MAPFRE Investimentos: Paridades cambiais e a corrida dos bancos centrais 679

MAPFRE Investimentos: Paridades cambiais e a corrida dos bancos centrais

Divulgação de indicadores na Europa e nos Estados Unidos deve trazer volatilidade ao preço dos ativos

A semana nos reserva divulgações relevantes. No ambiente doméstico, hoje pela manhã, o Banco Central apresentou o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) de maio, que teve leve alta de 0,54%. Ainda vamos conhecer o IGP-10, da FGV, e o Índice de Confiança do Empresário Industrial, da CNI, respectivamente nos dias 16 e 18.

Mas o foco das atenções será o exterior. Nos Estados Unidos, serão divulgadas pesquisas de produção industrial e de comércio varejista amanhã, além do Livro Bege na quarta. Na mesma data, será apresentado o índice de preços ao consumidor da União Europeia.

A divulgação desses dados na economia central deve trazer volatilidade adicional aos preços dos ativos. A MAPFRE Investimentos espera que os dados de atividade econômica nos EUA, em especial os de produção industrial, sigam surpreendendo negativamente o mercado. A expectativa de dinamismo decrescente nos próximos meses é reflexo de eventos internacionais, como o contencioso com a China e as incertezas derivadas da possibilidade da saída do Reino Unido da UE. Diante disso, o Fed deve reduzir a taxa básica de juros em sua reunião de 31 deste mês.

Esse afrouxamento da política monetária do banco central norte-americano, em teoria, deveria favorecer a depreciação do dólar perante as moedas de outras economias centrais, como o euro. Porém a perspectiva de afrouxamento da política monetária não é exclusividade do Fed. O Banco Central Europeu (BCE) aponta em seus últimos comunicados para a necessidade de estímulos adicionais em um ambiente de incerteza e indica que, entre as suas medidas potenciais, estão novas mudanças nas taxas de juros nas aquisições de ativos. O BCE considera também movimentos “mais estratégicos” caso inflação permanecer abaixo da meta.

O que essa corrida de bancos centrais significa em termos de paridades cambiais, em especial o dólar em relação ao euro? A intensificação do afrouxamento monetário nas economias centrais contribui para o aumento da volatilidade das taxas de câmbio no curto e médio prazo. No longo prazo, entretanto, os fundamentos costumam prevalecer. Esperamos que o dinamismo superior da economia norte-americana em relação ao europeu, além do diferencial de taxas de juros, beneficia o dólar. Diga-se de passagem, mais do que o euro, o dólar tende a se valorizar em momentos de aversão ao risco. Estimamos, portanto, que o dólar siga em sua trajetória de apreciação no longo prazo, conforme abaixo.

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Empresa e Setores: Vendas no Comércio

Os dados referentes a maio divulgados pelo IBGE demonstraram a continuidade da fraqueza econômica no país, com queda no volume de vendas de -0,1% na comparação com abril.

Ao analisarmos o acumulado do setor, notamos um tímido crescimento de apenas 0,7% no ano, indicando que a economia continua estagnada.

Conforme notamos no gráfico abaixo, o volume de vendas no varejo não retornou à trajetória de recuperação notada nos últimos meses de 2018. Essa fraqueza se deu principalmente pela linha de artigos de uso pessoal e doméstico, com queda de 1,4%, e pelo volume de vendas de combustíveis e lubrificantes, com redução de 0,8%.

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O lado positivo foi observado nos volumes de vendas de hipermercado e supermercados – alta de 1,4% -, item este, com maior peso dentro da pesquisa.

As vendas do varejo ampliado também mostraram queda em maio. No setor automotivo, a redução foi de 2,1%; e no de material de construção, de 1,8%.

Esse comportamento quase linear do índice nos últimos meses indica que o nível de atividade da economia está em compasso de espera. O resultado dos grupos que compõe o índice reforça a situação. A contribuição positiva vem dos setores menos relacionados aos produtos mais básicos do ponto de vista do consumo, ao passo que o comércio de bens supérfluos mostram resultados piores.

Gestão: Surpresas positivas na previdência beneficiam mercados

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Com o impressionante score de 379 votos a favor, o texto principal da reforma da Previdência foi aprovado em primeiro turno no plenário da Câmara dos Deputados na última quarta-feira, após intensa articulação da base e liderança do presidente da casa, Rodrigo Maia.

