de 4% do PIB (tal qual é em países como Chile e Coreia do Sul, por exemplo)”, evidenciou.

Nilton Molina recebeu homenagem de Silas Kasahaya, presidente do CVG-SP / Foto: Antranik Photos
Nilton Molina recebeu homenagem de Silas Kasahaya, presidente do CVG-SP / Foto: Antranik Photos

Molina abordou mais os impactos e efeitos externos que estão centrados sob a reforma da previdência. “Isso também diz respeito ao Seguro de Vida. Se tem algo que vai crescer no Brasil é esse segmento”, contou a reportagem de JRS.

Na visão de Nilton Molina a não realização da reforma da Previdência significa a volta da inflação. “Isso significaria um desastre absoluto para estados e municípios. O Seguro de Vida só cresce se a renda cresce, a renda só cresce se a economia cresce, para a economia crescer é preciso fazer o ajuste fiscal e atrair novamente a confiança dos investidores”, enfatizou ao público seleto, que reuniu líderes de entidades do mercado segurador de todo o Brasil, bem como das entidades de classe do Estado de São Paulo.

Confira outras imagens – Palestra do CVG/SP:

HDI Seguros apoia a 4ª etapa da Hyundai Copa HB20 784

Rubens Oliboni é Diretor Regional da HDI Seguros no Rio Grande do Sul / Divulgação

Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, no município gaúcho de mesmo nome, vai sediar as provas da competição

A HDI Seguros, quarta maior seguradora de automóveis e sexta em residências do Brasil, estará na pista do Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, no município gaúcho de mesmo nome, no próximo final de semana, dias 17 e 18 de agosto. A seguradora é patrocinadora da Hyundai Copa HB20 e endossa o seu apoio à nova categoria do automobilismo brasileiro.

“Temos muito orgulho de receber a competição em nosso estado, especialmente pelo perfil dela, que dá igualdade de condições a todos os competidores”, destaca Rubens Oliboni, Diretor Regional da HDI Seguros no Rio Grande do Sul. “Os pilotos têm a mesma possibilidade de vencer e o conceito por trás disso, que é a prevalência do lado humano sobre a máquina, é algo em que acreditamos”, reforça o executivo.

A primeira prova das categorias HB20 Pro e HB20 Super, que compõem a competição, será realizada no sábado (17), enquanto a segunda, ocorre no dia seguinte. Depois de ter 100% de aproveitamento na última etapa e vencer as duas corridas do final de semana, o piloto Raphael Abbate é o líder da HB20 Pro, com 87 pontos. Na HB20 Super, a primeira posição está com Luciano Viscardi, que acumula 93 pontos.

A competição será transmitida ao vivo pelo canal Band Sports e também pelas redes sociais. O calendário de provas deve acompanhar o da Copa Truck. Confira:

  • 4ª etapa – Santa Cruz do Sul/RS – dia 17 e 18 de agosto
  • 5ª etapa – Cascavel/PR – dia 5 e 6 de outubro
  • 6ª etapa – Velopark/RS – dia 26 e 27 de outubro
  • 7ª etapa – Goiânia/GO – 23 e 24 de novembro
  • 8ª etapa – São Paulo/SP – dia 7 e 8 de dezembro

Novas medidas do INPI para a redução de burocracia no registro de patentes: Protocolo de Madri e Plano de Combate ao Backlog de Patentes 584

Novas medidas do INPI para a redução de burocracia no registro de patentes: Protocolo de Madri e Plano de Combate ao Backlog de Patentes

Acordo conta com 97 países signatários

O PDL 98/2019 formaliza a adesão do Brasil ao Protocolo de Madrid, que busca desburocratizar o registro internacional de marcas. O acordo já conta com 97 países signatários, responsáveis por mais de 80% do comércio mundial. O Protocolo tende a ter impacto econômico considerável, com maior atratividade para investimentos no Brasil e abertura de novos negócios. A previsão de início do protocolo no Brasil é em outubro de 2019 e há a expectativa de que a medida facilitará o depósito de marcas internacionais no País e de marcas brasileiras no exterior.

Já o Plano de Combate ao Backlog de Patentes prevê solucionar a fila de exame de patentes em dois anos. É baseado em mudanças de procedimentos do INPI e tende a ter impacto no desenvolvimento de tecnologias nacionais e também no investimento de empresas estrangeiras, que costumam enxergar o atraso na análise das patentes como um obstáculo ao lançamento de produtos no Brasil

MAPFRE Consórcios registra crescimento de 23% no primeiro semestre de 2019 400

MAPFRE Consórcios registra crescimento de 23% no primeiro semestre de 2019

Área obteve um desempenho médio acima do mercado, que teve aumento de 14,75% no acumulado de vendas de novas cotas

No primeiro semestre de 2019, a MAPFRE Consórcios, empresa associada à BR Consórcios, mais que dobrou a venda de cartas de crédito para o segmento de serviços. Na comparação com o mesmo período no ano passado, os negócios da companhia apresentaram um crescimento de 23% na venda de consórcios nos segmentos de automóveis, imóveis, motocicleta, maquinários e outros serviços como viagens, casamento, entre outros.