Surpreendendo positivamente pela margem de aprovação e pela baixa desidratação em relação à proposta original, o evento foi determinante para o otimismo que prevaleceu no mercado doméstico, com recuo do dólar de 2,3% na semana e os fundos DIs devolvendo prêmios ao longo de toda a curva de juros. Os índices acionários também tiveram momentos de otimismo, e o Ibovespa renovou suas máximas acima dos 105 mil pontos, porém um natural movimento de realização de lucros por parte dos investidores ao final da semana encerrou o desempenho semanal em ligeira queda de 0,2%.

O cenário externo também foi favorável aos negócios, com declarações de membros do Fed abrindo espaço para um possível corte na taxa básica de juros na próxima reunião. A reunião do Banco Central Europeu deixou a mesma impressão nos investidores, que aguardam novas medidas de estímulo após os números de pedidos das fábricas na Alemanha recuarem 6% na passagem ano contra ano.

Enquanto isso, na China, apesar da desaceleração econômica, o movimento tem sido suave e amortecido pelos recentes estímulos, e os dados da balança comercial divulgados na última semana indicaram impacto menor que o esperado nas exportações e no saldo comercial mesmo em meio à guerra comercial com os EUA.

Apenas o mercado de petróleo segue pressionado, com o WTI superando a marca de US$ 60/barril na semana, na esteira da escalada de tensões entre o Irã e os EUA e aliados na Otan, devido a novos incidentes com embarcações no estreito de Ormuz.

Como será o setor de seguros de pessoas nos próximos quatro anos? 945

Live do ISB com diretores da Sancor Seguros contou com projeções de longo prazo

O Instituto Superior de Seguros e Benefícios do Brasil (ISB) promoveu, nesta quinta-feira, 2, a “Quinta com Benefícios”, live que contou com a participação de Leandro Poretti, diretor-geral da Sancor Seguros, acompanhado de diretores da companhia. Ao vivo, os executivos da seguradora destacaram uma circunstância diferenciada da empresa no comparativo às demais congêneres em atividade no mercado brasileiro: o fato de a Sancor estar retomando antes das demais seguradoras o trabalho presencial, tendo em vista que a sede principal no Brasil é localizada no Interior, onde a pandemia se alastra bem menos que nas capitais.

Localizada em Maringá, no norte do Paraná, a Sancor retomou às atividades presenciais em meados de junho, o que não significa, todavia, que tenha abortado as operações digitais. Pelo contrário, a cidade paranaense está recebendo o projeto piloto de um aplicativo de telemedicina já bastante difundido pela Sancor no mercado argentino. Conforme o diretor-geral destacou na live, o serviço prevê a inclusão de teleconsultas nos planos de saúde coletivos e individuais a serem oferecidos pela seguradora no futuro próximo.

Os palestrantes também salientaram o crescimento, no mercado brasileiro, da verificação de sinistros por imagem, tanto nos ramos de Vida como nos Ramos Elementares, apontando essa inovação com consequência dos avanços tecnológicos que foram implementados durante o período de distanciamento social.

Outro destaque da transmissão online foi a palestra de Fernando Ortega. O economista se propôs a apresentar números que permitem projetar como estará o mercado de seguros quatro anos depois do final da pandemia. Ele denominou as projeções apresentadas como “Impacto do Covid-19 sob o enfoque do longo prazo.

Os primeiros gráficos mostraram que o PIB do Brasil havia crescido 48% no acumulado dos anos de 2004 a 2013, época em que o Governo Federal conseguia arrecadar mais que gastar. Em contrapartida, a partir da crise econômica que estourou na segunda metade da década passada, os números ficaram negativos no acumulado entre 2014 a 2023, evidentemente considerando o intervalo entre 2021 e 2023 como hipótese futura. Como o Governo tem gastado mais recursos que arrecadado, a projeção é de que o país tenha um decréscimo acumulado de – 1,06% no PIB daqui a três anos.

Todavia, conforme indicadores tabulados em outra pesquisa internacional, em que mais de 3 mil pessoas de 15 países foram ouvidas, a mudança de comportamento do consumidor mundial, em decorrência da pandemia, sinaliza um maior interesse das pessoas por produtos de seguros de pessoas.

O levantamento apresentado na live identificou, como possíveis impactos permanentes no comportamento do consumidor no pós-pandemia, o seguinte: 60% das pessoas está dedicando o tempo em autocuidado e bem-estar; 57% passaram a se exercitar em casa; 64% estão mais atentos em reduzir desperdícios; 50% estão considerando mais a saúde ao comprar um produto.

Na interpretação do palestrante, os dados indicam pessoas mais focadas em vida, em saúde e na proteção da família que em bens materiais. Ele acrescenta que essa nova tendência já reflete no mercado, o qual registrou um crescimento de 1% do setor de seguros de pessoas, de janeiro a abril, no Brasil, onde o seguro automóvel, por exemplo, despencou.

“A crise econômica pode, inclusive, provocar a aceleração na reforma administrativa e reforma tributária. Além disso, o brasileiro está acostumado com crises, sendo bastante resoluto em conseguir se adaptar. Já se enxerga uma recuperação até em 2021, com crescimento projetado de até 4% na economia nacional”, projetou o analista. Falando em seguros, Ortega identifica que este mercado tem muito a crescer no país. “As seguradoras e corretores estão entendendo um pouco mais as necessidades do consumidor. O ouvir o cliente, entregar uma solução sob medida, cruzar dados sobre o perfil do consumidor têm possibilitado às companhias oferecer o que o cliente precisa”, reforçou.

O trabalho remoto será constante, crescimento da modalidade de cursos à distância, crescimento de seguros de infraestrutura, de seguros prestamistas, em razão da necessidade de se abrir o crédito, foram outras conclusões que os participantes do fórum do ISB e Sancor Seguros destacaram para a audiência, durante 90 minutos de live, acompanhada pela reportagem JRS.

Está no ar o podcast: “Inovação na saúde: como tecnologia e humanização andam de mãos dadas” 864

São pouco mais de 20 minutos cheios de informações sobre os bastidores da telemedicina na SulAmérica

O movimento de transformação digital chegou na saúde e foi regularizada a teleconsulta, ou seja, a possibilidade de fazer um atendimento médico completo via tela, sem sair de casa, sem enfrentar o trânsito. Mas a telemedicina não se faz com uma chamada de vídeo comum. Há muita tecnologia e um pensamento totalmente digital que coloca o cliente no centro de todo esse serviço.

Cristiano Barbieri, vice-presidente de Estratégia Digital, Inovação e Tecnologia na SulAmérica, e Gustavo Passi, Evangelizador Digital na empresa, conversaram com a jornalista Barbara Guerra sobre a tecnologia e a estratégia por trás do Saúde na Tela.

Se eu fosse você, clicava em um dos links e ouvia agora mesmo:
Estadão
Spotify
Deezer

São pouco mais de 20 minutos cheios de informações sobre os bastidores da telemedicina na SulAmérica. E se quiser depois aprofundar o assunto, nos avise que marcamos uma entrevista com nossos porta-vozes.

Carteira digital está disponível em todo o país 800

Motoristas de todos os estados e do Distrito Federal já podem portar a versão eletrônica do CRLV nos celulares por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito

Agora todos os motoristas e proprietários de veículos do país podem ter os documentos de porte obrigatório de trânsito no celular por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), desenvolvido pelo Serpro para o Ministério da Infraestrutura. Nesta quarta-feira, 1º, o Pará foi a última localidade a oferecer a versão eletrônica do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) para a população do estado. O CRLV digital, que já é utilizado por mais de 4 milhões de proprietários de veículos, tem a mesma validade jurídica do documento impresso e pode ser compartilhado eletronicamente de forma segura. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já estava disponível para todos os motoristas do país desde 2018.

“Essa é uma revolução de décadas, que permite que o cidadão possa ter, na palma da mão, documentos eletrônicos com o mesmo valor jurídico dos físicos”, celebrou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O ministro ressaltou ainda que a tecnologia traz a vantagem de desburocratizar processos e reduzir custos exigidos pela emissão dos documentos em papel. De acordo com a resolução nº 788 do Conselho Nacional de Trânsito, todas as 27 unidades da federação deveriam adotar o CRLV digital até 31 de julho.

Para ter o CRLV digital, o cidadão deve fazer primeiro o download do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), disponível gratuitamente no Google Play e App Store, o aplicativo permite que sejam adicionadas as versões eletrônicas tanto do documento veicular quanto da carteira de habilitação. O cadastramento do veículo pode ser realizado no próprio aplicativo, mas o proprietário deve estar em dia com o licenciamento anual. Após serem baixadas, as versões eletrônicas dos documentos ficam disponíveis no dispositivo móvel mesmo sem internet.