Segundo a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o setor encerrou o primeiro semestre do ano com aumento de 14,75% no acumulado de vendas de novas cotas, alcançando 1,40 milhão em comparação ao mesmo período de 2018, quando totalizou 1,22 milhão.

Divulgação
Divulgação

Durante os seis primeiros meses do ano, a companhia teve um crescimento nas cotas de crédito comercializadas, sendo de 39% para automóveis, 6% em imóveis e 156% para serviços. “O consórcio é uma modalidade de crédito bem abrangente e com valores acessíveis para qualquer faixa salarial”, comenta Patricia Siequeroli, diretora da MAPFRE Consórcios.

A MAPFRE Consórcios atribui o bom desempenho a seu portfólio diversificado, otimização no trabalho de apoio e suporte, e foco aos clientes, especialmente, por meio da inclusão de novos produtos no portfólio da companhia. “Em maio, começamos a comercializar consórcios para aquisição de imóveis no exterior. Com isso, ampliamos nossa expectativa de gerar ainda mais negócios ao longo do ano”, afirma Patricia.

CIST vai debater Lei Geral de Proteção de Dados e Responsabilidade Civil Geral do Operador Portuário 520

CIST vai debater Lei Geral de Proteção de Dados e Responsabilidade Civil Geral do Operador Portuário

Encontro acontece no dia 22 de agosto com duas temáticas

Divulgação
Divulgação

O próximo workshop do Clube Internacional de Seguros de Transportes (CIST) será realizado no dia 22 de agosto e terá dois temas bem diferentes: “Lei Geral de Proteção de Dados e Responsabilidade Civil Geral Operador Portuário”. O evento – que conta com apoio da Buonny, Guep, Grupo Fox, Grupo Golden Sat e Munich Re – tem como objetivo promover o desenvolvimento da cultura de gestão de riscos e seguros no Brasil, e capacitar trabalhadores desses segmentos.

A primeira palestra será sobre “Lei Geral de Proteção de Dados, os Impactos no Mercado de Seguro e Transporte de Carga”. Quem apresentará esse painel será Márcia Cicarelli, sócia da área de Seguros e Resseguros do Demarest. Mestre em Direito Civil pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduada em Seguros e Resseguros (FGV), com experiencia em todos os ramos do segmento de seguros, além de atuação docente em Direito Civil, PUC-SP, professora convidada da USP e Direito Securitário Funenseg para seguros e resseguros.

O segundo painel abordará “Responsabilidade Civil Geral Operador Portuário – Riscos Intrínsecos da Operação e Desafios do Setor”. O palestrante será Christian Smera, sócio administrador da Smera-BSI Claims Group, advogado e regulador militante no segmento de avarias marítimas. Ele também é membro correspondente da Associação Mundial dos Reguladores de Avarias Marítimas e parceiros institucionais do escritório jurídico MCLG.

Serviço:

Data: 22 de agosto de 2019
Horário: 08h30 às 12h30
Local: São Paulo Center
Endereço: Av. Lineu de Paula Machado, 1088/1100 – Cidade Jardim
Investimento: R$ 80 para sócios / R$ 100 para não sócios
Mais informações: neste endereço.

SulAmérica integra o índice FTSE4Good da bolsa de valores de Londres pelo terceiro ano consecutivo 521

Tomás Carmona, superintendente de Sustentabilidade da SulAmérica / Divulgação

Seguradora apresentou desempenho acima da média no setor

A SulAmérica foi confirmada novamente no FTSE4Good, reconhecido como um dos mais importantes índices internacionais de sustentabilidade e que tem como base dados domínio público, tais como relatórios financeiros e de sustentabilidade, atendendo aos rígidos critérios de seleção que analisam cerca de 300 indicadores diversos.

O FTSE4Good é aferido pela Financial Times Stock Exchange (FTSE) Russell, uma divisão da bolsa de valores de Londres. Ele é composto por empresas com fortes práticas ASG (ambiental, social e de governança) e norteia uma ampla variedade de participantes do mercado para criar e avaliar fundos de investimento responsáveis e outros produtos.

Com base na pontuação obtida, a companhia apresentou desempenho acima da média comparado ao setor de seguros e do país.

“Nosso desempenho, traduzido em um índice extremamente importante, demonstra que nossas políticas e processos, pautados nos critérios ASG, conduz a SulAmérica para uma solidificação da marca cada vez maior, sendo reconhecida tanto pela sustentabilidade nos negócios quanto no impacto positivo que causa na sociedade”, afirma o superintendente de Sustentabilidade da seguradora, Tomás Carmona.

Tomás, que também é membro do conselho do PSI (Princípios para a Sustentabilidade em Seguros) – programa das Nações Unidas (ONU) que tem como objetivo servir como um framework para analisar riscos e oportunidades ambientais, sociais e de governança corporativa para a indústria de seguros global -, acredita que a integração no índice é um atrativo para investidores.