Compartilhamento

O CRLV Digital também pode ser compartilhado para outra pessoa que utiliza o mesmo veículo, desde que ela também já tenha instalado, em seu dispositivo móvel, o aplicativo CDT. O compartilhamento pode ser realizado para até cinco pessoas ao mesmo tempo. Quem recebe o CRLV digital não consegue exportar ou compartilhar o documento, mas pode apresentá-lo às autoridades de trânsito. Quando o proprietário do veículo não quiser mais compartilhar o documento, é só cancelar a opção no aplicativo. Quem ainda quiser o documento em papel pode fazer a impressão de sua própria casa a partir do próprio aplicativo ou acessando o Portal de Serviços do Denatran. A validade jurídica do documento fica garantida pelo QR Code desenvolvido pelo Serpro.

AT&M apresenta solução inédita para apólices do transporte 1021

Responsável por mais de 90% da averbação do seguro de transporte no Brasil, a empresa desenvolveu solução que facilita a gestão e o cálculo do faturamento

Líder no mercado nacional, a AT&M registra a média R$ 500 bilhões em movimentação de cargas por mês e conta 45 milhões de CT-es emitidos (CTE significa Conhecimento de Transporte Eletrônico, documento digital criado para registrar, para fins fiscais, a atividade de transporte. Essa quantidade de cargas é averbada através de soluções tecnológicas desenvolvidas pela empresa. Contudo, para aprimorar a troca de informações seguras entre corretores, seguradoras e transportadoras, a AT&M vai além da averbação do seguro e está apresentando uma tecnologia inédita no país, para a gestão e cálculos do faturamento de apólices no segmento de transporte de cargas.

Segundo Thiago Marques, diretor de Operações, a tecnologia denominada Gcorr – Inovação em soluções de faturamento- foi desenvolvida para ser o braço direito dos corretores de seguros na hora de realizar o seu faturamento. Com investimentos contínuos, a AT&M destinou mais de R$1 milhão em pesquisas de novas tecnologias e ferramentas, tendo o Gcorr como um dos frutos colhidos”, destaca Marques.

O principal objetivo da nova tecnologia é auxiliar corretores de seguros, que em muitos casos realizam o cálculo em planilhas de excel, incluindo taxa, origem e destino, na hora de cobrar a apólice do seguro das seguradoras e transportadoras. A plataforma realiza o cálculo de todas essas etapas. Neste caso, o corretor precisa cadastrar somente os dados do cliente e as informações da apólice. Além disso, a tecnologia é flexível e possibilita alterar os dados incorretos, para que o sistema refaça o cálculo corretamente.

Marques explica que a emissão da fatura de forma manual pode demorar semanas para ser concluída, dependendo do porte da corretora de seguros. “Além de tornar o procedimento bem mais ágil, o Gcorr permite a alteração nos valores de embarques ou adequação da apólice do prêmio, evitando descontos ou reajustes incorretos”, informa.

Depois de cada cadastro, nos próximos meses, a fatura é gerada de forma automática para o recebimento do valor à seguradora. Além da instalação da tecnologia na corretora, que acontece de forma rápida e prática, a AT&M oferece treinamento para corretores e suporte 24 horas com equipe capacitada para o esclarecimento de dúvidas. “Enfim, a tecnologia do Gcorr é considerada como uma solução 3 em 1, com as principais funções de Cálculo de Prêmio, Gestão de Carteira e Gestão de Faturamento, finaliza Thiago Marques.​

CVG RS participa de webinário promovido pela Sancor Seguros 1108

Seminário estará online na próxima segunda-feira, 6 de julho, no youtube, com participação da presidente do Clube, Andreia Araújo

O Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG RS) vai estar presente na próxima edição do SancorTalks, promovida pela Sancor Seguros. O webinário “Oportunidades e inovações em seguros de pessoas nos dias atuais” será realizado nesta segunda-feira, 06, às 19h. Ao lado de Rafael Leonel, gerente nacional de vida da Sancor Seguros, a presidente do CVG RS Andreia Araújo busca contribuir no debate sobre um dos temas mais relevantes para o desenvolvimento do mercado segurador no Brasil.

“O tema seguro de pessoas nunca esteve tanto em debate, seja por abrangência de coberturas seja pelas novas formas de distribuição. Precisamos aproveitar todos os momentos para disseminar cada vez mais a importância do seguro de pessoas”, afirma Andreia. O webinário estará disponível no canal da Sancor Seguros no YouTube.